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Nutricionista cita 10 alimentos antienvelhecimento que podem transformar sua pele; veja lista

Foto: Katleho Seisa/Getty Images.

Consumir alimentos ricos em nutrientes, com antioxidantes e gorduras saudáveis, ajuda o corpo a funcionar melhor. Quando o organismo opera bem, o reflexo surge no maior órgão, no caso, a pele. Entretanto, quando a alimentação tem como base itens ultraprocessados, gordurosos e com alto índice de açúcar, a cútis tende a ficar oleosa, flácida e com espinhas. 

O portal de saúde e bem-estar Healthline entrevistou a nutricionista Nathalie Rhone para saber quais alimentos funcionam como uma fórmula antienvelhecimento. De acordo com a especialista, séruns, hidratantes e boosters costumam fazer milagres dermatológicos, mas, internamente, a função está a cargo principalmente da alimentação. 

A seguir, veja quais alimentos combatem a pele opaca e o surgimento de linhas finas, rugas e sinais de envelhecimento. 

1. Agrião

Eleito por pesquisadores da William Paterson University, dos Estados Unidos, como o alimento mais saudável do mundo, o agrião é rico em ferro, potássio, magnésio, cálcio e diversos antioxidantes, sem contar as vitaminas A, C, K, B1 e B2. Não só isso, o vegetal tem o potencial de desintoxicar o corpo e purificar o sangue. 

Segundo a nutricionista, o agrião dispõe de propriedades antissépticas internas para a pele, aumenta a circulação e entrega minerais a todas as células do corpo, o que contribui com a maior oxigenação da cútis. Por ser uma fonte com índice elevado das vitaminas A e C, o alimento neutraliza os radicais livres, evitando o aparecimento de rugas. 

2. Pimentão vermelho

Nathalie destacou que os pimentões vermelhos estão “carregados” de nutrientes capazes de amenizar os sinais do envelhecimento. “Além do alto teor de vitamina C — que é boa para a produção de colágeno —, o vegetal dessa cor contêm poderosos antioxidantes chamados carotenoides”, reforçou a expert em nutrição. 

Conforme explicou a especialista, os carotenoides são pigmentos responsáveis por colorir frutas e legumes de vermelho, laranja e amarelo. “Essas substâncias têm uma variedade de propriedades anti-inflamatórias e podem ajudar a proteger a pele de danos causados pelo sol, poluição e toxinas”, acrescentou. 

3. Mamão

Diante da quantidade de bons nutrientes do mamão, Nathalie o classifica como “superalimento”. A fruta apresenta antioxidantes, vitaminas e minerais que, juntos, melhoram a elasticidade da cútis e também ajudam a minimizar o surgimento de rugas e linhas finas. Entre as substâncias presentes na opção estão fósforo, potássio e magnésio. 

“O mamão traz uma enzina chamada papaína, que oferece benefícios antienvelhecimento adicionais, funcionando como um dos melhores agentes anti-inflamatórios da natureza. Também é encontrada em muitos produtos esfoliantes”, frisou a nutricionista. Ela sugere comer a fruta e usar produtos com papaína na composição por beneficiar a cútis. 

4. Mirtilos

“Os mirtilos são ricos em vitaminas A e C, bem como em um antioxidante que desafia o envelhecimento, chamado antocianina. É isso que dá à fruta a bela e profunda cor azul”, realçou Nathalie. Consumir o alimento faz com que a pele fique prevenida da perda de colágeno e protegida de danos resultantes da exposição ao sol, estresse e poluição. 

5. Brócolis

Segundo a nutricionista, o brócolis é “uma potência anti-inflamatória e antienvelhecimento”. Ingerir o vegetal turbina o organismo de cálcio, luteína, folato, fibras, antioxidantes e vitaminas C e K. “O corpo precisa de vitaminas C para a produção de colágeno, a principal proteína que confere força e elasticidade à pele”, esclareceu. 

6. Espinafre

Mais uma verdura, o espinafre contribui com a hidratação. Rico em luteína, ferro, magnésio e as vitaminas A, C, E e K, o alimento soma antioxidantes que contribuem com a oxigenação e o reabastecimento de todo o corpo. “A vitamina K ajuda a reduzir a inflamação nas células”, afirmou a expert. Ela aconselha adicionar o vegetal na salada. 

7. Nozes

“As nozes, especialmente as amêndoas, são uma grande fonte de vitamina E, que colabora com a reparação do tecido da pele, retém a umidade e protege-a dos danos dos raios UV”, esclareceu Nathalie. Esse tipo de oleaginosa traz na composição alto índice de ácidos graxos ômega 3. A substância fornece brilho à cútis e preserva a barreira natural. 

8. Abacate

De acordo com a especialista em nutrição, o abacate acumula uma série de nutrientes que tendem a prevenir os efeitos negativos do envelhecimento, são eles, o potássio e as vitaminas A, B, C, E, e K. “O conteúdo de carotenoide impede toxinas e danos causados pelos raios solares de prejudicar a pele, também a protege contra o câncer”, reforçou. 

9. Batata-doce

A cor amarelada da batata-doce é resultado da presença do antioxidante chamado betacaroteno. O nutriente se transforma em vitamina A no organismo, conforme detalhou Nathalie Rhone. “Restaura a elasticidade da pele, promove a renovação das células e, em última análise, contribui para a aparência jovem”, complementou. 

10. Sementes de romã

A listagem elaborada pela nutricionista traz as sementes de romã na última colocação. O alimento protege o corpo dos danos dos radicais livres e reduz os níveis de inflamação. “Essas frutas saudáveis contêm o composto punicalaginas, capaz de preservar o colágeno da pele e retardar os sinais de envelhecimento”, concluiu. 

Metrópoles


Em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos, Ana Priscila Azevedo disse que em momento algum pensou que “ser patriota pudesse vir a ser sinônimo de golpista”

“Bastaria um soldado raso avisar”, que sairíamos, diz presa pelo 8/1

Acusada de ser uma das lideranças do acampamento de manifestantes em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, Ana Priscila Azevedo (foto) afirmou nesta quinta-feira (28) que “bastaria um soldado raso avisar”para que a estrutura tivesse sido desmontada.

Em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara do Distrito Federal, ela disse que, em momento algum, pensou que “ser patriota pudesse vir a ser sinônimo de golpista e que passasse a ser considerado como tipo penal”.

“Confesso que não sabia que estava errando e muito menos poderia imaginar que estava a praticar um crime. Jamais pensei que ao atender ao chamado de militares poderia ser marcada e presa”, afirmou.

“Os acampamentos ficaram montados por tanto tempo e por todo o país sem ninguém falar nada em sentido contrário. Por isso, ousamos pensar que éramos bem-vindos. Bastaria um soldado raso nos avisar que deveríamos sair que teríamos ido embora, acrescentou.

Ana Priscila foi presa pela Polícia Federal no dia 10 de janeiro, em Luziânia, no Distrito Federal. Apontada como uma das organizadoras da invasão às sedes dos três Poderes, em Brasília, ela administrava um grupo no Telegram chamado de “A queda da Babilônia”, com mais de 35 mil membros.


Informações O Antagonista

Jantar pós-posse de Barroso tem convite a R$ 500 e QR Code exclusivo de leitura única

Após assumir a presidência do STF nesta quinta-feira, no lugar de Rosa Weber, o ministro Luís Roberto Barroso recebe um jantar oferecido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). 

O evento será em um espaço de festas de Brasília e conta com uma espécie de jantar por adesão. Parlamentares foram convidados, mas os cônjuges precisam comprar o convite a R$ 500. 

Os convidados recebem um QR Code de uso único, nos mesmos moldes da festa oferecida pela AMB ao ministro Cristiano Zanin no mês passado. 

Há uma expectativa de que Maria Bethânia, convidada por Barroso a cantar na cerimônia no Supremo, também participe do jantar para convidados. 

O Globo/Lauro Jardim


BOMBA: Padilha acusa centrão de chantagem, "vocês não tem ideia do que fazem comigo"

Foto: Sérgio Lima/Poder360.

A coluna do Estadão desta quinta-feira (28) informa que o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, sugeriu que a “pressão do Centrão por cargos no governo envolveria pressão não republicana”. 

Questionado nesta semana após ter sido emparedado pela bancada do PSD, que pressiona pelo controle da Funasa, Padilha disse: 

“Vocês não têm ideia do que eles fazem comigo a portas fechadas”, declarou ele em tom de brincadeira aos jornalistas do Estadão. 

O jornal informa que Padilha estava ao lado do líder do PSD na Câmara, Antônio Brito. Brito, sem espirituoso, interrompeu o ministro e disse: “Deixa de graça.” 

Quem não está de brincadeira, porém, é o Centrão. Arthur Lira, presidente da Câmara, ainda não está satisfeito com a atitude do governo Lula de não liberar as 12 vice-presidências da Caixa, mais cargos na Funasa e Codevasf. 

O Antagonista


BOMBA: Padilha acusa centrão de chantagem, "vocês não tem ideia do que fazem comigo"

Foto: Sérgio Lima/Poder360.

A coluna do Estadão desta quinta-feira (28) informa que o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, sugeriu que a “pressão do Centrão por cargos no governo envolveria pressão não republicana”. 

Questionado nesta semana após ter sido emparedado pela bancada do PSD, que pressiona pelo controle da Funasa, Padilha disse: 

“Vocês não têm ideia do que eles fazem comigo a portas fechadas”, declarou ele em tom de brincadeira aos jornalistas do Estadão. 

O jornal informa que Padilha estava ao lado do líder do PSD na Câmara, Antônio Brito. Brito, sem espirituoso, interrompeu o ministro e disse: “Deixa de graça.” 

Quem não está de brincadeira, porém, é o Centrão. Arthur Lira, presidente da Câmara, ainda não está satisfeito com a atitude do governo Lula de não liberar as 12 vice-presidências da Caixa, mais cargos na Funasa e Codevasf. 

O Antagonista


Alerta: Dólar chega a R$5,07 e pode continuar subida

O dólar hoje rompeu a barreira dos R$ 5 após mais de um mês abaixo do patamar de R$ 5. A alta desta quarta-feira (27) vem na esteira das indicações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) irá manter o nível dos juros elevados por mais tempo. 

Na última hora, a moeda renovou máximas, acompanhando o fôlego renovado nos juros dos Treasuries (títulos públicos americanos), e é negociado em torno de R$ 5,07 no mercado à vista. 

Ao Broadcast, Mauriciano Cavalcanti, diretor de câmbio da Ourominas, disse que a alta reflete a tendência de migração de recursos para a renda fixa americana, levando em conta as sinalizações de que os juros dos Estados Unidos permanecerão elevados, inclusive com chance de elevação das taxas básicas. 

Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair Corretora, diz que o dólar deve continuar a oscilar próximo dos R$ 5 nos próximos dias. Além do cenário externo nebuloso, um fator sazonal também pesa sobre a moeda, uma vez que as tesourarias bancárias começam outubro já atentas às oportunidades de compra para efetuar remessas ao exterior. 

Nesta quarta, o presidente da distrital do Federal Reserve em Minneapolis, Neel Kashkari, também disse que há um risco de que os juros americanos precisem subir mais se os aumentos já implementados não desacelerarem a economia como se espera. As taxas dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano), que caíam mais cedo, passaram a subir nos vencimentos intermediários e longos. 

O fortalecimento dos rendimentos das Treasuries longas pesa na curva de juros local e o dólar acima dos R$ 5 também ajudam a deixar as taxas em alta, com destaque para os vencimentos médios e longos dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs). 

Estadão/Investidor


Desaprovação do governo Lula chega ao maior índice desde o início do ano; VEJA PESQUISA

Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução.

De acordo com uma pesquisa do PoderData, o governo Lula já é desaprovado por 45% dos brasileiros. O índice representa um empate técnico com o percentual dos que aprovam o governo (48%), já que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. Além disso, a diferença entre os dois marcadores é a menor registrada desde o início do terceiro mandato do petista. 

O percentual de desaprovação reflete uma tendência de alta observada desde a comparação entre os dois primeiros levantamentos, em janeiro e abril deste ano, quando Lula teve, respectivamente, 39% e 41% de desaprovação. 

Por outro lado, a aprovação do governo tem oscilado pouco, porém, chegou ao menor nível este mês. A avaliação positiva do governo saiu de 52% em janeiro para 49% em abril. Voltou a subir em junho, com 51%, e caiu para 48% em setembro. 

Em janeiro, a distância entre a avaliação positiva e a negativa do governo era de 13 pontos percentuais, bem diferente dos 3 pontos registrados neste último levantamento. 

A pesquisa foi realizada de 24 a 26 de setembro por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram feitas 2.500 entrevistas em 212 municípios nas 27 unidades da federação. 

Ainda, segundo os dados coletados, o governo petista é melhor avaliado entre os jovens (58%), idosos (56%), pessoas com ensino fundamental (56%) e católicos (57%). 

A taxa de desaprovação é maior entre adultos de 25 a 44 anos (53%) e evangélicos (64%). 

O petista também mantém melhores índices de avaliação nas regiões Nordeste (53%) e Sudeste (51%), perdendo nas regiões Sul (32%), Centro-Oeste (43%) e Norte (48%). 

Os percentuais de “bom ou ótimo” e “ruim ou péssimo” também apresentaram empate técnico. Com a mesma tendência de alta para avaliação negativa e queda da avaliação negativa, os marcadores registraram, respectivamente, 36% e 35%. 

Gazeta do Povo


Veja como votou cada senador na aprovação do PL do marco temporal das terras indígenas

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles.

O projeto de lei que estabelece um marco temporal para a demarcação de terras indígenas foi aprovado nesta quarta (27), pelo Senado, por 43 votos a 21 contrários, e seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto determina que os povos indígenas só podem reivindicar a posse de terras que ocupavam, de forma permanente, em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. 

A aprovação ocorreu na contramão da análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a tese como inconstitucional. A decisão gerou reação do Congresso Nacional, principalmente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), que acelerou a tramitação do projeto. 

Os senadores aprovaram o texto-base do projeto de lei no mesmo dia em que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e teve o regime de urgência votado favoravelmente por 41 votos a 20 contrários. 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), negou que a aprovação com urgência pelo Congresso seja um “revanchismo” contra o STF. De acordo com ele, o país não precisa “semear a discórdia entre os Poderes e entre as instituições e semear a discórdia na sociedade brasileira. Não há uma dicotomia entre interesse indígena e interesse econômico”. Pacheco ressaltou que os Poderes devem se respeitar entre si. 

Veja abaixo como votaram os senadores para a aprovação do projeto de lei 2.903/23 (veja a votação na íntegra): 

Votos favoráveis (43):

Votos contrários (21):

Além de fixar o dia 5 de outubro de 1988 como limite para demarcação, o texto também prevê a exploração econômica das terras indígenas, inclusive em cooperação ou com contratação de não indígenas. A celebração de contratos nesses casos dependerá da aprovação da comunidade, da manutenção da posse da terra e da garantia de que as atividades realizadas gerem benefício para o grupo. 

A origem do marco temporal remonta a 2009, quando foi utilizado em um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) durante a demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima. Desde então, essa tese tem sido amplamente debatida e contestada. 

De um lado, os apoiadores afirmam que o marco temporal é necessário para garantir a segurança jurídica e evitar conflitos de terra em áreas que poderiam ser reivindicadas mesmo sem terem sido ocupadas por indígenas. De outro, representantes dos povos originários afirmam que a tese vai no caminho contrário, alegando que muitas comunidades foram expulsas de seus territórios originais antes de 1988. 

Gazeta do Povo


O Banco do Brasil confirmou a ação e disse que irá prestar as informações solicitadas pelo MPF dentro do prazo.

O Banco do Brasil confirmou a ação e disse que irá prestar as informações solicitadas pelo MPF dentro do prazo.| Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Em ação inédita, o Ministério Público Federal (MPF) notificou o Branco do Brasil (BB) sobre a abertura de um inquérito civil público para investigar a suposta participação do banco no tráfico de escravos no século 19.

De acordo com a BBC News Brasil, que teve acesso à informação na última quarta-feira (27), esta seria apenas a primeira de uma série de ações pretendidas pelo MPF contra instituições brasileiras para promover o que a militância racial chama de “reparação histórica”.

Segundo a BBC, a ação foi proposta por um grupo de 14 historiadores de 11 universidades que teriam apontado ligações entre o BB e a economia escravagista.

Para justificar a ação, os proponentes relatam, por exemplo, que o banco tinha entre seus acionistas e fundadores o negociante de escravos José Bernardino de Sá, acusado pelos historiadores de ter sido um dos maiores contrabandistas de africanos na época.

Ao receberem os relatos dos acadêmicos, três procuradores do MPF transformaram a demanda em uma ação pública para, em um primeiro momento, fazer com que o próprio banco apure e divulgue a conduta da instituição durante a escravidão.

O MPF também pede que o BB financie pesquisas acadêmicas sobre o assunto, que serão revertidas em futuros projetos de reparação histórica.

Além disso, os procuradores querem uma reunião com a direção do banco no dia 27 de outubro. O Ministério de Direitos Humanos e Igualdade Racial também foi convidado para o encontro.

Como a ação se trata de um inquérito civil e não de uma investigação tradicional, o levante contra o banco pode terminar em um acordo. Só no caso de o BB se recusar a atender os termos do MPF é que poderá virar alvo de uma ação judicial.

Procurado pela BBC, o banco confirmou a ação e disse que irá prestar as informações solicitadas pelo Ministério dentro do prazo.

Informações Gazeta Brasil


Senadores ainda precisam analisar sugestões de mudança (destaques). Se o projeto for aprovado em definitivo, seguirá para sanção do presidente Lula (PT).

Foto: Metrópoles


Senado aprovou nesta quarta-feira (27), por 43 votos a 21, o texto-base do projeto que estabelece um marco temporal para demarcação de terras indígenas. Senadores ainda precisam analisar sugestões de mudança (destaques) e concluir a votação. Se o projeto for aprovado em definitivo, seguirá para sanção do presidente Lula (PT). 

Pela proposta, os povos indígenas só poderão reivindicar a posse de áreas que ocupavam, de forma permanente, em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Na prática, se as comunidades não comprovarem que estavam nas terras nesta data, poderão ser expulsas. 

O movimento de avançar com o projeto, liderado pela bancada ruralista, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última quarta-feira (20). A corte definiu a tese do marco como ilegal. 

Tese do Marco Temporal ao ser derrubada, ganha força no senado

Tese do Marco Temporal ao ser derrubada, ganha força no senado 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco , declarou que a votação do texto pelo Senado não representa um “enfrentamento” ao tribunal e classificou o gesto do Congresso como “muito natural”. Segundo o parlamentar, este tipo de tema deve ser tratado pelo parlamento. 

A votação no Senado foi relâmpago. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o texto no início da tarde. O projeto não estava na pauta do plenário. Mas a urgência da matéria foi o primeiro pedido a ser analisado. Logo em seguida, o conteúdo da proposta foi aprovado. 

▶️ autorização para garimpos e plantação de transgênicos dentro de terras indígenas; 

▶️possibilita contato com povos isolados; 

▶️ possibilidade de realização de empreendimentos econômicos sem que os povos afetados sejam consultados; 

▶️celebração de contratos, entre indígenas e não-indígenas, para exploração de atividades econômicas nos territórios tradicionais; 

▶️prevê que a interrupção da posse indígena ocorrida antes de outubro de 1988, independentemente da causa, inviabiliza o reconhecimento da área como tradicionalmente ocupada. A exceção é para caso de conflito de posse no período. Neste caso, o marco temporal não seria aplicado em caso de expulsão dos indígenas. Especialistas avaliam, no entanto, que é difícil comprovar o conflito e a expulsão. 

▶️ que o governo indenize a desocupação das terras e valide títulos de propriedade em terras das comunidades indígenas. 

Sobre esse último ponto, especialistas acreditam que isso permitirá que não indígenas que tenham invadido áreas de comunidades sejam indenizados. 

De acordo com o texto, antes de concluído o processo de demarcação, “não haverá qualquer limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área, garantida a sua permanência na área objeto de demarcação”. 

Os ruralistas, com suporte da ala mais conservadora do Congresso, começaram a travar as votações de projetos na Câmara e no Senado enquanto o marco temporal não fosse aprovado. 

Os plenários das duas Casas não votaram propostas nesta terça. 

A Frente Parlamentar Agropecuária, o PL, o Novo e outros grupos divulgaram nota em que “repudiam a contínua usurpação de competência pelo Supremo Tribunal Federal em temas como legalização das drogas, descriminalização do aborto, direito de propriedade e legítima defesa, entre outros, manifestando seu firme e integral repúdio às decisões que invadem as competências do parlamento”. 

“Ressalvado o nosso respeito às competências do STF como Corte Constitucional, não aceitaremos qualquer interferência na prerrogativa legislativa do Congresso Nacional”, diz o documento. 

A oposição no Senado vem reagindo de forma contrária a julgamentos da corte. Oposicionistas querem que um plebiscito seja feito no Brasil sobre aborto. E Pacheco propôs incluir na Constituição proibição da posse e do porte de qualquer tipo de droga. 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) sugeriu ao governo uma série de sugestões de mudanças ao texto. 

Segundo a Apib, no projeto, “há flagrante violação do Direito Originário dos Povos Indígenas”, que é reconhecido desde o Brasil Colônia. “É uma tradição do direito brasileiro, com disposições semelhantes na primeira Lei de Terras do ano de 1850 e nas Constituições de 1934, 1937, 1946 e 1967”, diz o estudo. 

Para a entidade, “a adoção de um marco temporal vem para legalizar o processo histórico de mais de 500 anos de colonização, genocídio e expulsão dos povos indígenas dos seus territórios, que remete a tempos muito anteriores ao ano de 1988”. 

A Apib defende a separação do processo de indenização, no caso de boa-fé do proprietário da terra, do requerimento de demarcação do mesmo terreno. 

A entidade teme que, a partir do projeto, indenizações começarão a ser pagas àqueles que “tenham se envolvido em conflitos possessórios com indígenas que resultaram na expulsão dos povos originários de suas terras”. Isso, de acordo com Apib, “incentivaria invasões e premiaria graves violações de tratados internacionais de direitos humanos e do texto constitucional”.

Informações G1

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