Cinco dos maiores bancos que atuam no Brasil – Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual – teriam recebido, na última terça-feira (2), uma comunicação oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos no qual o órgão solicitou informações sobre como essas instituições estão aplicando a Lei Magnitsky no caso do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que noticiou o caso a partir de informações obtidas de fontes, o ofício foi enviado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac). O veículo informou ainda que os departamentos jurídicos das instituições financeiras ainda analisam o documento. Na solicitação, o Ofac indaga quais ações foram ou estariam sendo adotadas pelas instituições para cumprir a sanção a Moraes.
Após o envio da notificação, caso o Tesouro americano identifique irregularidades, poderão ser impostas penalidades aos bancos, incluindo multas e eventuais punições individuais a executivos. Coincidentemente, o ofício teria sido enviado exatamente no mesmo dia em que o STF começou a julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.
Moraes foi incluído no fim de julho na lista de pessoas sancionadas pelo governo Trump. A decisão implica congelamento de bens ou ativos nos Estados Unidos e proibição de transações com entidades americanas, o que afeta até mesmo operações financeiras ligadas a bandeiras internacionais de cartões, como Visa e Mastercard.
À Folha, um porta-voz do Departamento do Tesouro informou que o órgão não comenta correspondências específicas com instituições financeiras, mas afirma manter diálogo contínuo para esclarecer regras e expectativas de conformidade. Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que não teve acesso a eventuais notificações e que essas comunicações, quando existem, são confidenciais.
Em nota, o Santander declarou apenas que cumpre rigorosamente as legislações nacionais e internacionais aplicáveis, sem entrar em detalhes sobre o caso. Os demais bancos não se pronunciaram.
Primeira paróquia dedicada ao santo jovem está localizada na Zona Sul de São Paulo
Carlo Acutis, o santo millenial Foto: EFE/ Cristina Cabrejas
No próximo domingo (7), o papa Leão XIC irá canonizar Carlo Acutis, um jovem itálo-britânico que faleceu de leucemia em 2006, aos 15 anos. Por sua tenra idade, ele ficou conhecido por usar moletom, calça jeans e jogar videogame, tornando-se o primeiro millennial a se tornar santo pela Igreja Católica.
Filho de uma família religiosa, Acutis criou ainda adolescente um site para catalogar milagres e aparições da Virgem Maria. Sua vida curta, ligada à fé e ao mundo digital, fez dele um símbolo de santidade para a juventude do século 21.
Após a sua morte, começaram a surgir milagres atribuídos ao jovem. O primeiro deles ocorreu no Brasil, em Mato Grosso do Sul, quando um menino chamado Matheus Vianna foi curado de uma doença congênita no pâncreas. A junta médica confirmou o caso, que foi aceito pelo Vaticano durante o processo de beatificação.
Além desse vínculo, a data escolhida para a canonização também chama atenção. Acutis morreu em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e será canonizado em 7 de setembro, dia da independência do país.
A primeira paróquia dedicada a Carlo Acutis no mundo fica em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Localizada na Avenida João Dias, a igreja se tornou ponto de peregrinação para fiéis de diferentes lugares, que enxergam no jovem santo um modelo de fé próximo da juventude católica. As informações são da Folha de S.Paulo.
Caso a medida seja implementada, será a segunda alteração promovida pelo presidente norte-americano no sistema eleitoral durante este mandato
O presidente dos EUA, Donald Trump, observa, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C. – 14/8/2025 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Uma nova proposta do presidente Donald Trump pretende tornar obrigatória a apresentação de identificação em todas as eleições nos Estados Unidos. O anúncio foi feito no sábado 30, por meio de publicação na rede Truth Social.
“A identidade do eleitor deve constar em todos os votos”, afirmou o presidente por meio das redes sociais. “Sem exceções! Vou cumprir uma ordem executiva para esse fim!”
Segunda mudança no sistema eleitoral dos EUA
Caso a medida seja implementada, será a segunda alteração promovida por Trump no sistema eleitoral durante este mandato. Em 25 de março, o presidente já havia assinado decreto exigindo comprovação de cidadania para votar, citando exemplos do Brasil e da Índia ao justificar a mudança e reforçar a segurança do processo eleitoral.
Desde seu primeiro mandato, Trump tem colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral dos Estados Unidos, alegando que a derrota para Joe Biden em 2020 resultou de fraude. Ele e aliados também levantam suspeitas sobre votos de imigrantes, embora não haja evidências de que isso ocorra de forma significativa.
Trump também defende o fim das urnas eletrônicas e o retorno às cédulas de papel
O presidente também defende o fim das urnas eletrônicas e o retorno às cédulas de papel, com contagens manuais. Em agosto, Trump prometeu proibir tanto o voto por correio quanto as máquinas eletrônicas antes das eleições legislativas de 2026.
A votação nacional marcada para 3 de novembro de 2026 será o primeiro grande teste das políticas internas e exteriores de Trump desde sua volta ao cargo em janeiro, com os democratas buscando retomar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado para tentar barrar a agenda do presidente republicano.
O ataque atingiu também matou um membro da Defesa Civil
Foto: Reprodução / @netanyahu
Um ataque israelense vitimou quatro jornalistas nesta segunda-feira (25). A investida aconteceu em um hospital Naserde Khan Yunis, na Faixa de Gaza. Só hoje foram mortas 15 pessoas. O ataque atingiu também matou um membro da Defesa Civil. A informação foi confirmada por autoridades palestinas.
Os repórteres trabalhavam reportando a guerra em Gaza para jornais internacionais e foram identificados como Hossam al-Masri, da agência Reuters; Mohammed Salama, do canal Al Jazeera, Miriam Abu Daqa, freelancer que trabalhava com a Associated Press, e Moz Abu Taha, do canal americano NBC.
Um outro profissional da Reuters também ficou ferido e agência afirmou que busca “urgentemente” mais informações. À imprensa local, a Reuters disse que está “devastada” com o acontecimento e que pediu ajuda de Israel e das autoridades palestinas para retirar Hatem Khaled, repórter ferido, do local.
Até o momento, o Exército de Israel não comentou sobre o ataque até o momento. Uma fonte militar disse que o bombardeio não foi cometido pela Força Aérea, segundo o jornal Times of Israel.
Outras mortes
As mortes acontecem duas semanas após cinco repórteres da Al Jazeera serem mortos em um ataque na Cidade de Gaza. Em resposta, o governo de Israel alegou que um deles era “membro do Hamas”. Ao todo, 186 jornalistas morreram em Gaza. Segundo o Comitê de Proteção a Jornalistas, 178 desses mortos foram vítimas de ataques israelenses.
Os ministérios da Defesa e dos Portos e Aeroportos do governo Lula (PT) deverão prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional sobre a entrada em território brasileiro de uma aeronave militar dos Estados Unidos, que fez pousos em Porto Alegre (RS) e em Guarulhos (SP) nesta terça-feira (19). O pedido foi feito por três parlamentares do PSOL.
De acordo com o requerimento, assinado pelo deputado Glauber Braga (RJ) e pelas deputadas Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP), a gestão federal deverá informar detalhes sobre a operação e a finalidade da missão. O avião em questão é um Boeing 757 utilizado pela Força Aérea dos EUA e que costuma transportar autoridades americanas, incluindo integrantes da Agência Central de Inteligência, a CIA.
Os parlamentares querem saber se o governo americano fez um pedido formal para a operação, quais termos foram estabelecidos, quem estava a bordo da aeronave e se houve desembarque de equipamentos ou carga. Também questionam se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi comunicada previamente, se houve apresentação de plano de voo e se toda a documentação exigida pela legislação brasileira foi cumprida.
No requerimento, os deputados afirmam que a presença de um avião militar estrangeiro em solo brasileiro, sem informações claras e públicas sobre sua missão, “levanta preocupações relevantes que merecem ser sanadas”. Caso os ministérios optem por classificar algum dado como sigiloso, terão que justificar a decisão formalmente.
SOBRE O POUSO O Boeing C-32B, que é uma versão militar do Boeing 757-200, despertou curiosidade justamente pelo fato de não ter qualquer identificação e pela ausência de divulgação oficial de informações sobre o motivo de sua missão, pousou primeiramente em Porto Alegre (RS) e horas depois seguiu para Guarulhos (SP).
Segundo registros do site FlightRadar, o avião partiu de uma base aérea em Wrightstown, em Nova Jérsei, na última segunda (18), e seguiu para Tampa, na Flórida; depois para San Juan, em Porto Rico; e, de lá, voou até Porto Alegre, onde pousou por volta das 17h13 desta terça. A decolagem seguinte ocorreu às 20h03, com destino a Guarulhos, onde o avião chegou às 21h48 e permanecia até a manhã desta quarta (20).
A operação foi confirmada pelas concessionárias que administram os dois aeroportos brasileiros. Em nota, a Fraport, responsável pelo terminal gaúcho, confirmou o pouso e disse que a aeronave seguiu para Guarulhos. Já a GRU Airport, responsável pelo terminal da cidade paulista, reforçou que a chegada da aeronave contou com autorização do Ministério da Defesa do Brasil.
Fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que o avião transportava diplomatas norte-americanos destinados ao Consulado dos EUA em Porto Alegre. O Ministério da Defesa brasileiro também confirmou à emissora que a aeronave estava regular e que possuía plano de voo.
*Pleno.News Foto: Reprodução/YouTube Aircraft. Picmove. Military
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que mobilizará 4,5 milhões de milicianos armados como resposta aos Estados Unidos, que elevaram para 50 milhões de dólares (R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do chavista e reforçaram a presença militar no Caribe e na América Latina.
– Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas – disse ele, em anúncio transmitido pela TV.
Criada pelo ex-líder venezuelano Hugo Cháves com o objetivo de “defender a nação”, a Milícia Bolivariana conta com 5 milhões de reservistas e é uma das cinco integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). No pronunciamento desta segunda-feira (18), Maduro prometeu expandir a milícia para várias áreas da sociedade.
– Seguirei avançando no plano de ativação das milícias camponesas e das milícias operárias, em todas as fábricas e centros de trabalho de todo o país. Nenhum império vai tocar a terra sagrada da Venezuela. (…) Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria! – adicionou Maduro, durante seu pronunciamento.
As falas do chavista ocorrem após os Estados Unidos endurecerem o cerco ao regime venezuelano. Além de aumentar a recompensa por Maduro – o valor fixado pelo ex-presidente Joe Biden era de 25 milhões de dólares (R$ 136 milhões) -, a administração Trump disse que o líder da Venezuela é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.
O senador estadunidense, Bernie Moreno, por sua vez, previu que Maduro não estará no comando da Venezuela em dezembro.
– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou no 10° Congresso Empresarial Colombiano.
Os EUA ainda decidiram deslocar mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para o mar do Caribe, além de um submarino de ataque com propulsão nuclear, destróieres, cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon. O objetivo, segundo o país, é fazer uma operação contra cartéis de drogas.
Governo Trump anunciou o aumento da recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta ao que definiu como “ameaças” dos Estados Unidos, após o governo de Donald Trump aumentar a recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano e lançar uma operação antidrogas com militares no Caribe.
“Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas”, anunciou Maduro em ato transmitido pela TV, ao ordenar “tarefas perante a renovação das ameaças” dos Estados Unidos contra a Venezuela.
Segundo matéria do jornal Estadão, a Milícia convocada por Maduro foi criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, morto em 2013, e conta atualmente com aproximadamente cerca de 5 milhões de reservistas. Posteriormente, a célula se tornou um dos cinco componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).
Maduro agradeceu pelas manifestações de apoio diante do que chamou de “repetição podre” de ameaças. “Os primeiros a manifestar solidariedade e apoio a este presidente trabalhador que aqui está foram os militares desta pátria”, destacou o líder venezuelano, que pediu às bases políticas do seu governo que avancem na formação das milícias camponesas e operárias “em todas as fábricas”.
“Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, proclamou Maduro. “Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria!”.
Recompensa por Maduro
No início do mês, o governo Trump anunciou que dobrou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (R$ 273,1 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro. Washington acusa o líder chavista de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.
No anúncio feito pela secretária de Justiça americana, Pam Bondi, em um vídeo publicado na rede social X, ela acusa o presidente venezuelano de utilizar organizações criminosas internacionais, incluindo a facção venezuelana Tren de Aragua e o cartel mexicano de Sinaloa, para introduzir drogas e fomentar a violência nos EUA.
Ainda de acordo com a procurada, 30 toneladas de cocaína relacionadas a Maduro e seus aliados já foram confiscadas pela agência antidrogas americana (a DEA, na sigla em inglês). O Departamento de Justiça também já teria apreendido mais de US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) em ativos vinculados a ele, incluindo dois jatos privados, nove veículos e outros bens.
“Sob a liderança do presidente Trump, Maduro não escapará da Justiça e responderá por seus crimes atrozes”, afirmou Bondi, ao justificar o aumento da recompensa.
A relação entre EUA e Venezuela está rompida desde o primeiro mandato de Trump (2017–2021). Em 2020, Washington acusou formalmente Maduro de narcoterrorismo e de conspiração para o tráfico de drogas, oferecendo inicialmente US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura.
O histórico da hostilidade de Trump contra Maduro remonta a 2019, quando o republicano reconheceu Juan Guaidó como presidente interino e impôs sanções severas, incluindo um embargo ao petróleo venezuelano. A estratégia, no entanto, fracassou em derrubar o chavista, e a própria oposição encerrou o governo simbólico de Guaidó em 2023.
Aduanas para trânsito de veículos estarão fechadas das 0h às 21h deste domingo (17). Cerca de 7,5 milhões de bolivianos vão às urnas em eleições onde candidatos de direita são favoritos.
A Bolívia fechou a fronteira com o Brasil neste domingo (17) devido às eleições gerais. O trânsito de veículos está suspenso, e a passagem entre os dois países só pode ser feita a pé, das 0h às 21h.
A medida foi adotada por autoridades bolivianas como parte do esquema de segurança para o dia da votação. Durante esse período, a entrada no país só será permitida em casos emergenciais e com autorização prévia.
No lado brasileiro, a Polícia Federal mantém o atendimento nos postos de fiscalização migratória. Já a segurança na Bolívia está sob responsabilidade das Forças Armadas do país.
Em Corumbá (MS), única cidade de Mato Grosso do Sul com votação boliviana, cerca de 12 mil bolivianos devem votar neste domingo no consulado do país. No Brasil, segundo o órgão, 47 mil bolivianos estão aptos a votar.
Cerca de 7,5 milhões de bolivianos votam neste domingo (17) em eleições presidenciais com favoritismo de candidatos de direita.
Os eleitores vão votar para presidente, vice-presidente, senador e deputados. Segundo pesquisas de intenção de votos recentes, a eleição deste ano deve romper com o histórico recente do país e pode ter, pela primeira vez, um segundo turno.
Conforme as pesquisas eleitorais mais recentes, é a primeira vez em 20 anos que os partidos de esquerda não lideram a disputa. Os dois principais candidatos são de direita e centro-direita:
O empresário Samuel Doria Medina, da Aliança Unidade, ex-ministro do Planejamento;
O ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da Aliança Livre.
O único candidato de esquerda entre os cinco mais bem colocados é Andrónico Rodríguez, da Aliança Popular. A esquerda boliviana enfrenta forte queda desde a crise política envolvendo Evo Morales, que governou o país por 13 anos.
Este cenário, de um possível segundo turno pode ocorrer pela primeira vez desde 2009, quando o sistema foi implementado. A possibilidade se deve à grande fragmentação dos votos entre os candidatos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, têm encontro marcado para a próxima segunda-feira (18/8). Os chefes de Estado conversam em meio a uma busca do que Trump chamou de “acordo de paz” que coloque fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.
O encontro se dá após Trump receber o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta (15/8), em Anchorage, no Alasca. O norte-americano e o russo saíram da reunião falando em diálogo, mas sem uma definição clara a respeito de cessar-fogo na Ucrânia.
Em post na rede X, Zelensky ressaltou que apoia a proposta de Trump para uma reunião entre Ucrânia, EUA e Rússia. “Tivemos uma conversa longa e substancial”, escreveu na rede social.
Após o telefonema individual, Trump e Zelensky falaram também com líderes europeus por cerca meia hora. Sem dar detalhes, a ligação entre eles durou mais de uma hora e meia.
“A Ucrânia reafirma sua disposição de trabalhar com o máximo empenho para alcançar a paz. O presidente Trump informou sobre seu encontro com o líder russo e os principais pontos da discussão. É importante que a força dos Estados Unidos tenha impacto no desenrolar da situação”.
Zelensky anunciou sua ida a Washington, segunda-feira (18/8), para encontrar Trump e discutir todos os detalhes sobre o fim da matança e da guerra. “Agradeço o convite.” Ele defendeu a participação dos europeus em todas as etapas de negociação, de modo a garantir a segurança. “Continuamos a coordenar nossas posições com todos os parceiros”, escreveu.
Trump confirmou a postagem de Zelensky com a informação de que o presidente ucraniano vai a Washington, D.C., ao Salão Oval, na tarde de segunda-feira (18/8). “Se tudo correr bem, agendaremos uma reunião com o presidente Putin. Potencialmente, milhões de vidas serão salvas”, afirmou.
A última reunião entre Trump e Zelensky, nos Estados Unidos, não acabou bem. Em fevereiro deste ano, os dois presidentes se desentenderam em pleno Salão Oval da Casa Branca e bateram boca ao vivo.
Os Estados Unidos revogaram os vistos da esposa e da filha, de 10 anos, do ministro da Saúde da gestão Lula (PT), Alexandre Padilha. A medida não foi aplicada contra o próprio ministro, pois o visto dele já estava vencido desde 2024.
As punições ocorrem em meio a uma ofensiva do governo estadunidense contra figuras ligadas à criação do Mais Médicos. Para a gestão Donald Trump, o programa instituído pelo governo brasileiro foi usado para beneficiar o regime cubano.
A sanção contra a família de Padilha foi anunciada na manhã desta sexta-feira (15) em comunicados emitidos pelo consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo. No informe, a entidade afirma que “surgiram informações indicando” que a companheira e a filha de Padilha não são mais elegíveis.
Padilha também esteve à frente da pasta em 2013, ano em que o programa foi criado.
De acordo com informações da jornalista Julia Duailibi, tanto a esposa quanto a filha de Padilha estão no Brasil. Elas tomaram conhecimento do caso via comunicado enviado por e-mail nesta sexta.
Além das duas brasileiras, também foram afetados pela medida o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales, e o coordenador-geral para COP30 Alberto Kleiman, ambos pelo mesmo motivo: envolvimento na criação do Programa Mais Médicos.
Para a gestão Donald Trump, eles usaram a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) como “intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA” e “pagando ao regime cubano o que era devido aos trabalhadores médicos cubanos”.
Nesta quinta (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselhou o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Sales, a não se preocupar com a derrubada do seu visto estadunidense. O petista apontou que o “mundo é muito grande” e que o Brasil está cheio de lugares bonitos para se visitar.