Os Estados Unidos retiraram nesta quinta-feira (16) as sanções comerciais impostas ao Instituto de Ciência Forense do Ministério da Segurança Pública do regime da China. A decisão faz parte de uma estratégia do governo americano, comandado pelo democrata Joe Biden, para obter uma maior cooperação de Pequim no combate ao tráfico do fentanil para os Estados Unidos.
Em 2020, Washington incluiu o instituto em sua lista de sanções devido a alegados abusos perpetrados por membros dele contra os direitos dos uigures e outros grupos minoritários que residem na China comunista, o que o impediu de receber a maioria dos produtos de fornecedores norte-americanos.
Durante a reunião entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o ditador da China, Xi Jinping, em São Francisco,no estado americano da Califórnia nesta quarta-feira (15), ficou acordado a criação de um grupo de trabalho que irá tratar sobre cooperação antidrogas entre as duas potências.
A decisão de retirar as sanções foi alvo de críticas por parte de ativistas de direitos humanos e membros do Partido Republicano, que acusaram o governo de Biden de ser “condescendente com Pequim em relação aos abusos de direitos humanos perpetrados contra os uigures”. À agênciaReuters, Rayhan Asat, advogada de direitos humanos de origem uigur, destacou a urgência do problema do fentanil no EUA, mas questionou o compromisso dos americanos em lidar com os abusos dos direitos humanos na China.
A retirada das sanções ocorre em meio aos esforços de Washington para combater as mortes por overdose relacionadas ao fentanil. O bloqueio dos produtos químicos precursores do fentanil tem sido uma prioridade para as autoridades norte-americanas.
O encontro entre Biden e Xi nesta quarta-feira foi visto como uma tentativa dos EUA de “melhorar” as tensas relações bilaterais com os chineses, marcadas por disputas comerciais, direitos humanos e questões regionais.
Em uma coletiva após o encontro, no entanto, Biden se referiu a Xi novamente como ditador. O presidente dos EUA disse que Xi “governa um país comunista com um sistema de governo totalmente diferente do americano”.
A declaração irritou o regime chinês, que a chamou nesta quinta-feira (16) de “extremamente errônea” e “manipulação política irresponsável”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta quinta que “há pessoas com segundas intenções que tentam incitar e prejudicar as relações entre os dois países”.
Nas principais pesquisas eleitorais, diferença entre os candidatos é bem pequena
Javier Milei criticou seu concorrente, Sergio Massa, por usar o medo para se promover na campanha eleitoral na Argentina | Foto: Reprodução/Wikipedia
Na reta final da corrida presidencial da Argentina, o candidato Javier Milei (La Libertad Avanza) criticou seu opositor, o ministro da Economia Sergio Massa (Unión por la Patria), por usar o medo para se promover na campanha.
Em discurso feito na cidade de Rosário, a segunda maior da Argentina, Milei afirmou que os argentinos são mais aterrorizados pelos altos índices de pobreza provocados pela crise econômica que assola o país.
“Com 45% de pobres, 10% de indigentes, de que medo eles falam? Isso é que o verdadeiro terror. Por isso que eu digo: não se deixem levar pelo medo, não deem lugar ao medo”, afirmou.
Milei voltou a declarar que Sergio Massa não representa uma ruptura ao sistema político que possa mudar a situação no país.
“Esse domingo o que teremos que decidir é se queremos o populismo ou a República”, afirmou.
“Temos que saber que é impossível termos resultados diferentes fazendo as mesmas coisas dos últimos cem anos.”
Milei voltou a declarar que Sergio Massa não representa uma ruptura ao sistema político que possa mudar a situação na Argentina | Foto: Reprodução/Wikipedia
Mais uma vez, o candidato libertário acusou Massa de ir contra suas ideias nacionalistas ao contratar brasileiros para atuar em sua campanha.
Uma equipe de marqueteiros do Brasil foi escalada pelo ministro da Economia para trabalhar em sua campanha.
Disputa acirrada entre Milei e Massa
As principais pesquisas eleitorais na Argentina apontam um grande equilíbrio entre Milei e Massa faltando apenas quatro dias para as eleições.
Nos 12 levantamentos mais recentes, a diferença não passava dos seis pontos percentuais.
As eleições na Argentina serão realizadas no próximo domingo e as pesquisas eleitorais já foram suspensas.
Câmbio descongela e dólar sobe
Depois de manter o câmbio congelado desde agosto, o governo da Argentina aumentou a cotação oficial do dólar nesta quarta-feira, 15. Com a medida, a cotação do dólar passou de 350 para 353,05 pesos.
A mudança já era esperada e faz parte do plano anunciado pelo Ministério da Economia.
Em outubro, o secretário de Política Econômica da Argentina, Gabriel Rubinstein, disse que a depreciação seria em torno de 3% ao mês.
Segundo informações publicadas pelo jornal Clarín, as mudanças vão ocorrer diariamente, mas ainda não se sabe qual será o ritmo dessas alterações.
Na Argentina, o dólar estava congelado em 350 pesos desde 14 de agosto, dia seguinte ao primeiro turno da eleição.
Ilan Gerby, pai de dois jovens sequestrados pelo Hamas Imagem: Jamil Chade / Colunista do UOL
Ilan Regev Gerby confessa que tem muito medo. Mas disse ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que quer que o governo de seu país vá “até o fim” em sua campanha militar contra o Hamas.
Gerby é pai de Maya, 21 anos, e Itay, com 18. Ambos foram sequestrados pelos extremistas na Nova Party, a festa que ocorria no dia 7 de outubro no sul de Israel.
Desde aquele momento, a resposta israelense fez mais de 11 mil mortos em Gaza e levou a ONU a alertar para a possibilidade de crimes de guerra cometidos contra os palestinos. Recordes de mortes de funcionários da ONU, de crianças e de jornalistas foram registrados nas últimas semanas, enquanto o cerco contra Gaza deixou milhões sem abastecimento e a indignação de líderes mundiais.
O Hamas vem insistindo que está disposto a devolver os reféns israelenses, desde que seus militantes presos em Israel sejam liberados.
Mas, para o pai de Maya e Itay, trata-se de uma manipulação.
“Hamas não negocia”, alertou o pai dos reféns, em entrevista ao UOL. “Estive com o primeiro-ministro. Olhei em seus olhos e disse para ele que sou pai, tenho dois filhos sequestrados. Fui ao inferno buscá-los. Estou com medo. Mas não pare, por favor. Faça seu trabalho. Esse é o único meio de trazê-los de volta”, contou.
“Não saia de Gaza. Vá até o fim”, insistiu.
Ele conta que perguntou a Netanyahu se ele estaria disposto a fazer a troca proposta pelo Hamas. Mas ouviu do chefe do governo israelense que não há como confiar no grupo palestino. “Veja o que fazem com sua população”, comentou.
Ilan Gerby está em Genebra nesta semana para reuniões com uma delegação oficial do governo de Israel, para falar com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, ONU e OMS.
Os detalhes aquele dia 7 de outubro
“Acordei cedo com outro filho meu dizendo que as sirenes estavam soando”, disse.
Logo depois, sua filha que estava na festa mandou uma mensagem informando que os mísseis estavam sendo disparados, mas que ela estava a caminho de casa. “Neste momento, liguei a televisão e vi os carros do Hamas dentro de Israel. Não conseguia acreditar”, disse.
O último contato que ele manteve com a filha foi naquela manhã, às 8h42. No celular, ele ainda guarda a gravação da chamada. No áudio, gritos desesperados e uma frase: “Eu te amo, papai. Eles vão nos matar”.
“Era o inferno. Essa foi a última vez que falamos”, disse o pai. Gerby relata que pegou sua arma e dirigiu para o sul, mas não encontrou qualquer sinal deles.
Mais de 12 horas depois, encontrou imagens de Itay nas redes sociais, como um dos sequestrados. No dia seguinte, um soldado israelense comunicou à família que Maya também havia sido levada. “Desde então, não sabemos de nada. São quase seis semanas. Não consigo encontrar palavra para descrever esse grupo (Hamas)”, disse.
Cessar-fogo unicamente para negociar reféns
A desconfiança em relação ao Hamas também está presente entre outras famílias. Ofri Bibas Levy é a irmã de Yarden, pai de duas crianças (uma de 10 meses e outra de quatro anos) e casado com Shiri. Todos os quatro foram levados de sua casa, no Kibbutz Nir-Oz.
Ao UOL, ela admite que Israel terá de negociar. Mas, se houver um cessar-fogo, o único objetivo deve ser o de abrir espaço para a devolução dos reféns.
Para Israel, um cessar-fogo não é a melhor solução. Se ele existir, precisa ser apenas com o objetivo de negociar a entrega dos reféns. Qualquer outro cessar-fogo, como uma pausa humanitária, vai apenas servir para fortalecer o Hamas. Ofri Bibas Levy, que tem familiares reféns
Contrariando os relatos oficiais da ONU, Ofri destaca como Israel tem feito “gestos humanitários”. “E, em troca, não ganhamos nada. Nem mesmo informação sobre onde estão as famílias”, criticou.
Em sua avaliação, os verdadeiros escudos humanos usados pelo Hamas não são os palestinos. Mas, sim, os reféns israelenses. “Trata-se da carta mais poderosa nessa guerra. Eles não ligam para os palestinos”, disse.
Críticas contra Israel são “injustas”
A irmã do israelense levado pelos palestinos comenta que o país está sendo injustamente criticado pela comunidade internacional. “Israel está fazendo o que pode para minimizar o impacto humanitário”, justificou.
Segundo ela, “Israel está acostumado a ser criticado”. “Mas o mundo precisa entender que estamos lutando contra terroristas”, insistiu.
“Precisamos de mais apoio. Estamos tentando agir de forma humanitária numa situação muito desumana. As críticas e protestos são injustos”, lamentou.
Questionada sobre as imagens que circulam o mundo com crianças morrendo em Gaza, ela declara que não há ninguém em Israel que esteja comemorando a situação. Mas justifica que, numa guerra, “civis sempre são feridos”.
“Não há ninguém em Israel que comemore a morte desses bebês. Não é quem somos. Mas essa é a nossa diferença do Hamas.”
“Sabemos que civis estão sendo feridos. Mas não foi Israel quem atacou. Estamos nos defendendo”, argumentou, sem referência ao fato de que o conflito já dura mais de 50 anos.
Para Ofri Levy, neste momento é difícil imaginar ver israelenses voltando a falar sobre a possibilidade de viver lado a lado com um estado palestino ou um acordo de paz.
“Israel está traumatizado e sangrando. Pode levar muito tempo para voltar a falar sobre isso de novo”, completou.
Seis dias antes do segundo turno nas eleições presidenciais, a inflação na Argentina chegou em 142,7% no acumulado dos últimos 12 meses, a mais alta dos últimos 32 anos.
Os dados sobre a inflação argentina em outubro foram divulgados nesta segunda-feira, 13, pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o equivalente ao IBGE local.
Segundo o Indec, no mês passado a inflação foi de 8,3%. De janeiro até outubro, a inflação acumulada foi de 120%.
Os dados de outubro 2023 superam largamente o recorde do ano anterior. Em Outubro de 2022 a inflação tinha chegado em 6,3%. Com isso, a inflação chegou em seu valor mais elevado desde 1991, quando em agosto daquele ano tinha sido de 144,4%.
As maiores altas no último mês foram registradas nos segmentos de:
Por outro lado, ficaram abaixo da média os preços de:
Inflação na Argentina deve chegar em 200% este ano
Para a agência de classificação Moody’s, a inflação argentina vai terminar 2023 em 200% este ano e 350% em 2024, independentemente de quem ganhe as eleições.
Na sexta-feira, o Ministério da Economia divulgou o seu próprio índice e indicou que na primeira semana de novembro a inflação chegou em 2,3% .Na semana anterior o aumento dos preços tinha sido de 2,2%.
A Secretaria de Política Econômica liderada pelo vice de Sergio Massa, Gabriel Rubinstein, também especificou que a inflação acumulada nas últimas quatro semanas é de 9,2%.
A Comissão de Relações Exteriores e Saúde Global do Capitólio, liderada pelo deputado Chris Smith (R-NJ), realizou uma audiência na quarta-feira, 8 de novembro, com o objetivo de denunciar o viés duradouro da ONU contra Israel. O foco principal desse encontro foi a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e sua preocupante promoção do antissemitismo entre a juventude palestina.
“Não se engane, o antissemitismo está no cerne da hostilidade da ONU contra Israel, é repugnante, maligno e se manifesta em quase todas as entidades da ONU”, disse Smith, que presidiu a audiência e é autor da lei que criou o Enviado Especial para Monitorar e Combater o Antissemitismo no Departamento de Estado dos EUA, além de outra lei que promoveu e fortaleceu o status do Enviado Especial para o cargo de Embaixador, reportando diretamente ao Secretário de Estado.
“A ONU é, inquestionavelmente, a principal legitimadora do antissemitismo no mundo, incluindo em suas formas mais virulentas e violentas”, disse Smith, presidente da Audiência sobre Direitos exteriores e presidente do Subcomitê de Direitos Humanos Globais da Câmara dos Representantes dos EUA.
O deputado Smith transmitiu uma mensagem poderosa, destacando a urgência de lidar com essa questão. Ele enfatizou a necessidade de os Estados Unidos e a comunidade internacional responsabilizarem a ONU por suas ações e exigirem o fim dessas práticas tendenciosas. Smith apontou para as recentes atrocidades genocidas cometidas pelo Hamas, incluindo atos de terrorismo e ataques indiscriminados com mísseis, como resultado direto do antissemitismo desenfreado fomentado e permitido pela ONU. Ele também enfatizou que Israel tem o direito absoluto de se defender contra essas invasões covardes e massacres.
A audiência contou com a participação de destacados representantes da Câmara, incluindo a deputada Kathy Manning (D-NC), o deputado Joseph Markowitz (R-FL), o deputado Brad Schneider (D-IL), a deputada Susan Wild (D-PA), o deputado French Hill (R-AR), o deputado Mike James (R-MO) e o deputado Joe Wilson (R-SC). Eles enviaram uma mensagem contundente condenando a constante discriminação da ONU contra Israel e pedindo uma mudança na perspectiva da comunidade internacional.
Entre as testemunhas que depuseram, estava Hillel Neuer, diretor executivo do UN Watch, que pediu a demissão de Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Palestina. Smith chamou a atenção, durante a audiência, para as “preocupantes declarações recentes” de Albanese sobre o direito de autodefesa de Israel. Ela argumentou que Israel não possui tal direito, o que é absurdo e perigoso.
Durante a audiência, foi dada atenção ao problema da UNRWA e das crianças expostas ao ódio antissemita. Foi destacado que os Estados Unidos, sob o presidente Joe Biden, contribuem com 1 bilhão de dólares destinados à UNRWA, apesar de a administração anterior ter interrompido esse financiamento devido a preocupações com a prevalência de antissemitismo nessas instituições.
Manning ressaltou como o viés anti-Israel da ONU mina as perspectivas de paz na região, isolando injustamente o Estado judeu. Outros representantes expressaram sentimentos semelhantes, destacando a necessidade de equidade e justiça nos fóruns internacionais. Schneider chamou a atenção para a falta de ação da ONU em questões críticas, como a situação de reféns em Gaza, ressaltando ainda mais as deficiências da organização.
Smith revelou o papel da UNRWA na perpetuação do ódio contra os judeus entre a juventude palestina. Ele mencionou relatórios do UN Watch e do IMPACT-SE que documentam a contratação deliberada de professores pela UNRWA que elogiam Hitler, glorificam ataques terroristas contra crianças israelenses e propagam teorias da conspiração antissemitas.
A Câmara de Comércio Judaica Ortodoxa, representada por seu fundador e CEO, Duvi Honig, enviou um depoimento à Comissão de Relações Exteriores, destacando o tratamento injusto que Israel recebe da ONU. Honig ressaltou como o propósito original da ONU, de promover a paz e a segurança global, tem sido cada vez mais minado pelo viés contra Israel.
A nomeação do Irã para chefiar o Comitê de Direitos Humanos da ONU, apesar das violações de direitos humanos do próprio país, ao mesmo tempo em que condena Israel por suas ações, levanta questionamentos sobre o compromisso da ONU com a justiça, afirmou Honig.
Essa audiência histórica realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Saúde Global da Câmara dos Representantes dos EUA representa um momento crucial na luta pelos verdadeiros direitos humanos e serve como um lembrete do compromisso inabalável dos Estados Unidos em promover a justiça e a igualdade nos assuntos internacionais. Com isso, a Câmara está enviando uma mensagem forte de que os EUA e a comunidade internacional devem defender os verdadeiros direitos humanos, denunciar, retirar financiamento do terror e tratar todas as nações de forma justa e igualitária.
Uma banhista foi brutalmente atacada por um tubarão-branco na sexta-feira (10/11), em Port Noarlunga, Adelaide (Austrália).
Bridgette O’Shannessy, de 32 anos, estava nadando com o seu namorado quando foi repentinamente atacada pelo predador. No ataque, a australiana, que é mergulhadora esportiva e consultora ambiental da Universidade Flinders, ficou com graves ferimentos no rosto. Ela perdeu alguns dentes e sofreu sérios danos aos nervos. Um membro da equipe de resgate que atendeu Bridgette relatou que havia dentes do tubarão cravados no crânio da banhista.
A australiana só sobreviveu graças à intervenção do namorado, que golpeou o tubarão e levou a vítima à areia da praia. Bridgette foi atendida no local e transferida às pressas para o Flinders Medical Center, de acordo com o canal 7News.
O estado de saúde de Bridgette é estável. Cirurgiões conseguiram remover com sucesso todos os dentes do tubarão cravados no crânio da paciente.
“Infelizmente, Bridgette foi atacada por tubarão-branco no recife de Port Noarlunga”, escreveu o namorado, Brian Gordon Roberts , em rede social. “Ela está muito bem, considerando as circunstâncias, e obrigado por todos os votos de recuperação”, prosseguiu ele.
A praia onde se deu o ataque está fechada. Especialistas não conseguiram rastrear o tubarão.
A Austrália só fica atrás dos EUA em número de casos de ataque de tubarão. África do Sul e Brasil completam a lista de países com mais ocorrências.
Um grupo de 32 brasileiros e familiares finalmente deixaram a Faixa de Gaza neste domingo, 12, e conseguiram chegar ao Egito, informa o Itamaraty.
Duas pessoas do grupo que constava da lista original, com 34 nomes, desistiram da repatriação e permaneceram em Gaza.
“Grupo de 32 brasileiros e familiares já se encontra em território egípcio, onde foi recebido por equipe da embaixada do Brasil no Cairo, responsável pela etapa final da operação de repatriação”, diz nota do Itamaraty.
A previsão inicial é de que o grupo durma no Egito neste domingo. O avião enviado pelo governo brasileiro está no Aeroporto do Cairo à espera do grupo que será repatriado.
Eu gostaria de entender qual foi a linha que o embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, cruzou ao encontrar-se com Jair Bolsonaro e deputados bolsonaristas na Câmara do Deputados. Dois dias antes, a embaixada havia convidado 300 parlamentares de todo o espectro político-ideológico para assistir ao vídeo do massacre perpetrado pelo Hamas em Israel, ocasião que propiciou o encontro que não estava previsto por Daniel Zonshine da forma que aconteceu. “Não estive na entrada da (sala onde ocorreu a reunião) para saber quem está chegando e quem não está chegando. Não foi nenhum encontro agendado dessa maneira. Não tem nenhuma história aqui. Não tem nenhuma causa política aqui”, disse ele à jornalista Raquel Landim.
Havia algum parlamentar do PT presente à sessão do vídeo? Não. Por quê? Porque o governo petista, bem de acordo com o antissemitismo professado pela esquerda mundial, acusa Israel de praticar genocídio em Gaza. Ou seja, acusa um estado democrático, atacado covardemente por terroristas que usam civis como escudos, de praticar crime contra a humanidade. Não é pouco, senhoras e senhores.
Acusações duras (e mentirosas) requerem respostas duras (e verdadeiras). Daniel Zonshine não está a passeio no Brasil, representa desde 7 de outubro um país em guerra declarada contra um grupo terrorista que o governo brasileiro não reconhece como grupo terrorista. Se Israel tivesse um primeiro-ministro de esquerda, e não o direitista Benjamin Netanyahu, as reações do seu embaixador aos destemperos do Palácio do Planalto e do partido que está no poder seriam as mesmas ou até mais enfáticas.
Daniel Zonshine tem sido tépido nas suas respostas. Ao comentar a nota do Itamaraty sobre o massacre de civis perpetrado pelo Hamas em território israelense, ele se limitou a dizer que faltou sensibilidade ao governo brasileiro por não ter classificado como terrorista o ato que cabe integralmente na definição de terrorismo.
Indagado sobre o comunicado desmiolado do PT sobre o conflito, no qual o partido afirma que Israel comete genocídio em Gaza — acusação repetida dias depois por Lula e nesta semana por Celso Amorim —, o embaixador de Israel foi elegante:
“Isso é maneira (de falar) de um partido que fala de direitos humanos? São direitos humanos matar crianças e estuprar mulheres? Esses são os valores que o PT apoia? O apoio aos palestinos é uma coisa, podemos discutir isso, mas apoiar o Hamas?”
O governo do PT recrimina também o fato de Daniel Zonshine ter participado de uma reunião com parlamentares do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Israel, formado por muitos deputados críticos à postura do governo Lula em relação à guerra dos israelenses contra o Hamas. Chega a ser divertida, convenhamos, a ideia de que o embaixador de Israel não possa encontrar-se com o Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Israel.
Ainda em outubro, para mostrar o seu desagrado, o Palácio do Planalto mandou o Itamaraty convocar Daniel Zonshine para lhe passar um pito e deixar claro que as relações de Israel com o governo brasileiro estão estremecidas. Mas quem estremeceu as relações? Um país que acusa mentirosamente outro país de cometer crime contra a humanidade, delito de enorme gravidade, ou o país que se defende da acusação sem afirmar expressamente que o acusador é um mentiroso leviano?
Temos, ainda, a questão dos facínoras brasileiros que foram aliciados pelo Hezbollah libanês. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi quem anunciou que o Mossad, o serviço secreto israelense, ajudou a Polícia Federal a prender os integrantes da célula terrorista que atacariam entidades judaicas e sinagogas no Brasil. Daniel Zonshine disse, então, o óbvio à jornalista Eliane Oliveira:
“O interesse do Hezbollah em qualquer lugar do mundo é matar os judeus. Se escolheram o Brasil, é porque tem gente que os ajuda.”
O anúncio de Benjamin Netanyahu e a fala do embaixador fizeram o combativo ministro da Justiça brasileiro, Flávio Dino, subir no salto plataforma X, como se o governo de Israel tivesse usurpado a soberania do Brasil, porque o político Benjamin Netanyahu explorou o fato politicamente (pois é, nenhum político faz isso) e houvesse implicações ideológicas na cooperação policial entre os dois países.
Entre outras delicadezas, o ministro postou que “nenhuma força estrangeira manda na Polícia Federal do Brasil e nenhum representante de governo estrangeiro pode pretender antecipar resultado de investigação conduzida pela Polícia Federal, ainda em andamento”.
Também escreveu que “quando legalmente oportuno, a Polícia Federal apresentará ao Poder Judiciário do Brasil os resultados da investigação técnica, isenta e com o apoio em provas analisadas EXCLUSIVAMENTE pelas autoridades brasileiras”. Espera-se que o grito em maiúsculas do Ipiranga não resulte na liberdade dos terroristas sob os auspícios do notável Estado de Direito em vigor no país.
Por fim, temos a questão dos cidadãos brasileiros que ainda estão em Gaza. Pode ser que, quando este artigo estiver publicado, eles já tenham conseguido passar pela fronteira com o Egito — que é controlada pelos egípcios, veja só. Acusa-se Israel, que inspeciona com a concordância do Egito a saída de estrangeiros do enclave palestino, de estar segurando os brasileiros.
Não é bem segurar. A fronteira abre e fecha a depender das circunstâncias, e a saída é a conta-gotas para todo mundo, porque o exército israelense verifica se há infiltrados do Hamas entre os estrangeiros nem tão estrangeiros, estrangeiros de passaporte.
Dito isso, ninguém precisa se preocupar mais do que o necessário: os diplomatas de verdade trabalharam para superar as dificuldades criadas por Celso Amorim e os seus ideólogos e, daqui a pouco, os brasileiros de passaporte chegarão ao Bananão, dando graças a Deus de estarem neste país abençoado de 47,5 mil homicídios por ano.
Lula poderá, assim, fazer a sua política com o resgate, da mesma forma que Benjamin Netanyahu fez a dele com os brasileiros do Hezbollah. Celso Amorim e os seus ideólogos: certamente, os refugiados teriam tido mais atenção de Tel-Aviv se o governo brasileiro não fosse tão hostil a Israel, mas ninguém segura ninguém, só não temos a preferência por estarmos na segunda classe. É desse jeito que o mundo funciona, sabe?
O embaixador Daniel Zonshine está sendo fritado pelo Palácio do Planalto, via Itamaraty. “Perdeu a condição de ser interlocutor” é a frase dita em Brasília. Pode ser que, diante da pressão, Israel ache por bem que ele volte para Tel-Aviv. A qualquer tempo, contudo, o embaixador merece ser condecorado por ter servido em um país cujo governo acha que judeu bom é judeu que suporta tudo calado.
Ahmed Siam mantinha cerca de 1 mil reféns em um hospital na Faixa de Gaza como escudos humanos | Foto: Reprodução/ FDI
As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram, neste sábado, 11, que mataram Ahmed Siam, comandante da companhia Naser Radwan do Hamas.
Segundo o porta-voz das FDI, Daniel Hagari, o terrorista mantinha presas mil pessoas no hospital Rantisi em Gaza, para servirem de escudo humano. Além disso, o extremista impedia a saída delas em direção ao sul, onde a ameaça é menor.
De acordo com um comunicado dos militares israelenses, agentes de inteligência do serviço secreto Shin Bet localizaram Siam. Tropas terrestres e caças participaram da operação de hoje.
Tropas terrestres e caças de Israel participaram da operação que culminou na morte do terrorista Ahmed Siam, na Faixa de Gaza | Foto: Reprodução/Twitter/X
Eliminação de liderança do Hamas por Israel
O terrorista era um alvo conhecido e monitorado por Israel. A informação segundo a qual mantinha reféns no hospital já havia sido veiculada, na quinta-feira 9, pelas FDI.
Conforme o porta-voz das FDI, Siam estava escondido na escola al-Buraq no momento do ataque. Ele teria sido morto com outros terroristas que atuavam sob seu comando.
A imagem de Siam foi veiculada por Israel, na publicação na qual anunciou sua morte. O post está no perfil das forças de defesa.
IDF aircraft just struck Ahmed Siam, responsible for holding approximately 1,000 Gazan residents and patients hostage at the Rantisi Hospital, and preventing their evacuation southward.
Siam was a commander in Hamas' Naser Radwan Company, and is another example of Hamas using… pic.twitter.com/RGJAISFjxL
Até o momento, as FDI reivindicam ter assumido controle de 11 posições na Faixa de Gaza que pertenciam ao Hamas.
Nos últimos dias, houve o anúncio de destruição de infraestruturas e armas do grupo terroristas.
Os militares israelenses também anunciaram ter eliminado três batalhões do Hamas, durante a ofensiva no oeste da Faixa de Gaza. Túneis usados pelo grupo teriam sido destruídos durante estas operações.
Em 27 de outubro, as forças de Israel acusaram o Hamas de “travar uma guerra a partir de hospitais” na Faixa de Gaza, o que o grupo terrorista negou veementemente.
Um caso da Suprema Corte Espanhola chamou atenção pelo fator inusitado. A Justiça do país validou o pedido de uma mulher que teria pago uma dívida que tinha com seu ex-cunhado com sexo oral.
O valor da dívida era de R$ 96,3 mil, e a Justiça já tinha autorizado o “pagamento” com sexo oral — desde que a relação fosse consensual. Posteriormente, contudo, a mulher resolveu entrar na justiça novamente, já que quando ela decidiu parar de realizar o ato com o ex-cunhado, ele pediu que o resto da dívida fosse paga em dinheiro.
Tendo como base que a mulher nunca procurou as autoridades para denunciar o homem por coerção sexual, a Justiça concluiu que os atos foram consensuais e que a dívida estava paga. Já a mulher defendeu que só prestou queixas depois do ocorrido, pois teria recebido um telefonema do ex-cunhado pedindo o pagamento em dinheiro.
O caso ocorreu em 2019, mas foi relembrado pela imprensa neste sábado (11).