Estudo apontou que número real de casos seria de cerca de 168 mil contra os 50 mil divulgados oficialmente.
Foto: EFE/EPA/Roman Pilipey
Pesquisadores chineses acreditam que o número de pessoas infectadas com a Covid-19 na cidade de Wuhan, na China, local onde o coronavírus foi identificado pela primeira vez, seria o triplo do número oficial informado pelas autoridades. O artigo que aponta qual seria o número real de casos foi publicado na quinta-feira (7), em um periódico científico.
Divulgado na revista “PLOS Neglected Tropical Diseases”, o estudo analisou amostras de sangue de 60 mil pessoas saudáveis em toda a China, entre os meses de março e maio de 2020. A análise indicou que 1,68% das amostras em Wuhan continha anticorpos para o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, contra 0,59% em Hubei, província onde fica a cidade, e 0,38% no restante da China.
Com base em uma população de mais de 10 milhões de habitantes da cidade, os pesquisadores então estimaram que até 168 mil deles tenham sido infectados com o coronavírus. O número oficial, porém, aponta 50.340 casos de hospitalização.
O estudo sugere que pelo menos dois terços do número total eram assintomáticos e que milhares de pessoas podem ter sido infectadas após a “eliminação” dos casos clínicos, levantando a possibilidade de o vírus permanecer na comunidade por um longo período, sem causar internações.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou na tarde de hoje (7), em entrevista coletiva, a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para que sejam fornecidas 100 milhões de doses de vacinas Coronavac contra a Covid-19 — 46 milhões até abril e outros 54 milhões até o fim do ano.
Pazuello também informou que toda a produção do Butantan será incorporada ao Plano Nacional de Imunização para distribuição em todo o país.
Ainda segundo o ministro, além das vacinas contra a Covid-19 do Instituto Butantan e do imunizante produzido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, a pasta está negociando com a União Química, responsável pela produção da Sputnik V, para a fabricação de doses no Brasil. As quantidades ainda estão sendo negociadas.
Após momentos caóticos, com invasão do Capitólio e quatro mortos em confrontos violentos, a sessão do Congresso americano de certificação do resultado das eleições foi finalizada na madrugada desta quinta-feira (7), declarando o democrata Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos.
Após uma longa paralisação em razão dos confrontos, o vice-presidente Mike Pence retomou a sessão durante o fim da noite de quarta-feira (6) e disse que as pessoas que causaram estragos ao Capitólio “não ganharam”.
– Para aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje [digo]: vocês não ganharam. A violência nunca vence. A liberdade vence – declarou.
Ao longo da sessão, Senado e Câmara rejeitaram as objeções de negar os votos eleitorais da Geórgia e da Pensilvânia para Biden. Os Republicanos também se opuseram aos votos eleitorais do Arizona, de Nevada e de Michigan, mas as moções falharam antes de chegarem ao debate.
Sessão foi marcada por muita confusão e invasões do Capitólio; resultado saiu apenas na madrugada
Foto: Reprodução
Após momentos caóticos, com invasão do Capitólio e quatro mortos em confrontos violentos, a sessão do Congresso americano de certificação do resultado das eleições foi finalizada na madrugada desta quinta-feira (7) e declarou o democrata Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos.
Após uma longa paralisação em razão dos confrontos, o vice-presidente Mike Pence retomou a sessão durante o fim da noite de quarta-feira (6) e disse que as pessoas que causaram estragos ao Capitólio “não ganharam”.
– Para aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje: vocês não ganharam. A violência nunca vence. A liberdade vence – declarou.
Ao longo da sessão, Senado e Câmara rejeitaram as objeções de rejeitar os votos eleitorais da Geórgia e da Pensilvânia para Biden. Os republicanos também se opuseram aos votos eleitorais do Arizona, Nevada e Michigan, mas as moções falharam antes de chegarem ao debate.
Com o benefício, até 23 milhões de cidadãos deixaram de entrar na extrema pobreza
Foto: Reprodução
Mesmo com fraudes de terceiros se cadastrando de forma indevida, com dados de personalidades famosas (como, por exemplo, Neymar, o filho do William Bonner e Luciano Hang), o Auxílio Emergencial teve sua eficácia reconhecida pelo FMI.
Houve também candidatos políticos com patrimônios milionários que se cadastraram e uma operação deflagrada pela Polícia Federal para combater as fraudes no programa.
Em julho de 2020, no quarto mês do auxílio, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) já havia feito um levantamento do programa. O resultado mostrou que o benefício reduziu a pobreza ao menor nível em 40 anos.
Em dezembro de 2020, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou o relatório Artigo IV, no qual destacou que o Governo Federal respondeu rapidamente à crise causada pela pandemia de Coronavírus com a criação do Auxílio Emergencial.
Segundo o documento, o benefício que alcançou diretamente 67,8 milhões de pessoas – cerca de um terço da população – superou os impactos negativos gerados pela paralisação da atividade econômica. O investimento no programa passa de R$ 260 bilhões.
O FMI aponta que até 23 milhões de cidadãos deixaram de entrar na extrema pobreza. Sem o Auxílio Emergencial, esse percentual teria aumentado de 6,7% para 14,6%. Além disso, o benefício fez a taxa de pessoas pobres no país diminuir para 5,4%.
Programas de preservação do emprego, suporte financeiro para os estados e crédito para os pequenos negócios também foram apontados no relatório como iniciativas que ajudam o país a enfrentar as adversidades.
Para a faixa da extrema pobreza, a mais vulnerável, são consideradas as famílias com renda de até R$ 56,62 mensais por pessoa. Esses domicílios são formados por pessoas que não têm uma fonte de recursos advinda do mercado de trabalho formal e por indivíduos sem nenhum tipo de renda.
O Auxílio Emergencial do Governo Federal está presente nas regiões em que o Produto Interno Bruto (PIB), um dos indicadores mais expressivos de crescimento econômico, é mais baixo.
REGIÃO NORDESTE A região que respondia por 14,5% do PIB nacional em 2017 (segundo o IBGE) e reunia 27,2% da população do País em 2019 recebeu 34,6% dos recursos, num total de R$ 41,8 bilhões, segundo informações consolidadas pela Caixa Econômica Federal.
O destaque na região é a Bahia, que concentra R$ 11 bilhões em pagamentos, quase 10% do valor total. O estado respondia em 2017 por 4,1% do PIB nacional e por 7,1% da população.
REGIÃO NORTE Com 5,6% do PIB e 8,7% da população brasileira, o Auxílio Emergencial totaliza R$ 13 bilhões, ou mais de 10% do valor total pago. Estado mais populoso da região, o Pará, com 5,2% do PIB nacional e 4,1% da população, recebeu R$ 6,3 bilhões em pagamentos (5,2% do total).
– Essa sempre foi a prioridade do governo do presidente Jair Bolsonaro. É essencial que os recursos do benefício cheguem às regiões, [aos] municípios e [às] pessoas que de fato necessitam desse suporte econômico e social durante a pandemia – afirmou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.
Nas demais regiões, R$44,7 bilhões foram para o Sudeste; 12,7 bilhões, para a Região Sul; e R$ 8,9 bilhões, para o Centro-Oeste.
O investimento do Governo Federal no pagamento do Auxílio Emergencial chegou a R$ 200 bilhões no último dia 18. A marca histórica é alcançada com os créditos de R$ 2,6 bilhões para quatro milhões de cidadãos que nasceram em julho e de R$ 429,5 milhões para os beneficiários do Bolsa Família com o Número de Identificação Social (NIS) final 2. São 67,2 milhões de pessoas beneficiadas com a transferência de recursos do programa criado para reduzir os impactos socioeconômicos causados pela pandemia do novo Coronavírus na população.
Para substituir o Auxílio Emergencial, o Ministério da Economia acelerou os estudos sobre políticas sociais. O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer lançar o Renda Brasil, a ser criado a partir de mudanças no Bolsa Família.
Uma estátua de Abraham Lincoln ao lado de um escravo ajoelhado recém-libertado foi removida nesta terça-feira (29) em Boston por ordem do gabinete do prefeito, informou o noticiário da televisão local.
O contraste entre o Lincoln totalmente vestido e um homem negro quase nu de joelhos foi considerado humilhante e, em junho, o conselho de artes da cidade decidiu a favor de sua remoção.
“A decisão de remoção reconhece o papel da estátua em perpetuar preconceitos prejudiciais e obscurecer o papel dos negros americanos na luta da nação pela liberdade”, informou o gabinete do prefeito em um comunicado.
Uma petição lançada por um artista local reuniu 12.000 assinaturas para remover a estátua, intitulada “Grupo de Emancipação”.
Instalada em 1879 em uma praça na capital do estado de Massachusetts, a peça era uma réplica de uma estátua instalada em Washington em 1876.
Embora tenha sido financiada por um grupo composto em grande parte por ex-escravos, eles não tiveram a palavra final sobre o projeto do monumento, que deveria homenagear a proclamação de emancipação de Lincoln.
O 16º presidente dos Estados Unidos, apelidado de “Abe Honesto” e o “Grande Emancipador”, baniu a escravidão com o decreto de 1863, em meio à Guerra Civil que havia sido desencadeada pela secessão de estados do sul com a intenção de manter a escravidão.
Na sequência de grandes manifestações raciais neste verão sobre o assassinato de um homem negro pela polícia em Minneapolis, estátuas de Christopher Colombus, Theodore Roosevelt e do general separatista Robert E Lee – foram removidas ou vandalizadas, inclusive em Boston, Nova York, e Washington.
Um estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China, divulgado na segunda-feira (28), aponta que o número de pessoas infectadas pelo coronavírus em Wuhan, cidade epicentro da pandemia, pode ter sido 10 vezes maior do que o registrado oficialmente. A estimativa é de que quase 500 mil pessoas se infectaram com o coronavírus em Wuhan, mas os dados oficiais apontam 50,3 mil casos. Os pesquisadores chegaram à estimativa a partir de amostras de sangue de 34 mil pessoas de Wuhan e de outras cidades chinesas, como Pequim, Liaoning, Xangai, Jiangsu, Guangdong e Sichuan. Os dados apontam que 4,43% da população de Wuhan havia sido infectada pelo coronavírus (taxa de prevalência de anticorpos) um mês após o país conter a primeira onda de casos. O percentual equivale a cerca de 487 mil pessoas na cidade que tem 11 milhões de habitantes. Até o domingo (27), as autoridades locais haviam relatado um total de 50.354 casos confirmados da doença na cidade. Fora de Wuhan, a taxa de prevalência de anticorpos para Covid é menor, e chega a 0,44%, segundo o CDC. De acordo com o órgão, isso indica que a China conseguiu conter o avanço de casos.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de 78 anos, recebeu nesta segunda-feira (21) a primeira dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech.
“Nós devemos muito aos profissionais da saúde, nós devemos muito a vocês”, disse Biden à enfermeira Tabe Masa, responsável pela injeção, após ser vacinado.
A aplicação em público é um esforço para incentivar a vacinação no país. O presidente Donald Trump, de 74 anos, que contraiu a Covid-19 em outubro, ainda não informou se tomará a vacina.
“Eu estou fazendo isso para mostrar que as pessoas têm que estar preparadas para se vacinar assim que for possível”, disse o democrata em um hospital de Newark, no estado de Delaware.
Biden elogiou, em um rápido pronuciamento, o atual governo e a operação Warp Speed – que coordena os esforços pela vacinação contra a Covid-19 nos EUA.
Na semana passada, o atual vice-presidente dos EUA e presidente do Senado norte-americano, Mike Pence, de 61 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19.
A vice-presidente eleita, Kamala Harris, de 56 anos, anunciou que tomará a vacina logo depois do Natal.
A vacina da Pfizer foi a primeira a ser aprovada no país, ainda no início desta semana. Na segunda (14), hospitais começaram a vacinar profissionais da saúde, idosos e membros do grupo de risco.
A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), equivalente à Anvisa, aprovou nesta sexta-feira (18) o uso emergencial da vacina contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela empresa americana Moderna.
Segundo nota da FDA, a medida prevê a aplicação do imunizante em todo o país apenas em maiores de 18 anos.
“Com a aprovação de duas vacinas, a FDA deu mais um passo crucial na luta contra a pandemia global”, disse o comissário Stephen Hahn. “Por meio de um processo transparente e de revisão científica, duas vacinas foram aprovadas rapidamente, atendendo a rigorosos padrões de segurança”, acrescenta.
A aprovação foi dada um dia depois do comitê científico dar parecer favorável à vacina da Moderna, com 20 votos favoráveis, nenhum contrário e somente uma abstenção. Agora, o imunizante só depende da aprovação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) para ser aplicado nos americanos.
“Continuamos focados em melhorar a produção para ajudar a proteger o maior número possível de pessoas desta terrível doença”, disse Stéphane Bancel, presidente-executivo da Moderna logo após a decisão da agência.
De acordo com comunicado da empresa, a entrega das doses ao governo dos Estados Unidos começará imediatamente. O presidente americano, Donald Trump, já havia informado na manhã de sexta que a vacina da Moderna estava aprovada. Porém, a FDA ainda não havia dado o aval. Logo depois do anúncio oficial, o republicano parabenizou a multinacional em uma publicação no Twitter.
O contrato da Moderna com o governo americano prevê a entrega de 20 milhões de doses da vacina até o fim de dezembro. Ao todo, o país contará com 200 milhões de doses até o fim de junho de 2021.
Conforme estudos clínicos com mais de 30 mil voluntários que não sofreram efeitos colaterais graves, a eficácia do imunizante da Moderna chega a 94%.
Assim como a vacina da Biontech/Pfizer, que começou a ser aplicada nos EUA na última segunda-feira (14), o imunizante da Moderna usa a inovadora tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), uma sequência genética sintética que codifica a proteína spike, espécie de “casca” utilizada pelo coronavírus Sars-CoV-2 para atacar as células humanas.
Ao entrar no organismo, esse mRNA instrui as células a produzirem a proteína, que será reconhecida como agente invasor pelo sistema imunológico e combatida com anticorpos que, mais tarde, servirão para enfrentar uma eventual infecção pelo novo coronavírus. A vacina da Moderna precisa ser conservada em -20ºC.
Dois profissionais de saúde de um mesmo hospital no Alasca, nos Estados Unidos, desenvolveram reações alérgicas poucos minutos depois de receber a vacina da Pfizer contra a Covid-19. Uma delas precisou ser encaminhada para a Unidade de Terapia intensiva e deve ficar internada até esta quinta-feira (17). A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.
A primeiro funcionária, uma mulher que não tinha histórico de alergias, teve uma reação anafilática, que começou 10 minutos após receber a vacina no Hospital Regional Bartlett, em Juneau, na terça-feira (15). Os sintomas relatados foram uma erupção no rosto e no torso, falta de ar e uma frequência cardíaca elevada.