Trazidos ilegalmente pelo narcotraficante para o país, espécie passou a se reproduzir em rios colombianos. Para controlar “praga”, autoridades pretendem enviar 72 animais para Índia, México e Equador.

Hipopótamo é fotografado no parque temático Fazenda Napoles, antigo zoo privado de Pablo Escobar, em Doradal, na Colômbia, em 2016 — Foto: Raul Arboleda/AFP

Hipopótamo é fotografado no parque temático Fazenda Napoles, antigo zoo privado de Pablo Escobar, em Doradal, na Colômbia, em 2016 — Foto: Raul Arboleda/AFP 

A Colômbia está avaliando a possibilidade de enviar para a Índia, México e Equador 72 hipopótamos que nasceram na região central do país, depois de o narcotraficante Pablo Escobar ter importado ilegalmente da África os quatro primeiros em 1984. O envio dos animais faz parte de um plano de controle de espécies invasoras.

Os biólogos afirmam que os hipopótamos ameaçam o ecossistema local por não terem predadores naturais na Colômbia. As fezes dos animais alteram ainda a composição dos rios próximos, o que afeta peixes-boi, capivaras e outras espécies. 

O diretor do gabinete de Gestão da Biodiversidade da autoridade regional das Bacias dos Rios Negro e Nare (Cornare), David Echeverry, contou nesta quinta-feira (02/03) que estão sendo feitos os respectivos contatos para “a possível saída de hipopótamos” da Colômbia. 

“Na Índia, disseram que podem receber até 60 hipopótamos, no México há capacidade para receber até dez e o Equador relatou a possibilidade de receber dois hipopótamos”, explicou.

Ariel Palacios explica ‘gosto peculiar’ de Pablo Escobar por hipopótamos em vídeo de 2021 

Zoológico ilegal de Pablo Escobar

No auge do seu império criminoso, Escobar construiu um zoológico na sua Fazenda Nápoles, de 3 mil hectares, localizada em Puerto Triunfo, no departamento de Antioquia. O famoso narcotraficante importou para o local animais exóticos de todo o mundo, causando repercussão pela extravagância da propriedade, onde instalou no portão de entrada um pequeno avião que simbolizava o meio de transporte dos seus carregamentos de cocaína para os Estados Unidos. 

Entrada da Fazenda Nápoles, na Colômbia — Foto: XaID/Arquivo pessoal via Wikimedia

Entrada da Fazenda Nápoles, na Colômbia — Foto: XaID/Arquivo pessoal via Wikimedia 

Após a sua morte em 1993, e com o fim do seu cartel de drogas, a Fazenda Nápoles foi abandonada e os animais do zoológico de Escobar ficaram sem controle. Os hipopótamos escaparam e encontraram um novo lar nas planícies de Magdalena Medio, onde rapidamente se adaptaram, devido às condições favoráveis do terreno, irrigado pelas águas do rio Magdalena, o principal da Colômbia. 

Porém, com o passar do tempo, os hipopótamos se tornaram um perigo para a fauna, flora e camponeses da região. Em 2020, um agricultor ficou seriamente ferido depois de ter sido atacado por um hipopótamo.

Após morte de Pablo Escobar, a Fazenda Nápoles foi abandonada — Foto: Alvaro Morales Ríos/Arquivo Pessoal via Wikimedia

Após morte de Pablo Escobar, a Fazenda Nápoles foi abandonada — Foto: Alvaro Morales Ríos/Arquivo Pessoal via Wikimedia 

Plano para capturar os animais

As autoridades locais pretendem capturar os animais ao atraí-los com comida para dentro de grandes contêineres de ferro. Depois, eles seriam transportados até o aeroporto de Rionegro, de onde seriam enviados para santuários. 

O governador de Antioquia, Aníbal Gaviria, ressaltou o interesse em realocar um grupo de 70 hipopótamos para santuários naturais em outros países. Ele disse que aguarda a aprovação do governo colombiano para “acelerar a autorização e atingir este fim, que é ambiental, de defesa e proteção dos animais”. 

Os pesquisadores que estudam essa população de hipopótamos já alertaram no ano passado que projeções indicam que o número de animais na região deve continuar aumentando se nada for feito para controlar a espécie.

Informações G1


Begoleã Fernandes foi preso quando tentava embarcar para Belo Horizonte com documentos falsos e carne na mala. Jornal português afirma que a carne era humana, mas análise oficial ainda não foi divulgada.

Begoleã Fernandes, de 26 anos, teria cometido homicídio uma cidade no norte da Holanda  — Foto: Redes sociais

Begoleã Fernandes, de 26 anos, teria cometido homicídio uma cidade no norte da Holanda — Foto: Redes sociais 

Suspeito de ter cometido um homicídio e preso no aeroporto de Lisboa com documentos falsos e carne na mala, o brasileiro Begoleã Fernandes, de 26 anos, falou, em áudio enviado a um amigo, sobre o que aconteceu no dia do crime e pedindo ajuda. “Reagi e passei ele, tá? Me ajuda ai mano, pelo amor de Deus”, disse Begoleã na gravação. 

g1 teve acesso ao áudio neste sábado (4), e a mãe de Begoleã confirmou que a voz é do filho. 

No áudio, Begoleã também disse que estava com uma faca na mão e que sua atitude foi uma reação porque a vítima, nas suas palavras, “tentou me pegar”. Begoleã ainda acusou, sem provas, a vítima de ser canibal. 

Segundo as investigações, Begoleã é suspeito de matar Alan Lopes, que trabalhava como açougueiro em Amsterdã, na Holanda, onde o crime aconteceu em 26 de fevereiro. Alan vivia na Holanda havia sete anos e sua família é do Distrito Federal. Já Begoleã é natural de Matipó, na Zona da Mata mineira. 

“Oh Messias, ora por mim meu irmão, que eu tô beleza, graças a Deus. Mas o que eu passei não foi brincadeira. Ele é canibal. Já tem muito tempo que a galerinha dele sabe, entendeu? […] Só que é uma parada tão bizarra, mas tão, mas tão bizarra que ninguém acredita. […] Eu fui lá e os meninos tinham me avisado que era uma armadilha para ele me pegar, tá ligado? […] Aí na hora que ele tentou me pegar, eu estava com a faca, eu fui e reagi e passei ele, ta ligado? Me ajuda ai mano, pelo amor de Deus!”, disse Begoleã na gravação.

Begoleã confessa homicídio de brasileiro em áudio enviado a amigo 

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Begoleã pretendia viajar com destino a Belo Horizonte quando foi preso na segunda-feira (27). Ele apresentou um cartão de identidade italiano e portava outros documentos de identificação em nome de terceiros, o que levantou suspeitas no aeroporto de Lisboa. 

O jornal português Correio de Manhã divulgou que carne apreendida com Begoleã é humana. Segundo a publicação, o mineiro teria dito isso ao SEF. Diante da suspeita, a carne foi enviada para análise, mas o resultado oficial ainda não foi divulgado. 

Ainda nesta semana, a defesa de Begoleã afirmou que o mineiro agiu em legítima defesa e que transportou carne humana e documentos na mala para provar sua inocência e fazer a identificação dos envolvidos. 

“[A legítima defesa é] comprovada através do agarrar a lâmina com a mão direita para impedir que fosse morto, e a prova continua bem visível na mão direita. Só tentou fugir da Holanda, mais uma vez, para evitar ser morto”, afirmou o advogado contratado pela família de Begoleã. 

A defesa, contudo, não explicou como o transporte de carne humana provaria a inocência do suspeito. Questionado, o advogado também não explicou por que o cliente temia ser morto, nem por quem. 

Em conversa com a reportagem neste sábado (4), Carla Pimentel, mãe de Begoleã, disse que o filho está preso em um presídio de Lisboa, após passar por cirurgia na mão e sofrer um ferimento na barriga causado pela briga com Alan. 

“O advogado do Begoleã está correndo contra o tempo para montar uma defesa. Como tem o áudio mesmo, a primeira ligação que ele fez para um amigo de Amsterdã ele confessava dizendo o que tinha feito. Meu filho estava apavorado!”, disse Carla. 

“Após isso, ele ligou para o pai dele, dizendo: ‘Papai, acabei de cometer isso e isso… fui me sentindo mal, sentindo muito sono, acho que colocaram algo na minha bebida. Acordei com ele por cima de mim com uma faca’, completou. 

Carla também afirmou Begoleã disse que a vítima serviu a ele “uma carne estranha”. 

Meu filho disse: “Ele me serviu uma carne estranha e imagens muito pesadas. […] Begoleã carregou a carne com o intuito de provar a barbaridade que faziam”, conta a mãe.

A mãe disse ainda que já procurou o Consulado e o Itamaraty, mas que não conseguiu ajuda de nenhum órgão. “Eu preciso ir pra aquele país e ver se meu filho precisa de ajuda psicológica”, afirmou ela em conversa com o g1

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, informou que tem mantido contato com as autoridades portuguesas competentes, “com vistas a prestar a assistência cabível ao nacional brasileiro, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”.

Informações G1


Proposta recebeu críticas da indústria e do Parlamento

Proposta recebeu inúmeras críticas | Foto: Reprodução/Pixabay

O Partido Verde da Alemanha, da base de apoio aogoverno primeiro-ministro Olaf Scholz, apresentou proposta para banir anúncios de alimentos considerados não saudáveis, especialmente chocolates e doces. A justificativa seria preservar a saúde das crianças. A proposta recebeu críticas da indústria e até mesmo de membros do governo.

A publicidade desses produtos ficaria proibida na televisão, rádio e internet entre às 6h e 23h. Além disso, influencers em redes sociais como YouTube ou TikTok também ficariam proibidos de fazer propaganda de determinados produtos.

A iniciativa também prevê a proibição de outdoorscom anúncios de comidas doces, gordurosas ou de salgadinhos perto de escolas e parquinhos.

“Devemos assegurar que as crianças possam crescer de maneira mais saudável”, afirmou Cem Özdemir, ministro da Agricultura alemão, do Partido Verde, ao apresentar a proposta em Berlim. Para ele, proibir os anúncios é “crucial” na luta contra a obesidade.

Os representantes da indústria alimentícia alemã criticaram a medida com veemência. O diretor da Associação da Indústria Alemã de Confeitaria (BDSI), Carsten Bernoth, afirmou que banir os anúncios não fará com que as crianças comam menos doces, e argumentou que “a publicidade é essencial na economia de mercado”. “Ela permite que você tome uma parcela do mercado de seus competidores.”

Bernoth teme que o plano de Özdemir leve à proibição quase total dos anúncios do setor. “Nosso argumento é que os consumidores devem ter liberdade de escolha”, disse Bernoth. “Não cabe ao Estado fazer nenhum tipo de estipulação ou postular proibições.”

A proposta de Özdemir, no entanto, deverá enfrentar dificuldades para ser aprovada no Parlamento alemão, ou até mesmo entre a coalizão de três partidos que integram o governo, já parlamentares que antes se mostravam favoráveis agora já retiraram o apoio à ideia.

No ano passado, a indústria de doces na Alemanha faturou cerca de € 14 bilhões de euros (R$ 77,4 bilhões) e gastou € 1 bilhão em publicidade. A medida também afetaria o mercado publicitário.

Ao DW, a professora de saúde pública e nutrição da Universidade de Padeborn, Anette Buyken, afirmou que os dados são incompletos para saber se a medida tem eficácia para alterar hábitos e evitar a obesidade e outras doenças. O Chile foi um dos poucos países que implantou medida semelhante, em 2016, e ainda não há conclusão de que isso gerou benefícios à saúde da população.

Informações Revista Oeste


Uruguai confirma morte de 70 galinhas por gripe aviária

Foto: David Tadevosian/Shutterstock.

Em nota divulgada na sexta-feira 3, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai confirmou que 70 galinhas e outras aves morreram em decorrência da gripe aviária, causada pelo vírus H5N1. As mortes foram registradas em uma propriedade privada em San Gregorio de Polanco, município do Departamento de Tacuarembó.

São os primeiros casos de gripe aviária em aves domésticas no país. Até agora, havia confirmação de casos em aves silvestres.

“No total, foram encontradas 70 galinhas e outras aves de quintal mortas pelo vírus”, informou o ministério, na nota. Depois da constatação da causa da morte, o governo isolou a área e colocou sob vigilância todas as áreas localizadas num raio de 5 quilômetros, o que atende ao protocolo de segurança sanitária do país.

De acordo com a nota, na tarde deste sábado, 4, a Comissão Departamental de Emergências (CDE) de Tacuarembó, o ministro da Pecuária e Agricultura e outros técnicos do setor vão se reunir em San Gregorio de Polanco para analisar a situação.

Os primeiros casos de gripe aviária no Uruguai foram confirmados em 15 de fevereiro, quando cisnes apareceram mortos em um parque nacional. Na mesma data, a Argentina também confirmou a morte de gansos andinos em uma área de preservação.

A gripe aviária é uma doença altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e pode causar grandes prejuízos aos criadores. O governo uruguaio enfatizou que o consumo de carne ou ovo cozidos não prejudica a saúde humana, mas o contato com aves doentes com gripe pode afetar os humanos.

O Uruguai suspendeu feiras, leilões, exposições e eventos ligados à espécie aviária, proibiu o transporte de aves dentro do país e recomendou aos donos de granjas e fazendas que restrinjam a entrada de pessoas e veículos em suas propriedades.

O Ministério da Pecuária também listou uma série de recomendações aos criadores de aves:

  • Adotar medidas extremas de biossegurança nas fazendas;
  • Restringir a entrada de pessoas e veículos no estabelecimento;
  • Fazer rigorosa limpeza e desinfecção dos materiais de trabalho, instalações e veículos que entrem na propriedade;
  • Manter atualizados os registros de visitas e produção;
  • Colocar tela antipássaros nos galinheiros;
  • Colocar dispositivos de desinfecção na entrada da propriedade e nos galpões onde ficam as aves;
  • Usar roupas exclusivas para trabalhar com aves;
  • Evitar o contato de aves comerciais com silvestres;
  • Evitar que as aves domésticas compartilhem fontes de água com aves selvagens.

Créditos: Revista Oeste.


Begoleã Mendes Fernandes está detido desde segunda-feira

Begoleã Mendes Fernandes Foto: Reprodução/Redes sociais

O brasileiro preso no aeroporto de Lisboa, Portugal, com carne humana disse que o material se trata da prova de um crime, mas que não foi cometido por ele. Begoleã Mendes Fernandes, de 25 anos, confessou às autoridades ter matado um amigo a facadas na Noruega, mas alega legítima defesa, pois o homem teria dito que era canibal e iria comê-lo.

A vítima também era um brasileiro, Alan Lopes, de 26 anos. Ele era açougueiro e morava em Amsterdã há alguns anos. Conforme áudios gravados para a família, Begoleã disse que Alan matava as pessoas e as levava para o açougue. Em um jantar em sua casa, ele teria oferecido carne humana a Begoleã, além de ameaçá-lo a ser “o próximo”.

Após o assassinato, Begoleã recolheu a carne oferecida pela vítima como prova e se dirigiu a Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas acabou sendo detido durante uma conexão em Portugal.

De acordo com a polícia holandesa, após avaliação, foi constatado que a carne apreendida é de origem humana, mas não pertence a Alan Lopes.

Carla Pimentel, mãe do brasileiro preso, falou à imprensa portuguesa, confirmando a versão apresentada pelo filho. Ela disse ter aconselhado Fernandes a fugir para o Brasil.

Procurados, o Itamaraty e a Embaixada dos Países Baixos em Brasília não se pronunciaram.

Informações Pleno News


Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Sergey Ryabkov, vice-chanceler russo e um dos principais negociadores do Kremlin, afirmou hoje que “lamenta” o voto do Brasil na Assembleia Geral da ONU na semana passada. O diplomata ainda disse que “respeita” a vontade política do governo brasileiro em buscar uma solução para a guerra. Mas afirma que não há “necessidade” de uma mediação.

As declarações foram dadas em Genebra, numa entrevista coletiva e em resposta às perguntas do UOL.

Ao marcar um ano da guerra, a ONU votou uma resolução proposta pela Europa condenando a agressão russa. O documento foi aprovado com 141 votos, entre eles o do Brasil. Mas mais de 30 países optaram pela abstenção, inclusive todos os demais países dos Brics.

Claro que é lamentável que o Brasil tenha votado da forma que fez
Sergey Ryabkov

“O voto mostra que foram feitas considerações outras que não aquelas sóbrias e uma profunda avaliação sobre o que ocorre e o que precedeu essa situação atual”, afirmou.

Os russos, porém, não acreditam que o Itamaraty cedeu às pressões de americanos, depois da visita de Lula para a Casa Branca.

“Essas considerações continuam. Se o Brasil fosse capaz de apreciar de forma completa a lógica intrincada desse caso trágico e desafiador, então acho que o Brasil votaria numa forma que pelo menos seria de abstenção”, afirmou o russo.

Apesar do voto brasileiro, o negociador do Kremlin insistiu que a conversa e a relação positiva com o governo Lula continuam. Ele lembrou que os chanceleres Mauro Vieira e Sergei Lavrov se reuniram na Índia nesta semana e que estabeleceram um diálogo para ampliar a cooperação bilateral.

“Eles falaram sobre diversos assuntos que nos aproxima, e não nos afastam”, afirmou. Para ele, a relação bilateral é “promissora”.

“Não precisamos de mediação”

Ryabkov também sinalizou que não há, neste momento, espaço para falar em uma mediação.Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu a criação de um grupo de países emergentes que possam atuar para buscar a paz. A proposta foi tratada com o presidente americano Joe Biden e o chanceler alemão Olaf Scholz.

Na conversa entre Mauro Vieira e Lavrov, nesta semana, não houve uma oferta específica por parte dos brasileiros por uma mediação. O governo ainda está ouvindo as diferentes ideias e posicionamento, antes de propor algum tipo de mecanismo ou formato que poderia ser aceito por todos.

Não acho que há necessidade de mediação, como tal. Damos as boas vindas e respeitamos completamente a vontade política que foi demonstrada pela liderança brasileira e pelo presidente brasileiro, que quer verdadeiramente encontrar uma forma de colocar um fim a essa situação e desenvolver conceitos e ideias que possam facilitar esse processo
Sergey Ryabkov

“Mas, quando falo que não existe necessidade de mediação, eu quero dizer isso mesmo. A única coisa que precisa da parte de outros é reconhecer o interesse legítimo da Rússia”, declarou o representante de Moscou.

Segundo o negociador, não foi a Rússia que bloqueou as conversas, logo no começo da guerra. “Houve uma tentativa de negociar. Mas a delegação ucraniana deixou o processo e fizeram depois da insistência dos EUA e outros. Foi a escolha deles”, disse.

“Não somos nós que bloqueados conversas”, declarou. Para ele, se alguém quer falar de mediação, “tem de perguntar em Kiev se querem”.

Informações UOL


Begoleã Fernandes é suspeito do assassinato de Alan Lopes, na Holanda.

Begoleã Fernandes é natural de Matipó, na Zona da Mata mineira — Foto: Redes sociais

Begoleã Fernandes é natural de Matipó, na Zona da Mata mineira — Foto: Redes sociais 

De acordo com o jornal português Correio de Manhã, a carne apreendida com o mineiro Begoleã Fernandes, de 26 anos, preso na noite de segunda-feira (27) em um aeroporto de Lisboa, em Portugal, é de origem humana.

Begoleã foi preso por falsificação de documentos, informação repassada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)

Segundo o jornal, a carne foi analisada no Instituto de Medicina Legal de Lisboa, que também apontou que a amostra investigada não pertence a Alan Lopes, o homem de 26 anos que pode ter sido assassinado pelo brasileiro na Holanda. 

Segundo o SEF, o suspeito, que pretendia viajar com destino a Belo Horizonte, apresentou um cartão de identidade italiano, além de portar outros documentos de identificação em nome de terceiros, o que levantou suspeitas. 

Após contato com as autoridades da Holanda, país onde o homem morava, o SEF confirmou que se tratava de um suspeito de praticar um homicídio na noite do último domingo (26), no norte de Amsterdã. 

g1 procurou a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa e a Embaixada dos Países Baixos em Brasília, sobre as investigações, e aguarda retorno.

Informações G1


Ana Elizalde e o marido comemoram o prêmio de US$ 1 milhão - Divulgação/Michigan Lottery
Ana Elizalde e o marido comemoram o prêmio de US$ 1 milhão Imagem: Divulgação/Michigan Lottery

Um homem teve uma grande surpresa depois que sua esposa encontrou um bilhete de loteria esquecido no bolso do casaco. Após conferir o documento, o casal descobriu que era o vencedor do prêmio de US$ 1 milhão (equivalente a mais de R$ 5 milhões, na cotação atual).

O caso aconteceu em Landing, no Michigan, nos Estados Unidos, segundo o jornal Midland Daily News.

Ana Elizalde, 51, contou aos funcionários da Michigan Lottery, organizadora do jogo de loterias, que comprou seu bilhete para o sorteio da Powerball em 6 de fevereiro, em uma loja de conveniências.

“Depois de comprei o bilhete do jogo, como sempre, eu dei para meu marido guardar. Uma semana depois do sorteio, encontramos o papel no bolso do casaco e percebemos que nunca o checamos”

O casal levou o bilhete a uma loja local para digitalizá-lo e os dois tiveram uma surpresa de sete dígitos.

“Fomos à loja para digitalizá-lo e recebemos uma mensagem para registrar a solicitação. Quando verificamos os números o-line e percebemos que ganhamos US$ 1 milhão, ficamos em choque. Sempre tivemos a sensação de que esse dia chegaria e agora que está aqui, parece surreal”, disse a mulher.

Informações UOL


Ameaça foi dirigida a Trump, Pompeo, McKenzie e os comandantes militares dos EUA

Donald Trump Foto: EFE/EPA/DAVID MAXWELL

Em comunicado exibido na TV, nesta sexta-feira (24), o general Amirali Hajizadeh declarou que o Irã ainda
articula uma forma de matar Donald Trump, ex-presidente americano, e Mike Pompeo, ex-secretário de Estado
americano.

A motivação seria a morte do general Qasem Soleimani, executado pelas forças armadas dos EUA em 2020, em um
ataque por drones, quando deixava o aeroporto de Bagdá, no Iraque.

– Nós esperamos poder matar Trump, Pompeo, McKenzie e os comandantes militares que deram a ordem de matar
Soleimani – afirmou o general Hajizadeh, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária.

Citado na lista de vingança do iraniano, Kenneth McKenzie foi diretor do Comando Central do Exército dos Estados
Unidos do Oriente Médio.

Informações Pleno News


Tensão: Caça dos EUA tenta sobrevoar área militar chinesa com equipe da CNN a bordo e quase é abatido; VEJA VÍDEO

Foto: Ministério da Defesa de Taiwan.

O jato de reconhecimento da Marinha dos Estados Unidos voa a 21.500 pés sobre o Mar da China Meridional, a 30 milhas das contestadas Ilhas Paracel, um grupo de cerca de 130 pequenas ilhas, o maior dos quais abriga bases militares chinesas.

Uma voz, dizendo que vem de um aeroporto do Exército de Libertação do Povo (PLA), aparece no rádio do P-8 Poseidon da marinha dos EUA enquanto uma equipe da CNN, com acesso raro a bordo do voo dos EUA, escuta.

“Aeronaves americanas. O espaço aéreo chinês é de 12 milhas náuticas. Não se aproxime mais ou você assume toda a responsabilidade”, diz.

Em poucos minutos, um caça chinês armado com mísseis intercepta o avião americano, aninhado a apenas 150 metros de bombordo.

O caça chinês estava tão perto que a tripulação da CNN pôde ver os pilotos virando a cabeça para olhá-los – e conseguiu distinguir a estrela vermelha nas aletas da cauda e os mísseis com os quais estava armado.

O tenente Nikki Slaughter, o piloto do avião americano, saúda a aeronave PLA de dois lugares e dois motores. “Avião de caça da PLA, aqui é o P-8A da Marinha dos EUA. Estou com você fora da minha asa esquerda e pretendo prosseguir para o oeste. Peço que você faça o mesmo, câmbio”.

Não há resposta do caça chinês, que escoltou o avião americano por 15 minutos antes de se afastar.

Para uma equipe da CNN a bordo do jato americano, é uma evidência clara das tensões que estão surgindo no Mar da China Meridional e entre os EUA e a China.

O comandante desta missão da marinha dos EUA tem uma visão diferente. “Eu diria que é mais uma tarde de sexta-feira no Mar da China Meridional”, comandante Marc Hines diz à equipe.

Ponto de tensão

Ao longo dos últimos anos, o Mar da China Meridional emergiu como um importante ponto de inflamação potencial na Ásia-Pacífico.

Ilhas localizadas nele, como as Paracels perto das quais o avião da Marinha dos EUA foi interceptado nesta sexta-feira (24), são objeto de reivindicações territoriais sobrepostas em parte da China, Filipinas, Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan.

A região estratégica não apenas contém vastos recursos de peixes, petróleo e gás, mas cerca de um terço da navegação global passa por ela – no valor de cerca de US$ 3,4 trilhões em 2016, de acordo com o Projeto de Energia da China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

A China reivindica jurisdição histórica sobre quase todo o vasto mar e, desde 2014, construiu pequenos recifes e bancos de areia em ilhas artificiais fortemente fortificadas com mísseis, pistas e sistemas de armas – provocando protestos de outros reclamantes.

As Ilhas Paracel, chamadas de Ilhas Xisha pela China, estão na parte norte do Mar da China Meridional, a leste de Da Nang, no Vietnã, e ao sul da Ilha de Hainan, na China.

Nomeados por cartógrafos portugueses do século 16, eles não têm população indígena para falar, apenas guarnições militares chinesas com 1.400 pessoas, de acordo com o CIA Factbook.

Ao redor deles estão 12 milhas náuticas de espaço aéreo que a China reivindicava como sua nesta sexta-feira – uma reivindicação que Washington não reconhece. Bem ao sudeste fica a cadeia das Ilhas Spratly, a apenas 186 milhas da ilha filipina de Palawan.

Em 2016, em um caso apresentado pelas Filipinas, um tribunal internacional em Haia decidiu que a reivindicação da China aos direitos históricos sobre a maior parte do mar não tinha base legal.

Mas Pequim rejeitou a decisão do tribunal e continuou seu fortalecimento militar, construindo bases nas Spratlys, que chama de Ilhas Nansha.

A China também realiza exercícios militares regulares em grande parte do Mar da China Meridional e mantém uma grande presença de guarda costeira e navios de pesca nas águas disputadas – o que frequentemente alimenta tensões com seus vizinhos.

Nesta sexta-feira, enquanto voava perto das Filipinas, o P-8 da Marinha dos EUA avistou um contratorpedeiro de mísseis guiados da PLA Navy e desceu a cerca de 1.000 pés para ver mais de perto – trazendo mais avisos do PLA.

“Aviões americanos. Aeronaves dos EUA. Este é o navio de guerra naval chinês 173. Você está se aproximando de mim em baixa altitude. Declare sua intenção,” uma voz vem do rádio do avião americano.

O navio de guerra PLA 173 é o contratorpedeiro Changsha, provavelmente armado com dezenas de mísseis terra-ar. O avião dos EUA manterá uma distância segura, responde seu piloto, o tenente Slaughter.

“Aviões americanos este é o navio de guerra chinês 173. Você está claramente colocando em risco minha segurança. Você está claramente colocando em risco minha segurança”, diz o navio chinês.

“Eu sou uma aeronave militar dos Estados Unidos. Manterei uma distância segura de sua unidade”, responde Slaughter, e a missão dos EUA continua.

A Marinha dos EUA diz que essas missões são de rotina. Embarcações e aeronaves dos EUA operam regularmente onde a lei internacional permite, diz o Pentágono. Mas a China afirma que a presença dos EUA no Mar da China Meridional é o que está alimentando as tensões.

Quando um cruzador de mísseis guiados dos EUA navegou perto das Ilhas Spratly em novembro, o PLA disse que tal ação “infringe gravemente a soberania e a segurança da China” e é “prova concreta de que os EUA estão buscando a hegemonia marítima e militarizando o Mar da China Meridional”.

A Marinha dos EUA disse que o cruzador do país conduziu a operação “de acordo com a lei internacional e depois continuou a conduzir operações normais em águas onde se aplicam as liberdades do alto mar”.

Para Hines, o comandante americano da missão de sexta-feira, as tensões são sempre menores quando ele está conversando com o lado chinês. O silêncio traz incerteza, diz ele.

“Sempre que não há resposta, deixa perguntas. Eles entendem o que estão dizendo? Eles entendem nossas intenções? Eles entendem que não queremos fazer mal? ele diz. Na maior parte sexta-feira, as respostas estavam lá. E os encontros eram “profissionais”, diz Hines. E ele quer mantê-lo assim.

Créditos: CNN Brasil.