Agência de saúde revisou seu orçamento para 2026-2027, que foi de R$ 5,3 bilhões para R$ 4,2 bilhões
Sede da Organização Mundial da Saúde em Genebra, na Suíça | Foto: Yann Forget/Wikimedia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) se prepara para enfrentar um corte de 20% em seu orçamento depois da saída dos Estados Unidoscomo seu principal doador. O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou a informação aos funcionários da OMS, em um e-mail ao qual a agência de notícias AFP teve acesso, neste sábado, 29.
A agência de saúde perderá aproximadamente US$ 600 milhões, cerca de R$ 3,4 bilhões, de seu orçamento, em razão da retirada dos EUA.
Ao reassumir a Presidência do país, em janeiro de 2025, Donald Trump anunciou a saída dos EUA da OMS e congelou a ajuda externa. O republicano justificou sua decisão por uma diferença nas contribuições feitas por Washington e Pequim. No ciclo orçamentário bianual de 2022-2023, os EUA contribuíram com até US$ 1,3 bilhão, o que representou 16,3% do orçamento total de US$ 7,89 bilhões da OMS.
Impacto financeiro e ajustes no orçamento da OMS
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) | Foto: Reprodução/X
Além da saída dos EUA, a OMS enfrenta desafios financeiros pela redução na ajuda pública ao desenvolvimento de outros países, que priorizaram gastos com defesa. Em resposta, a agência de saúde já havia reduzido seu orçamento proposto para 2026-2027 de US$ 5,3 bilhões para US$ 4,9 bilhões. Agora, revisou a proposta para US$ 4,2 bilhões, uma queda de 21% em relação à inicial.
A maioria do financiamento norte-americano vinha de contribuições voluntárias para projetos específicos, em vez de uma participação fixa. Com a saída dos EUA, diversos programas específicos da OMS serão diretamente impactados. A OMS planeja aplicar cortes em todos os níveis, começando pelos altos dirigentes na sede, abrangendo todas as regiões e os departamentos.
Essas medidas ocorrem num momento crítico para a OMS, que desempenha função na coordenação de respostas globais a crises de saúde e na promoção de assistência sanitária.
A redução de recursos poderá limitar a capacidade da organização de responder a emergências e apoiar melhorias nos sistemas de saúde globais. Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou a importância de garantir a continuidade dos programas essenciais, apesar das restrições financeiras.
A Constituição norte-americana permite o máximo de dois mandatos presidenciais, mesmo que não consecutivos
Trump em discurso na Casa Branca; ele cumpre seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Shutterstock
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar a possibilidade de tentar um terceiro mandato em 2030. Atualmente, esse interesse é proibido pela Constituição norte-americana.
Em entrevista ao canal NBC News neste fim de semana, o republicano disse que “há métodos para fazer isso”, mais uma candidatura ao comando da Casa Branca, no caso. Ele, no entanto, não disse quais seriam esses métodos.
Ainda na entrevista, Trump disse não estar “brincando” ao abordar a possibilidade de concorrer a mais um mandato presidencial. Reforçou, entretanto, que “é muito cedo para pensar sobre isso”.
Empresário, Trump foi eleito presidente dos EUA pela primeira vez em 2016. Quatro anos mais tarde, contudo, não teve êxito ao tentar se reeleger e perdeu para o democrata Joe Biden. Deu a volta por cima em novembro do ano passado. O republicano venceu Kamala Harris, então vice-presidente, com ampla margem no colégio eleitoral: 312 delegados contra 226.
O atual mandato dele teve início no dia 20 de janeiro deste ano. Por meio de seu canal no YouTube, Oeste realizou cobertura especial da posse do republicano.
O presidente norte-americano afirmou que há “muita gente” querendo que ele tente ser presidente pela terceira vez. “Mas eu basicamente digo a eles que temos um longo caminho a percorrer”, observou. “Ainda é muito cedo.”
Constituição barra eventual 3º mandato de Trump
A 22ª Emenda da Constituição dos EUA proíbe que uma pessoa ocupe a cadeira presidencial por três vezes, mesmo que não sejam consecutivas.
“Nenhuma pessoa será eleita para o cargo de presidente mais de duas vezes”, afirma o trecho inicial da 22ª Emenda da Constituição norte-americana. “E nenhuma pessoa que tenha exercido o cargo de presidente, ou atuado como presidente, por mais de dois anos de um mandato para o qual outra pessoa foi eleita presidente, será eleita para o cargo de presidente mais de uma vez.”
A regra está em vigor desde 1951, sete anos depois de Franklin D. Roosevelt, do Partido Democrata, ter sido eleito presidente pela quarta vez consecutiva. Ele venceu as disputas eleitorais em 1932, 1936, 1940 e 1944 — e morreu no exercício do mandato como presidente dos EUA, em abril de 1945.
‘Poderíamos discutir a possibilidade de introdução de governança temporária’, afirma o presidente da Rússia
Por determinação de Putin, Rússia está em guerra contra a Ucrânia há três anos | Foto: Reprodução/X
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs, nesta sexta-feira, 28, colocar a Ucrânia sob governança externa “patrocinada” pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ele citou a movimentação como parte dos esforços para chegar a um acordo pacífico.
A sugestão se deu durante discurso para uma tripulação russa em submarino nuclear. A mando de Putin, tropas de Moscou invadiram o leste ucraniano em fevereiro de 2022. Depois de três anos, o conflito segue ativo.
O líder russo disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não tem legitimidade para assinar o cessar-fogo. Alegou que qualquer acordo assinado com o atual governo ucraniano pode ser contestado por seus sucessores.
Zelensky: Putin, da Rússia, quer vê-lo fora da Presidência da Ucrânia | Foto: Reprodução/X
Putin quer a ONU no comando da Ucrânia
“Sob os auspícios das Nações Unidas, com os Estados Unidos, até mesmo com países europeus e, claro, com nossos parceiros e amigos, poderíamos discutir a possibilidade de introdução de governança temporária na Ucrânia”, afirmou Putin. O presidente russo acrescentou que essa é apenas “uma das opções” e que permitiria ao país “realizar eleições democráticas e começar negociações com eles sobre um tratado de paz”.
Em publicação na rede social X, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, sugeriu uma “contraproposta. De acordo com ele, a possibilidade de restabelecimento da paz no leste europeu passaria com a queda de Putin do Kremlin, e, consequentemente, a “governança temporária da ONU na Rússia”.
Revista Oeste, com informações da Agência Estado e da agência internacional de notíciasAssociated Press
Ao menos 15 pessoas morreram em decorrência do tremor
Prédio desabou em Bangkok Foto: EFE/EPA/RUNGROJ YONGRIT
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sudeste da Ásia nesta sexta-feira (28) com epicentro em Mianmar, onde 13 pessoas morreram. O tremor também foi sentido na Tailândia, onde milhares de pessoas desocuparam suas casas e locais de trabalho e outras duas pessoas morreram. O sismo foi seguido por um forte abalo secundário de magnitude 6,4.
Equipes de emergência na Tailândia informaram que duas pessoas foram encontradas mortas e um número desconhecido ainda está sob os escombros de um prédio que desabou após o forte terremoto em Bangkok. O socorrista Songwut Wangpon disse à imprensa que outras sete pessoas foram encontradas com vida. A estrutura de vários andares desabou após o terremoto.
A área metropolitana de Bangkok abriga mais de 17 milhões de pessoas, muitas das quais vivem em apartamentos altos. Alarmes dispararam em prédios na cidade às 13h30, e moradores assustados foram desocupados por escadas de edifícios altos, como condomínios e hotéis. O Departamento de Prevenção de Desastres da Tailândia afirmou que o terremoto foi sentido em quase todas as regiões do país.
– De repente, todo o prédio começou a se mover. Imediatamente houve gritos e muito pânico. Eu comecei a andar calmamente no início, mas então o prédio começou a se mover de verdade. Muitos gritos, muito pânico, pessoas descendo as escadas rolantes na direção errada, muitos estrondos e objetos caindo dentro do shopping – disse Fraser Morton, um turista escocês.
Assim como Morton, milhares de pessoas correram para o Parque Benjasiri, vindas de shoppings, prédios altos e apartamentos ao longo da movimentada Sukhumvit Road, em Bangkok. Muitos estavam ao telefone tentando entrar em contato com seus entes queridos, enquanto outros buscavam sombra do sol escaldante da tarde.
O som de sirenes ecoou pelo centro de Bangkok, e as ruas ficaram congestionadas, com alguns dos já engarrafados trechos da cidade paralisados. A prefeitura declarou a cidade como área de desastre para facilitar a ajuda interagências e as operações de emergência.
Em Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar e próxima ao epicentro, o terremoto danificou parte do antigo palácio real e alguns edifícios, segundo vídeos e fotos divulgados no Facebook. Embora a área seja propensa a terremotos, ela é geralmente pouco povoada, e a maioria das casas são construções baixas.
Na região de Sagaing, a sudoeste de Mandalay, uma ponte de 90 anos desabou, e algumas seções da rodovia que liga Mandalay à maior cidade de Mianmar, Rangum, também foram danificadas. Em Rangum, moradores saíram correndo de suas casas quando o terremoto ocorreu. Não há relatos imediatos de feridos ou mortes.
Na capital de Mianmar, Naypyitaw, o tremor danificou santuários religiosos, derrubando algumas estruturas, além de causar danos em algumas residências.
Abd al-Latif al-Qanou foi atacado pelas IDF nesta quinta-feira, 27
Abd al-Latif al-Qanou era porta-voz do Hamas | Foto: Redes sociais/Reprodução
Meios de comunicação ligados ao Hamas relataram que o porta-voz do grupo terrorista, Abd al-Latif al-Qanou, foi morto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) nesta quinta-feira, 27, no norte da Faixa de Gaza.
Al-Qanou era um dos principais porta-vozes do Hamas na região. Durante os meses de combate, ele evitou aparições na mídia, mas depois do cessar-fogo, voltou a conceder entrevistas para canais de notícias do mundo árabe. Mesmo depois da retomada dos confrontos, continuou a divulgar mensagens em nome do Hamas.
Na semana passada, al-Qanou concedeu uma entrevista ao canal catari Al-Araby, na qual afirmou que o Hamas apresentou condições “razoáveis” para as negociações, mas que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu insistia em prolongar o conflito para garantir seu futuro político.
Além de Al-Qanou, Abu Obeida é considerado o principal porta-voz do Hamas. Sua identidade foi revelada pelo porta-voz das IDF para o Oriente Médio, Avichay Adraee, logo no começo da guerra. Em dezembro, Mohammed Abu Askar, ex-porta-voz da ala militar do Hamas, também foi morto.
Líder do Hamas foi morto na última semana
A morte do porta-voz acontece alguns dias depois da eliminação de Essam al-Da’alis, chefe de governo da facção responsável pelas operações terroristas em Gaza. A morte foi anunciada pelas IDF no dia 18 deste mês.
“Ao longo do último dia, a IDF atacou dezenas de alvos terroristas em toda a Faixa de Gaza, incluindo membros de nível intermediário e alto do Escritório Político do Hamas”, dizia o comunicado. “Os ataques foram conduzidos para enfraquecer as capacidades governamentais e militares do Hamas e remover ameaças ao Estado de Israel e seus cidadãos.”
Eliminado, segundo as Forças de Defesas de Israel, Essam al-Da’alis era o responsável pelas operações do regime terrorista do Hamas em Gaza | Foto: Reprodução/Twitter/X
Conforme as IDF, outros três membros da facção têm “alta probabilidade” de também estarem mortos: Mahmoud Marzouk Ahmed Abu-Watfa, ministro de Assuntos Internos do Hamas; Bahajat Hassan Mohammed Abu-Sultan, chefe das Forças de Segurança Interna do grupo; e Ahmed Amar Abdullah Alhata, ministro da Justiça da facção.
Depois de retomar bombardeios na Faixa de Gazana noite anterior, as IDF disseram ter feito principalmente novos ataques ao território palestino. Afirmaram, do mesmo modo, que a ofensiva continuaria de forma permanente. Os ataques romperam com a trégua em vigor entre Israel e Hamas desde janeiro.
Trégua abrange o mar Negro e alvos estratégicos no setor energético dos dois países
Imagem: Reprodução/YouTube
Rússia e Ucrânia chegaram a um acordo, nesta quarta-feira (25), para o primeiro cessar-fogo formal desde o início do conflito, em fevereiro de 2022. A trégua, mediada pelos Estados Unidos, abrange o mar Negro e alvos estratégicos no setor energético dos dois países.
O entendimento foi anunciado por Washington e posteriormente confirmado tanto por Kiev quanto por Moscou. Nos últimos dias, delegações ucranianas e russas mantiveram reuniões separadas com representantes americanos na Arábia Saudita, resultando em comunicados semelhantes – embora com nuances distintas.
A principal diferença inicial estava na aceitação ucraniana de suspender ataques contra a infraestrutura energética russa, um ponto acordado pelo presidente Volodimir Zelenski após diálogo com o ex-presidente americano Donald Trump. O Kremlin, que também havia aceitado a condição em conversas telefônicas, anunciou posteriormente uma lista de locais que estarão protegidos pelo cessar-fogo.
Nos termos do acordo, ambos os países se comprometeram a “garantir a segurança da navegação, evitar o uso da força e impedir que embarcações comerciais sejam utilizadas para fins militares no mar Negro”.
Anteriormente, um cessar-fogo parcial de 30 dias no setor energético havia sido constantemente violado, com acusações mútuas de descumprimento. Desta vez, porém, há documentos formais que sustentam o compromisso.
A trégua no mar Negro não tem prazo definido e, segundo os comunicados oficiais, representa um passo inicial “para alcançar uma paz duradoura”. Se implementado de fato, será o primeiro armistício desse porte no conflito.
Han Duck-soo havia assumido o cargo depois da destituição de Yoon Suk Yeol
Han Duck-soo volta a ser presidente interino da Coreia do Sul | Foto: Reprodução/Xa
O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul determinou nesta segunda-feira, 24, a anulação do impeachment do primeiro-ministro Han Duck-soo e a restauração de seus poderes. Esta é mais uma reviravolta na conturbada crise política do país, iniciada depois de o presidente Yoon Suk Yeol decretar Lei Marcial em dezembro do ano passado.
Han, que assumiu o comando do país depois da destituição de Yoon, também teve seu mandato interrompido durante sua breve gestão como líder interino, há mais de dois meses. Agora, ele reassume a posição de presidente interino.
Ele permaneceu no cargo por menos de duas semanas antes de ser afastado e suspenso em 27 de dezembro, depois de entrar em conflito com o Parlamento, liderado pela oposição. Na ocasião, ele se recusou a indicar três novos juízes para o Tribunal Constitucional — uma ação que teria possibilitado a continuidade dos processos contra Yoon.
O gabinete presidencial afirmou, em comunicado, que a decisão do tribunal de restituir Han ao cargo comprova que o Parlamento ultrapassou os limites ao afastar autoridades.
Os magistrados do Tribunal Constitucional decidiram, por sete votos a um, pela anulação do impeachment de Han, que agora deve retomar suas funções.
Dos 8 juízes, 5 disseram que a moção de impeachment contra Han era válida, mas não havia fundamentos suficientes para destituí-lo, pois ele não violou a Constituição ou a legislação sul-coreana em relação ao anúncio da Lei Marcial. Dois magistrados decidiram que o processo era inválido desde o início, pois dois terços dos legisladores no Parlamento não o aprovaram.
Presidente interino da Coreia do Sul é considerado figura rara na política
Han ocupou posições de liderança ao longo de mais de três décadas sob cinco governos distintos, tanto conservadores quanto progressistas.
Em um cenário político altamente polarizado, ele era considerado uma figura rara, cuja trajetória ultrapassava barreiras partidárias.
Ainda assim, o Parlamento oposicionista o responsabilizou por não tomar medidas para impedir que Yoon decretasse Lei Marcial, acusação que Han refutou.
Radicalismo da esquerda ganha projeção com ataques a presidente em meio a um cenário repleto de sacos de lixo
Agressividade no palco: banda usa festival para atacar com imagens violentas e figura do presidente da Argertina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Twitter/X
Não é apenas no Brasil que o radicalismo de esquerda se projeta em eventos culturais. Neste sábado, 22, na Argentina, a banda local Dum Chica causou grande polêmica depois de exibir em público uma imagem do presidente Javier Mileicomo um demônio. O grupo musical apresentou o vídeo durante um show no Lollapalooza, na Argentina.
No conteúdo exposto, Milei aparece com chifres e com a boca toda ensanguentada. Da mesma forma, a montagem mostra principalmente o presidente com a cabeça sendo explodida. Depois da repercussão do show nas redes sociais, o Dum Chica fez uma publicação no Instagram explicando, sobretudo, que o festival não teve envolvimento com o conteúdo de agressão.
A banda reforçou, do mesmo modo, que o vídeo seria de inteira responsabilidade dos músicos. “Como artistas, somos responsáveis pelo conteúdo que expressamos em nossa apresentação de hoje no festival Lollapalooza. Nem a produtora, nem o festival, nem os patrocinadores do evento tinham conhecimento algum do conteúdo da nossa apresentação e somos as únicas pessoas responsáveis pela mensagem apresentada”.
A banda Dum Chica é uma dupla de rock, composta por baixo e voz. Formada em Buenos Aires em 2021, o grupo define o próprio som como “veloz e cru”. A dupla fez parte da programação da edição argentina do festival, que se encerra neste domingo, 23, no Hipódromo de San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires.
Cenário de ataque a Milei recebe sacos de lixo
A banda deixou as imagens contra a figura de Milei para ir ao telão durante a execução da última música do repertório. Além disso, a performance no palco contou como uma ‘decoração’ provocativa, cujo cenário aparece repleto de sacos de lixo.
Neste domingo (23), o papa Francisco fez sua primeira aparição pública em cinco semanas antes de receber alta do hospital. Ele sobreviveu a um grave caso de pneumonia que por duas vezes ameaçou sua vida.
De cadeira de rodas, o líder da Igreja Católica fez uma breve saudação para os fiéis durante a oração dominical do Angelus, por volta das 8 horas da manhã (horário de Brasília).
Os fiéis aclamaram o retorno com gritos de “viva o papa” e, em mensagem lida para todos, o pontífice agradeceu as orações por sua recuperação.
Ele deu sua bênção do 5º andar do Hospital Gemelli, em Roma. Ele preferiu fazer a aparição deste local – e não do 10º andar do prédio, onde fica a suíte papal – para que as centenas de fiéis que se reúnem na praça próxima ao Gemelli possam vê-lo melhor. Ele não preside a oração do Angelus desde 9 de fevereiro.
Após se despedir da equipe do centro médico, ele retornará ao Vaticano para começar pelo menos dois meses de descanso, reabilitação e convalescença, durante os quais os médicos disseram que ele deveria evitar encontros em grandes grupos ou esforçar-se demais.
Contudo, o médico pessoal de Francisco, o doutor Luigi Carbone, disse no sábado que o papa eventualmente deveria poder retomar todas as suas atividades normais desde que mantenha o progresso lento e constante que tem apresentado até agora.
Seu retorno para casa, após a hospitalização mais longa de seu papado de 12 anos e a segunda mais longa na história papal recente, trouxe alívio tangível ao Vaticano e aos fiéis católicos que têm acompanhado com nervosismo os 38 dias de altos e baixos médicos e se perguntando se Francisco se recuperaria.
Nenhum arranjo especial foi feito na Domus Santa Marta, o hotel do Vaticano ao lado da basílica de São Pedro onde Francisco vive em uma suíte de dois quartos no segundo andar. Francisco terá acesso a oxigênio suplementar e cuidados médicos 24 horas por dia conforme necessário, embora Carbone tenha dito que espera que Francisco progressivamente precise de menos assistência respiratória à medida que seus pulmões se recuperem.
Embora a infecção por pneumonia tenha sido tratada com sucesso, Francisco continuará tomando medicação oral por um bom tempo para tratar a infecção fúngica em seus pulmões e continuará sua fisioterapia respiratória e física.
– Por três ou quatro dias ele tem perguntado quando pode ir para casa. Então ele está muito feliz – disse Carbone.
Ele saudará os fiéis durante a oração dominical do Angelus, a qual ele não preside desde 9 de fevereiro
Foto: Divulgação/Vatican News
O papa Francisco fará sua primeira aparição pública neste domingo (23), após ficar mais de um mês internado no Hospital Gemelli, em Roma, onde tratou de um grave caso de pneumonia, que por duas vezes ameaçou sua vida. Ele saudará os fiéis durante a oração dominical do Angelus, a qual ele não preside desde 9 de fevereiro.
Segundo matéria do Estadão, o pontífice argentino, que foi liberado por seus médicos para receber alta neste domingo, planeja oferecer a bênção dominical ainda na suíte papal no 10º andar do hospital. Após se despedir da equipe da instituição, ele retornará ao Vaticano para começar pelo menos dois meses de descanso, reabilitação e convalescença, durante os quais, segundo recomendação médica, ele deverá evitar encontros com grandes grupos e grandes esforços
Apesar disso, o médico pessoal de Francisco, o doutor Luigi Carbone, afirmou em coletiva de imprensa organizada no sábado (22), que o papa eventualmente deve poder retomar todas as suas atividades normais, desde que mantenha o progresso lento e constante que tem apresentado até agora.
O retorno de Francisco marca o fim da hospitalização mais longa em seu papado, e a segunda mais longa na história papal recente. Foram 38 dias de internação.
Nova Rotina
Apesar das recomendações médicas, nenhum arranjo especial foi feito na Domus Santa Marta, o hotel do Vaticano localizado ao lado da basílica de São Pedro onde Francisco vive em uma suíte de dois quartos no segundo andar, segundo informações do Estadão.
Nesta nova fase de tratamento, o pontífice necessitará de acesso a oxigênio suplementar e cuidados médicos 24 horas por dia conforme necessário, embora Carbone tenha dito que espera que Francisco progressivamente precise de menos assistência respiratória à medida que seus pulmões se recuperem.
Apesar da infecção por pneumonia ter sido tratada com sucesso, Francisco continuará tomando medicação oral por um bom tempo para tratar outra infecção, desta vez fúngica, em seus pulmões e continuará sua fisioterapia respiratória e física.
“Por três ou quatro dias ele tem perguntado quando pode ir para casa. Então ele está muito feliz”, disse Carbone.