Cientistas acreditam que podem ter resolvido o mistério de como 31 pirâmides, incluindo o célebre complexo de Gizé, foram construídas há mais de 4 mil anos no Egito. Com informações do G1 e da BBC News Brasil, uma equipe de pesquisa da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, nos Estados Unidos, descobriu que as pirâmides provavelmente foram construídas ao longo de uma antiga ramificação perdida do Rio Nilo, agora escondida sob desertos e terras agrícolas.
Por anos, os arqueólogos acreditavam que os antigos egípcios usaram uma via navegável próxima para transportar materiais, como os blocos de pedra necessários para construir os monumentos. No entanto, até agora, “ninguém tinha certeza da localização, forma, tamanho ou proximidade desta megavia navegável em relação ao local das pirâmides”, explicou o professor Eman Ghoneim, um dos autores do estudo.
Em um esforço intercontinental, o grupo de pesquisadores utilizou imagens de radar via satélite, mapas históricos, levantamentos geofísicos e sondagem de sedimentos para mapear o “braço” do rio, que acreditam ter desaparecido devido a uma grande seca e tempestades de areia há milhares de anos.
Usando a tecnologia de radar, a equipe conseguiu “penetrar na superfície da areia e produzir imagens de características ocultas”, como “rios soterrados e estruturas antigas” localizados na encosta onde se encontra a “grande maioria das pirâmides do Antigo Egito”, acrescenta Ghoneim.
Em conversa com a BBC, Suzanne Onstine, uma das coautoras do estudo, afirmou que “localizar a verdadeira ramificação do rio e ter os dados que mostram que havia uma via navegável que poderia ser usada para o transporte de blocos mais pesados, equipamentos, pessoas, realmente nos ajuda a explicar a construção das pirâmides”.
A equipe descobriu que este “braço” do rio, denominado Ahramat (“pirâmide”, em árabe), tinha cerca de 64 quilômetros de comprimento e entre 200 metros e 700 metros de largura. Ele margeava 31 pirâmides, construídas entre 4,7 mil e 3,7 mil anos atrás.
A descoberta deste extinto “braço” do rio ajuda a explicar a alta densidade de pirâmides entre Gizé e Lisht, uma área hoje inóspita do Deserto do Saara. A proximidade desta ramificação do rio com os monumentos sugere que ele estava “ativo e operacional durante a fase de construção destas pirâmides”, afirma o artigo.
Onstine explica que os antigos egípcios poderiam “usar a energia do rio para transportar esses blocos pesados, em vez do trabalho humano”, destacando que “é simplesmente muito menos esforço”. O Rio Nilo foi a tábua de salvação do Antigo Egito — e continua sendo até hoje.
VW Amarok V6 é um exemplo de veículo zero-quilômetro leiloado ainda com proteções na carroceria e pequena avaria Imagem: Divulgação
Você sabia que é possível comprar carros praticamente zero-quilômetro e nunca emplacados com desconto superior a 20% sobre o valor indicado pela Tabela Fipe? São veículos avariados durante o transporte da fábrica ou do depósito rumo à concessionária, que são posteriormente incorporados por seguradoras e vendidos em leilões.
Pesquisando nos sites de empresas que promovem esses pregões, você pode encontrar unidades com menos de 10 km rodados e pequenos danos, facilmente reparáveis. Algumas mantêm até as proteções nas carrocerias, aplicadas ainda na linha de montagem. Outros automóveis têm mais avarias mas aí são comercializados com desconto maior.
Segundo a Copart, que organiza leilões do tipo, o estrago costuma acontecer enquanto o carro está na cegonheira.
Amarok foi leiloada recentemente pela Copart ainda com os plásticos de proteção nos respectivos bancos Imagem: Divulgação
Pode ser para-brisa trincado ou leves amassados causados por um galho de árvore, por exemplo. São riscos cobertos por seguro, que podem ser suficientes para impedir a venda de determinado veículo em concessionária.
Quer um carro elétrico? Copart já leiloou este Nissan Leaf novinho que foi danificado durante o transporte Imagem: Divulgação
Para se ter uma ideia, a companhia já leiloou um Audi Q3 com desconto de quase R$ 50 mil (menos 21% em relação à Fipe); um Volkswagen Jetta com abatimento de R$ 34,5 mil (menos 24%); e um Hyundai HB20 com preço R$ 15 mil mais em conta (menos 22%).
É fundamental ver o automóvel pessoalmente, de preferência acompanhado de um profissional de confiança para verificar a extensão dos danos e estimar o custo para realizar os reparos necessários. A conta precisa fechar.
Dano pode aparecer no documento
Honda City Hatch é outro automóvel zero-quilômetro que foi arrematado em leilão promovido pela Copart Imagem: Divulgação
Vale destacar que o estrago pode ser informado no documento do veículo, dependendo da gravidade, e isso deverá desvalorizar o carro em uma eventual revenda.
Isso acontece quando o dano é de média monta – termo utilizado para designar carros sinistrados com algum tipo de avaria estrutural, mas que podem ser reparados e continuar rodando em vias públicas. Batidas de média monta passam a constar da documentação do carro.
Danos de pequena monta, que não afetam a estrutura, dispensam mudança no documento, enquanto os de grande monta muitas vezes inviabilizam o conserto e demandam a baixa no registro do veículo – mesmo nesse caso pode valer a pena a aquisição, mas como sucata, para posterior venda de peças.
Como participar dos leilões
Os leilões organizados pela Copart podem ser acompanhados por participantes residentes em qualquer região do país, independentemente da localidade na qual os veículos estejam armazenados. As salas para que os interessados possam dar os lances ficam disponíveis 30 minutos antes do início de cada sessão.
Para participar, basta se cadastrar no site da empresa, informar a documentação necessária, como CNH, CPF, RG e comprovante de residência. Podem participar pessoas físicas maiores de idade ou jurídicas.
Vítima conta que foi violada durante anos, até completar 12 anos. Série do g1 conta a história de agredidas e aborda o problema do abuso sexual infantil no Brasil. Psicólogos e pediatras citam os principais comportamentos das crianças abusadas e como tentar ajudar.
Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual?
Foi num momento de dor para a família inteira que Fernanda (nome fictício) se viu obrigada a expor para todos uma ferida particular que sentia desde a infância: a de que foi vítima de abuso sexual.
Essa revelação foi feita há 15 anos, no velório do irmão de Fernanda, morto por PMs. Parentes choravam e tentavam se consolar com abraços. Até que um homem se aproximou de Fernanda e fez menção de acolhê-la. Imediatamente vieram as memórias das violações, e ela o repeliu, gritando:
“Sai de perto de mim! Você abusou de mim, sai daqui!”.
Esse homem era um tio, irmão da mãe dela.
Esta é a 3ª reportagem da série Infância Despedaçada, que o g1 publica no Mês Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Veja aqui todos os capítulos do especial.
Fernanda tinha 24 anos na época. Pelo que se lembra, no último abuso feito por ele, ela estava com 12 anos. Mas todo esse tempo não fez a dor passar.
“Quando eu vi que era ele, comecei a gritar. Até ali, eu nunca tinha contado para ninguém, achava que era uma coisa muito vergonhosa”, afirmou ao g1.
O desabafo, porém, trouxe mais dor para Fernanda.
“Ninguém acreditou em mim. Minha mãe falava: ‘Você não vai fazer isso com seu tio não, você é a sobrinha que teu tio mais gosta’”, relembra.
“Meu tio, irmão da minha mãe, era muito agradável. Ele brincava muito, conquistava a gente na brincadeira. Ele costumava dizer que eu era a sobrinha preferida. Naquela época, a gente não tinha telefone, TV, nada, eu fazia dança, brincava como criança raiz na rua”, conta ela.
Ela lembra que a mãe nunca tinha explicado o que era sexo nem dado informações que a deixassem mais segura, como quem pode ter acesso ao corpo dela ou não. Esse conhecimento, Fernanda fez questão de passar para as 3 filhas.
“Meu tio brincava muito com a gente, até que ele começou a me levar para a casa dele. Ele passava a mão, alisava meu peito, tirava minha calcinha”, conta a vítima. Ela ainda lembra detalhes do que o tio fazia, mas confessa que a mente bloqueou parte das memórias mais dolorosas.
“Ele dizia: ‘Não conta para a sua mãe a nossa brincadeirinha’. Para mim, era normal”, relembra.
“Até que eu já tinha de 11 para 12 anos, e ele ainda abusando de mim. Foi aí que eu comecei a entender. Minha mãe falava para eu ir com ele, e eu não queria ir. Ele chegava, e eu me escondia.E minha mãe dizendo que ele gostava tanto de mim, e eu tendo aquele comportamento”, completa.
Casos de abusos em 2023
Foto: Arte g1
Quando ela contou, no velório, a mãe disse que não acreditava nela. Anos depois, quando uma das netas confrontou a avó pela falta de apoio a Fernanda, a avó disse que se sentia envergonhada por o irmão ter feito aquilo.
“No ano passado, conversando com a minha irmã, ela disse assim: ‘Ah, ele abusou de você, mas depois que ele parou de te abusar, ele abusou de mim’. Minha irmã é 3 anos mais nova do que eu. Ele se aproveitou por ser mais nova, por não ter instrução”, lamenta a vítima.
Na época, elas moravam em um complexo de comunidades do Rio de Janeiro.
“Eu tinha muita vergonha. Eu tinha uma raiva tão grande que a minha vontade era ir aos traficantes e contar tudo que ele fez. Mas, se eu fizesse isso, iam tirar a vida dele. Para que eu ia me envolver naquilo? Viver a vida com o peso da morte de alguém em mim?”, questiona a moça.
Ela acredita que não ficou inerte no trauma e presa somente a isso porque tinha muita vontade de sair da comunidade. Ela entendia que só seria possível através dos estudos e de muito trabalho.
Envolvia-se em projetos comunitários e religiosos, dançava, estudava e aos 14 já trabalhava para ajudar a mãe. Ela afirma que estudar foi a chave central para enfrentar seu trauma.
“As mães têm que perceber mais o comportamento dos filhos, quem está ali no entorno, e ter diálogo com as crianças sobre sexo. Assim, a criança vai saber que se alguém tocar nela, é com maldade, que tem que correr, contar para os adultos”, destaca a vítima.
Principais comportamentos de crianças abusadas
O g1 procurou especialistas para mapear os principais sintomas que as crianças apresentam e no que ficar de olho no comportamento dos pequenos.
Para a psicóloga Nathália Freitas, do programa Empoderadas, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o principal é se a criança tem um desenvolvimento normal e, de repente, começa a regredir sem motivo aparente.
Uma doença na família poderia ser um fator para a regressão, por exemplo, mas, se não há nada externo que possa afetar a criança, é bom prestar mais atenção.
A professora titular do departamento de Pediatria da Uerj indica que as crianças e adolescentes podem apresentar distúrbios de humor sem motivo aparente e dificuldades na escola.
“Alterações no sono e no apetite e passar a ter comportamentos mais retraídos também são indícios”, explica Stella Regina Taquette.
Veja lista com outros sintomas:
Dificuldade no controle esfincteriano;
Comportamentos agressivos;
Automutilação;
Uso abusivo de drogas;
Atitudes sexualizadas impróprias para a idade;
Brincadeiras que permitam toques indevidos;
Interesse repentino por questões sexuais ou brincadeiras de cunho sexual, com palavras ou desenhos que se refiram às partes íntimas;
Lesões ou edemas na região genital/anal sem doenças que justifiquem;
Lesões na boca ou garganta, decorrentes de sexo oral;
Sangramentos vaginais ou anais;
Infecções urinárias de repetição;
Rompimento de hímen;
Gravidez ou aborto precoce.
A professora da Uerj Débora de Aguiar Lage explica que vergonha e medo acentuados também são comportamentos típicos das crianças que são vítimas de algum abuso.
Para a doutora Lage, desenhos que indiquem órgãos sexuais ou algum teor do tipo devem acender todos os alertas em pais e responsáveis.
Além dos sintomas físicos, alguns indícios comportamentais, como os que a Fernanda teve, devem ser levados em conta, como:
Medo ou pânico em relação a alguém do convívio;
Dependência emocional em relação aos adultos de referência;
Medo exagerado do escuro ou locais fechados;
Regressão a comportamentos infantis,como xixi na cama e chupar dedo;
Masturbação e interesse sexual repentinos, fora do desenvolvimento natural;
Isolamento social e falta de confiança nas pessoas;
Negligência com a própria segurança e/ou higiene;
Excesso de raiva ou irritabilidadeinexplicáveis;
Frequentes fugas de casa ou baixa frequência escolar.
E como podemos proteger as crianças?
Os especialistas destacam que diálogo e conhecimento são os pontos chaves para proteger as crianças de uma forma mais eficaz.
“É muito fácil uma criança ter a percepção de quando é uma brincadeira ou não. Quando é brincadeira, todos acham legal. Então, quando existe um constrangimento, mesmo que seja num tom de alegria, de brincadeira, de confiança, é o momento de essa menina entender que tem algo de errado, de muito errado”, explica a especialista em segurança feminina Erica Paes.
Ela é idealizadora do Programa Empoderadas. No programa, mulheres vítimas de violência recebem instruções de desvencilhamento e fuga, além de defesa pessoal.
Crianças também são inscritas nas aulas e aprendem tanto algumas lutas, como educação sexual básica para se defender.
O diálogo precisa ser bem assertivo com os pequenos: é preciso ensinar o que pode e o que é totalmente proibido. Dar nomes claros aos órgãos sexuais também ajuda as crianças a não serem enganadas por possíveis abusadores.
A especialista Erica afirma que os agressores costumam ser queridos e brincalhões com as vítimas, além de fazerem parte do ciclo social.
“É preciso mostrar para essas crianças que elas podem confiar na professora, na diretora, confiar na escola, confiar em pessoas que estão ali fazendo parte da rede da educação para essa menina”, explica a superintendente de Equidade de Gênero do governo do RJ, Erica.
Criança se escondendo — Foto: Reprodução/Adobe Stock
Sem acolhimento, muitas vezes as vítimas duvidam se estão passando por aquilo mesmo ou se é algo da cabeça dela, segundo Paes.
“Eles são brincalhões, supersimpáticos. Eles são queridos pelo ambiente, a ponto de falarem ‘Não, não é possível que ele iria fazer isso’, caso aconteça algo fora do controle, justamente para deslegitimar a palavra da menina”, afirma Paes.
A pediatra Stella explica ainda que as crianças costumam ter dificuldade para verbalizar seus sentimentos – bons e ruins. Por conta disso, as famílias devem manter o diálogo sempre próximo dos pequenos e acompanhar o desenvolvimento deles.
“As famílias devem acompanhar o desenvolvimento de seus filhos dando proteção e autonomia na medida em que vão crescendo e adquirindo habilidades e competências para se cuidarem sem a ajuda dos pais. Falar sempre a verdade, responder aos questionamentos dos filhos e garantir a educação deles já é um grande passo”, indica a médica.
Saiba onde denunciar casos de abuso sexual
Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato
Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres ou qualquer delegacia de polícia
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa
Conselho tutelar:todas as cidades possuem conselhos tutelares. São os conselheiros que vão até a casa denunciada e verificam o caso. Dependendo da situação, já podem chegar com apoio policial e pedir abertura de inquérito.
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia: disquedenuncia@sedh.gov.br
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008
O Fiat Uno 2024 chega ao mercado determinado a conquistar sua posição, oferecendo uma excelente combinação de economia de combustível, autonomia impressionante e desempenho adequado às suas propostas. Uma de suas principais vantagens é a eficiência, especialmente com o motor 1.0 Firefly, que alcança uma média de consumo de 15,2 km/l de gasolina na estrada, colocando pressão sobre os concorrentes que buscam reduzir os gastos com combustível.
Na cidade, o Uno 1.0 Firefly mantém um consumo médio de 13,9 km/l com gasolina, um resultado notável para um veículo voltado ao uso urbano. Mesmo com etanol, seu consumo é competitivo, registrando 9,2 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada. Para quem busca um desempenho superior, o Uno 1.3 Firefly oferece uma potência de 109 cv, mantendo uma economia satisfatória, com médias de 11,9 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada com gasolina.
A autonomia é outro destaque do Uno 2024. Com o motor 1.0 Firefly e gasolina, o veículo pode percorrer até 718 km na estrada, uma marca impressionante para sua categoria. Mesmo com etanol, o Uno oferece viagens longas sem a necessidade frequente de abastecimento. Com o motor 1.3 Firefly, a autonomia chega a até 822 km na estrada, solidificando o Uno como uma opção confiável para quem valoriza versatilidade.
Em termos de desempenho, o Fiat Uno 2024 não decepciona. O motor 1.0 Firefly, além de econômico, atinge 0 a 100 km/h em 14,7 segundos com gasolina, enquanto o 1.3 Firefly alcança a mesma marca em apenas 10,5 segundos. Essa combinação de economia, autonomia e desempenho faz do Uno 2024 uma ameaça à concorrência, especialmente para aqueles que buscam um carro acessível, eficiente e capaz de enfrentar os desafios tanto do trânsito urbano quanto da estrada.
A plataforma Socios.com, maior do mundo no segmento de fan tokens, é parceira de grandes clubes ao redor do mundo e, no Brasil, sua lista tem Bahia e outras equipes da Série A.
Desde o início da Série A, em abril, o Bahia é quem tem sido o líder em engajamento de torcedores em fan tokens na plataforma.
O Esquadrão de Aço venceu Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras São Paulo e Vasco nesse período.
A ação mais recente feita por Bahia e Socios.com foi o projeto chamado “Proof-of-Passion” (Prove sua Paixão), cujo objetivo de relembrar uma das tradições dos fãs de futebol, que é colecionar itens relacionados ao clube do coração. Dessa vez no universo digital.
Antes de cada partida do Bahia no Brasileirão, é possível resgatar colecionáveis digitais no site provesuapaixao.com. Essa ação é gratuita, mas para participar de sorteios dentro da plataforma é necessário adquirir fan tokens do Esquadrão.
Em setembro de 2023, proprietários de fan tokens $Bahia ganharam uma viagem com hospedagem na cidade de Manchester, quando ocorreu o “Dia de Bahêa’ antes de um jogo do Manchester City.
Motociclista transporta mulher na Bahia; segundo pesquisa da 99, na plataforma mulheres usam mais transporte por moto que homens Imagem: Getty Images
O transporte de moto por aplicativo se tornou bastante comum em várias cidades brasileiras, e chama a atenção a quantidade de mulheres que usam o serviço. Uma pesquisa da 99 mostrou que as mulheres de periferia são o público predominante na 99Moto, modalidade de transporte de passageiros por moto da empresa.
Mulheres na garupa
Mais da metade dos usuários de 99Moto são mulheres: 59% nas mais de 3.000 cidades em que está presente —em carros, a porcentagem de usuárias é um pouco menor: 57%.
Apesar disso, dentre as condutoras de mototáxi apenas 10% são do sexo feminino, segundo a companhia. A empresa diz que fará investimentos para tentar atrair mais esse público nas cidades onde atua.
No recorte por idade, a grande maioria das usuárias tem entre 24 e 44 anos (57%), seguida por pessoas com mais de 44 anos (26%) e com faixa entre 17 e 24 anos (17%). Dois terços das corridas feitas na plataforma (66%) são realizadas fora das regiões mais ricas das capitais onde opera. A modalidade de moto por app acaba saindo mais em conta para as passageiros.
Por que as mulheres preferem a moto?
Entrevistamos as passageiras de moto e elas disseram que se sentiam mais seguras numa moto do que em um carro. Uma das questões é que no carro você está num lugar fechado, enquanto na moto, é aberto, à vista de todos. Se houver algum problema ou se sentir ameaçada, pode sair da garupa. Luis Gamper, diretor de duas rodas na 99
Menos margem para assédio foi outro ponto destacado. Como o tempo de corrida é curto, as possibilidades de assédio tendem a ser menores. De qualquer forma, diz o executivo, quem se sentir incomodado (tanto condutor como passageiro) pode reportar para o aplicativo. Como ocorre com os carros, é possível também compartilhar a rota com um terceiro ou até mesmo notificar algum perigo durante o trajeto.
Trabalho e consultas são os trajetos mais procurados. Entre os percursos mais realizados pelo público feminino estão ir ao trabalho (62%) e ir a consultas médicas (45%). Em momentos livres, a preferência é por visitar amigos ou namorado/namorada (65%) e passeio em shoppings, praias ou parques (60%).
Marcus Quintela, diretor da FGV Transportes (centro de estudos de mobilidade urbana da instituição), diz que vê mais mulheres como passageiras de mototáxi e aponta como possível fator a questão da sensação de segurança. Quintela ressalta, porém, que deve haver melhores soluções técnicas para as mulheres. No transporte por moto, é comum que o condutor leve um capacete e ele seja compartilhado pelos diferentes garupas. Isso pode ajudar a transmitir doenças —uma touca descartável ou um lenço podem ajudar. A 99 chega a sugerir que a pessoa tenha um capacete próprio para evitar problemas.
Riscos
A motocicleta exige cuidados, tanto para quem dirige tanto para quem é garupa. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, os principais erros que levam a acidentes de moto são: não uso do capacete, direção sob efeito de álcool ou drogas, velocidade, inexperiência, erros de frenagem, mudança de faixa e competição entre condutores.
Onde tem transporte por moto?
Mototáxi é uma modalidade comum em várias capitais e em cidades médias. Grandes plataformas de carona, como 99 e Uber, começaram a aproveitar a popularidade com carros para oferecer também a modalidade de transporte por moto. Antes disso, havia uma predominância de soluções locais. Em São Paulo, a prefeitura publicou um decreto proibindo a modalidade.
Formalmente tanto 99 como Uber não usam o termo mototáxi para se referir à modalidade de transporte oferecida por elas. Na legislação, mototáxi tem regulação municipal, enquanto o transporte público individual em motocicletas tem legislação federal. A 99 diz estar em mais de 3.300 municípios. A Uber não revela em quantas cidades está presente, mas diz que foi pioneira (iniciando no fim de 2020, em Aracaju) e que tem cobertura maior que a concorrente. Boa parte das capitais já tem soluções de mototáxi.
Uma das exceções é a cidade de São Paulo, onde 99 e Uber estrearam o serviço em janeiro de 2023 e posteriormente foram proibidas por meio de um decreto assinado pelo prefeito Ricardo Nunes. O volume de acidentes fatais envolvendo motos é uma preocupação do município. Na época, Nunes disse que criaria um grupo de trabalho para avaliar a disponibilidade do serviço.
A minissérie de ficção “Senna”, que retrata a vida de Ayrton Senna, lançou seu primeiro teaser nesta terça-feira (30). O vídeo apresenta as primeiras cenas da produção e foi divulgado nas redes sociais.
A série, estrelada por Gabriel Leone no papel do piloto, está prevista para estrear ainda este ano, embora a data exata não tenha sido anunciada.
Hoje, 1º de maio, marca 30 anos desde a trágica morte de Ayrton Senna em um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino. O teaser mostra o piloto em uma corrida em Interlagos, no ano de 1991, quando ele conquistou sua primeira vitória usando apenas a sexta marcha.
Além de Gabriel Leone, a minissérie de seis episódios conta com outros talentosos atores, como Pâmela Tomé no papel de Xuxa, Matt Mella interpretando Alain Prost, Gabriel Louchard como Galvão Bueno, e ainda Alice Wegmann, Camila Márdila, Christian Malheiros, Hugo Bonemer, Julia Foti e Marco Ricca no elenco.
Declaração é a primeira desde que o presidente do país – que não faz parte do governo – defendeu reparar o Brasil por escravidão, massacre de indígenas e saques contra o Brasil. Neste sábado, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o cancelamento de dívidas e oferta de financiamento são formas de compensação.
Primeiro-ministro de Portugal Luís Montenegro — Foto: Pedro Nunes/Reuters
O governo de Portugal declarou que “não esteve e não está em causa nenhum processo ou programa de ações específicas” relacionado a reparação às ex-colônias.
Em nota, o governo afirma que “as relações do povo português com todos os povos dos Estados que foram antigas colônias de Portugal são verdadeiramente excelentes, assentes no respeito mútuo e na partilha da história comum”. As informações foram divulgadas pelo jornal português Público neste sábado (27).
O posicionamento é o primeiro desde que o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu reparar o Brasil por conta da escravidão, das mortes de indígenas e dos saques durante a era colonial. Entre os séculos 15 e 19, seis milhões de africanos foram sequestrados, transferidos a força pelo Atlântico em navios portugueses e vendidos como escravizados, principalmente para o Brasil.
A fala de Rebelo de Sousa – o primeiro a admitir reparação histórica – foi rebatida por parlamentares da Aliança Democrática, coalização de centro-direita que governa Portugal. O líder do Chega, partido de extrema-direita, chamou o ato de traição.
Neste sábado (27), Rebelo de Sousa voltou ao assunto e disse que o cancelamento de dívidas, a oferta de financiamento às ex-colônias e a facilitação da mobilidade dos cidadãos desses países são formas de compensação.
“Não podemos colocar isso debaixo do tapete ou na gaveta. Temos a obrigação de pilotar, de liderar esse processo”, afirmou. “Mas a reparação é pagar uma indenização? Não, é uma realidade que já começou há 50 anos (…) Toda a nossa cooperação foi, durante 50 anos, além de uma construção do presente e do futuro, uma forma de reparação.”
Para o presidente, o processo de reparação não se resume, necessariamente, ao pagamento de indenização aos países envolvidos. Ele alega que essa é uma realidade que começou há 50 anos, usando como exemplo o perdão de dívidas a países colonizados, além de linhas de crédito, financiamentos e outros programas vinculados às ex-colônias.
Foram mais de quatro séculos de era colonial, quando países como Brasil, Angola, Moçambique, Benin, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, além de partes da Índia estavam sob domínio português.
Em Portugal, o governo e a presidência da República são instituições diferentes. O governo é formado por parlamentares e liderado por um primeiro-ministro. O presidente da República é chefe de Estado e nomeia o primeiro-ministro a partir da indicação do parlamento.
Portanto, o poder do presidente acaba sendo mais simbólico e, na prática, é o premiê quem governa o país. Para que alguma medida de reparação seja efetiva, a proposta deve passar pelo Parlamento.
A ação conta com a pesquisa de 14 historiadores de 11 universidades que apontam a relação da instituição com o mercado escravagista. Entre os apontamentos, o inquérito fala sobre a presença de alguns um dos maiores traficantes de escravizados da época na relação de fundadores e acionistas do Banco do Brasil.
URGENTE: CCJ da Câmara aprova projeto que permite estados e DF a legislarem sobre armas. Placar ficou em 34 a favor e 30 contrários. A proposta é de autoria da presidente da CCJ, Caroline de Toni (PL-SC).
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados com 34 votos favoráveis e 30 votos contrários. O projeto, de autoria da presidente da CCJ, deputada Caroline de Toni (PL-SC), permite que estados e o Distrito Federal legislem sobre posse e porte de armas de fogo para defesa pessoal, práticas desportivas e controle de espécies exóticas invasoras.
De Toni defendeu a iniciativa como uma forma de reverter as limitações impostas pelo novo governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a base governista argumentou que o projeto é inconstitucional, citando decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF). O PSOL anunciou planos de acionar o STF caso o projeto avance, baseando-se no artigo 21 da Constituição, que atribui à União a competência exclusiva para legislar sobre armamento.
3.ago.2023 – Imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, com a lua cheia ao fundo Imagem: Pilar Olivares/Reuters
Seja na igreja, em um vestiário de futebol antes de uma partida ou em casa, o Pai-Nosso é a oração mais conhecida do cristianismo. Católicos, protestantes, ortodoxos e espíritas kardecistas recitam a “oração que Jesus nos ensinou”.
Origem judaica
Na Bíblia, o Pai-Nosso aparece duas vezes: no Evangelho de Mateus e no de Lucas. Em ambas, Jesus aparece ensinando seus discípulos a orar. No entanto, essa oração tem uma origem que precede Jesus e o Novo Testamento.
Jesus não era cristão, mas judeu. E foi justamente dentro da tradição judaica que ele se inspira na criação do Pai-Nosso. Pesquisadores consideram natural que Jesus, sendo judeu, tenha se familiarizado muito com as ideias e as próprias verbalizações da liturgia na sinagoga. Até porque Jesus participava da sinagoga.
Essa origem judaica se comprova, por exemplo, na semelhança que há entre o Pai-Nosso e a Amidá, ou Oração das 18 Preces, central da liturgia judaica.
A expressão Pai-Nosso aparece muitas vezes no Antigo Testamento, porque os judeus consideram Deus como pai e Deus considera os judeus como seus filhos. Isso já era muito comum nas orações judaicas.
Sete petições
Ao analisarmos o Pai-Nosso, são feitos sete pedidos a Deus. Esse número, na Bíblia, significa plenitude daquilo que o homem precisa.
Os três primeiros têm relação com o reino de Deus:
“santificado seja o Vosso nome”;
“venha a nós o Vosso reino”;
“seja feita a Vossa vontade”.
Já os quatro últimos pedidos são relacionados à vida do ser humano:
“o pão nosso de cada dia nos dai hoje”;
“perdoai-nos as nossas ofensas (ou dívidas)”;
“não nos deixeis cair em tentação”;
“livrai-nos do mal”.
A oração que Jesus ensinou
Na tradição católica, o Pai-Nosso está no centro das Sagradas Escrituras e é a oração do Senhor. Não é à toa que o Pai-Nosso é rezado em todas as missas.
Já para os protestantes, aparece como guia. Nessa tradição, o Pai-Nosso até pode ser rezado na íntegra — e muitas denominações de fato rezam em suas liturgias —, mas está mais para um guia de como orar.
Assim, Jesus não ensina uma fórmula, mas sim como se dirigir a Deus. Ao longo da história, essa oração foi tomada dos evangelhos para fazer parte da liturgia. Por isso que, na missa, reza-se a oração do Pai-Nosso no final.
Perdoai as dívidas ou as ofensas?
Existem diversas versões e traduções do Pai-Nosso. Na Igreja Católica, usa-se a segunda pessoa do plural (vós) e a expressão “perdoai-nos as nossas ofensas”. Já no protestantismo, reza-se utilizando a expressão “nossas dívidas”.
Tanto o uso de dívidas quanto o de ofensas vêm de diferentes traduções e não podem ser considerados errados. No Brasil, a Igreja Católica usava “dívidas” até o Concílio Vaticano 2º, quando mudou para “ofensas”.
Outra diferença se dá no final da oração. Os protestantes, entre eles os evangélicos, terminam com “pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre”, frase que não aparece em versões católicas da Bíblia. É provável que tenha sido um acréscimo feito por copistas e não tenha sido escrito por Mateus.
Ainda assim, é necessário ressaltar que, no uso litúrgico do Pai-Nosso dentro da Missa, após o “livrai-nos do mal”, o sacerdote reza uma prece em nome da assembleia, que responde, ao fim, “vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre”.
Outras curiosidades
O Pai-Nosso já foi usado até como medida de tempo. Muito antes dos cronômetros na cozinha, cozinheiros utilizavam a oração para poder saber o tempo que determinado alimento deveria ficar no fogo.
A oração também já virou algumas músicas. Liszt, Tchaikovsky e Verdi são só alguns dos compositores que já musicaram o Pai-Nosso.
Fonte: Donizete Scardelai, pesquisador, doutor pela USP e professor de Teologia na PUC-Campinas