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Alberto Fernández debitou a culpa na conta dos economistas

Inflação na Argentina está em quase 100%

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse que a inflação de seu país, em quase 100%, “está em nossa cabeça”. “É preciso erradicar a lógica inflacionária na Argentina”, defendeu o peronista, durante uma entrevista a jornalistas do Canal Livre e da BandNews, que foi ao ar no domingo 22.

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Ao ser interpelado sobre como fazer isso, Fernández explica que “grande parte da nossa inflação é o que os economistas chamam de ‘autoconstruída’, que está em nossa cabeça”. Adiante, o peronista afirma: “Vemos no jornal que o preço do combustível vai subir e tudo começa a subir”.

Inflação na Argentina

Depois de avançar pelo décimo primeiro mês consecutivo, o aumento dos preços na Argentina ficou em quase 95%, em dezembro de 2022. Trata-se da inflação mais alta dos hermanos, desde outubro de 1991, quando a taxa anual ficou em pouco mais de 100%.

Em dezembro, a taxa mensal foi de 5,1%, com aumento de 2,4 pontos porcentuais em relação ao mês anterior, que se encerrou em 92,4% ao total. Em novembro, o registro do mês foi de 4,9%. Com isso, a tendência de queda foi interrompida desde o pico de 7,4%, em julho.

De acordo com o “IBGE” portenho, os setores que puxaram o aumento de preços no mês foram os de restaurantes e hotéis (7,2%) e os de bebidas alcoólicas e tabaco (7,1%). Já os que apresentaram as menores altas foram os de comunicação (3,4%) e educação (3,9%).

Informações Revista Oeste


O ditador é acusado pelos EUA de narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e corrupção

Ditador Nicolás Maduro Foto: EFE / Rayner Pena R

A presidente do partido político de centro-direita argentino chamado “Propuesta Republicana”, Patricia Bullrich, fez um discurso neste domingo (22) ao Drug Control Administration (DEA), órgão do governo americano que trabalha no combate ao tráfico de drogas, para que Nicolás Maduro seja preso. O ditador da Venezuela deve pisar em solo argentino nesta terça-feira (24) para participar da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

– Estou firmemente convencida de que é fundamental colocar em funcionamento os mecanismos legais que tornem efetiva a detenção de Maduro, não apenas pelo que está estabelecido no Estatuto de Roma, que considera que os crimes contra a humanidade têm jurisdição internacional, mas também acredito que a justiça argentina tem que dar um sinal claro que imponha limites a essas tentativas de transformar nosso país em um refúgio no futuro imediato, do pior da política antidemocrática regional – disse Bullrich ao jornal argentino MDZ.

https://twitter.com/PatoBullrich/status/1617199282439815173?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1617199282439815173%7Ctwgr%5Ec844f7fc0e2bfeb4ce546ebf49f6d36b39aefe7a%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fpleno.news%2Fmundo%2Fpolitica-internacional%2Foposicao-quer-que-eua-prendam-maduro-na-argentina-entenda.html

São 33 países latino-americanos e caribenhos que estarão na cúpula da Celac em Bueno Aires. O presidente Lula (PT) confirmou presença no evento. Em janeiro de 2020, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu a participação do Brasil no bloco por entender que se tratava de “palco para regimes não-democráticos”, como é o caso da Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Lula chegou a convidar Nicolás Maduro para participar de sua posse como presidente do Brasil, mas o ditador venezuelano acabou desistindo de comparecer.

Vale ressaltar que os Estados Unidos mantém sua política de captura de Maduro, oferecendo US$ 15 milhões como prêmio por quem oferecer informações que levem à prisão do presidente da Venezuela. Ele é acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e corrupção.

Informações Pleno News


Justiça dos EUA encontra mais 6 documentos confidenciais na casa de Biden, diz advogado

Foto: Reut.ers/Leah Millis

Uma nova busca do Departamento de Justiça dos EUA na casa do presidente Joe Biden em Wilmington, Delaware, na sexta-feira (20), levou à descoberta de mais seis documentos confidenciais, segundo o advogado do presidente Bob Bauer, em comunicado na noite deste sábado (21)

Alguns dos documentos e “materiais circundantes” datam da gestão de Biden no Senado dos EUA, onde representou Delaware de 1973 a 2009, enquanto outros eram de seu mandato como vice-presidente no governo Obama, de 2009 a 2017.

O Departamento de Justiça também encontrou algumas anotações que Biden escreveu pessoalmente como vice-presidente, de acordo com o advogado.

O presidente ofereceu acesso “à sua casa para permitir que o Departamento de Justiça realizasse uma busca em todas as instalações em busca de registros vice-presidenciais em potencial e material confidencial em potencial”, disse Bauer.

Durante a busca, nem Biden e nem sua esposa estavam presentes. O presidente está em Rehoboth Beach, em Delaware, neste fim de semana.

O caso

Outros registros confidenciais do governo foram descobertos este mês na residência de Biden em Wilmington e em novembro em um escritório particular que ele manteve em Washington, depois de encerrar seu mandato como vice-presidente no governo Obama em 2017.

A busca mostra que os investigadores federais estão avançando rapidamente com a apuração sobre os documentos confidenciais encontrados na posse de Biden. Este mês, o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, nomeou um conselheiro especial para investigar o assunto.

O conselheiro especial Robert Hur, que foi nomeado durante o processo, está investigando como o presidente e sua equipe lidaram com documentos confidenciais da era Obama, que foram recentemente encontrados em posse privada de Biden.

Os advogados de Biden encontraram todos os documentos antes da busca de sexta-feira pelo Departamento de Justiça, segundo a Casa Branca.

Os republicanos compararam o caso com a investigação em andamento sobre como o ex-presidente Donald Trump lidou com documentos confidenciais após sua presidência.

A Casa Branca observou que a equipe de Biden cooperou com as autoridades em sua investigação e entregou esses documentos. Trump resistiu a fazê-lo até uma busca do FBI em agosto em seu resort na Flórida.

Biden disse na quinta-feira que “não se arrepende” de não divulgar publicamente antes das eleições de meio de mandato a descoberta de documentos confidenciais em seu antigo escritório e acredita que o assunto será resolvido.

Créditos: CNN.


Valor do incentivo financeiro dado às famílias para se mudar para regiões menos populosas vai triplicar a partir de abril.

Por que governo japonês está oferecendo milhares de dólares para famílias deixarem Tóquio — Foto: GETTY IMAGES

Por que governo japonês está oferecendo milhares de dólares para famílias deixarem Tóquio — Foto: GETTY IMAGES 

O governo japonês vai passar a oferecer 1 milhão de ienes (mais de R$ 40 mil) por filho para cada família que se mudar da populosa capital, Tóquio, para um dos municípios localizados nas províncias do país. 

O novo valor — que representa um acréscimo de cerca de 700 mil ienes ao subsídio atualmente dado às famílias para realocação — será concedido a partir de abril, conforme noticiaram vários meios de comunicação locais, como o jornal Tokyo Shimbun e a agência de notícias Kyodo. 

De acordo com a imprensa japonesa, a principal intenção do governo é revitalizar as províncias fora da capital, onde a população está envelhecendo rapidamente. 

De fato, o Japão tem a maior taxa per capita de pessoas acima de 65 anos no mundo. 

No entanto, o segundo objetivo da medida é reduzir a densidade populacional da área metropolitana de Tóquio, que abriga quase um quarto da população total do Japão: mais de 37 milhões de pessoas, o que faz dela a cidade mais populosa do planeta. 

E embora o ano passado tenha sido a primeira vez em 25 anos que a população de Tóquio encolheu, de acordo com o relatório demográfico mais recente, a capital ainda é considerada um forte ímã para os habitantes mais jovens do país. 

Isso levou algumas regiões a ficarem presas em uma espiral de despovoamento, com escolas em desuso — e, em alguns casos, vilarejos inteiros abandonados. 

Como informaram autoridades do governo à agência de notícias Kyodo, a oferta é válida para famílias que vivem em uma das 23 divisões que existem na capital japonesa e nas cidades vizinhas de Saitama, Chiba e Kanagawa. 

E para receber o subsídio, elas devem se mudar para fora desse conglomerado urbano, embora as autoridades tenham deixado claro que também podem residir em algumas zonas rurais nos arredores da capital japonesa. 

Como observa o jornalista Leo Lewis, do jornal britânico Financial Times, o problema é que Tóquio continua muito atraente mesmo para as pessoas que vivem lá, com um aumento constante na demanda por moradia. 

Apesar da pandemia de covid-19 e das opções de trabalho remoto, o preço médio de um apartamento novo em Tóquio, de acordo com o Real Estate Economic Institute, superou o pico durante a bolha imobiliária do Japão em 1989. 

E o aumento do incentivo do governo anunciado agora também tem uma razão subjacente. Segundo o próprio governo, apenas cerca de 2.400 pessoas aproveitaram os subsídios oferecidos para se mudar da capital no último ano fiscal. 

Isso é apenas 0,006% dos quase 38 milhões de habitantes que residem na capital. 

Para o jornalista britânico Justin McCurry, do jornal britânico The Guardian, que mora em Tóquio, a principal causa para o programa de incentivo do governo não ter funcionado como esperado é que tem certas exigências que o impedem de ser muito popular. 

“As famílias que optam por este benefício devem morar em seus novos lares por pelo menos cinco anos, e um membro da família deve estar trabalhando ou planejando abrir um novo negócio”, observou o correspondente. 

“Aqueles que se mudarem antes de completar cinco anos vão ter que devolver o dinheiro em espécie.” 

A emissora pública do Japão, NHK, começou a apresentar uma série de reportagens em que divulga os benefícios de morar fora da cidade grande, para incentivar as famílias que moram na capital a fazer as malas. 

“Nós vimos esse programa e, naturalmente, você pensa a respeito”, afirmou Erika Horiguchi, que mora em Tóquio com o marido e a filha, ao jornal Financial Times. 

“Mas não temos planos de mudar. Há uma razão pela qual os japoneses vêm para Tóquio, e não acho que o governo possa mudar isso”, acrescentou. 

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64161454

Informações G1


Casos de Covid na China subiram após o fim da política de Covid zero, imposta pelo governo desde 2020 para tentar eliminar a transmissão do vírus entre os cerca de 1,4 bilhão de habitantes do país.

China enfrenta explosão no número de casos de Covid-19 em seu território desde o abandono da chamada política de Covid Zero — Foto: AP Photo/Andy Wong

China enfrenta explosão no número de casos de Covid-19 em seu território desde o abandono da chamada política de Covid Zero — Foto: AP Photo/Andy Wong 

A possibilidade de a Covid-19 voltar a se espalhar na China nos próximos dois ou três meses é remota, já que 80% das pessoas já foram infectadas, disse um importante cientista ligado ao governo neste sábado. 

O deslocamento em massa de pessoas durante o período do feriado do Ano Novo Lunar pode ajudar a espalhar a pandemia, aumentando as infecções em algumas áreas, mas uma segunda onda de Covid é bem improvável no curto prazo, afirmou Wu Zunyou, epidemiologista chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, na plataforma de mídia social Weibo. 

Centenas de milhões de chineses estão viajando pelo país para as reuniões de fim de ano que haviam sido suspensas devido às restrições de aglomeração recentemente atenuadas, o que aumentou o medo de novos surtos em áreas rurais menos capazes de lidar com grandes surtos. 

A China ultrapassou o pico de pacientes com Covid em postos de saúde, em salas de emergência e com condições críticas, disse um funcionário da Comissão Nacional de Saúde na quinta-feira. 

Quase 60 mil pessoas com Covid morreram nos hospitais até o dia 12 de janeiro, cerca de um mês depois que a China encerrou abruptamente sua política de Covid-zero, de acordo com dados do governo.

Mas alguns especialistas disseram que esse número provavelmente subestima muito o impacto total, pois exclui aqueles que morreram em casa e porque muitos médicos já disseram que são desencorajados a citar a Covid-19 como causa da morte.

Informações G1


Franceses em greve levam 1 milhão às ruas em protesto contra nova idade para aposentadoria
Foto: Reprodução/Reuters.

Greves interromperam serviços de trem, voos, escolas e empresas na França nesta quinta-feira (19), quando mais de um milhão de pessoas protestaram contra os planos do governo de aumentar a idade de aposentadoria para a maioria dos trabalhadores.

Protestos nas principais cidades francesas, incluindo Paris, Marselha, Toulouse, Nantes e Nice, paralisaram muitos serviços de transporte. A Torre Eiffel foi fechada para visitantes.

O Ministério do Interior da França disse que mais de um milhão de pessoas foram às ruas em todo o país, incluindo 80 mil em Paris, onde pequenos grupos de manifestantes jogaram garrafas, pedras e fogos de artifício contra a tropa de choque.

Oito dos maiores sindicatos convocaram um primeiro dia de greves e protestos contra as reformas previdenciárias anunciadas pelo governo do presidente Emmanuel Macron. A legislação exigirá que os cidadãos franceses trabalhem até os 64 anos, dos 62 atuais, para se qualificarem para uma pensão completa do estado.

O governo francês disse que isso é necessário para enfrentar o déficit de fundos de pensão, mas as reformas irritaram os trabalhadores em um momento em que o custo de vida está subindo.

Professores e trabalhadores do transporte estavam entre os que não compareceram ao trabalho. Mais de 40% dos professores do ensino fundamental e mais de um terço dos professores do ensino médio entraram em greve, de acordo com o Ministério da Educação da França.

As linhas de trem em toda a França sofreram “severas interrupções”, de acordo com a autoridade ferroviária francesa SNCF, e as linhas de metrô em Paris foram afetadas por fechamentos totais ou parciais, disse a autoridade de transporte da cidade, RATP, no Twitter.

Entretanto, o Eurostar cancelou vários voos entre a capital francesa e Londres, segundo o seu site, e alguns voos no aeroporto de Orly foram riscados. O aeroporto Charles de Gaulle relatou “alguns atrasos” devido à greve dos controladores de tráfego aéreo, mas nenhum cancelamento.

A CGT, uma das principais confederações sindicais da França, estimou que dois milhões de pessoas participaram de mais de 200 eventos de protesto em todo o país e disse que a maioria dos trabalhadores das refinarias da TotalEnergies (TOT) saiu, interrompendo as entregas de derivados de petróleo.

A TotalEnergies (TOT) disse que o abastecimento de combustível em sua rede de postos de gasolina não seria afetado.

Por que as pessoas estão protestando?

As reformas previdenciárias propostas por Macron ocorrem quando os trabalhadores na França, como em outros lugares, estão sendo pressionados pelo aumento nas contas de alimentos e energia. Enfermeiros e motoristas de ambulâncias no Reino Unido também estão em greve na quinta-feira por causa de salários e condições de trabalho.

Milhares participaram de manifestações em massa nas ruas de Paris no ano passado protestando contra o custo de vida, e greves de trabalhadores exigindo salários mais altos causaram o esgotamento das bombas de combustível em todo o país há alguns meses.

“Essa reforma cai em um momento de muita raiva, muita frustração, muito cansaço. Na verdade, está chegando no pior momento ”, disse o chefe do sindicato CFE-CGC, François Hommeril, à CNN na terça-feira, apontando para a inflação que assolou a Europa este ano após a pandemia de Covid-19 e a invasão russa da Ucrânia.

Falando a jornalistas na Espanha na quinta-feira, Macron defendeu as mudanças como “justas e responsáveis”.

“Se você quer que o pacto entre as gerações seja justo, devemos prosseguir com essa reforma”, acrescentou.

A França gastou quase 14% do PIB em pensões estatais em 2018, mais do que a maioria dos outros países, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Como se aposenta na França?

O porta-voz do governo, Olivier Veran, disse a jornalistas na quarta-feira que 40% dos trabalhadores franceses poderão se aposentar antes dos 64 anos sob o regime proposto por causa de exceções para aqueles que começaram a trabalhar cedo ou que têm empregos fisicamente desgastantes.

“Temos o sistema mais protetor e desenvolvido da Europa [para pensões]”, disse ele. “Mesmo depois das reformas, vamos nos aposentar na França melhor e mais cedo do que em quase todos os países da zona do euro”, acrescentou.

Na Europa e em muitas outras economias desenvolvidas, a idade em que os benefícios de pensão completa são adquiridos é de 65 anos e se aproxima cada vez mais dos 67.

A revisão das pensões tem sido uma questão controversa na França, com protestos de rua interrompendo os esforços de reforma em 1995 e sucessivos governos enfrentando forte resistência às mudanças que acabaram sendo aprovadas em 2004, 2008 e 2010.

Uma tentativa anterior de Macron de renovar o sistema de pensões da França foi recebida com greves nacionais em 2019 antes de ser abandonada por causa da pandemia de Covid-19.

Os sindicatos franceses devem se reunir na noite de quinta-feira para decidir se a greve deve continuar.

Créditos: CNN Brasil.


Crise no Peru: Aeroportos foram fechados e trem a Machu Picchu está interrompido

Foto: Diego Ramos / AFPA-normalA+

O Peru manteve fechados nesta sexta-feira (20) os aeroportos das regiões de Cusco e Arequipa, e sem serviço de trens para a cidadela inca de Machu Picchu por conta dos protestos contra a presidente Dina Boluarte, que já somam 45 mortos.

As operações dos terminais aéreos foram suspensas na quinta-feira pelos violentos protestos de centenas de manifestantes. 

Dezenas de turistas estrangeiros e nacionais esperam com suas bagagens, em frente ao aeroporto de Cusco, a sua reabertura para viajar, segundo imagens veiculadas na televisão.

O serviço de trem entre Cusco e Machu Picchu, a principal atração turística do país, está interrompido até segundo aviso, informou a operadora.

Em Lima, brigadas dos bombeiros continuavam trabalhando para apagar o incêndio de um antigo edifício parcialmente desabitado perto da praça San Martín, onde se reúnem centenas de manifestantes.

Além disso, os protestos de quinta-feira dos habitantes das zonas rurais de regiões andinas em Lima deixaram 38 feridos entre policiais e civis, informou o Ministério do Interior.

“Este governo não nos representa, é ilegítimo para o povo aimara, por isso viemos aqui para fazer nossa voz de protesto ser ouvida”, disse à AFP Ricardo Mamani, de 47 anos.

“Viajamos por 42 horas desde a região de Puno, estamos exigindo de uma vez por todas que esta senhora [Dina Boluarte] saia do caminho para que o povo esteja em paz”, indicou o manifestante aimara.

O Peru vivencia uma onda de intensos protestos desde que o ex-presidente Pedro Castillo foi destituído pelo Congresso em 7 de dezembro. Castillo acabou detido por tentar dar um autogolpe de Estado, com o fechamento do Parlamento e a convocação de um Assembleia Constituinte, entre outras medidas.

A crise também reflete a imensa lacuna que existe entre a capital e as províncias pobres que apoiam Castillo, que é de origem indígena. Os habitantes destas regiões viam sua eleição como uma forma de revanche contra o poder de Lima.

(AFP)


Manifestante com a bandeira do Peru em marcha que pede a renúncia da presidente Dina Boluarte; houve confronto com a polícia — Foto: Sebastian Castaneda/Reuters
Manifestante com a bandeira do Peru em marcha que pede a renúncia da presidente Dina Boluarte; houve confronto com a polícia — Foto: Sebastian Castaneda/Reuters 

Em mais um dia de crise que se arrasta no Peru desde o início de dezembro, manifestantes entraram em confronto violento com a polícia nesta quinta-feira (19). 

Os manifestantes pedem a renúncia de Dina Boluarte, presidente do país, e a convocação de novas eleições. Boluarte assumiu o poder em dezembro de 2022 após Pedro Castillo fracassar em uma tentativa de autogolpe e ser preso. 

Em Lima, nesta quinta, a polícia usou gás lacrimogêneo para tentar evitar a chegada de um grupo ao Congresso. Houve confronto no centro da cidade, na avenida Abancay. Os manifestantes lançaram pedras arrancadas da calçada contra os agentes, disseram repórteres da agência AFP. 

“[Em Lima, as autoridades mobilizaram] 11.800 efetivos nas ruas para controlar os distúrbios, além de veículos militares e da participação das Forças Armadas”, disse o chefe da Região Policial Lima, general Víctor Zanabría.

Um prédio da capital que fica próximo da praça San Martín pegou fogo durante o confronto, mas autoridades ainda não informaram o que provocou o incêndio. 

Bombeiros apagam incêndio em prédio histórico de Lima durante confronto entre policiais e manifestantes — Foto: Alessandro Cinque/Reuters

Bombeiros apagam incêndio em prédio histórico de Lima durante confronto entre policiais e manifestantes — Foto: Alessandro Cinque/Reuters 

Em Arequipa, segunda maior cidade do país, foi registrado um confronto entre as forças de segurança e mil manifestantes que tentaram invadir o aeroporto e foram repelidos com gás lacrimogêneo, segundo TVs locais. O aeroporto de Arequipa suspendeu as operações por motivos de segurança. 

O serviço ferroviário entre Cusco e a cidadela inca Machu Picchu, joia do turismo peruano, também foi suspenso, indicou a operadora. 

Pouco depois dos conflitos, ainda nesta quinta, Boluarte fez um pronunciamento afirmando que a situação foi controlada e que “o governo está firme e o seu gabinete mais unido do que nunca”. 

“Ao povo peruano, aos que querem trabalhar em paz e aos que geram atos de protesto, digo: não me cansarei de chamá-los ao bom diálogo, dizendo-lhes que trabalhem pelo país”, disse a presidente. 

“Todo o rigor da lei vai cair sobre essas pessoas que praticam vandalismo”, disse. 

Dina Boluarte, presidente do Peru, faz pronunciamento nesta quinta-feira (19) — Foto: Reprodução

Dina Boluarte, presidente do Peru, faz pronunciamento nesta quinta-feira (19) — Foto: Reprodução 

As autoridades confirmaram 54 mortes desde o início da crise no país, que começou em 7 de dezembro. Segundo o governo, 44 pessoas morreram em protestos e 9 em incidentes ligados a bloqueios nas estradas. A outra morte foi de um policial. 

Ainda nesta quinta, segundo a Defensoria do Povo, um manifestante foi baleado no tórax durante um protesto em Macusani, na região de Puno. Na véspera, quarta (18), também em Macusani, uma mulher morreu após ser baleada. Na ocasião, uma multidão incendiou uma delegacia e a sede do Poder Judicial. 

Prédio pega fogo em meio a protestos no Peru

Prédio pega fogo em meio a protestos no Peru 

O país vive intensos protestos desde que o presidente Pedro Castillo foi deposto pelo Congresso e preso em 7 de dezembro, após uma tentativa fracassada de autogolpe de Estado, quando tentou fechar o Parlamento, governar por decretos e convocar uma Assembleia Constituinte. 

Bloqueios de estradas foram vistos em 18 das 25 regiões do país, segundo autoridades de transporte, ressaltando o alcance dos protestos. A polícia aumentou a vigilância das estradas que entram em Lima e os líderes políticos pediram calma. 

Na semana passada, o governo de Boluarte estendeu o estado de emergência em Lima e nas regiões do sul de Puno e Cusco, restringindo alguns direitos civis. 

“Não queremos mais mortes, não queremos mais feridos, sangue suficiente, luto suficiente para as famílias do Peru“, disse o ministro do Interior, Vicente Romero, a repórteres.

Boluarte pediu “perdão” pelas mortes nos protestos, mesmo quando as faixas dos manifestantes a rotulam de “assassina” e chamam os assassinatos das forças de segurança de “massacres”. Ela rejeitou pedidos de renúncia. 

Grupos de direitos humanos acusaram a polícia e o exército de usar armas de fogo letais nos protestos. A polícia diz que os manifestantes usaram armas e explosivos caseiros. 

Manifestantes peruanos marcham em Lima

Manifestantes peruanos marcham em Lima 

“Não vamos esquecer a dor que a polícia causou na cidade de Juliaca”, disse uma manifestante que viajava para Lima, que não quis se identificar. Ela se referiu à cidade onde um protesto especialmente mortal ocorreu no início deste mês. “Nós mulheres, homens, crianças temos que lutar. 

Outros manifestantes apontaram razões estratégicas para atacar a capital peruana. 

“Queremos centralizar nosso movimento aqui em Lima, que é o coração do Peru, para ver se eles se movem”, disse o manifestante Domingo Cueva, que viajou de Cusco.

Informações G1


Ex-assessor da Casa Branca diz que eleições brasileiras foram “fraudadas”

Steve Bannon é um ex-aliado do ex-presidente Donald Trump Foto: EFE/Jim Lo Scalzo

O ex-assessor da Casa Branca Steve Bannon, também ex-estrategista de Donald Trump, fez comentários sobre o Brasil e elogiou as manifestações contra o resultado das eleições. Ele alegou, nesta quinta-feira (12), que a eleição presidencial no Brasil foi “roubada” e elogiou aqueles a quem chamou de “combatentes da liberdade”, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que questionam o resultado do pleito.

Na ocasião das falas, Bannon estava a caminho do Tribunal Criminal de Manhattan para se defender sobre suposto esquema de fraude na construção do muro da fronteira dos Estados Unidos com o México.

Perguntado se havia mantido contato com Bolsonaro nos últimos dias, Bannon não respondeu e mencionou os protestos.

– Há quantos dias estão protestando no Brasil, há quantos dias? Não, não, há 75 dias! – referindo-se à data do segundo turno das eleições no Brasil.

Ele ainda foi questionado sobre a insurreição de 8 de janeiro em Brasília e respondeu:

– Há milhões de pessoas nas ruas, protestando, dezenas de milhões, e a grande mídia não está cobrindo. Dezenas de milhões! – repetiu, antes de seguir em direção ao tribunal.

Na última segunda (9), Bannon já havia se pronunciado sobre a situação do Brasil e dito que as eleições teriam sido fraudadas.

– Não vou recuar nem um centímetro quanto a isso – disse, em entrevista.

Na ocasião, ele pediu a abertura de investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bannon também defendeu que as urnas eletrônicas sejam checadas e as atas de votação abertas.

– Sejam transparentes, deixem os cidadãos do Brasil verem – disse Bannon em seu podcast, War Room.

*Com informações da AE


Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro foi internado às pressas no AdventHealth Celebration, hospital nas imediações de Orlando, na Flórida. Assessores informam que o ex-presidente sentiu fortes dores abdominais, quadro semelhante ao de novembro quando passou por exames no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.

Bolsonaro já foi internado ao menos 7 vezes desde que foi esfaqueado por Adélio Bispo durante a primeira campanha presidencial, em 2018. O ex-presidente, que tem histórico de suboclusão intestinal, já teve recomendação de nova cirurgia para tratar uma hérnia.

Fonte: O Antagonista

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