O presidente Jair Bolsonaro voltou a usar suas redes sociais, no início da tarde deste domingo (4), para fazer críticas sobre a violência dos manifestantes durante os atos organizados por partidos e movimentos de esquerda, no sábado (3). Desta vez, porém, o líder também direcionou suas críticas aos grandes veículos de imprensa.
– Aos 36 segundos [de um vídeo publicado por Bolsonaro na postagem] um policial militar é atingido quase mortalmente por uma pedra. Esse tipo de gente quer voltar ao poder por um sistema eleitoral não auditável, ou seja, na fraude. Para a grande mídia, tudo normal – questionou o chefe do Executivo.
Bolsonaro já havia criticado a violência dos atos, também pelas redes sociais, ao compartilhar, na noite de sábado (3), fotos que mostravam confrontos entre militantes e policiais nas manifestações realizadas em São Paulo, e afirmar que a motivação nunca foi a “saúde ou democracia, sempre foi pelo poder”.
– Nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou “ato antidemocrático” será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder – escreveu ele, na ocasião.
A manhã fria de Chapecó foi dominada pelo Tricolor. Neste domingo (4), o Esquadrão de Aço contou com o brilho de Gilberto e Rodriguinho para vencer a Chapecoense em jogo válido pela nona rodada do Brasileiro, na Arena Condá.
Com o placar, a equipe comandada por Dado Cavalcanti avançou aos 14 pontos e agora está no quinto lugar. O próximo desafio será na próxima quarta-feira (7), às 18h, contra o Juventude no estádio de Pituaçu.
Ao menos 29 pessoas morreram e 40 ficaram feridas após a queda de um avião militar no sul das Filipinas. O acidente aconteceu neste domingo (4). Segundo comunicado do Ministro da Defesa filipino, a aeronave transportava 92 pessoas.
Até o início da manhã, equipes de resgate faziam operação de busca no local do impacto.
A aeronave C-130 da Força Aérea Filipina sofreu um acidente ao pousar na ilha de Jolo, informou a Força Aérea.
Muitos dos passageiros haviam se formado recentemente no treinamento militar básico e estavam sendo enviados para a ilha como parte de uma força conjunta que lutava contra grupos armados nesta região de maioria muçulmana.
O exército tem uma forte presença no sul das Filipinas, onde grupos como o Abu Sayyaf operam, muitas vezes realizando sequestros em troca de resgate.
Durante as manifestações realizadas por partidos e movimentos de esquerda no sábado (3), contra o presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, em São Paulo, um grupo de militantes do Partido da Causa Operária (PCO), de extrema esquerda, se envolveu em uma confusão e chegou a agredir um núcleo de apoiadores do PSDB.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver os militantes tucanos levando pauladas e chutes dos membros do PCO aos gritos de “fascistas”. Bandeiras do PSDB também foram queimadas. Segundo o site O Antagonista, os ativistas da legenda de extrema esquerda também chegaram a atirar ovos e tomates.
Ao longo do sábado, grupos de esquerda espalhados pelo país fizeram atos pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. As manifestações foram encabeçadas por partidos esquerdistas como PT e PCdoB, além de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).
Em São Paulo, os atos foram marcados pelo vandalismo. Um grupo de manifestantes depredou e incendiou uma agência bancária na Rua da Consolação, na região central da capital paulista. O ato ocorreu quando manifestantes desciam pela via no encerramento do protesto.
Além da agência bancária, um grupo quebrou vidros de uma concessionária de veículos, depredou pontos de ônibus e colocou fogo em lixo espalhado na Rua da Consolação. Os policiais tiveram que usar spray de pimenta e bombas de efeito moral para dispersar o grupo responsável pelas depredações.
O ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) disse a aliados que foi pressionado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) a distribuir verbas para apoiadores do governo. A base do governo no Congresso é formado por partidos do chamado centrão.
A ofensiva sobre o ministério buscava o repasse de recursos que restavam no Orçamento no fim de 2020. A ideia seria contemplar acordos feitos entre a gestão Jair Bolsonaro e o bloco do centrão.
A divergência foi exposta nas entrelinhas do discurso de despedida de Pazuello do ministério. Na ocasião, ele ligou a saída do ministério a pedidos negados por “pixulé”.
“Chegou no final do ano uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente. O que fizemos? Distribuímos todo o recurso do ministério. Foi outra porrada, porque todos queriam um pixulé no final do ano”, disse o general em 24 de março.
Segundo autoridades que acompanharam as discussões, um dos conflitos ocorreu quando a Saúde recebeu listas de estados e municípios que deveriam obter cerca de R$ 830 milhões em verbas de emendas do relator –ou seja, indicada pelo Congresso.
Assinados pelo relator do Orçamento daquele ano, o deputado Domingos Neto (PSD-CE), os ofícios foram elaborados com aval de Ramos, então ministro da Segov (Secretaria de Governo), segundo apurou a reportagem com congressistas que acompanharam as discussões.
Aliados do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello dizem que a pasta não seguiu o acordo político e aplicou a maior parte dos recursos dentro dos próprios programas.
Em plena disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, a decisão do Ministério da Saúde incomodou Lira e Ramos. Ao deixar o ministério, Pazuello disse que ficou “jurado de morte” por se opor a acordos políticos.
“E aí começou a crise com liderança política que nós temos hoje, que mandou uma relação para a gente atender e nós não atendemos. E aí você está jurado de morte”, afirmou Pazuello há três meses.
Procurados, Ramos e Pazuello não se manifestaram. Lira disse que só fez pressão sobre o ex-ministro da Saúde para a compra de vacinas.
“Quando assumi a presidência da Câmara dos Deputados, solicitei ao ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que trabalhasse pela ampliação da vacinação no Brasil, como única forma de retomarmos a vida normal. Da mesma forma, falei com o ministro Pazuello”, disse Lira, por meio de sua assessoria.
“Tanto que eu e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estivemos com a Pfizer para discutir a compra de vacinas daquele laboratório, em uma reunião que foi noticiada pela imprensa. Eu não acredito que tenha alguma pessoa que fale abertamente meu nome me acusando da pressão citada no questionamento da matéria”, disse Lira.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a colocar em xeque a seguranças das urnas eletrônicas e afirmou a apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, que está em contato com hackers para fazer uma demonstração pública, via redes sociais, sobre a segurança do sistema. – Eu pretendo, estou tentando… Já fizemos contato com as pessoas que entendem do assunto, são hackers, para fazer uma demonstração pública. Lógico que a televisão não vai mostrar, mas vou fazer uma live – afirmou o presidente.
O voto impresso auditável é uma das bandeiras de Bolsonaro, que já afirmou ter provas de que o pleito que o levou à Presidência teria sido fraudado. Ele alega que venceu no primeiro turno em 2018.
Em 24 de junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes deu 10 dias para que o chefe do Executivo apresentasse provas de suas alegações de irregularidades no sistema eleitoral.
Nesta sexta-feira (2), Bolsonaro comentou sobre o tema:
– Apresento se eu quiser. Não tenho obrigação de apresentar prova pra ninguém – declarou aos apoiadores.
O presidente tem defendido que existe uma articulação para colocar o ex-presidente Lula (PT) de volta no Planalto por meio de fraude.
– O que um candidato aí está fazendo? Ele está reunindo alguns líderes partidários, já loteando o futuro governo dele. Daí os caras começam a trabalhar contra o voto auditável, porque esse cara só chega na fraude – disparou Bolsonaro.
Após amargar três meses consecutivos de queda, a produção da indústria brasileira aumentou 1,4% em maio, na comparação com o abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (2), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com a variação positiva, o nível de produção atingiu o mesmo patamar de fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia nacional. Ainda assim, o setor figura 16,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.
Após amargar três meses consecutivos de queda, a produção da indústria brasileira aumentou 1,4% em maio, na comparação com o abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (2), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com a variação positiva, o nível de produção atingiu o mesmo patamar de fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia nacional. Ainda assim, o setor figura 16,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.
O gerente responsável pela pesquisa, André Macedo, alerta que o resultado positivo de maio não significa uma reversão do saldo negativo da indústria nos meses anteriores. Para ele, o segmento “está longe de recuperar essa perda recente” que sofreu.
“Muito desse comportamento de predominância negativa nos últimos meses tem uma relação direta com o recrudescimento da pandemia, no início de 2021, que trouxe um desarranjo para as cadeias produtivas”, explica Macedo.
Já em relação a maio de 2020, o crescimento da produção industrial foi de 24%. Trata-se da nona taxa positiva consecutiva na base de comparação e a segunda mais elevada da série histórica, abaixo apenas da registrada no último mês de abril, de 34,7%.
““Embora o resultado de maio na comparação com abril tenha sido positivo, quando olhamos o início de 2021 face ao recrudescimento da pandemia e todos os seus efeitos, o saldo ainda é negativo, haja vista que, quando pegamos outros indicadores, como o índice de média móvel trimestral, a leitura ainda é descendente”, reforça o pesquisador.
Foto: Bahia Notícias Pelo segundo ano consecutivo, a pandemia da Covid-19 forçou que o tradicional desfile em comemoração à Independência da Bahia não acontecesse. Contudo, nesta sexta-feira (2), há um evento simbólico para celebrar a data.
Sem a presença do público, acontece neste momento um ato na Lapinha, com apresentação da Orquestra Sinfônica da Polícia Militar (PM-BA), e uma representação de Maria Quitéria, um dos símbolos da guerra que culminou em 1823 na expulsão dos portugueses de Salvador, um dos últimos redutos dos ex-colonizadores no Brasil.
O evento acontece na Lapinha, onde se encontra a imagem do caboclo, símbolo da independência baiana. O local foi um dos principais pontos de batalha entre brasileiros e lusitanos, assim como a Soledade, Pirajá e nas ilhas do Recôncavo.
Neste ano, em homenagem aos profissionais da saúde, o tema da solenidade é “Chama da Esperança”.
Um avião carregando 936 mil doses de vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech pousou nesta quinta-feira(1) às 20h47, com quase 2 horas de atraso, no aeroporto de Viracopos, em Campinas.
A aeronave, vinda de Miami, trouxe a terceira remessa em 5 dias, completando 2,4 milhões de doses do imunizante entregues ao Brasil nesta semana.
No domingo (27), a empresa entregou 528.840 doses. Na quarta (30), foram mais 936 mil.
Sem a presença do presidente Jair Bolsonaro, apoiadores do atual governo confirmaram a adesão de ao menos 50 cidades do interior à motocarreata marcada para esta sexta-feira, em Salvador, feriado de Dois de Julho. O ato terá concentração a partir das 9h, na região do Dique do Tororó, próximo à Arena Fonte Nova.
Segundo os organizadores, motos, jipes e carros antigos se reunirão em uma manifestação a favor da “liberdade” e do “voto impresso e auditável”, bandeiras defendidas por Bolsonaro.
Havia a expectativa de que o presidente viesse à capital baiana prestigiar o evento. Procurada pelo Metro1, a assessoria de Bolsonaro informou, no entanto, que não há previsão dessa agenda.
Mais cedo, em entrevista ao site Metro1, o prefeito Bruno Reis (DEM) afirmou que, embora não tenha poder de polícia, agirá para coibir eventuais transtornos por ocasião da motocarreata bolsonarista.
O gestor, que recentemente criticou atos a favor do impeachment do presidente, citou que a manifestaação é “inoportuna” diante do cenário de descontrole da pandemia de Covid-19 — crise saniatária que continua a provocar elevado número de mortes no país.
Realizadas em outras cidades do país, as motociatas promovidas pelo chefe do Executivo federal têm sido marcadas por ataques às políticas de isolamento, pedidos de intervenção militar e fechamento do STF.
Além das investidas contra as instituições democráticas, Bolsonaro atambém infringiu regras de trânsito. Durante um ato em São Paulo, por exemplo, o presidente cobriu a placa de sua motocicleta e utilizou um capacete do tipo “coquinho”, sem viseira e proteção para o maxilar, o que é proibido para motociclistas e pode render multa grave.