Foto: Federico Parra/ AFP

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta quinta-feira (1º) que os Estados Unidosdevem “tirar seus narizes” da Venezuela, em resposta ao reconhecimento de Edmundo González Urrutia como vencedor da eleição presidencial do último domingo, apesar do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter anunciado a reeleição do chavista.

“Os EUA deveriam tirar seus narizes da Venezuela, porque é o povo soberano que governa na Venezuela, que coloca, que escolhe, que diz, que decide”, afirmou Maduro em um discurso inflamado. Pouco antes, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, divulgou um comunicado afirmando que o governo americano concluiu, com base em “provas contundentes”, que González foi o vencedor das eleições presidenciais de 28 de julho.

O reconhecimento dos EUA na eleição na Venezuela

Em uma resposta direta, Maduro afirmou: “O processo na Venezuela, legal, constitucional e institucionalmente, ainda não foi concluído, e os EUA dizem que têm as atas e as provas”. Ele reiterou que o sistema eleitoral “sofreu um ataque brutal” que teve como objetivo “impedir os resultados das eleições” e, por isso, apresentou um recurso à Câmara Eleitoral do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para esclarecer “tudo o que precisa ser esclarecido” sobre as eleições.

O que está acontecendo com o processo eleitoral na Venezuela?

Nesta quinta-feira, a Câmara Eleitoral do mais alto tribunal venezuelano aceitou o recurso e anunciou uma investigação para “certificar, de forma irrestrita, os resultados” das eleições, convocando os 10 candidatos a comparecerem em 2 de agosto. Maduro disse que espera que “todos compareçam” e fez uma referência especial a González: “Espero que esse senhor tenha a coragem mínima (…) necessária para assumir posições políticas e comparecer à convocação obrigatória do TSJ, onde veremos os rostos uns dos outros”.

A oposição e suas reivindicações

A maior coalizão de oposição da Venezuela, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), afirmou que possui mais de 80% das folhas de contagem das seções eleitorais, graças ao trabalho de testemunhas e membros das seções eleitorais, e que essas folhas apontam a vitória de González Urrutia.

  • Maduro mantém sua postura firme contra a interferência dos EUA.
  • O TSJ iniciou uma investigação para validar os resultados das eleições.
  • A PUD reivindica a vitória de González com base em sua contagem das folhas eleitorais.

Maduro também mencionou que, em uma conversa com a presidente do Supremo e chefe da Câmara Eleitoral, Caryslia Rodríguez, as autoridades estão “preparadas” para apresentar todas as atas de votação, “até a última”. Caryslia Rodríguez é uma simpatizante declarada do regime e entusiasta do chavismo.

Como especialistas interpretam a situação?

Especialistas em política latino-americana observam que a situação na Venezuela continua complexa e volátil. Alguns acreditam que o reconhecimento de González pelos EUA pode aumentar a pressão internacional sobre Maduro, enquanto outros veem a ação do TSJ como um movimento para ganhar tempo e validar a reeleição do ditador.

Em suma, a tensão política na Venezuela permanece alta e o futuro do país sul-americano é incerto. Os desdobramentos das investigações do TSJ e as reações tanto internas quanto externas serão cruciais para determinar se haverá uma nova direção ou se a crise política continuará.

Informações TBN


Em luta conta a israelense Raz Hershko, Bia Souza venceu a final da categoria acima dos 78kg no judô e ganhou a 1ª medalha de ouro do Brasil

Imagem colorida de Beatriz Souza, judoca brasileira- Metrópoles

O Brasil é medalha de ouro no judô. Nesta sexta-feira (2/8), Beatriz Souza derrotou a israelense Raz Hershko na final categoria acima dos 78kg feminina nas Olimpíadas de Paris 2024. Este o primeiro ouro olímpico do Brasil na capital francesa.

Bia Souza saiu à frente na luta após aplicar waza-ari contra a israelense e garantiu o primeiro ponto do combate. A brasileira começou bem e ditava o jogo do embate. Beatriz seguiu tentando o ataque contra a adversária, mas Hershko se defendia bem. A brasileira segurou bem até o final, e garantiu a medalha de ouro.

Trajetória até o ouro

Na estreia da brasileira em Paris, Bia venceu com ippon relâmpago, após apenas 40 segundos de luta, Izayana Marenco, do Nicarágua. Nas quartas de final, a atleta venceu a sul-coreana Kim Ha-yun.

Informações Metrópoles


Foto: Redes Sociais/Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira, dia 2, o julgamento da ação penal contra Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida popularmente como “Fátima de Tubarão”. Ela é acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram invasões e depredações nas sedes dos Três Poderes.

Em vídeos que viralizaram na época, Fátima, que atualmente tem 65 anos, é vista incitando a violência e referindo-se diretamente ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Em uma das gravações, a idosa afirma: “Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora”. Em outro vídeo, ela declara que “estava quebrando tudo”.

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Atos de 8 de Janeiro: O que a PGR Acusa Fátima de Tubarão?

Nas acusações, a Procuradoria-Geral da República aponta Maria de Fátima como participante ativa nos tumultos de 8 de janeiro. Este evento ficou marcado pela tentativa de invasão ao Palácio do Planalto e outras sedes governamentais, resultando em grandes prejuízos materiais e simbólicos para o país.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de Fátima a 17 anos de prisão e pelo pagamento de uma indenização de R$ 30 milhões. Segundo a PGR, os crimes imputados à acusada são graves e variam desde atos contra o Estado Democrático de Direito até a desordem pública.

Quais Crimes Fátima de Tubarão Está Enfrentando?

Maria de Fátima é acusada de cinco crimes específicos pela PGR:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: Este crime ocorre quando alguém tenta, com violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais. A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.
  • Golpe de Estado: Configura-se quando uma pessoa tenta depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. A punição é de 4 a 12 anos de prisão. 
  • Associação criminosa armada: Este crime ocorre quando há associação de três ou mais pessoas com o intuito de cometer crimes. A pena inicial varia de 1 a 3 anos de prisão, podendo ser aumentada pela metade devido ao uso de armas.
  • Dano qualificado: A pessoa destrói, inutiliza ou deteriora coisa alheia. Neste caso, a pena é maior por envolver violência, grave ameaça e uso de substância inflamável, além de ter sido contra o patrimônio da União, causando considerável prejuízo. Pena: de 6 meses a 3 anos.
  • Deterioração de patrimônio tombado: Este crime consiste em destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei. A pena varia de 1 a 3 anos de prisão.

Como Está o Processo de Maria de Fátima?

Maria de Fátima, conhecida como “Fátima de Tubarão”, está presa desde janeiro de 2023. Em agosto do mesmo ano, a Procuradoria-Geral da República apresentou as acusações formais contra ela. A defesa, por sua vez, nega todas as acusações, afirmando que o caso não deveria ser julgado pela Corte e pedindo a rejeição do processo.

O processo já passou pela fase de coleta de provas e, agora, os ministros do STF analisam o mérito da acusação. Isso significa que eles vão avaliar a real participação de Fátima nos eventos de 8 de janeiro e decidir se ela deve ser absolvida ou condenada. Caso seja condenada, a pena será determinada com base no caso específico dela. Da decisão ainda cabe recurso.

O Futuro de Fátima de Tubarão

O julgamento está sendo realizado no plenário virtual do STF, onde os ministros apresentam seus votos em uma página eletrônica da Corte. O prazo para conclusão do julgamento é dia 9 de agosto, a menos que haja pedido de vista ou de destaque para levar o caso a julgamento presencial.

O desfecho deste julgamento é aguardado com grande expectativa, não apenas pela gravidade das acusações, mas também pelo impacto social e político que isso pode gerar. A condenação ou absolvição de Fátima de Tubarão será um marco importante na história recente do Brasil.

Informações TBN


Foto: Federico Parra/ AFP

Em um cenário tenso de crise política na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro procurou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa telefônica. O pedido foi feito diretamente ao Palácio do Planalto. A crise envolve acusações de fraude eleitoral por parte do regime chavista, que continua a levantar debates e preocupações internacionalmente.

Segundo informações da Presidência da República, ainda não há uma previsão para que ocorra a conversa entre Lula e Maduro. Caso a ligação seja realizada, marcará o primeiro contato direto entre ambos desde a controversa eleição presidencial na Venezuela, ocorrida no último domingo, dia 28 de julho.

A Crise Eleitoral na Venezuela

Desde a votação, que gerou acusações de manipulação e fraude, Maduro busca apoio de seus aliados na América Latina. Lula, que anteriormente promoveu uma recuperação política de Maduro em 2023, agora manifesta preocupações pontuais e públicas sobre a condução do processo eleitoral na Venezuela.

A recente declaração de Maduro, insinuando um possível “banho de sangue” caso não fosse o vitorioso, acentuou a tensão. Em resposta impensada, Maduro até recomendou que Lula tomasse chá de camomila, alimentando mais o desgaste nas relações. É notável o esforço diplomático de ambas as partes para evitar uma escalada do conflito.

Quais as Reações Internacionais?

A situação na Venezuela reverbera por toda a América Latina. No momento, os líderes regionais, incluindo o presidente colombiano Gustavo Petro, têm mantido conversas frequentes com Maduro. Petro, que também é aliado de Maduro, propôs uma negociação que garantisse a segurança dos derrotados no pleito.

Os observadores internacionais, como o Centro Carter, foram categóricos ao afirmar que a eleição não teve um caráter democrático. Países como Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina questionam a legitimidade do resultado proclamado pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

O Papel da Diplomacia Brasileira

O ex-chanceler Celso Amorim, atual assessor especial de Lula, retornou de Caracas recentemente após liderar uma missão para manter contatos diplomáticos. Amorim confirmou a disposição do governo brasileiro em pressionar por transparência e legitimidade nos resultados eleitorais.

O Itamaraty continua a fazer pressão para que o regime de Maduro permita uma “verificação imparcial dos resultados”. Esta postura visa garantir a credibilidade e legitimidade do processo eleitoral, fator considerado essencial tanto pelo governo brasileiro quanto por outras nações observadoras.

Esforços para Resolver a Crise

Diversos governos, como os dos Estados Unidos e da União Europeia, acompanharam de perto os eventos na Venezuela. A administração de Joe Biden deixou claro que a “paciência está acabando” quanto à espera dos dados eleitorais completos.

A União Europeia também declarou que não reconhecerá o resultado das eleições sem a devida transparência. Este alinhamento entre nações é crucial para formar uma pressão internacional coesa contra as práticas autoritárias do regime chavista.

Com estas movimentações acontecendo, resta aguardar a evolução das negociações e o possível diálogo entre Lula e Maduro. O impacto das eleições venezuelanas promete continuar a influenciar as dinâmicas políticas da América Latina nos próximos dias e meses.

Informações TBN


Com a medalha conquistada nesta quinta-feira (1°/8), Rebeca Andrade se isolou como a mulher com mais medalhas olímpicas do Brasil

Rebeca Andrade é prata em Paris

Após embate fenomenal contra Simone Biles na Bercy Arena, Rebeca Andrade levou a medalha de prata e traz um recorde histórico para casa. Em Paris, a ginasta brasileira conquistou um bronze e uma prata, na final por equipes e individual geral, e se tornou a maior atleta olímpica da história do Brasil.

Rebeca já havia igualado o recorde, da jogadora de vôlei, Fofão, e da judoca, Mayra Aguiar, na última terça-feira (30/7). O bronze inédito na final por equipes fez com que a ginasta chegasse à sua 3ª medalha olímpica, mesmo número das duas atletas.

Magnânima, a ginasta é a maior medalhista olímpica mulher da história do Brasil após o pódio desta quinta-feira (1°/8). Com a prata no individual geral, Rebeca chegou a quatro medalhas olímpicas, ultrapassando a marca de Fofão e Mayra Aguiar.

Marca inédita

Em Paris, Rebeca ainda disputa três finais por aparelho na ginástica artística feminina e tem chance de pódio em todas as categorias a serem disputadas. Caso leve a medalha em pelo menos uma das três decisões, a ginasta pode igualar o recorde geral brasileiro de maiores medalhistas olímpicos.

Se subir ao pódio em mais duas ocasiões, Rebeca se tornará a atleta brasileira mais condecorada da história das olimpíadas. Até o momento, o recorde pertence aos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com cinco medalhas olímpicas para cada.

Informações Metrópoles


Thulipa do Bonde do Maluco foi preso em ação conjunta com a PF. Uma das vítimas do criminoso foi morta na frente da mãe cadeirante

Foto colorida de Thulipa da facção Bonde do Maluco da Bahia - Metrópoles

A operação da Polícia Federal (PF) em conjunto com a segurança pública da Bahia, que aconteceu nesta semana, prendeu uma liderança da facção Bonde do Maluco, que é conhecida por se exibir com armas de fogo (foto em destaque).

Felipe Mendes da Silva, o Thulipa, de 28 anos, é “contumaz na prática de homicídios”, nas palavras da PF, já tendo participado de assassinatos e torturas do chamado “tribunal do crime”. Ele já executou uma mulher na frente da mãe cadeirante e participou da tortura pública de um casal em Ilhéus (BA), segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia.

A Bahia vive uma crise na segurança pública nos últimos anos. O estado do Nordeste brasileiro se destacou entre os piores índices de mortes violentas intencionais do país, que inclui assassinatos, latrocínios e mortes em ações policiais. Das 10 cidades mais violentas do Brasil, seis são baianas.

Thulipa foi preso na região de Cajazeiras XI, na capital Salvador, em cumprimento de mandado de prisão. Ele até tentou fugir dos policiais quando percebeu a operação, mas acabou alcançado.

No começo de 2022, a Polícia Militar da Bahia prendeu outro traficante e ficou surpresa com o conteúdo do celular dele: várias fotografias de integrantes do Bonde do Maluco exibindo armas. Entre essas imagens estava uma fotografia de Thulipa em um matagal, armado com um fuzil e fazendo o gesto de “três” com as mãos.

Bonde do Maluco, ou BDM, é aliado da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), que usa o número “Tudo Três (TD3)” como símbolo. Já o rival Comando Vermelho (CV) é representado pelo “Tudo Dois (TD2).

Barqueiro traficante

Antes de se destacar por participar de assassinatos, Felipe um traficante de drogas que entrou no mundo do crime ainda bem jovem. Com 17 anos, chegou a ser abordado duas vezes com porções de cocaína e um revólver, andando de bicicleta próximo a uma boca de fumo de Ilhéus.

O mesmo aconteceu em agosto de 2015. Já maior de idade, foi preso com drogas e uma arma de fogo.

A gravidade dos crimes de Felipe teve uma escalada em outubro de 2019. Ele foi preso enquanto estava em uma barbearia, acusado de participar do assassinato de Robson Amauri, executado com vários tiros na frente da família.

Além do mundo do crime, Thulipa era conhecido como um barqueiro que fazia travessias para o bairro Teotônio Vilela, cercado pelo rio Cachoeira, em Ilhéus.

Tortura de casal

De acordo com denúncia do MP da Bahia, Thulipa e outras 12 pessoas participaram da tentativa de homicídio de um casal no bairro Teotônio Vilela, em outubro de 2021.

Alex e Maiquele foram amarrados um de costas para o outro, enquanto eram espancados com pauladas e golpes. Eles faziam parte da facção e teriam sido acusados falsamente de ter roubado a esposa de uma liderança do grupo criminoso.

Um dos cinco filhos do casal, de apenas quatro anos de idade, chegou a assistir o começo da tortura. A criança foi levada para um matagal por uma das agressoras da facção criminosa que, segundo inquérito policial, disse: “Como seu filho vai ficar órfão, eu vou criar o menino”.

Maiquele levou golpes tão fortes que teve o braço quebrado. Em certo momento, ela teve uma unha do polegar direito arrancada com um alicate. Quando a polícia chegou, ela estava dentro de uma casa com o cabelo sendo raspado.

Segundo a Polícia Civil, o casal só não foi morto porque uma equipe da PM chegou no local antes e impediu. Enquanto Alex e Maiquele eram torturados, o líder do bando conversava com um superior pelo celular, aguardando uma confirmação para a execução.

Morta na frente da mãe

Josiane Silva, de 32 anos, foi mais uma vítima do bandido Thulipa, segundo investigação da Polícia Civil da Bahia. Ela foi assassinada no dia de seu aniversário, na porta da casa de sua mãe, no bairro Nelson Costa, em Ilhéus, em dezembro de 2021.

Era começo da noite, quando Thulipa se aproximou de forma repentina e deu quatro tiros em Josiane. Depois de balear a mulher, ele ainda esmagou o crânio dela com um objeto. Uma vizinha foi atingida na perna e sobreviveu.

Cadeirante, a mãe de Josiane estava conversando com a filha no momento do crime e testemunhou toda a ação do bandido.

De acordo com o inquérito policial, Josiane fazia parte de um grupo criminoso de outra cidade, mas rival do Bonde do Maluco, que comandava a área do Nelson Costa. Ela estava cumprindo pena em liberdade, com uma tornozeleira eletrônica, e viajou para passar o Natal com a mãe.

A reportagem tenta o contato da defesa de Felipe Mendes. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Informações Metrópoles


Presidente fala em combater “demônios” e recebe apoio incondicional das forças militares. ONGs contabilizam 11 mortes em dois dias

Venezuela

A tensão popular que tomou conta da Venezuela, após a proclamação da suposta vitória de Nicolás Maduro nas eleições de domingo (28/7), já gerou centenas de prisões, mortes e confrontos em diferentes regiões do país. Diante do quadro, Maduro anunciou que as Forças Armadas estarão nas ruas a partir desta quarta-feira (31/7).

Apesar das pressões, não só internas, mas também externas, com vários países exigindo a divulgação das atas de votação, Maduro voltou a falar nessa terça-feira (30/7), dando a entender que fará de tudo para conter os movimentos de oposição e os protestos que se espalham pelo país.

Em conformidade com esse posicionamento, o ministro da Defesa, Vladmir Padrino López, também fez questão de rechaçar as manifestações, definindo-as como “tentativas de golpe de estado” e “atos terroristas” que atendem a “interesses do imperialismo norte-americano”. “Trata-se do fascismo em sua máxima expressão”, disse o militar.

O ministro fez discurso ao lado de comandantes das Forças Armadas Bolivarianas, no qual expressou apoio incondicional a Maduro. A imagem dele, amparado pelos figurões do exército venezuelano, passou uma mensagem clara: todos juntos pelo chavismo e contra as manifestações.

Até essa terça-feira, pelo menos 749 pessoas já tinham sido presas, segundo o procurador-geral do país, Tarek William Saab. Além disso, 11 mortesforam contabilizadas, de acordo com a ONG Foro Penal, que registra os casos de violência nas manifestações.

Entre os detidos, está o líder opositor Freddy Superlano, integrante do partido Voluntad Popular. A captura do político ocorreu à luz do dia e foi registrada em imagens. Entre os mortos, constam dois adolescentes, de 15 e 16 anos.

Temor

A situação repete o que já ocorreu em anos anteriores. Em 2017, um ano antes da última eleição presidencial, o país viveu por mais de 30 dias uma onda de protestos contra a continuidade de Maduro no poder. Ao todo, mais de 717 pessoas foram detidas e 35 morreram.

A eleição de 2018 teve a maior abstenção registrada na Venezuela em duas décadas. O pleito foi marcado por denúncias de fraude e irregularidade, assim como ocorre desta vez. O temor agora é pela repetição da repressão contínua e sistemática, com mais mortes e registros de confronto.

A escalada de violência gera preocupação. O diretor da ONG Foro Penal, Alfredo Romero, mencionou nessa terça, ao divulgar a atualização do número de mortes, a presença e o uso de armas de fogo nas manifestações.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karien Jean-Pierre, também condenou o uso de violência na contenção dos protestos. “Qualquer repressão política ou violência contra manifestantes ou opositores é obviamente inaceitável”, disse.

Maduro fala em batalha e expulsão de demônios

Em discurso durante reunião do Conselho de Estado nessa terça, Maduro acirrou a fala. “Essa gente pretende governar o país com a delinquência, a criminalidade, a violência, a extorsão, a perseguição e a morte”, disse ele, após responsabilizar a oposição pela violência dos protestos.

O presidente fez, ainda, uma analogia com o filme “O Exorcista”, ao dizer que os manifestantes foram induzidos e contaminados pela ideologia de um suposto demônio: “o imperialismo dos EUA, o narcotráfico da Colômbia e a direita extremista de todo o mundo”.

“Nos cabe controlar essa agitação e esses ataques. (…) Esses são os últimos possuídos pelo diabo, pelo demônio em retirada. A batalha de 28 de julho [eleições] foi a batalha definitiva contra o fascismo, contra o ódio, contra a intolerância e contra aqueles que querem me impor uma guerra civil na Venezuela”, complementou.

Informações Metrópoles


Crédito: Reprodução/YouTube/Reuters

O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, apareceu recentemente ao lado do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh. A presença de Alckmin no evento ocorreu pouco antes de Haniyeh ser morto. O encontro aconteceu nessa terça-feira (30/7) durante a posse do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Embora não haja registros oficiais de que Alckmin tenha mantido diálogo com Haniyeh, o evento contou com a presença de outros líderes de grupos terroristas, como Jihad Islâmica, Hezbollah e Houthis. Alckmin estava representando o governo brasileiro e também foi convidado para o jantar oficial oferecido pelo presidente do Irã.

Reprodução/Band

Posse de Masoud Pezeshkian: O Encontro Polêmico

O evento foi marcado pela cerimônia de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Alckmin, como vice-presidente do Brasil, não apenas representou seu país, mas também participou de várias atividades oficiais. Em sua agenda para a quarta-feira (31/7), estavam previstos encontros com Pezeshkian e compromissos como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

VÍDEO: imagens mostram Alckmin com líder do Hamas momentos antes de Ismail Haniyeh ser morto; VEJA
Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

O Que Aconteceu com Ismail Haniyeh Após a Posse?

Ismail Haniyeh foi vítima de um atentado aéreo nas primeiras horas desta quarta-feira (31/7). O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou a morte do líder palestino. Haniyeh estava no Irã para participar da posse de Pezeshkian e acabou sendo alvo de um ataque.

Tanto o Hamas quanto o Irã apontam Israel como responsável pelo atentado, embora os israelenses não tenham feito declarações sobre o incidente até o momento. O Hamas afirmou que Haniyeh “morreu como resultado de um ataque sionista traiçoeiro em sua residência em Teerã, após participar da cerimônia de posse do novo presidente iraniano”.

Morte de Haniyeh: Quem está por trás?

A Guarda Revolucionária relatou que Haniyeh morreu ao lado de um guarda-costas iraniano em sua residência em Teerã. Pezeshkian, o novo presidente iraniano, expressou sua indignação afirmando que defenderá a integridade, dignidade, honra e orgulho de seu país.

O funeral de Haniyeh está programado para ocorrer no Catar, na sexta-feira (2/8). Haniyeh, chefe político exilado do Hamas, dividia seu tempo entre o Catar e a Turquia, sendo uma figura importante nas negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Ele também mantinha boas relações com facções rivais dentro do Hamas.

Repercussão Internacional

O assassinato de Ismail Haniyeh teve repercussões internacionais imediatas. Diversas organizações e países emitiram comunicados condenando o atentado. A tensão na região aumentou e o Irã declarou que irá retaliar os responsáveis pelo ataque.

O Brasil, representado por Alckmin, não emitiu um comunicado oficial sobre o incidente. No entanto, a presença do vice-presidente brasileiro em um evento com líderes de grupos terroristas traz um foco de atenção para a política externa do país.

Enquanto os desdobramentos desse evento ainda estão sendo investigados, a complexa teia de alianças e inimizades no Oriente Médio se revela cada vez mais intrincada. A morte de Haniyeh é mais um capítulo de uma história marcada por tensões e conflitos constantes.

Informações TBN


(Images: Reuters)

O empresário Elon Musk manifestou publicamente sua insatisfação com a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris. A polêmica surgiu após Harris expressar apoio à reeleição do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Musk, utilizando seu perfil no Twitter/X, destacou o risco que a reeleição de Maduro representa. “Acho que o risco disso é muito real”, escreveu o bilionário na segunda-feira, 29 de julho de 2024.

O que Kamala Harris Disse sobre a Eleição na Venezuela?

Na noite de domingo, 28 de julho de 2024, Kamala Harris declarou que “os EUA apoiam o povo da Venezuela que expressou sua voz nas históricas eleições presidenciais”. A vice-presidente enfatizou que a vontade popular deve ser respeitada e que os Estados Unidos continuarão a trabalhar por um futuro mais democrático e seguro para a Venezuela.

Reações Internacionais à Reeleição de Nicolás Maduro

As reações à reeleição de Nicolás Maduro não se limitaram apenas a Elon Musk. Na Argentina, o presidente Javier Milei classificou a vitória de Maduro como uma fraude. Em vídeo publicado nas redes sociais, Milei referiu-se à reeleição como uma “falsa vitória” e afirmou que os “leões venezuelanos” estão despertando.

Por que a Reeleição de Nicolás Maduro é Controversa?

A eleição na Venezuela foi marcada por várias ações controversas. Maduro ordenou a prisão de opositores dias antes do pleito e impediu a principal líder da oposição, Maria Corina Machado, de participar da eleição. Essas atitudes levantaram questionamentos sobre a legitimidade do processo eleitoral. 

Além dos desafios políticos, a Venezuela enfrenta uma crise econômica severa, que exacerba a situação dos direitos humanos e limita a capacidade da população de exercer plenamente seus direitos democráticos.

Os EUA têm adotado uma postura firme em relação à situação na Venezuela, mas resta ver como essa abordagem influenciará a evolução política no país sul-americano. Estudos mostram que o apoio internacional pode ser fundamental para promover mudanças significativas em regimes autocráticos.

Informações TBN


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A intuição é uma habilidade valiosa. Ela pode ser descrita como a capacidade de compreender ou saber algo de forma imediata, sem a necessidade de raciocínio consciente. Muitas vezes, é vista como um “sexto sentido” que nos ajuda a tomar decisões rápidas e assertivas, resolver problemas complexos e conectar-nos com nossa sabedoria interior.

A seguir, veja cinco maneiras de desenvolvê-la:

1. Tenha experiências

A força das nossas intuições dependerá da quantidade das nossas experiências. A mente inconsciente percorre seu conhecimento armazenado para encontrar a melhor resposta para os nossos problemas, sem que nós relembremos conscientemente as memórias exatas que alimentam essas sensações.

“Se você for um especialista, conhecerá todas as idiossincrasias que podem fazer com que um candidato seja bom para o cargo, mesmo que seja difícil descrevê-las com palavras”, afirma Vinod Vincent, professor da Universidade Estadual Clayton, na Geórgia (EUA), e autor de estudo sobre assunto.

2. Não pense demais

O poder da tomada de decisões intuitiva pode ser especialmente importante quando estamos processando uma grande quantidade de informações complexas e difíceis de lembrar com precisão. Nesses casos, pode haver benefício em deixar nosso cérebro vaguear por outra atividade não relacionada, enquanto a mente inconsciente remói as informações e toma a decisão por nós.

3. Conheça a si mesmo

Segundo as pesquisas mais recentes, a qualidade da intuição de uma pessoa pode depender da sua inteligência emocional, a IE, geral. Quando aprendemos a aumentar nossa IE, podemos fortalecer nossa tomada de decisões intuitiva.

Os psicólogos determinam a IE utilizando uma série de questões que medem, por exemplo, a capacidade das pessoas de identificar as emoções expressas nos rostos dos demais e prever as mudanças de humor de outra pessoa, conforme as circunstâncias.

4. Analise o que sente

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Para sintonizar sua intuição, você poderá primeiro tentar entrar em contato com suas emoções de forma mais geral, questionando cuidadosamente o que está sentindo e quais as fontes daquele estado de espírito. Com o passar do tempo, você poderá achar mais fácil distinguir quando está recebendo um sinal preciso e genuíno. As suas intuições nunca serão totalmente à prova de falhas, mas a prática pode fazer com que elas se tornem um guia importante.

5. Anteveja suas decisões

O psicólogo norte-americano Gary Klein, autor de vários livros sobre tomada de decisão, como “O Poder da Intuição”, é conhecido por um método de avaliação de risco bastante utilizado em empresas, chamado “post-mortem”.

Ele propõe que, após decidir por um projeto ou uma ação, os envolvidos façam um exercício mental de visualização, como se estivessem diante de uma bola de cristal. O objetivo é prever possíveis riscos que não foram levados em consideração antes, quando se está empolgado com alguma ideia.

Intuição não é o mesmo que impulso

A tal da intuição, ou “feeling”, até pode ter uma explicação sobrenatural para alguns, mas, segundo os psicólogos, ela nada mais é que um conjunto de pensamentos acessados de maneira inconsciente.

É como um caminho não racional para o conhecimento que você acumulou ao longo das suas experiências de vida. “Mas é preciso diferenciar a intuição do comportamento impulsivo”, alerta a psicóloga clínica Nina Taboada, especialista em psicologia cognitivo-comportamental.

Como fazer isso? A psicóloga tem duas dicas:

A primeira é que você precisa estar com a cabeça no momento presente, um estado que é chamado de atenção plena (ou “mindfulness”). Se você tomou a decisão só para se livrar daquilo logo, porque tinha vários outros problemas para resolver, é possível que tenha decidido por impulso.

O segundo e principal conselho dela: “A intuição é serena”. É uma certeza que gera tranquilidade.

Informações UOL