O Vaticano se posicionou sobre uma declaração polêmica dada pelo papa Francisco a respeito da união civil entre homossexuais. Em nota, a Santa Sé confirmou que o papa se posicionou favoravelmente à medida, mas que suas declarações foram tiradas de contexto e que isso não muda o posicionamento da Igreja Católica sobre a questão.
A declaração do papa Francisco foi dada no documentário Francesco, quando o líder religioso disse que “as pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família”.
– Elas [as pessoas homossexuais] são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso. O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados. Eu defendi isso – destacou no filme.
De acordo com o Vaticano, no entanto, o diretor do documentário cortou frases em que o papa fazia oposição ao casamento homossexual e que suas declarações eram referentes somente à união civil e “não à doutrina da Igreja”. Isso que teria causado a confusão, informou a entidade.
“Há mais de um ano, durante uma entrevista, o papa Francisco respondeu duas perguntas distintas em dois momentos diferentes que, no mencionado documentário, foram editadas e publicadas como uma só resposta, sem a devida contextualização, o que gerou confusão”, disse o documento emitido pela Secretaria de Estado do Vaticano.
Um ataque terrorista com faca na Basílica de Notre-Dame, em Nice, no sul da França, nesta quinta-feira (29), deixou três pessoas mortas. Uma das vítimas era a baiana Simone Barreto Silva, que deixou Salvador há 30 anos para morar no país. Ela tinha 44 anos e deixou três filhos.
Além dela, a polícia também encontrou o corpo de uma mulher de 60 anos, que estava com a cabeça quase separada do pescoço, e ainda um homem de 55 anos. O sacristão da basílica foi identificado como Vincent e ele também quase foi decapitado.
De acordo com o prefeito de Nice, Christian Estrosi, o suspeito teria gritado diversas vezes “Allahu Akbar” (que significa Deus é grande) antes de ser baleado e detido. Ele é de origem tunisiana e havia se mudado para a França há pouco tempo.
Nas redes sociais, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), lamentaram o atentado e manifestaram solidariedade à família de Simone.
“Triste e indignado. Atentado terrorista na França matou Simone Barreto, baiana de Salvador. Ataque covarde contra a liberdade. Que Deus conforte familiares e amigos de Simone e das outras vítimas deste crime bárbaro. Solidariedade à França e ao mundo que defende o amor e a paz”, disse o governador.
“Fica a nossa imensa consternação diante desse crime bárbaro, condenado por todos os líderes mundiais, com os quais nos uniremos agora, na certeza de que o bom senso, a razão e a lucidez irão subjugar a irracionalidade, o fanatismo e a intolerância religiosa”, afirmou o prefeito.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também prestou condolências pela morte de Simone e “bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e governo franceses”.
Nesta quinta-feira (29), o jornalista americano Glenn Greenwald, co-fundador do jornal online The Intercept, anunciou sua saída do veículo de comunicação. A decisão é resultado de uma censura a um artigo dele, que apresentou críticas a Joe Biden, candidato à presidência dos Estados Unidos.
– A causa final e precipitante é que os editores do The Intercept, em violação do meu direito contratual de liberdade editorial, censuraram um artigo que escrevi esta semana, recusando-se a publicá-lo a menos que eu removesse todas as seções críticas ao candidato democrata à presidência Joe Biden – declarou Greenwald, no Twitter.
Em outro tuíte, o jornalista falou em “tendências de repressão e censura”.
– As mesmas tendências de repressão, censura e homogeneidade ideológica que assolam a imprensa nacional geralmente engolfaram o meio de comunicação que eu co-fundei, culminando na censura de meus próprios artigos – destacou.
Um teste sorológico feito em um bebê espanhol detectou anticorpos contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). O bebê, nascido na última sexta-feira (23) havia testado positivo para Covid-19 num primeiro teste, mas depois testou negativo em um segundo exame.
O primeiro teste feito no bebê foi o PCR, o teste rápido. Após o protocolo de espera de 48h para um novo exame, o bebê testou negativo em um outro tipo de exame, que coleta amostras do nariz ou garganta com cotonetes.
De acordo informações da imprensa espanhola, a mãe do bebê testou positivo ao dar entrada no hospital. Como bebês não possuem capacidade de desenvolver anticorpos contra o coronavírus, eles podem ter sido transmitidos pela placenta durante a gestação. O fenômeno é conhecido como “transmissão vertical”.
A Sociedade Espanhola de Neonatologia informou que o caso é “muito raro” e será investigado pelos cientistas.
O Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (Sofia, na sigla em inglês) da Nasa, a agência aeroespacial norte americana, anunciou hoje (26) a descoberta de água na superfície iluminada da Lua.
Moléculas de H²O foram achadas na cratera Clavius, localizada no hemisfério sul lunar, uma das maiores crateras visíveis do satélite natural a partir da Terra. Observações anteriores já haviam mostrado a presença de hidrogênio no local, mas essa é a primeira vez que água é detectada na Lua.
A quantidade de água observada é o equivalente a 354,9 mililitros, um pouco mais da metade de uma garrafinha de água mineral. O líquido está contido em um metro cúbico de solo espalhado pela superfície lunar.
“Tínhamos indicação de possibilidade da presença de H²O no lado iluminado pelo Sol da Lua”, afirmou Paul Hertz, diretor da divisão de Astrofísica da Nasa, durante o evento de divulgação da descoberta. “Agora sabemos onde está. Essa descoberta desafia nossa compreensão da superfície lunar e levanta questões intrigantes sobre recursos na exploração do espaço profundo”, concluiu.
Recurso escasso
Apesar da importância da descoberta, a quantidade de água achada em solo lunar serve para confirmar novamente uma afirmação antiga da ciência: a água é um recurso extremamente escasso e raro na natureza. Segundo dados da Nasa, em comparação, o Deserto do Saara tem 100 vezes a quantidade de água detectada em solo lunar.
“A água é um recurso precioso, tanto para propósitos científicos quanto para os nossos exploradores”, disse Jacob Bleacher, chefe de Exploração Científica da Nasa. “Se pudermos usar o recurso na Lua, podemos levar menor quantidade [de água] e mais equipamento para ajudar em novas descobertas científicas”, salientou.
No Texas, Estados Unidos, uma estudante de 14 anos venceu o Desafio Jovem Cientista 3M após descobrir um possível antiviral que pode inviabilizar o vírus da Covid-19. Na última quarta-feira (15), a jovem Anika Chebrolu recebeu 25 mil dólares (cerca de R$ 139 mil) da comissão do prêmio.
A premiação, organizada pela 3M Company em parceria com o Discovery Education, tem o objetivo de motivar jovens a trabalharem com tecnologia. As informações são do portal UOL.
Durante sua pesquisa, a estudante fez uso do método in-silico, de simulações no computador, para tentar rastrear moléculas que conseguiriam se ligar à proteína Spike do vírus e bloqueá-la. Os organizadores do prêmio consideraram que a descoberta de Anika pode ser uma medicação eficaz no tratamento do novo coronavírus.
– Meu esforço para encontrar um composto principal para se ligar à proteína de pico do vírus SARS-CoV-2. Pode parecer uma gota no oceano, mas ainda contribui para todos esses esforços. O modo como desenvolvo essa molécula com a ajuda de virologistas e especialistas em desenvolvimento de medicamentos determinará o sucesso desses esforços – disse a jovem à CNN.
A rainha Elizabeth II oferece vaga para o cargo de governanta. O posto promete remuneração de 19 mil libras ao ano (equivalente a R$ 138 mil anuais).
Por mês, a pessoa que limpar os aposentos reais, receberá o equivalente a cerca de R$ 11 mil. A contratada terá direito a 33 dias de férias anuais e deverá trabalhar no Castelo de Windsor.
A vaga, anunciada no site The Royal Household, visa encontrar alguém que tenha “compromisso em aprender novas habilidades” e “vontade de enfrentar novos desafios”.
A candidata selecionada poderá ter o apoio de um mentor e de um programa de aprendizado de 13 meses para se adequar aos padrões da família real.
Os governos brasileiro e norte-americano, assinaram nesta terça-feira (20), memorando de entendimento no valor de 1 bilhão de dólares. O documento foi firmado pelo ministro da economia, Paulo Guedes e a presidente do banco de fomento à exportação e importação americana (EXIM), Kimberley Reed, em cerimônia no Palácio do Itamaraty.
Um memorando de entendimento é considerada a formalização da primeira fase de um acordo. A assinatura do protocolo viabilizará investimentos em diversas áreas, como o desenvolvimento de telecomunicações, incluindo a tecnologia 5G, aviação, energia nuclear e renovável, óleo e gás, e infraestrutura e logística. Reed disse que que o financiamento demonstra os “fortes laços e alianças” entre os países.
O acordo, que simboliza mais um passo de aproximação entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, acontece um dia após representantes dos países assinarem outro protocolo, que faz parte do Acordo de Comércio e Cooperação Econômica dos países.
Apesar de não estar na agenda oficial da presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro participou da solenidade. Em um discurso rápido, Bolsonaro agradeceu Donald Trump por “estar na vanguarda” do pleito do Brasil a uma vaga na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e demonstrou apoio à reeleição do presidente norte-americano Donald Trump, “Espero, se essa for a vontade de Deus, comparecer à posse do presidente reeleito dos Estados Unidos”.
A Organização Mundial da Saúde afirmou hoje (20) que não tem o poder de tornar vacinação obrigatória em nenhum país. A declaração ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro insistir que a imunização contra o coronavírus não será mandatória no Brasil.
“A vacina contra a Covid — como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão — não será obrigatória”, disse Bolsonaro. “O governo federal — repito e termino — não obrigará ninguém a tomar esta vacina. Quem está propagando isso aí, com toda certeza é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo”, acrescentou o presidente.
Dias antes, o governador de São Paulo, João Doria, havia afirmado que as doses seriam obrigatórias no estado e que seriam adotadas “medidas legais” em caso de recusa.
Questionada sobre a situação do Brasil, Margaret Harris, porta-voz da OMS, explicou que a vacina é um assunto que precisa ser “decidido dentro dos países”. “Não impomos exigências”, disse ela, que, mesmo assim, alertou para a importância de imunizar a população.
O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (19) que representantes do Brasil e dos Estados Unidos concluíram, há poucos dias, as negociações de três acordos demandados por empresários dos dois países, de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção. “Esse pacote triplo será capaz de reduzir burocracias e trazer ainda mais crescimento ao nosso comércio bilateral, com efeitos benéficos também para o fluxo de investimentos”, disse.
Bolsonaro participou da abertura da conferência de negócios US-Brazil Connect Summit nesta segunda-feira, de forma virtual, e convidou os investidores a examinarem a carteira de negócios do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), de concessões e privatizações do governo federal. Ele destacou as novas oportunidades de negócios no país, com a abertura do mercado brasileiro de gás natural e o fortalecimento na área de biocombustíveis, “essenciais nesse processo de reforma de nossa matriz energética”.
Para o presidente, “há um enorme potencial” na agenda de cooperação entre os dois países, e, diversas áreas de interesse comum. “Para o futuro, vislumbramos um arrojado acordo tributário, um abrangente acordo comercial e uma ousada parceria entre nossos países para redesenhar as cadeias globais de produção”, afirmou.
Durante seu discurso, o presidente também falou sobre a assinatura de acordo na área de Defesa, com a abertura de novas oportunidades de cooperação entre as Forças Armadas e as indústrias de ambos os países. “Esse é o primeiro acordo da modalidade que os EUA firmam com um país da América do Sul, o que também demonstra a disposição do lado americano em aprofundar a relação bilateral”, ressaltou.
No mesmo sentido, Bolsonaro disse que a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) é “um firme propósito do Estado brasileiro, para o qual temos muito nos empenhado, tanto em nível técnico quanto político”, com o apoio do governo dos EUA. “O ingresso do Brasil na OCDE irá gerar efeitos positivos para a atração de investimentos nacionais e internacionais e será mais uma evidência da nossa disposição em assumir compromissos e responsabilidades compatíveis com a importância do nosso país no sistema internacional.”
De acordo com Bolsonaro, sua aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou “uma nova etapa no relacionamento entre as duas maiores economias e democracias do hemisfério”.
“A prioridade que o Brasil confere a essa relação é clara e sincera. Desde o início de meu governo, visitei os EUA em quatro oportunidades, e em todos estive com o presidente Trump”, afirmou.
Setor privado Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os acordos são pedra fundamental para futuro livre comércio entre os dois países e para evitar a dupla tributação. Na avaliação da entidade, embora não tratem de acesso a mercados, os acordos abordam temas de última geração e possibilitam a economia de custos e a ampliação da competitividade na relação entre os dois países.
“A redução da burocracia, dos custos de transação e dos atrasos desnecessários relacionados ao fluxo comercial de bens, a partir de medidas de facilitação de comércio, proporcionará maior competitividade e eficiência às operações comerciais realizadas entre os dois países”, informou em nota. “Por outro lado, o estabelecimento de boas práticas regulatórias reconhecidas contribuirá para promover maior transparência, coerência e segurança jurídica para a atividade econômica, com a consequente redução de custos e o estímulo ao crescimento e criação de empregos”.
Em 2019, o intercâmbio de bens e serviços entre Brasil e Estados Unidos foi superior a US$ 100 bilhões em 2019.