Colisão com caminhão de bombeiros no Aeroporto LaGuardia ainda deixou ao menos 2 feridos

LaGuardia Nova York
O voo 8646, operado pela Jazz Aviation, atingiu o caminhão da Autoridade Portuária na noite deste domingo, 22 | Foto: Reprodução/ NBC News

Um avião da Air Canada colidiu com um caminhão de bombeiros no Aeroporto LaGuardia, em Nova York (EUA), na noite deste domingo, 22. O acidente causou a morte do piloto e do copiloto da aeronave, segundo fontes da rede de televisão NBC e Associated Press. Outros dois funcionários da autoridade portuária que estavam no veículo ficaram feridos.

Imagens do local mostram danos severos na parte dianteira da aeronave CRJ-900. Além disso, é possível ver que o nariz da aeronave levantou depois que os passageiros desembarcaram do avião. 

O voo 8646, operado pela Jazz Aviation, atingiu o caminhão da Autoridade Portuária por volta das 23h40. O veículo atendia a um chamado sobre um odor na cabine de outro avião. 

A aeronave vinda de Montreal, no Canadá, transportava 72 passageiros e quatro tripulantes. No momento da colisão, o LaGuardia registrava chuva fraca e neblina.


Áudios do controle de tráfego aéreo registram o momento em que um controlador autoriza o caminhão a cruzar a pista e, segundos depois, ordena a parada urgente. Depois do choque, o controlador instruiu a tripulação: “JAZZ 646, vejo que você colidiu com o veículo. Mantenha a posição. Sei que você não pode se mover. Veículos estão a caminho”.

Aeroporto LaGuardia está fechado

Administração Federal de Aviação (FAA)suspendeu as operações no aeroporto logo depois da colisão. O terminal deve permanecer fechado até as 14h de segunda-feira, 23. O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem.

“Os protocolos de resposta a emergências foram imediatamente ativados”, informou o porta-voz da Autoridade Portuária. “O aeroporto está atualmente fechado para facilitar a resposta e permitir uma investigação completa.” 

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes enviou uma equipe de investigação ao local do incidente.

Informações Revista Oeste


Argentina afirma estar pronta para enviar tropas ao Oriente Médio

O presidente da Argentina, Javier Milei: apoio contra o terrorismo | Foto: Reprodução/X
O presidente da Argentina, Javier Milei: apoio contra o terrorismo | Foto: Reprodução/X

O governo de Javier Milei pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em eventuais novos conflitos com o Irã, caso haja solicitação de Donald Trump. A possibilidade foi mencionada nesta quarta-feira, 18, pelo porta-voz da presidência, Javier Lanari, em entrevista ao jornal El Mundo.

Segundo Lanari, ainda não existe um pedido formal de Washington, mas a disposição política do governo argentino é clara. “A Argentina está do lado dos países que defendem a liberdade”, afirmou o porta-voz. A sinalização reforça o alinhamento de Milei com os Estados Unidos e com Israel, sobretudo em temas de segurança e política externa.

Milei: combate ao terrorismo

Nos últimos dias, Buenos Aires também formalizou sua saída da Organização Mundial da Saúde, seguindo decisão semelhante adotada pelos EUA no início do ano. Do mesmo modo, voltou a classificar o Irã como “inimigo”.

Durante um evento que marcou os 34 anos do atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, Milei reforçou o posicionamento do governo. “A Argentina combate o terrorismo e defende a liberdade. Israel é um aliado estratégico do nosso país”. O país abriga cerca de 300 mil judeus — a maior comunidade da América Latina.

A relação entre Buenos Aires e Teerã é historicamente marcada por tensão. Em 1994, um atentado contra a associação judaica AMIA deixou 85 mortos. A Justiça argentina atribui a responsabilidade ao Irã, que nega envolvimento.

Depois das declarações recentes de Milei, o tom voltou a subir. Em artigo publicado pelo Tehran Times, ligado ao regime iraniano, o país acusa a Argentina de se alinhar aos Estados Unidos e a Israel. O texto afirma que essa postura “cruza uma linha vermelha imperdoável” e sugere que o Irã poderá dar uma “resposta proporcional”.

Informações Revista Oeste


Trump cobra aliados, mas critica falta de apoio da Otan

EUA atacam costa do Irã e tentam reabrir Estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos informou que realizou, nesta terça-feira (17), ataques com bombas de penetração profunda à costa do Irã, em locais próximos ao Estreito de Ormuz. A ação tem como objetivo reabrir a rota marítima, fechada por Teerã desde o início do conflito.

“Horas atrás, as forças americanas empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração profunda de 5.000 libras [cerca de 2.300 kg] contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz. Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, informou o comando militar.

O estreito é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio ocorreu após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, o que elevou os preços do petróleo e afetou o comércio global.

No cenário político, o presidente Donald Trump cobrou apoio internacional para reabrir a passagem, mas criticou aliados e a Otan pela falta de ação. No mesmo dia, um ataque israelense matou Ali Larijani, figura central do governo iraniano.

Também nesta terça, Irã e Israel intensificaram os confrontos com novos ataques aéreos. Segundo autoridades iranianas, mísseis atingiram áreas próximas ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, enquanto as Forças de Defesa de Israel confirmaram as ofensivas e orientaram a população a buscar abrigo.

Informações Metro1


LPresidente dos EUA se manifestou após aliados negarem ajuda na guerra contra Irã

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/ Vincent Thian / Pool

Nesta terça-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não precisa da ajuda “de ninguém” para seguir com a guerra contra o Irã. Ele se manifestou após países da Europa e da Ásia rejeitarem o pedido de ajuda dos EUA no conflito.

A fala do presidente americano ocorreu durante encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.

– Nós não precisamos deles, mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo – declarou.

O presidente dos EUA também se pronunciou por meio de sua rede, Truth Social.

– Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos “aliados” da Otan de que eles não querem se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, no Oriente Médio. Isso ocorre apesar de quase todos os países concordarem veementemente com o que estamos fazendo e de que o Irã não pode, de forma alguma, ter permissão para possuir uma arma nuclear. Não me surpreende essa atitude, pois sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não fazem nada por nós, especialmente em um momento de necessidade. Felizmente, dizimamos as forças armadas do Irã: sua marinha foi destruída, sua força aérea foi destruída, seu sistema antiaéreo e radar foi destruído e, talvez o mais importante, seus líderes, em praticamente todos os níveis, foram eliminados, para nunca mais nos ameaçarem, nem a nossos aliados do Oriente Médio, nem ao mundo! Devido ao sucesso militar que alcançamos, não “precisamos” nem desejamos mais a ajuda dos países da Otan — NUNCA PRECISAMOS! O mesmo se aplica ao Japão, à Austrália ou à Coreia do Sul. Aliás, falando como Presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM! Agradeço a atenção dispensada a este assunto – escreveu.

Informações Pleno News


O diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, foi o responsável por divulgar a projeção

Pentagono irã
Conflito já custou US$ 12 bilhões aos norte-americanos | Foto: Reprodução/ Wikipedia 

Agora em sua terceira semana, a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã deve levar entre quatro a seis semanas para ser concluída. Essas são as previsões do Pentágono, afirmou neste domingo, 15, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett.

Em entrevista ao canal CBS News, Hassett disse que até sábado 14, o Departamento de Defesa norte-americano acreditava que levaria de quatro a seis semanas para “completar a missão”. De acordo com ele, os EUA “estão adiantados”.

“Esperamos que a economia global tenha um grande choque positivo assim que isso acabar”, previu o principal assessor econômico do governo do presidente Donald Trump. Segundo Hassett, as estimativas do Pentágono são de que os ataques ao Irã tenham custado cerca de US$ 12 bilhões até o momento.

Também durante entrevista à mesma emissora, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, indagado sobre quanto tempo o conflito iria se estender, respondeu que, na pior hipótese, “serão semanas, e não meses”. Ele também avaliou que o cenário iria melhorar bastante depois do encerramento da guerra no Oriente Médio.

“Teremos um período temporário de preços de energia elevados, mas não será longo”, afirmou Wright. “No pior cenário, são semanas, e não meses.”

Conflito entre EUA e Irã

Wright e Hassett, assim como outros altos funcionários da administração Trump, têm tentado controlar o ânimo dos norte-americanos em meio à escalada dos preços de energia. Nesse sentido, eles afirmam que objetivo de eliminar a ameaça do Irã à estabilidade do Oriente Médio vai valer a pena.

“Por 47 anos, o Irã travou guerra contra os Estados Unidos”, declarou Wright. “Ao longo desses 47 anos, eles tentaram minar o desenvolvimento energético e a infraestrutura energética de todos os seus vizinhos, como estão fazendo agora, e é hora de pôr um fim nisso.”

Revista Oestecom informações da Agência Estado


Iniciativa pretende apurar se os entes têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado em seus territórios

Bandeira dos Estados Unidos (EUA)
Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay

Uma nova iniciativa dos Estados Unidos (EUA) lançada nesta quinta-feira, 12, pretende apurar se a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. O procedimento tem o objetivo de identificar práticas que possam gerar concorrência desleal contra empresas norte-americanas.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) explicou que a investigação se apoia na Seção 301 do Trade Act de 1974. A legislação é utilizada para combater ações consideradas desleais e prejudiciais ao comércio do país. 

Segundo a norma, o órgão norte-americano pode abrir investigações e agir diante de políticas estrangeiras vistas como discriminatórias, injustificáveis ou irracionais.

Críticas à atuação internacional e próximos passos da investigação

Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O representante comercial Jamieson Greer afirmou, em comunicado, que “os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados”. 

“Por muito tempo, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado”, disse Greer.

Depois do anúncio da abertura da apuração, o governo norte-americano vai realizar consultas diretas com os países investigados, além de marcar audiências públicas para o próximo mês.

Entre os mercados sob análise estão, além do Brasil, Argentina, China, Índia, México, Rússia, Reino Unido e África do Sul, membros da União Europeia e outros países de diferentes continentes.

Veja a lista completa de países na mira dos EUA

  • União Europeia (bloco econômico e político);
  • Argélia;
  • Angola;
  • Argentina;
  • Austrália;
  • Bahamas;
  • Bahrein;
  • Bangladesh;
  • Brasil;
  • Camboja;
  • Canadá;
  • Chile;
  • China;
  • Colômbia;
  • Costa Rica;
  • República Dominicana;
  • Equador;
  • Egito;
  • El Salvador;
  • Guatemala;
  • Guiana;
  • Honduras;
  • Hong Kong;
  • Índia;
  • Indonésia;
  • Iraque;
  • Israel;
  • Japão;
  • Jordânia;
  • Cazaquistão;
  • Kuwait;
  • Líbia;
  • Malásia;
  • México;
  • Marrocos;
  • Nova Zelândia;
  • Nicarágua;
  • Nigéria;
  • Noruega;
  • Omã;
  • Paquistão;
  • Peru;
  • Filipinas;
  • Catar;
  • Rússia;
  • Arábia Saudita;
  • Singapura;
  • África do Sul;
  • Coreia do Sul;
  • Sri Lanka;
  • Suíça;
  • Taiwan;
  • Tailândia;
  • Trinidad e Tobago;
  • Turquia;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Reino Unido;
  • Uruguai;
  • Venezuela;
  • Vietnã.

Informações Revista Oeste


Bilionário reagiu a uma publicação do jornalista americano Glenn Greenwald

Elon Musk e Alexandre de Moraes Foto: EFE/ Caroline Brehman; Foto: EFE/ Joédson Alves

Nesta quinta-feira (12), o bilionário Elon Musk, dono da rede social X, alfinetou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Musk respondeu a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald na rede social sobre uma eventual prisão do magistrando, afirmando que ocorreria em breve.

Greenwald compartilhou em seu perfil uma notícia sobre as ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes financeiras. Em seguida, o jornalista relembrou uma publicação de Elon Musk, de agosto de 2024, que mostrava uma foto feita por inteligência artificial (IA) representando o ministro na cadeia, com a legenda: “Um dia, Alexandre, essa foto da sua prisão será real. Guarde minhas palavras”.

Musk, então, respondeu à publicação de Greenwald:

– Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem.

O embate de Elon Musk e Alexandre de Moraes se refere ao inquérito das milícias digitais no STF, que apura a atuação de grupos suspeitos de disseminar notícias falsas em redes sociais.

O bilionário é um dos alvos da investigação instaurada em abril de 2024 por Moraes, por suspeita de “instrumentalização criminosa” do X, além de suspeitas de desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime. Nesta terça-feira, 10, Moraes arquivou o inquérito contra o empresário.

A notícia comentada por Elon Musk nesta quinta diz respeito à ligação da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Master. No final do ano passado, o jornal O Globo revelou que Viviane firmou um contrato de R$ 129 milhões com banco, que previa que o escritório da família trabalhasse na defesa dos interesses da instituição e de Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional. As informações são do Estadão.

Informações Pleno News


Governo Trump estuda medidas para combater a atuação de grupos com perfis terroristas

Segundo opositores, soberania nacional é pretexto de Lula da Silva para contestar vigilância dos EUA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo opositores, soberania nacional é pretexto de Lula da Silva para contestar vigilância dos EUA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta terça-feira, 10, que o governo norte-americano considera as facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional. A avaliação foi apresentada durante discussões em Washington sobre a adoção de instrumentos mais duros de combate ao narcotráfico.

Segundo o governo sob a liderança do republicano Donald Trump, organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre os grupos que atualmente preocupam autoridades de segurança no hemisfério.

Para os EUA, facções representam “ameaças significativas”

“Os Estados Unidos consideram que organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, representam ameaças significativas à segurança regional em razão de seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, afirmou o Departamento de Estado, em resposta por escrito ao jornal O Globo.

O órgão comandado pelo secretário de Estado Marco Rubio evitou comentar diretamente a possibilidade de classificar essas facções como organizações terroristas estrangeiras. Esse mecanismo jurídico utilizado pelos EUA amplia sanções e instrumentos legais contra determinados grupos.

“Não antecipamos possíveis designações terroristas nem deliberações sobre esse tipo de classificação”, afirmou o Departamento de Estado dos EUA. “Estamos plenamente comprometidos em adotar medidas apropriadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividade terrorista.”

A possibilidade de aplicação desse enquadramento a facções brasileiras é acompanhada com preocupação pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema foi tratado na noite do último domingo, 8, em conversa telefônica entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e Rubio.

O Brasil tem defendido o aprofundamento da cooperação bilateral em segurança, mas argumenta que o combate ao crime deve preservar a soberania nacional. A discussão também deverá aparecer no próximo encontro entre Lula e Trump, em Washington, ainda sem data definida. O governo brasileiro pretende reforçar a ideia de parceria no enfrentamento ao crime organizado, mas com abordagem diferente da adotada por alguns países da região.

Nos últimos meses, a hipótese de classificar facções brasileiras como organizações terroristas passou a circular com mais força em debates dentro do governo norte-americano. Caso esse enquadramento avance, ele poderá abrir caminho para sanções financeiras, bloqueio de ativos e restrições legais contra integrantes e apoiadores desses grupos no sistema financeiro internacional.

Informações Revista Oeste


Considerado um dos principais conselheiros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o empresário Jason Miller utilizou seu perfil no Instagram para provocar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (8), após a divulgação de que o magistrado teria trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Segundo o site, a documentação relacionada aos dois grupos já foi finalizada no Departamento de Estado e passou por análise de diferentes órgãos do governo dos EUA, que deram aval ao material.

O processo segue o mesmo modelo usado recentemente para classificar outros grupos criminosos da América Latina como organizações terroristas, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.

Após a conclusão da análise interna pelo órgão chefiado pelo secretário Marco Rubio, o documento deve ser enviado ao Congresso americano e publicado no Registro Federal, etapa final do processo. Esse trâmite deve levar cerca de duas semanas.

A designação oficial como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos nos Estados Unidos, a proibição de acesso ao sistema financeiro americano e veta qualquer tipo de apoio material, como fornecimento de armas, por cidadãos ou empresas dos EUA.

O combate ao tráfico internacional de drogas, tratado como uma das prioridades da atual administração americana, foi tema de um encontro realizado neste sábado (7) em Miami, que reuniu líderes conservadores da América Latina. O evento foi chamado de Shield of the Americas (Escudo das Américas, em português).

Segundo o UOL, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria atuado nos bastidores para estimular a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. De acordo com o veículo, ele teria conversado sobre o tema com os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, pedindo apoio à iniciativa.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado contra a designação das facções brasileiras como organizações terroristas. Autoridades brasileiras argumentam que PCC e Comando Vermelho não possuem motivação política ou ideológica, característica que, segundo a gestão petista, geralmente é associada ao conceito de terrorismo.

Outro ponto alegado pelo atual governo brasileiro é uma suposta preocupação com possíveis impactos sobre a soberania brasileira, especialmente diante do risco de maior atuação de forças americanas em operações contra o crime organizado na região.

*Pleno.News
Foto: ALAOR FILHO/ESTADÃO


Trâmites sobre a questão estariam circulando no Departamento de Estado americano

Pichação em um muro com as iniciais CV, da facção Comando Vermelho Foto: ALAOR FILHO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O governo dos Estados Unidos deve anunciar em alguns dias a designação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A informação foi divulgada neste domingo (8) pelo portal UOL e teria sido obtida com fontes de dentro da administração americana ou próximas a ela.

Segundo o site, a documentação relacionada aos dois grupos já foi finalizada no Departamento de Estado e passou por análise de diferentes órgãos do governo dos EUA, que deram aval ao material.

O processo segue o mesmo modelo usado recentemente para classificar outros grupos criminosos da América Latina como organizações terroristas, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.

Após a conclusão da análise interna pelo órgão chefiado pelo secretário Marco Rubio, o documento deve ser enviado ao Congresso americano e publicado no Registro Federal, etapa final do processo. Esse trâmite deve levar cerca de duas semanas.

A designação oficial como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos nos Estados Unidos, a proibição de acesso ao sistema financeiro americano e veta qualquer tipo de apoio material, como fornecimento de armas, por cidadãos ou empresas dos EUA.

O combate ao tráfico internacional de drogas, tratado como uma das prioridades da atual administração americana, foi tema de um encontro realizado neste sábado (7) em Miami, que reuniu líderes conservadores da América Latina. O evento foi chamado de Shield of the Americas (Escudo das Américas, em português).

Segundo o UOL, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria atuado nos bastidores para estimular a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. De acordo com o veículo, ele teria conversado sobre o tema com os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, pedindo apoio à iniciativa.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado contra a designação das facções brasileiras como organizações terroristas. Autoridades brasileiras argumentam que PCC e Comando Vermelho não possuem motivação política ou ideológica, característica que, segundo a gestão petista, geralmente é associada ao conceito de terrorismo.

Outro ponto alegado pelo atual governo brasileiro é uma suposta preocupação com possíveis impactos sobre a soberania brasileira, especialmente diante do risco de maior atuação de forças americanas em operações contra o crime organizado na região.

Informações Pleno News