Manifestante com a bandeira do Peru em marcha que pede a renúncia da presidente Dina Boluarte; houve confronto com a polícia — Foto: Sebastian Castaneda/Reuters
Em mais um dia de crise que se arrasta no Peru desde o início de dezembro, manifestantes entraram em confronto violento com a polícia nesta quinta-feira (19).
Os manifestantes pedem a renúncia de Dina Boluarte, presidente do país, e a convocação de novas eleições. Boluarte assumiu o poder em dezembro de 2022 após Pedro Castillo fracassar em uma tentativa de autogolpe e ser preso.
Em Lima, nesta quinta, a polícia usou gás lacrimogêneo para tentar evitar a chegada de um grupo ao Congresso. Houve confronto no centro da cidade, na avenida Abancay. Os manifestantes lançaram pedras arrancadas da calçada contra os agentes, disseram repórteres da agência AFP.
“[Em Lima, as autoridades mobilizaram] 11.800 efetivos nas ruas para controlar os distúrbios, além de veículos militares e da participação das Forças Armadas”, disse o chefe da Região Policial Lima, general Víctor Zanabría.
Um prédio da capital que fica próximo da praça San Martín pegou fogo durante o confronto, mas autoridades ainda não informaram o que provocou o incêndio.
Bombeiros apagam incêndio em prédio histórico de Lima durante confronto entre policiais e manifestantes — Foto: Alessandro Cinque/Reuters
Em Arequipa, segunda maior cidade do país, foi registrado um confronto entre as forças de segurança e mil manifestantes que tentaram invadir o aeroporto e foram repelidos com gás lacrimogêneo, segundo TVs locais. O aeroporto de Arequipa suspendeu as operações por motivos de segurança.
O serviço ferroviário entre Cusco e a cidadela inca Machu Picchu, joia do turismo peruano, também foi suspenso, indicou a operadora.
Pouco depois dos conflitos, ainda nesta quinta, Boluarte fez um pronunciamento afirmando que a situação foi controlada e que “o governo está firme e o seu gabinete mais unido do que nunca”.
“Ao povo peruano, aos que querem trabalhar em paz e aos que geram atos de protesto, digo: não me cansarei de chamá-los ao bom diálogo, dizendo-lhes que trabalhem pelo país”, disse a presidente.
“Todo o rigor da lei vai cair sobre essas pessoas que praticam vandalismo”, disse.
Dina Boluarte, presidente do Peru, faz pronunciamento nesta quinta-feira (19) — Foto: Reprodução
As autoridades confirmaram 54 mortes desde o início da crise no país, que começou em 7 de dezembro. Segundo o governo, 44 pessoas morreram em protestos e 9 em incidentes ligados a bloqueios nas estradas. A outra morte foi de um policial.
Ainda nesta quinta, segundo a Defensoria do Povo, um manifestante foi baleado no tórax durante um protesto em Macusani, na região de Puno. Na véspera, quarta (18), também em Macusani, uma mulher morreu após ser baleada. Na ocasião, uma multidão incendiou uma delegacia e a sede do Poder Judicial.
Prédio pega fogo em meio a protestos no Peru
O país vive intensos protestos desde que o presidente Pedro Castillo foi deposto pelo Congresso e preso em 7 de dezembro, após uma tentativa fracassada de autogolpe de Estado, quando tentou fechar o Parlamento, governar por decretos e convocar uma Assembleia Constituinte.
Bloqueios de estradas foram vistos em 18 das 25 regiões do país, segundo autoridades de transporte, ressaltando o alcance dos protestos. A polícia aumentou a vigilância das estradas que entram em Lima e os líderes políticos pediram calma.
Na semana passada, o governo de Boluarte estendeu o estado de emergência em Lima e nas regiões do sul de Puno e Cusco, restringindo alguns direitos civis.
“Não queremos mais mortes, não queremos mais feridos, sangue suficiente, luto suficiente para as famílias do Peru“, disse o ministro do Interior, Vicente Romero, a repórteres.
Boluarte pediu “perdão” pelas mortes nos protestos, mesmo quando as faixas dos manifestantes a rotulam de “assassina” e chamam os assassinatos das forças de segurança de “massacres”. Ela rejeitou pedidos de renúncia.
Grupos de direitos humanos acusaram a polícia e o exército de usar armas de fogo letais nos protestos. A polícia diz que os manifestantes usaram armas e explosivos caseiros.
Manifestantes peruanos marcham em Lima
“Não vamos esquecer a dor que a polícia causou na cidade de Juliaca”, disse uma manifestante que viajava para Lima, que não quis se identificar. Ela se referiu à cidade onde um protesto especialmente mortal ocorreu no início deste mês. “Nós mulheres, homens, crianças temos que lutar.
Outros manifestantes apontaram razões estratégicas para atacar a capital peruana.
“Queremos centralizar nosso movimento aqui em Lima, que é o coração do Peru, para ver se eles se movem”, disse o manifestante Domingo Cueva, que viajou de Cusco.
Ex-assessor da Casa Branca diz que eleições brasileiras foram “fraudadas”
Steve Bannon é um ex-aliado do ex-presidente Donald Trump Foto: EFE/Jim Lo Scalzo
O ex-assessor da Casa Branca Steve Bannon, também ex-estrategista de Donald Trump, fez comentários sobre o Brasil e elogiou as manifestações contra o resultado das eleições. Ele alegou, nesta quinta-feira (12), que a eleição presidencial no Brasil foi “roubada” e elogiou aqueles a quem chamou de “combatentes da liberdade”, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que questionam o resultado do pleito.
Na ocasião das falas, Bannon estava a caminho do Tribunal Criminal de Manhattan para se defender sobre suposto esquema de fraude na construção do muro da fronteira dos Estados Unidos com o México.
Perguntado se havia mantido contato com Bolsonaro nos últimos dias, Bannon não respondeu e mencionou os protestos.
– Há quantos dias estão protestando no Brasil, há quantos dias? Não, não, há 75 dias! – referindo-se à data do segundo turno das eleições no Brasil.
Ele ainda foi questionado sobre a insurreição de 8 de janeiro em Brasília e respondeu:
– Há milhões de pessoas nas ruas, protestando, dezenas de milhões, e a grande mídia não está cobrindo. Dezenas de milhões! – repetiu, antes de seguir em direção ao tribunal.
Na última segunda (9), Bannon já havia se pronunciado sobre a situação do Brasil e dito que as eleições teriam sido fraudadas.
– Não vou recuar nem um centímetro quanto a isso – disse, em entrevista.
Na ocasião, ele pediu a abertura de investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bannon também defendeu que as urnas eletrônicas sejam checadas e as atas de votação abertas.
– Sejam transparentes, deixem os cidadãos do Brasil verem – disse Bannon em seu podcast, War Room.
Jair Bolsonaro foi internado às pressas no AdventHealth Celebration, hospital nas imediações de Orlando, na Flórida. Assessores informam que o ex-presidente sentiu fortes dores abdominais, quadro semelhante ao de novembro quando passou por exames no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.
Bolsonaro já foi internado ao menos 7 vezes desde que foi esfaqueado por Adélio Bispo durante a primeira campanha presidencial, em 2018. O ex-presidente, que tem histórico de suboclusão intestinal, já teve recomendação de nova cirurgia para tratar uma hérnia.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos acabou de eleger, na madrugada deste sábado (7), o deputado republicano Kevin McCarthy (foto) presidente da Casa.
Foi preciso 15 rodadas de votações e três dias de negociações em impasse nunca visto desde o período pré-Guerra Civil, na metade do século 19.
Os Republicanos detêm uma pequena maioria, conquistada nas últimas eleições de meio de mandato (Midterms), em novembro. Eles têm 222 assentos, contra 212 dos Democratas.
O Speaker, como é chamado o presidente da Câmara, é eleito com a metade mais um dos votos, ou seja, precisa do apoio de 218 deputados.
Entretanto, o principal indicado do partido, McCarthy, que foi o líder do partido republicano na Câmara entre 2019 e 2023, não tem apoio sólido da ala mais radical do partido, o que o impedia de alcançar a marca de 218 votos.
Ao longo das outras rodadas de votação da sexta-feira (6), o republicano conseguiu virar 15 votos ao seu favor.
Mesmo assim, ele não conseguiu alcançar a marca de 218 votos nesta 15ª rodada, e foi eleito com 216, porque seis deputados, todos republicanos, votaram “presente”, o que, na prática, os anulou da contagem total de votos.
Sem a eleição do presidente, chamado de Speaker, a Casa praticamente não opera, nem mesmo para empossar os deputados eleitos, dentre eles George Santos, o filho de brasileiros que mentiu sobre seu histórico acadêmico e profissional na campanha.
O presidente da Rússia, Vladmir Putin, enviou um navio de guerra com mísseis hipersônicos ao oceano Atlântico. Segundo o governo, trata-se de uma “missão de treinamento”. Putin fez o anúncio durante uma videoconferência com o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, e o comandante do navio, Igor Krokhmal, na quarta-feira 4.
“Desta vez, o navio está equipado com o mais recente sistema de míssil hipersônico, o Tsirkon, que não tem outros iguais”, disse Putin. “Quero desejar à tripulação sucesso no serviço pelo bem da pátria mãe.” A medida ocorreu um dia antes de Putin anunciar um cessar-fogo de apenas dois dias.
Navio com mísseis hipersônicos de Putin
Putin garantiu que as armas vão permitir uma proteção “confiável” de “possíveis ameaças externas” e que irão ajudar o país a conquistar seus “interesses nacionais”. “Continuaremos a desenvolver o potencial de combate de nossas Forças Armadas”, disse.
O míssil 3M22 Tsirkon é um sistema que teve seu desenvolvimento acelerado pela Rússia em meio ao conflito com a Ucrânia. O projétil pode atingir tanto navios, quanto alvos na terra, a uma distância entre mil e 1,5 mil quilômetros. Em nove testes, a arma chegou a uma velocidade de 11 mil quilômetros por hora.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou um cessar-fogo nos ataques na Ucrânia entre às 12h do dia 6 de janeiro e à meia-noite do dia 7 por conta do Natal ortodoxo. A decisão veio após um pedido da aliada Igreja Ortodoxa Russa. | A Rússia anunciou nesta quinta-feira (5) que irá cessar-fogo na Ucrânia durante o Natal ortodoxo, tipicamente comemorado nos dias 6 e 7 de janeiro.
Nesta quinta-feira (5), a Rússia anunciou ter ordenado um cessar-fogo nos ataques na Ucrânia durante o Natal entre às 12h do dia 6 de janeiro e à meia-noite do dia 7. O cristianismo ortodoxo é seguido por grande parte dos fiéis ucranianos e russos.
A Ucrânia ainda não se posicionou sobre a decisão de Putin. O país de Volodymyr Zelensky já havia demonstrado insegurança com o pedido de cessar-fogo por acreditar que essa possa ser apenas uma estratégia de guerra da Rússia.
O caixão do papa emérito Bento XVI foi levado para dentro da Basílica de São Pedro, no Vaticano, nesta quinta-feira (5), após a cerimônia fúnebre presidida pelo papa Francisco. O funeral do pontífice emérito prevê ainda uma cerimônia privada e, por fim, o sepultamento sob a basílica, onde estão os túmulos de outros papas.
Bento XVI será enterrado de acordo com seus desejos no mesmo local, nas criptas sob a Basílica de São Pedro, onde o papa João Paulo II foi originalmente enterrado em 2005, antes de seu corpo ser realocado para uma capela na basílica em 2011. Durante a cerimônia realizada nesta quinta, o papa Francisco pediu que seu antecessor “seja bem recebido por Deus”.
– Bento, que sua alegria seja completa ao ouvir Sua voz, agora e para sempre – disse.
A praça de São Pedro, no Vaticano, esteve quase totalmente ocupada durante o cerimonial desta quinta. Um público de cerca de 130 mil, entre membros da Igreja Católica, fiéis, representantes de governos, jornalistas e turistas, acompanham o funeral de Bento XVI. Também estava presente um forte esquema de segurança, com milhares de policiais.
Uma iniciativa promovida pelo Ministério da Saúde de Buenos Aires tem causado polêmica na Argentina — e chamado atenção no mundo todo. É que o programa “Haceme tuyo” (faça-me seu, em tradução livre do espanhol) gastou 500 milhões de pesos argentinos (R$ 15 milhões) na compra de um gel lubrificante sexual.
De acordo com o jornal “El Clarin”, a província de Buenos Aires pagou US$ 500 por cada pote, numa compra total de um milhão de unidades, em convênio firmado com a empresa Farmacoop.
Ainda segundo o jornal, a compra inicial foi feita no mês de outubro e passou por cinco órgãos de controleinterno. Ainda no final de 2022, entretanto, o Ministério da Saúde solicitou uma realocação de orçamento para aumentar o número de potes do lubrificante sexual.
Para o governo, “o uso de gel lubrificante reduz as chances de rompimento da camisinha nas relações sexuais e, assim, evita doenças sexualmente transmissíveis” e “é uma ferramenta recomendada para a prática de sexo anal especificamente”.
Em publicação no Twitter, Nicolás Kreplak, ministro da saúde de Buenos Aires e responsável pela iniciativa, comemorou o aumento nas buscas na internet pelo termo “gel lubrificante” depois que o caso veio à tona.
“Hoje mais argentinos e argentinas sabem para que serve e como usar um gel lubrificante. Mais informação é mais acesso e prevenção”, disse ele.
A compra do produto foi criticada por políticos de oposição. Também no Twitter, o deputado DiegoSantilli disse: “Novo programa ‘faça-me seu’. Axel Kicillof [governador da província de Buenos Aires] gastou 500 milhões [de pesos argentinos] para comprar potes de gel íntimo. Acredite ou não, essas são as prioridades do kirchnerismo.”
Kreplak, que também é médico sanitarista, rebateu as críticas e disse que a compra do produto é uma iniciativa de cuidado com a população.
“Estamos gerindo, cumprindo a lei e cuidando da nossa população. A aquisição de itens de prevenção e cuidados com a saúde sexual não é novidade. Sempre foi feito e todos os insumos têm que ser fornecidos pelo Estado.”
“Este produto no mercado é vendido por quase US$ 2.000 e nosso preço de referência é de US$ 500. O gel de 2 gramas [em sachê] sempre foi entregue junto com a camisinha, mas nem toda a população usa os dois elementos. Os potes de 100 gramas serão entregues a quem precisar, evitando o descarte”, completou ele numa série de tuites publicados nesta terça-feira (3).
A decisão pode aumentar consideravelmente o acesso ao aborto por medicamento
Aborto, assassinato de crianças Foto: Pixabay
Nesta terça-feira (3), a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos autorizou que farmácias e drogarias distribuam pílulas abortivas. A mudança permite, pela primeira vez, a venda e aumenta em larga escala o acesso ao aborto por medicamentos.
Mifepristona, uma das pílula usadas para fazer aborto por meio de medicação, só poderia ser entregue por farmácias via correio, médicos ou clínicas certificadas. No entanto, pacientes que desejam ter acesso ao comprimido continuarão sendo obrigados a apresentarem receita médica.
Até o presente momento, a FDA, uma espécie de Anvisa dos EUA, não emitiu um comunicado oficial, mas prometeu atualizar seu site. Fabricantes das pílulas, Danco Laboratories e GenBioPro, informaram que a agência os inteirou sobre as mudanças. Grandes redes de farmácias estão avaliando as mudanças e requisitos da FDA.
Governo Biden diz reconhecer autoridade da Assembleia Nacional venezuelana de maioria opositora eleita em 2015, cujo mandato já acabou
Os Estados Unidos ainda consideram Nicolás Maduro um presidente ilegítimo, afirmou nesta terça-feira o Departamento de Estado, que informou ainda reconhecer a autoridade do Parlamento venezuelano eleito em 2015, de maioria opositora e que recentemente dissolveu o “governo interino” do opositor Juan Guaidó.
— Nossa abordagem em relação Nicolás Maduro não mudou. Ele não é o líder legítimo da Venezuela. Reconhecemos a Assembleia Nacional de 2015 —disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.
Ele acrescentou que o governo de Joe Biden continuará aplicando sanções contra o governo venezuelano, mas que isso será constantemente avaliado “em função do que o regime de Maduro faça para promover a possibilidade de que o povo venezuelano alcance suas aspirações democráticas”.
No domingo, Maduro disse estar pronto para normalizar relações com os Estados Unidos, que em 2019, no governo de Donald Trump, impuseram sanções ao petróleo venezuelano e promoveram um movimento internacional de reconhecimento da “Presidência interina” proclamada pelo então deputado Guaidó. No ano anterior, Maduro havia sido reeleito para o terceiro mandato em eleições contestadas.
A declaração foi feita dois dias depois que três dos quatro partidos da oposição venezuelana que sustentavam Guaidó decidiram acabar com o governo paralelo liderado pelo ex-deputado. A decisão dos partidos Primeiro Justiça, Um Novo Tempo e Ação Democrática foi tomada numa reunião da chamada “Assembleia Nacional de 2015”, à qual o porta-voz do governo de Joe Biden se referiu.
Esta Assembleia é formada pelos deputados eleitos naquele ano, quando a oposição venezuelana conquistou a maioria legislativa. Na prática, o mandato desses representantes acabou no início do ano passado, quando tomou posse a nova legislatura, eleita no final de 2020, em um pleito do qual os partidos que sustentavam Guaidó decidiram não participar.
Apesar de encerrar o “o governo interino” a decisão transferiu parte de suas funções para a “Assembleia Nacional de 2015”, incluindo a gestão de ativos e fundos do Estado venezuelano no exterior que foram bloqueados em 2019 pelos EUA e o Reino Unido e postos sob controle de opositores de Maduro.
Parte desses fundos — que incluem depósitos em ouro no Banco da Inglaterra e a Citgo, subsidiária da estatal petrólifera PDVSA nos EUA — foi usada para sustentar o “governo interino” e seus embaixadores fora da Venezuela, e há controvérsias relacionadas à prestação de contas. Uma das empresas que ficaram nas mãos da oposição, a produtora de fertilizantes Monómeros, filial na Colômbia da estatal Petroquímica de Venezuela (Pequiven), faliu, e em setembro deste ano foi devolvida a Maduro.
O porta-voz do Departamento de Estado disse nesta terça que continuará em conversas com os opositores sobre a gestão desses ativos, que Caracas calcula totalizarem US$ 24 bilhões.
Para as principais siglas da oposição, Guaidó era um obstáculo para avançar na elaboração de um plano que permita lançar um candidato único para as eleições presidenciais de 2024 e tentar derrotar o chavismo nas urnas. A oposição planeja realizar primárias neste ano; Guaidó sonha em ser candidato, mas é desafiado pelo ex-candidato presidencialEnrique Capriles, entre outros.
Embora formalmente mantenha uma política contrária a Maduro, o governo Biden enviou delegados a Caracas em 2022 para se reunir com ele e negociar, entre outras coisas, a troca de prisioneiros. Em novembro, a Casa Branca concedeu uma licença à gigante da energia Chevron para operar por seis meses no país sul-americano, depois que delegados do regime de Maduro e da oposição venezuelana retomaram as negociações no México.