Tremores de magnitude 7,2 e 7,5 causaram destruição
Terremoto deixou mais de 700 feridos na Venezuela | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Dois terremotos praticamente consecutivos sacudiram a Venezuela na quarta-feira 24. As autoridades informaram nesta quinta-feira, 25, que os tremores provocaram pelo menos 164 mortes e deixaram mais de 900 feridos. O fenômeno causou destruição de edifícios e cenas de pânico em Caracas e outras regiões.
O primeiro tremor registrou 7,2 graus de magnitude às 18h04 (19h04 de Brasília). O epicentro ocorreu 21 km ao oeste de Morón, no norte do país. Quase um minuto depois, um segundo sismo de 7,5 graus de magnitude atingiu a região a alguns quilômetros de distância. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou as informações na rede social X.
Os terremotos também foram sentidos na Colômbia. O país vizinho chegou a acionar algumas sirenes de alerta. A Venezuela registra tremores frequentemente. Os terremotos mais fortes das últimas décadas aconteceram em 1997 em Cariaco, com 73 mortos, e em 1967 em Caracas, com 236 mortos.
Impactos do terremoto em La Guaira e Caracas
La Guaira é a área mais afetada pelos tremores. A cidade fica a 40 minutos de Caracas e abriga o aeroporto internacional de Maiquetía. As ruas permaneceram no escuro durante a noite. Moradores pediam ajuda e tentavam resgatar as pessoas presas nos escombros.
O governo interino da Venezuela decretou estado de emergência em todo o país e declarou La Guaira como uma “zona de desastre”. Vários pontos da cidade ficaram sem energia elétrica.
Os tremores danificaram parte das instalações do aeroporto internacional de Maiquetía. O terminal foi fechado “por graves danos em sua infraestrutura”, afirmou Rodríguez em seu pronunciamento. A capital conta com o aeroporto militar de La Carlota, localizado na zona metropolitana.
De todos os vídeos que vi do terremoto na Venezuela, esse é sem dúvida o mais angustiante. Parece filme de terror. Quanto mais desce, mais o prédio tá quebrado, aí o desespero bate pra sair logo. 😱 pic.twitter.com/r70rnyxurd— Bruno Brezenski (@bbbrezenski) June 25, 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os dois terremotos provocaram uma “quantidade devastadora” de mortes na Venezuela. Os EUA consideram o país um aliado desde que Trump ordenou a captura, em uma operação militar, do então presidente Nicolás Maduro. “Estaremos lá para nossos novos e grandes amigos”, escreveu o republicano nas redes sociais. “Os primeiros relatos não são bons.”
The two major earthquakes that just hit the great people of Venezuela are both massive in scale and have left a devastating number of deaths. The U.S.A. stands ready, willing, and able to help! I have instructed all agencies of our government to get ready to move quickly. We will… pic.twitter.com/KdDxoLKCEA— Commentary Donald J. Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) June 25, 2026
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, agradeceu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pela ajuda. “Agradecemos esta expressão de solidariedade para com a Venezuela numa etapa tão complexa, marcada pelo impacto da catástrofe natural que tem afetado várias regiões do território nacional”, publicou no X.
Agradecemos esta expresión de solidaridad hacia Venezuela en una etapa tan compleja, marcada por el impacto de la catástrofe natural que ha afectado a varias regiones del territorio nacional.— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) June 25, 2026
Muitos países da América Latina, assim como Espanha, Itália, China e Índia, também ofereceram ajuda.
Além disso, a líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado, enviou uma mensagem de incentivo. Ela está fora da Venezuela desde novembro. “Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com cada lar venezuelano nestas horas de angústia”, escreveu no X.
Mi corazón, mi abrazo infinito y mis oraciones están con cada hogar venezolano en estas horas de angustia.
Que la fortaleza, la serenidad y la solidaridad prevalezcan entre nosotros ante este difícil momento.
Que Dios proteja a cada venezolano, a nuestras familias y a…— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) June 24, 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de muito volátil e afirmou não pensar no gestor. A declaração ocorreu em entrevista ao The Axios Show, divulgada nesta sexta-feira (19).
Perguntado sobre Lula, o republicano demonstrou indiferença e afirmou ter observado mudanças recentes de postura.
— Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil — afirmou.
O comentário do líder estadunidense ocorreu em meio a uma resposta sobre outros líderes globais. Trump citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como referência quando se fala em liderança firme e duradoura. O nome de Lula é mencionado como um comparativo entre perfis de gestão.
Apesar da crítica, Trump destacou que todos os políticos que chegam ao cargo máximo do Executivo de um país devem ser considerados inteligentes.
— Quando você fala sobre líderes e sobre tudo o que eles têm em comum, eles são todos inteligentes. Não se chega a esse nível sem inteligência. Esse presidente da China, Xi Jinping, é um homem muito inteligente. Não é todo dia que se chega a esse nível de governar um país; mesmo que seja pequeno, é preciso ter algo especial. (…) Não é uma tarefa fácil — afirmou.
Na última quarta-feira (19), Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “difícil politicamente” ao comentar, durante a Cúpula do G7, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.
Na ocasião, o chefe da Casa Branca foi indagado por uma jornalista como havia sido sua interação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro internacional.
– Eu passei bastante tempo com Lula, na verdade. E o país está ficando um pouco difícil, né? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente. Tem sido feio – declarou o republicano.
Na sequência, Trump mencionou ter chegado ao seu conhecimento que a Justiça brasileira quer prender um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trump se referia à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A sentença aplicada foi de quatro anos e dois meses de prisão e a oito anos de inelegibilidade pelo crime de coação no curso do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
XAH0001. RIYADH (ARABIA SAUDÍ), 29/05/2025.- Fotografía de archivo fechada el 13 de mayo de 2025 de Elon Musk, director ejecutivo de SpaceX y xAI, asistiendo a un panel en el Foro de Inversión Saudí-Estadounidense en Riad (Arabia Saudita). Musk, el rey del ‘multitasking’, le dijo adiós a su papel de reparador de fugas en el Gobierno de Donald Trump, después de cuatro meses intentando ahorrarle dinero a la Administración desde el Departamento de Eficiencia Gubernamental (DOGE). EFE/EPA/ALI HAIDER /ARCHIVO
A histórica entrada da SpaceX na bolsa de valores Nasdaq – principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos – consolidou Elon Musk como o primeiro trilionário do planeta. O marco foi alcançado após a oferta pública inicial (IPO) da companhia de transporte aeroespacial, que movimentou 75 bilhões de dólares (R$ 381 bilhões) com ações precificadas a 135 dólares (R$ 686) cada.
Essa movimentação de mercado elevou o valor da participação de Musk na SpaceX para cerca de 866 bilhões de dólares (R$ 4,4 trilhões), fazendo com que seu patrimônio líquido total — que também engloba fatias na Tesla e em outros negócios — ultrapassasse a impressionante marca de 1,1 trilhão de dólares (R$ 5,6 trilhões).
Antes da abertura de capital, o empresário já liderava o ranking de pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes, com uma fortuna estimada em 780 bilhões de dólares (R$ 3,9 trilhões), posicionando-se à frente de Larry Page, cofundador da Alphabet.
O salto bilionário reflete o otimismo do mercado em relação ao ecossistema robusto construído pela SpaceX. Para especialistas, a empresa se transformou em uma potência de telecomunicações, impulsionada principalmente pela Starlink.
Além do setor aeroespacial e de conectividade, a SpaceX engloba a xAI, startup de inteligência artificial responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto de plataformas como o ChatGPT e o Claude.
Começa a valer a partir desta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no último dia 28 de maio. Na ocasião do anúncio, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.
– O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país – destacou o comunicado.
O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados. Estima-se que o Comando Vermelho tenha cerca de 30 mil membros, atuando em 23 estados brasileiros e em franca expansão no domínio de territórios pelo país.
Na prática, com a declaração feita pelos EUA, pessoas e empresas que fornecerem apoio a organizações classificadas como terroristas podem ser punidas. O auxílio em questão pode incluir recursos financeiros, serviços, logística e outros tipos de assistência.
Além disso, a medida pode fazer com que empresas brasileiras com operações ligadas ao sistema financeiro americano sejam pressionadas a reforçar os métodos de controle para evitar relação com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens que forem identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos EUA podem ser congelados.
Já as pessoas enquadradas pelas autoridades americanas podem enfrentar restrições de entrada nos Estados Unidos, além de outras medidas migratórias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é favorável à medida e, em encontro recente com Trump, tentou incentivar o recuo do governo norte-americano sobre a ideia. Para o petista, a medida poderia representar um suposto risco à soberania brasileira, possibilitando uma incursão americana em território nacional.
A disputa presidencial será definida em 2º turno entre a oposição de direita e a esquerda governista
Gustavo Petro divulga imagem em sala de votação — 31/5/2026 | Foto: Reprodução/X/@petrogustavo
Questionamentos sobre a transparência do processo eleitoral colombiano ganharam destaque depois de Gustavo Petro, presidente do país, contestar neste domingo, 31, os dados preliminares da eleição presidencial que definirá seu sucessor. Petro anunciou que só vai reconhecer o resultado final depois da finalização do escrutínio oficial.
Os dois principais candidatos, De la Espriella e Cepeda, apresentam propostas opostas para o futuro da Colômbia. De la Espriella adota postura crítica ao atual governo, enquanto Cepeda defende a continuidade de parte das políticas promovidas por Petro.
Suspeitas sobre a logística eleitoral
Pelo X, Petro levantou suspeitas sobre a empresa Thomas Greg & Sons (TGS), encarregada da logística eleitoral, e expressou desconfiança quanto ao sistema utilizado na contagem preliminar de votos. “Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da firma privada dos irmãos Bautista”, afirmou Petro. O presidente alegou discrepância de “800 mil pessoas adicionais” nos registros do sistema em relação ao censo oficial.
El llamado conteo transmitido no tiene fuerza vinculante. sus datos no son norma pública. Como presidente no acepto los resultados del preconteo de la firma privada de los hermanos Bautista, porque debiendo estar quietos los algoritmos del software de conteo y escrutinios, en la…— Gustavo Petro (@petrogustavo) June 1, 2026
A oposição reagiu rapidamente. O ex-presidente Iván Duque acusou Petro de colocar em xeque a legitimidade do pleito. “Petro quer desrespeitar a democracia e a organização eleitoral”, escreveu Duque. “As instituições devem se pronunciar imediatamente, e a comunidade internacional deve estar alerta diante desta ameaça.”
Petro quiere desconocer la democracia y a la organización electoral. Las instituciones deben pronunciarse de inmediato y la comunidad internacional debe estar alerta ante esta amenaza.
No podemos permitir este atentado contra la voluntad de las mayorías; por lo tanto, se…— Iván Duque 🇨🇴 (@IvanDuque) June 1, 2026
Até a noite deste domingo, 31, autoridades eleitorais da Colômbia não confirmaram qualquer irregularidade na apuração. O resultado definitivo será divulgado depois que o escrutínio oficial revisar e validar todos os votos.
Brazils President Luiz Inacio Lula da Silva attends a ceremony for the signing of the new Digital Statute for Children and Adolescents, which aims to restrict access to social media, at the Planalto Palace in Brasília on March 18, 2026. (Photo by Evaristo Sa / AFP)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (29) a visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado do país, Marco Rubio.
Nos encontros que aconteceram esta semana, uma das principais pautas levadas por Flávio foi o pedido para tornar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) grupos terroristas, o que foi oficializado na última quinta-feira (28).
Durante a fala de Lula, no entanto, há uma afirmação equivocada com relação às ações dos EUA após a decisão. Segundo o petista, o governo Trump estaria disposto a realizar uma intervenção militar no Brasil, o que não foi dito em nenhum trecho do comunicado de Marco Rubio.
— Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção — afirmou Lula em evento nesta sexta (29).
O comunicado oficial, no entanto, não menciona qualquer ação militar em território brasileiro, apenas medidas de proteção aos Estados Unidos diante da atuação violenta do grupo (leia a íntegra do documento ao final do texto).
Lula também afirmou que as facções criminosas brasileiras não são alvos de interesse dos Estados Unidos, alegando que os grupos fazem terrorismo apenas contra o povo brasileiro, e usando o nome de Osama bin Laden a título de comparação.
— Eles não são os terroristas que o Trump quer, como o Osama bin Laden — declarou o presidente.
Leia a declaração do governo norte-americano: Hoje, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está designando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretende designar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas, elas comandam milhares de integrantes e foram responsáveis pela coordenação de ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e chegando ao nosso país.
O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos financeiros que sustentam narcoterroristas violentos. A ação adotada hoje pelo Departamento de Estado demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável do governo Trump com o desmantelamento de cartéis e organizações criminosas em nossa região e com a garantia da segurança do povo americano.
As medidas anunciadas hoje são adotadas com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos (Immigration and Nationality Act) e na Ordem Executiva 13224. As designações como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) entram em vigor após sua publicação no Federal Register (Diário Oficial Federal dos Estados Unidos).
Marco Rubio Secretário de Estado dos Estados Unidos
Secretário de Estado americano afirma que proposta está “sólida” e defende prioridade para a diplomacia
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (25) que um possível acordo envolvendo Irã, Israel e os norte-americanos pode ser fechado ainda hoje. Segundo ele, as negociações seguem avançando e há uma proposta considerada “sólida” em discussão.
Rubio também reforçou o apoio dos EUA ao direito de defesa de Israel diante de possíveis ataques do Hezbollah. “Israel tem todo o direito de responder”, declarou o secretário ao deixar Nova Délhi, na Índia, onde cumpria agenda oficial. Ele acrescentou ainda que Washington pretende esgotar as alternativas diplomáticas antes de considerar outras medidas.
A declaração ocorre um dia após o presidente Donald Trump afirmar que o possível entendimento para encerrar a guerra com o Irã ainda não foi concluído nem apresentado publicamente. Em publicação na rede Truth Social, Trump voltou a defender que um eventual pacto impediria Teerã de desenvolver armas nucleares e criticou o acordo firmado durante o governo Barack Obama.
Trump já havia dito no sábado (23) que as tratativas estavam próximas de um desfecho. Horas depois, porém, endureceu o discurso ao ameaçar o governo iraniano caso não houvesse consenso rápido nas negociações.
As conversas entre Estados Unidos e Irã se arrastam há semanas desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro. Uma proposta apresentada por Teerã recentemente foi rejeitada por Washington, que considerou os termos insuficientes. Entre as principais exigências americanas está o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano, ponto recusado pelo governo do Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, convidou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para uma visita à Casa Branca na próxima semana. A informação foi divulgada pelo site Cláudio Dantas e confirmada pelo Poder360.
Segundo a equipe de pré-campanha, o convite partiu do próprio Trump. O gesto ocorre semanas após o encontro do republicano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em território norte-americano, movimento visto como relevante no cenário diplomático.
Aliados avaliam que a reunião pode reforçar a imagem de aproximação internacional do pré-candidato, em meio à repercussão da visita de Lula, considerada positiva pelo governo brasileiro.
As tratativas acontecem após a divulgação de um áudio pelo Intercept Brasil, no qual Flávio Bolsonaro pede recursos a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Financista teria dito que ‘não encontrada nada’ que o incriminasse
A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O juiz Kenneth Karas, dos Estados Unidos, determinou a divulgação da suposta carta de suicídio do financista Jeffrey Epstein, escrita cerca de um mês antes de sua morte em uma sela de prisão no Centro Correcional Metropolitano de Nova York (NY), em 2019.
A carta veio a público nesta quarta-feira, 6, por decisão da vara de NY. Nela, o empresário afirma que “me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!” e “É um prazer poder escolher o momento certo para dizer adeus”.
Suposta carta de suicídio de Epstein | Foto: Divulgação/ Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York
“O que você quer que eu faça? Comece a chorar!!”, diz a carta “NÃO TEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA.”
Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. As autoridades norte-americanas concluíram que a morte foi um suicídio, embora o caso continue cercado por especulações e questionamentos sobre falhas de segurança na prisão.
Juiz determina que documento deve estar ao acesso público
Na decisão, Karas afirmou que o documento está sujeito ao princípio de acesso público e que sua divulgação contribui para a transparência do sistema judicial. Segundo ele, a publicidade do material ajuda a garantir “um certo grau de responsabilização” e reforça a confiança pública na administração da Justiça.
A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-policial e ex-companheiro de cela de Epstein, condenado posteriormente por quatro assassinatos. Tartaglione afirma ter encontrado o bilhete escondido em um livro, depois de uma tentativa de suicídio de Epstein em julho daquele ano.
A divulgação ocorreu a partir de um pedido do jornal The New York Times e da pressão de procuradores federais, que sustentaram não haver mais motivo para manter o documento sob sigilo, sobretudo porque Tartaglione já havia comentado publicamente a existência do bilhete em entrevistas e podcasts.
Declaração ocorre após ações militares e relatos de ataques na região
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta terça-feira (5) que a circulação marítima e o fluxo de energia no Estreito de Ormuz estão sendo afetados por ações dos Estados Unidos e de seus aliados. Em publicação nas redes sociais, ele atribuiu a situação à quebra do cessar-fogo e à imposição de restrições na região.
Ghalibaf também criticou as operações militares norte-americanas na área e declarou que o cenário no estreito está passando por mudanças. Segundo ele, a atual configuração não deve se sustentar por muito tempo e indicou que o Irã ainda não iniciou todas as suas ações no contexto do conflito.
Os veículos de imprensa iranianos informaram, com base em fonte militar, que forças dos EUA teriam atingido duas embarcações civis que transportavam mercadorias com destino ao Irã, resultando na morte de cinco pessoas. A versão contrasta com a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse na segunda-feira (4) que sete embarcações iranianas foram derrubadas após disparos contra navios na região.
No mesmo dia, um incêndio atingiu diversas embarcações comerciais em um terminal portuário na cidade de Dayyer, no sul do Irã. Segundo a agência Mehr, equipes de emergência atuaram para conter as chamas, e a causa do incidente ainda não foi esclarecida.
Os episódios ocorrem após os Estados Unidos anunciarem o chamado “Projeto Liberdade”, uma operação voltada a garantir a passagem de navios mercantes pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa envolve destróieres com mísseis guiados, aeronaves, equipamentos não tripulados e cerca de 15 mil militares, conforme o Comando Central norte-americano.