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Ahmad Sharaa fez um discurso em uma mesquita no sábado 8, quando pediu ‘paz’ aos envolvidos nos conflitos

Ahmad Sharaa, presidente interino da Síria | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente interino da Síria, Ahmad Sharaa, fez um pedido por “unidade nacional” e “paz civil” no terceiro dia de confronto entre as forças de segurança do país e os apoiadores do ditador deposto Bashar Assad. Em dois dias, o conflito interno já deixou mais de mil mortos. As vítimas são principalmente alauítas, uma minoria étnico-religiosa apoiadora de Assad.

“O que está acontecendo no país são desafios que eram previsíveis”, declarou Sharaa durante discurso em uma mesquita de Damasco. O atual presidente liderou a coalizão islâmica que derrubou Assad.

Os alauítas são uma minoria xiita que apoiava o ditador Bashar al-Assad, deposto em dezembro. O grupo que assumiu o poder é sunita e é acusado de promover uma “limpeza étnica sistemática”. Sharaa continuou afirmando que é preciso “preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, seremos capazes de viver juntos neste país”.

Bashar al-Assad tráfico drogas
Ex-ditador sírio, Bashar al-Assad assumiu o poder em 2000 | Foto: Valery Sharifulin/TASS/Kremlin

Organização fala em perseguição

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um monitor de guerra baseado no Reino Unido, afirmou no sábado 8 que os dois dias de combates na região costeira do Mediterrâneo representaram alguns dos episódios de violência mais graves em anos no conflito civil que já dura 13 anos.

Os confrontos continuaram durante a noite em várias cidades, onde grupos armados dispararam contra as forças de segurança e emboscaram veículos em rodovias que levam às principais cidades da região costeira, disse uma fonte de segurança síria à Reuters neste domingo.

Organizações de direitos humanos denunciaram o assassinato de centenas de civis da minoria alauíta pelas forças de segurança do novo governo da Síria. A Federação de Alauítas na Europa diz que há “limpeza étnica sistemática” na região.

A versão do governo

Segundo o governo sírio, o Exército fazia uma operação na região de Latakia, quando teria sido atacado. A ofensiva seria um levante de forças ligadas ao antigo regime do ditador Bashar Assad.

Os alauítas negam essa versão do governo, dizendo que têm sido alvo de perseguição dos sunitas radicais que tomaram o poder em dezembro passado e que são vistos por esses radicais como “hereges”.

A Síria é majoritariamente sunita, mas foi governada por cinco décadas pela família Assad, que segue a linha alauíta. Bashar al-Assad ficou no poder por 24 anos até ser deposto por integrantes do HTS, um dos grupos que lutavam na longa guerra civil do país.

Na sexta, o ex-comandante do HTS e hoje presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse: “Vamos continuar a perseguir os remanescentes do regime que querem continuar a opressão e tirania, aqueles que cometeram crimes contra a população e ameaçam a segurança e a paz. Eles serão submetidos a julgamento”.

Quem governa a Síria?

O grupo Hayat Tahrir al-Sham, cujo nome significa Organização para a Libertação do Levante, foi a principal milícia rebelde à frente da ofensiva que derrubou rapidamente o ditador Bashar Assad. Agora, a organização está liderando um processo de transição para um novo governo sírio.

O líder rebelde Mohammed al-Bashir, afiliado ao Hayat Tahrir al-Sham, foi nomeado primeiro-ministro interino até 1º de março. Ele serviu anteriormente como chefe do governo em Idlib, um território controlado pelos rebeldes no noroeste.

O histórico do Hayat Tahrir al-Sham em Idlib pode oferecer algumas pistas sobre como o grupo deverá controlar um território muito maior. A organização manteve uma força de segurança interna robusta para confrontar outras facções militares e críticos internos, provocando protestos regulares contra seus métodos autoritários e as duras condições em suas prisões.

Explosão na Síria | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Explosão na Síria | Foto: Reprodução/Agência Brasil

A aliança governista afirmou que concederá anistia a funcionários do governo e soldados de escalão inferior, mas prometeu caçar e punir funcionários de alta hierarquia do regime anterior envolvidos em torturas e outros abusos.

“Não vamos deixar de responsabilizar criminosos, assassinos, autoridades de segurança e militares envolvidos na tortura do povo sírio”, disse Al-Shara, o líder do movimento rebelde, que era conhecido anteriormente pelo nome de guerra Abu Mohammad al-Jolani.

A Hayat Tahrir al-Sham foi afiliada da Al-Qaeda e rompeu com a rede terrorista internacional anos atrás, passando a dominar Idlib, o último reduto da oposição da Síria durante a guerra civil de 13 anos.

Redação Oestecom informações da Agência Estado


O governo norte-americano pretende encerrar representações diplomáticas em vários países, reduzir funcionários e cortar até 20% do orçamento do Departamento de Estado

O presidente dos EUA, Donald Trump, citou Brasil em discurso no Congresso americano | Foto: Reuters/Kent Nishimura
O presidente dos EUA, Donald Trump, citou Brasil em discurso no Congresso americano | Foto: Reuters/Kent Nishimura

O governo dos Estados Unidos estruturou um plano para encerrar mais de dez consulados no exterior ainda neste semestre e avalia a possibilidade de reduzir ainda mais sua presença diplomática. Entre as representações dos EUA que podem ser afetadas está o consulado norte-americano em Belo Horizonte.

A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times. Apesar disso, o Departamento de Estado ainda não confirmou se a unidade em Belo Horizonte será de fato fechada. Além da redução de consulados, o governo norte-americano planeja demissões de funcionários locais que atuam em missões diplomáticas. Esses trabalhadores representam dois terços da força de trabalho da pasta e, em muitos países, são fundamentais para fornecer informações estratégicas aos diplomatas.

A decisão pode comprometer os esforços dos EUA para fortalecer parcerias internacionais e coletar informações relevantes. A lista de representações diplomáticas que podem ser encerradas inclui, além de Belo Horizonte, unidades em Rennes, Lyon, Estrasburgo e Bordeaux, na França; Dusseldorf, Leipzig e Hamburgo, na Alemanha; Florença, na Itália; e Ponta Delgada, em Portugal.

Política de cortes e redução da presença global

Os fechamentos fazem parte da estratégia do governo Donald Trump dentro da política “América Primeiro”, que busca diminuir a presença internacional dos Estados Unidos.

Enquanto os EUA reduzem sua presença global, a China aumentou sua rede diplomática, e ultrapassou os norte-americanos no número de postos no exterior. Segundo um estudo do Instituto Lowy, os Estados Unidos mantêm 271 postos diplomáticos, enquanto a China opera 274. O país asiático fortaleceu laços com nações da Ásia, África e organismos internacionais.

Demissões e cortes orçamentários nos EUA

Nos últimos meses, o Departamento de Estado registrou um aumento expressivo de pedidos de demissão. Nos dois primeiros meses de 2025, cerca de 700 funcionários, entre eles 450 diplomatas de carreira, deixaram seus cargos. Até 2024, a média anual era de 800 desligamentos.

As reduções fazem parte de um esforço para cortar até 20% do orçamento operacional do Departamento de Estado. O processo foi acelerado por uma equipe liderada por Elon Musk, que promove cortes em várias agências governamentais sob o argumento de eliminar desperdícios.

Telegrama alerta sobre revisão de contratos

O Departamento de Estado notificou o Congresso sobre os fechamentos no mês passado. Além disso, representantes do órgão informaram que pretendem encerrar o consulado em Gaziantep, na Turquia, unidade estratégica para a gestão da crise de refugiados sírios.

Na quarta-feira, um telegrama enviado de Washington instruiu funcionários das embaixadas a identificarem “desperdício, fraude e abuso”, justificativa usada por Musk para promover cortes. Os servidores foram orientados a revisar contratos que variam de US$ 10 mil a US$ 250 mil.

Informações Revista Oeste


Ministério das Relações Exteriores do país emitiu um comunicado

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela Foto: EFE/ Ronald Peña R.

A Guiana anunciou, nesta quinta-feira (6), que entrou com um pedido urgente na Corte Internacional de Justiça (CIJ) para interromper os planos eleitorais da Venezuela na disputada região do Essequibo.

De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país, os planos da Venezuela de eleger um governador para esse território em 25 de maio afetarão diretamente tanto o povo do Essequibo quanto a integridade territorial da Guiana.

Por esse motivo, o governo guianense pediu à CIJ que “intervenha com urgência e ordene à Venezuela que cesse qualquer ação para continuar reivindicando o Essequibo, assim como que se abstenha de qualquer atividade que possa alterar a situação atual da região”.

Esta é a segunda vez que a Guiana solicita medidas provisórias à CIJ. Em seu primeiro pedido, apresentado no final de 2023, o órgão decidiu a favor de Georgetown e ordenou que Caracas “se abstivesse de tomar qualquer medida que alterasse a situação atualmente prevalecente no território disputado”.

A Guiana acredita que as eleições planejadas pela Venezuela violariam diretamente essa ordem, pois resultariam em uma “alteração clara e injustificada do status quo”.

– Estamos buscando preservar nossos direitos e garantir que as ações da Venezuela não se intensifiquem de forma a prejudicar a soberania da Guiana. Nosso pedido à Corte é um chamado urgente à ação para impedir que a Venezuela tome medidas que possam minar o controle da Guiana sobre a região de Essequibo – diz o comunicado.

Na última quarta-feira (5), o líder venezuelano Nicolas Maduro advertiu que seu governo tomará medidas para impedir o que ele considera uma “ação ilegal” da Guiana em uma zona marítima que, segundo ele, ainda está “pendente de delimitação internacional”.

Maduro acusou o governo guianense de “ter à sua disposição um mar territorial pendente de delimitação internacional para atividades de exploração de petróleo” com a empresa americana ExxonMobil.

No último sábado (1º), o presidente da Guiana, Irfaan Ali, expressou sua “grave preocupação” com a presença de embarcações da Venezuela em uma plataforma da ExxonMobil.

Essequibo é uma região de quase 160 mil quilômetros quadrados, rica em petróleo e minerais, administrada pela Guiana, mas reivindicada pela Venezuela.

As disputas sobre a fronteira do Essequibo começaram com o Laudo Arbitral de Paris de 1899, que concedeu a soberania do território à então Guiana Britânica. Décadas depois, a Venezuela declarou essa decisão nula e assinou com o Reino Unido o Acordo de Genebra de 1966, que estabeleceu uma comissão para resolver a disputa histórica, que não se concretizou.

*Com informações da Agência FE


Conforme o presidente ucraniano, o acordo sobre minerais está pronto para ser assinado

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assumiu o cargo em 2019
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assumiu o cargo em 2019 | Foto: RS Zelensky/Fotos Publicas

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou neste domingo, 2, que o acordo sobre minerais está pronto para ser assinado, apesar do encontro conturbado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. 

Zelensky havia ido à Casa Branca com o objetivo de firmar um acordo que permitiria aos EUA explorarem terras raras da Ucrânia, mas uma discussão entre os dois presidentes resultou no cancelamento do acordo, de acordo com informações de Washington.

Dois dias depois, o presidente ucraniano falou que ainda está aberto a um “diálogo construtivo” com os EUA, mas ressaltou: “Só quero que a posição ucraniana seja ouvida”. “Se formos construtivos, o resultado positivo virá”, afirmou em uma entrevista transmitida pela rede britânica BBC.

O presidente da Ucrânia diz ter viajado por “12 horas de trem e depois mais 11 horas de avião” para atender ao convite do presidente dos EUA. Segundo ele, os Estados Unidos são um dos principais parceiros da Ucrânia. “Para mim, estar na Casa Branca quando sou convidado é um gesto de respeito.”

Zelensky enfatizou que nunca teve a intenção de “insultar” ninguém e que sempre procurou promover negociações bipartidárias com todas as forças políticas dos EUA. Ele, no entanto, recusou-se a pedir desculpa a Trump depois do confronto de sexta-feira, 28, no Salão Oval. Ele afirmou que a discussão “não trouxe nada de positivo” para a paz na Ucrânia.

Zelensky comenta bate-boca com Trump

Em entrevista a jornalistas depois de sua visita ao Reino Unido, Zelensky disse que negociações delicadas, quando expostas publicamente, podem ser exploradas por inimigos. Mesmo assim, expressou esperança de que o episódio com Trump seja superado. 

Volodymyr Zelensky e Donald Trump discutiram durante encontro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Redes sociais
Volodymyr Zelensky e Donald Trump discutiram durante encontro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Redes sociais

O líder ucraniano evitou comentar se se sentiu emboscado ao ser repreendido por Trump e pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, mas garantiu que estaria disposto a conversar novamente com Trump caso fosse “convidado para resolver os problemas reais”.

O encontro da última sexta-feira, 28, foi marcado por tensões e terminou sem avanços. Durante a reunião, Zelensky foi acusado de ingratidão pelo apoio militar dos EUA e informado de que a Ucrânia não conseguiria vencer a guerra. 

Desde então, não houve novas comunicações diretas entre o presidente ucraniano e a Presidência dos EUA, segundo Zelensky. Ele também evitou comentar o que aconteceu depois de as câmeras serem desligadas no Salão Oval, antes de sua saída abrupta da Casa Branca, sem almoço ou assinatura do acordo de minerais. 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky - 1/3/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky – 1/3/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Fontes revelam que a equipe de Trump teria solicitado que Zelensky se retirasse, mas o presidente ucraniano preferiu minimizar o episódio. Ele disse que seria melhor “deixar isso para a história”.

Apesar das tensões, Zelensky se mostrou otimista em relação a uma iniciativa de paz liderada pelo Reino Unido e pela França, discutida em Londres no domingo. Ele acredita que essa iniciativa trará resultados “nas próximas semanas” e já conta com o apoio de países como Turquia, nações bálticas e nórdicas. 

Durante a conferência em Londres, também foram debatidas “garantias de segurança para a Ucrânia”, e Zelensky descreveu as discussões como “um começo muito positivo”. O presidente antecipou que vários países devem se posicionar oficialmente sobre o tema em breve.

Quando questionado sobre uma proposta britânica e francesa de trégua temporária, o presidente ucraniano evitou dar uma resposta direta. Ele se limitou a dizer, em inglês, que está “ciente de tudo”. 

Zelensky também reiterou que a Rússia é a parte agressora no conflito e alertou contra qualquer tentativa de reescrever a narrativa da guerra para insinuar uma falsa equivalência entre os dois países. Ele escolheu falar por meio de um intérprete e recusou-se a se expressar em inglês. 

O presidente ucraniano também rejeitou a ideia de assinar um acordo de paz que envolvesse a entrega dos territórios ocupados pela Rússia e disse que isso representaria uma “separação forçada de nossas terras” e seria uma forma de coerção, o que poderia abrir margem para mais hostilidades no futuro. 

“Acho que esses países… que nos apoiam, ou talvez queiram ser intermediários nesta guerra, [que] entendem que se a guerra terminar de forma injusta, então será uma questão de tempo até que as pessoas tentem obter essa justiça”, disse Zelensky na entrevista. “Não queremos nada que não nos pertença”, enfatizou.

Em reportagem do jornal norte-americano The Guardian, Zelensky também respondeu questões sobre as falas do senador Lindsey Graham, que sugeriu que o ucraniano deveria considerar renunciar depois do desentendimento com Trump. A resposta do presidente foi irônica. Ele disse que poderia oferecer a Graham a cidadania ucraniana e que, somente então, suas sugestões “ganhariam peso”.

Zelensky reforçou que, até lá, o presidente da Ucrânia vai continuar a ser escolhido exclusivamente pelo povo ucraniano. Em outro momento, ele declarou que estaria disposto a trocar sua Presidência pela adesão da Ucrânia à Otan, por considerar que isso seria a melhor garantia de segurança para o país.

Visita ao Reino Unido incluiu reuniões com líderes europeus

Em sua passagem pelo Reino Unido, Zelensky se reuniu com o rei Charles III, na casa de campo real Sandringham, em Norfolk, Inglaterra. O encontro aconteceu depois da cúpula com outros líderes europeus, que discutiram a guerra na Ucrânia, o fortalecimento das defesas do país e os esforços para um acordo de paz. 

De acordo com informações da Sky Newsatribuídas ao Palácio de Buckingham, a reunião durou pouco menos de uma hora, e Zelensky viajou de helicóptero de Londres para Sandringham, onde o rei e a rainha passam a maior parte do tempo.

A cúpula deste domingo foi organizada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Outros 19 líderes também estiveram presentes, em sua maioria europeus, mas também o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte.

Além da reunião coletiva, Zelensky teve encontros individuais com vários líderes europeus, como o rei Charles e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Neste segundo caso, o presidente ucraniano disse em sua conta no X que a reunião foi produtiva, com foco no desenvolvimento conjunto de um plano de ação para acabar com a guerra. 

Ele escreveu que “ninguém além de Putin está interessado na continuação e no rápido retorno da guerra” e reforçou a importância de manter a unidade em torno da Ucrânia e fortalecer a posição do país em cooperação com seus aliados. Ele agradeceu à Itália pelo apoio contínuo e pela parceria na busca pela paz.

Zelensky não fez declarações públicas sobre o encontro com o rei Charles. O presidente ucraniano chegou a Londres no último sábado, 1º, quando se encontrou com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, antes de participar das reuniões posteriores ao fracasso das negociações com Trump, na sexta-feira.

Informações Revista Oeste


Os EUA classificaram como inaceitáveis as ameaças de embarcações navais venezuelanas próximas à unidade flutuante de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO) da ExxonMobil

Novas provocações à Guiana podem acarretar consequências para Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Novas provocações à Guiana podem acarretar consequências para Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os Estados Unidos classificaram como inaceitáveis as ameaças de embarcações navais venezuelanas próximas à unidade flutuante de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO) da ExxonMobil na Guiana

Segundo o governo norte-americano, essas ações representam uma clara violação do território marítimo internacionalmente reconhecido do país vizinho. Washington reafirmou seu compromisso com a integridade territorial da Guiana e alertou que novas provocações podem acarretar consequências para o regime de Nicolás Maduro.

O posicionamento dos EUA reforça a validade da sentença arbitral de 1899, que delimita as fronteiras da Guiana e refuta as reivindicações venezuelanas sobre a região de Essequibo. O governo norte-americano destaca que qualquer tentativa de intimidação militar por parte da Venezuela fere o direito internacional e ameaça a estabilidade regional.

O apoio à Guiana segue a política externa dos EUA

O Bureau of Western Hemisphere Affairs (WHA), parte do Departamento de Estado dos Estados Unidos, é responsável por formular e implantar a política externa do país para a América Latina e o Caribe. No caso da Guiana, o WHA reafirma o compromisso dos EUA com a soberania guianense e a proteção dos interesses estratégicos na região. O apoio à Guiana segue a política externa dos EUA de defesa da soberania dos países aliados e do respeito às decisões arbitrais reconhecidas globalmente.

Informações Revista Oeste


Anúncio foi feito por Shivon Zilis, com quem o homem mais rico do mundo tem outros três filhos.

Elon Musk e Shivon Zills com primeiros dois filhos do casal; o nascimento de um terceiro também foi confirmado pelo bilionário neste ano — Foto: Reprodução/Twitter @WalterIsaacson

Elon Musk e Shivon Zills com primeiros dois filhos do casal; o nascimento de um terceiro também foi confirmado pelo bilionário neste ano — Foto: Reprodução/Twitter @WalterIsaacson 

O bilionário Elon Musk, de 53 anos, teve o 14º filho confirmado, informou a agência de notícias Reuters, na madrugada deste sábado (1º). 

O filho mais recente do homem mais rico do mundo é um menino chamado Seldon Lycurgus. A mãe é Shivon Zilis, executiva da Neuralink, com quem Musk já tem outros três filhos. 

“Conversei com Elon e, à luz do aniversário da linda Arcadia, sentimos que seria melhor também compartilhar diretamente sobre nosso maravilhoso e incrível filho Seldon Lycurgus”, disse Zilis em uma postagem no X, na sexta-feira (28). 

Ela, no entanto, não revelou quando o filho nasceu. Musk respondeu a publicação com um coração. 

O anúncio de Zilis ocorre duas semanas depois que a influenciadora conservadora Ashley St. Clair disse que também teve recentemente um filho com o bilionário. 

Quem são os filhos e as ex-mulheres de Elon Musk?

Com o nascimento de Seldon, Musk agora tem 14 filhos com quatro mulheres: Justine Musk, Claire Boucher (Grimes), Shivon Zilis e Ashley St. Clair. 

Com sua primeira esposa, Justine Musk, o bilionário teve seis filhos. Os gêmeos Griffin e Vivian — que se identifica como mulher trans — nasceram em 2004, e os trigêmeos Damian, Saxon e Kai vieram ao mundo em 2006. O casal também teve um filho que morreu subitamente poucas semanas após o nascimento. 

Depois, com a cantora Grimes, Musk teve três filhos de nomes exóticos: X AE A-XII, nascido em 2020 e chamado também de “X”; Exa Dark Sideræl Musk, em 2022; e Techno Mechanicus, revelado na biografia do empresário publicada em 2023, que atende pelo apelido “Tau”. 

Com Shivon Zilis, executiva da Neuralink, Musk agora tem quatro filhos: os gêmeos Strider e Azure, Seldon Lycurgus e um bebê cujo nome não foi revelado, nascido em 2024. 

No início de 2024, a influenciadora conservadora Ashley St. Clair também revelou ter um filho com o bilionário.

Informação Revista Oeste


Papa está hospitalizado na Policlínica Gemelli, em Roma, na Itália, devido a uma bronquite, que evoluiu para pneumonia nos dois pulmões.

Foto: Vatican News/Vatican Media

Internado desde 14 de fevereiro, o papa Francisco “dormiu bem” na noite desta quarta-feira (26). De acordo com o boletim médico divulgado pelo Vaticano nesta quinta-feira (27), o pontífice permanece de repouso.

O papa está hospitalizado na Policlínica Gemelli, em Roma, na Itália, devido a uma bronquite, que evoluiu para pneumonia nos dois pulmões. Uma tomografia computadorizada de tórax apontou uma “evolução normal do quadro inflamatório pulmonar”. Na quarta, a Santa Sé havia informado que o religioso teve uma “leve melhora”.

“As condições clínicas do Santo Padre nas últimas 24 horas mostraram uma nova e leve melhora. A leve insuficiência renal experimentada nos últimos dias foi resolvida. […] Embora haja uma ligeira melhora, o prognóstico permanece reservado”, diz a nota.

Na última semana, o quadro de saúde do papa chegou a ser tratado de “crítico” pelo Vaticano. A audiência do Jubileu de 2025 foi cancelada por conta da internação de Francisco.

Informações Bahia.ba


Governo da Argentina diz que medida favorece a concorrência no mercado

Antes de encerrar seu discurso, o presidente da Argentina, Javier Milei, destacou a importância das reformas econômicas que atraíram executivos globais a Buenos Aires | Foto: Reprodução/X
Javier Milei: novo ritmo na economia da Argentina para impulsionar vendas no exterior e reduzir tamanho da dívida | Foto: Reprodução/X

O governo da Argentina, sob a gestão de Javier Milei, autorizou a exportação de gado. A decisão suspende uma proibição que vigorava há mais de cinco décadas no país. Os argentinos são uma das principais referências do mercado em razão da qualidade de seus cortes de carne bovina usados principalmente em churrascos.

Em uma declaração nesta quarta-feira, 26, a Secretaria de Agricultura apresentou a reversão da política como um movimento em direção a “uma maior concorrência na cadeia de carne e gado”. A medida, conforme o governo, alinha-se ao propósito do presidente Javier Milei no sentido de desregulamentar a segunda maior economia da América do Sul, atrás apenas do Brasil.

Milei mantém política pró-comércio exterior

O governo Milei promulgou no mês passado um corte de impostos de cinco meses para as exportações de grãos e seus derivados. A estratégia tem como objetivo impulsionar o comércio exterior. As vendas do setor agrícola do país para os mercados estrangeiros constituem a maior fonte de moeda forte para os cofres do banco central argentino. 

Trata-se, portanto, de um importante expediente para financiar as importações e pagar as dívidas. Em 2024, a Argentina exportou cerca de 935 mil toneladas de carne bovina. Desse total, quase 70% tiveram como destino compradores chineses, de acordo com dados oficiais. 

As exportações argentinas de grãos e derivados geraram receita de US$ 1,501 bilhão em março de 2024. O montante representa aumento de 22% na comparação com março de 2023, ano em que Milei tomou posse. 

Os dados foram divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC), entidades que representam 50,1% das exportações totais argentinas.

Informações Revista Oeste


“Fico feliz por ter ajudado, pois não havia comunicação com a Rússia até eu chegar”, disse o republicano

Donald Trump Foto: EFE/EPA/SAMUEL CORUM / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta segunda-feira (24), que a guerra na Ucrânia poderá terminar em questão de semanas.

– Acredito que a guerra poderá terminar em breve. Em semanas. Creio que sim. Acredito que podemos acabar com ela em semanas se formos inteligentes. Se não formos, ela continuará e continuará a perder pessoas jovens e bonitas que não deveriam estar morrendo. E nós não queremos isso – disse Trump no Salão Oval da Casa Branca, ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse em Ancara que a Rússia está aberta a negociações com a Ucrânia e também com a Europa, mas que sua ofensiva continuará até que se chegue a um acordo que satisfaça seus interesses.

Trump considerou viável a aceitação de um cessar-fogo.

– Acredito que, em algum momento, eles concordarão com isso. E que, uma vez alcançado o cessar-fogo, isso terminará, porque eles não vão passar de um cessar-fogo para a guerra. Fico feliz por ter ajudado, pois não havia comunicação com a Rússia até eu chegar – declarou.

O presidente dos EUA acrescentou que está pensando em ir à Rússia.

– Se tudo isso for resolvido, o que eu acho que será, com certeza. Em 9 de maio [dia em que a Rússia comemora a vitória na Segunda Guerra Mundial], não sei, acho que será muito em breve, mas quando chegar a hora certa eu irei – disse.

*EFE


Especialista afirma que disfunções respiratória, hematológica e renal caracterizam um quadro de sepse

Papa Francisco está internado desde o dia 14 de fevereiro | Foto: Reprodução/Twitter/X
Papa Francisco está internado desde o dia 14 de fevereiro | Foto: Reprodução/Twitter/X

Um boletim médico divulgado na tarde deste domingo, 23, indicou uma piora no estado de saúde do papa Francisco. De acordo com o informe, ele apresenta uma “insuficiência renal leve”. 

Embora não tenha sofrido outra crise respiratória como a registrada na manhã anterior, continua recebendo oxigênio por meio de um cateter nasal de alto fluxo. O Vaticano também informou que o pontífice segue com uma baixa concentração de plaquetas e que seu quadro permanece “crítico”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o infectologista Victor Cravo, coordenador das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais Samaritano e Vitória, no Rio de Janeiro, afirmou que o papa já apresenta três disfunções orgânicas — respiratória, hematológica e renal — o que pode ser suficiente para caracterizar um quadro de sepse.

Segundo a definição da Sociedade Europeia de Medicina Intensiva, “a sepse é uma síndrome clínica caracterizada pela disfunção de órgãos desencadeada por uma resposta desregulada a infecções”. 

“O boletim não fala em sepse, mas diz que o papa apresenta disfunções no sistema respiratório, renal e hematológico, o que já caracterizaria um quadro de sepse, com risco alto de morte”, afirmou o médico à reportagem.

Sepse é preocupação dos médicos de papa Francisco

Na tarde de sábado, 22, os médicos responsáveis pelo tratamento do papa na Policlínica Gemelli, em Roma, onde ele está internado desde o dia 14 de fevereiro, informaram em entrevista coletiva que a maior preocupação era, justamente, a evolução do quadro para uma sepse.

O tratamento para casos de sepse envolve a administração de altas doses de antibióticos, além de suporte às funções dos órgãos afetados, como o uso do cateter de alto fluxo e a realização de transfusões de sangue.

Informações Revista Oeste

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