O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Penal do estado da Bahia (Sinspeb), Reivon Pimentel, parabenizou nesta sexta-feira (27) a visita realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Feira de Santana, o Arcebispo Emérito Dom Itamar Vian e representantes da Pastoral Carcerária ao Conjunto Penal de Feira de Santana.
De acordo com ele, a participação da sociedade civil organizada na busca de soluções para o sistema prisional do estado.
“A nossa avaliação, enquanto representante dos policias penais da Bahia, é de que a visita foi muito positiva. É muito importante o engajamento da sociedade civil organizada, e eu quero aqui parabenizar o presidente da OAB Feira, o Arcebispo Emérito Dom Itamar e também o pessoal da pastoral carcerária, porque não há como se pensar em um sistema prisional justo, seguro e humanizado, sem que tenhamos como parceira a sociedade”, destacou Reivon Pimentel.
Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade
O Conjunto Penal de Feira de Santana enfrenta diversos problemas atualmente, a exemplo da falta de policiais penais em quantidade suficiente para atender a demanda de apenados da unidade.
“Nós trabalhamos 24 horas consecutivas e folgamos 72 horas, e a média de policiais penais por plantão, no Conjunto Penal de Feira de Santana, que é a maior unidade regional da Bahia, tanto em população carcerária quanto na sua estrutura física, e para fazer a segurança, a vigilância e as assistências previstas na Lei de Execuções Penais, quando muito, temos em média 20 policiais por plantão. Isso já contando com aqueles que estão fazendo escala extraordinária. 20 para uma população de cerca de 1.700 pessoas presas”, informou o sindicalista.
Segundo ele, conforme a recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) seria preciso ter no Conjunto Penal de Feira de Santana algo em torno de 350 policiais penais por plantão.
“A gente sabe que isso é uma quimera, mas a gente sabe também da necessidade de abertura de concurso público para recomposição do efetivo de policiais penais. Para desempenharmos nossas atividades de forma segura, é preciso também prioridade, além da abertura de concurso público, a criação e regulamentação da Polícia Penal no estado da Bahia, para que tenhamos segurança jurídica para desempenhar nossas atividades e a capacidade de fazer enfrentamento ao crime organizado no interior das unidades. Então fica aqui o nosso apelo ao governador Jerônimo, para que ele crie e regulamente a categoria na Bahia, bem como abra concurso urgente”, conclamou.
Reivon Pimentel salientou que devido à falta de material humano, muitas vezes é preciso trazer policiais de outras unidades da Bahia, para dar suporte às ações de segurança dentro do presídio.
“A estrutura física não é da piores, nosso maior problema mesmo é falta de material humano. Hoje, boa parte do nosso efetivo já está sendo capacitada, temos uma célula do Grupo Especial de Operações Prisionais e sempre que há necessidade a superintendência de gestão prisional convoca integrantes do GEOP de outras unidades de Salvador, Jequié, Paulo Afonso, até de Teixeira de Freitas, para dar esse suporte na lida diária com os internos. Então a maior dificuldade, com certeza, é desertificação de policiais penais. Nós já tivemos no início dos anos 2000 cerca de 200 policiais penais por plantão e hoje chega-se ao absurdo de durante o período noturno nós termos dois policiais para fazer a segurança de cinco ou seis pavilhões, então nosso maior problema no momento é o baixo efetivo”, reiterou.
Outro problema grave para a questão da segurança dentro da unidade prisional, conforme Reivon Pimentel, é a falta de equipamentos de segurança que previnam a entrada de armas, drogas e materiais perfuro cortantes, através de visitantes.
“Temos também outro problema grave, que é a ausência dos bodys scans, que são os scanners humanos, e é muito importante que as entidades pressionem o governo para que sejam novamente adquiridos, pois só assim teremos uma revista pessoal digna. A gente não aceita que sejam realizadas revistas vexatórias, e é preciso a aquisição de equipamentos de segurança, como o body scan, esteiras de raio-x e uma coisa muito importante, principalmente com esse quadro reduzido que nós temos, que é um sistema de monitoramento por câmera. É preciso investimento no aparelhamento das unidades prisionais”, disse.
Além da falta de policiais penais e equipamentos de segurança, Reivon Pimentel denunciou a falta de policiais militares dentro das guaritas.
“Um outro problema gravíssimo é a ausência de policiais militares nas guaritas. Hoje ainda a responsabilidade pela segurança perimetral é da Polícia Militar, através da Companhia de Guardas, mas das 17 guaritas que nós temos apenas três, quando muito, são ocupadas, as outras 14 ficam abandonadas, e isso fragiliza e muito a segurança da unidade, possibilitando não só arremessos, como tentativas de fuga, que os policiais já frustraram algumas vezes”, disse.
O papa Francisco criticou a crise argentina. O sumo pontífice afirmou, em entrevista à agência Associated Press, que a falta de uma boa administração e de boas políticas causaram os altos índices de pobreza e inflação no país.
– Em 1955, quando terminei o ensino médio, o nível de pobreza era de 5%. Hoje, a pobreza é de 52%. O que aconteceu? Má administração, más políticas – disse.
E acrescentou:
– A Argentina neste momento; não faço política, leio os dados; tem um nível de inflação impressionante.
A inflação argentina ficou em 94,8%, em 2022. Há décadas, o país vive uma crise econômica e apresenta um quadro macroeconômico alarmante.
Francisco deu as declarações em uma extensa entrevista à Associated Press. Segundo o jornal local Clarín, o governo reconheceu a crítica do papa e respondeu por meio da porta-voz presidencial Gabriela Cerruti, que disse que a situação crítica de pobreza e inflação “se deve aos quatro anos que Macri governou”.
Mais tarde, o próprio Alberto Fernández respondeu que “enquanto Perón governava, a realidade argentina era diferente”. Ele se esquivou da responsabilidade pela situação econômica e social no país.– Quando os governos ditatoriais começaram a se suceder, sempre regidos pela lógica liberal e conservadora, eles geraram o que geraram – disse Fernández, segundo reportagem do Clarín.
As obras de reestruturação do Complexo Viário Miraldo Gomes, no bairro Cidade Nova, chegam à metade. Na manhã desta quinta-feira (26) foi colocada a viga principal – esta é uma das mais importantes etapas do serviço de recuperação do equipamento viário que foi iniciado neste mês. O prefeito Colbert Filho acompanhou o trabalho.
O viaduto foi interditado em novembro passado após a terceira colisão de veículo pesado. Após o içamento da nova viga será feita a pré-laje [vai funcionar como uma forma para a concretagem da laje definitiva]. Na sequência dos serviços será instalada a barreira de ney Jersey (proteção lateral) e o recapeamento asfáltico.
O superintendente de Operações e Manutenção, João Vianey, afirma que os serviços foram antecipados. “O cronograma previa a conclusão da obra para a segunda quinzena de março. Ainda em fevereiro, a rotatória inferior será liberada para o tráfego de veículos e a alça superior no início de março”.
PREVENIR FUTUROS ACIDENTES
Ainda de acordo com o gestor da pasta, por questões de segurança, serão instalados dois pórticos, sendo um na rotatória e outro na via paralela à trincheira e ao viaduto superior.
“O equipamento foi construído obedecendo as normas rodoviárias que é de 5,50 metros de altura [viaduto tem altura superior]. Por precaução serão implantados dois pórticos para preservar a condição da viga. Caso um veículo que tenha uma altura ou carga superior ao que é permitido, o mesmo não alcançará o viaduto”.
O prefeito Colbert Filho ressaltou que a empresa responsável pelo dano na estrutura do Complexo Viário terá que assumir com os prejuízos. A empresa já foi notificada e os responsáveis se colocaram à disposição. Peritos também fizeram visitas ao local. “Não haverá prejuízos para o município. Quem terá que assumir com essa despesa será a empresa”, enfatiza.
A Prefeitura de Feira de Santana divulgou, nesta quinta-feira (26), no Diário Oficial do município, a abertura da licitação 1-2023, por meio de pregão eletrônico, para contratação de uma empresa especializada em promoção e produção de eventos, publicidade e propaganda e captação de patrocínios.
O objetivo da contratação é buscar patrocinadores para custeio parcial da Micareta 2023, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de abril, promovida pela prefeitura. A licitação acontecerá no dia 7 de fevereiro, às 8h30. O edital está disponível no site www.licitacoes-e.com.br – Número correspondente: 984298. O certame será do tipo menor preço, considerando a menor taxa de comissão. Fonte: Acorda Cidade
O comércio de Feira de Santana deve funcionar normalmente este ano na segunda-feira de Carnaval, em 20 de fevereiro.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio, Antônio Cedraz, a intenção do sindicato patronal era negociar uma troca para que o Dia do Comerciário fosse comemorada nesta data, mas a proposta não foi aceita.
Foto: Paulo José/Acorda Cidade
“Esse ano não houve acordo para a gente negociar o Dia do Comerciário, que é na terceira segunda-feira do mês de outubro, dia 17, para a segunda-feira de Carnaval. Nos outros anos, o Carnaval não foi realizado e era tudo normal, mas este ano eles quiseram e a gente não aceitou, porque o Dia do Comerciário é inegociável, é o nosso dia e cada categoria tem o seu dia. Então não vamos trocar o nosso dia por um dia morto”, declarou Antônio Cedraz.
Na segunda-feira de Carnaval vão abrir os lojistas que assim optarem, porém sabendo que não haverá movimento, na opinião de Cedraz.
“A gente orienta as categorias, as empresas e empregados que façam um acordo, que permutem esse dia para o dia que acharem melhor, compensar. Sabemos que na semana da criança tem muito movimento, então que troquem para abrir o comércio até mais tarde, e o sindicato até endossa esse acordo, se chegarem a essas conclusões.”
O sindicalista disse ainda que pelas informações obtidas no comércio, a maioria dos lojistas deve fechar as portas.
“Pelo que eu sei, a maioria vai fechar. Porque na segunda-feira vão abrir para vender a quem, se está todo mundo passeando com suas famílias? E se não tem quem compre, não tem motivo para abrir”, enfatizou.
Já na terça-feira (21), feriado nacional de Carnaval, as lojas irão permanecer fechadas. “A terça-feira geralmente o Brasil todo fecha, é um feriado já configurado, a dúvida é só na segunda-feira. Acho que as lojas devem negociar com seus funcionários outra data”, sugeriu.
Marcos Silva, presidente do Sindicato Patronal, confirmou que o sindicato tentou negociação com o Sindicato dos Comerciários, para a troca da segunda-feira de Carnaval pelo Dia do Comerciário em outubro, mas até o momento não foi aceita.
Para ele, a troca seria válida, uma vez que no Dia do Comerciário, todos os setores funcionam normalmente e já na segunda-feira de Carnaval, caso houvesse a troca, os comerciários aproveitariam mais, em virtude do feriado estendido.
“Nossa posição é sempre respeitar a Convenção Coletiva, mas estamos propensos a fazer o acordo e trocar a data. Entendemos que em outubro não é uma data boa e que seria mais proveitoso o feriadão no Carnaval. Os comerciários teriam a oportunidade de esticar, viajar, fazer um retiro e quem gosta da festa, pular o carnaval. Nós deixamos aberta a negociação”, pontuou.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
A unidade do Hemoba em Feira de Santana necessita de mais doações de sangue, neste mês de janeiro, em virtude dos baixos estoques.
A cabeleireira Crispiniana Gomes Araújo se dirigiu ao local para realizar a doação de sangue nesta quinta-feira (26), com o objetivo de ajudar pacientes que estão internados no Hospital Estadual da Criança (HEC).
“Estou com duas crianças, dois amiguinhos, que são gêmeos e estão precisando no Hospital da Criança, os pais me pediram e estou aqui fazendo essa doação para salvar vidas”, contou.
Na opinião dela, o ato de doar é muito importante e não leva muito tempo para ser realizado.
“É muito importante fazer a doação, gostaria que todos tivessem essa boa vontade. A doação não incomoda, é bem confortável, as pessoas aqui atendem super bem. Fiz todos os exames, passei por vários processos”, disse.
A Psicóloga Izabete Sena, coordenadora-geral do Hemoba em Feira de Santana, revelou que a situação do estoque é crítica.
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
“No início de ano, geralmente, a tendência é ter uma queda, devido a ser um mês de férias e acaba tendo uma queda maior na doação. Atualmente o estoque está crítico, e por ser um mês de férias se torna ainda pior. Todos os tipos sanguíneos são necessários, mas os que a gente tem mais dificuldade são os tipos negativos, que estamos com o estoque deficiente”, afirmou em entrevista ao Acorda Cidade.
A coordenadora destacou que os interessados em realizar a doação devem se dirigir à unidade do Hemoba, com um documento oficial com foto, ter entre 16 a 69 anos de idade, sendo que pessoas menores de 18 anos devem estar acompanhadas do responsável legal. Além disso, o doador deve estar em estado de saúde e bem alimentado. “Esses são os requisitos básicos para passar pelo processo de triagem, com perguntas e exames”, destacou.
Condições Básicas
Estar em boas condições de saúde e pesar acima de 50 kg;
Apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional;
Ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal.
Pessoas com mais de 60 anos só poderão doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos;
Homens podem doar até 4 vezes a cada 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doações e mulheres podem doar até 3 vezes a cada 12 meses, com intervalo mínimo de 90 dias entre as doações.
Recomendações para o Dia da Doação
Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
Não fumar por pelo menos 2 horas.
Impedimentos Temporários
Se você estiver gripado, resfriado, com febre, espere 15 dias após o desaparecimento dos sintomas;
Estar grávida;
Período pós-gravidez (90 dias para parto normal e 180 dias para parto cesariano);
Período de amamentação (durante os primeiros 12 meses);
Tatuagem e/ou piercing nos últimos 12 meses (piercing em cavidade oral ou região genital impede a doação);
Ter feito exames/procedimentos endoscópicos nos últimos 6 meses;
Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis; aguardar 12 meses.
Impedimentos Definitivos
Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade;
Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatite B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
Uso de drogas ilícitas injetáveis.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade e do site do Hemoba
A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) está ofertando 481 vagas remanescentes em cursos de graduação através do Sistema de Seleção unificada (Sisu).
As oportunidades são para estudantes que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2021.
As inscrições podem ser feitas entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro no site csa.uefs.br. O edital prevê vagas para ampla concorrência e ações afirmativas.
Os convocados precisam enviar a documentação exigida para o endereço daadocs_sisu@uefs.br. Os aprovados iniciam o semestre letivo 2023.1 no dia 9 de fevereiro.
Os funcionários da empresa rosa podem paralisar as atividades nesta quinta-feira (26), caso o pagamento dos salários não seja efetuado até esta quarta-feira (25).A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários de Feira de Santana, Alberto Nery, que segundo ele, a empresa deveria ter feito o pagamento no último dia 20 de janeiro.
Foto: Paulo José/Acorda Cidade
“É estranho o que vem acontecendo com a empresa Rosa. Todo mês está ocorrendo este atraso dos salários. Começamos o ano com atraso, deveriam ter pago no dia 5 e não aconteceu, e o último pagamento deveria acontecer no dia 20, e até o momento ainda não caiu nenhum dinheiro na conta dos trabalhadores. Ontem à noite tivemos um contato com a direção da empresa, informando que iríamos segurar até a tarde de hoje, mas caso o pagamento não saia hoje, o Sindicato não irá se responsabilizar pelas atitudes tomadas pelos funcionários. Queremos chamar esta atenção, estamos sendo solícitos com a empresa para evitar paralisações e constrangimentos, mas é lamentável um pai e uma mãe chegar ao final do mês e não ter o seu salário para honrar com os compromissos”, argumentou.
Segundo o Alberto Nery, este problema só está acontecendo com a empresa Rosa, já que os funcionários da empresa São João, não estão passando por esta situação.
“A empresa São João paga rigorosamente em dia, tanto o salário, quanto os tickets alimentação, plano de saúde, recolhe o FGTS, e não sei porque isso não acontece com a Rosa, já que operam com o mesmo sistema, com as mesmas condições, inclusive com receitas compartilhadas. Foi proposto pelo prefeito de Feira de Santana uma intervenção, onde já está se aproximando de 1 ano, onde praticamente o interventor virou funcionário da empresa e nada faz”, disse.Ainda de acordo com o presidente do Sindicato, a empresa alega dificuldades para pagar os funcionários, e destacou o subsídio que a prefeitura oferta para as empresas.
“A empresa alega que está com dificuldades para receber os recursos junto ao poder público, e com isso, tem a dificuldade também para efetuar o pagamento dos funcionários. Mas é importante destacar que existem as gratuidades das pessoas que são deficientes, dos idosos, a tarifa reduzida, mas a prefeitura subsidia esta diferença. Quando a empresa se apresentou aqui no município, disse que era uma empresa de grande porte, mas não está tendo condições de honrar com os salários. A gente sabe que a arma do trabalhador é cruzar os braços, fazer greve, barriga fazia não para em pé, não faz nada”, concluiu.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
Manifestação de estagiários em setembro de 2022 | Foto: Paulo José/ Acorda Cidade
O estudante de Direito, Jonathas de Souza Lima, é estagiário da Rede Municipal de Ensino desde o dia 23 de maio de 2021. Jonathas informou em entrevista ao Acorda Cidade que até o mês de junho de 2022 estava recebendo a bolsa estágio, no entanto, a partir do mês de julho a outubro de 2022 não recebeu nenhum pagamento.“Até o mês de junho de 2022 estava acontecendo o pagamento de forma normal e tranquila. Só que a prefeitura faz a renovação do contrato semestralmente. Eu fui fazer essa renovação no mês de junho, porque o contrato seria de julho até o final de fevereiro de 2023, mas o que aconteceu foi que de julho a outubro eu não recebi absolutamente nada, nem vale-tansporte. Eu trabalhei quatro meses de graça sem receber um centavo”, desabafou o estudante.
Quebra contratual
Jonathas contou que era informado por um funcionário da prefeitura, que sempre dizia que o valor correspondente aos meses trabalhados seria pago, no entanto isso ainda não aconteceu.“Toda vez que eu perguntava a um funcionário da prefeitura ele dizia que seria paga uma indenização. Quando chegou o mês de outubro ele quebrou o meu contrato, não falou nada comigo. Mandou eu ir a prefeitura levar os documentos, eu não sabia para o que era, se era para receber a indenização ou se era para um novo contrato. Uma semana após, eles me falaram que era para um novo contrato. Simplesmente, eles quebraram o meu contrato e me fizeram assinar um novo”, abordou.
Novo contrato
O estagiário revelou também que quando foi pegar o contrato já estava com o carimbo da faculdade, sendo que esse é um procedimento, do qual, normalmente, são os estudantes que realizam.“A gente vai à prefeitura; pega o contrato; entrega a faculdade e depois leva novamente à prefeitura, só que não teve esse trâmite. Quando eu cheguei lá já estava com a assinatura e o carimbo da faculdade”, pontou.
Desde que o antigo contrato foi quebrado, um novo contrato foi feito de novembro a fevereiro de 2023. Jonathas explicou que recebeu o pagamento referente ao mês de novembro e dezembro de 2022, que já faz parte da nova relação contratual. Porém, o pagamento referente aos meses de julho, agosto, setembro e outubro não foi realizado.“Eles pagaram o mês de novembro e dezembro retroativo, mas os quatro meses não. Essa não é só uma pendência minha, tem mais pessoas envolvidas, que também tiveram a quebra de contrato, tem gente em situação pior do que a minha ainda. Toda vez que a gente chega a Seduc é uma conversa diferente, é uma promessa diferente de que será pago, mas nada acontece”, expôs Jonathas.
O estudante de Direito relatou que, conforme um funcionário da Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana (Seduc), tem mais de 600 estagiários na lista.
Manifestação de estagiários em setembro de 2022 | Foto: Paulo José/ Acorda Cidade
“Esse funcionário da Seduc disse que tem mais de 600 estagiários na lista. E que esse dinheiro receberíamos entre dezembro e janeiro”.Jonathas de Souza manifestou sua indignação em relação ao governo municipal.
“Um estudante trabalhando em um colégio localizado no distrito de Feira sem receber é complicado. Eu paguei do meu próprio bolso para ir trabalhar durante os quatro meses, sem receber o valor de R$510,00 mais o vale-transporte. Isso para mim é uma vergonha para o Governo de Feira de Santana, isso para mim é insulto para a sociedade. É esse o estímulo que a prefeitura de Feira de Santana tem com os estudantes? É uma situação complicada, porque a gente faz projetos, fazemos planos em nossa vida. Fiz dívidas que não tive como pagar devido à falta do pagamento da bolsa, então é uma situação complicada. A gente já fez manifestação na porta da Seduc, mas eles nunca resolvem a nossa situação. E é um valor tão ínfimo, pequeno, não vejo a necessidade de não pagar esse retroativo”, desabafou.
Outro estagiário, que preferiu não se identificar, também disse ao Acorda Cidade que não recebeu o pagamento pelos meses trabalhados em 2022.“Desde 2022 estamos lutando para receber um valor que é nosso, pois trabalhamos. Tem estagiários com 5 meses sem receber, uma bolsa de R$ 510,00 mensais. Somos nós que auxiliamos os professores em sala, limpamos as crianças, auxiliamos as crianças com deficiência e não estamos recebendo. Estou decepcionado com a prefeitura de Feira, pois dentro desse contexto somos os mais vulneráveis, não temos um sindicato, não temos quem nos ajude”, destacou.
Com informações da produtora e jornalista Maylla Nunes do Acorda Cidade.
O Acorda Cidade entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação e aguarda o retorno.
Em Feira de Santana, a aplicação da primeira dose contra Covid-19 para crianças de seis meses a 11 anos está suspensa devido a falta de abastecimento da vacina, por parte do Ministério da Saúde. O Município aguarda uma nova remessa de Coronavac, Pfizer baby e pediátrica, mas ainda não há previsão de chegada. “Existem imunizantes recomendados para cada faixa etária. No momento, para o público infantil, estamos apenas com vacinação de segunda dose para crianças de três a quatro anos que utilizam a Coronavac”, explicou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia.
Em Feira, a meta é vacinar 96.008 crianças de seis meses a 11 anos. Conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde, 46.866 já receberam a primeira dose, índice considerado baixo, pois corresponde a 48,8% do público-alvo.
A vacinação de três a quatro anos com segunda dose é feita somente na Unidade de Saúde da Família Rua Nova/ Barroquinha. Na zona rural, a imunização será realizada por meio do agendamento nas unidades.
Para ser imunizada, a criança deve estar acompanhada dos pais ou de um adulto responsável legal. É obrigatório apresentar o cartão SUS, caderneta de vacinação e documento do menor- como CPF, RG ou certidão de nascimento.