A coordenadora do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus em Feira de Santana, médica infectologista, Melissa Falcão, não descarta a hipótese da cidade passar por uma segunda onda de contaminação da doença. Contudo, afirma que é baixa essa possibilidade. Melissa diz que o critério é baseado no fato da cidade já ter passado pelo pico da doença, em meados de julho, como afirmou em entrevista coletiva nesta terça-feira (18). O boletim epidemiológico de ontem (17) apontou 63 novos casos da doença, 153 recuperados, uma alta hospitalar e três óbitos. Já são 8.251 casos, com 7.044 curados e um total de 164 mortes. RENOVAÇÃO DE CONTRATO DO HOSPITAL DE CAMPANHA Ainda de acordo com a coordenadora do comitê, não é possível definir uma data ou prazo para o encerramento ou suspensão da unidade hospitalar, que é referência para atendimento de pacientes com covid-19. Na semana passada, a secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, afirmou que o contrato será renovado até o dia 20 de setembro. Uma nova prorrogação não está descartada.
Feira de Santana tem sido relegada a um plano inferior, pelo Governo do Estado, em relação aos aeroportos de sua responsabilidade. A constatação é do vereador Marcos Lima, que em discurso na Câmara comparou a situação local, do Aeroporto Governador João Durval, com investimentos feitos em terminais do gênero nos municípios de Vitória da Conquista e Barreiras. “O governador esqueceu do aeroporto da segunda maior cidade do Estado”, afirma o líder da bancada de sustentação do prefeito Colbert Martins Filho. “Inclusive, o Governo já está planejando investimentos também em Porto Seguro, mas Feira de Santana tem sido deixada para trás, tem ficado à míngua, por questões políticas”, analisa o vereador. Marcos Lima acredita que é preciso um aeroporto de qualidade em Feira de Santana. “Foi feito um puxadinho, que não resolve a situação e não é condizente com o tamanho da cidade”. Lembra que os poucos voos operacionalizados até pouco tempo saíam daqui lotados.
Alvo de um vídeo publicado nas redes sociais, pelo deputado Targino Machado (DEM), o presidente da Câmara de Feira de Santana, José Carneiro (MDB) disse nesta segunda-feira (17), em discurso na Casa, que já foi seu aliado político e que, enquanto esteve ao seu lado, era chamado de “correto, honesto e amigo”, mas agora, que se encontram em lados opostos, “não presto mais”. Targino usou a gravação de uma discussão entre Zé Carneiro e o vereador Edvaldo Lima, durante uma sessão da semana passada.
“É preciso reconhecer quando se erra, pois todos erram, eu também erro, porém sou humilde para reconhecer e pedir desculpas, mas com todo respeito, ele (Targino) seria o último que eu ouviria em relação a equilíbrio. Ele não é muito equilibrado, prova disso é que usa a Tribuna da Assembleia constantemente para ofender os seus pares. Não quero ouvir seus conselhos em relação a equilíbrio”, disse o presidente.
Targino cometeu ataque semelhante, relembra José Carneiro, contra seus ex-aliados José Ronaldo e o prefeito Colbert Martins Filho. “Quem não se recorda do episódio que envolveu Colbert (o atual prefeito foi preso, em 2011, acusado de ter autorizado pagamento ilegal quando era secretário nacional de Desenvolvimento do Turismo)? Disse que por ele não colocava a mão no fogo, mas o corpo todo e hoje está falando mal do prefeito”. Sobre Ronaldo, o deputado teria dito “que era seu líder, um grande político e até usava a frase ‘ Zé Ronaldo é meu farol sinalizador’. Hoje, por conveniência, Ronaldo não presta”.
Feira de Santana, disse o presidente da Câmara, é uma cidade onde “se discute ideias e aponta soluções para os problemas, mas ainda não o vi fazer isso”. Fez ressalva de que respeita o deputado, nada tem de pessoal contra ele e esperoa “que seja feliz e alcance objetivos trabalhando”. Carneiro, no entanto, quer “reciprocidade com o respeito”. E, se faltar, vai retribuir à altura. “Se tiver réplica, tem tréplica, pois não tenho medo de ameaças. Ele não é melhor do que eu. Porque tem uma dinheirama? Porque é valentão? Porque é deputado as pessoas tem que ter medo?”
Começou nesta segunda-feira (17) o Período Letivo Extraordinário 2019.2 da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). “Estamos retomando as atividades de ensino de graduação, em caráter emergencial, por meio de mediação tecnológica e estudos dirigidos. Este é um dos caminhos encontrados, objetivando proteger a vida dos discentes, funcionários e docentes, diante do contexto de excepcionalidade causado pela pandemia do novo coronavírus”, afirmou a pró-reitora de Graduação, Fabiana Bertoni.
Às vésperas do início das atividades letivas, foram contabilizadas mais de 3.500 matrículas em 172 disciplinas, além do grande envolvimento da comunidade interna e externa nas atividades de extensão oferecidas. “Um grande momento na história de nossa Uefs, resultado do empenho de toda nossa comunidade”, considerou a pró-reitora de Gradução.
Um pedido de extensão do prazo de carência no pagamento de mensalidade, para 12 meses, em favor dos vendedores ambulantes que vão se instalar no Centro Comercial Popular (Shopping Popular), está em análise no Ministério Público. A informação é do autor da proposta, vereador Edvaldo Lima (MDB). Em pronunciamento na sessão desta segunda-feira (17) da Câmara, ele disse que aguarda com expectativa uma resposta do MP ou do secretário de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Antonio Carlos Borges Júnior, que tambem tem conhecimento da sugestão. Aumentar o prazo de carência para pagamento do valor referente a despesas mensais de aluguel e outras que são compartilhadas, a exemplo de condomínio, é uma reivindicação dos futuros locatários do Shopping Popular. Edvaldo Lima entende que a medida é importante, para que os ambulantes “possam se ajeitar” – adaptar-se ao novo espaço de trabalho.
Uma travesti de 27 anos foi presa na tarde desta segunda-feira (17), por Policiais civis da Delegacia de Homicídios (DH) em Feira de Santana suspeita de matar, na Rua Cristóvão Barreto, em Feira, o guarda municipal da cidade de Alagoinhas, André Luís de Carvalho Holanda, 36 anos.
Ele foi encontrado morto pela manhã, mas segundo o delegado Rodolfo Faro, titular da DH, o crime ocorreu durante a madrugada quando a vítima fazia um programa e houve um desentendimento por conta do pagamento. A travesti alega que não tinha intenção de matar.
“Desde a realização do levantamento cadavérico a equipe começou a diligenciar no sentido de localizar imagens no local do crime e foi identificado o autor, travesti morador do bairro Rua Nova, e a partir destas informações as equipes entraram em campo e conseguiu lograr êxito, localizando esse indivíduo ainda de posse da arma de fogo e do aparelho celular que foi subtraído da vítima. O autor alega que foi contratado para fazer um programa com a vítima, houve um desentendimento no sentido do pagamento deste programa, e em razão deste desentendimento, a vítima, supostamente, teria sacado essa arma de fogo no sentido de intimidá-la. Ele alegou que entrou em luta corporal para se defender até pegar a arma da mão da vítima e efetuar esse disparo. O momento do programa e o cometimento do crime foram por volta das 2h da manhã”, informou o delegado ao Acorda Cidade.
André morreu com um tiro na cabeça. O corpo foi encontrado com a calça abaixada e ainda com o preservativo.
Entre os municípios baianos com mais de cem mil habitantes e renda per capita até 28 mil, Feira de Santana apresentou o melhor desempenho deste ano no IGM-CFA e o segundo mais bem posicionado no estado nesta avaliação, com índice 7,22 – Tapiramutá obteve índice 7,61.
O Índice de Governança Municipal-Conselho Federal de Administração avalia três fatores: Desempenho, que são os resultados das políticas públicas, a Gestão, que são as práticas de administração adotadas pelo município e finanças – análise da disponibilidade de recursos e gestão fiscal.
As notas, que variam de zero a dez, atribuídas para Feira nestes três índices foram 7,77 para finanças, 7,84 para gestão e 6,06 para desempenho, resultados que o colocaram na 16ª colocação entre os 161 municípios que tem o perfil de Feira de Santana.
Os municípios foram divididos em oito grupos – Feira ficou no 7, e o levantamento teve como variáveis de comparação, entre eles, o número de habitantes e o PIB per capita – que é a soma de tudo que é produzido no município e dividido pelo número de habitantes.
Índice CFA de Governança Municipal de Gestão Pública, criado há quatro anos, visa mensurar a qualidade da gestão pública dos municípios de todo o país. É destinado aos gestores públicos e a todos os cidadãos.
Na sessão da Câmara Municipal de Feira de Santana desta segunda-feira (17), o vereador Edvaldo Lima (MDB), comemorou a aprovação do seu requerimento direcionado ao governador Rui Costa para abertura de templos religiosos, sem restrições.
O parlamentar lembrou que, apesar da atual retomada de diversos segmentos no município, com a flexibilização do funcionamento das atividades econômicas na Bahia.
O decreto instituído pelo o governador suspendeu eventos e atividades com a presença de público superior a 50 pessoas, incluindo os cultos em templos religiosos.
“Nós precisamos que todos os templos evangélicos deste município sejam abertos aos fiéis para as suas celebrações. Nós não podemos ficar reféns da pandemia o tempo todo”, justificou após aprovação na Casa da Cidadania.
A média móvel dos casos positivos da Covid-19 em Feira de Santana foi menor 19,1%, quando comparados os períodos encerrados no dia 16, com 60 confirmações diárias, e no dia 2, com 71 novos casos da doença por dia.
Entre os dias 16 e 10, foram registrados 422 casos do novo coronavírus no município e entre os dias 2 de agosto e 27 de julho foram 503 diagnósticos positivos.
Houve um aumento de 5% no número de pacientes que se recuperaram da doença, nestes períodos comparados. No encerrado neste domingo, foram 1.109 e no domingo 2, foram 1.057.
Entre março, quando foi diagnosticado o primeiro caso da Covid-19 no município, 8.172 pessoas foram contaminadas pelo vírus. A quantidade de recuperados é de 6.891 pessoas, que representa 84,3% dos casos.
Chega-se à média móvel diária de novos casos da doença somando-se as confirmações de sete dias dividindo o resultado por sete – o número de dias do período.