Em um programa de TV, nesta segunda-feira (31), presidente venezuelano disse que grupo é uma liderança na construção de um mundo novo.
Maduro é presidente da Venezuela desde 2013 — Foto: EPA
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (31) que o país enviou uma proposta oficial para entrar no grupo do Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Maduro afirmou que espera uma resposta positiva.
O Brics é um bloco que existe desde o início dos anos 2000 e busca cooperação, principalmente econômica, entre os países-membros. Atualmente, o grupo possui um banco, que faz empréstimos para investimentos em infraestrutura e sustentabilidade.
Recentemente, o bloco anunciou que está aberto para uma possível expansão, com a adesão de novos membros. No dia 20 de julho, a África do Sul disse que 22 países demonstraram interesse em ingressar no Brics.
Nesta segunda-feira, em um programa de televisão, Maduro afirmou que a Venezuela é um dos países interessados em fazer parte da organização, já tendo oficializado uma proposta para ingressar no bloco.
O presidente venezuelano disse que espera que a proposta seja valorizada positivamente pelos países que fazem parte do grupo, incluindo o Brasil.
“Esperamos uma resposta positiva para que a Venezuela entre o mais cedo possível na dinâmica do Brics a aprender, apoiar e ajudar”, disse.
Maduro afirmou ainda que o Brics tem um papel de liderança na construção de um mundo novo e “multipolar”.
A China é um dos países que defende a ampliação do bloco. No entanto, especialistas afirmam que essa expansão pode não ser interessante para o Brasil, que teme perder influência sobre o grupo.
A próxima cúpula do Brics está marcada para acontecer no fim de agosto, na África do Sul.
Presidência da Colômbia excluiu conteúdo que visava celebrar soberania do país
Gustavo Petro Foto: Reprodução / Twitter
Um vídeo postado pela Presidência da Colômbia em suas redes sociais – e já deletado – que mostra o presidente Gustavo Petro e sua vice, Francia Márquez, vestidos no estilo “Barbie” para comemorar a independência colombiana, provocou uma avalanche de comentários e memes no país.
O vídeo começa com os pés da Barbie descendo dos famosos sapatos de salto alto cor-de-rosa da boneca mais conhecida do mundo para passar para os pés do presidente com botas caminhando por um lugar lamacento.
– Neste dia 20 de julho, o Governo da Mudança chega a San Andrés. Vamos celebrar nossa soberania. Esperamos vocês! – afirma o vídeo, que intercala fotos de Petro e Márquez com cenas do filme da Barbie que será lançado em 20 de julho.
O tradicional desfile das Forças Armadas e os atos protocolares realizados na Colômbia por ocasião do Dia da Independência do país serão transferidos este ano para a ilha de San Andrés, onde o presidente quer comemorar a última decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a longa disputa que o país mantém com a Nicarágua.
A decisão da CIJ, divulgada na semana passada, impede a Nicarágua de estender sua plataforma continental além das 200 milhas náuticas que delimitam sua fronteira marítima com a Colômbia.
Isso impede que o arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina fique dentro dos limites da fronteira marítima da Nicarágua e confirma os limites já estabelecidos em novembro de 2012, quando a soberania sobre essas ilhas foi concedida à Colômbia, embora tenha sido obrigada a ceder quase 75 mil quilômetros do Mar do Caribe ao país da América Central.
No Twitter, a hashtag #PetroBarbie rapidamente se tornou uma tendência, quando usuários não apenas compartilharam o vídeo excluído das contas oficiais, como muitos o classificaram como “embaraçoso” e “ridículo”.
Também em outras redes sociais, como o TikTok, o vídeo continua circulando, além das reações de usuários que criticam o paralelo da comemoração do Dia da Independência com o filme da Barbie.
O homem que disse que queimaria a Torá e a Bíblia, em Estocolmo, na Suécia, neste sábado (15), desistiu de seu plano. O ativista, que, na última sexta-feira (14), havia recebido autorização para o protesto, acabou fazendo uma manifestação contra a queima de livros sagrados. As informações são do Estadão.
O manifestante, que tem cerca de 30 anos e reside na Suécia, chegou em frente à Embaixada de Israel segurando uma cópia do Alcorão. Ele se apresentou como muçulmano e jogou no chão um isqueiro que tinha na mão, dizendo que nunca teve a intenção de queimar livros sagrados. O homem falou ao público que tal ação seria contra o Alcorão, o livro sagrado muçulmano e ainda disse que “ninguém deveria fazer isso”.
– Sou muçulmano, não queimamos [livros]. Quero mostrar que temos que respeitar uns aos outros – disse o homem, segundo a emissora pública sueca SVT.
A pré-candidata presidencial venezuelana María Corina Machado, favorita nas pesquisas da oposição, denunciou neste sábado, 15, que pessoas ligadas ao presidente Nicolás Maduro tentaram impedir com paus e empurrões um evento de campanha em Petare, um importante bairro de Caracas. Segundo imagens divulgadas pela mídia local, partidários da ex-deputada, que pode ser a adversária de Maduro nas eleições presidenciais de 2024, chegaram cedo para preparar o evento, mas foram hostilizados por indivíduos, alguns de vermelho (cor tradicional do chavismo), portando paus. Quando Machado, uma radical da oposição, chegou, o assédio aumentou ao tentarem agredi-la enquanto seus seguidores a protegiam. De outro ponto de Petare, a opositora afirmou que o governo de seu país “se dedicou a semear o terror e a violência”.
“Todos vimos o que está acontecendo neste momento, nesta área de Petare, onde centenas de venezuelanos que se reuniam conosco hoje foram ameaçados, intimidados e violentados pelo regime”, disse a pré-candidata, conforme um vídeo publicado no Twitter pelo partido Vente Venezuela. Ela apontou que entre os agressores havia “pessoas armadas” e que o governo quer fazê-la “desistir” de sua intenção de chegar à presidência. Na sexta-feira, Machado passou por outro incidente, quando um grupo de pessoas tentou bloquear a passagem de seu veículo no município de Vargas, onde também fazia campanha. Vários candidatos disputam as primárias de 22 de outubro, incluindo Henrique Capriles, duas vezes candidato presidencial, e Freddy Superlano, que se inscreveu no lugar de Juan Guaidó quando ele fugiu para os Estados Unidos.
Conforme a criação de insetos aumenta na Europa, também aumenta a hostilidade à ideia.
A reporter da BBC Sofia Bettiza experimentou o macarrão de grilo — Foto: BBC
Em uma fazenda perto dos Alpes, no norte da Itália, contêineres com milhões de grilos pulando e cantando alto são empilhados uns sobre os outros.
Esses grilos estão prestes a se tornar comida. O processo é simples: são congelados, fervidos, secos e depois pulverizados.
Aqui na Italian Cricket Farm, a maior fazenda de insetos do país, cerca de um milhão de grilos são transformados em ingredientes para alimentação todos os dias.
Ivan Albano, que administra a fazenda, abre um recipiente para revelar uma farinha marrom clara que pode ser usada na produção de massas, pães, panquecas, barrinhas energéticas – e até isotônicos.
Comer grilos, formigas e vermes é comum em partes do mundo há milhares de anos.
Agora, depois que a União Europeia (UE) aprovou a venda de insetos para consumo humano no início deste ano, haverá uma mudança de atitude em toda a Europa?
Bem, em nenhum lugar da Europa há mais resistência a comer insetos do que na Itália, segundo dados da empresa global de opinião pública YouGov, e as objeções vêm de cima – o governo já tomou medidas para proibir seu uso em pizzas e massas.
“Vamos nos opor, por qualquer meio e em qualquer lugar, a essa loucura que empobrece nossa agricultura e nossa cultura”, escreveu o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini no Facebook.
Mas será que tudo isso está prestes a mudar? Vários produtores italianos vêm aperfeiçoando massas, pizzas e lanches de grilo.
“O que fazemos aqui é muito sustentável”, diz Ivan. “Para produzir um quilo de pó de grilo, usamos apenas cerca de 12 litros de água”, acrescenta, lembrando que produzir a mesma quantidade de proteína de vaca requer milhares de litros de água.
A criação de insetos também requer apenas uma fração da terra usada para produzir carne. Dada a poluição causada pela indústria de carne e laticínios, cada vez mais cientistas acreditam que os insetos podem ser a chave para combater as mudanças climáticas.
Em um restaurante perto de Turim, o chef Simone Loddo adaptou sua receita de massa fresca, que remonta a quase 1.000 anos – a massa agora é 15% de pó de grilo.
O local emana um cheiro forte de nozes.
Alguns dos comensais se recusam a experimentar o tagliatelle de grilo, mas aqueles que o fazem – inclusive eu – ficam surpresos com o sabor.
Tagliatelle de grilo servido com bacon e abobrinha — Foto: BBC
Além do sabor, o pó de grilo é um alimento repleto de vitaminas, fibras, minerais e aminoácidos. Um prato contém mais fontes de ferro e magnésio, por exemplo, do que um bife normal.
Mas essa é uma opção realista para quem quer comer menos carne? A questão principal é o preço.
“Se você quiser comprar comida à base de grilo, vai custar caro”, diz Ivan. “A farinha de grilo é um produto de luxo. Custa cerca de 60 euros (R$ 323) por quilo. Se você levar macarrão de grilo, por exemplo, um pacote pode custar até 8 euros (R$ 48).”
Isso é até oito vezes mais do que a massa normal do supermercado.
Por enquanto, os alimentos com insetos continuam sendo uma opção de nicho nas sociedades ocidentais, já que os agricultores podem vender aves e carne bovina a preços mais baixos.
“A carne que produzo é muito mais barata que a farinha de grilo e é de muito boa qualidade”, diz Claudio Lauteri, dono de uma fazenda perto de Roma que pertence a sua família há quatro gerações.
Mas não se trata apenas de preço. É sobre aceitação social.
Em toda a Itália, o número de pessoas que vivem até os 100 anos ou mais está aumentando rapidamente. Muitos apontam a dieta mediterrânea como o Santo Graal para um estilo de vida saudável.
“Os italianos comem carne há séculos. Com moderação, é definitivamente saudável”, diz Claudio.
Ele acredita que a comida à base insetos pode ser uma ameaça à tradição culinária italiana – algo universalmente sagrado neste país.
“Esses produtos são lixo”, diz ele. “Não estamos acostumados com eles, não fazem parte da dieta mediterrânea. E podem ser uma ameaça para as pessoas: não sabemos o que comer insetos pode fazer com nossos corpos.”
“Sou absolutamente contra esses novos produtos alimentícios. Recuso-me a comê-los.”
Claudio Lauteri diz que alimentos com insetos são uma ameaça à dieta mediterrânea — Foto: BBC
Conforme a criação de insetos aumenta na Europa, também aumenta a hostilidade à ideia.
O assunto passou a ser mais um ponto na guerra cultural e mobiliza a direita radical.
A decisão da UE de aprovar insetos para consumo humano foi descrita por um membro do partido de direitaradical Irmãos da Itália como “beirando a loucura”.
A primeira-ministra Giorgia Meloni, que se referiu à Itália como uma “superpotência alimentar”, criou um ministério para os produtos feitos na Itália quando foi eleita, com o objetivo declarado de “salvaguardar a tradição”.
“Produtos de insetos estão chegando às prateleiras dos supermercados! Farinha, larvas – bom, delicioso”, disse ela em tom de desgosto em um vídeo.
Em meio a preocupações de que os insetos possam ser associados à culinária italiana, três ministros do governo anunciaram quatro decretos buscando reprimir a prática. “É fundamental que essas farinhas não sejam confundidas com alimentos feitos na Itália”, disse Francesco Lollobrigida, ministro da Agricultura.
A alimentação com insetos não está apenas dividindo opiniões na Itália.
Na Polônia, tornou-se um tema quente antes das eleições deste ano. Em março, políticos dos dois principais partidos acusaram-se mutuamente de aprovar políticas que obrigariam os cidadãos a comer insetos – o líder do principal partido da oposição, Donald Tusk, rotulou o governo de “promotor da sopa de minhocas”.
Enquanto isso, Áustria, Bélgica e Holanda são mais receptivos a comer insetos. Na Áustria, eles comem insetos secos como aperitivo, e os belgas estão abertos a comer larvas em shakes e barras energéticas, hambúrgueres e sopas.
“Infelizmente ainda há muita desinformação sobre comer insetos”, diz Daniel Scognamiglio, que dirige o restaurante que serve tagliatelle de grilo.
“Recebi ódio, fui criticado. A tradição alimentar é sagrada para muitas pessoas. Eles não querem mudar seus hábitos alimentares.”
Mas ele identificou uma mudança e diz que mais pessoas – muitas vezes por curiosidade – estão pedindo os produtos à base de grilo de seu cardápio.
Com a população global agora ultrapassando oito bilhões, teme-se que os recursos do planeta não possam atender às necessidades alimentares de tantas pessoas.
A produção agrícola mundial terá que aumentar em 70%, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
Mudar para proteínas ecológicas – como insetos – pode se tornar uma necessidade.
Até agora, as possibilidades de produção e comercialização de alimentos para insetos eram limitadas. Com a aprovação da UE, a expectativa é que, com o crescimento do setor, os preços caiam significativamente.
Ivan conta que já recebe muitos pedidos de seus produtos em restaurantes e supermercados.
“O impacto no meio ambiente é quase zero. Somos uma peça do quebra-cabeça que pode salvar o planeta.”
Apesar de leve desaceleração, preços ainda estão disparados no país vizinho
Presidente da Argentina, Alberto Fernández | Foto: Divulgação/Casa Rosada
A taxa anual da inflação na Argentina fechou junho em 115%, de acordo com dados divulgados na quinta-feira 13 pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). A taxa mensal em junho foi de 6%, o que indica uma desaceleração da inflação, ante as taxas de 8,4% e 7,6% em abril e maio, respectivamente. A título de comparação, a inflação acumulada em 12 meses no Brasil é de 3,16% ante os 115% na Argentina.
Os setores com maiores aumentos de preços em junho foram comunicações (10,5%), saúde (8,6%), gastos com habitação, incluindo insumos como gás e eletricidade (8,1%). As menores altas foram em alimentação e bebida (4,1%), roupas e calçados (4,2%) e bebidas alcoólicas e cigarro (4,5%)publicidade
No primeiro semestre do ano, a inflação acumulou alta de 50,7% na Argentina. Em todo o ano de 2022, os preços subiram quase 95%.
As mais recentes previsões de analistas de mercado coletadas mensalmente pelo Banco Central da Argentina (BCRA) revelam que a inflação será de 142,4% neste ano e de 105% em 2024.
Com a inflação disparada, a taxa de juros na Argentina está em 97%, índice mantido na última reunião, de junho. Antes disso, o BCRA vinha aumentando a taxa de juros há meses. Em março, passou de 75% para 78%; em abril, para 81%; em maio, chegou a 97%, depois de ajustes sucessivos.
Avatar 3 e 4 estão entre os trabalhos que provavelmente serão afetados pela paralisação da indústria cinematográfica americana.
‘Avatar 3’ e ‘Avatar 4’ estão atualmente em produção e provavelmente serão afetados pela greve — Foto: 20th Century Studios/Disney
Uma mega-greve de roteiristas e artistas em Hollywood, a Meca do cinema mundial, provavelmente paralisará a produção da maioria dos filmes e de muitos programas de televisão.
A última vez que membros do Screen Actors Guild – Federação Americana de Artistas de Televisão e Rádio (SAG-AFTRA, na sigla em inglês) fizeram uma greve foi em julho de 1980.
Naquela época, parte da briga entre seus membros e as gigantes do entretenimento era sobre os lucros com a venda de programas e filmes feitos para a TV fechada e fitas de vídeo, informou o jornal The New York Times na época.
Quarenta e três anos depois, a nova paralisação — que se soma a uma greve em curso de roteiristas — se concentra em demandas semelhantes relacionadas a material feito para plataformas de streaming e preocupações com inteligência artificial.
Quais filmes serão afetados?
Espera-se que a paralisação cause um impacto na produção e promoção de filmes e programas de TV.
Entre os próximos lançamentos, incluindo eventos promocionais como coletivas de imprensa e estreias no tapete vermelho, estão Mansão Mal Assombrada, As Tartarugas Ninja: Caos Mutantes e A noite das Bruxas.
Alguns dos maiores sucessos de bilheteria que atualmente estão em produção incluem Mulher Maravilha 3, Caça-Fantasmas 4, Mufasa: O Rei Leão e Avatar 3 e 4, de acordo com o Internet Movie Database.
Embora o roteiro desses projetos provavelmente esteja concluído, a greve dos artistas interromperá grande parte do trabalho de produção e causará estragos na programação.
O número de licenças de filmagem para longas-metragens e projetos de televisão, incluindo reality shows, em Los Angeles caiu 64% na semana passada, em comparação com o mesmo período de 2022, segundo dados da FilmLA.
“Em uma semana normal nesta época do ano, haveria dezenas de projetos de televisão com roteiro em produção. Por outro lado, não temos séries de TV com roteiro com permissão para filmar esta semana”, disse a agência.
Produções no exterior, como as filmagens da sequência de Gladiador, da Paramount, em Marrocos e Malta, também devem ser afetadas — Foto: Reuters
Mesmo que a fotografia principal — a maior parte da filmagem em um projeto — esteja concluída, os atores agora não estão disponíveis para solicitações típicas, como refilmagens e substituição de diálogos — onde as falas são regravadas para corrigir erros ou resmungos.
Produções no exterior, como as filmagens da sequência de Gladiador, da Paramount, em Marrocos e Malta, também devem ser afetadas.
Em termos de TV, a Warner Bros Discovery já se gabou por sofrido efeitos mínimos da greve dos roteiristas em projetos da HBO, como a série House of the Dragon, porque os roteiros estavam completos.
Mas a greve dos artistas que são membros do SAG-AFTRA siginifica que muitos roteiros totalmente escritos provavelmente serão suspensos.
Acredita-se que acordos paralelos possam ser fechados entre artistas e produtores da associação para permitir que certos projetos continuem.
Nos Estados Unidos, outros projetos de TV que devem ser produzidos durante o verão no Hemisfério Norte incluem a segunda série de Night Court e Chicago Med, Fire e P.D. na NBC, NCIS e Young Sheldon na CBS, e Family Guy e Os Simpsons na Fox.
À medida que os estúdios nos Estados Unidos e em outras partes do mundo ficam mais silenciosos como resultado da mega-greve de Hollywood, ocorrerão reuniões entre as associações e representantes da indústria do entretenimento.
Em 1980, durante a última greve dos atores, a paralisação durou 10 semanas enquanto os dois lados debatiam os termos de um novo acordo que refletisse as demandas e preocupações de todos.
O custo dessa paralisação foi estimado em cerca de US$ 100 milhões (R$ 480 milhões no câmbio atual) pelo setor, disse o The New York Times na época. Hoje o valor equivaleria a cerca de R$ 1,7 bilhão.
A última vez que roteiristas e atores entraram em greve juntos foi em 1960 — quando os roteiristas pararam de trabalhar por 21 semanas e os atores pararam de trabalhar por seis.
Desta vez, as negociações podem ser ainda mais prolongadas, já que alguns atores incentivam o sindicato a adotar uma abordagem linha-dura, de acordo com a revista Variety.
“Este não é um momento para ficar em cima do muro”, diz uma carta assinada por 2.000 atores.
De sua parte, os empregadores e produtores de Hollywood disseram estar desapontados com a decisão da SAG-AFTRA de entrar em greve.
A Alliance of Motion Picture and Television Producers disse que “certamente não foi o resultado que esperávamos, pois os estúdios não podem operar sem os artistas que dão vida aos nossos programas de TV e filmes”.
“Lamentavelmente, o sindicato escolheu um caminho que levará a dificuldades financeiras para incontáveis milhares de pessoas que dependem do setor”.
O Bloomberg Billionaires Index estima que a fortuna de Jack Ma — cofundador da fintech Ant Group e da empresa de comércio eletrônico Alibaba — seja agora menos da metade do que era em 2020.
Na época, o pico de sua riqueza, o patrimônio de Ma foi avaliado em US$ 61,2 bilhões, ou R$ 294,4 bilhões.
O fundador da Alibaba, que já foi a pessoa mais rica da Ásia, agora tem um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 30 bilhões (R$ 144,3 bilhões), segundo dado divulgado nesta quarta-feira (12)
O Bloomberg Billionaires Index calcula que apenas ao longo de 2021 a riqueza do magnata ficou US$ 4,1 bilhões (R$ 19,7 bilhões) menor. O principal fator foi a menor avaliação do Ant Group, no qual o empresário tem uma participação de 9,9%, segundo a Bloomberg.
Naquele ano, Ma realizou um discurso que descarrilhou o que deveria ser a maior venda de ações do mundo na época.
Ponto de virada
A perda combinada de capitalização de mercado para Ant e Alibaba totaliza cerca de US$ 877 bilhões (R$ 4,2 trilhão), de acordo com um cálculo da CNN com base nos preços de pico das ações registrados no final de outubro de 2020, mesma época em que o empresário criticou os reguladores financeiros e bancos chineses em discurso.
A crítica de Ma, feita poucos dias antes de a Ant serlistada em Xangai e Hong Kong, colocou o governo chinês em choque com a iniciativa privada no país. A situação se agravou com o endurecimento do sistema regulatório de empresas de tecnologia em toda a China.
Os reguladores chineses encerraram o IPOde US$ 37 bilhões (R$ 178 bilhões) da Ant em novembro de 2020 e ordenaram que a empresa reestruturasse seus negócios.
Longe dos holofotes
Desde então,o bilionário se manteve mais discreto.Nos últimos anos, ele teria passado um tempo no Japão, junto do amigo e CEO do SoftBank, Masa Son, e em Hong Kong.Ma também iniciou umnovo trabalhocomo professor visitante em uma universidade de Tóquio.
Depois de passar dois anos reformulando seus negócios, Jack Ma abriu mão do controle da Ant em janeiro. Ele já havia deixadoo cargo de presidente do Alibaba em 2019, quando completou 55 anos.
A Ant e suas unidades também forammultadas emUS$ 994 milhões (R$ 4,7 bilhões) pelos reguladores financeiros chineses na semana passada, por supostamente violar regras relacionadas à proteção do consumidor e governança corporativa.
Em março, o Alibaba anunciouplanos de se dividir em seis unidades separadas, cada uma supervisionada por seu próprio presidente-executivo e conselho administrativo. A empresa disse esperar que a nova estrutura permita maior agilidade e valor para os investidores.
Vítimas foram esfaqueadas, segundo as autoridades locais. Um suspeito foi preso, e polícia chamou o caso de ‘agressão intencional’.
Jardim de infância foi alvo de ataque, na China — Foto: Reuters
Um ataque em um jardim de infância deixou seis pessoas mortas e uma ferida, nesta segunda-feira (10), na China. As vítimas foram esfaqueadas, segundo as autoridades locais. Um homem de 25 anos foi preso.
A polícia chamou o caso de “agressão intencional”, mas não deu detalhes sobre as idades das vítimas. A imprensa chinesa afirmou que há adultos e crianças entre os feridos.
O caso aconteceu na província de Guangdong, sudeste da China, por volta das 7h40, no horário local – noite de domingo (9) no Brasil. As causas do ataque estão sendo investigadas.
Ataques em escolas têm se tornado mais frequentes na China, mesmo o país tendo uma lei rígida em relação ao porte de armas e segurança.
Em agosto de 2022, três pessoas foram mortas e seis ficaram feridas em um esfaqueamento em um jardim de infância na província de Jiangxi.
Já em 2021, um homem matou duas crianças e feriu 16 em outra escola infantil, em Guangxi.
Conhecido como o passaporte europeu “mais fácil”, o documento italiano pode ficar mais restrito. No início de junho deste ano, começou a tramitar no Parlamento da Itália um projeto que prevê o enrijecimento das regras. Apesar de não existir um dado preciso sobre o número de descendentes de italianos no Brasil, estima-se que mais de 30 milhões estejam aptos a solicitar a cidadania. Se esse é seu desejo, é preciso começar logo. Especialistas ouvidos pela Jovem Pan dividem opiniões sobre a possibilidade de aprovação do projeto do senador Roberto Menia, do partido Fratelli d’Italia, o mesmo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Caso isso aconteça, além de comprovar laços sanguíneos com algum italiano, também será preciso ter proficiência no idioma – nível B1 – e residência de um ano no país, para os descendentes de pessoas italianas além do terceiro grau. O projeto pretende reduzir a facilidade de aquisição à terceira geração, ou seja, restringir e muito a quantidade de pessoas que podem buscar esse direito. Essas são apenas três das várias medidas que podem ser alteradas na Lei de Cidadania, de 5 de fevereiro de 1992.
Nátali Lazzari, especialista em genealogia e cidadania italiana, fala que há anos existem tentativas de mudança. Hoje, dos 27 países que fazem parte da União Europeia, só a Itália tem uma normativa abrangente. “Muitos utilizam a cidadania italiana como um instrumento para conseguir entrar nos Estados Unidos e Canadá, subsidiar faculdades de filhos e entrar com mais facilidade em aeroportos. O passaporte italiano virou um instrumento”, observa a gaúcha, que mora em Vêneto e lidera a equipe Avanti Cidadania. Há 8 anos, ela também é membro do Instituto Genealógico Italiano. Ela relata que o projeto ganhou mais força depois do crescimento do partido conservador, conhecido por reprimir também o acesso de imigrantes à Itália. O grupo considerado de extrema-direita assumiu o poder em 2022, após a renúncia do premiê Mario Daghi -, e a Lei de Cidadania é de um contexto de esquerda abrangente que abraça muitos.
“Não esperávamos que fosse tão rápido que o projeto fosse apresentado dentro do governo. A orientação é contra os descendentes de italianos. Eles consideram italianos quem é neto de italiano, apenas. Não está certo nem errado, cada um tem sua opinião, mas a visão do governo agora é clara”, fala Lazzari. A especialista acredita que as chances de o projeto ser aprovado são grandes, mas não se pode prever um prazo. Se passar, não deverá afetar quem já iniciou o processo de solicitação de cidadania.
Luciana Laspro, responsável pelo Patronato Enasco em São Paulo e Presidente do MAIE- Brasile (MAIE – Movimento Associativo dos Italianos no Exterior), destaca que as mudanças são propostas para todo o mundo, e não só para brasileiros. “A motivação real por trás dessa alteração é lidar com a avalanche de processos que atualmente sobrecarrega os tribunais italianos, bem como a ineficiência dos serviços públicos italianos, como Consulados e Comunes, que não conseguem dar conta da demanda.” Ela observa que há uma certa percepção de preconceito em relação aos cidadãos italianos nascidos fora da Itália. “Isso pode ser evidenciado pelo fato de que o projeto de lei menciona casos de cidadanias concedidas a pessoas nascidas no exterior que não têm conhecimento do idioma italiano e têm poucos ou nenhum laço com o país.”
Laspro tem uma visão diferente de Lazzari. Ela não acredita que a mudança vá para frente. “Esse projeto, especificamente, não tem possibilidade de ser aprovado na redação como está. De qualquer forma, é importante lembrar que, de acordo com a legislação italiana, os descendentes nascem italianos, não se tornam italianos.” Ela ressalta que o “reconhecimento da cidadania é um procedimento administrativo (ou um processo judicial) de natureza declaratória e não constitutiva. Ele apenas verifica um status que o indivíduo já possui. Portanto, qualquer mudança na lei não afetará aqueles já nascidos”. Daniel Taddone, Conselheiro do CGIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior), tem o mesmo pensamento. “Tentativas de modificar a legislação italiana ocorrem anualmente, às vezes mais de uma vez por ano. Trata-se de uma matéria complexa e de difícil trânsito no Parlamento. A proposta da vez é muito mal estruturada e não tem nenhuma chance de prosseguir tramitação na forma como está escrita.”
Amanda Zanesco, aos 24 anos, está preparando o processo para solicitar cidadania italiana. O possível endurecimento das regras fez com que a família agilizasse a busca por documentos. Agora, eles pretendem fazer o processo pela via judicial, que é a forma mais rápida estando no Brasil. “Ficamos bastante preocupados com essa nova proposta de lei, ainda não sei muito profundamente sobre ela, mas seria bastante tempo de pesquisa e dinheiro jogados fora se não conseguíssemos concluir o processo”, diz. “Passamos em torno de 3 anos apenas nas pesquisas da árvore genealógica, buscando os documentos necessários, alguns deles estavam em cidades que nem existem mais, então tudo isso toma tempo. O documento mais difícil de encontrar foi exatamente o do ancestral que nos dá o direito da cidadania, pois não sabíamos ao certo a cidade em que ele havia nascido, e como as buscas eram de 1900 foi bem difícil a busca no Brasil.”
A maioria dos brasileiros com descendência italiana vive nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo lidera o ranking, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul – onde acredita-se que 27% da população tem ascendência imigrante italiana, ou seja, um terço dos gaúchos. A Serra Gaúcha é a região que registra a maior parte deles, uma vez que os primeiros imigrantes se estabeleceram em cidades da área. A reportagem entrou em contato com a Embaixada da Itália no Brasil para mais informações sobre o projeto que tramita no Parlamento mas, até a publicação, não havia tido um retorno.