Secretário de Estado americano afirma que proposta está “sólida” e defende prioridade para a diplomacia
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (25) que um possível acordo envolvendo Irã, Israel e os norte-americanos pode ser fechado ainda hoje. Segundo ele, as negociações seguem avançando e há uma proposta considerada “sólida” em discussão.
Rubio também reforçou o apoio dos EUA ao direito de defesa de Israel diante de possíveis ataques do Hezbollah. “Israel tem todo o direito de responder”, declarou o secretário ao deixar Nova Délhi, na Índia, onde cumpria agenda oficial. Ele acrescentou ainda que Washington pretende esgotar as alternativas diplomáticas antes de considerar outras medidas.
A declaração ocorre um dia após o presidente Donald Trump afirmar que o possível entendimento para encerrar a guerra com o Irã ainda não foi concluído nem apresentado publicamente. Em publicação na rede Truth Social, Trump voltou a defender que um eventual pacto impediria Teerã de desenvolver armas nucleares e criticou o acordo firmado durante o governo Barack Obama.
Trump já havia dito no sábado (23) que as tratativas estavam próximas de um desfecho. Horas depois, porém, endureceu o discurso ao ameaçar o governo iraniano caso não houvesse consenso rápido nas negociações.
As conversas entre Estados Unidos e Irã se arrastam há semanas desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro. Uma proposta apresentada por Teerã recentemente foi rejeitada por Washington, que considerou os termos insuficientes. Entre as principais exigências americanas está o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano, ponto recusado pelo governo do Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, convidou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para uma visita à Casa Branca na próxima semana. A informação foi divulgada pelo site Cláudio Dantas e confirmada pelo Poder360.
Segundo a equipe de pré-campanha, o convite partiu do próprio Trump. O gesto ocorre semanas após o encontro do republicano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em território norte-americano, movimento visto como relevante no cenário diplomático.
Aliados avaliam que a reunião pode reforçar a imagem de aproximação internacional do pré-candidato, em meio à repercussão da visita de Lula, considerada positiva pelo governo brasileiro.
As tratativas acontecem após a divulgação de um áudio pelo Intercept Brasil, no qual Flávio Bolsonaro pede recursos a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Financista teria dito que ‘não encontrada nada’ que o incriminasse
A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O juiz Kenneth Karas, dos Estados Unidos, determinou a divulgação da suposta carta de suicídio do financista Jeffrey Epstein, escrita cerca de um mês antes de sua morte em uma sela de prisão no Centro Correcional Metropolitano de Nova York (NY), em 2019.
A carta veio a público nesta quarta-feira, 6, por decisão da vara de NY. Nela, o empresário afirma que “me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!” e “É um prazer poder escolher o momento certo para dizer adeus”.
Suposta carta de suicídio de Epstein | Foto: Divulgação/ Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York
“O que você quer que eu faça? Comece a chorar!!”, diz a carta “NÃO TEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA.”
Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. As autoridades norte-americanas concluíram que a morte foi um suicídio, embora o caso continue cercado por especulações e questionamentos sobre falhas de segurança na prisão.
Juiz determina que documento deve estar ao acesso público
Na decisão, Karas afirmou que o documento está sujeito ao princípio de acesso público e que sua divulgação contribui para a transparência do sistema judicial. Segundo ele, a publicidade do material ajuda a garantir “um certo grau de responsabilização” e reforça a confiança pública na administração da Justiça.
A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-policial e ex-companheiro de cela de Epstein, condenado posteriormente por quatro assassinatos. Tartaglione afirma ter encontrado o bilhete escondido em um livro, depois de uma tentativa de suicídio de Epstein em julho daquele ano.
A divulgação ocorreu a partir de um pedido do jornal The New York Times e da pressão de procuradores federais, que sustentaram não haver mais motivo para manter o documento sob sigilo, sobretudo porque Tartaglione já havia comentado publicamente a existência do bilhete em entrevistas e podcasts.
Declaração ocorre após ações militares e relatos de ataques na região
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta terça-feira (5) que a circulação marítima e o fluxo de energia no Estreito de Ormuz estão sendo afetados por ações dos Estados Unidos e de seus aliados. Em publicação nas redes sociais, ele atribuiu a situação à quebra do cessar-fogo e à imposição de restrições na região.
Ghalibaf também criticou as operações militares norte-americanas na área e declarou que o cenário no estreito está passando por mudanças. Segundo ele, a atual configuração não deve se sustentar por muito tempo e indicou que o Irã ainda não iniciou todas as suas ações no contexto do conflito.
Os veículos de imprensa iranianos informaram, com base em fonte militar, que forças dos EUA teriam atingido duas embarcações civis que transportavam mercadorias com destino ao Irã, resultando na morte de cinco pessoas. A versão contrasta com a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse na segunda-feira (4) que sete embarcações iranianas foram derrubadas após disparos contra navios na região.
No mesmo dia, um incêndio atingiu diversas embarcações comerciais em um terminal portuário na cidade de Dayyer, no sul do Irã. Segundo a agência Mehr, equipes de emergência atuaram para conter as chamas, e a causa do incidente ainda não foi esclarecida.
Os episódios ocorrem após os Estados Unidos anunciarem o chamado “Projeto Liberdade”, uma operação voltada a garantir a passagem de navios mercantes pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa envolve destróieres com mísseis guiados, aeronaves, equipamentos não tripulados e cerca de 15 mil militares, conforme o Comando Central norte-americano.
Na última quarta-feira (29), o Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro emitiu um alerta de segurança em função do show da cantora Shakira, que acontece neste sábado (2), na Praia de Copacabana, Zona Sul da capital fluminense. O texto apresenta recomendações para cidadãos americanos que estão na cidade.
A publicação ressalta que os organizadores esperam que mais de dois milhões de fãs compareçam ao evento, que é gratuito.
O comunicado destaca que: grandes multidões são imprevisíveis e podem representar riscos. Entre as ações a tomar está a recomendação de que os americanos devem estar atentos ao seu redor e conheçam rotas de saída.
– Faça planos de contingência caso você se separe de amigos ou familiares ou em caso de emergência. Evite exibir objetos de valor (telefones, joias, passaportes). Vigie sua comida e bebidas o tempo todo. Planeje seu transporte com antecedência e use serviços confiáveis. Saiba o endereço do seu alojamento e compartilhe-o com seu contato de emergência – diz o texto.
Medida veta programas sobre identidade de gênero e altera currículo acadêmico
Sexos masculino e feminino | Foto: Reprodução
A Texas Tech University anunciou que passará a reconhecer oficialmente apenas dois sexos — masculino e feminino — e a suspender todos os programas acadêmicos ligados à orientação sexual e identidade de gênero (SOGI).
Em memorando divulgado em 9 de abril, a instituição informou que também iniciará o encerramento de cursos e certificações voltados a esses temas. A decisão ocorre depois de um processo de revisão curricular iniciado em dezembro de 2025.
A análise foi conduzida pelo sistema universitário sob supervisão do conselho gestor, com base na legislação estadual. A medida atende à Senate Bill 37, proposta pelo senador republicano Brandon Creighton, que ampliou o controle do Estado sobre conteúdos acadêmicos.
Além de congelar os programas, a universidade determinou a proibição de conteúdos sobre SOGI em disciplinas básicas e de nível inicial. Caso materiais didáticos abordem o tema, deverão ser substituídos.
Detalhes da decisão da universidade
Fachada da Texas Tech University | Foto: Divulgação
Cursos avançados de graduação e pós-graduação terão restrições, mas poderão tratar do assunto em contextos acadêmicos específicos. Exceções serão concedidas de forma limitada, sobretudo para alunos em fase final de programas já existentes.
O memorando também proíbe o que classifica como “advocacia preconceituosa”, incluindo conteúdos que defendam superioridade racial ou sexual, ou atribuam culpa coletiva. A regra prevê exceções para pesquisas independentes e exigências profissionais.
A universidade determinou ainda que professores não poderão ensinar que identidade de gênero é um espectro fluido ou dissociado do sexo biológico. Segundo o texto, o ensino deve considerar apenas a distinção entre masculino e feminino como base científica.
A instituição afirma, porém, que discussões sobre aspectos biológicos, como condições intersexo, continuam permitidas, desde que não sejam usadas para sustentar interpretações sociais sobre gênero.
Cole Allen, professor da Califórnia, é apontado como o atirador
O FBI investiga o ataque e o suspeito, Cole Allen, de 31 anos, será formalmente acusado em tribunal federal na segunda-feira 27 | Foto: Divulgação
Falhas graves no esquema de segurança marcaram o jantar de gala do presidente Donald Trump, realizado na noite de ontem, no Hotel Hilton, em Washington D.C.
Além de Trump, participavam do evento o vice dele, J. D. Vance, a primeira-dama Melania e outras autoridades do primeiro escalão.
Todos precisaram sair às pressas, depois de disparos terem sido efetuados próximo dali.
O FBI, que investiga o ataque, revelou o nome do atirador: Cole Allen, professor de 31 anos. Amanhã, um tribunal federal vai acusá-lo formalmente.
Conforme as investigações, Allen mora na Califórnia, mas estava hospedado no Hilton. No momento da abordagem, ele portava uma espingarda, uma pistola e facas. Os agentes, porém, conseguiram impedir que ele entrasse no local exato da cerimônia.
Durante a ação, Allen atingiu um segurança, que passa bem, em virtude de um colete a prova de balas.
🚨🇺🇸BREAKING: New video from inside the Washington Hilton ballroom shows attendees diving under tables in panic as loud bangs rang out during the White House Correspondents’ Dinner.
A CBS News noticiou que Allen confessou a intenção de balear membros do governo Trump.
Ele responderá por uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal com arma perigosa, informou a procuradora Jeanine Pirro.
Durante a madrugada, o FBI realizou buscas em uma residência ligada a Allen e, por enquanto, considera que ele seja “lobo solitário”.
Reação das autoridades a atentado contra Trump
Em pronunciamento na Casa Branca, Trump descreveu o ocorrido como “um momento traumático” e destacou a ação rápida dos agentes.
“Era um barulho muito alto e estava muito de longe”, declarou o presidente. “Melania percebeu rapidamente que havia algo errado. (…) Quero agradecer, claro, à primeira-dama. Foi um momento traumático também para ela, muitas coisas acontecendo ali em cima, muito rapidamente no palco, mas o tempo de reação foi muito bom.”
Trump declarou não ter certeza se o ataque teve motivação política, mas acredita que era o alvo, ao lembrar que sofreu duas tentativas de assassinato em dois anos. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, disse.
O evento anual de correspondentes, que reuniu centenas de convidados, foi adiado por até 30 dias.
Regime afirma que processos fora do alcance da norma poderão ser analisados por novos programas ligados à reforma penal
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela | Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A ditadora da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira, 23, o encerramento da Lei de Anistia, que previa a libertação de centenas de presos políticos. A declaração ocorreu durante evento oficial no Palácio de Miraflores, na capital, Caracas. No entanto, organizações governamentais que atuam no país afirmam que há pelo menos 473 presos políticos no país.
Segundo Rodríguez, os casos que ficaram fora do alcance da norma poderão ser analisados por outros mecanismos. Ela citou o Programa de Convivência Democrática e Paz e a Comissão Nacional para a Reforma da Justiça Penal como alternativas para encaminhar essas situações.
“Esta Lei de Anistia chega ao fim”, disse a líder chavista. “Para aqueles que não estavam contemplados ou, melhor dizendo, estavam expressamente excluídos na Lei de Anistia, há outros espaços onde podem ser encaminhados.”
A norma entrou em vigor em fevereiro, depois de aprovação da Assembleia Nacional. O texto previa beneficiar dissidentes processados ou condenados ao longo de 27 anos de repressão política.
O regime anunciou a medida depois da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.
ONGs e oposição criticam alcance limitado da Lei de Anistia
A Lei de Anistia resultou na libertação de apenas 186 de presos políticos na Venezuela, segundo a ONG Foro Penal. Outros cerca de 600 presos foram libertados de outras maneiras desde 8 de janeiro. A lei excluiu militares e opositores supostamente envolvidos em revoltas armadas contra o Estado, o que levou a críticas de inúmeras ONGs de direitos humanos.
Entidades como a Foro Penal revelaram que a aplicação da norma se restringiu a momentos específicos de crise política desde 2002. Com isso, diversos casos registrados ao longo dos anos ficaram fora do benefício.
O ex-deputado Juan Pablo Guanipa, por exemplo, criticou o modelo e afirmou que a lei não abrangia todos os dissidentes. Ele declarou, em entrevista, que a medida não tinha alcance suficiente e não atendia plenamente às demandas da oposição.
De acordo com o deputado chavista Jorge Arreaza, mais de 8 mil pessoas teriam recuperado a liberdade desde a entrada em vigor da lei. Segundo ele, o número inclui detidos e indivíduos submetidos a medidas cautelares.
Entretanto, dados da Foro Penal contestam os números apresentados por Arreaza e indicam um cenário semelhante ao descrito por Guanipa. A entidade informou que houve 768 libertações desde janeiro de 2026, sendo apenas parte delas vinculada diretamente à anistia.
Primeiro-ministro de Israel adiou divulgação do relatório médico em dois meses para evitar propaganda do regime iraniano
Netanyahu explicou que os médicos encontraram uma mancha de menos de um centímetro durante exames de rotina | Foto: PMO /Facebook
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira, 24, que enfrentou um tumor maligno na próstata. O premiê publicou seu relatório médico anual com dois meses de atraso. Ele segurou os dados para impedir que o governo do Irã usasse a notícia como arma de propaganda no auge dos conflitos militares.
Netanyahu explicou que os médicos encontraram uma mancha de menos de um centímetro durante exames de rotina. O tumor estava no início e não se espalhou para outros órgãos. O líder israelense optou por um tratamento direto para remover o problema imediatamente em vez de apenas observar a evolução da doença.
Recuperação e rotina
O tratamento terminou com sucesso e não restam vestígios do câncer. Netanyahu afirmou que sua condição física atual é excelente e que continuou trabalhando normalmente durante as sessões médicas no Hospital Hadassah, em Jerusalém. Ele relatou que aproveitou o tempo dos procedimentos curtos para ler livros.
A vigilância médica sobre a saúde do premiê aumentou depois de uma cirurgia feita há um ano e meio. Naquela época, Netanyahu operou um crescimento benigno na próstata. Desde então, ele passa por monitoramento constante, o que permitiu a descoberta rápida da lesão maligna.
Mensagem à nação
O primeiro-ministro aproveitou o anúncio para pedir que os cidadãos israelenses cuidem da própria saúde. Ele reforçou a importância de realizar exames preventivos e seguir as orientações dos especialistas. Netanyahu disse que prefere encarar perigos logo que aparecem, tanto na vida pessoal quanto na política nacional.
O comunicado termina com uma mensagem religiosa e de apoio aos feridos na guerra. O premiê desejou um bom descanso de sábado aos judeus e afirmou que superou mais este desafio. O relatório oficial confirma que Netanyahu está apto para exercer todas as funções do cargo sem restrições.
Foram registradas apenas três travessias nas últimas 12 horas
Foto: Reprodução/X
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanecia praticamente parado na segunda-feira (20), com apenas três travessias nas últimas 12 horas, de acordo com dados de navegação.
O petroleiro Nero, que está sob sanções do Reino Unido, deixou o Golfo e estava navegando pelo Estreito na segunda-feira, segundo análise de satélite dos especialistas em análise de dados SynMax e dados de rastreamento da plataforma Kpler.
Dois navios separados — um navio-tanque de produtos químicos e um navio-tanque de gás liquefeito de petróleo — navegaram para o Golfo através da hidrovia vital separadamente na segunda-feira, mostraram os dados.