Papa Francisco afirma que compartilhar “não é comunismo, mas cristianismo puro” em missa neste 11 de abril. — Foto: Vaticano News
O papa Francisco fez uma saída incomum do Vaticano neste domingo (11) para celebrar a missa do ‘Domingo da Misericórdia’ com presos, refugiados e profissionais da saúde.
Durante a celebração, o pontífice lembrou que os primeiros cristãos não tinham o conceito de propriedade privada e compartilhavam tudo. “Isso não é comunismo, mas puro cristianismo”, afirmou.
Francisco também destacou a importância para os cristãos da misericórdia e de servir os demais.
“Não podemos permanecer indiferentes. Não podemos viver uma meia fé, que recebe, mas não dá (…). Tendo recebido misericórdia, vamos nos tornar misericordiosos”, pediu o papa.
A missa foi realizada em uma igreja próxima à Praça de São Pedro. Entre o público, com cerca de 80 pessoas por causa das medidas de prevenção ao coronavírus, havia presos de dois presídios de Roma e de um centro de detenção de jovens, assim como refugiados da Síria, Nigéria e Egito e profissionais da saúde de um hospital próximo.
O papa, que tem 84 anos e foi vacinado contra o coronavírus antes de sua viagem ao Iraque no início de março, não usou máscara durante a missa, segundo a agência de notícias France Presse.
A Casa Branca anunciou neste sábado (10) a primeira viagem para a América do Sul de Juan Gonzalez, diretor sênior para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional, cargo que na prática é responsável por assuntos latino-americanos. O itinerário não inclui o Brasil.
Acompanhado da secretária-adjunta interina para o Hemisfério Ocidental, Julie Chang, Gonzalez passará, entre 11 e 15 de abril, por Colômbia, Argentina e Uruguai, onde se encontrará com autoridades locais.
Em Bogotá, segundo a Casa Branca, o enviado do governo de Joe Biden irá abordar a recuperação econômica, o desenvolvimento e a segurança no meio rural, a crise de migração da Venezuela e a liderança climática exercida na região pela Colômbia.
Já em Buenos Aires e Montevidéu, a discussão será em torno das prioridades regionais, incluindo os desafios da crise climática e da pandemia de Covid-19 e ameaças à democracia, aos direitos humanos e à segurança na região e no mundo.
O Brasil ficou de fora do roteiro, apesar de ter em seu território a maior parte da floresta amazônica, que registrou recorde de desmatamento no mês de março.
O país também enfrenta forte crise ligada ao coronavírus, com recordes de mortes e casos diários. O mês de março foi o mais mortal e registrou 66.868 mortos por Covid-19, mais do que o dobro do 2º mês com mais óbitos, julho de 2020 (32.912 mortes).
O Brasil vem ainda registrando novas variantes e não conseguiu deslanchar uma vacinação nacional, com problemas que vão desde a rejeição por parte do governo de comprar milhões de doses da Pfizer/BioNTech até a falta de insumos para a produção dos imunizantes no Instituto Butantan e na Fiocruz.
Gonzalez é crítico da agenda ambiental do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), e declarações anteriores do indicado mostram que o tema pode trazer conflitos à relação entre EUA e Brasil.
Em entrevista ao Washington Post, em outubro do ano passado, disse que “em qualquer relacionamento que Biden tenha com líderes ao redor do mundo, a mudança climática estará no topo dessa agenda, e isso inclui o Brasil”.
“Qualquer pessoa que pensa que pode promover um relacionamento ambicioso com os Estados Unidos enquanto ignora questões importantes como mudança climática, democracia e direitos humanos claramente não tem ouvido Joe Biden durante a campanha”, afirmou.
Nascido na Colômbia e criado em Nova York, Gonzalez já foi diretor do Conselho de Segurança Nacional para assuntos relacionados à América Latina entre 2011 e 2013, durante o governo de Barack Obama, do qual Biden foi vice.
Em um artigo publicado na revista Americas Quarterly, em julho de 2020, Gonzalez disse que “a relação Brasil-EUA tem enorme potencial sob o governo Biden”, mas questionou se a “liderança atual do Brasil está preparada para abordar os desafios monumentais de nosso tempo”.
Bilionário Jack Ma, fundador do Alibaba Foto: Reprodução
O regulador antitruste da China impôs uma multa equivalente a 2,8 bilhões de dólares (R$ 16 bilhões) contra o Alibaba Group Holding por abuso de posição dominante sobre rivais e comerciantes em suas plataformas de comércio eletrônico. A penalidade recorde no país, de 18,2 bilhões de yuans, equivale a 4% das vendas domésticas anuais da companhia, e surge em meio a uma onda de escrutínio sobre o império empresarial do fundador da empresa, Jack Ma.
A Administração Estatal da China para Regulação do Mercado informou, neste sábado (10), que o Alibaba puniu certos comerciantes que vendiam produtos tanto em sua plataforma quanto em plataformas rivais, uma prática que apelidou de “er xuan yi” (ou “escolha um entre dois”).
De acordo com o regulador, as práticas comerciais do Alibaba limitaram a concorrência, afetaram a inovação, infringiram os direitos dos comerciantes e prejudicaram os interesses dos consumidores.
Como parte da penalidade, os reguladores exigirão que o Alibaba realize uma reformulação abrangente de suas operações e apresente um “relatório de autoexame de conformidade” dentro dos próximos três anos.
– O Alibaba aceita a penalidade com sinceridade e garantirá sua conformidade com a determinação. Para cumprir sua responsabilidade para com a sociedade, o Alibaba operará de acordo com a lei com o máximo de diligência, continuará a fortalecer seus sistemas de conformidade e desenvolverá o crescimento por meio da inovação – declarou a empresa.
A multa aplicada ao Alibaba, que registrou receita de 72 bilhões de dólares (R$ 409 bilhões) em seu ano fiscal mais recente, encerrado em março de 2020, superou em muito as penalidades regulatórias chinesas anteriores em termos absolutos. Em 2015, a Qualcomm Inc. pagou uma penalidade de 975 milhões (R$ 5 trilhões), equivalente a 8% das vendas domésticas, após uma investigação de um ano sobre supostas violações da lei antimonopólio da China. Pelas regras chinesas, as multas antitruste são limitadas a 10% das vendas anuais de uma empresa.
– É muito dinheiro, mas não vai atrapalhar seu desenvolvimento. Parece um nível apropriado para ação corretiva – disse o ex-professor da Escola de Administração Guanghua da Universidade de Pequim, Jeffrey Towson.
– A punição do regulador ao Grupo Alibaba é um movimento para padronizar o desenvolvimento da empresa e colocá-la no caminho certo, para purificar a indústria e proteger vigorosamente a concorrência justa no mercado – disse o jornal do Partido Comunista, o Diário do Povo, em um comentário sobre a declaração do regulador.
O texto do Partido Comunista, acrescentou que a multa é “também uma espécie de amor”.
A penalidade não pretende negar a importância da plataforma para o desenvolvimento da China e não significa uma mudança no apoio do Estado ao seu crescimento, disse o jornal.
A punição foi anunciada menos de quatro meses depois que o principal regulador da China lançou uma investigação antitruste sobre o Alibaba, com foco nas alegações de fornecedores de que o Alibaba os pressionou a vender exclusivamente em sua plataforma de e-commerce.
O Alibaba ficou sob escrutínio regulatório depois que Ma irritou autoridades governamentais, incluindo o presidente Xi Jinping, com suas críticas de que as restrições regulatórias estavam impedindo a inovação. Os comentários de Ma também atrapalharam a muito esperada oferta pública inicial do Ant Group.
Desde que a investigação foi anunciada, o Alibaba tem feito gestos conciliatórios, como o estabelecimento de uma força-tarefa para revisar seus negócios internamente e dizendo que arcará com mais responsabilidade social.
Cerimônia reunirá poucas pessoas e será conduzida pelo decano de Windsor e pelo arcebispo de Canterbury
Duque de Edimburgo faleceu dois meses antes de completar 100 anos Foto: Reprodução/The Royal Family
A família real britânica se despedirá do príncipe Philip em um funeral em escala reduzida no próximo sábado (17), na Capela de São Jorge no Castelo de Windsor, de acordo com os desejos expressos pelo marido da Rainha Elizabeth II da Inglaterra e as restrições impostas devido à pandemia da Covid-19.
O corpo do Duque de Edimburgo, que morreu nesta sexta-feira (9), aos 99 anos de idade, permanecerá em uma capela na residência real, cerca de 20 milhas a oeste de Londres, até pouco antes das 11h (de Brasília) do próximo sábado (17). Nesse momento, será respeitado um minuto de silêncio, e em seguida iniciada uma cerimônia celebrada pelo decano de Windsor e pelo arcebispo de Canterbury.
As regras para combate ao vírus SARS-CoV-2 na Inglaterra limitam a 30 o número de pessoas que podem participar de funerais. O Palácio de Buckingham adiantou que o príncipe Harry, neto do Duque de Edimburgo, estará entre os parentes presentes na cerimônia, mas não sua esposa, a Duquesa de Sussex, Meghan Markle, que devido a sua gravidez recebeu conselho médico para não viajar dos Estados Unidos.
A família real deve anunciar a lista completa n próxima quinta e o Reino Unido permanecerá em luto oficial até depois do funeral.
PRÍNCIPE CHARLES FAZ HOMENAGEM AO PAI O príncipe Charles, primeiro na fila ao trono britânico, caminhará atrás do caixão de seu pai no sábado junto com outros membros da família em uma pequena procissão que será realizada dentro dos terrenos do Castelo de Windsor.
O filho primogênito do duque e da rainha, de 72 anos, prestou hoje homenagem ao pai em um comunicado à imprensa fora de sua residência na Highgrove House, no condado inglês de Gloucestershire.
– Como vocês podem imaginar, minha família e eu sentimos uma enorme falta do meu pai. Ele era uma figura muito amada e querida que, posso imaginar, teria ficado profundamente emocionado com o número de pessoas, aqui, ao redor do mundo e na Commonwealth, que compartilham nossa perda e nossa tristeza. Acima de tudo, ele teria ficado surpreso com as reações e as coisas muito comoventes que têm sido ditas sobre ele. Desse ponto de vista, minha família e eu estamos profundamente gratos – declarou o príncipe.
Charles foi um dos membros da família real que visitou o duque no final de fevereiro no hospital londrino em que ele foi internado por quase um mês antes de receber alta, em 16 de março, após ter sido submetido a uma cirurgia cardíaca.
Uma fotografia do príncipe visivelmente emocionado após essa visita ao Hospital King Edward VII foi amplamente divulgada na mídia britânica.
SALVA DE TIROS DE CANHÕES Ao meio-dia (local, 8h de Brasília) deste sábado, 41 canhões foram disparados nas quatro capitais das nações do Reino Unido – Londres, Edimburgo, Cardiff e Belfast – em homenagem ao Duque, que serviu na Marinha Real durante a Segunda Guerra Mundial e ocupou o posto cerimonial de Lorde Grande Almirante. As salvas foram replicadas em Gibraltar, assim como a bordo dos navios militares HMS Diamond e HMS Montrose.
– Seu espírito generoso, seu apreço por todos os aspectos do serviço naval e sua profunda compreensão de nossos valores, padrões e ‘ethos’ fizeram dele um grande amigo do serviço por mais de oito décadas – disse o almirante-chefe da Marinha, Tony Radakin.
Pouco antes do início das salvas, a família real britânica transmitiu através de suas redes sociais o extrato de um discurso de Elizabeth II de 1997 – por ocasião das bodas de ouro de seu casamento com Philip – no qual ela explicou a importância do Duque de Edimburgo em sua vida, acompanhado de uma foto dos dois.
– Ele tem sido, muito simplesmente, minha força e meu apoio durante todos estes anos, e eu, toda sua família e este e muitos outros países, lhe devemos mais do que ele jamais reconheceria ou que alguma vez saberemos – disse a rainha naquela ocasião.
Segundo fonte, Meghan depende do conselho de seus médicos para saber se pode viajar
Meghan Markle e príncipe Harry Foto: EFE/Facundo Arrizabalaga
O príncipe Harry estaria tomando providências para ir ao Reino Unido por conta da morte de seu avô, o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II. Segundo o Daily Mail, ele quer estar ao lado da família neste momento de dor.
– Harry fará tudo o que for possível para voltar ao Reino Unido e ficar com sua família. Ele não vai querer nada mais do que estar lá para sua família, e particularmente sua avó, durante este período terrível – disse uma fonte.
O príncipe Philip morreu aos 99 anos, nesta sexta-feira (9).
Ainda não foi divulgado quando Harry viajará. Também há dúvidas se a esposa dele, Meghan, irá, visto que está grávida.
– Meghan está grávida, então ela precisará seguir o conselho de seus médicos sobre se é seguro para ela viajar, mas acho que Harry definitivamente irá – afirmou a fonte.
Harry e Meghan prestaram homenagem ao príncipe Phillip. No site da instituição do casal, Archewell, foi publicada uma declaração oficial.
– Em amorosa memória de Sua Alteza Real, o Duque de Edimburgo”, dizendo ainda: “Obrigado pelo seu serviço… sentiremos muito sua falta”.
Palácio de Buckingham anunciou que o marido de Elizabeth II morreu nesta sexta-feira. A causa ainda não foi revelada.
Príncipe Philip participou do casamento do neto Harry e Meghan Merkle, em 19 de maio de 2018 — Foto: Gareth Fuller / AFP
O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, morreu aos 99, disse nesta sexta-feira (9) o Palácio de Buckingham.
Ele iria completar 100 anos em junho deste ano.
Em fevereiro, ele passou mal e foi internado como “medida de precaução”. No entanto, ele foi transferido de hospital e passou por uma cirurgia cardíaca. Ele recebeu alta depois de um mês.
O Príncipe Philip da Grécia e da Dinamarca, bisneto da rainha Victoria (como a própria rainha Elizabeth II), nasceu em uma mesa de cozinha na ilha de Corfu, em 10 de junho de 1921.
Pouco mais de um ano depois, em dezembro de 1922, foi retirado da ilha em uma caixa de laranjas com o restante da família em um navio britânico, quando o tio, o rei Constantino I da Grécia, avô da rainha da Espanha, teve que partir para o exílio.
Após uma infância errante e uma longa estadia em um pensionato austero da Escócia, ingressou na Marinha britânica e teve participação ativa na Segunda Guerra Mundial.
Depois do casamento, em 1947, com a então jovem princesa Elizabeth, Philip Mountbatten foi enviado a Malta, mas a meteórica ascensão militar foi interrompida pela subida ao trono da esposa, em 1952, o que o obrigou a renunciar à carreira.
“Estando casado com a rainha me parecia que deveria servi-la da melhor maneira possível”, disse certa vez numa entrevista à ITV.
Espontaneidade inadequada
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Em 1986, por exemplo, aconselhou estudantes britânicos na China a não permanecerem muito tempo no país se não quisessem terminar com os “olhos rasgados”.
Durante uma visita à Austrália em 2002 perguntou a um aborígene se “ainda disparava flechas”. Em uma ocasião, um menino disse que gostaria de ser astronauta e o duque respondeu: “Nunca poderá voar, está muito gordo”.
À ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que quase morreu em um ataque dos talibãs por defender o direito de educação das meninas, disse que “os pais enviam as crianças para a escola porque não as querem em casa”.
Ao ser questionado se gostaria de visitar a União Soviética, respondeu: “Eu gostaria muito de ir à Rússia, mas os bastardos assassinaram metade da minha família” (em referência ao destino dos Romanov).
A um professor de auto-escola escocês, o príncipe perguntou: “Como você faz para manter os nativos suficientemente longe da bebida para aprová-los no exame?”
Apesar de tudo, ganhou a simpatia dos britânicos com o trabalho de incentivador de quase 800 organizações.
Casamento sólido
Elizabeth e Philip casaram-se no dia 20 de novembro de 1947. Eles se conheceram em 1939, quando Philip da Grécia tinha 18 anos e a então princesa, 13. A futura rainha, apelidada de
“Lilibet”, contou mais tarde que sentiu amor à primeira vista pelo louro alto de olhos azuis. Ele, por sua vez, nunca confessou se o sentimento foi recíproco.
“É a atração dos opostos: ela é séria, tímida, introvertida; ele, ao contrário, gosta de gente e da vida social, sendo muito divertido. Enfim, se complementam”, assinalou Marc Roche, autor da biografia “A última rainha”.
Com a prematura morte do rei George VI, Elizabeth subiu ao trono aos 25 anos. Philip tornou-se príncipe consorte, à sombra da esposa; foi até obrigado a mudar o sobrenome, Mountbatten, porque, segundo Winston Churchill, soava muito alemão, numa época de guerra.
“O príncipe Philip é o único homem em todo o mundo que trata a rainha como um simples ser humano”, contou certa vez o ex-secretário privado de Elizabeth II, Lord Charteris. “É o único que se pode permitir. E isso agrada a ela”, acrescentou.
A solidez da “associação” que formaram contribuiu, em boa medida, para a estabilidade da monarquia britânica nas últimas seis décadas.
“A rainha e o príncipe formaram uma parceria de trabalho extraordinária, mas seriam felizes?”, escreveu Gyles Brandreth no best-seller “Philip e Elizabeth, retrato de um matrimônio”.
Informação foi passada pelo secretário do Departamento de Segurança Interna dos EUA
Joe Biden, atual presidente dos EUA Foto: EFE/Yuri Gripas
O secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, deu a entender que a construção do muro da fronteira EUA-México poderá ser reiniciada. De acordo com a informação divulgada pelo Washington Times na última segunda-feira (5), Mayorkas quer preencher o que ele chamou de “brechas” no muro atual.
Alejandro Mayorkas disse ainda que, embora o presidente Biden tenha cancelado a construção na fronteira e impedido o fluxo de dinheiro do Pentágono para o muro, poderá tomar algumas decisões para reverter a decisão.
– O presidente comunicou com bastante clareza sua decisão de que a emergência que desencadeou fundos para a construção do muro de fronteira terminou. Mas isso deixa espaço para tomar decisões como a administração, como parte da administração, em áreas específicas do muro que precisam de renovação, projetos específicos que precisam ser concluídos – apontou o secretário.
Mayorkas explicou que a iniciativa foi tomada para continuar a servir algumas áreas do muro que necessitam de renovação. Ele detalhou que “projetos particulares precisam ser concluídos”.
Alguns desses ajustes, segundo ele, incluirão “lacunas”, “portões” e “áreas específicas” nas quais, embora o muro de fronteira possa ser concluído, ainda não foi possível “implementar adequadamente a tecnologia”.
Durante sua primeira semana no cargo, Biden emitiu uma ordem executiva interrompendo a construção do muro, alegando ser um desperdício de gastos.
– Como toda nação, os Estados Unidos têm o direito e o dever de proteger suas fronteiras e proteger seu povo contra ameaças. Mas construir um muro maciço que atravesse toda a fronteira sul não é uma solução política séria. É um desperdício de dinheiro que desvia a atenção das ameaças genuínas à segurança de nossa pátria – disse Biden, há três meses.
Ao final do Governo Trump, os Estados Unidos haviam concluído mais de 720 quilômetros de construção. O novo muro deveria cobrir toda a fronteira de 3.145 quilômetros. Grande parte da construção foi realizada em áreas onde já existia algum tipo de barreira.
Funcionários do antigo governo afirmaram que o muro da fronteira reduziu as atividades de tráfico humano e de drogas e também a travessia ilegal de pessoas.
A atual crise de migração parece confirmar a necessidade de se concluir o projeto do ex-mandatário republicano.
Celulares já lançados continuarão à venda e clientes terão suporte, garante a companhia
Sede da LG Foto: Reprodução
A LG anunciou neste domingo (4) que está saindo do mercado de smartphones. O comunicado foi feito pela própria empresa em seu site, onde diz que a decisão foi tomada no intuito de permitir que a empresa “concentre recursos em áreas de crescimento, como componentes de veículos elétricos, dispositivos conectados, casas inteligentes, robótica, inteligência artificial e soluções business-to-business, bem como plataformas e serviços”.
De acordo com a empresa sul-coreana, os celulares já lançados continuarão à venda. Além disso, todos os seus clientes terão o suporte da empresa, caso precisem, “por um período que irá variar de acordo com a região”.
A companhia não citou nada sobre possíveis demissões, mas disse que “os detalhes relacionados ao emprego serão determinados a nível local”. Os planos são para que o fechamento da divisão seja concluído até o final de julho de 2021.
Já havia rumores sobre a possibilidade do encerramento do negócio de celulares da LG. A empresa chegou a afirmar anteriormente que esperava fazer com que sua divisão de smartphones se tornasse lucrativa em 2021.
Comunicado oficial da LG:
Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) até o final de 2020.
Depois de avaliar todas as possibilidades para o futuro do nosso negócio de celulares, o Headquarter Global decidiu por fechar esta divisão a fim de fortalecer sua competitividade futura por meio de seleção e foco estratégico.
Como uma companhia que valoriza profundamente a contribuição de cada funcionário, cliente e parceiro LG, nós comunicaremos de forma aberta e transparente durante este processo, buscando uma abordagem justa e pragmática, enquanto atendemos as obrigações jurídicas.
É com tristeza que compartilhamos esta notícia com os nossos clientes e parceiros que, ao longo de todos estes anos, nos demonstraram confiança e nos deram apoio.
A LG Electronics do Brasil agradece vocês e irá se concentrar fortemente em seus negócios de modo a continuar a fornecer produtos e serviços inovadores que tornarão a vida melhor.
Os ingredientes das vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca foram misturados na fábrica da Emergent BioSolutions. O governo dos EUA determinou que a unidade será administrada pela Johnson e que fará um único produto.
Seringa é enchida com vacina da Johnson durante imunização em Louisville, no estado americano do Kentucky, nesta segunda-feira (15). — Foto: Jon Cherry / Getty Images via AFP
O governo dos Estados Unidos ordenou no sábado (3) que a Johnson & Johnson passe a gerenciar uma fábrica da empresa Emergent BioSolutions, que produzia vacinas da Covid-19 desenvolvida pela própria Johnson & Johnson, que foi obrigada a jogar fora um lote de 15 milhões de doses que não atendiam aos padrões de qualidade.
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A Emergent BioSolutions também foi proibida de produzir as vacinas da AstraZeneca, de acordo com uma reportagem do “New York Times”.
Os trabalhadores na fábrica da Emergent BioSolutions misturaram ingredientes das duas vacinas, há semanas, segundo o jornal.
As vacinas estragadas não chegaram a ser envasadas.
O governo deu a ordem justamente para que não haja mais misturas com ingredientes das duas vacinas.
A Johnson afirmou que assumirá responsabilidade plena pela fábrica e disse que vai entregar as 100 milhões de doses que o governo contratou até o fim de maio.
A vacina da AstraZeneca não foi aprovada nos EUA.
A AstraZeneca afirmou que vai procurar uma alternativa com o governo norte-americano para encontrar uma fábrica que possa produzir doses.
O governo criticou a empresa farmacêutica por usar dados antigos na apresentação de seus resultados. Depois disso, os estudos foram revistos.
Um médico que trabalha para um órgão do governo e deu entrevista à agência Reuters, mas que não quer ser identificado, afirmou que o país pode não precisar das vacinas da AstraZeneca, mesmo se elas forem aprovadas pelos EUA.
O governo do país acertou com o México e com o Canadá que vai enviar cerca de 4 milhões de doses de vacina da AstraZeneca produzidas nos EUA.
De acordo com as autoridades de saúde do Canadá, mais de 40 pessoas foram afetadas por uma doença cerebral misteriosa na província de New Brunswick, na região leste do país. As vítimas da condição neurológica potencialmente nova relatam mudanças de comportamento, dores inexplicáveis e alucinações.
Segundo a Dra. Jennifer Russell, diretora médica de saúde da província canadense, esta é “muito provavelmente uma nova doença”. Durante uma entrevista no dia 18 de março, as autoridades de saúde pública explicaram que há pelo menos 43 casos dessa condição neurológica misteriosa em investigação no local, sendo que 35 já foram confirmados e outros oito ainda são suspeitos.
Canadenses investigam nova doença neurológica que já afetou mais de 40 pessoas (Imagem: Reprodução/Bret Kavanaugh/Unsplash)
Quais os sintomas da doença descoberta no Canadá?
De acordo com os relatos médicos, as pessoas afetadas pela doença misteriosa apresentam uma série de sintomas neurológicos, como mudanças de comportamento, distúrbios do sono, dores inexplicáveis, alucinações, problemas de coordenação e dores musculares. Segundo a Dra. Russell, os sintomas apresentam algumas semelhanças com a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD). Esta é uma doença cerebral rara e fatal causada por príons — partículas de proteínas que atuam como agentes infecciosos e que costumam ser neurodegenerativas.
Na medicina, pesquisadores sabem que algumas doenças causadas por príons podem ser contraídas ao consumir o tecido cerebral de um indivíduo ou animal infectado, por exemplo. Inclusive, alguns relatos apontam para casos incomuns de pessoas que contraíram a doença após comer tecido infectado.
No entanto, a CJD e outras doenças causadas por príons foram descartadas pelos primeiros testes de laboratório. Dessa forma, a ideia é que esta seja uma doença completamente nova ou uma variante desconhecida das doenças causadas por príons. Isso potencialmente significa que é uma nova variante da doença do príon ou talvez uma doença completamente nova.
“Ainda não conseguimos encontrar um agente causador, exceto que tudo o que analisamos até agora sugere que se trata de uma exposição ambiental de algum tipo que é adquirida através de alimentos, água, ar, atividades profissionais ou de lazer”, explica o neurologista Alier Marrero, membro de um hospital em Moncton e um dos responsáveis pela investigação. Nesse processo, estão em investigação substâncias encontradas em frutos do mar e uma neurotoxina produzida por algas marinhas.
Quem foi afetado pela doença neurológica até agora?
A misteriosa doença neurológica já afetou grupos de diferentes idades, incluindo jovens. Em comum, os casos estão concentrados geograficamente em dois pontos da província: na Península Acadiana, na porção nordeste da região; e na região de Moncton, no sudeste. A partir dessa centralização, os investigadores pensam que a causa da condição está relacionada a algum produto consumido localmente.
Até agora, nenhum outro caso foi encontrado fora da província, segundo especulam as autoridades locais. No entanto, suspeitas da doença já eram encontradas há anos na província, mas a informação não ganhava destaque. O primeiro caso dessa condição pode ter sido identificado ainda em 2015, só que os números aumentaram de forma considerável nos últimos anos. Em 2019, 11 supostos casos foram relatados e, em 2020, outros 24 relatos foram feitos sobre a nova condição neurológica. Agora, já são mais de 35, segundo as autoridades locais.