A líder da oposição tentou retornar ao país para acompanhar os resgates depois de dois terremotos destruidores

María Corina Machado Trump Nobel Venezuela
A líder opositora venezuelana María Corina Machado | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A líder opositora María Corina Machado denunciou nesta segunda-feira, 29, que a ditadura de Nicolás Maduro fechou o espaço aéreo da Venezuela. A manobra do regime tenta impedir o retorno da política ao território nacional. María Corina publicou um pronunciamento em suas redes sociais para avisar que planejava pousar no país logo que soube da destruição provocada por uma sequência de fortes terremotos na última semana.

Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) confirmou que as autoridades de Caracas emitiram um alerta oficial para restringir todos os pousos e as decolagens internacionais no país caribenho. O bloqueio total dos voos vai durar até o dia 7 de julho sob o pretexto de controle interno. O palácio presidencial venezuelano evitou se manifestar sobre as acusações de perseguição política até o momento.

Terremotos mataram mais de 1,7 mil pessoas na Venezuela

O veto ao desembarque da opositora ocorre em meio a uma crise humanitária provocada por dois abalos sísmicos, de magnitude 7,2 e 7,5, na última quarta-feira, 24. Os tremores derrubaram dezenas de edifícios na capital Caracas e no Estado de La Guaira. O balanço oficial contabiliza 1,7 mil mortes confirmadas e 5 mil feridos, enquanto entidades civis calculam que o número de desaparecidos já passa de 40 mil pessoas.

María Corina Machado declarou no vídeo que o regime tenta isolar os venezuelanos e barrar a chegada de voluntários estrangeiros dispostos a colaborar com as buscas. A ex-deputada havia afirmado horas antes que tinha a obrigação moral de retornar à Venezuela para prestar solidariedade à população afetada pelas perdas civis e estruturais nas cidades atingidas.

Líder viveu na clandestinidade e deixou o país em operação secreta

A ditadura proibiu María Corina de disputar as eleições presidenciais de 2024 contra o ditador Nicolás Maduro. A ativista passou meses escondida no interior da Venezuela para escapar das ordens de prisão emitidas contra aliados. Ela abandonou o país em dezembro do ano passado com a ajuda de uma operação secreta montada pelo governo dos Estados Unidos para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega.

A opositora intensificou as manifestações públicas sobre o desejo de retomar o trabalho de base em solo venezuelano nas últimas semanas. O movimento ganhou força com a destituição e a captura do ex-presidente do país. A líder liberal insiste em que a mudança no cenário político regional exige a presença das forças democráticas na linha de frente em Caracas.

Informações Revista Oeste


País foi assolado por outros dois terremotos registrados na quarta

Terremotos do dia 24 de junho causaram grande destruição Foto: EFE/ Ronald Peña R

Um novo terremoto atingiu a Venezuela nesta sexta-feira (26), dois dias após os fortes tremores que devastaram diversas regiões do país. O novo abalo foi de menor intensidade, mas voltou a ser sentido por moradores de várias cidades.

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o terremoto teve magnitude 4,9. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitude 4,7 e informou que o tremor ocorreu às 18h16, com epicentro a 54 quilômetros de El Limón, no estado de Aragua, e profundidade de 10 quilômetros.

Moradores de Caracas e Maracay relataram ter sentido o abalo. Nas redes sociais, também houve relatos de tremores nos estados de Carabobo, Aragua, Miranda, La Guaira e no Distrito Capital.

O novo terremoto ocorreu dois dias depois dos sismos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira (24), que provocaram destruição em várias cidades venezuelanas.

De acordo com o balanço mais recente divulgado nesta sexta-feira pela administração federal e transmitido pela emissora estatal VTV, o número de mortos em decorrência dos terremotos subiu para 920. Equipes de resgate continuam trabalhando em áreas onde ainda há edifícios desabados e pessoas desaparecidas.

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Desde a chegada dos primeiros judeus à colônia holandesa de New Amsterdam (atual Nova York) em 1654, a relação se mantém forte

Judeus Estados Unidos Israel
População de judeus nos Estados Unidos é quase igual à de Israel | Foto: Nancy Siesel/ZUMA Press Wire/Reuters

A relação entre Israel e Estados Unidos, embora marcada por momentos de divergências, como a crítica de Donald Trump à política israelense em relação ao Hezbollah e ao Irã, é historicamente forte e se perpetua desde a chegada dos primeiros judeus à América em 1654. Organizações como a AIPAC desempenham um papel crucial na defesa dos interesses israelenses no Congresso dos EUA, apoiando candidatos alinhados à manutenção dessa aliança, presente na própria sociedade norte-americana como um todo.

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A aliança entre Israel e Estados Unidos vai muito além dos governos. A relação do governo de Donald Trump com o do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu passa por um momento de turbulência. Esta situação pode parecer surpreendente, em função da comoção com que Trump foi recebido no Knesset, em Jerusalém, depois do acordo que libertou todos os reféns em 2025. Naqueles dias, os elogios mútuos prevaleceram. Isso perdurou por alguns meses, até que Trump passasse a criticar Israel em relação à política contra o Hezbollah e às negociações envolvendo o Irã.

Distanciamentos deste tipo não são novidade. Até nos tempos do judeu Henry Kissinger, que foi secretário de Estado no governo de Richard Nixon (1969–1974), a primeira-ministra Golda Meir teve dificuldades em obter de Washington o apoio que desejava durante a Guerra do Yom Kipur (1973).

Depois, na invasão do Líbano, em 1982, foi a vez de o governo de Ronald Reagan se indispor com o de Menachem Begin (1977-1983), cujo ministro da Defesa era o linha-dura Ariel Sharon. Na década de 1990, o presidente George H. W. Bush pressionou o governo de Yitzhak Shamir (1986–1992) em razão da expansão de assentamentos. Em 2015, Benjamin Netanyahu discursou no Congresso dos EUA contra o acordo nuclear negociado pelo presidente Barack Obama com o Irã, num episódio que evidenciou as diferenças entre os dois governos.

Mas enquanto políticos debatem nos gabinetes, o dia a dia nos dois países realçam uma relação forte que se perpetua. Isso desde a chegada dos primeiros judeus à colônia holandesa de New Amsterdam (atual Nova York) em 1654, vindos de Recife, depois que Portugal tomou o controle da Holanda naquela região do país. Um dos que chegaram antes foi Asser Levy já em agosto de 1654, antes ou junto do grupo mais conhecido de 23 judeus vindos de Recife.

Levy foi o precursor da inserção judaica na sociedade norte-americana, ao lutar por direitos civis numa colônia que inicialmente impunha restrições aos judeus. O governador Peter Stuyvesant tentou impedir a permanência deles, mas a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais obrigou a aceitação, ainda que sob limitações e impostos adicionais.

A atuação de Levy se destacou pela defesa legal do grupo. Ele entrou com petições contra medidas discriminatórias, como a obrigação de pagar taxa militar sem direito de servir na milícia. Em 1655, ele contestou essa regra e conseguiu, depois de recurso às autoridades superiores da Companhia na Holanda, o direito de ser tratado como os demais cidadãos em serviço de guarda.

A partir de então, a comunidade judaica foi se integrando, a ponto de, em 1906, ser criado o American Jewish Committee (AJC). Esta se tornou uma das mais tradicionais organizações de direitos civis e de defesa dos interesses da comunidade judaica nos EUA. Já faz parte, inclusive, da rotina norte-americana, atuando em pautas mais amplas de direitos civis, liberdade religiosa, combate ao discurso de ódio e cooperação internacional.

Do ponto de vista político, o principal representante de Israel nos EUA passou a ser o American Zionist Committee for Public Affairs (AIPAC), fundada em 1963. Trata-se de um comitê para defender os interesses de Israel junto ao Congresso e ao governo dos EUA.

Nas eleições norte-americanas de 2024, por exemplo, a AIPAC apoiou formalmente 361 candidatos à Câmara dos Representantes e ao Senado. Destes, 326 foram eleitos. Na prática, mais de nove em cada dez candidatos endossados pela organização conquistaram mandato.

O alcance desse apoio chega a democratas e republicanos. Em cada ciclo eleitoral, entre 320 e 360 parlamentares recebem contribuições da entidade ou de estruturas ligadas a ela. Considerando que a Câmara dos Representantes possui 435 integrantes e o Senado possui 100, trata-se de uma presença que alcança uma parcela significativa do Congresso dos Estados Unidos.

Para as eleições de meio de mandato de 2026, grupos pró-Israel iniciaram a disputa com mais de US$ 100 milhões destinados a campanhas políticas, por meio do United Democracy Project, braço independente voltado à disputa eleitoral. O objetivo é apoiar candidatos alinhados à manutenção da relação entre Washington e Jerusalém e financiar campanhas contra adversários políticos considerados críticos a essa parceria.

A atuação também inclui o relacionamento direto com congressistas. Desde o final de 2023, o braço educacional da organização financiou viagens a Israel para pelo menos 26 deputados democratas e 52 republicanos. As delegações participam de encontros com autoridades, visitas a instalações militares e apresentações sobre segurança, política regional e cooperação estratégica.

A influência da relação entre os dois países também aparece em decisões concretas do Congresso. Em 2016, durante o governo Obama, EUA e Israel assinaram um memorando de entendimento que prevê US$ 38 bilhões em assistência militar ao longo de dez anos. Trata-se do maior compromisso de ajuda militar já firmado pelos EUA com outro país.

Parte desses recursos ajuda a financiar programas conjuntos de defesa. Um dos casos mais conhecidos é o Iron Dome, sistema de interceptação de foguetes utilizado por Israel. Ao longo dos anos, democratas e republicanos aprovaram sucessivos pacotes de financiamento para o programa, inclusive em momentos de forte polarização política interna nos EUA.

A cooperação também envolve inteligência, defesa antimísseis, tecnologia militar, segurança cibernética e desenvolvimento de equipamentos utilizados pelos dois países. Enquanto presidentes norte-americanos e primeiros-ministros israelenses discutem estratégias para guerras, negociações diplomáticas ou questões regionais, essas áreas continuam operando por meio de acordos, programas e estruturas já estabelecidas.

O trabalho do AIPAC aumentou desde o início da guerra contra o Hamas em outubro de 2023. Foi quando a AIPAC criou um super Political Action Committee (PAC), o United Democracy Project (UDP), que investiu somas recordes para apoiar seus adversários nas eleições primárias democratas de 2024.

Um super PAC arrecada e gasta valores ilimitados em campanhas independentes — como anúncios de TV, rádio, internet e mala direta — desde que não coordene essas ações com a campanha oficial do candidato. Ao contrário do PAC, só não pode doar dinheiro diretamente aos candidatos.

“As redes sociais e campanhas de propaganda bem financiadas espalharam falsidades em grande quantidade”, diz a Oeste o ex-oficial da Marinha dos EUA, Alan Slabodkin, 72 anos. “Dá a impressão, muitas vezes, que estamos vivendo em um país diferente daquele de poucos anos atrás, especialmente depois de 7 de outubro.”

Em função desta atuação, candidaturas verdadeiramente hostis a Israel, beirando o antissemitismo, foram derrotadas. Uma delas foi a de Jamaal Bowman, que buscava a reeleição para a Câmara dos Representantes dos EUA. Ele representava um distrito de Nova York e tornou-se um dos principais críticos da política israelense em Gaza. Nas primárias democratas de 2024, enfrentou o então executivo do condado de Westchester, George Latimer.

A disputa entrou para a história como a eleição primária para a Câmara dos Representantes mais cara já realizada nos EUA. Grupos ligados à AIPAC gastaram aproximadamente US$ 15 milhões em apoio a Latimer, que derrotou Bowman por algo em torno de 59% a 41%.

Poucas semanas depois, Cori Bush enfrentou situação semelhante no Missouri. Também integrante do grupo conhecido como The Squad, Bush defendia um cessar-fogo em Gaza e criticava a condução da guerra por Israel. O UDP investiu aproximadamente US$ 8,5 milhões em apoio ao promotor Wesley Bell, que derrotou Bush nas primárias democratas. Foi a segunda grande vitória eleitoral da AIPAC contra integrantes da ala hostil a Israel naquele ciclo eleitoral.

“Em alguns círculos, o apoio à guerra contra Israel passou a ser apresentado como apoio aos direitos de povos oprimidos”, acrescenta Slabodkin. “Tornou-se uma espécie de efeito manada tanto em partes da esquerda quanto da direita radical, e o nível de ignorância e incompreensão pode ser surpreendente. Muitas pessoas mal conseguem localizar Israel no mapa, quanto mais entender os múltiplos atores envolvidos no conflito.”

A AIPAC é financiada principalmente por doações privadas de cidadãos norte-americanos, incluindo empresários, investidores, profissionais liberais e outros apoiadores da relação entre EUA e Israel. Como organização de lobby, ela não recebe recursos do governo de Israel.

Judeus de Israel e dos Estados Unidos

Vale lembrar que, nos EUA, o conceito de lobby é diferente em relação ao Brasil. O lobby norte-americano é considerado uma forma legítima de participação política e está protegido, em grande medida, pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante aos cidadãos o direito de solicitar ações do governo e defender seus interesses.

Desta maneira, cidadãos norte-americanos, a maioria bilionária, se sentiram livres para realizar doações para a AIPAC. Entre eles, estão:

Bernie Marcus (1929–2024) – norte-americano. Cofundador da Home Depot. Foi um dos grandes financiadores de causas pró-Israel e de grupos políticos nos Estados Unidos, incluindo doações ao United Democracy Project.

Paul Singer – 81 anos, norte-americano. Gestor de fundos de investimento e fundador da Elliott Investment Management. Entre os principais doadores de organizações pró-Israel e de campanhas políticas nos EUA.

Jan Koum – 50 anos, norte-americano naturalizado (nascido na Ucrânia, então União Soviética). Cofundador do WhatsApp e um dos grandes financiadores individuais do United Democracy Project no ciclo eleitoral de 2024.

Michael Leffell – 75 anos, norte-americano. Investidor e filantropo, com atuação em organizações judaicas e iniciativas pró-Israel.

Joshua Harris – 61 anos, norte-americano. Investidor bilionário, cofundador da Apollo Global Management, com doações registradas a comitês políticos e causas ligadas ao UDP.

Já os críticos argumentam que o volume de recursos arrecadado pelo UDP e por outros comitês ligados à AIPAC lhes confere influência desproporcional sobre eleições, especialmente nas primárias para a Câmara dos Representantes. No entanto, a AIPAC não é única nesse aspecto. Nos EUA, diversos setores mantêm organizações de lobby e super PACs altamente financiados — como sindicatos, associações empresariais, grupos ambientais e entidades ligadas a diferentes causas políticas.

Iniciativas como esta, e a de entidades como o AJC, fortalecem a relação entre os dois países. A população judaica nos EUA é de 7,5 milhões, quase igual à de Israel. Esta relação institucional faz da população judaica, e dos representantes de Israel, uma parte da sociedade norte-americana. Imune, o máximo possível, a qualquer rusga entre governos. O objetivo, pelo menos, é esse: unir o God Bless America (Deus Salve a América) com o Am Israel Chai (O Povo de Israel Vive).

Informações Revista Oeste


ONU alerta que total de mortos deve aumentar à medida que equipes avançam nas buscas por sobreviventes

Número de desaparecidos após terremotos na Venezuela passa de 50 mil

Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), segundo informou nesta sexta-feira (26) o chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, à agência AFP.

“Trata-se de uma operação de resgate extremamente completa. Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal”, afirmou Fletcher. Ele acrescentou que considera provável que o número de mortos “aumente consideravelmente”.

O balanço oficial mais recente divulgado pelo governo venezuelano aponta 589 mortos e 2.980 feridos. As autoridades ressaltam, no entanto, que os números ainda são provisórios, enquanto a ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimam que o total de vítimas pode ser significativamente maior devido à intensidade dos tremores e à extensão dos danos.

Os terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, atingiram a região norte do país e foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. As equipes de resgate seguem trabalhando na busca por sobreviventes entre os escombros, enquanto a ajuda internacional começou a chegar ao país nesta sexta-feira.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a militarização do estado de La Guaira, uma das áreas mais afetadas, e informou que a região integra a zona de desastre decretada pelo governo. Segundo o Parlamento venezuelano, ao menos 250 edifícios desabaram ou sofreram danos estruturais.

Informações Metro1


Tremores de magnitude 7,2 e 7,5 causaram destruição

Terremoto
Terremoto deixou mais de 700 feridos na Venezuela | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Dois terremotos praticamente consecutivos sacudiram a Venezuela na quarta-feira 24. As autoridades informaram nesta quinta-feira, 25, que os tremores provocaram pelo menos 164 mortes e deixaram mais de 900 feridos. O fenômeno causou destruição de edifícios e cenas de pânico em Caracas e outras regiões.

O primeiro tremor registrou 7,2 graus de magnitude às 18h04 (19h04 de Brasília). O epicentro ocorreu 21 km ao oeste de Morón, no norte do país. Quase um minuto depois, um segundo sismo de 7,5 graus de magnitude atingiu a região a alguns quilômetros de distância. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou as informações na rede social X.

Os terremotos também foram sentidos na Colômbia. O país vizinho chegou a acionar algumas sirenes de alerta. A Venezuela registra tremores frequentemente. Os terremotos mais fortes das últimas décadas aconteceram em 1997 em Cariaco, com 73 mortos, e em 1967 em Caracas, com 236 mortos. 

Impactos do terremoto em La Guaira e Caracas

La Guaira é a área mais afetada pelos tremores. A cidade fica a 40 minutos de Caracas e abriga o aeroporto internacional de Maiquetía. As ruas permaneceram no escuro durante a noite. Moradores pediam ajuda e tentavam resgatar as pessoas presas nos escombros.

O governo interino da Venezuela decretou estado de emergência em todo o país e declarou La Guaira como uma “zona de desastre”. Vários pontos da cidade ficaram sem energia elétrica.

Os tremores danificaram parte das instalações do aeroporto internacional de Maiquetía. O terminal foi fechado “por graves danos em sua infraestrutura”, afirmou Rodríguez em seu pronunciamento. A capital conta com o aeroporto militar de La Carlota, localizado na zona metropolitana.

De todos os vídeos que vi do terremoto na Venezuela, esse é sem dúvida o mais angustiante.
Parece filme de terror.
Quanto mais desce, mais o prédio tá quebrado, aí o desespero bate pra sair logo. 😱 pic.twitter.com/r70rnyxurd— Bruno Brezenski (@bbbrezenski) June 25, 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os dois terremotos provocaram uma “quantidade devastadora” de mortes na Venezuela. Os EUA consideram o país um aliado desde que Trump ordenou a captura, em uma operação militar, do então presidente Nicolás Maduro. “Estaremos lá para nossos novos e grandes amigos”, escreveu o republicano nas redes sociais. “Os primeiros relatos não são bons.”

The two major earthquakes that just hit the great people of Venezuela are both massive in scale and have left a devastating number of deaths. The U.S.A. stands ready, willing, and able to help! I have instructed all agencies of our government to get ready to move quickly. We will… pic.twitter.com/KdDxoLKCEA— Commentary Donald J. Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) June 25, 2026

A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, agradeceu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pela ajuda. “Agradecemos esta expressão de solidariedade para com a Venezuela numa etapa tão complexa, marcada pelo impacto da catástrofe natural que tem afetado várias regiões do território nacional”, publicou no X.

Agradecemos esta expresión de solidaridad hacia Venezuela en una etapa tan compleja, marcada por el impacto de la catástrofe natural que ha afectado a varias regiones del territorio nacional.— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) June 25, 2026

Muitos países da América Latina, assim como Espanha, Itália, China e Índia, também ofereceram ajuda.

Além disso, a líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado, enviou uma mensagem de incentivo. Ela está fora da Venezuela desde novembro. “Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com cada lar venezuelano nestas horas de angústia”, escreveu no X.

Mi corazón, mi abrazo infinito y mis oraciones están con cada hogar venezolano en estas horas de angustia. 

Que la fortaleza, la serenidad y la solidaridad prevalezcan entre nosotros ante este difícil momento. 

Que Dios proteja a cada venezolano, a nuestras familias y a…— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) June 24, 2026

Informações Revista Oeste


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de muito volátil e afirmou não pensar no gestor. A declaração ocorreu em entrevista ao The Axios Show, divulgada nesta sexta-feira (19).

Perguntado sobre Lula, o republicano demonstrou indiferença e afirmou ter observado mudanças recentes de postura.

— Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil — afirmou.

O comentário do líder estadunidense ocorreu em meio a uma resposta sobre outros líderes globais. Trump citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como referência quando se fala em liderança firme e duradoura. O nome de Lula é mencionado como um comparativo entre perfis de gestão.

Apesar da crítica, Trump destacou que todos os políticos que chegam ao cargo máximo do Executivo de um país devem ser considerados inteligentes.

— Quando você fala sobre líderes e sobre tudo o que eles têm em comum, eles são todos inteligentes. Não se chega a esse nível sem inteligência. Esse presidente da China, Xi Jinping, é um homem muito inteligente. Não é todo dia que se chega a esse nível de governar um país; mesmo que seja pequeno, é preciso ter algo especial. (…) Não é uma tarefa fácil — afirmou.

Na última quarta-feira (19), Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “difícil politicamente” ao comentar, durante a Cúpula do G7, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.

Na ocasião, o chefe da Casa Branca foi indagado por uma jornalista como havia sido sua interação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro internacional.

– Eu passei bastante tempo com Lula, na verdade. E o país está ficando um pouco difícil, né? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente. Tem sido feio – declarou o republicano.

Na sequência, Trump mencionou ter chegado ao seu conhecimento que a Justiça brasileira quer prender um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trump se referia à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A sentença aplicada foi de quatro anos e dois meses de prisão e a oito anos de inelegibilidade pelo crime de coação no curso do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

*Pleno.News
Foto: reprodução/The Axios Show


A histórica entrada da SpaceX na bolsa de valores Nasdaq – principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos – consolidou Elon Musk como o primeiro trilionário do planeta. O marco foi alcançado após a oferta pública inicial (IPO) da companhia de transporte aeroespacial, que movimentou 75 bilhões de dólares (R$ 381 bilhões) com ações precificadas a 135 dólares (R$ 686) cada.

Essa movimentação de mercado elevou o valor da participação de Musk na SpaceX para cerca de 866 bilhões de dólares (R$ 4,4 trilhões), fazendo com que seu patrimônio líquido total — que também engloba fatias na Tesla e em outros negócios — ultrapassasse a impressionante marca de 1,1 trilhão de dólares (R$ 5,6 trilhões).

Antes da abertura de capital, o empresário já liderava o ranking de pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes, com uma fortuna estimada em 780 bilhões de dólares (R$ 3,9 trilhões), posicionando-se à frente de Larry Page, cofundador da Alphabet.

O salto bilionário reflete o otimismo do mercado em relação ao ecossistema robusto construído pela SpaceX. Para especialistas, a empresa se transformou em uma potência de telecomunicações, impulsionada principalmente pela Starlink.

Além do setor aeroespacial e de conectividade, a SpaceX engloba a xAI, startup de inteligência artificial responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto de plataformas como o ChatGPT e o Claude.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/ALI HAIDER /ARCHIVO


Começa a valer a partir desta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no último dia 28 de maio. Na ocasião do anúncio, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.

– O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país – destacou o comunicado.

O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados. Estima-se que o Comando Vermelho tenha cerca de 30 mil membros, atuando em 23 estados brasileiros e em franca expansão no domínio de territórios pelo país.

Na prática, com a declaração feita pelos EUA, pessoas e empresas que fornecerem apoio a organizações classificadas como terroristas podem ser punidas. O auxílio em questão pode incluir recursos financeiros, serviços, logística e outros tipos de assistência.

Além disso, a medida pode fazer com que empresas brasileiras com operações ligadas ao sistema financeiro americano sejam pressionadas a reforçar os métodos de controle para evitar relação com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens que forem identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos EUA podem ser congelados.

Já as pessoas enquadradas pelas autoridades americanas podem enfrentar restrições de entrada nos Estados Unidos, além de outras medidas migratórias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é favorável à medida e, em encontro recente com Trump, tentou incentivar o recuo do governo norte-americano sobre a ideia. Para o petista, a medida poderia representar um suposto risco à soberania brasileira, possibilitando uma incursão americana em território nacional.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/SALWAN GEORGES/POOL


A disputa presidencial será definida em 2º turno entre a oposição de direita e a esquerda governista

gustavo petro colômbia
Gustavo Petro divulga imagem em sala de votação — 31/5/2026 | Foto: Reprodução/X/@petrogustavo

Questionamentos sobre a transparência do processo eleitoral colombiano ganharam destaque depois de Gustavo Petro, presidente do país, contestar neste domingo, 31, os dados preliminares da eleição presidencial que definirá seu sucessor. Petro anunciou que só vai reconhecer o resultado final depois da finalização do escrutínio oficial.

Os dois principais candidatos, De la Espriella e Cepeda, apresentam propostas opostas para o futuro da Colômbia. De la Espriella adota postura crítica ao atual governo, enquanto Cepeda defende a continuidade de parte das políticas promovidas por Petro.

Suspeitas sobre a logística eleitoral

Pelo X, Petro levantou suspeitas sobre a empresa Thomas Greg & Sons (TGS), encarregada da logística eleitoral, e expressou desconfiança quanto ao sistema utilizado na contagem preliminar de votos. “Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da firma privada dos irmãos Bautista”, afirmou Petro. O presidente alegou discrepância de “800 mil pessoas adicionais” nos registros do sistema em relação ao censo oficial.

El llamado conteo transmitido no tiene fuerza vinculante. sus datos no son norma pública. Como presidente no acepto los resultados del preconteo de la firma privada de los hermanos Bautista, porque debiendo estar quietos los algoritmos del software de conteo y escrutinios, en la…— Gustavo Petro (@petrogustavo) June 1, 2026

A oposição reagiu rapidamente. O ex-presidente Iván Duque acusou Petro de colocar em xeque a legitimidade do pleito. “Petro quer desrespeitar a democracia e a organização eleitoral”, escreveu Duque. “As instituições devem se pronunciar imediatamente, e a comunidade internacional deve estar alerta diante desta ameaça.”

Petro quiere desconocer la democracia y a la organización electoral. Las instituciones deben pronunciarse de inmediato y la comunidad internacional debe estar alerta ante esta amenaza.

No podemos permitir este atentado contra la voluntad de las mayorías; por lo tanto, se…— Iván Duque 🇨🇴 (@IvanDuque) June 1, 2026

Até a noite deste domingo, 31, autoridades eleitorais da Colômbia não confirmaram qualquer irregularidade na apuração. O resultado definitivo será divulgado depois que o escrutínio oficial revisar e validar todos os votos.

Informações Revista Oeste


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (29) a visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado do país, Marco Rubio.

Nos encontros que aconteceram esta semana, uma das principais pautas levadas por Flávio foi o pedido para tornar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) grupos terroristas, o que foi oficializado na última quinta-feira (28).

Durante a fala de Lula, no entanto, há uma afirmação equivocada com relação às ações dos EUA após a decisão. Segundo o petista, o governo Trump estaria disposto a realizar uma intervenção militar no Brasil, o que não foi dito em nenhum trecho do comunicado de Marco Rubio.

— Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção — afirmou Lula em evento nesta sexta (29).

O comunicado oficial, no entanto, não menciona qualquer ação militar em território brasileiro, apenas medidas de proteção aos Estados Unidos diante da atuação violenta do grupo (leia a íntegra do documento ao final do texto).

Lula também afirmou que as facções criminosas brasileiras não são alvos de interesse dos Estados Unidos, alegando que os grupos fazem terrorismo apenas contra o povo brasileiro, e usando o nome de Osama bin Laden a título de comparação.

— Eles não são os terroristas que o Trump quer, como o Osama bin Laden — declarou o presidente.

Leia a declaração do governo norte-americano:
Hoje, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está designando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretende designar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.

O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas, elas comandam milhares de integrantes e foram responsáveis pela coordenação de ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e chegando ao nosso país.

O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos financeiros que sustentam narcoterroristas violentos. A ação adotada hoje pelo Departamento de Estado demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável do governo Trump com o desmantelamento de cartéis e organizações criminosas em nossa região e com a garantia da segurança do povo americano.

As medidas anunciadas hoje são adotadas com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos (Immigration and Nationality Act) e na Ordem Executiva 13224. As designações como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) entram em vigor após sua publicação no Federal Register (Diário Oficial Federal dos Estados Unidos).

Marco Rubio
Secretário de Estado dos Estados Unidos

*Pleno.News
Foto: Evaristo Sa/AFP