Presidente se reúne com seu homólogo ucraniano neste domingo
Volodymyr Zelensky e Donald Trump Foto: Jim Watson / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as negociações sobre o acordo de paz entre Rússia e Ucrânia estão na fase final, mas ainda não há prazo para concluí-lo.
– Meu prazo é fazer com que a guerra acabe – respondeu, quando questionado sobre uma data para a conclusão das negociações.
Ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Flórida, ele disse que “nada é mais importante do que acordo de paz sobre Ucrânia e Rússia”. Segundo Trump, a negociação é bastante complexa, mas deve seguir.
– Estamos animados com a reunião e faremos um acordo de paz. Todos querem que isso aconteça – afirmou ainda.
De acordo com Trump, o acordo de segurança será “forte”, com nações europeias “muito envolvidas”. O republicano disse que há “grande benefício econômico para a Ucrânia” com um eventual acordo de paz e afirmou ainda que o país também fez ataques fortes a Rússia.
– Não digo isso de forma negativa – complementou.
De acordo com o presidente americano, os dois líderes, Putin e Zelensky, querem o acordo. O líder agradeceu aos que acompanhavam o pronunciamento e disse que demais questões serão trazidas ao final da reunião.
Zelensky, por sua vez, aproveitou a ocasião para agradecer a recepção de Trump e dizer que as equipes se esforçaram para fazer um rascunho de acordo de paz, que será discutido.
– Tivemos equipes Ucrânia-EUA trabalhando juntas, a sequência natural é reunião presencial – completou.
O presidente russo, Vladimir Putin, aceitou a proposta do presidente norte-americano, Donald Trump, de seguir finalizando um acordo de paz em relação à Ucrânia, mediante grupos de trabalho conjuntos.
É o que informou o assessor de política externa de Putin, Kirill Dmitriev, em publicação no X na tarde deste domingo (28), em que confirma a ligação telefônica entre os presidentes da Rússia e dos EUA, conforme já havia verbalizado Trump na rede Truth Social.
– Os belicistas estão em pânico total após ligação entre Putin e Trump – acrescentou Kirill.
Segundo informações da imprensa russa, o telefonema entre Trump e Putin durou uma hora e 15 minutos, e os presidentes também concordaram em criar dois grupos de trabalho para a paz, um focado em questões de segurança, e o outro, em aspectos econômicos.
Em conversa telefônica, ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, manifestou solidariedade ao povo venezuelano
O venezuelano Nicolás Maduro e o russo Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Kremlin
O respaldo da Rússia à Venezuela foi reiterado nesta segunda-feira, 22, diante das restrições impostas pelos Estados Unidos ao trânsito de navios petroleiros em águas venezuelanas. A medida resultou em apreensões recentes de embarcações na região.
Em conversa telefônica, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, manifestou solidariedade ao povo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro, segundo o chanceler Yvan Gil.
“Ele expressou a firme solidariedade da Rússia com o povo da Venezuela e com Nicolás Maduro”, disse Gil. “Reafirmou seu total apoio diante das hostilidades contra nosso país.”
Durante o diálogo, Lavrov também prometeu “todo o respaldo” às iniciativas da Venezuela no Conselho de Segurança da ONU. A China, outro importante aliado, reforçou apoio ao regime de Maduro frente à escalada nas apreensões de navios petroleiros nos arredores do país.
Efetividade do apoio da Rússia e ações dos EUA
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Apesar das promessas anteriores de Moscou para ajudar Caracas a enfrentar a pressão militar dos EUA, não houve a divulgação de detalhes concretos dessas ações. A diplomacia russa alertou na semana passada para possíveis “consequências imprevisíveis” no Ocidente, enquanto a Casa Branca minimizou a capacidade russa de apoiar Maduro, por causa do conflito na Ucrânia.
Neste domingo, 21, agências de notícias relataram a interceptação de um terceiro petroleiro próximo à costa venezuelana por forças norte-americanas. Até o momento, o governo Trump não comentou publicamente o episódio.
A Bloomberg identificou a embarcação como Bella 1, com informações de que militares dos EUA já teriam embarcado no navio. Segundo a agência de notícias Reuters, a abordagem ainda não havia sido concluída, embora o petroleiro estivesse sob perseguição.
Esta seria a segunda apreensão de navio no fim de semana e o terceiro em pouco mais de dez dias, numa estratégia norte-americana para intensificar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro. A Bloomberg informou que o petroleiro navega com bandeira do Panamá e estava a caminho da Venezuela para um carregamento.
De acordo com um oficial dos EUA ouvido pela Reuters, o Bella 1 está sob sanções, utiliza bandeira falsa e pode ser alvo de diferentes formas de interceptação, incluindo aproximação aérea.
As medidas ampliam restrições já existentes e atingem principalmente parentes de figuras centrais do regime chavista
As medidas, anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, ampliam restrições contra Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Novas sanções dos Estados Unidos foram direcionadas a familiares próximos do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua mulher, Cilia Flores. A decisão reforça a pressão internacional sobre o regime chavista.
As medidas, anunciadas nesta sexta-feira, 19, pelo Departamento do Tesouro norte-americano, ampliam restrições já existentes e atingem principalmente parentes de figuras centrais da ditadura.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeirosdos EUA justificou a decisão ao afirmar que as pessoas penalizadas têm “sustentado o narcoestado desonesto de Maduro”. Entre os afetados estão cinco integrantes da família de Carlos Erik Malpica Flores, sobrinho de Cilia, que já havia sido alvo de sanções em 11 de dezembro.
Detalhes das novas sanções dos Estados Unidos
O comunicado detalhou que, com base na Ordem Executiva 13850, foram incluídos na lista:
Eloisa Flores de Malpica, mãe de Flores e irmã de Cilia;
Carlos Evelio Malpica Torrealba, pai de Flores;
Iriamni Malpica Flores, irmã;
Damaris del Carmen Hurtado Perez, mulher; e
Erica Patricia Malpica Hurtado, filha adulta.
Os cinco são acusados de envolvimento em práticas enganosas ou corrupção ligadas à ditadura da Venezuela.
Também foram incluídos na lista de sanções Roberto Carretero Napolitano e Vicente Luis Carretero Napolitano, parentes do empresário panamenho Ramon Carretero Napolitano, que já havia sido sancionado anteriormente. Eles são acusados de realizar transações financeiras com o regime chavista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira (16), que as forças militares estadunidenses cercaram por completo a Venezuela, no que chamou de “maior armada já reunida na história da América do Sul”. Ele afirmou que continuará pressionando a ditadura chavista até que o país devolva à nação norte-americana o que “roubou”.
– A Venezuela está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul. Ela só vai aumentar, e o choque para eles será como nada que já tenham visto antes, até que devolvam aos Estados Unidos da América todo o petróleo, as terras e outros ativos que anteriormente roubaram de nós – escreveu, na Truth Social.
Segundo o republicano, o “regime ilegítimo de Maduro está usando petróleo desses campos petrolíferos roubados para se financiar, além de financiar o narcoterrorismo, o tráfico humano, assassinatos e sequestros”.
– Pelo roubo dos nossos ativos e por muitas outras razões, incluindo terrorismo, tráfico de drogas e tráfico humano, o regime venezuelano foi designado como uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTRANGEIRA – assinalou.
Na sequência, o chefe da Casa Branca anunciou ter ordenado um “bloqueio total e completo de todos os navios-tanque de petróleo sancionados que entram e saem da Venezuela”.
– Os imigrantes ilegais e criminosos que o regime de Maduro enviou aos Estados Unidos durante a fraca e incompetente administração Biden estão sendo devolvidos à Venezuela em ritmo acelerado. A América não permitirá que criminosos, terroristas ou outros países roubem, ameacem ou prejudiquem nossa nação e, da mesma forma, não permitirá que um regime hostil tome nosso petróleo, nossas terras ou quaisquer outros ativos, todos os quais devem ser devolvidos aos Estados Unidos, IMEDIATAMENTE – finalizou.
O governo venezuelano, por sua vez, afirmou que “rejeita a ameaça grotesca” dos EUA. Também descreveu como “absolutamente irracional” o bloqueio anunciado por Trump.
– A Venezuela, no pleno exercício do Direito Internacional que nos ampara, de nossa Constituição e das leis da República, reafirma sua soberania sobre todas as suas riquezas naturais, assim como o direito à livre navegação e ao livre comércio no Mar do Caribe e nos oceanos do mundo. Em consequência, procederá em estrito apego à Carta da ONU a exercer plenamente sua liberdade, jurisdição e soberania acima dessas ameaças belicistas – respondeu o país sul-americano.
Presidente da França deu declarações nesta terça-feira
Emmanuel Macron e a esposa, Brigitte Macron Foto: EFE/EPA/YOAN VALAT
Nesta terça-feira (16), o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que deseja uma lei no início de 2026 para proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, por meio de um sistema semelhante ao utilizado atualmente em sites pornográficos.
– A ideia é ter um texto de lei no início do próximo ano que estabeleça uma maioridade para o acesso às redes fixada em 16 anos – antecipou Macron.
Ele deu declarações em um encontro organizado em Marselha pelo jornal regional La Provence.
O presidente mencionou o modelo da Austrália, que há uma semana proibiu as redes para menores de 16 anos, e detalhou que o projeto na França é ter um sistema de verificação similar ao que está em vigor no país desde 2024 para impedir que menores acessem páginas de conteúdo pornográfico.
Macron avaliou que esta medida drástica se justifica porque “as grandes plataformas não têm interesse em cooperar” no controle de certos conteúdos que podem incitar ou despertar problemas mentais nos mais jovens.
– Antes dos 16 anos, a vida afetiva não está estruturada, o cérebro não está maduro e os menores podem ser desestabilizados se forem expostos a conteúdos de redes – afirmou o presidente francês.
Ele também falou sobre os riscos de depressão, ciberbullying, sedentarismo e problemas de sono.
O governante também celebrou o fato de a União Europeia ter decidido que é competência de cada país membro “estabelecer” qual é a maioridade para entrar nas redes sociais.
Nesse sentido, Macron mostrou-se favorável a replicar nas redes o que a França fez para o controle do acesso a sites pornográficos, nos quais, segundo estimativas, entravam cerca de dois milhões de menores todos os meses antes da nova lei, com uma idade média de 12 anos.
A lei francesa para regular a internet, aprovada em 2024, estabelece um sistema de verificação de idade baseado na emissão de um certificado de maioridade sob a prática do “duplo anonimato”, desenhada para proteger a privacidade dos usuários.
Este sistema inclui o envio do documento de identidade do usuário ou de uma foto posteriormente analisada por inteligência artificial para constatar a idade.
Emissora é acusada de difamar o presidente dos Estados Unidos
Donald Trump Foto: EFE/Octavio Guzmán
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nesta segunda-feira (15) com uma ação judicial contra a BBC, pedindo indenização de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões). Ele acusa a emissora britânica de difamação e de práticas comerciais enganosas pela edição de um discurso feito por ele em 6 de janeiro de 2021.
Segundo a ação, a BBC uniu trechos distintos do discurso para dar a entender que Trump incitou seus apoiadores à violência, omitindo passagens em que ele defendia uma manifestação pacífica.
– Literalmente, colocaram palavras na minha boca – criticou o republicano.
A emissora pediu desculpas pela edição no mês passado e classificou o episódio como um erro de julgamento, mas rejeitou as acusações de difamação.
Uma reviravolta impressionante deu o que falar nesta sexta-feira (12/12), após o governo dos Estados Unidos retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Viviane Barci de Moraes, sua esposa, também foi beneficiada, e Martin de Luca, advogado da Trump Media e da rede social Rumble, enviou um recado.
O comunicado partiu do Departamento do Tesouro dos EUA, e um porta-voz informal da decisão esclareceu alguns detalhes. “As sanções não são um fim em si mesmas. Elas são uma forma de pressão para produzir mudanças”, afirmou durante a declaração.
O advogado ressaltou que Washington espera agora reciprocidade. “As autoridades brasileiras vêm tentando negociar e sinalizando disposição para recuar em práticas de censura e de lawfare”, acrescentou. Antes de concluir, Martin de Luca fez outro alerta, sugerindo que o governo americano ficará vigilante: “O que vem a seguir dependerá de saber se essa correção de rumo será real”.
*Portal Léo Dias Foto: Reprodução YouTube/ABC News
Cerimônia ocorre em Oslo, com presença de líderes da América Latina e da realeza
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz será realizada nesta quarta-feira, 10, em Oslo, mas sem a presença da homenageada. A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, de 58 anos, não comparecerá à solenidade. A informação foi confirmada por Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto Nobel Norueguês.
O evento ocorre na Prefeitura de Oslo, com a presença do rei Harald, da rainha Sonja e de autoridades da América Latina. Estão confirmados os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador.
María Corina foi laureada “por seu trabalho incansável em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia”, segundo a fundação.
Impossibilitada de viajar por conta de uma proibição imposta há dez anos pelo regime chavista, ela também está fora de circulação pública desde agosto. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.
“Ela infelizmente não está na Noruega e não estará no palco da Prefeitura de Oslo às 13h, quando a cerimônia começar”, afirmou Harpviken à emissora NRK. Interpelado sobre onde ela estaria, respondeu: “Eu não sei”.
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio e proferir o discurso no lugar da mãe.
María Corina venceu com folga as primárias da oposição para a eleição presidencial de 2024, mas a ditadura a impediu de concorrer. Em agosto, depois de novas prisões de dissidentes, ela decidiu entrar na clandestinidade.
A líder opositora é próxima de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações anteriores, ela chegou a afirmar que o republicano também merecia o Nobel da Paz.
Nobel da Paz ocorre em meio a operação militar dos EUA
A premiação coincide com uma série de mobilizações militares dos EUA contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico.
Mais de 80 criminosos morreram nas ofensivas, iniciadas em agosto. O ditador Nicolás Maduro acusa os EUA de planejarem sua queda e de tentar controlar os recursos naturais da Venezuela.
O presidente norte-americano também criticou Joe Biden por não ter impedido o avanço de facções venezuelanas nos EUA
Segundo Trump, Washington pode adotar medidas mais rígidas contra o narcotráfico na Venezuela | Foto: Vincent Thian/Reuters
Declarações recentes de Donald Trump voltaram a colocar Nicolás Maduro no centro das atenções internacionais, com o presidente dos Estados Unidos afirmando que o ditador venezuelano enfrenta um cenário de isolamento crescente.
Em entrevista ao canal Politico, divulgada nesta terça-feira, 9, Trump destacou que os dias de Maduro no poder estão no fim, em meio à intensificação das pressões norte-americanas.
Trump mencionou que, depois de operações navais no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, que resultaram na eliminação de mais de 80 criminosos, Washington pode adotar medidas mais rígidas contra o narcotráfico na Venezuela. No entanto, evitou detalhar possíveis ações militares terrestres.
“Não quero confirmar nem descartar”, disse o chefe da Casa Branca. “Não falo sobre isso. Por que eu falaria com vocês? Uma publicação extremamente hostil que recebeu US$ 8 milhões do [ex-presidente Barack] Obama para continuar operando? Por que eu faria isso?”
Trump acusa Maduro de enviar criminosos para os EUA
Durante a entrevista, Trump acusou Maduro de enviar milhões de pessoas para os EUA, incluindo criminosos e internos de instituições psiquiátricas.
“Posso dizer o seguinte: ele nos enviou milhões de pessoas, muitas vindas de prisões, muitos traficantes, chefões do tráfico, pessoas de instituições psiquiátricas”, afirmou Trump. “Ele as enviou para o nosso país, onde tínhamos um presidente muito estúpido. Você sabe disso.”
O republicano também voltou a criticar o ex-presidente Joe Biden e mencionou o Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana presente em cidades norte-americanas.
“Biden é uma pessoa com baixo QI, especialmente hoje em dia”, disse o republicano. “Quer dizer, ele já tinha baixo QI há 30 anos, mas agora está ainda pior. E o que ele fez com o nosso país não foi bom. O Tren de Aragua, uma das gangues mais perigosas do mundo.”
Em seguida, indagado sobre o futuro do ditador Nicolás Maduro, Trump enfatizou: “Os dias dele estão contados”.
Trump critica lideranças europeias
Trump também se manifestou sobre a relação dos EUA com a Europa. Segundo ele, a continuidade da parceria depende de mudanças ideológicas no continente, citando preocupações com imigração e censura.
“Eles vão ter que mudar de ideologia, obviamente, porque as pessoas que estão entrando têm uma ideologia totalmente diferente”, afirmou. “Isso vai enfraquecê-los muito. Eles serão muito mais fracos e muito diferentes.”
O presidente norte-americano ainda afirmou conhecer a liderança europeia e avaliou negativamente o desempenho de alguns chefes de Estado.
“Eu conheço os bons líderes”, disse. “Conheço os maus líderes. Conheço os inteligentes e os estúpidos. Há alguns realmente estúpidos também. Mas, bem, eles não estão fazendo um bom trabalho. A Europa não está fazendo um bom trabalho em muitos aspectos.”
Críticas a Zelensky e eleições na Ucrânia
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, também foi alvo de críticas de Trump, que mencionou a proposta de paz dos EUA para o conflito com a Rússia. Segundo ele, Zelensky ainda não leu o documento.
“Bem, ele precisa ler a proposta”, frisou o norte-americano. “Na verdade, ele ainda não leu. Seria bom se ele lesse. Sabe, muita gente está morrendo. Então seria muito bom se ele lesse. A equipe dele adorou a proposta. Eles gostaram muito. Os assessores dele, os principais funcionários, gostaram, mas disseram que ele ainda não leu. Acho que ele deveria arranjar um tempo para ler.”
Trump reiterou que a Ucrânia deve realizar eleições presidenciais, suspensas por conta da Lei Marcial imposta devido à guerra.
“Sim, acho que está na hora”, afirmou. “Acho que é um momento importante para realizar uma eleição. Eles estão usando a guerra [como desculpa] para não realizar eleições, mas, bem, eu acho que o povo ucraniano deveria ter essa escolha. E talvez Zelensky ganhasse.”
“Não sei quem ganharia”, completou. “Mas eles não têm eleições há muito tempo. Eles falam de democracia, mas chega a um ponto em que deixa de ser democracia.”
Primeiras reuniões com participação do Brasil ocorrerão em Washington em dezembro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou a participação da África do Sul nas próximas reuniões do G20 e convidou a Polônia para ocupar a vaga. A decisão faz parte da estratégia americana de criar um “novo G20”, centrado em crescimento econômico e tecnologia, em meio a críticas ao governo sul-africano por suposta perseguição à minoria branca e desapropriações de terras.
De acordo com a CNN, o governo dos EUA afirmou que a Polônia é parceira natural dos EUA, destacando seu crescimento econômico e alinhamento estratégico. O país europeu passa a integrar o grupo das 20 maiores economias do mundo, reforçando laços comerciais e políticos com Washington.
Durante a presidência sul-africana, os Estados Unidos atuaram para bloquear decisões sobre mudanças climáticas, inclusão social e dependência de ajuda externa. A proposta americana é focar o G20 exclusivamente em parcerias comerciais, inovação e fortalecimento de cadeias de suprimento.
As primeiras reuniões de negociadores do G20, incluindo representantes do Brasil, ocorrerão em Washington nos dias 15 e 16 de dezembro, com encontros programados ao longo de 2026. O governo americano anunciou que seguirá à frente da presidência do grupo com reuniões presenciais.