Feira de Santana está recebendo o maior projeto de requalificação da Bacia do Jacuípe de toda a história. É o “Respira Jacuípe”, uma iniciativa conjunta entre vários órgãos e entidades públicas e privadas. A ação ambiental tem o objetivo de revitalizar toda a bacia hidrográfica composta por 22 riachos na sede.
A iniciativa impacta diretamente 25 bairros e sub-bairros feirenses. Três comitês de trabalho foram instituídos: Infraestrutura, Educação e Meio Ambiente, e Iniciativas Privadas.
O mapeamento realizado pelo comitê de Educação e Meio Ambiente já diagnosticou que o principal problema é a ocupação irregular das áreas de proteção permanente (APPs), nos 22 riachos, o que tem como consequência a poluição dos mananciais a partir do lançamento de esgoto in natura – sem tratamento.
A partir do diagnóstico, em agosto deste ano, houve a realização de dois Fóruns de Discussões e Encaminhamentos, quando foram realizadas discussões sobre a preservação do manancial e o seu potencial econômico, social e turístico.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Antônio Carlos Coelho, observa que a limpeza nos canais de macrodrenagem e riachos foi uma iniciativa do prefeito Colbert Martins Filho, que determinou a execução dos serviços. Ele acrescenta ainda que “será apresentado ao Chefe do Executivo Municipal um documento com o diagnóstico elaborado nos fóruns já realizados”.
AÇÕES IN LOCO
Em setembro foi realizada a primeira ação in loco do projeto Respira Jacuípe, com a limpeza do Riacho da Espuma – manancial que vai da rua Senador Quintino, passando pelo bairro Feira X até o rio Jacuípe – , do riacho do Feira X e atualmente ocorre a limpeza do riacho do bairro Rua Nova.
Já neste mês de outubro foi concluída a revitalização da Fonte do Buraco Doce, no bairro Queimadinha, que também integra a Bacia do Jacuípe juntamente com mais 14 fontes no município, sendo elas as fontes da Lili e das Pombas, ambas também na Queimadinha; Fonte da Tereza, na Rua Nova; Fonte Jacobina, no Jardim Cruzeiro, e as fontes das Flores e do Benício, no São João do Cazumbá.
O diretor do Departamento de Educação Ambiental, João Dias, ressalta que para este ano está prevista a realização de mais um fórum e um seminário, além de ações educativas em escolas da rede municipal, como oficinas, seminários, palestras e rodas de conversas em 10 unidades situadas em bairros cortados pelos riachos que compõem a Bacia do Jacuípe.
“Outra ação prevista é a instalação de redes coletoras de resíduos nos principais riachos”, acrescenta João.
Também está previsto dentro do projeto Respira Jacuípe a requalificacão da lagoa do Prato Raso, intervenção considerada fundamental para o trabalho de infraestrutura da Bacia do Jacuípe. O orçamento para a primeira etapa já está liberado.
O projeto Respira Jacuípe tem a participação de várias entidades, como: Prefeitura de Feira de Santana através das secretarias de Meio Ambiente (SEMMAM), Educação (SEDUC), Serviços Públicos (SESP); Instituto Pensar Feira; Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana; Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL); Unifacs; UFRB; Senac; Centro das Indústrias de Feira de Santana; Polícia Militar da Bahia; Corpo de Bombeiros; e Defesa Civil.
Cerca de 60 servidores municipais participaram de curso com o tema “Análise da Lei de Improbidade Administrativa e Ética na Administração Pública”, nesta sexta-feira (14). O treinamento promovido pela Controladoria Geral do Município ocorreu no auditório Dr. João Batista Cerqueira, na Secretaria Municipal de Saúde.
O curso foi ministrado pelo advogado e professor Marcos André Malheiros, no intuito de adequar o cumprimento das normas legais vigentes. O treinamento visa auxiliar os servidores no desempenho das funções.
Na manhã desta sexta-feira (14) foram coletadas amostras de água em tanques, localizados na Agrovila, onde no último sábado (8) foi identificado a presença de peixes mortos. O material será encaminhado para análise físico-química e bacteriológica, e outros parâmetros.
Estão empenhados neste trabalho de investigação, o diretor de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMAM), João Dias, e a professora-doutora Hilda Telma, da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Segundo João Dias, o Riacho da Pindoba está contaminado e poluído, uma vez que não há coleta e tratamento de esgoto nesta localidade, exceto nos condomínios. Este é o maior riacho de Feira. Nasce na Lagoa da Pindoba, próximo à UEFS, e deságua no Rio Pojuca. Portanto, a água não é recomendada para criação de peixes e estes animais não podem ser consumidos.
“Verificamos poluição com o lançamento de esgotos, odor e também contaminação devido a alteração de alguns parâmetros, principalmente o Oxigênio dissolvido (OD), que precisa estar em torno de 8 mm/L e está em 2.2 mm/L”, explica professora Hilda Talma. Ainda segundo ela um dos fatores que faz com que tilápia morra é a mudança brusca da temperatura.
“Sendo assim, nos três dias que foram registradas as mortes provavelmente a temperatura estava alterada. Hoje (14) a temperatura já estava adequada em torno de 26 ºC”, acrescenta reforçando que a água não tem qualidade para criação de peixes.A professora ressalta ainda que o consumo destes peixes pode provocar doenças, sendo as principais desinteria, hepatite A e febre tifoide.
Pacientes estão sendo acompanhados pelo Centro Municipal de Referência
O Centro Municipal de Referência em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, identificou 218 casos de HIV, 206 de sífilis e 45 de hepatites virais entre o período de janeiro e agosto deste ano.
Os pacientes diagnosticados estão sendo acompanhados pelo Centro Municipal de Referência, localizado no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE).
As ISTs podem ser transmitidas em toda e qualquer relação sexual – anal, oral e vaginal – desprotegida; transfusão de sangue contaminado; contato com seringas, agulhas e quaisquer outros materiais perfurocortantes infectados.
O preservativo é fundamental para a proteção e pode evitar o contágio. O material é disponibilizado gratuitamente pela Prefeitura de Feira de Santana na recepção do Centro de Referência ou em qualquer Unidade Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (USFs).
É importante destacar que além do preservativo, outros métodos de prevenção também são realizados, como a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), medicação que pode ser tomada até 72h depois da exposição a uma situação de risco.
O serviço pode ser encontrado no Centro de Referência IST/HIV/AIDS, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Queimadinha e Mangabeira, no Hospital Clériston Andrade (HGCA) e no Hospital Estadual da Criança (HEC).
OUTUBRO VERDE
As ações de conscientização estão sendo intensificadas pela Prefeitura de Feira no Outubro Verde, mês de prevenção e combate à sífilis congênita. Durante a campanha, também são realizados testes rápidos de sífilis e hepatite, distribuição de preservativos, ações educativas para sensibilizar a população sobre as medidas de cuidado, assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas.
A primeira dama, Michelle Bolsonaro, estará presente em Feira de Santana neste domingo (16), liderando o projeto “Mulheres com Bolsonaro”.
Ao lado da candidata ao senado baiano, Raíssa Soares, e da deputada federal, Roberta Roma, a primeira dama estará presente a partir das 10h:30 no Aria Hall, Avenida Presidente Dutra, 1226
A visita faz parte de uma agenda de viagens pelo estado baiano, para promover a candidatura a reeleição do atual presidente, Jair Bolsonaro.
Em Feira de Santana, entre janeiro e setembro, foram realizados 23.573 atendimentos de saúde mental nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Do total, 5.777 atendimentos psicológicos e 17.796 psiquiátricos. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
Na avaliação da coordenadora da Rede de Saúde Mental, Regicelia Silva, os índices são considerados positivos. Além dos pacientes, as famílias também recebem suporte psicológico nas unidades.
“Aqueles que cuidam necessitam de cuidados. Quando uma pessoa adoece, todos ao redor são afetados e se abalam, principalmente os mais próximos, que estão enfrentando o problema no dia a dia. Neste ano, já realizamos 7.371 atendimentos às famílias”, destacou.
No município, 42.727 pessoas estão cadastradas nos cinco CAPS. São atendidos pacientes com transtornos mentais, como ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais provocados pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas).
A Prefeitura de Feira realizou um levantamento para identificar o número de venezuelanos que estão morando no município. O objetivo é assegurar para essas famílias em situação de vulnerabilidade o amparo socioassistencial. O trabalho foi em conjunto entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso) e o Ministério da Cidadania.
Atualmente sete famílias estão sendo atendidas pelo Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da Mangabeira. Nesse diagnóstico foi identificado que todos eles são imigrantes indígenas.
“O objetivo desse levantamento é para analisar a real situação deles e atendê-los dentro das suas necessidades básicas, com distribuição de alimentos, produtos de higiene pessoal, lençóis, colchões e redes”, afirma o titular de Desenvolvimento Social, Antônio Carlos Borges Júnior.
O secretário ainda afirma que a atuação é de forma planejada e em parceria com outras instituições para ofertar a assistência adequada e humanizada. Esse trabalho conta ainda com a participação dos Cras da Queimadinha e do Jardim Acácia. “Em novembro faremos um seminário estadual sobre imigrantes refugiados”, antecipa.
No total, foram 339 óbitos registrados entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2022; em média, uma morte foi registrada a cada 19 horas
Mais de 300 pessoas morreram neste ano na fila da regulação enquanto esperavam por uma vaga na rede estadual de saúde pública, somente na região de Feira de Santana. Desde o início de 2022, foram 339 óbitos registrados entre 1º de janeiro e 30 de setembro, o que representa uma média de uma morte a cada 19 horas.
Os casos são investigados pelo Ministério Público estadual (MP-BA), que solicitou da Secretaria Municipal de Feira de Santana, em agosto passado, a série histórica dos últimos seis meses com os pedidos de regulação para hospitais do Governo da Bahia oriundos das unidades do município. Um documento com todas as 339 solicitações de vagas em leito hospitalar foi enviado pela secretaria ao MP-BA.
Em média, as pessoas que morreram esperaram por cinco dias na fila de regulação, sem obter uma vaga na rede estadual. Há casos de óbitos em que a demora por um leito hospitalar chegou a quase um mês. Em outros, os óbitos ocorreram no mesmo dia da entrada do paciente no sistema. Os pacientes sofriam desde problemas respiratórios, como pneumonia, até quadros de risco imediato, como AVC, infarto e parada cardiorespiratória.
A situação ocorrida na região de Feira expõe o problema da fila da regulação, presente também em outras localidades da Bahia. Em diversos municípios do estado, se espalham queixas e relatos de pessoas que aguardam dias e até semanas por um leito hospitalar, além de casos de pacientes que não resistem à espera e morrem em unidades básicas de atendimento, que não têm estrutura para cuidar de casos graves.
Em Sapeaçu, no Recôncavo baiano, por exemplo, dois casos chamaram a atenção recentemente. No último dia 5, uma adolescente morreu no hospital municipal aguardando uma vaga na rede estadual, que é administrada pelo Governo da Bahia. No mesmo local, uma idosa faleceu após 15 dias de espera por um leito, de acordo com a prefeitura.
Outro caso que ganhou visibilidade ocorreu em Piatã, na Chapada Diamantina, onde um homem de 55 anos morreu após oito dias de espera na fila da regulação. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio e precisava de atendimento hospitalar.
Casos em Feira
Dentre os 339 casos registrados em Feira de Santana, a maior espera foi de uma pessoa com diagnóstico de insuficiência respiratória, que ficou 25 dias aguardando um leito num hospital do governo do estado em uma UPA de Feira de Santana. O segundo caso mais demorado foi de um paciente diagnosticado com desidratação que ficou 23 dias aguardando na fila da regulação.
No documento enviado ao Ministério Público, constam também alguns prontuários de atendimento dos pacientes que mostram os pedidos de regulação e a negativa do estado por falta de vaga hospitalar. Em um destes casos, um paciente deu entrada em uma policlínica de Feira no dia 7 de abril e aguardou uma vaga até o dia 16, quando não resistiu e faleceu.
Em outra situação, uma pessoa que sofria de doença renal e fazia diálise deu entrada em outra policlínica. No prontuário consta que o caso havia se agravado, o que exigia um internamento em UTI. Após oito dias de espera, o paciente faleceu.
Em março, a morte de uma idosa de 82 anos ganhou repercussão no estado, inclusive com cobertura da imprensa. Ela sofreu um infarto e morreu após aguardar três dias por uma vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Denilton Brito pediu exoneração e não é mais secretário de Governo
Chega ao fim a relação entre Denilton Brito e o governo Colbert. Em edição do Diário Oficial Eletrônico do Município, nesta terça (12), o ex-secretário municipal de Governo foi exonerado, a pedido, segundo a publicação.
Denilton estava afastado por recomendação do Ministério Público e Polícia Federal há 60 dias. Recomendação acatada pelo prefeito Colbert, que decretou o afastamento temporário.
O ex-secretário é alvo de investigação tanto da Polícia Federal quanto do Ministério Público, acusado de cometer irregularidades. Na mesma publicação desta quarta-feira (12) o prefeito Colbert designou Jailson Rodrigues Duarte, diretor geral da Secretaria Municipal de Administração, para responder interina e cumulativamente pelo cargo de Secretário Municipal de Governo.
Enquanto isso, segue indefinida a situação do secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto, também afastado preventivamente por determinação do MP e da Polícia Federal. O cargo segue vago. O prefeito Colbert Filho tem assinado a papelada referente à pasta.
“Temos orgulhos de ter uma universidade como a Uefs – Universidade Estadual de Feira de Santana, um orgulho para todos os baianos e feirenses. Mas nossa universidade não pode ser palco político de quem quer que seja, de direita ou de esquerda”. A afirmação é do vereador Edvaldo Lima (MDB), durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (11).
O parlamentar disse que ontem se dirigiu à portaria da universidade, porque foi comunicado de que lá havia uma grande faixa com a frase “Fora, Bolsonaro!”. “Mas quando buscamos a legislação, esta proíbe qualquer tipo de faixa, cartaz e afins em órgãos públicos. Infelizmente o conhecimento da própria universidade parece que está aquém da luz da legislação”, declarou.
Ainda segundo Edvaldo Lima, quando ele estava fazendo um vídeo na porta da universidade para pedir que, no prazo de 24 horas, o reitor (Evandro do Nascimento) pudesse mandar retirar a faixa da frente da universidade, uma senhora, que não se identificou, se aproximou dele, aos gritos, falando o que estava escrito na faixa.
“Infelizmente a palavra dirigida à minha pessoa foi por parte de uma pessoa que não quis se identificar, e que ainda me chamou de ‘vereadorzinho’ e disse que me conhece. Soube que o reitor já mandou retirar a faixa, mas quero dizer que a construção daquele empreendimento foi com o intuito de aumentar o conhecimento de quem ali chega, e os professores têm a obrigação moral e ética de ensinar e orientar o que determina a Constituição Federal”.
Professor Ivamberg (PT) questionou se o colega viu quem colocou a faixa na frente da Uefs e quem a assinava. “O senhor observou isso? Foi a ADUFS, o sindicato dos professores daquela universidade que tem autonomia para isso, assim como a APLB Feira pode colocar, em qualquer lugar, a exemplo da governadoria – como muitas vezes já colocou, faixas contra o governador Rui Costa”, disse.
Ainda, afirmou que o sindicato tem autonomia para se manifestar onde quer que seja. “Mas o que não pode acontecer é o senhor querer macular isso contra a universidade ou contra o reitor, sendo que foi a ADUFS que colocou aquela faixa ali. Todo mundo tem o seu livre arbítrio e pode expressar suas ideias, e aquele local é, para além disso, de diversas de livre manifestação”.
O vereador Marcos Lima (MDB), entretanto, reforçou o que disse Edvaldo Lima. “A universidade não pode ser usada por nenhum tipo de sindicato partidário pedindo voto para Lula, contra o presidente que está em exercício. O que aconteceu ali foi algo que não deve acontecer, independentemente do presidente”, salientou.
Para o vereador José Carneiro (MDB), o reitor Evandro do Nascimento foi coerente quando tomou conhecimento da existência da faixa e providenciou a retirada. “Então a gente não pode aqui, de maneira alguma, fazer críticas diretas ao reitor em decorrência da sua postura. Conheço e sei o quanto é responsável com aquele núcleo de ensino”, afirmou.