Em abril, Trump anunciou taxa de 10% para produtos brasileiros
Marcello Casal jr/Agência Brasil
A Casa Branca emitiu nesta sexta-feira (14) um decreto do presidente Donald Trump para isentar determinados produtos agrícolas de tarifas recíprocas, que estão em vigor desde abril.
De acordo com nota publicada pela Casa Branca, alguns produtos deixarão de estar sujeitos às tarifas recíprocas. Entre eles, estão café e chá; frutas tropicais e sucos de frutas; cacau e especiarias; bananas, laranjas e tomates; carne bovina; e fertilizantes adicionais (alguns fertilizantes nunca foram sujeitos às tarifas recíprocas).
Segundo a Casa Branca, a medida trata das tarifas recíprocas anunciadas por Trump em abril. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos impôs um tarifaço global a produtos importados de vários países, e confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros. No evento, ele comunicou a aplicação de tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que está analisando a Ordem Executiva assinada por Trump.
Em publicação nas redes sociais neste sábado (8), o deputado português André Ventura sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ladrão. O comentário surgiu após o Palácio do Planalto publicar uma foto oficial da COP30, em que o petista aparece ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
Ventura, que lidera o partido de direita Chega, reagiu ao registro com ironia:
A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais, especialmente entre a oposição ao governo Lula, que reproduziram o comentário com uronia. Em Portugal, a postagem também teve ampla repercussão.
A pequena Maria Gonçalves Lima, de 7 meses, foi escolhida para ser levada ao papa Leão XIV e abençoada por ele em meio a multidão na Praça de São Pedro, no Vaticano, na quarta-feira (22). (Veja no vídeo acima) A menina nasceu em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, e está no Vaticano com a mãe, a administradora Carol Lima. As duas fazem turismo religioso com um grupo de 25 pessoas em uma excursão pela Europa.
Em entrevista para a TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, Carol Lima contou que o grupo sabia que o papa realiza esse passeio e que já tem o costume de abençoar bebês nesse momento, mas não tinham certeza se ia conseguir o feito. “Na quarta-feira, nós fomos participar da catequese com o papa. Antes de realizar, ele faz um passeio com o papamóvel na Praça de São Pedro e tem o hábito de pegar crianças. A gente já sabia disso e já veio pedir essa benção para Deus”, contou Carol Lima.
“O máximo que a gente conseguiu foi ficar próximo das grades onde o papamóvel rodava. Nós ficamos e tentamos contar com a fé que daria certo”.
A mãe da bebê contou que a praça já estava cheia quando chegaram e eles procuraram um local na grade onde o papa poderia passar e esperaram lá. Quando o santíssimo passou, eles entregaram a bebê ao segurança, que ergueu a pequena Maria e possibilitou que o papa a abençoasse. “Assim aconteceu conforme a vontade do Senhor. O papa fez a imposição na cabeça dela e a gente ficou muito feliz. Todo o grupo de 25 pessoas. Nós estamos emocionados. A gente entende que a benção se estende para todos nós”, contou a mãe da bebê.
“Nosso desejo é que a benção se estenda para todas as pessoas que se sintam tocadas por esse vídeo, que mostra o pouquinho do que a gente viveu. Foi abundantemente abençoado , muito bom”.
O Exército dos Estados Unidos lançou novo ataque marítimo sob justificativa de combate ao narcotráfico. A ação, próxima à costa venezuelana, deixou sobreviventes, diferente das anteriores, que mataram 27 pessoas. Trump é acusado de violar leis internacionais e de autorizar operações secretas na região
O Exército dos Estados Unidos realizou um novo ataque no mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela, nesta quinta-feira (16), atingindo um sexto navio suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A operação foi conduzida por militares do Comando Sul, segundo fontes ouvidas pela emissora norte-americana CBS News.
Diferentemente de outras ações, o ataque não foi anunciado nas redes sociais pelo ex-presidente Donald Trump, mas confirmado por autoridades do governo norte-americano, que afirmaram haver sobreviventes. Este é o primeiro caso com registros de pessoas vivas após as ofensivas anteriores, que deixaram 27 mortos, entre cidadãos da Venezuela, Colômbia e Trinidad e Tobago.
Na quarta-feira, a polícia de Trinidad e Tobago informou que investiga se dois cidadãos do país estão entre os seis mortos em um dos ataques. Lenore Burnley, mãe de uma das supostas vítimas, Chad Joseph, de 26 anos, afirmou à agência France-Presse que o filho era pescador e voltava para casa após três meses de trabalho na Venezuela. Segundo ela, a ação militar foi desproporcional e contrária às normas marítimas, que preveem a interceptação e abordagem de embarcações suspeitas, e não sua destruição.
Trump tem defendido as ações militares como parte de uma campanha contra o narcotráfico, tratando os suspeitos como combatentes ilegais. No Congresso, parlamentares democratas acusam o ex-presidente de violar o direito internacional e leis norte-americanas, enquanto até alguns republicanos pedem esclarecimentos à Casa Branca.
De acordo com fontes ouvidas pela agência Associated Press, a administração Trump ainda não apresentou provas de que os barcos atacados transportavam drogas. Os ataques ocorrem em meio ao aumento da presença naval dos Estados Unidos na região e a relatos de que Trump teria autorizado operações secretas da CIA na Venezuela com o objetivo de neutralizar o presidente Nicolás Maduro.
Questionado sobre o assunto, Trump não negou a informação e afirmou que também considera realizar ataques terrestres contra supostos traficantes em território venezuelano. Washington acusa Maduro de chefiar uma rede internacional de narcotráfico e oferece recompensa de até 50 milhões de dólares por sua captura, o que o líder venezuelano nega categoricamente.
Faltando cerca de oito meses para o início da Copa do Mundo de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito ameaças de retirar partidas do torneio previstas para cidades que são governadas por políticos democratas, do partido de oposição ao do mandatário.
Seattle, Boston e San Francisco, nas quais tanto a prefeitura quanto o governo dos respectivos estados são controlados por democratas, foram recentemente apontadas pelo republicano como locais que poderiam ter as partidas da Copa do Mundo removidas.
Trump alegou questões de segurança ao levantar a possibilidade, em meio à resistência de democratas de aderir às políticas anti-imigratórias promovidas pelo governo norte-americano nos últimos meses, com deportações em massa.
O estádio Lumen Field, em Seattle, deve receber quatro partidas da fase de grupos do Mundial, incluindo o segundo jogo dos Estados Unidos, em 19 de junho, além de uma partida das oitavas de final e uma das quartas.
O Levi´s Stadium, na região de San Francisco, abrigará cinco jogos da fase de grupos e um jogo das oitavas, enquanto o Gillette Stadium, em Boston, receberá sete partidas, sendo cinco da fase de grupo, uma das oitavas e uma das quartas de final.
As primeiras declarações de Trump que aventaram a hipótese de trocar algumas das sedes da Copa do Mundo nos Estados Unidos aconteceram no fim de setembro, em entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, sede da presidência.
O presidente norte-americano afirmou que consideraria mudar algumas das sedes, caso avaliasse que elas são “inseguras”. “Essa é uma pergunta interessante, mas vamos garantir que estejam seguras. Elas são comandadas por lunáticos radicais de esquerda que não sabem o que estão fazendo”, afirmou Trump ao responder à pergunta de um repórter que havia o questionado sobre quais ações poderia tomar se Seattle e San Francisco não cooperassem com os planos de segurança do governo. “Se eu achar que não é seguro, vamos para outra cidade”, acrescentou o político.
Nesta quarta-feira (15), Trump voltou a falar sobre a possibilidade de troca das sedes, dessa vez com foco em Boston. A cidade tem abrigado protestos contra o governo do republicano nas últimas semanas, com uma nova manifestação prevista para este sábado (18). “Eu amo o povo de Boston. Sei que os ingressos para os jogos estão esgotados, mas sua prefeita não é boa”, disse o presidente dos Estados Unidos, em referência à democrata Michelle Wu. “Se alguém estiver fazendo um trabalho ruim e eu sentir que as condições não são seguras, ligaria para Gianni [Infantino], o chefe da Fifa, que é fenomenal, e diria: ‘vamos mudar para outro local’, e ele faria isso”, afirmou Trump. “Grande parte disso está garantida por contrato, de forma que nenhuma pessoa, mesmo que esteja atualmente na Casa Branca, possa desfazer”, declarou a prefeita de Boston. “Vivemos em um mundo em que, por drama, controle ou para testar limites, ameaças contínuas são feitas a indivíduos e comunidades que se recusam a recuar e obedecer a uma agenda de ódio.” Tendo se aproximado nos últimos meses do presidente da Fifa, com uma série de encontros para tratar da Copa do Mundo de Clubes e de seleções, o político não tem a prerrogativa de decidir sobre a troca de uma sede, mas poderia usar sua influência junto a Infantino para promover uma mudança nesse sentido. O político também não descartou a hipótese de tentar mudar a sede dos Jogos Olímpicos de 2028, previstos para acontecerem em Los Angeles.
Ele criticou a forma como o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, lidou com os incêndios na região no início do ano. “Se eu achasse que Los Angeles não estaria preparada adequadamente, eu a transferiria [as Olimpíadas] para outro local”, disse Trump. A Fifa, por sua vez, disse nesta quarta-feira que espera que as cidades-sede do Mundial estejam prontas para receber os 104 jogos previstos do torneio em 2026.
“Nós esperamos que cada uma das 16 cidades-sede esteja preparada para receber com sucesso os eventos e para cumprir todas as condições necessárias. A segurança e a proteção são, obviamente, responsabilidade dos governos, que decidem o que é de interesse da segurança pública”, disse a entidade em comunicado.
Vice-presidente da Fifa e dirigente responsável pela Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), o canadense Victor Montagliani já havia se manifestado sobre a competência para trocar uma das sedes da Copa do Mundo.
“É um torneio da Fifa e com jurisdição da Fifa, então a decisão é nossa. Com todo o respeito aos atuais líderes mundiais, mas o futebol é maior do que eles”, afirmou Montagliani. “Essa é a beleza do nosso jogo. Ele é maior do que qualquer indivíduo e maior do que qualquer país.”
A Copa ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A abertura será realizada no estádio Azteca, na Cidade do México, com a final programada para o MetLife Stadium, em East Rutherford. Com o avanço das Eliminatórias, já há 28 equipes confirmadas —de um total de 48 na versão expandida do torneio, que em 2026 terá 16 participantes a mais do que na edição anterior, em 2022, no Qatar. Ainda há outras 58 seleções na disputa pelas 20 vagas restantes (15 da Europa, três da América do Norte, Central e Caribe e duas da repescagem internacional).
Em meio à queda nas vendas e escândalo envolvendo ex-CEO, a multinacional alimentícia anunciou um plano global de reestruturação com o objetivo de retomar o crescimento após anos de instabilidade.
O novo CEO da Nestlé anunciou nesta quinta-feira (16) que vai cortar 16 mil postos de trabalho ao divulgar os resultados da empresa referentes aos primeiros nove meses de 2025, segundo a France Presse.
Philipp Navratil, que está na empresa desde 2001, assumiu o comando da empresa em setembro deste ano. Ele começou como auditor interno e passou por diversas funções, liderando operações em Honduras e no México, além de comandar estratégias para marcas como Nescafé e Starbucks.
O grupo suíço do setor alimentício, com forte presença na América Latina, registrou queda de 1,9% nas vendas, totalizando 65,9 bilhões de francos suíços (US$ 83 bilhões, cerca de R$ 452 bilhões).
“O mundo está mudando e a Nestlé precisa se adaptar com mais agilidade, o que exigirá decisões difíceis, porém necessárias, para reduzir o quadro de funcionários”, afirmou em comunicado o CEO Philipp Navratil, que assumiu o comando da empresa em setembro.
O programa de reestruturação prevê, em especial, a eliminação de 12 mil cargos administrativos em diferentes áreas e países, “o que permitirá economizar um bilhão de francos por ano até o fim de 2027” — o dobro do valor estimado até agora, destacou a empresa.
Outros 4 mil empregos serão impactados por iniciativas já em andamento, voltadas a agilizar a produção e a cadeia de suprimentos, acrescenta o comunicado.
O conglomerado alimentício, dono de mais de 2 mil marcas — entre elas Nescafé, Maggi e KitKat —, teve um mês de setembro conturbado em sua alta direção.
Analistas esperam que Navratil, ex-diretor da Nespresso, consiga restaurar a estabilidade do grupo, que teve seu crescimento estagnado desde a onda inflacionária de 2022 e enfrentou sucessivas crises de reputação.
Segundo o portal suíço SRF, o conselho de administração da Nestlé foi informado pela primeira vez sobre a suspeita de um relacionamento em maio deste ano, por meio dos canais internos de denúncia da companhia.
Na época, a empresa abriu uma investigação interna conduzida pela consultoria Gemium, que não encontrou evidências de má conduta, e Freixe negou o envolvimento.
Mais tarde, porém, surgiram novos relatórios internos. Diante disso, a Nestlé decidiu ampliar a apuração com o apoio de uma assessoria jurídica externa e independente. Foi somente nessa segunda investigação que o relacionamento foi confirmado, informou um porta-voz da companhia à agência AWP.
A investigação foi conduzida pelo presidente do conselho da Nestlé, Paul Bulcke, e pelo diretor independente Pablo Isla, com o apoio de advogados externos. Segundo Bulcke, a decisão foi difícil, mas necessária.
Segundo comunicado da Nestlé, a conduta viola o Código de Conduta da empresa, que proíbe relacionamentos hierárquicos para evitar conflitos de interesse.
Na Suíça, país onde fica a sede da multinacional, o episódio ganhou ainda mais destaque. Jornais locais chegaram a especular sobre a identidade da funcionária e até sobre uma possível promoção recebida durante o período em que manteve o envolvimento com Freixe.
A saída inesperada do executivo também reacendeu o debate sobre os limites entre vida pessoal e profissional dentro das corporações.
Francês, nascido em 1962, Freixe construiu toda sua carreira dentro da companhia. Ele ingressou em 1986 na divisão francesa e, ao longo das décadas, comandou operações em países como Hungria, Espanha, Portugal, Estados Unidos e México.
Já a funcionária atuava na área de marketing e, um ano e meio após conhecer Freixe na sede da empresa, em Vevey, teria sido promovida a vice-presidente de marketing para as Américas.
Após anos de debate, o Senado uruguaio aprovou a lei Morte Digna, que permite a eutanásia em casos de doenças incuráveis e sofrimento insuportável. A decisão torna o país o terceiro da América Latina a legalizar o procedimento, ao lado de Colômbia e Equador
Uruguai aprovou uma lei que permite a eutanásia em condições específicas, encerrando anos de debate no Parlamento. O Senado aprovou a proposta na quarta-feira, dia 15, por ampla maioria, com 20 votos favoráveis entre 31 parlamentares, após o aval prévio da Câmara dos Representantes em agosto.
Batizada de Morte Digna, a nova legislação coloca o Uruguai entre os poucos países do mundo que autorizam a morte medicamente assistida, como Canadá, Holanda e Espanha. Na América Latina, apenas Colômbia, desde 1997, e Equador, desde 2024, haviam legalizado o procedimento.
A sessão foi acompanhada por dezenas de pessoas, e o resultado gerou aplausos, abraços e também protestos de grupos contrários, que gritaram “assassinos” no plenário.
A lei estabelece critérios rigorosos. O paciente deve ser maior de idade, cidadão ou residente no Uruguai, estar em plena capacidade mental e enfrentar uma doença incurável em fase terminal ou que cause sofrimento físico ou psíquico intolerável, com severa perda de qualidade de vida.
Antes da autorização final, o paciente deverá formalizar por escrito seu desejo de encerrar a vida, após cumprir uma série de etapas médicas e legais.
Beatriz Gelós, de 71 anos, que vive há quase duas décadas com esclerose lateral amiotrófica, disse à agência AFP, antes da votação, que chegou a hora de encerrar o debate. “Quem é contra não faz ideia do que é viver assim”, afirmou. “Quero ter a opção de acabar com o sofrimento.”
Outro símbolo da causa, Pablo Cánepa, de 39 anos, sofre de uma doença rara e incurável que provoca espasmos constantes. “Pablo está morrendo há anos”, contou o irmão, Eduardo Cánepa. “O que ele tem não é uma vida”, acrescentou a mãe, Monica.
Uma pesquisa do instituto Cifra, divulgada em maio, mostrou que mais de 60% dos uruguaios apoiam a legalização da eutanásia, enquanto apenas 24% se dizem contra.
A Ordem dos Médicos do Uruguai não assumiu posição oficial, mas participou como consultora do processo legislativo para garantir o máximo de segurança jurídica e ética a pacientes e profissionais, segundo o presidente Álvaro Niggemeyer.
A Igreja Católica expressou tristeza com a decisão, e mais de dez associações civis se manifestaram contra a medida, chamando-a de deficiente e perigosa.
A ação busca “reduzir a dependência de fontes chinesas” e”fortalecer a segurança econômica e de cadeias de suprimentos” do país, segundo documento que será publicado na quinta-feira, 16, no Federal Register, o diário oficial dos EUA
governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de tarifas de 100% a 150% sobre produtos chineses ligados aos setores marítimo, logístico e de construção naval. A ação busca “reduzir a dependência de fontes chinesas” e”fortalecer a segurança econômica e de cadeias de suprimentos” do país, segundo documento que será publicado na quinta-feira, 16, no Federal Register, o diário oficial dos EUA.
De acordo com o texto, as novas tarifas entram em vigor em 9 de novembro e abrangem uma ampla gama de equipamentos usados em portos e transporte intermodal. Entre os produtos afetados estão guindastes \”ship-to-shore\” (STS), aqueles usados para descarregar contêineres de embarcações, e chassis intermodais e suas partes, como trailers e semi-reboques empregados no transporte de cargas marítimas e ferroviárias.
A tarifa também se aplica a equipamentos “fabricados, montados ou contendo componentes de origem chinesa”, inclusive aqueles produzidos “por empresas controladas ou substancialmente influenciadas por nacionais chineses”.
A medida também altera a forma de cobrança da taxa sobre navios estrangeiros transportadores de veículos, que passa a ser calculada com base em toneladas líquidas, em vez da antiga métrica por unidade de automóvel.
O valor foi fixado em US$ 46 por tonelada, limitado a cinco cobranças por embarcação ao ano. A regra vale para navios construídos fora dos EUA, enquanto embarcações do governo americano e as inscritas no Maritime Security Program ficarão isentas até abril de 2029.
O USTR justificou que a imposição de tarifas de 100% sobre guindastes e chassis intermodais da China tem por objetivo “aumentar a alavancagem dos EUA” e responder às “práticas e políticas investigadas” do país asiático. A proposta também prevê tarifas adicionais – de até 150% – sobre outros equipamentos portuários, como pórticos de pneus de borracha, guindastes sobre trilhos, empilhadeiras automáticas, reachstackers, straddle carriers, tratores de terminal e top loaders.
O documento também abre uma consulta pública até 10 de novembro sobre possíveis ajustes nas tarifas. Além disso, guindastes STS contratados antes de 17 de abril de 2025 e entregues até 18 de abril de 2027 ficarão isentos da alíquota de 100%.
O USTR ainda revogou a possibilidade de suspender licenças de exportação de gás natural liquefeito (GNL), medida que, segundo o texto, busca evitar “disrupções de curto prazo” no setor energético.
Confrontos violentos eclodiram entre o grupo palestino e rivais em diferentes regiões da Faixa de Gaza nos últimos dias
Imagem: AFP PHOTO / AL-AQSA TV “- HANDOUT
O grupo palestino Hamas pediu aos moradores da Faixa de Gaza que entreguem colaboradores e mercenários que trabalham com Israel, ou enfrentarão a “mão rigorosa da justiça”, como parte de sua reafirmação no território palestino após a implementação da primeira fase do acordo de cessar-fogo com Israel.
A força de segurança Radaa, afiliada ao Hamas, afirmou em um comunicado que estava conduzindo uma “operação de segurança abrangente” em Gaza para atingir “aqueles envolvidos em colaboração com a ocupação e seus mercenários e qualquer pessoa que os abrigue” e para “limpar a retaguarda”.
“Afirmamos que a última oportunidade de corrigir o rumo e fornecer qualquer informação disponível permanece aberta para aqueles que desejam retornar ao abraço da pátria. Depois disso, não haverá escapatória da mão severa da justiça que atingirá todos os traidores e protetores”, afirmou a Radaa.
Confrontos violentos eclodiram entre o Hamas e grupos rivais em diversas áreas de Gaza nos últimos dias, à medida que crescem as preocupações com a situação de segurança após a retirada de Israel de partes do território.
Relatos de violência foram amplamente compartilhados nas redes sociais, com um vídeo compartilhado por canais afiliados ao Hamas mostrando um grupo de combatentes mascarados, alguns dos quais usando faixas verdes do Hamas, matando oito pessoas vendadas em uma praça na Cidade de Gaza.
A CNN verificou o local onde o vídeo foi filmado, o bairro de Al Sabra, no oeste da Cidade de Gaza, mas não pode confirmar de forma independente quando o caso ocorreu.
O vídeo veio à tona após dias de relatos de confrontos entre combatentes do Hamas e a família Doghmush, um poderoso clã sediado em al-Sabra. A família Doghmush alegou que 28 membros do clã foram mortos pelo Hamas, apesar de terem recebido garantias de segurança caso se rendessem.
No domingo (12), o Ministério do Interior de Gaza, administrado pelo Hamas, anunciou anistia para membros de gangues criminosas “não envolvidas em derramamento de sangue ou assassinatos”, afirmando que o período de anistia duraria até 19 de outubro.
No último sábado (11), Jason Miller, conselheiro do presidente americano Donald Trump, disse que não irá desistir até que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seja preso. Ele reagiu a um post em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fala sobre o ex-assessor presidencial Filipe Martins.
Miller destacou ainda que o que Moraes está fazendo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “é repugnante”. Ele se manifestou por meio da rede social X.
– O que ele está fazendo com o presidente @JairBolsonaro é repugnante, e o que ele fez com @filgmartin é repreensível. Não vou desistir até que o careca esteja atrás das grades e receba tudo o que merece!!! – escreveu Jason.
Na última sexta-feira (10), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos informou que Filipe Martins não entrou no país norte-americano em 30 de dezembro de 2022. A informação é importante uma vez que a data serviu como elemento determinante para que o STS, através do ministro Alexandre de Moraes, mantivesse Martins preso por seis meses.
– Essa constatação contradiz diretamente as alegações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, um indivíduo que foi recentemente sancionado pelos EUA por suas violações de direitos humanos contra o povo brasileiro – declarou a agência norte-americana.
Filipe Martins é réu no STF sob a acusação de envolvimento em uma suposta trama golpista. Uma investigação da Polícia Federal (PF) constatou que ele teria deixado o Brasil e entrado nos EUA, em Orlando, em uma comitiva junto ao então presidente Jair Bolsonaro.
A Alfândega afirma que Moraes “citou um registro errôneo para justificar a prisão de meses de Martins”. O órgão disse ainda que “a inclusão desse registro impreciso nos sistemas oficiais do CBP (sigla da Alfândega) permanece sob investigação, e o CBP tomará as medidas apropriadas para evitar que discrepâncias futuras ocorram”.