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‘Os exportadores brasileiros sofrerão grande impacto. Empresas que vendem para os EUA podem enfrentar enormes perdas’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O presidente dos EUA, Donald Trump; republicano determinou aplicação de taxa de 50% sobre os produtos exportados pelo Brasil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

Eduardo Berbigier*

A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas de 50% em produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto, é uma medida drástica com sérias implicações. Vai além da questão comercial.

A decisão do republicano reflete a percepção de Washington de um afastamento do Brasil de sua esfera de influência, com aproximação de China, Rússia e demais países-membros do Brics. Essa postura de Trump provavelmente deriva também das constantes manifestações e ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ele e seu governo.

Em carta a Lula, Trump justificou as tarifas como resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O norte-americano citou que ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal “censuram” redes sociais norte-americanas, inibindo a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, entre outros inúmeros motivos.

A reação do governo brasileiro, defendendo a soberania do país e prometendo corresponder a iniciativa com base na Lei Brasileira de Reciprocidade Econômica, pode elevar a tensão.

Contudo, é importante que o público compreenda o que significa uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. Na prática, nossos produtos se tornam proibitivamente caros para o consumidor norte-americano, aniquilando sua competitividade.

Lula Brics tarifas Trump
O presidente Lula, em discurso na edição 2025 da reunião da cúpula do Brics, que ocorreu neste mês no Rio de Janeiro | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Situação de exportadores diante da nova tarifa

Os exportadores brasileiros sofrerão grande impacto. Empresas que vendem para os EUA podem enfrentar enormes perdas. Essas corporação terão que reavaliar imediatamente suas estratégias: buscar novos mercados, otimizar custos para tentar absorver parte da tarifa ou, em um horizonte mais longo, considerar a transferência de produção para dentro dos EUA.

Produtos como café, suco de laranja, aço e petróleo, nos quais o Brasil é um fornecedor-chave, terão seus preços inflacionados nos EUA. Isso forçará os norte-americanos a buscarem outros fornecedores, o que pode gerar desafios logísticos e de custo para eles.

Investidores devem estar cientes de que a volatilidade do mercado financeiro tende a aumentar, com provável queda do real e das ações de empresas brasileiras com exposição aos EUA. Será o reflexo direto das incertezas.

A inflação do café atingiu mais de 85% de junho de 1994 a maio de 1995, influenciada pelo último mês antes da nova moeda | Foto: KamranAydinov/Freepik
Com novas tarifas, o cafézinho brasileiro ficará mais caro para os consumidores norte-americanos | Foto: KamranAydinov/Freepik

Algumas sugestões

Seguem, abaixo, algumas sugestões básicas para que empresários, produtores rurais, exportadores e cidadãos naveguem por esse momento em que a informação e a preparação são as melhores ferramentas.

A volatilidade é natural em momentos de incerteza. Então, a primeira recomendação é evitar decisões precipitadas baseadas no medo, pois essas tendem a causar prejuízos.

Empresas exportadoras devem realizar um cálculo imediato do impacto da tarifa de 50% em seus custos, preços e margens de lucro. É fundamental saber qual será o novo custo do seu produto no mercado americano.

Verificar se seus fornecedores ou insumos são afetados indiretamente por essa tarifa. Preparar-se para buscar alternativas ou renegociar contratos, se necessário.

Esta é a oportunidade, ou a necessidade, de acelerar a busca por novos mercados consumidores: países do Brics, da América Latina, da Europa e da Ásia podem se tornar destinos ainda mais estratégicos para exportações.

Analisar cuidadosamente seus contratos de exportação e importação, verificando a existência de cláusulas de força maior ou de revisão de preços que possam ser acionadas diante dessa mudança drástica nas condições comerciais.

Manter um canal aberto com associações setoriais (agronegócio, indústria e comércio) e órgãos governamentais (Ministério das Relações Exteriores e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), que são os principais centros de informação e de articulação para medidas de apoio ou contrapartida.

A situação é extremamente fluida e dominada pela política. Mudanças podem ocorrer a qualquer momento. Acompanhar o noticiário por fontes confiáveis e consultar especialistas regularmente.

As empresas podem precisar de assessoria jurídica especializada para contestar a aplicação de tarifas (se houver base legal) ou para navegar por processos aduaneiros e de comércio exterior mais complexos que possam surgir.

É um momento de ação estratégica, planejamento cuidadoso e busca por orientação qualificada para mitigar riscos e, quem sabe, identificar novas oportunidades que possam surgir desse cenário adverso.

Em suma, a imposição de tarifas por Trump é um desafio complexo para o Brasil. Isso exige uma reorientação estratégica por parte do governo e do setor privado.


Medida vale a partir de 1º de agosto

Donald Trump Foto: EFE/EPA/SPENCER COLBY

Nesta quarta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa deverá entrar em vigor em 1º de agosto.

Ao justificar o aumento da tarifa sobre o Brasil, Trump citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, Trump afirmou ainda que a decisão de aumentar a taxa foi tomada “em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

De acordo com a carta, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”. As informações são do G1.

Leia, a carta na íntegra:

9 de julho de 2025
Sua Excelência
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Prezado Sr. Presidente:

Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!

Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.

Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.

Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.

Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!

Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.

Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.

Muito obrigado por sua atenção a este assunto!

Com os melhores votos, sou,
Atenciosamente,
DONALD J. TRUMP
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Informações Pleno News


Premiê reconheceu os feitos do presidente para pacificar o conflito com o Irã

Aliado de Trump, Netanyahu apoia ofensiva e cobra firmeza contra regime iraniano | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Aliado de Trump, Netanyahu apoia ofensiva e cobra firmeza contra regime iraniano | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entregou ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump uma carta de recomendação à Comissão do Prêmio Nobel, o que formaliza sua indicação para o Nobel da Paz. O encontro entre os dois líderes ocorreu nesta segunda-feira, 7, em Washington.

Netanyahu afirmou que a nomeação se deve aos esforços de Trump no Oriente Médio. “Temos bons resultados no passado e teremos ainda mais”, declarou o presidente norte-americano ao lado do premiê. Na reunião, Netanyahu exibiu um documento enviado ao comitê norueguês responsável pelo prêmio, no qual ressalta a importância da atuação de Trump em processos de paz na região.

Durante o encontro, Trump reiterou seu posicionamento sobre a guerra na Faixa de Gaza: “Quero acabar com guerras, não gosto de ver pessoas morrendo”, afirmou. A Casa Branca já havia anunciado anteriormente o fim do conflito em Gaza como prioridade do presidente.

O processo de indicação ao Nobel é sigiloso e conduzido por um comitê de cinco membros nomeados pelo Parlamento norueguês. As candidaturas devem ser submetidas até 1º de fevereiro de cada ano. Os vencedores são anunciados em outubro e recebem o prêmio em cerimônia realizada em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel, criador da distinção.

Trump já foi indicado outras vezes

A carta de Netanyahu foi entregue depois do prazo de 2025, o que sugere que sua indicação se refere à edição de 2026. O comitê não divulga publicamente a lista de indicados, mas os proponentes podem optar por tornar pública sua recomendação.

Trump já havia sido nomeado anteriormente por congressistas norte-americanos e parlamentares europeus. Em 2018, foi indicado por seu trabalho para reduzir tensões nucleares com o regime socialista da Coreia do Norte. Em 2021, recebeu novas indicações por sua atuação no Oriente Médio.

Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, da China, no G20, em 2019
Donald Trump e Xi Jinping, no G20, em 2019 | Foto: Reprodução/Xinhua

Conforme o testamento de Alfred Nobel, o prêmio da paz deve ser concedido à pessoa que tiver realizado “o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pela promoção de congressos de paz”. Entre os laureados anteriores estão os ex-presidentes norte-americanos Barack Obama (2009), Jimmy Carter (2002) e Theodore Roosevelt (1906).

Na noite desta terça-feira, 8, uma nova reunião em Washington dá continuidade às tratativas do dia anterior. As conversas entre Trump e Netanyahu os dois líderes têm como foco central o conflito em curso na Faixa de Gaza, bem como as condições para um eventual cessar-fogo.

Informações Revista Oeste


Acusação de Masoud Pezeshkian ocorreu em entrevista concedida ao jornalista Tucker Carlson

Masoud Pezeshkian Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Israel tentou assassiná-lo durante uma reunião de altos comandantes em uma data não especificada, mas que a inteligência iraniana conseguiu frustrar o plano. A declaração foi feita em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Tucker Carlson.

A entrevista foi divulgada na noite deste domingo (6) na conta de Carlson na rede social X. Na conversa, Carlson perguntou a Pezeshkian se seria verdade que Israel tentou assassiná-lo.

– Sim, eles tentaram e agiram para tanto, mas falharam. Foi durante uma reunião. Estávamos discutindo como poderíamos seguir em frente, mas graças aos serviços de inteligência, e aos indícios que tinham, [soubemos que] tentaram bombardear a região onde estávamos reunidos -declarou.

Na entrevista, Pezeshkian apressou-se em esclarecer um detalhe.

– É claro que não foram os Estados Unidos que tentaram acabar com a minha vida, foi Israel (…). Peço aos Estados Unidos que não se deixem enganar por [o primeiro-ministro israelense] Netanyahu, que não se deixem arrastar para essa espécie de guerra – complementou.

Carlson também perguntou a Pezeshkian se seria verdade que o Irã planejou atentar contra Trump ou se tem “células adormecidas” prontas para atacar em solo americano, mas o iraniano desqualificou ambas as afirmações.

– É o que Netanyahu quer fazer vocês acreditarem, o presidente do seu país, mas é falso, porque Netanyahu tem a própria agenda, que é empurrar os EUA para uma guerra interminável – finalizou.

*EFE


Líderes estavam desaparecidos há mais de dois meses

As oito vítimas foram localizadas em vala Foto: Divulgação/Ministério Público da Colômbia

As autoridades colombianas localizaram, na última terça-feira (1º), os corpos de oito líderes religiosos em uma vala comum na zona rural de Calamar, no departamento de Guaviare. As vítimas atuavam em ações humanitárias e de evangelização na região quando desapareceram, meses atrás.

De acordo com o Ministério Público, os cristãos teriam sido convocados por integrantes dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), especificamente pela Frente Armando Ríos, sob o comando de um líder conhecido como Iván Mordisco.

A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma tentativa de impedir o surgimento de uma célula do Exército de Libertação Nacional (ELN) no local. No entanto, não há evidências de que as vítimas mantinham qualquer vínculo com grupos armados.

A descoberta dos corpos ocorreu após a prisão, em maio, de um membro do grupo guerrilheiro. O celular do detido continha imagens que ajudaram a identificar os religiosos e confirmaram o crime.

As vítimas foram identificadas como James Caicedo, Óscar García, Máryuri Hernández, Maribel Silva, Isaid Gómez, Carlos Valero, Nixon Peñaloza e Jesús Valero. Todos pertenciam às organizações evangélicas Alianza de Colombia e Cuadrangular.

A Confederação Evangélica da Colômbia (CEDECOL) divulgou nota condenando o assassinato e manifestando solidariedade às famílias. No comunicado, a entidade pediu celeridade nas investigações e proteção efetiva aos líderes religiosos que atuam em regiões vulneráveis.

Informações Pleno News


Em um documento ministerial, o bloco defende que as tarifas são “inconsistentes com as regras da OMS”, mas evita citar o presidente americano

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os ministros de finanças e os presidentes dos Bancos Centrais do Brics desaprovaram o aumento unilateral de tarifas que “distorcem o comércio” e são “inconsistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”. Mesmo sem citar diretamente os Estados Unidos, a mensagem é uma referência clara às políticas tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump desde o início do ano.

Segundo matéria da Agência Brasil, a declaração é parte do documento ministerial publicado neste sábado (5), ao fim do encontro no Rio de Janeiro que precede à Cúpula dos Líderes do Brics, no domingo (6) e segunda (7).

“Os membros do BRICS demonstraram resiliência e continuarão a cooperar entre si e com outros países para salvaguardar e fortalecer o sistema multilateral de comércio não discriminatório, aberto, justo, inclusivo, equitativo, transparente e baseado em regras, tendo a OMC como seu núcleo, evitando guerras comerciais que possam mergulhar a economia global em recessão ou prolongar ainda mais o crescimento contido”, diz o trecho do documento sobre o tema.

Além do documento ministerial, foram publicados outros dois documentos específicos sobre a revisão das cotas do FMI e de apoio à Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Cooperação Tributária Internacional.

Na publicação que defende a reforma do sistema financeiro internacional, os ministros do Brics dizem que as cotas do FMI não acompanham o crescimento acelerado dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento.

“O realinhamento de cotas deve refletir as posições relativas dos membros na economia global, protegendo ao mesmo tempo as cotas dos membros mais pobres. Uma fórmula de cotas simples, equilibrada e transparente, que considere fatores e variáveis ​​relevantes, como o PIB dos membros em Paridade do Poder do Povo (PPP), deve servir como uma ferramenta orientadora em um processo inclusivo de realinhamento de cotas”, diz um trecho.

A declaração sobre cooperação tributária defende um sistema internacional mais inclusivo, com transparência fiscal e fomento do diálogo global, que contribuam para redução das desigualdades.

“Nossos esforços devem promover a assistência mútua eficaz em questões tributárias, aumentar a transparência e combater os fluxos financeiros ilícitos relacionados a impostos, bem como coibir práticas tributárias prejudiciais e a evasão fiscal, inclusive por parte de indivíduos com alto patrimônio líquido”, diz um trecho.

COP 30

Na declaração principal dos ministros, a COP 30, que será realizada em novembro em Belém, também aparece como tema de destaque. Eles defendem maior envolvimento dos ministérios da Fazenda e dos Bancos Centrais nas discussões, especialmente quanto ao objetivo de alcançar 1,3 trilhão em financiamento climático.

“Reconhecemos também a necessidade de enfrentar os desafios estruturais decorrentes das mudanças climáticas e das transições energéticas, da biodiversidade e da conservação da natureza, das mudanças demográficas e da digitalização, entendendo que lidar com eles também apresenta oportunidades significativas de investimento e crescimento em desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”, diz o trecho.

Informações Bahia.ba


O país foi alvo de 11 mísseis e 539 drones disparados pelas forças russas

Foto: Presidência da Rússia

A Ucrânia viveu sua pior noite de bombardeio desde o início da guerra contra a Rússia nesta sexta-feira (4) com os ataques deixando ao menos 23 pessoas feridas. A ofensiva russa ocorre logo após uma ligação entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder americano, Donald Trump. O país foi alvo de 11 mísseis e 539 drones disparados pelas forças russas.

Segundo matéria do portal UOL, a Força Aérea da Ucrânia informou que o ataque desta sexta foi o maior já sofrido pelo país desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Apesar disso, o exército ucraniano afirma ter abatido 270 dos 550 ataques, com outros 208 drones sendo desviados. Nove mísseis e 63 drones atingiram seus alvos, e destroços de drones interceptados caíram em pelo menos 33 localidades. Até o momento não foram registradas mortes.

O principal alvo dos ataques foi a capital ucraniana, Kiev, que teve prédios e ruas atingidos, além de sua infraestrutura ferroviária danificada. A embaixada da Polônia no país também registrou danos. Destroços de drones, a maioria do tipo Shahed, de fabricação iraniana – provocaram um incêndio em uma instalação médica no distrito de Holosiivskyi, segundo o prefeito Vitali Klitschko.

Ligação entre Trump e Putin

O ataque ocorreu logo após uma ligação entre Trump e Putin. Pouco antes da ofensiva, o presidente americano afirmou à imprensa ter tido uma longa conversa com o chefe de Estado russo, mas que a ligação não levou a “nenhum progresso”. Na conversa, Putin insistiu que a Rússia “não abrirá mão de seus objetivos” na Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o alerta antiaéreo foi acionado logo após o fim da ligação entre Trump e Putin. “Mais uma vez, a Rússia demonstra que não tem intenção de terminar com a guerra e com o terror”, declarou Zelensky.

EUA deixou de fornecer armas à Ucrânia

No início da semana, os EUA suspenderam o fornecimento de parte de seu armamento para a Ucrânia. Kiev alertou que a decisão comprometeria sua capacidade de repelir ataques aéreos e de frear o avanço de tropas russas.

O assunto deve ser discutido durante um telefonema entre Zelensky e Trump agendado para esta sexta. Apesar da suspensão de armamento, o presidente americano afirmou que seu governo está “tentando ajudar” a Ucrânia, mas que o governo de seu antecessor, Joe Biden, teria desfalcado os estoques de armas americanas ao entregá-las às forças ucranianas. “Biden esvaziou nosso país dando armas a eles, e temos que garantir que temos [armas] o suficiente para nós mesmos”, disse Trump.

Informações Bahia.ba


Catar e Egito também participam das conversas, que têm o objetivo de definir um novo cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista

Hamas negociações cessar-fogo
Apesar do avanço, fim das conversas com o Hamas é incerto | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Uma proposta de cessar-fogo de 60 dias entre Israel e o Hamas voltou a ser debatida nesta quarta-feira, 3 de julho. As negociações são conduzidas pelos Estados Unidos (EUA), Catar e Egito. 

O plano prevê a libertação imediata de 10 reféns vivos e 18 corpos de israelenses em Gaza. Em troca, palestinos presos seriam soltos, a ajuda humanitária aumentaria e tropas israelenses sairiam parcialmente de áreas civis. Fontes indicam que líderes do Hamas em Doha foram instruídos a entregar suas armas.

Apesar do avanço, o fim das conversas com o grupo terrorista ainda é incerto. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que não aceitará acordo que deixe o Hamas governar Gaza. “A vitória é eliminar as capacidades militares e políticas do Hamas, garantir a liberdade dos reféns e impedir futuras ameaças”, afirmou.

O Hamas analisa os termos, mas exige o fim da guerra e a saída total das forças israelenses. Até agora, o grupo não deu resposta formal.

Um ponto-chave é a administração de Gaza depois da trégua. Israel rejeita qualquer papel do Hamas. Mediadores árabes querem que a Autoridade Palestina participe da gestão, dependendo de reformas internas e apoio popular.

O plano inclui a Organização das Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para monitorar a ajuda humanitária, algo que ainda não aconteceu desde outubro de 2023. Naquele mês, o Hamas atacou Israel e matou mais de 1,2 mil pessoas.

EUA e acordo com Hamas

A proposta ganhou atenção depois de Donald Trump dizer que “Israel está pronto para um acordo” e que a crise será resolvida “quando eu voltar à Casa Branca”. Diplomatas israelenses receberam o comentário com cautela, pois Trump não participa das negociações.

No governo israelense, a trégua gera divisões. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança, e Bezalel Smotrich, das Finanças, ameaçam deixar a coalizão se Netanyahu aceitar o plano sem eliminar o Hamas. Familiares de reféns e grupos civis pressionam por acordo que liberte os sequestrados e alivie a crise humanitária.

Dados do Hamas, não verificados, indicam mais de 38 mil mortes em Gaza desde o início da guerra. Israel sofreu centenas de baixas entre soldados. Mais de 50 reféns seguem sob poder do grupo islâmico.

Negociadores em Washington, Doha e Cairo mantêm conversas reservadas. “Ainda não há acordo, só uma proposta. Muitos obstáculos à frente”, disse à Reuters um alto funcionário da Casa Branca.

Informações Revista Oeste


Presidente da Argentina discursou nesta quinta-feira, 13, ao passar a presidência pro tempore do Mercosul a Lula

Javier Milei, presidente da Argentina, discursou na cúpula do Mercosul nesta quinta-feira, 3 de julho | Foto: Reprodução/YouTube
Javier Milei, presidente da Argentina, discursou na cúpula do Mercosul nesta quinta-feira, 3 de julho | Foto: Reprodução/YouTube

Em discurso na cúpula do Mercosul nesta quinta-feira, 3, o presidente da Argentina, Javier Milei, cobrou publicamente que o Brasil, que assume a presidência pro tempore do bloco sul-americano, atue para combater o crime organizado transnacional. 

Em sua última participação na presidência do Mercosul, Milei também citou detenções ilegais na Venezuela, ditadura governada pelo aliado histórico de Lula, Nicolás Maduro. 

“Encerro esta presidência deixando este compromisso para a próxima presidência do bloco, liderada pelo Brasil, confiante de que juntos seremos capazes de dotar o Mercosul da ferramenta necessária para combater eficazmente o crime organizado transnacional. Nessa mesma linha, não podemos ignorar os inúmeros casos de detenções ilegais na Venezuela”, enfatizou o presidente Javier Milei, que exigiu “a pronta libertação” dos presos.

Milei defende mais liberdade e reformas no Mercosul

O presidente Javier Milei pediu reformas dentro do bloco Mercosul e fez um alerta aos países membros. “Devemos parar de pensar no Mercosul como um escudo que nos protege do mundo e começar a pensar nele como uma lança que nos permite penetrar efetivamente nos mercados globais.”

Segundo ele, a Argentina precisa de liberdade para chegar a outros mercados e, por isso, o país irá junto com o bloco ou sozinho. “Embarcaremos no caminho da liberdade, juntos ou sozinhos, porque a Argentina não pode esperar. Precisamos urgentemente de mais comércio, mais atividade econômica, mais investimentos e mais empregos. É por isso que precisamos urgentemente de mais liberdade.”

E prosseguiu: “Nossa nação decidiu deixar para trás décadas de estagnação, e cabe aos parceiros do Mercosul decidir se querem nos ajudar a continuar no caminho que escolhemos.”

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Embaixador diz que enriquecimento de urânio vai continuar; agência internacional contradiz EUA sobre o impacto de ataques

Amir-Saeid Iravani, embaixador do Irã, durante reunião na ONU: programa de enriquecimento de urânio vai continuar | Foto: Reprodução/Twitter/X
Amir-Saeid Iravani, embaixador do Irã, durante reunião na ONU: programa de enriquecimento de urânio vai continuar | Foto: Reprodução/X

No 633º dia da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o Irã voltou a reafirmar sua determinação em manter o programa nuclear. O embaixador do país na Organização das Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, declarou, neste domingo, 29, que o enriquecimento de urânio “nunca vai parar”. Segundo ele, trata-se de um direito assegurado pelo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares para fins pacíficos.

À rede norte-americana CBS News, Iravani afirmou que o Irã está aberto ao diálogo. Rejeitou, contudo, o que classifica de exigências de “rendição incondicional”. Para o diplomata, o momento atual não é propício para novas negociações. “Estamos prontos para conversar, mas, depois dessa agressão, não há condições apropriadas para uma nova rodada de diálogo.”

Irã pode retomar produção nuclear, diz agência

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que o Irã mantém intacta a capacidade de retomar o enriquecimento de urânio e que isso pode ocorrer em poucos meses. A declaração contradiz autoridades dos Estados Unidos, que alegam que ataques militares recentes teriam desmantelado grande parte da infraestrutura nuclear iraniana.

As palavras de Grossi estão em linha com avaliações preliminares da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, que apontam apenas uma interrupção temporária nas atividades iranianas, sem prejuízo estrutural significativo.

Enquanto isso, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, convocou uma reunião emergencial com os chefes das Forças de Defesa e da segurança interna, depois de uma série de ataques violentos de colonos israelenses contra soldados do próprio Exército em áreas da Cisjordânia.

Gallant prometeu “medidas firmes” para coibir a violência e advertiu: “Ninguém ousará levantar a mão contra nossas forças”. Ele também ressaltou o compromisso dos reservistas em serviço desde o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023, e afirmou que o governo não permitirá que uma minoria extremista ameace a segurança nacional.

Informações Revista Oeste

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