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O presidente dos Estados Unidos é mais ambicioso do que os líderes europeus na busca de soluções para reativar a economia com um programa de estímulos sem precedentes

O presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, em 7 de abril.
O presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, em 7 de abril.Leigh Vogel / EFE

A economia é um gênero arrítmico, quase jazzístico. Funciona em um ritmo impossível para dançar: lento, mais lento, um pandemônio repentino quando a crise chega, e sempre chega. Esse ziguezague ocorre até no campo das ideias: todos os grandes movimentos da política econômica são acompanhados por correntes na direção oposta, golpe-contragolpe, avanço-retrocesso, heresia-apostasia. A terceira lei de Newton ―para cada ação sempre se opõe uma reação― teve uma correlação quase perfeita na economia política do século passado. A Grande Depressão foi seguida pelo consenso keynesiano, uma revolução passiva do capitalismo para corrigir os excessos do laissez faire que 30 anos gloriosos deixaram. Quando se esgotou essa onda, com a terrível doença econômica dos anos setenta combinando estagnação econômica e inflação elevada, apareceram Ronald Reagan, Margaret Thatcher e sua revolução conservadora, um neoliberalismo que praticamente cabia em um guardanapo de coquetel ―a megafamosa curva de Laffer― e em um decálogo chamado Consenso de Washington, que se resume em desregulamentação, menos impostos, privatizações, globalização e, finalmente, o poder magnético dos mercados eficientes acima de quase tudo. A revolução conservadora resistiu entre nós com diferentes roupagens; sua evolução mais recente é o trumpismo, mas antes também encontrou seu caminho até mesmo na social-democracia, especialmente com o charlatanismo associado à Terceira Via, ou no ordoliberalismo alemão de Merkel e companhia. Nisso, veio a Grande Recessão e o entrave lúgubre na forma do Grande Confinamento. Todas as grandes crises acabam causando convulsões políticas, e esta não seria menor: um ar de mudança de regime flutua na política econômica global.

O artífice dessa convulsão é um homem de quase 80 anos que virou o mundo de cabeça para baixo contra todas as probabilidades. O democrata norte-americano Joe Biden, nascido politicamente no paraíso fiscal de Delaware, votou com entusiasmo a favor dos cortes de impostos de Reagan na década de 80 e serviu como vice-presidente do grandiloquente Barack Obama, que poderia ter protagonizado uma mudança de paradigma há uma década, mas ficou na metade do caminho pela feroz oposição republicana e de Wall Street e acabou deixando Trump como um legado. Biden chegou à Casa Branca com essa aura de político moderado, quase entediado, que costuma contratar um alto funcionário do Goldman Sachs quando tem que abrir a boca. “Por acaso eu pareço um socialista radical?”, dizia, olhando para a câmera em plena campanha. E, no entanto, não há altos funcionários do Goldman Sachs em seu Governo, e Biden surpreendeu seu partido, incluindo a sonolenta ala esquerda, e a Deus e o mundo com 100 dias tremendos que provocam a tentação de falar em mudança de paradigma.

Essa mudança de paradigma começou a tomar forma em 2009, mas se acelerou com a covid-19. Na fase mais aguda da pandemia, Governos em todo o mundo aprovaram estímulos fiscais e monetários em uma escala que só havia sido vista em guerras mundiais. Biden dobra ou triplica essa aposta: os Estados Unidos, além de vacinar a toda velocidade, aprovaram um primeiro pacote de estímulo de quase 2 trilhões de dólares (11,2 trilhões de reais) para reforçar a recuperação da economia no curto prazo, que incluiu cheques de 1.400 dólares (7.850 reais) para os norte-americanos, o equivalente ao que os economistas costumam chamar de “jogar dinheiro de um helicóptero”.

Ele anunciou logo em seguida um segundo pacote, mais estrutural, com uma perspectiva de longo prazo. São mais 2 trilhões para os próximos oito anos, com medidas destinadas a resolver alguns dos problemas que a maior potência mundial acumula há décadas: desigualdade, pobreza, educação, saúde, clima, investimento em infraestrutura, combate aos monopólios tecnológicos, um retorno ao multilateralismo e, nunca visto em duas gerações, uma proposta para um aumento global de impostos corporativos, anátema até ontem mesmo, bem como um aceno ao sindicalismo, algo incomum na América do Norte. Combinado com o que já estava na mesa, este é um estímulo do tamanho de um daqueles enormes porta-aviões que navegam pelo Pacífico Sul: cerca de 5 trilhões, um quarto do PIB dos Estados Unidos. “É uma sacudida brutal no sistema que busca causar efeitos imediatos nas vidas dos americanos”, resume o professor Peter Praet.

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Os livros didáticos dizem com clareza meridiana que em meio a um choque externo de grande magnitude, como o causado pela covid-19, é preciso fazer políticas fiscais ultraexpansionistas e políticas monetárias que acompanhem os estímulos. Mas ninguém ―ninguém― tinha se atrevido a tanto.

Economistas e governantes de todos os matizes, de direita e de esquerda, há anos levam longe demais sua adoração (ou medo) dos mercados. É claro que, quando uma crise se aproximava, todos tiravam da cartola um keynesianismo dos grandes, mas, assim que vinha a estiagem, voltava-se automaticamente ao mesmo lugar neoclássicão: usando as taxas de juros e a política monetária para domar os ciclos de econômicos, ficar sempre de olho no déficit e confiar na magia do mercado. Essa magia começou a se desfazer com o crash do Lehman Brothers: “Todo o edifício intelectual desabou”, sentenciou então um descontente Alan Greenspan, sumo sacerdote dessa fé econômica, que disse encontrar-se “em um estado de total incredulidade e espanto” quando o castelo de cartas desmoronou.

Obama não quis ou não pôde então dar o golpe radical que prometia, e as águas voltaram ao seu curso. Mas a semente estava plantada, e a combinação da terra arrasada dos anos Trump e o choque pandêmico nos convidam a cometer esse pecado econômico que consiste em pensar que desta vez pode ser diferente: “O estímulo de Biden é o despertar de uma nova era”, escreveu o historiador econômico Adam Tooze. “É a ruptura definitiva com o neoliberalismo”, segundo a análise de J. W. Mason, do Roosevelt Institute. “A pandemia é a oportunidade de fazer uma mudança que devolva o protagonismo ao Estado”, sentencia Mariana Mazzucato, do University College. Até o FAES, o think tank liberalíssimo de José María Aznar, falava às claras esta semana “do canto do cisne dos supply siders [os economistas da oferta, pouco amigos do keynesianismo], que desde o tempo de Reagan vinham dominando o debate”.

Ao jornalismo tende a cair maravilhosamente o advérbio de cautela talvez: diante da inauguração permanente da história, é preciso sempre lembrar um aforismo de Rafael Sánchez Ferlosio, “a nova era, a velha desventura”. Mas a dezena e meia de economistas consultados aponta para algo como uma mudança de guarda na política econômica não isenta de riscos.

Amores e revoluções, mesmo econômicas, precisam da pessoa certa, no lugar certo e na hora certa; a vida, entretanto, quase nunca consegue reunir tal adequação. Biden pode conseguir? “Velhos que têm pressa são uma coisa boa”, diz, por telefone, James Galbraith, economista da Universidade do Texas e um dos poucos acadêmicos de esquerda com uma voz poderosa e midiática. Biden chega ao lugar certo, uma Casa Branca abalada pelos excessos histriônicos de Trump, em meio a uma crise que, como diz a direita, é sempre uma oportunidade, “e com os democratas conscientes de que só têm dois anos antes do próximo ciclo eleitoral para mudar as coisas e evitar a volta do populismo”, diz o filho do mítico John K. Galbraith. “A questão é se a academia e a política, em parte como consequência do pânico, dão ao pensamento econômico o impulso definitivo para acabar com o neoliberalismo. Mas ainda falta muito jogo”, frisa.

Algo se move

Esse ceticismo é a norma em uma profissão acostumada a novos amanheceres que nada mais eram do que aldeias Potemkin: palavras de verniz e decorações de papelão duro. E, no entanto, é inegável que algo está se movendo. O ex-economista-chefe do FMI Maurice Obstfeld aponta que o Plano Biden “é muito mais ambicioso do que as propostas de Obama”, embora deixe no ar se representa a prometida nova era ou a ferlosiana velha desventura. Simon Johnson, que também esteve no FMI, qualifica esse pacote como “brilhante esforço para estimular a economia no curto prazo para acelerar a recuperação pós-covid-19” e, ao mesmo tempo, “pensar na economia americana no longo prazo com medidas audazes e ambiciosas”. “Eu não chamaria essas políticas de esquerda ou direita, nem as classificaria como velho ou novo paradigma: simplesmente são o caminho adequado para reconstruir a economia onde as duas últimas crises mais a golpearam. E talvez sirvam de inspiração em outros lugares”, acrescenta Johnson.

Essa “inspiração” para “outros lugares” é uma forma educada —eufemística— de se referir à Europa, que tem sido muito menos arrojada do que os EUA. Mas essa alusão vamos tentar esclarecer alguns parágrafos abaixo. Porque, para além da comparação com a Europa, o fato é que a política econômica de Biden apresenta riscos, e nem muito menos foi adotada por consenso. Larry Summers, o guru econômico de Obama, oráculo de Wall Street e prima donna do suposto progressismo economicista norte-americano, é quem mais claramente destacou que o novo Executivo dos Estados Unidos foi longe demais, apesar de até dois dias atrás ter defendido abertamente os estímulos para tirar a economia global da armadilha da estagnação secular. O prestigiado economista francês Olivier Blanchard segue Summers de perto: “Biden foi muito longe; existem riscos de superaquecimento e inflação”, explica por e-mail. “Muitos economistas pensam como Summers e Blanchard: Biden está descartando a ciência e substituindo-a por seus objetivos políticos e popularidade”, diz Tyler Cowen, autor de The Great Stagnation e influente professor da Universidade George Mason.

Diante dos maçantes teóricos do universo que vão atrás do glamour intelectual do pessimismo, Simon Wren-Lewis destaca em Oxford que Biden “mostra o caminho a seguir”. “O Reino Unido e a Europa foram tímidos demais: as preocupações com o déficit estão fora de lugar. Mas também os riscos inflacionários podem ser superados.” Não fazer nada, com os velhos demônios à espreita, não era mais uma opção: “Isto não é o fim do neoliberalismo, que vai além da política econômica, mas é de esperar que seja o começo do fim daqueles que se preocupam com o déficit ―ou a inflação― em meio a uma depressão, ou de uma armadilha econômica de baixo crescimento e taxas de juros e inflação na zona zero como na que encalhamos”.

Muitas vezes, acontece com os economistas algo semelhante ao que se deu com Napoleão em Guerra e paz: sua capacidade de decidir os rumos da economia é limitada. Armados com fantásticos modelos matemáticos, um grandioso plano de batalha cujo objetivo é simplificar a realidade e que lhes promete uma vitória quase certa, “a obsessão de teorizar” dos cientistas sociais acabou se tornando “um obstáculo à compreensão”, deixou escrito Albert Hirschman, cujo nascimento acaba de completar 100 anos. Dani Rodrik, economista de Harvard, diz que a profissão levou longe demais “sua adoração pelos mercados” e “sua crença nos modelos”. A economia é espelho e ao mesmo tempo expressão de uma era: o Estado de bem-estar social foi a tradução social-democrata do roteiro do pós-guerra e a revolução conservadora a resposta à crise do petróleo, com uma estagnação preocupante e uma inflação galopante. Mas agora os problemas são outros: a mudança climática, a hiperglobalização, o peso excessivo do setor financeiro nas economias avançadas e o impacto da revolução tecnológica sobre os trabalhadores não são devidamente tratados pelos modelos. O neoliberalismo perdeu brilho devido aos excessos dos últimos 15 anos de monopólios tecnológicos, às loucuras das finanças ―a Pottersville de A felicidade não se compra― à galopante desigualdade e ao rastro de crises dos últimos tempos. “Ao contrário dos acidentes aéreos, as crises financeiras tornaram-se mais frequentes, não menos: o avião é mais perigoso”, resume Mervyn King, ex-governador do Banco da Inglaterra.

A resposta adequada diante desse panorama é o Plano Biden, esse bidenomics? O historiador econômico Barry Eichengreen, de Berkeley, tem suas dúvidas. “Os EUA responderam com muito mais munição do que a Europa aos novos problemas econômicos, associados à covid, e aos não tão novos que se acumulam em todo o Ocidente. Mas agora há um rico debate sobre se Washington fez demais, criando significativos riscos de inflação”. “O estímulo de Biden é várias vezes maior do que a brecha de produção [a diferença entre a velocidade de cruzeiro da economia e o potencial de crescimento], e há ainda mais estímulos à vista. Do lado monetário, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou claro que não vai mudar sua política ultraexpansionista até pelo menos 2023. É melhor se recuperar a toda velocidade e arriscar-se a um retorno da inflação? Ou é preferível algo mais lento para evitar esses riscos? Biden prefere a primeira opção; a Europa, a segunda”, aponta.

Os Estados Unidos ultrapassaram a Europa pela direita depois de 2008. Quando as coisas ficaram realmente muito ruins, Washington reuniu os maiores bancos do país e os fez pedir emprestadas grandes somas de dinheiro (que depois devolveram com juros), e inovou com a política monetária e fiscal: a Europa optou pela austeridade e as coisas quase acabaram mal. Agora Biden ultrapassa os europeus pela esquerda: a Europa também optou pelos estímulos desta vez, mas em uma escala muito menor.

“A zona do euro, ao contrário dos EUA, parece satisfeita com uma recuperação incompleta”, critica o economista Ángel Ubide. “Joe Biden acaba de atrasar o declínio de seu país; os líderes europeus parecem dispostos a acelerar o deles”, escreveu o analista Martin Sandbu no Financial Times. “A comparação é equivocada porque na Europa temos estabilizadores automáticos, os heróis anônimos da política econômica moderna”, matiza Benedicta Marzinotto, da Universidade de Udine. O FMI, porém, considera que o estímulo europeu é insuficiente: o Fundo acredita que a Europa teria de injetar 3% do PIB em sua economia. Cerca de 400 bilhões a mais de uma tacada só.

Europa versus EUA, enfim, mais uma vez. Blanchard intervém nesse debate com finezza: “O plano de Biden é provavelmente demasiado grande, e os planos europeus demasiado pequenos, mas talvez não tão pequenos. Isso dependerá do que acontecer com a demanda privada: o otimismo em relação às vacinas e as poupanças retidas em empresas e famílias poderiam provocar um boom também na Europa”. Outros especialistas se queixam dos atrasos acumulados tanto nas vacinas quanto no Fundo de Recuperação de 750 bilhões aprovado um ano atrás em Bruxelas, mas do qual o dinheiro novo só começará a fluir no final de 2021.

“O Fed dos EUA comprou 2,6 trilhões de dólares em ativos desde janeiro de 2020; o BCE, 320 bilhões de euros (380 bilhões de dólares), sete vezes menos. E a política fiscal conta uma história semelhante: o estímulo europeu é mais ou menos a metade do norte-americano. Não estamos repetindo os erros da crise passada, ao menos desta vez a Europa vai na direção certa, mas em termos de volumes estamos repetindo os erros: sairemos mais tarde e com mais dificuldades”, destaca Paul De Grauwe, da Universidade de Leuven. “O contraste entre o paradigma neoliberal e o que Biden fez mostra uma mudança fundamental: os governos estão recuperando um papel central na luta contra a crise”, acrescenta. Charles Wyplosz, do Graduate Institute, concorda. E acusa aqueles que criticam a ambição de Biden pelo risco inflacionário que corre. “Parecem-me críticas incrivelmente fora de lugar. Durante uma década lamentamos os efeitos perversos de uma armadilha de baixo crescimento, taxas de juros negativas e inflação baixíssima. Se a inflação finalmente aumentar e obrigar os bancos centrais a agir, pelo menos teremos escapado da maldição dos últimos anos.” “Pela primeira vez em décadas, um Governo realmente tenta fazer algo por aqueles que acabaram sendo, por puro desespero, eleitores de opções populistas. Eu rio dessas críticas diante de um passo deste calibre”, vocifera Wyplosz. Vítor Constâncio, ex-vice-presidente do BCE, também aplaude a coragem norte-americana: “Washington está tentando fazer experiências com políticas para superar completamente a crise, enquanto a Europa languidesce sob o peso dos seus fantasmas e temores”, escreveu recentemente.

As épocas felizes são páginas em branco nos livros de história, mas aquilo de “que você viva tempos interessantes” dos chineses é uma maldição. Quando assumiu o cargo em 1933, Franklin D. Rooseveltdesvalorizou o dólar, obrigou os norte-americanos a lhe venderem, por um preço tabelado, todo o ouro que tinham adquirido desde o início da crise e fechou os bancos durante 28 dias: os EUA começaram a cimentar com o new deal ―e com a Segunda Guerra Mundial― uma hegemonia que chega até hoje. Biden não vai a tanto, mas em menos de 100 dias anunciou uma injeção de vários bilhões de dólares na economia e patrocina inclusive um aumento global de impostos para as grandes corporações. No fundo, a luta pela hegemonia global continua: o presidente dos EUA, em pleno momento Roosevelt, afirma que seu plano “nos coloca em posição de ganhar competitividade com a China”. Para além dessa luta, Washington viu as orelhas do lobo do populismo; o que faz Biden é uma tentativa quase desesperada de evitar o retorno do trumpismo. E a pressa também tem uma explicação mais prosaica: o Partido Republicano está grogue depois da última derrota, mas Biden tem apenas dois anos até as eleições para o Senado, que poderiam acabar com sua pequena maioria e turvar o resto de seu mandato.

Expectativas

As crises não são um acontecimento, mas um processo; um processo que em certos lugares, lugares desafortunados, ainda não terminou. Os anglo-saxões precisariam de outro Dickens para descrever as cicatrizes em algumas regiões dos Estados Unidos e do Reino Unido, mas Victor Hugo também poderia reescrever Os miseráveis em muitas partes da Europa. Sairemos dessa, porque não há vírus ou crise que dure 100 anos, e sairemos mais cedo do que tarde. Mas esse será o momento mais perigoso: as pessoas não se rebelam quando as coisas estão ruins, mas quando suas expectativas são frustradas. Se Biden estiver certo e a Europa arrastar os pés, é muito possível que o mal-estar cresça daquele lado do Atlântico; se Washington tiver ido longe demais, podemos estar diante da enésima fase da revolução conservadora e a mudança de regime teria sido uma miragem. Enfrentamos uma incerteza radical através dos relatos, construindo narrativas: Biden está executando a sua, e a Europa, no momento, as vê chegar.

Cavafis escreveu isso, como sempre, melhor: a cidade inteira se reuniu para esperar os bárbaros e reinava o medo, o tremor, a esperança de que essa irrupção mudasse suas vidas.

Informações El País Brasil


Casos deste domingo se somam a outros dois que ocorreram na mesma semana no país

Foto: reprodução/NBC
Foto: reprodução/NBC

Ao menos seis pessoas foram mortas em dois tiroteios em dois estados diferentes dos Estados Unidos. Os crimes ocorreram neste domingo (18). Um deles foi em Kenosha (Wisconsin), onde 3 foram mortos em uma briga de bar. O outro ocorreu em Austin (Texas), que também deixou 3 mortos nas proximidades de um centro comercial.

O caso em Wisconsin foi o primeiro registrado e ocorreu nesta madrugada. Além das mortes, duas pessoas ficaram gravemente feridas. De acordo com a polícia, o suspeito teria sido convidado a deixar o bar onde estava, mas voltou logo depois e atirou nas pessoas que estavam no local.

Já o segundo caso, no estado do Texas, aconteceu perto de um prédio de escritórios. Segundo a polícia de Austin, a identidade do atirador já foi descoberta e a suspeita é que o caso seja “uma situação doméstica isolada e não há risco para o público em geral”. O homem também está foragido.

Os casos deste domingo se somam a outros dois que ocorreram na mesma semana no país. Na sexta-feira (16), ao menos oito pessoas foram mortas durante um ataque a tiros em um escritório da FedEx – empresa americana de entregas – em Indianápolis. O atirador se matou logo em seguida. A motivação do ataque e a identidade do atirador ainda são investigadas.

O outro caso aconteceu na escola secundária Austin-East Magnet, em Knoxville (Tennessee) e deixou uma pessoa morta. Além disso, um policial foi atingido por um tiro no quadril. A polícia não detalhou o caso, mas informações ainda não oficiais alegam que a vítima seria um adolescente. Existe ainda a suspeita que o jovem tenha sido o atirador. Conforme o jornal “Knoxville News-Sentinel”, um dos suspeitos foi detido, mas a polícia não confirmou.

Informações Bahia.ba


Uefa logo - logo
Foto: Reuters/Denis Balibouse/Direitos Reservados

 A Uefa, entidade administrativa do futebol europeu, alertou que clubes relacionados à Superliga serão banidos de competições domésticas e internacionais caso organizem uma competição concorrente à Liga dos Campeões.

Em um comunicado conjunto com as ligas e federações de Espanha, Inglaterra e Itália, a Uefa afirmou que considerará “todas as medidas”, incluindo ações judiciais e banimentos de ligas domésticas, em oposição aos planos de uma competição paralela.

A Uefa afirmou que ficou sabendo que clubes daqueles países “podem estar planejando anunciar a criação de uma chamada e fechada Superliga”.

“Se isso acontecer, queremos reiterar que nós… (e) também a Fifa e todas as nossas federações permanecerão unidas na tentativa de interromper este projeto cínico, um projeto que se baseia no interesse próprio de alguns poucos clubes no momento em que a sociedade precisa de mais solidariedade do que nunca”, disse a Uefa. “Vamos considerar todas as medidas disponíveis, em todos os níveis, judiciais e esportivos, para impedir que isso aconteça. O futebol é baseado em competições abertas e méritos esportivos; não pode ser de qualquer outra maneira”, acrescentou o comunicado.

Em janeiro, a Fifa afirmou que uma competição independente não seria reconhecida e que “qualquer clube ou jogador envolvido nesse tipo de torneio não poderia participar de qualquer competição organizada pela Fifa ou por sua respectiva confederação” – o que significa que os jogadores seriam banidos da Copa do Mundo.

O comunicado deste domingo (18) da Uefa disse: “Os clubes em questão serão banidos de qualquer outra competição, em nível doméstico, europeu ou mundial, e pode ser negada aos jogadores a oportunidade de representar suas seleções nacionais”.

“Agradecemos os clubes em outros países, especialmente de França e Alemanha, que se recusaram a participar disso. Convocamos todos os amantes do futebol, torcedores e políticos, a se unirem a nós na luta contra um projeto desse tipo, caso ele seja anunciado. Esse persistente auto-interesse de poucos está em andamento há tempo demais. Chega”.

Informações Agência Brasil


O funeral do príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, aconteceu neste sábado (17) em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19. Despedida foi acompanhada pela rainha Elizabeth II e netos, inclusive o príncipe Harry.
O corpo do duque de Edimburgo foi levado para a cripta real. Antes, o corpo do príncipe Philip foi velado na Capela de São Jorge, dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde ele morava com a rainha Elizabeth II.

Após o fim da cerimônia, a família real retornou ao Castelo de Windsor.
Restrições Covid
Por conta da pandemia de Covid-19 no Reino Unido, apenas 30 pessoas, entre filhos, netos e outros parentes próximos puderam comparecer à Capela de São Jorge.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já havia antecipado que não participaria do funeral para que mais familiares pudessem acompanhar a despedida presencial.

Além da rainha Elizabeth II, que viveu ao lado de Philip por mais de 70 anos, quatro dos sucessores diretos ao trono participaram da despedida:
Príncipe Charles (1º)
Príncipe William (2º)
Príncipe Harry (6º)
Príncipe Andrew (7º)
O príncipe George – 3º na linha de sucessão –, filho de William, e seus irmãos princesa Charlotte (4ª) e príncipe Louis (5º) não participaram da cerimônia por ainda serem crianças.

O príncipe Harry, que mora nos EUA, voltou ao Reino Unido e teve que cumprir um período de quarentena.
Essa é a primeira vez que ele volta ao país depois da veiculação da polêmica entrevista que ele concedeu ao lado da esposa Meghan Markle à apresentadora americana Oprah.

Markle, a duquesa de Sussex, não esteve presente. Ela ficou nos EUA por recomendações médicas. A esposa de Harry está grávida do 2º filho do casal.
Segundo os protocolos sanitários, os convidados tiveram que manter distanciamento durante a cerimônia e usar máscaras de proteção.
O Palácio de Buckingham pediu aos britânicos que não tentassem se aproximar do Castelo de Windsor, próximo a Londres, para evitar aglomerações.

Informações: G1

Foto: Leon Neal/Pool/Reuters


Palco do atentado fica em sede da Fedex, próximo ao Aeroporto Internacional de Indianápolis

Porta-voz da polícia disse que o atirador se matou em seguida (Imagem: Reprodução/CNN Brasil)
Porta-voz da polícia disse que o atirador se matou em seguida (Imagem: Reprodução/CNN Brasil)

Um ataque a tiros na madrugada desta sexta-feira (16) deixou ao menos oito pessoas mortas em um escritório da FedEx – empresa americana de entregas – em Indianápolis, nos Estados Unidos. Vários feridos foram levados para hospitais da região. O porta-voz da polícia disse que o atirador se matou. A motivação do ataque e a identidade do atirador ainda estão sob investigação. As informações são da CNN Brasil.

Dois funcionários do prédio disseram à afiliada da CNN WISH-TV que ouviram até dez tiros.

A princípio, Jeremiah Miller e Timothy Boillat pensaram que o som era de um carro. Em seguida, depois de ouvir mais, Miller se levantou e viu um homem com uma arma.

“Depois de ouvir o tiroteio, vi um corpo no chão atrás de um veículo”, disse Boillat. Eles deixaram o prédio e viram cerca de 30 carros da polícia, disse Boillat.

“Agradeço a Deus por estar aqui porque pensei que levaria um tiro”, declarou Miller.

Em um comunicado, a FedEx disse estar ciente do “trágico tiroteio” nas instalações de Indianápolis. “A segurança é nossa maior prioridade e nossos pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados. Estamos trabalhando para reunir mais informações e cooperando com as autoridades investigadoras”, disse o porta-voz da empresa Jim Masilak, por e-mail, à CNN.

O atque ocorreu em uma área próxims ao Aeroporto Internacional de Indianápolis. A principal rodovia próxima da empresa, a I-70, chegou a ser fechada nas duas direções, mas o fluxo já foi liberado.

Informações Bahia.ba


Um painel consultivo dos Estados Unidos (EUA) solicitou mais dados nessa quarta-feira (14) sobre a vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19, antes de decidir se vai retomar a aplicação do imunizante de dose única. Com isso, a votação foi adiada por uma semana ou mais.

O painel consultivo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) decidiu adiar a votação sobre a melhor forma de usar a vacina da J&J, mesmo depois que um cientista da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) disse aos consultores que acreditava que alertas do órgão permitiriam aos médicos avaliar os riscos e benefícios da vacina.

O painel está analisando seis casos relatados de coágulos sanguíneos cerebrais raros em mulheres que receberam a vacina, um dia depois que a FDA e o CDC recomendaram em conjunto suspender seu uso para avaliar a questão.

A médica Lynn Batha, epidemiologista do Departamento de Saúde de Minnesota, e outros especialistas defenderam a suspensão para coletar mais informações de segurança.

“Ao ter informações mais robustas, acredito que possamos estar mais confiantes sobre a segurança desta vacina”, disse ela a outros membros do painel consultivo.

Agência Brasil

Foto: Eric Seals


Vacinação contra a Covid-19 no Rio
Foto: Daniel Resende/Estadão Conteúdo

O Brasil está na 9ª posição na aplicação de doses da vacina contra a Covid-19, considerando o número de doses a cada 100 habitantes, quando comparado com os demais países que formam o G20, grupo das 20 maiores economias do mundo. 

No ranking, atualizado nesta quarta-feira (14), o país está em 9º lugar, com 15,27 doses aplicadas a cada 100 habitantes. O Reino Unido está em primeiro lugar, com 59,08 doses aplicadas a cada 100 pessoas.

Os Estados Unidos estão em 2º lugar (57,49), seguido pela Alemanha (22,97), Canadá (22,79) e Turquia (22,60). A Itália fica em 6º lugar, com 22,47 doses a cada 100 habitantes, seguida pela França (21,86) e Arábia Saudita (18,67).

Painel da vacina: doses por 100 habitantes 14 de abril
Foto: CNN

Ainda considerando os países que compõem o G20, porém analisando os números absolutos, o Brasil fica em 5º lugar no ranking. Com mais de 32 milhões de doses já aplicadas até esta terça-feira (13), o Brasil segue atrás dos Estados Unidos, China, Índia e Reino Unido. 

Os dados foram compilados pela Agência CNN com informações das secretarias estaduais de Saúde e do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Informações: CNN Brasil

Painel da vacina: doses por 100 habitantes 14 de abril
Foto: CNN


neymar, psg, liga dos campeões

Agência Brasil | O PSG (França) do brasileiro Neymar avançou, nesta terça-feira (13), para as semifinais da Liga dos Campeões. E a classificação teve um sabor especial, pois foi em cima do campeão da última edição da competição, o Bayern de Munique (Alemanha), que superou os franceses na última decisão.

https://twitter.com/PSG_inside/status/1382074693331656704?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1382074693331656704%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fesportes%2Fnoticia%2F2021-04%2Fpsg-de-neymar-elimina-bayern-e-alcanca-semifinal-da-liga-dos-campeoes

Porém, a classificação foi obtida com uma derrota de 1 a 0 em Paris. Após vencer o confronto de ida por 3 a 2 na Alemanha, o PSG garantiu sua vaga nas semifinais pelo critério de gols marcados fora de casa.

O camaronês Choupo-Moting marcou o único gol do jogo. Mas o time de Paris teve as oportunidades mais claras. O brasileiro Neymar acertou a trave três vezes no primeiro tempo e o francês Mbappé muitas vezes levou perigo nas jogadas de velocidade.

Agora, a equipe comandada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino terá pela frente o vencedor do confronto entre Manchester City (Inglaterra) e Borussia Dortmund (Alemanha).

Chelsea chega à semi

No outro jogo desta terça, o Chelsea (Inglaterra) conseguiu a vaga na semifinal mesmo perdendo por 1 a 0 para o Porto (Portugal). Na partida de ida a equipe de Londres triunfou por 2 a 0. O gol do time português foi marcado pelo iraniano Taremi.

Agora, a equipe comandada pelo técnico alemão Thomas Tuchel aguarda o vencedor do confronto entre Real Madrid (Espanha) e Liverpool (Inglaterra).

* Com informações da agência de notícias Reuters.


Resort no Canadá registra maior surto por variante brasileira da Covid-19 no exteriorFoto: Divulgação

Um resort no Canadá foi fechado pelas autoridades locais após um surto de Covid-19 provocado pela variante brasileira, a P1, infectou cerca de 200 pessoas que estiveram no estabelecimento de lazer. O resort Whistler Blackcomb, conhecido pela prática de esqui, é responsável por quase um quarto dos 877 casos registrados na província da Colúmbia Britânica.

A rápida expansão do número de infectados na Colúmbia Britânica é motivo de alerta para as autoridades locais. Uma das providências tomadas foi o fechamento do hotel, no fim de março, assim que as autoridades de saúde da província rastrearam a ação da variante P1. No entanto, os registros do coronavírus em diferentes regiões do Canadá têm batido recordes constantes, de acordo com a Revista Época. 

Os órgãos de saúde do Canadá ainda não sabem como a P1 chegou à população local. Das 84 pessoas sinalizadas inicialmente com a nova cepa no resort, nenhuma tem registro de viagem exterior ao Canadá, de acordo com o The Guardian. Uma das razões para a identificação é a demora no rastreamento e detalhamento dos casos identificados na Colúmbia Britânica, criando um cenário de incerteza sobre como ocorreu a expansão do vírus.

Outro aspecto que provavelmente contribuiu também para o surto da P1 no resort é sua falta de moradias e a união de pessoas de diferentes origens em um mesmo apartamento. Com hóspedes costumam alugar closets e, por vezes, até oito pessoas dividem o mesmo espaço. Esse contato pode ter potencializado a transmissão do coronavírus.

Informações Bahia Notícias


Foto: Divulgação

A Eslováquia recomendou não aplicar a vacina russa Sputnik-V no país porque as doses recebidas são diferentes das utilizadas nos estudos do The Lancet. A agência reguladora do país indicou que o lote é distinto daquele utilizado pela Agência Europeia de Medicamentos para determinar a autorização do inoculante. A Rússia, por sua vez, exigiu que Bratislava devolvesse o carregamento e acusou a entidade de cometer “um ato de sabotagem”.

Em um relatório, as autoridades de saúde eslovacas recomendaram não administrar as doses recebidas da vacina Sputnik-V contra a COVID-19, indicando que as informações recebidas estão erradas ou incompletas.

O órgão regulador eslovaco argumentou que o material fornecido não era idêntico ao descrito na revista médica The Lancet, que confirmou uma eficácia de 91,6% para a Sputnik V. Em 8 de abril, indicou que não era idêntico ao imunizante fornecido à Agência Europeia de Medicamentos, encarregada por avaliar a possibilidade de autorizar a sua aplicação na União Europeia. A Eslováquia recebeu as vacinas em 1º de março, mas evitou iniciá-las devido às discrepâncias mencionadas.

Consequentemente, a Rússia ordenou ao governo eslovaco que devolvesse as doses recebidas – atualmente 200.000 – “para que possam ser utilizadas em outros países” e alegou que Bratislava cometeu “violações do contrato”.

Em carta enviada em 6 de abril, o Fundo Russo de Investimento Direto considerou que houve um “ato de sabotagem” do regulador eslovaco, que acusa de lançar uma “campanha de desinformação” com “notícias falsas”.

“Todos os lotes da Sputnik V têm a mesma qualidade e passam por um exaustivo controle de qualidade no Instituto Gamaleya. A qualidade da Sputnik V foi confirmada por órgãos reguladores de 59 países”, diz a nota publicada nas redes sociais.

Com informações, EuropaPress

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