Davi Izaque Martins Silva, de 26 anos, foi preso pelo Baep, no sábado (19), em São José do Rio Preto (SP); corpo de Thallita da Cruz Fernandes foi encontrado dentro da mala pela polícia no fim da tarde de sexta-feira (18).
Médica é encontrada morta dentro de mala em apartamento em Rio Preto
O Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) prendeu o namorado da médica encontrada morta dentro de uma mala em um apartamentoem São José do Rio Preto (SP). O suspeito foi encontrado no bairro Vila Elmaz neste sábado (19).
Davi Izaque Martins Silva é apontado como o principal suspeito de matar a médica Thallita da Cruz Fernandes — Foto: g1
A Justiça emitiu um mandado de prisão temporária contra o namorado de Thallita, Davi Izaque Martins Silva, de 26 anos, apontado como o principal suspeito de cometer o crime, no sábado (19). A informação é da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic).
O crime foi descoberto pela polícia no fim da tarde de sexta-feira (18). Thallita da Cruz Fernandes, de 28 anos, vai ser enterrada no Cemitério São Pedro, localizado no bairro Vila Alpina, às 13h de domingo (20).
Thallita da Cruz Fernandes, encontrada morta dentro de uma mala em Rio Preto (SP), é médica formada desde 2021 — Foto: Arquivo pessoal
O corpo da vítima foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto na tarde de sábado (19). A perícia apontou que Thallita morreu por hemorragia aguda, causada pelas facadas. Não há informações sobre o horário do velório.
Thallita da Cruz Fernandes estudou medicina na Famerp em Rio Preto, onde se formou em 2021 — Foto: Reprodução/Facebook
Segundo o boletim de ocorrência, foi a mãe de Thallita, que mora em Guaratinguetá (SP), quem notou o desaparecimento da filha e pediu para que uma amiga da vítima fosse até o prédio onde ela morava, em Rio Preto.
Ainda de acordo com o BO, o apartamento de Thallita, localizado no 3º andar, estava trancado. Por isso, essa amiga acionou a polícia, com a ajuda do porteiro. O corpo de Thallita foi encontrado nu, na lavanderia do apartamento, dentro da mala.
Thallita da Cruz Fernandes trabalhava como médica plantonista na UBS de Bady Bassitt — Foto: Reprodução/Facebook
A vítima estava com muitos ferimentos no rosto provocados por faca. Pelas câmeras de segurança, a polícia pôde constatar que o namorado foi o último a entrar e deixar o apartamento.
A Divisão Especializada de Investigação Criminal (Deic) vai investigar o caso.
Médica foi encontrada morta em apartamento, em Rio Preto (SP) — Foto: Rogério Pedrozo/TV TEM
Em nota, a Famerp lamentou a morte da aluna: “Com pesar, a Diretoria da Famerp lamenta profundamente o falecimento trágico da aluna da turma 49, Thallita Fernandes. Sua partida prematura nos entristece. Nossos sentimentos aos familiares e amigos e colegas neste momento de tristeza e consternação.”
Também em nota, a Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme) desejou condolências aos familiares e amigos.
Thallita da Cruz Fernandes se mudou para Rio Preto (SP) em 2016 — Foto: Reprodução/Facebook
“Em nome de todos seus diretores, corpo clínico e colaboradores, o Complexo Funfarme manifesta profundo pesar pela morte da médica Thallita da Cruz Fernandes. Formada em 2021 pela Famerp, Thallita atuou para melhor atendimento de centenas de pacientes. A Funfarme manifesta suas condolências à amigos e familiares”, diz a nota.
A Prefeitura de Bady Bassitt lamentou a morte da médica via redes sociais: “É com imenso pesar que a Prefeitura Municipal de Bady Bassitt recebe a lamentável notícia do falecimento da médica Thalitta da Cruz Fernandes, plantonista na UBS de nossa cidade. Respeitada por todos e admirada pelo profissionalismo, amizade, integridade e pela maestria ao cuidar da população, Dra. Thalitta deixa um legado incontestável e de relevância fundamental para a Saúde do Município.”
O fim da lua de mel entre o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já impacta a agenda econômica do governo neste segundo semestre. Se, por um lado, as pautas prioritárias de Haddad ficaram paradas nesta semana, como o arcabouço fiscal, por outro há sinalização de que matérias que o governo não quer que sejam aprovadas entrem na pauta da próxima semana, a exemplo da prorrogação da desoneração da folha de pagamentos.
Mesmo não sendo o melhor momento na relação entre os Poderes, líderes da Câmara se mostram confiantes no andamento de algumas pautas. O arcabouço pode ser votado na próxima semana independente do desfecho da reforma ministerial, que tem deixado tudo em suspenso em Brasília.
Agosto é um mês crucial para a pauta econômica porque há um prazo até o dia 31 para o governo enviar o projeto do orçamento do país para 2024 (PLOA, ou Projeto de Lei Orçamentária Anual) e no caso deste ano há alguns complicadores: (1) se a nova regra fiscal (arcabouço) não for aprovada antes do envio da PLOA, o orçamento terá que ser feito seguindo a antiga regra do teto de gastos; e (2) como o arcabouço prevê crescimento de despesas para o ano que vem, terá que indicar uma série de medidas de novas receitas ainda não aprovadas pelo Congresso para que se alcance o prometido déficit zero das contas do governo. Traduzindo, o país pararia de fechar as contas “no vermelho”.
Depois do excelente momento vivido pelo ministro da Fazenda na relação com o Congresso e com a melhora dos indicadores econômicos no segundo trimestre do ano (e por isso podemos chamar esse período de “lua de mel”), Haddad desagradou aos deputados ao dizer em entrevista, publicada na segunda-feira, que a Câmara “está com um poder muito grande e não pode usar esse poder para humilhar o Senado e o Executivo”.
Nas entrelinhas da frase de Haddad foi lido um recado do ministro sobre a disputa travada nos bastidores pela aprovação da medida provisória do salário mínimo, que teve o conteúdo de outra medida transportado para ela em uma manobra feita por governistas. O conteúdo inserido foi da ampliação da isenção do Imposto de Renda e da tributação dos fundos offshores (fundos de brasileiros mantidos no exterior e que hoje são isentos de impostos). Os presidentes da Câmara e do Senado não gostaram da manobra legislativa e agora a tributação dos fundos offshores tem aprovação incerta.
Outras matérias que prometem ter tramitação mais difícil no parlamento são a tributação dos juros sobre capital próprio e de fundos exclusivos. O Congresso gostaria de deixar essa discussão para depois da aprovação da reforma tributária de bens e serviços, mas a Fazenda precisa encontrar novas receitas para fechar as contas do próximo ano. Os parlamentares resistem a aprovar qualquer medida de aumento de impostos. No entanto, há uma boa vontade maior quando se trata de um setor que não era tributado.
Menos de 24 horas depois de confirmar a veículos de imprensa que o tenente-coronel Mauro Cid iria apontar Jair Bolsonaro (PL) como mandante de umesquema que desviou presentes milionários recebidos pela Presidência da República, o advogado Cezar Bitencourt recuou e afirmou não ter falado sobre as transações envolvendo as joias recebidas pelo ex-presidente por delegações estrangeiras. A defesa que antes havia declarado que Cid agiu a mando de Bolsonaro, agora mudou o discurso.
Em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira, 18, o advogado admitiu que recebeu ligação da defesa de Bolsonaro após a divulgação de entrevista à revista Veja. Segundo Cezar Bitencourt, o advogado do ex-presidente pediu uma reunião com ele. Bitencourt afirmou ainda que tem preocupação com a segurança da família de Cid, mas não deu detalhes sobre de onde partem as ameaças. “Não quero falar sobre isso”, disse à GloboNews.
A nova versão do advogado de Cid é que o ex-ajudante de ordens agiu para resolver o “problema do Rolex” que o ex-presidente ganhara de presente no exercício do cargo e que deveria ter sido destinado à União, mas foi vendido dos Estados Unidos.
Em mensagem enviada aoEstadãona madrugada desta sexta-feira, 18, Bitencourt anteciparam que haveria uma mudança de rumo na tese apresentada pela defesa. Ele disse: “Não tem nada a ver com joias! Isso foi erro da Veja não se falou em joias [sic]”.
Advogado de Mauro Cid indica recua e diz que confissão não vai tratar de joiasFoto:Reprodução
Arevista Veja publicou na noite dessa quinta-feira, 17, que o Mauro Cid decidira confessar que vendeu joias nos Estados Unidos a mando de Bolsonaro. Ainda segundo a reportagem, o ex-ajudante de ordens da Presidência da República vai dizer que o dinheiro arrecadado foi enviado ao ex-presidente, o que pode configurar peculato e lavagem de dinheiro.
Nesta sexta-feira, a história contada pela defesa de Mauro Cid é outra.
Em entrevista à Globonews nesta tarde, o advogado livra Bolsonaro de responsabilidade. “Não disse que foi a mando do Bolsonaro, não disse que ele [CID] estava dedurando”, declarou. “Apenas como assessor ele cumpriu ordens. Bolsonaro disse: ‘Resolve esse problema aí, do Rolex’. Para um bom entendedor meia palavra basta. Cid foi atrás para resolver a questão do Rolex”.
Um dia antes o mesmo advogado deu outra versão: “Mauro Cid vendeu o relógio a mando do Bolsonaro com certeza e entregou o dinheiro a ele. Os 35 mil (dólares) que entraram na conta do pai dele (o general Mauro Cesar Lourena Cid) eram parte do pagamento que ele deu ao ex-presidente”, disse ao jornal O Globo.
Bitencourt assumiu a defesa de Cid na terça-feira, 15. Um dia depois, ele deu indícios de que a linha de defesa seria mostrar que o tenente-coronel apenas cumpria ordens, mesmo “ilegais e injustas”.
“Essa obediência hierárquica para um militar é muito séria e muito grave. Exatamente essa obediência a um superior militar é o que há de afastar a culpabilidade dele. Ordem ilegal, militar cumpre também. Ordem injusta, cumpre. Acho que não pode cumprir é ordem criminosa”, disse o advogado, em uma entrevista concedida à GloboNews, na quarta-feira.
Mauro Cesar Barbosa Cid e Mauro Cesar Lourena CidFoto:EFE/Andre Borges e Roberto Oliveira/Alesp
APolícia Federal cumpriu na última sexta-feira, 11, mandados de busca e apreensão no caso das joias. Entre os alvos da operação estava Mauro Cid, hoje preso no Batalhão do Exército por um outro esquema ilegal de falsificação de cartões de vacina.
Também estão envolvidos no desvio das joias o pai do tenente-coronel, o general da Reserva Mauro César Lourena Cid, o segundo tenente Osmar Crivelatti e o advogado Frederick Wassef.
A corporação aponta Bolsonaro como beneficiário e estima que o esquema tenha rendido R$ 1 milhão.
De acordo com a PF, os montantes “obtidos das vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de laranjas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”.
Nessa quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atendeu pedido da PF eautorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Jair Bolsonaro e de sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
As leis de trânsito não permitem ao condutor alegar presunção de perigo ou quaisquer necessidades individuais (até mesmo de urgência) para desrespeitá-las. Por isso, tampouco é possível encontrar qualquer regulamentação dentro do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que permita a exclusão de penalidades sobre os motoristas infratores.
Marco Fabrício Vieira, integrante das equipes do conselho estadual (SP) e nacional de trânsito, explica que muitas das justificativas dadas por condutores em recursos apresentados ao órgãos de trânsito vão no sentido de que o condutor está “em situação de risco, pois já é tarde da noite e/ou que determinado local costuma ser perigoso”.
Porém, não só o CTB não prevê esses “excludentes de ilicitude” no trânsito, como também a esfera judicial já julgou um caso dentro desse tema, de maneira desfavorável à pessoa que desrespeitou as leis de trânsito.
Em novembro de 2019, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região entendeu que um condutor que estava a 95 km/h em uma via de 50 km/h em Areia Branca (RN) – alegando fuga de um assalto – não teria o direito de anulação da multa aplicada a ele – ainda que, na sequência do cometimento da infração, tenha registrado o caso em boletim de ocorrência (documento que serviu à sua defesa em juízo).
“Não houve provas suficientes para comprovar o estado de necessidade alegado pelo autor da ação, tendo em vista que a única prova seria o boletim de ocorrência, não sendo este idôneo, pois se baseia exclusivamente no relato do próprio condutor do veículo, além do fato de que foi ele mesmo quem produziu o documento de forma unilateral”, afirmou o desembargador federal Leonardo Carvalho, relator do caso.
Mas e se, além do B.O, der para provar a ocorrência de perigo?
Imagem: Divulgação
Uma dúvida que ainda permeia, principalmente nas redes sociais, é a seguinte: e se não for presunção de perigo ou o registro de um suposto em boletim de ocorrência, mas sim se um assalto, caso envolvendo armas e/ou um arrastão já estiver em andamento perto de você?
Será preciso optar entre o risco de se tornar mais uma vítima da violência e o de virar mais uma fonte de arrecadação por multas de trânsito?
Não há situações em que o condutor possa desrespeitar, senão quando há ordem do agente da fiscalização ou quando os veículos de emergência sinalizam necessidade de passagem. Em caso de autuação, basta apresentar defesa da autuação. Assim, o órgão autuador analisará as imagens e constatará que, naquele momento, uma ambulância passou ou que havia um agente no comando do fluxo, sem a possibilidade de os veículos evitarem uma posição de infração” Marco Fabrício Vieira
Segundo Vieira, tirando essas situações mencionadas, quando as leis de trânsito são desrespeitadas, há potencial de risco tanto o próprio condutor quanto os demais usuários da via.
Além disso, salienta que, embora a legislação não preveja excludentes de ilicitude para infrações administrativas (como ocorre na legislação penal), o julgador tem independência na hora de apreciar o caso e tomar suas decisões conforme bem entender. Ou seja, quanto mais o condutor conseguir provar a legitimidade da sua ação infratora, maiores serão as chances de ter seu recurso aceito.
O que tem sido a melhor solução?
Imagem: Getty Images
Além da importância de registrar todas as provas possíveis de determinado ocorrido que mencionamos (algo que, inclusive, pode ajudar a polícia a capturar os criminosos), a forma como você se porta ao volante (e até fora dele) podem ser determinantes para atrair ou repelir os bandidos.
Segundo Fábio Henriques, policial federal e instrutor de defesa pessoal, uma boa analogia sobre segurança urbana é a que compara bandidos com predadores: eles buscam a “presa” mais fraca, desgarrada no grupo e que dá oportunidade de ser facilmente “abatida”.
Segundo o agente, os seguintes pontos servem de alerta para o motorista:
Carro desorganizado: bagunça chama atenção dos criminosos pois, além de entenderem que a vítima pode oferecer menos perigo por ser mais “desleixada”, algum tipo de objeto de valor pode estar ali no meio
Objetos à mostra: se, ao olhar pelo vidro, ele identificar várias bolsas, sacolas e objetos de valor, certamente terá mais interesse no roubo e/ou no furto
Não deixe os vidros abertos e não fique dentro do carro estacionado: “As duas atitudes mostram que a pessoa não está atenta à segurança. Por isso, vai ser pega de surpresa com a abordagem. Os criminosos são oportunistas, sempre vão escolher a vítima que dá menor trabalho, e que demanda menos tempo de ação. Por isso, demonstrar atenção ao seu redor pode salvar você de ser selecionado nessas horas”, afirma Henriques
Observe o entorno do veículo antes de estacionar e de sair do local: se possível, dê a volta no quarteirão para verificar a presença de alguém suspeito nos arredores de onde você pretende deixar o carroContinua após a publicidade
Saiba o jeito de usar a chave do carro: abra as portas apenas no momento de entrada, tranque-as, cheque se o carro foi mesmo travado (para evitar que o criminoso use emulador de sinal para impedir a atuação do comando da fechadura) e saia com o veículo o mais rapidamente possível
Rode com portas travadas e vidros fechados:hoje, muitos carros travam automaticamente as portas acima de determinada velocidade. Porém, nem todos são assim. Nesse caso, certifique-se de que elas estejam sempre trancadas com o veículo em movimento. Além disso, procure transitar com as janelas fechadas para reduzir o risco de abordagem por assaltantes em paradas rápidas, como em semáforos, por exemplo
Não se distraia, nem mesmo com o carro em movimento: muitos se aproveitam de semáforos e lombadas, onde o condutor é obrigado a parar ou a reduzir a velocidade, para agirem. Se o motorista estiver distraído, esse é outro gatilho para ações criminosas
Carros blindados repelem ladrões: os próprios criminosos sabem identificar quando há presença de blindagem e, desse modo, vão automaticamente evitar a ação nesses veículos (que tampouco podem ser transfixados por munições de revólveres calibre .38 e pistolas de até 9 mm)
Uma vez que foi pego pelos criminosos, não tente reagir ou negociar: em caso de assalto, a orientação é entregar os bens materiais sem discutir. A prioridade é sempre sair ileso da situação
O advogado Ariovaldo Moreira, que defende o hacker Walter Delgatti Neto, tem uma foto nas suas redes sociais onde fala da parceria feita com o escritor Fernando Morais, autor da biografia de Luiz Inácio Lula da Silva.
Na publicação feita em 25 de novembro de 2021, Moreira convida os moradores da cidade de Araraquara para participarem de uma de uma noite de autógrafos.
Além disso, todos os livros que fossem vendidos no evento, teriam os direitos autorais revertidos para ajudar Delgatti Neto.
– Boa tarde, queridos amigos e seguidores. É com muita alegria que venho anunciar que dia 13/12 o grande escritor Fernando Morais fará uma noite de autógrafos na nossa cidade, onde os direitos autorais dos seus livros vendidos no dia serão revertidas ao Walter Delgatti – dia a legenda da foto onde o advogado segura o primeiro volume da biografia de Lula.
Esta foi uma das provas apresentadas hoje contra Delgatti durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos de 8 de janeiro.
O senador Flávio Bolsonaro não usou apenas esta publicação do advogado, como também a participação de cliente e defensor em uma live da revista Fórum, ligada ao PT, onde o hacker declara voto em Lula.
Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto era acusado de receber propina no caso dos navios-sonda | Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou provas de ações penais em benefício de mais dois aliados do presidente Lula: o ex-presidente do Peru Ollanta Humala e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Nos dois casos, cujas decisões foram proferidas na quinta-feira 17, Toffoli adotou o mesmo entendimento — de que as planilhas da empreiteira Odebrecht, em que constavam as propinas pagas a agentes políticos, foram adulteradas e se tornaram imprestáveis com provas. publicidade
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto era acusado, em processo na 1ª Vara Eleitoral de Brasília, de receber propina da Odebrecht no caso dos navios-sonda do Estaleiro Enseada Paraguaçu, do qual são sócios o Grupo Odebrecht, a empresa 7 Brasil e a Petrobras.
Segundo a denúncia do Ministério Público, parte dos valores recebidos por Vaccari “se destinava a recompensar Luiz Inácio Lula da Silva pela manutenção do esquema criminoso”.
A defesa de Vaccari argumentou que o processo é fundamentado em prova ilícita, ou seja, os sistemas Drousys e My Web Day B, utilizados no acordo de leniência celebrado pela Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. “A nulidade absoluta ocorre nos defeitos insanáveis, com violação de norma de ordem pública, no sentido de que não se convalidam automaticamente, em nenhuma hipótese”, disseram os advogados do ex-tesoureiro.
Toffoli transcreveu parte da decisão do então ministro Ricardo Lewandowski que beneficiou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e, assim como o colega, decidiu que os elementos de provas “encontram-se nulos, vedando-se, em consequência, a prática de atos instrutórios deles derivados”.
Ex-presidente do Peru também consegue anulação de provas
Ollanta Humala, ex-presidente do Peru, e Lula, em evento em junho de 2013 | Foto: Flickr
Acusado de lavagem de dinheiro no Peru, Humala também alegou ao STF que o processo é fundamentado em prova ilícita. “Nesse caso, autorizar a realização do ato cooperacional equivalerá a cooperar com a continuidade de um processo penal baseado em prova ilícita, porque indiscutivelmente inidônea, conforme já reconhecido por esse Supremo Tribunal Federal.”
Dessa forma, Humala pediu a extensão de decisão já adotada em relação a mais de uma dezena de réus da Lava Jato. O primeiro beneficiado foi Lula. Em decisão praticamente igual à concedida a Vaccari e a outros agentes públicos brasileiros, Toffoli acatou o pedido.
O ministro do STF determinou o envio da decisão ao Ministério da Justiça, para que a encaminhe ao governo do Peru por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI). Recentemente, o ex-presidente do Equador Jorge Glass conseguiu a mesma decisão.
Além de Lula, Alckmin e, agora, políticos como os ex-governadores do Sérgio Cabral (RJ), Beto Richa (PR) e Anthony Garotinho (RJ), o ex-senador Edison Lobão, o ex-ministro Paulo Bernardo, o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), o ex-presidente da Fiesp Paulo Skaf e o diretor do Instituto Lula Paulo Okamotto também foram beneficiados por decisões judiciais relacionadas à lista de suposta propina paga pela Odebrecht.
Programação permitiria apertar um voto e resultar em outro, disse o hacker
Walter Delgatti na CPMI Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Walter Delgatti Neto, o hacker da Lava Jato, em seu depoimento à CPMI do 8 de janeiro, nesta quinta-feira (17), disse que “quem tem acesso ao código-fonte [das urnas eletrônicas] consegue que seja apertado um voto e o resultado seja outro”.
A declaração foi dada quando Delgatti relatava que membros do governo queriam que ele gerasse um “código-fonte falso” a fim de comprovar aos eleitores que, de fato, havia absoluta vulnerabilidade quanto à segurança das urnas eletrônicas.
– Eles pegariam uma urna, emprestada da OAB, eu acredito, e eu colocaria um aplicativo meu lá e mostraria à população que é possível apertar um voto e sair outro – disse.
– O código-fonte é o código em si. É o código aberto. Ele tem diversos arquivos. E, compilado, ele vira apenas um, que é o que estava na urna. E quem tem acesso ao código-fonte antes de compilá-lo consegue inserir linhas que façam com que seja apertado um voto e o resultado seja outro – revelou o depoente.
Delgatti afirmou que lhe foi solicitado uma maneira de aplicar na prática uma manipulação a fim de comprovar a fragilidade do sistema e, assim, poder contestar a segurança digital das eleições.
– Eles queriam que eu fizesse um código-fonte meu, não o oficial do TSE, e nesse código-fonte eu inserisse essas linhas, que eles chamam de código malicioso, porque ele tem como finalidade enganar, como finalidade colocar dúvidas na eleição – explicou.
Indispensável no dia a dia, o celular transita por todo tipo de lugar, não é mesmo? Mas seria bom estabelecer limites. É que com esse hábito, podemos causar, sem saber, uma série de problemas de saúde, inclusive em quem amamos. E não pense que usar o celular apenas dentro de casa, ou só no fim do dia, ou em momentos particulares, é menos prejudicial.
Portanto, pelo bem-estar e segurança —e bom funcionamento do seu aparelho—, veja a seguir quais são os locais considerados pelos médicos inapropriados e inseguros para se utilizar e deixar o celular e os prejuízos de não se atentar a isso.
O uso incontrolado do aparelho pode, por exemplo, facilitar contágios por microrganismos, insônia, queimaduras e até infertilidade.
O celular manuseado sobre as coxas, quando se está sentado, gera uma inclinação da cabeça para baixo, sobrecarregando a coluna cervical. Como consequência, dores locais surgem e se não tratadas podem evoluir para a chamada síndrome do pescoço de texto, uma lesão nessa região por esforço repetitivo, acompanhada por tensão muscular, rigidez e discos herniados.
Há estudos que correlacionam o hábito de manter o celular por horas, durante anos, dentro do sutiã, com o desenvolvimento de câncer de mama em mulheres jovens. Atualmente, contudo, não há conclusões definitivas sobre os efeitos da exposição à radiação eletromagnética. Mas é sabido que se o celular esquentar pode causar queimadura, proliferação bacteriana e assadura.
A maioria dos homens carrega o celular assim, mas, segundo a ciência, existem riscos, como de ferimentos (o celular pode quebrar ao sofrer um impacto, ou a pessoa cair), limitação dos movimentos e dores locais e infertilidade por exposição à radiação e aumento do calor local. Bastaria manter o aparelho próximo dos testículos alguns centímetros por tempo prolongado.Continua após a publicidade
Notificações, chamadas, vibrações, luz azul de alta intensidade, tudo isso que o celular emite pode desequilibrar a produção de melatonina (hormônio cuja função é regular o relógio biológico do organismo), prejudicando a facilidade em o corpo relaxar e dormir no período noturno. O celular se usado no escuro também causa cansaço, ressecamento e irritação ocular.
5. Embaixo do travesseiro
Também não resolve muito tirar o celular do lado da cama e colocá-lo embaixo do travesseiro. Você até pode reduzir alguns desconfortos relacionados à iluminação e ao barulho, mas pode se colocar em sério perigo, pois o aparelho pode superaquecer e causar um incêndio ou choque fatal, principalmente se conectado ao carregador e em ocasiões de chuva.
Quem costuma se sentar no vaso sanitário com o celular, por passar vários minutos nessa posição, pode acabar desenvolvendo hemorroidas (inchaço e inflamação das veias ao redor do ânus e reto que causam dor e sangramento) em razão do aumento da pressão ao evacuar. Sem contar que o aparelho fica contaminado, tanto pelo manuseio, como após se dar a descarga.Continua após a publicidade
Celulares circulam por todo tipo de ambiente e para se ter ideia são dez vezes mais sujos do que uma privada e podem carregar até 23 mil fungos e bactérias causadores de doenças, entre as quais intoxicações alimentares. Por isso, higienize seu aparelho com frequência e ao preparar comida não o deixe apoiado sobre a pia da cozinha.
Da pia para a mesa onde se come, o celular pode atrapalhar a concentração e dessa maneira a percepção de sabor dos alimentos, a mastigação e deglutição corretas (principalmente se estiver em uso para conversas) e, por fim, a saciedade. Também pode induzir à ansiedade, fazendo a pessoa comer depressa e engolir bastante ar, vindo a sofrer depois com gases.
A OMS recomenda que bebês de até 2 anos não tenham acesso a telas, que podem influenciar no atraso do desenvolvimento de diversas habilidades mentais e cognitivas. Celular como brinquedo em carrinho de criança também prejudica os olhos, sono, articulações e facilita contágios e eletrocussão, se conectados e levados à boca.Continua após a publicidade
10. No carro, sem suporte
O risco de saúde mais consistente associado ao uso do celular dentro do carro é a distração ao dirigir e os acidentes com veículos e pedestres. Acoplar o aparelho em algum tipo de suporte, como o que gruda no vidro, não é proibido. Mas atenção com o celular solto sobre o painel de instrumentos, próximo ao câmbio e ao volante, pois compromete a condução e acarreta multa.
Fontes: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Júlio Barbosa, médico pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e neurocirurgião; Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra da AAP (Academia Americana de Pediatria); e Omar Assae, oftalmologista do Hospital Cema (SP).
Flávio Dino, ministro da Justiça, no lançamento do Programa de Ação na Segurança (PAS) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, cujo cargo exige equilíbrio e contenção, age exatamente da forma contrária, como um animador de auditório. Essa é a opinião do jornal O Estado de S. Paulo, manifestada em editorial — texto que representa a opinião de um veículo de comunicação — publicado na edição desta quinta-feira, 17.
No texto, o Estadão compara a conduta exibicionista de Dino à de outro ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes comandou o Ministério da Justiça no governo de Michel Temer.publicidade
O Estadão criticou o ministro de Lula por suas efusivas e incontidas opiniões, que transformam a Justiça numa arena política. “Pelo teor de suas manifestações, Flávio Dino não entendeu o que significa ser ministro da Justiça, tampouco as responsabilidades e os limites que o cargo impõe”, afirmou o jornal. “No entanto, Flávio Dino age como se fosse um animador de auditório. Opina sobre tudo.”
O editorial cita as recentes manifestações desastradas de Dino sobre as eleições primárias na Argentina e sobre as investigações de um suposto elo entre os atos de 8 de janeiro e o caso das joias doadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No primeiro caso, Flávio Dino disse que “em eleições, os monstros de extrema direita só chegam ao poder quando o centro e os liberais caminham com as aberrações”. E, no segundo, o ministro antecipou um juízo de valor, atribuindo culpa a Bolsonaro, “sem esperar o resultado da investigação — dando a entender que elas são desnecessárias para a formação das convicções do ministro da Justiça”, afirma o Estadão. “O comentário de Flávio Dino não condiz com o papel de ministro da Justiça no Estado Democrático de Direito.”
Lula e Flávio Dino | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Essa conduta do aliado de Dino, “oposta à que o seu cargo exige”, não contribui para serenar os ânimos. “Flávio Dino parece obstinado em alimentar a equivocada impressão de que o Judiciário é uma grande arena política”, avalia o jornal.
Dino, Estadão e Alexandre de Moraes
O Estadão lembra que já cobrou de Alexandre de Moraes, ministro da Justiça entre 2016 e 2017, uma postura mais contida. Na ocasião, o agora ministro do STF antecipou a realização de operações da Polícia Federal no âmbito da Lava Jato, justamente na véspera da prisão do ex-ministro petista Antonio Palocci.
O jornal chegou a pedir a demissão de Moraes, afirmando que “vocação para o exibicionismo não combina com a discrição que o cargo de ministro da Justiça exige”. “Rigorosamente o mesmo se pode e se deve dizer agora sobre o atual ministro da Justiça”, afirma o editorial.
Por fim, o texto cobra uma postura mais jurídica e menos política de Flávio Dino: “Em vez de fazer do Ministério da Justiça um grande espetáculo que converte tudo aquilo em que toca em política eleitoral, que tal trabalhar para que a Constituição seja mais conhecida e respeitada por todos?”, conclui o Estadão.
O advogado Frederick Wassef foi alvo, na noite dessa quarta-feira (16), de uma busca pela Polícia Federal autorizada pela Justiça. Wassef admitiu ter recomprado o relógio Rolex vendido ilegalmente nos Estados Unidos pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro na Presidência, Mauro Cid. Segundo o site G1, o advogado foi localizado em uma churrascaria num shopping na Zona Sul de São Paulo e teve o celular apreendido.
Pessoas que acompanharam a ação da PF contaram, ainda segundo o site, que Wassef não resistiu à abordagem, apesar de ter ficado surpreso. O carro do advogado também foi revistado.
A busca pessoal pela PF ocorreu porque Wassef não tinha sido localizado na sexta-feira, 11, dia em que foi deflagrada a operação sobre a venda e recompra irregular de joias destinadas à União durante o governo Bolsonaro.