Nesta última sexta-feira (10), o conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, compartilhou em suas redes sociais uma foto feita por inteligência artificial que mostra ele prendendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na legenda da publicação, Miller escreveu:
– Os haters vão dizer que isso é IA.
Miller faz várias críticas ao ministro brasileiro pelas redes, na última segunda (6), ele afirmou que Moraes é trapaceiro e será preso. Ele também disse que o presidente Lula (PT) é fantoche da China.
– Alexandre de Moraes é um vigarista e logo estará na prisão. O atual presidente Lula é um fantoche da China e está traindo o Hemisfério Ocidental – escreveu.
No mesmo post, o americano afirmou que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “é o único que pode salvar o Brasil”.
Irã condiciona avanços à interrupção de ataques de Israel no Líbano, enquanto americanos rejeitam inclusão do tema
Foto: Reprodução/YouTube White House
A agência iraniana FARS informou, na manhã deste sábado (11), que tiveram início as negociações entre Estados Unidos e Irã em Islamabad, no Paquistão. O encontro ocorre em um cenário de tensão e incerteza entre as partes.
O governo iraniano insiste que Israel deve interromper os ataques no Líbano como condição para avançar nas tratativas, argumentando que o tema precisa fazer parte de um eventual acordo de suspensão dos combates. Apesar de sinalizar “boa vontade”, o principal negociador iraniano afirmou que Teerã ainda não confia nos Estados Unidos.
Por outro lado, autoridades americanas e israelenses rejeitam a inclusão do conflito no Líbano nas negociações. Nesta semana, forças israelenses realizaram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra, deixando mais de 350 mortos.
A delegação dos Estados Unidos é liderada pelo vice-presidente JD Vance e conta com a presença do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner. O grupo chegou na madrugada deste sábado (11), em aviões da Força Aérea americana, sendo recebido por autoridades paquistanesas, incluindo o chefe do Exército, Asim Munir, e o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.
Já a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo chanceler Abbas Araqchi, desembarcou no país um dia antes, na sexta-feira (10).
Essas conversas marcam um momento significativo nas relações entre os dois países, sendo as de mais alto nível desde a Revolução Islâmica de 1979 e as primeiras negociações presenciais oficiais desde o acordo nuclear firmado em 2015.
Secretário do Tesouro reuniu executivos de diversas instituições financeiras para tratar de uma tecnologia desenvolvida pela Anthropic
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA | Foto: Magnus Lejhall/TT News Agency/via REUTERS
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu executivos de grandes bancos do país para tratar de riscos cibernéticos ligados a um novo modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela Anthropic. O encontro ocorreu nesta semana, em Washington.
Segundo o jornal Financial Times, que divulgou as informações, participaram da reunião representantes das instituições Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também participou da conversa. O presidente-executivo do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, recebeu convite, mas não compareceu.
A convocação reflete apreensão dentro do governo norte-americano sobre as capacidades da IA. A tecnologia apresenta alto nível de eficiência na identificação de vulnerabilidades digitais, o que pode facilitar tanto a proteção quanto a exploração dessas falhas.
Na terça-feira 7, a Anthropic lançou o modelo Claude Mythos Preview para um grupo de parceiros, incluindo Amazon, Apple e Microsoft. A proposta busca permitir que essas empresas identifiquem e corrijam falhas com antecedência.
Anthropic restringe acesso ao novo modelo
Esta é a primeira vez que a Anthropic limita o acesso a um dos seus modelos. Segundo a empresa, a decisão ocorreu devido ao nível avançado de tecnologia, capaz de superar a maioria dos especialistas humanos na exploração de falhas de software.
A companhia também afirmou que manteve diálogo com autoridades do governo norte-americano sobre as capacidades ofensivas e defensivas da ferramenta.
O lançamento restrito ocorreu depois de episódios de vazamento de dados envolvendo a startup. Entre os conteúdos expostos estavam documentos relacionados ao próprio modelo e partes do código do assistente Claude.
Representantes iranianos declararam que os recursos provenientes desses pagamentos serão destinados à reconstrução da infraestrutura nacional
O estreito de Ormuz visto do espaço | Foto: Divulgação/Nasa
Navios que cruzarem o Estreito de Ormuz, principal acesso ao Golfo Pérsico, passarão a pagar taxas ao Irã e a Omã, conforme acordo negociado durante o plano de cessar-fogo de duas semanas na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo declarou uma autoridade regional na quarta-feira 7.
Segundo a fonte, o país utilizará as receitas provenientes dessas taxas no processo de reconstrução do país. No entanto, o destino dos valores arrecadados por Omã não foi detalhado pela mesma autoridade.
Mudança em rota estratégica e contexto do conflito no Irã
Tanto Omã quanto o Irã compartilham a soberania das águas do Estreito de Ormuz, até então considerado uma rota internacional livre de tarifas. A cobrança só foi mencionada depois do início do conflito do país com Israel e Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Pleno.News – 07/04/2026 10h06 | atualizado em 07/04/2026 10h29
Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em publicação na Truth Social, Trump disse não desejar esse desfecho, mas avaliou que ele “provavelmente” ocorrerá. Ao mesmo tempo, sugeriu que uma “mudança completa e total de regime” já estaria em curso no país, abrindo espaço para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.
O presidente também classificou o momento como potencialmente decisivo.
– Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim – escreveu.
As declarações vêm horas antes do prazo limite estipulado por Trump – 21h (de Brasília) desta terça-feira – para que o Irã avance em um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, o republicano vinha indicando que não concederá novas extensões, após sucessivos adiamentos desde março.
O endurecimento do discurso ocorre após Teerã rejeitar a mais recente proposta de cessar-fogo, segundo a agência estatal IRNA, e em meio a advertências da ONU sobre a ilegalidade de ataques à infraestrutura civil.
Em comunicado exibido pela TV estatal, o governo iraniano afirmou que poderá lançar ataques ‘maiores e mais destrutivos’
Fogo em casa de cidade israelense atingida por estilhaço de míssil do Irã | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Irã ameaçou, nesta quinta-feira, 2, os Estados Unidos e Israel com ataques retaliatórios “esmagadores”. A ameaça ocorre depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, dizer que pode intensificar as operações militares no país persa nas próximas semanas.
Em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana, o comandante operacional Khatam al-Anbiya disse que a “guerra continuará até a sua [de Trump] humilhação, a sua desgraça, o seu arrependimento permanente e certo, e a sua rendição”. O militar iraniano classificou o conflito como um confronto de longo prazo e invocou a “confiança em Deus Todo-Poderoso”.
Segundo as autoridades do Irã, as próxima operações serão “mais devastadoras, mais abrangentes e mais destrutivas”. A fala demonstra o potencial de expansão do conflito em múltiplas frentes, em meio a trocas contínuas de mísseis e drones na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento nesta quarta-feira, 1º, na Casa Branca | Foto: Reprodução/X
Irã responde a Donald Trump
O comunicado iraniano ocorre depois de Trump afirmar que as operações continuarão até que “o trabalho esteja concluído”. O presidente dos EUA alegou ganhos militares significativos contra as capacidades estratégicas iranianas.
Em discurso na Casa Branca na noite desta quinta-feira, 1º, o presidente norte-americano afirmou que, “nas próximas duas a três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, de onde vieram”.
Trump afirmou que os EUA estão “muito próximos” de alcançar seus objetivos. Entretanto, o chefe da Casa Branca advertiu que intensificará os ataques se o país não alcançar um acordo para encerrar o conflito.
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram uma onda de ações contra o regime teocrático do Irã. A ação ocorreu diante da escalada das tensões sobre o programa nuclear iraniano.
A Nasa iniciou, na noite desta quarta-feira (1), a missão Artemis II, que marca a retomada das viagens tripuladas rumo à Lua após mais de meio século. A cápsula Orion foi lançada pelo foguete Space Launch System (SLS), o mais potente da agência, levando a bordo quatro tripulantes. O grupo deve realizar um sobrevoo pelo satélite natural, o que não inclui pouso na superfície lunar.
A missão terá duração de aproximadamente dez dias. O plano de voo consiste em contornar o lado oculto da Lua e retornar à Terra utilizando uma trajetória de retorno livre, que aproveita a força da gravidade para guiar a cápsula de volta com o mínimo de propulsão. Durante o trajeto, os astronautas testarão sistemas críticos de suporte de vida, navegação e comunicação.
Esta etapa é considerada fundamental para validar a segurança e a tecnologia da cápsula Orion antes de futuras missões de descida ao solo lunar. Com o sucesso deste voo, a Nasa pretende viabilizar a Artemis III, projeto que planeja levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície da Lua. Esta etapa está prevista para setembro.
A tripulação é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Até o momento, a viagem representa o maior afastamento da Terra realizado por seres humanos desde o encerramento do programa Apollo, na década de 1970.
A decolagem ocorre após uma série de adiamentos técnicos. Caso o cronograma seja cumprido sem intercorrências, a tripulação deve retornar ao planeta após completar os testes de controle manual e resistência dos sistemas essenciais. A Artemis II consolida o segundo passo do cronograma atual da agência para estabelecer uma presença humana sustentável no espaço.
Os Estados Unidos reabriram oficialmente, nesta segunda-feira (30), sua embaixada em Caracas, marcando a retomada da presença diplomática no país. Em comunicado, o Departamento de Estado classificou a medida como o início de um “novo capítulo” nas relações com a Venezuela.
A reaproximação acontece menos de três meses após a captura de Nicolás Maduro por tropas americanas, em uma operação realizada na capital venezuelana no dia 3 de janeiro. Desde então, o país passou por mudanças políticas, com a formação de um governo interino liderado por Delcy Rodríguez, ex-aliada do ex-presidente.
No início de março, os dois países chegaram a um acordo para restabelecer relações diplomáticas, interrompidas desde 2019, quando o governo americano deixou de reconhecer Maduro como líder legítimo e passou a apoiar a oposição.
Além da retomada institucional, a administração do presidente Donald Trump tem avançado em negociações com o governo interino. Entre as medidas adotadas estão isenções de sanções e um acordo que permite aos Estados Unidos comercializar petróleo venezuelano, com o objetivo de estimular investimentos no país.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou após a operação que a estratégia americana para a Venezuela envolve três etapas: estabilização do país, recuperação econômica com participação de empresas dos EUA e, por fim, uma transição política.
Para conduzir esse processo, foi designada a embaixadora Laura Dogu, diplomata com experiência na América Latina. Paralelamente, equipes trabalham na restauração do prédio da embaixada, com a expectativa de retomar integralmente o funcionamento e os serviços consulares.
Ainda em março, o Departamento de Estado retirou o alerta de “não viajar” para a Venezuela, embora mantenha recomendações de cautela devido a riscos como criminalidade, sequestros, terrorismo e limitações na infraestrutura de saúde.
Segundo o governo americano, a reabertura da embaixada é um passo central para fortalecer o diálogo com o governo interino, a sociedade civil e o setor privado venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta segunda-feira (30), afirmando que poderá atingir pontos estratégicos do país caso um cessar-fogo não seja firmado em breve. Entre os alvos citados estão instalações de energia, campos de petróleo e a ilha de Kharg, responsável pela maior parte das exportações iranianas.
Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que negociações estariam em andamento com o que chamou de um “novo e mais razoável” comando iraniano, embora não haja confirmação de mudança de regime em Teerã. Ele também condicionou um eventual recuo militar à reabertura do Estreito de Ormuz, fundamental para o fluxo global de petróleo.
Segundo o presidente norte-americano, caso não haja acordo em curto prazo, os EUA poderão intensificar a ofensiva e atingir estruturas que ainda não foram atacadas, como usinas e instalações petrolíferas. Ele classificou a possível ação como resposta a ataques atribuídos ao Irã ao longo das últimas décadas.
Do outro lado, o governo iraniano reagiu às declarações e criticou a proposta de Washington para encerrar o conflito. O porta-voz da diplomacia do país, Esmail Baghaei, afirmou que as condições apresentadas são desproporcionais e não refletem a realidade.
Baghaei também ressaltou que não houve negociação direta entre os dois países até o momento, apenas troca de mensagens por intermediários. Ele questionou a seriedade da condução diplomática dos EUA e reiterou que o Irã mantém posição clara desde o início da guerra.
Funções do grupo se concentrarão em patrulhas pela capital e em tarefas de inteligência
Bandeira do Irã Foto: Pixabay
O Irã deu início a um plano de recrutamento para trabalhos de segurança que permite a participação de adolescentes a partir dos 12 anos, em meio à guerra com os Estados Unidos e Israel, que já completa 28 dias.
– Temos um grande número de adolescentes e jovens que querem participar destas atividades e, dadas as idades daqueles que solicitavam o alistamento, fixamos a idade mínima em 12 anos – afirmou Rahim Nadali, subcomandante do Corpo Mohamad Rasulullah, uma unidade militar estratégica da Guarda Revolucionária focada na segurança de Teerã.
Em entrevista à emissora de televisão estatal de seu país, Nadali disse que as funções destes recrutas se concentrarão em patrulhas pela capital e em tarefas de inteligência.
Desde o começo do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã estabeleceu postos de controle em diversos pontos de Teerã e de outras cidades do país para manter a segurança, e lançou também diversas operações nas quais deteve milhares de pessoas, acusadas de apoiar grupos da oposição no exílio ou de colaborar com Israel e os EUA.
Nesta quinta-feira (26), o Irã informou a captura de 14 indivíduos acusados de planejar ataques e espionar instalações estatais.