Uma estátua de Abraham Lincoln ao lado de um escravo ajoelhado recém-libertado foi removida nesta terça-feira (29) em Boston por ordem do gabinete do prefeito, informou o noticiário da televisão local.
O contraste entre o Lincoln totalmente vestido e um homem negro quase nu de joelhos foi considerado humilhante e, em junho, o conselho de artes da cidade decidiu a favor de sua remoção.
“A decisão de remoção reconhece o papel da estátua em perpetuar preconceitos prejudiciais e obscurecer o papel dos negros americanos na luta da nação pela liberdade”, informou o gabinete do prefeito em um comunicado.
Uma petição lançada por um artista local reuniu 12.000 assinaturas para remover a estátua, intitulada “Grupo de Emancipação”.
Instalada em 1879 em uma praça na capital do estado de Massachusetts, a peça era uma réplica de uma estátua instalada em Washington em 1876.
Embora tenha sido financiada por um grupo composto em grande parte por ex-escravos, eles não tiveram a palavra final sobre o projeto do monumento, que deveria homenagear a proclamação de emancipação de Lincoln.
O 16º presidente dos Estados Unidos, apelidado de “Abe Honesto” e o “Grande Emancipador”, baniu a escravidão com o decreto de 1863, em meio à Guerra Civil que havia sido desencadeada pela secessão de estados do sul com a intenção de manter a escravidão.
Na sequência de grandes manifestações raciais neste verão sobre o assassinato de um homem negro pela polícia em Minneapolis, estátuas de Christopher Colombus, Theodore Roosevelt e do general separatista Robert E Lee – foram removidas ou vandalizadas, inclusive em Boston, Nova York, e Washington.
Um estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China, divulgado na segunda-feira (28), aponta que o número de pessoas infectadas pelo coronavírus em Wuhan, cidade epicentro da pandemia, pode ter sido 10 vezes maior do que o registrado oficialmente. A estimativa é de que quase 500 mil pessoas se infectaram com o coronavírus em Wuhan, mas os dados oficiais apontam 50,3 mil casos. Os pesquisadores chegaram à estimativa a partir de amostras de sangue de 34 mil pessoas de Wuhan e de outras cidades chinesas, como Pequim, Liaoning, Xangai, Jiangsu, Guangdong e Sichuan. Os dados apontam que 4,43% da população de Wuhan havia sido infectada pelo coronavírus (taxa de prevalência de anticorpos) um mês após o país conter a primeira onda de casos. O percentual equivale a cerca de 487 mil pessoas na cidade que tem 11 milhões de habitantes. Até o domingo (27), as autoridades locais haviam relatado um total de 50.354 casos confirmados da doença na cidade. Fora de Wuhan, a taxa de prevalência de anticorpos para Covid é menor, e chega a 0,44%, segundo o CDC. De acordo com o órgão, isso indica que a China conseguiu conter o avanço de casos.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de 78 anos, recebeu nesta segunda-feira (21) a primeira dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech.
“Nós devemos muito aos profissionais da saúde, nós devemos muito a vocês”, disse Biden à enfermeira Tabe Masa, responsável pela injeção, após ser vacinado.
A aplicação em público é um esforço para incentivar a vacinação no país. O presidente Donald Trump, de 74 anos, que contraiu a Covid-19 em outubro, ainda não informou se tomará a vacina.
“Eu estou fazendo isso para mostrar que as pessoas têm que estar preparadas para se vacinar assim que for possível”, disse o democrata em um hospital de Newark, no estado de Delaware.
Biden elogiou, em um rápido pronuciamento, o atual governo e a operação Warp Speed – que coordena os esforços pela vacinação contra a Covid-19 nos EUA.
Na semana passada, o atual vice-presidente dos EUA e presidente do Senado norte-americano, Mike Pence, de 61 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19.
A vice-presidente eleita, Kamala Harris, de 56 anos, anunciou que tomará a vacina logo depois do Natal.
A vacina da Pfizer foi a primeira a ser aprovada no país, ainda no início desta semana. Na segunda (14), hospitais começaram a vacinar profissionais da saúde, idosos e membros do grupo de risco.
A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), equivalente à Anvisa, aprovou nesta sexta-feira (18) o uso emergencial da vacina contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela empresa americana Moderna.
Segundo nota da FDA, a medida prevê a aplicação do imunizante em todo o país apenas em maiores de 18 anos.
“Com a aprovação de duas vacinas, a FDA deu mais um passo crucial na luta contra a pandemia global”, disse o comissário Stephen Hahn. “Por meio de um processo transparente e de revisão científica, duas vacinas foram aprovadas rapidamente, atendendo a rigorosos padrões de segurança”, acrescenta.
A aprovação foi dada um dia depois do comitê científico dar parecer favorável à vacina da Moderna, com 20 votos favoráveis, nenhum contrário e somente uma abstenção. Agora, o imunizante só depende da aprovação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) para ser aplicado nos americanos.
“Continuamos focados em melhorar a produção para ajudar a proteger o maior número possível de pessoas desta terrível doença”, disse Stéphane Bancel, presidente-executivo da Moderna logo após a decisão da agência.
De acordo com comunicado da empresa, a entrega das doses ao governo dos Estados Unidos começará imediatamente. O presidente americano, Donald Trump, já havia informado na manhã de sexta que a vacina da Moderna estava aprovada. Porém, a FDA ainda não havia dado o aval. Logo depois do anúncio oficial, o republicano parabenizou a multinacional em uma publicação no Twitter.
O contrato da Moderna com o governo americano prevê a entrega de 20 milhões de doses da vacina até o fim de dezembro. Ao todo, o país contará com 200 milhões de doses até o fim de junho de 2021.
Conforme estudos clínicos com mais de 30 mil voluntários que não sofreram efeitos colaterais graves, a eficácia do imunizante da Moderna chega a 94%.
Assim como a vacina da Biontech/Pfizer, que começou a ser aplicada nos EUA na última segunda-feira (14), o imunizante da Moderna usa a inovadora tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), uma sequência genética sintética que codifica a proteína spike, espécie de “casca” utilizada pelo coronavírus Sars-CoV-2 para atacar as células humanas.
Ao entrar no organismo, esse mRNA instrui as células a produzirem a proteína, que será reconhecida como agente invasor pelo sistema imunológico e combatida com anticorpos que, mais tarde, servirão para enfrentar uma eventual infecção pelo novo coronavírus. A vacina da Moderna precisa ser conservada em -20ºC.
Dois profissionais de saúde de um mesmo hospital no Alasca, nos Estados Unidos, desenvolveram reações alérgicas poucos minutos depois de receber a vacina da Pfizer contra a Covid-19. Uma delas precisou ser encaminhada para a Unidade de Terapia intensiva e deve ficar internada até esta quinta-feira (17). A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.
A primeiro funcionária, uma mulher que não tinha histórico de alergias, teve uma reação anafilática, que começou 10 minutos após receber a vacina no Hospital Regional Bartlett, em Juneau, na terça-feira (15). Os sintomas relatados foram uma erupção no rosto e no torso, falta de ar e uma frequência cardíaca elevada.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), reconheceu a vitória do democrata Joe Biden na eleição dos Eatados Unidos na tarde desta terça-feira (15). Através de nota divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, Bolsonaro cumprimentou Biden.
“Saudações ao Presidente Joe Biden, com meus melhores votos e a esperança de que os EUA sigam sendo “a terra dos livres e o lar dos corajosos”. Estarei pronto a trabalhar com V. Exa. e dar continuidade à construção de uma aliança Brasil-EUA, na defesa da soberania, da democracia e da liberdade em todo o mundo, assim como na integração econômico-comercial em benefício dos nossos povos.”, diz a nota
Após o pronunciamento do presidente brasileiro, o único líder mundial que ainda não reconheceu a vitória de Joe Biden é o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un.
A coach de saúde norte-americana Eliz Orban compartilhou um momento desagradável em suas redes sociais envolvendo a obrigação do uso de máscara. Segundo ela, o marido e a filha de dois anos do casal, Edeline, não puderam seguir viagem, uma vez que a criança se recusava a permanecer de máscara dentro do avião e, por isso, a família foi convidada a retirar-se da aeronave.
Chorando, Eliz contou a situação pela qual passou com a família em um voo da United Airlines. De acordo com a influenciadora, os sentimentos sobre o ocorrido eram de “confusão, descrença, nojo e humilhação”. Na publicação, ela lembrou que as recomendações da Organização Mundial de Saúde são contra o uso de máscaras em menores de cinco anos.
– Hoje, fomos convidados a deixar o avião depois que ele começou a andar pela pista, eles tiveram que trazê-lo de volta ao portão, porque nossa filha de 2 anos não iria “obedecer” e manter sua máscara. Ela fará 3 [anos] em abril de 2021, para todos que perguntarem. E o que me impressiona ainda mais é que as recomendações OMS são contra máscaras faciais para menores de 5 anos – escreveu.
Eliz relatou que a família seguia para Nova Iorque para participar de uma tradição que eles têm há anos, que é de ver a árvore de Natal Rockefeller. A influenciadora ainda falou da decepção e do transtorno causado pela situação, já que a família teria que esperar até o dia seguinte para receber as bagagens de volta.
– Como nossas malas não foram retiradas do avião (eles pegaram nossa cadeira de criança), temos que esperar até amanhã para que eles entreguem em nossa casa em Breckenridge, que fica a duas horas do aeroporto DIA [que fica em Denver, Colorado]. Definitivamente não vou jantar em Jersey esta noite – completou.
Apesar da OMS realmente não adotar o uso de máscara em crianças menores de cinco anos, a United Airlines afirmou que seguia regras do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que incluem o uso de máscara a todos as pessoas maiores de dois anos.
– A saúde e a segurança de nossos funcionários e clientes é nossa maior prioridade, e é por isso que temos um conjunto de políticas em várias camadas, incluindo a obrigatoriedade de que todos a bordo que tenham de dois anos ou mais usem uma máscara – disse a companhia.
Sobre o caso envolvendo a influenciadora, a companhia declarou que está “investigando esse incidente específico e entramos em contato com a família. Também reembolsamos os bilhetes e devolvemos a cadeirinha e as malas.” A companhia aérea também negou que a família tenha sido banida da United Airlines para sempre, como disse Eliz no vídeo.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, anunciou neste domingo (13) a aprovação da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. A imunização deve começar nesta segunda-feira (14).
“Ontem à noite, tive o orgulho de assinar a recomendação do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização para usar a vacina Covid-19 da Pfizer em pessoas com 16 anos ou mais. Esta recomendação oficial do CDC segue a decisão da FDA de sexta-feira de autorizar o uso emergencial da vacina”, diz Redfield.
E prossegue: “Como os casos de Covid-19 continuam a aumentar em todos os EUA, a recomendação do CDC chega em um momento crítico. A vacinação inicial está programada para começar na segunda-feira, e esta é a próxima etapa em nossos esforços para proteger os americanos, reduzir o impacto da pandemia e ajudar a restaurar a normalidade em nossas vidas e em nosso país.”
Na avaliação do órgão, publicada neste domingo, a vacina da Pfizer tem alta eficácia em todas as faixas de idade, sexo, raça, etnia e entre pessoas com “condições médicas subjacentes”, bem como entre participantes com evidência de infecção anterior pelo Sars-CoV-2.
“Embora números de hospitalizações e mortes observadas foram baixas, os dados eram consistentes com risco reduzido para esses desfechos graves entre as pessoas vacinadas em comparação com o placebo”, diz nota do CDC.
O governo dos Estados Unidos anunciou, neste sábado (12.dez.2020), que iniciará o processo de vacinação da população na próxima 2ª feira (14.dez).
A medida vem depois de a FDA (Food and Drug Administration) –órgão equivalente a uma “Anvisa americana”– aprovar o uso emergencial da vacina das farmacêuticas Pfizer e BioNTech.
O início da imunização foi anunciado pelo general do Exército Gustave Perna, chefe da operação de vacinação norte-americana.
“Hoje é realmente um dia histórico. Por 7 meses nós realizamos a maior parceria público-privada dos tempos modernos”, afirmou Perna. Ele ainda citou o esforço coletivo de pesquisadores, cientistas, médicos e “muito outros trabalhadores” pelo mesmo propósito, de salvar vidas e acabar com a pandemia.
O general afirmou que as vacinas já passaram a ser distribuídas nos Estados e serão entregues em 145 locais do país no início da próxima semana. Na 3ª e na 4ª feira, mais 491 receberão cargas do imunizante. O governo pretende ter em 3 semanas a distribuição completa no país, em todas as unidades de saúde.
A agência regulatória do Reino Unido fez um alerta, nesta quarta-feira (9), para que pessoas com “histórico de reação alérgica significativa” a vacinas, remédios ou alimentos não devem tomar a vacina da Pfizer contra Covid-19, cuja aplicação foi iniciada na terça-feira (8) no país. As autoridades registraram dois casos de reação alérgica ao imunizante, mas os pacientes passam bem.
No comunicado, a agência determinou que reações alérgicas significativas podem ser definidas como aquelas semelhantes à anafilaxia – um tipo de reação alérgica grave e potencialmente fatal – e estendeu a recomendação a pessoas que precisam carregar adrenalina autoinjetável. Além disso, determinou que a vacinação deve ser feita apenas onde houver possibilidade de reanimar os pacientes.
Stephen Powis, diretor médico do NHS, o serviço público de saúde britânico, disse que “como é comum com as novas vacinas, a MHRA aconselhou, por precaução, que pessoas com histórico significativo de reações alérgicas não recebam esta vacina”.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, os pacientes que tiveram a reação são servidores do NHS. O serviço de saúde disse que todos envolvidos com o programa de vacinação foram informados do ocorrido – e, por isso, todos com previsão de receber a vacina nesta quarta serão questionados sobre históricos de reações alérgicas.