O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, a informação de que os Estados Unidos só poderão fazer eventual doação de vacinas ao país a partir de maio deste ano.
De acordo com a CNN, em conversa com Queiroga na manhã desta terça-feira (30), o embaixador ponderou que há uma lei em vigor nos EUA que proíbe a exportação de vacinas neste momento, seja por doação, venda ou permuta. Chapman avisou, contudo, que o cenário será reavaliado pelos americanos em abril, quando os americanos devem decidir se liberam ou não a exportação a partir de maio.
Na conversa com Queiroga, o embaixador não citou especificamente qual vacina poderia ser doada ou permutada. Por outro lado, o governo brasileiro já manifestou desejo de o que país encaminhe um lote de 10 milhões de doses da vacina da AstraZeneca não usado pelos americanos.
Sobre as doses da Pfizer e da Janssen já contratadas pelo Brasil, Chapman disse ao ministro da Saúde que fica a cargo das empresas, que são americanas, decidirem sobre uma eventual antecipação do envio dos imunizantes aos brasileiros.
Alguns resultados, inclusive, ‘precisam’ ser entregues ainda este ano
Presidente dos EUA Joe Biden Foto: Stefani Reynolds/EFE
O governo dos EUA fez nesta segunda-feira (29) pressão pública sobre o Brasil e cobrou compromisso claro no combate ao desmatamento ilegal no país. Segundo um oficial do Departamento de Estado dos EUA, esta manifestação teria que acontecer “o mais rápido possível”.
Os EUA pedem que o Brasil zere a prática até 2030, com fiscalização e punições ambientais mais rígidas e resultados apresentados ainda neste ano.
– Queremos ver medidas tangíveis para aumentar a fiscalização contra o desmatamento ilegal. Um sinal político de que o desmatamento ilegal não será mais tolerado. Queremos ver uma queda real este ano, sem esperar cinco ou dez anos – disse o oficial.
Segundo o oficial norte-americano, os dois países têm mantido conversas e os americanos atuam para convencer o Brasil a adotar metas mais ambiciosas em relação à meta de zerar as suas emissões de carbono. Ao longo da conversa com jornalistas, o representante tentou amenizar o tom da cobrança ao dizer que o governo americano não está “impondo” parâmetros ao brasileiro.
– Nós não falamos que “esse é número para esse ano” (em relação aos índices desejados de redução do desmatamento), mas nós temos uma visão muito forte de que esse não é um programa no qual não se faz nada por uma década e, de repente, em 2030, faz tudo. Assim não vai funcionar – afirmou.
– Ao mesmo tempo, gostaríamos de ver alguma pressão em termos de como aqueles que estão desmatando são tratados, há certas penalidades que gostaríamos de ver aplicadas […] Não estamos dizendo como o Brasil precisa agir. Essa é, claro, uma decisão soberana, mas nos parece que há medidas que precisam ser tomadas – declarou.
Países como os Estados Unidos e integrantes do continente europeu têm intensificado suas conversas com o Brasil nos últimos meses por conta da proximidade com a Conferência do Clima das Nações Unidas que será realizada em novembro deste ano em Glasgow, no Reino Unido. A meta anunciada pelo governo por conta do Acordo de Paris é zerar suas emissões de carbono até 2060.
Pelo segundo ano consecutivo, o Papa Francisco celebrou a missa do Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, em uma Basílica de São Pedro com número reduzido de fiéis devido às restrições do coronavírus.
A tradicional procissão com ramos de oliveira também foi cancelada para cumprir as normas sanitárias e Francisco abençoou os 100 fiéis que estavam presentes à distância, do altar.
Informações: Metro1
“Entramos na Semana Santa. Pela segunda vez vivemos no contexto da pandemia. No ano passado estávamos mais chocados, este ano estamos mais afetados. E a crise econômica está mais grave”, afirmou o Papa.
Nick Slatten tinha perdido comprovante, mas conseguiu achar e já planeja comprar casa
Nick e sua noiva pretendem comprar uma casa e fazer alguns investimentos Foto: Reprodução/Tennessee Lottery
No Tennessee, EUA, um homem conseguiu encontrar o bilhete de loteria que havia perdido. O comprovante do prêmio de 1 milhão de dólares (R$ 5 milhões) estava intacto, no chão de um estacionamento.
Nick Slatten, que mora na cidade de Sparta, descobriu no último dia 11 que acertou todos os números da loteria estadual Tennessee Cash. Ele tinha comprado o bilhete na véspera do sorteio, após sair do trabalho. As informações são da AFP.
– Fiquei atordoado. Não conseguia acreditar – disse ele.
Porém, por um momento a alegria deu lugar ao pânico, quando Nick percebeu que o bilhete não estava mais com ele. Nick voltou aos locais onde tinha ido e respirou aliviado ao ver que o papel estava no estacionamento de uma loja de autopeças.
– É um bilhete de um milhão, e alguém pisou em cima dele – falou.
Com o prêmio, Slatten e sua noiva planejam comprar uma casa e fazer reparos em seus carros. Eles pretendem continuar em seus empregos, mas “sem muitas preocupações” financeiras, visto que farão alguns investimentos.
O ataque marcou o segundo tiroteio em massa nos Estados Unidos no intervalo de apenas uma semana
Atirador matou dez pessoas em um supermercado no estado do Colorado Foto: EFE/EPA/Boulder Police Department
Um homem abriu fogo contra clientes de um supermercado em Boulder, Colorado, na segunda-feira (22) deixando ao menos dez mortos – entre eles, o policial Eric Talley, de 51 anos, o primeiro a chegar ao local – e vários outros feridos. Um suspeito está sob custódia, mas ainda não há informações sobre a motivação do crime.
Dezenas de veículos policiais ocuparam as ruas ao redor da loja, enquanto os agentes tentavam deter o atirador, que ficou ferido durante a ação. Vídeos exibiram o homem, algemado e com uma perna ensanguentada, mancando enquanto caminhava.
Testemunhas descreveram uma cena caótica, com clientes correndo para as saídas depois que os tiros foram disparados. Uma pessoa disse o jornal The Denver Post que o atirador não falou nada – “ele apenas entrou e começou a atirar”. Imagens gravadas por uma testemunha mostraram pelo menos duas pessoas feridas e móveis no chão do lado de fora do mercado.
As autoridades do Departamento de Polícia de Boulder não confirmaram quantos agressores estavam envolvidos ou quantas pessoas ficaram feridas. Pouco depois das 17h (20h, horário de Brasília), a corporação informou que estava respondendo a outro chamado envolvendo um “indivíduo armado e perigoso”.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi informado ainda na noite de segunda-feira sobre o tiroteio e receberá atualizações sobre novos desdobramentos, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. Em comunicado, o governador do Colorado, Jared Polis, lamentou a ocasião, e afirmou que “todos os recursos públicos estão disponíveis” para estabelecer a segurança.
– Meu coração está partido enquanto assistimos a este evento indescritível se desdobrar em nossa comunidade de Boulder – afirmou.
O ataque marcou o segundo tiroteio em massa nos Estados Unidos em uma semana. No último dia 16, oito pessoas foram baleadas e mortas – incluindo seis mulheres asiáticas – em episódios registrados em três locais diferentes – uma casa de massagem e dois spas – em dois condados do Estado americano da Geórgia. Um suspeito, identificado como Robert Long, de 21 anos, foi detido.
O republicano está atualmente restrito no Twitter, Facebook e Instagram
Donald Trump terá plataforma própria na web Foto: Zach Gibson/EFE
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump deverá retornar às redes sociais com uma plataforma própria entre os próximos dois e três meses.
O anúncio foi feito pelo seu conselheiro de campanha Jason Miller, que, em entrevista à Fox News, afirmou que “isto irá redefinir o jogo, todos irão olhar para o que vai acontecer”. Segundo o conselheiro, a plataforma será “grande e terá dezenas de milhões de pessoas”.
Trump segue restrito em plataformas como Twitter, Facebook e Instagram. Miller afirmou que os comunicados do republicano seguem impactantes, “talvez pelo tom mais presidencial”.
De acordo com o conselheiro, há mais de uma empresa interessada em realizar os planos de Trump, mas não especificou quais seriam, ou mais detalhes.
A secretaria especial de Comunicação (Secom) informou nesta quinta-feira (18) ter recebido uma carta do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. No documento enviado no dia 26 de fevereiro, o estadista revelou sua intenção de trabalhar para estreitar a relação entre o Brasil e o país norte-americano. O ofício é uma resposta à mensagem de cumprimento do presidente Jair Bolsonaro, enviada a Biden no dia de sua posse, em 20 de janeiro.
No ofício, o democrata disse que “não há limites para o que o Brasil e os Estados Unidos podem conquistar juntos”. Ele também afirmou que o seu governo está pronto para trabalhar em colaboração com a gestão brasileira. Biden defende a união dos países para enfrentar a pandemia de Covid-19 e os desafios da agenda ambiental.
Biden destacou ainda que “as duas nações compartilham trajetória de luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades”.
De acordo com a Secom, há um compromisso entre os “dois líderes em tornar o Brasil e os EUA mais seguros, saudáveis, prósperos e sustentáveis para as gerações futuras”.
CARTA DE BOLSONARO A BIDEN Em seu aceno ao presidente Joe Biden no dia de sua posse, Bolsonaro lembrou da parceria “sólida” e “longa” entre os dois países e ressaltou que as nações caminham juntas na defesa da democracia e das liberdades individuais como elementos compartilhados.
Ele também disse ser um grande admirador dos Estados Unidos e contou que, desde o início de seu mandato, tem buscado “corrigir equívocos de governos brasileiros anteriores”, que, de acordo com ele, afastaram o Brasil do país norte-americano.
Biden afirmou também que os dois países unam esforços em fóruns multilaterais, como a COP26 -Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas- e a Cúpula do Clima, encontro que o governo dos EUA planeja promover em 22 de abril.
A carta de Biden, datada de 26 de fevereiro, foi divulgada por meio de uma nota da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).
“Após enfatizar a responsabilidade comum dos dois líderes em tornar o Brasil e os EUA mais seguros, saudáveis, prósperos e sustentáveis para as gerações futuras, o presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima, esta última a ser sediada pelos EUA em 22 de abril próximo.”
Ainda de acordo com o comunicado da Secom, Biden fez referência às viagens que realizou ao Brasil como vice-presidente dos EUA, durante a gestão de Barack Obama.
O atual líder americano foi destacado por Obama como o principal interlocutor junto ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff após o escândalo de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), que monitorou comunicações da petista e de ministros.
“O presidente Biden sublinhou que não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos. Destacou que as duas nações compartilham trajetória de luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades”, acrescentou a Secom.
Durante a campanha presidencial nos EUA, Bolsonaro afirmou publicamente que torcia pela reeleição do ex-presidente Donald Trump, que acabou derrotado. Bolsonaro e Biden têm agendas antagônicas no combate à pandemia e na pauta ambiental.
O americano é defensor de medidas de distanciamento social e supervisiona um programa de vacinação massivo da população americana. Biden também colocou o combate às mudanças climáticas como uma de suas prioridades.
Bolsonaro, por sua vez, tem atacado ações de governadores e prefeitos para diminuir a circulação de pessoas e só abraçou a defesa da ampla imunização recentemente, após ter sido alertado por auxiliares que suas declarações antivacina prejudicam sua popularidade.
Bolsonaro, um crítico de ONGs que atuam na preservação da Amazônia, também promove a desregulamentação de normas ambientais e é considerado no exterior um líder sem compromisso com a proteção da floresta.
Numa tentativa de acenar ao novo governo americano, Bolsonaro enviou uma carta a Biden em 20 de janeiro, data de posse do democrata. Na correspondência, defendeu parcerias entre os países “em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente”.
Interlocutores no governo Bolsonaro destacam que os primeiros contatos entre as duas administrações foram positivos. O chanceler Ernesto Araújo entrou em contato com o Secretário de Estado americano, Antony Blinken. O chefe do Itamaraty, ao lado do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), realizou ainda uma conversa com John Kerry, enviado especial para o clima da administração Biden.
Por outro lado, o governo brasileiro foi publicamente cobrado por lideranças do partido Democrata no Congresso dos EUA. Em fevereiro, o líder da comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Robert Menendez, exigiu em carta que Bolsonaro e Ernesto condenassem e rejeitassem categoricamente os ataques de partidários do ex-presidente Donald Trump ao Capitólio em 6 de janeiro, afirmando que, caso isso não aconteça, haverá “prejuízo para a relação bilateral”.
O Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (17) que expandirá as restrições de exportação à Rússia e acusou o país de utilizar armas químicas contra adversários. O anúncio ocorre após o presidente norte-americano, Joe Biden, chamar o líder russo, Vladimir Putin, de “assassino”.
Nesta terça-feira (16), o governo americano divulgou um relatório que aponta para interferência russa na eleição presidencial americana de 2020.
Segundo o documento, Putin supervisionou os esforços para prejudicar a candidatura do democrata que disputava o cargo com o ex-presidente Donald Trump.
“O Departamento de Comércio está empenhado em impedir que a Rússia acesse tecnologias sensíveis dos EUA que possam ser desviadas para suas atividades de armas químicas malignas”, diz o comunicado do governo americano.
De acordo com o documento, os russos usaram armas químicas ou biológicas em violação ao direito internacional.
No ano passado, o opositor russo Alexei Navalny sofreu uma tentativa de envenenamento que foi condenada pelos EUA e por países da União Europeia. Após passar um período na Alemanha, Navalny foi detido ao retornar à Rússia.
“A partir de 18 de março de 2021, o BIS analisará os pedidos de licença sob a presunção de negação de exportações e reexportações de itens controlados, por razões de segurança nacional que se destinam à Rússia”, diz o comunicado dos EUA.
Tema surgiu após documentário em que o papa comentou sobre uniões homoafetivas
Vaticano reafirmou que não pode dar bênção a uniões homossexuais Foto: Reprodução
Pleno News |O Vaticano publicou, nesta segunda-feira, uma nota de esclarecimento em que reafirma que a Igreja Católica não pode dar bênção às uniões entre pessoas do mesmo sexo, depois que o tema surgiu em alguns ambientes eclesiásticos.
– Não é lícito dar uma bênção às relações ou mesmo aos casais estáveis que envolvem práticas sexuais fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher abertos, em si mesmos, à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo – aponta a Congregação para a Doutrina da Fé.
O posicionamento, chamado “Responsum ad dubium”, ou seja, resposta a uma dúvida, foi dado a partir de questionamento surgido entre diversos sacerdotes, referente ao poder da Igreja de dar bênção às uniões entre pessoas do mesmo sexo.
– Alguns ambientes eclesiásticos estão difundindo projetos e propostas de bênçãos a uniões de pessoas do mesmo sexo. Esses projetos estão motivados por uma sincera vontade de acolhimento e acompanhamento de pessoas homossexuais, às quais se propõem caminhos de crescimento na fé – diz o texto divulgado pelo Vaticano.
A Congregação para a Doutrina da Fé, dirigida pelo cardeal Luis Francisco Ladaria Ferrer, afirmou, no entanto, que “Deus ama cada pessoa, como também [o] faz a Igreja, rechaçando toda discriminação injusta”.
Inclusive, é feito um apelo na resposta emitida hoje, dirigido à “comunidade cristã e aos pastores para acolher com respeito e delicadeza as pessoas com inclinações homossexuais” e “saber encontrar as modalidades mais adequadas”.
RESPOSTA APÓS DOCUMENTÁRIO Recentemente, em um documentário sobre o papa Francisco, do diretor Evgeny Afineevsky, o pontífice afirmou que os homossexuais “têm direito a formar uma família”, referindo-se às leis de união civil.
A declaração provocou grande repercussão, inclusive com críticas da ala mais conservadora da Igreja Católica.
Na realidade, a frase surgiu a partir de respostas diferentes em uma entrevista, que foram editadas e incluídas no documentário, como se fossem uma, sem contexto, em que o papa se referia à lei promulgada na Argentina.