Ato ocorreu nesta segunda-feira, antes da partida contra a Inglaterra
Em sinal de protesto, jogadores do Irã não cantam hino do país Foto: EFE/EPA/Rolex dela Pena
Nesta segunda-feira (21), jogadores da seleção do Irã não cantaram o hino de seu país antes da partida contra a Inglaterra, pelo grupo B da Copa do Mundo do Catar. O ato foi um aparente apoio aos protestos contra o recente assassinato da jovem Mahsa Amini e a situação repressiva no país dos atletas.
Os protestos, especialmente na capital, Teerã, são dirigidos ao regime iraniano após o assassinato de Amini, de 22 anos, que em setembro foi presa e agredida pela polícia por não respeitar o código de vestuário iraniano por não usar o véu islâmico corretamente.
O assassinato, a violência à qual a jovem foi submetida, além das mentiras do governo iraniano sobre o caso, elevaram a ira da população por causa dos abusos que as mulheres sofrem no país.
O técnico do Irã, o português Carlos Queiroz, afirmou que seus jogadores “estavam livres” para protestar se quisessem. Os jogadores não cantaram e foram aplaudidos pelos torcedores iranianos presentes no Estádio Internacional Khalifa, em Doha.
O número é mais que o dobro de habitantes do Brasil
Cristiano Ronaldo, jogador de futebol português, é conhecido por quebrar recordes e, com as redes sociais, não seria diferente.
Nesta segunda-feira (21/11) a estrela do esporte, conhecido como CR7, se tornou a primeira pessoa do mundo a alcançar a marca de 500 milhões de seguidores na plataforma Instagram.
O número representa 6% da população mundial e é quase o dobro de habitantes no Brasil.
O Instagram de Cristiano teve uma explosão de seguidores, segundo o Tribunal OnLine, depois que a campanha da marca de luxo Louis Vuitton, foi veiculada.
Na peça publicitária, o jogador aparece com Lionel Messi, que hoje conta com 376 milhões de seguidores, jogando xadrez.
Confira onde assistir ao vivo aos jogos de futebol e qual horário jogam hoje, segunda, 21 de novembro (21/11). Copa do Mundo 2022 compõe a programação do dia.
Copa do Mundo 2022 – Jogos de hoje, 21
10h – Inglaterra x Irã – Globo, SporTV, FIFA+
13h – Senegal x Holanda – Globo, SporTV, FIFA+, Canal do Casimiro (Youtube)
16h – Estados Unidos x Gales – Globo, SporTV (1 e 2) e FIFA+
As seleções de Catar e Equador se enfrentaram no estádio Al Bayt na primeira partida da Copa do Mundo do Catar de 2022, neste domingo (20). Com gols de Valencia, capitão da equipe, os equatorianos venceram a primeira disputa da competição por 2 a 0 e são os líderes do Grupo A.
A vitória do Equador quebrou a invencibilidade dos países-sede nas estreias de Mundiais. Nunca uma seleção do país-sede havia perdido no primeiro jogo da competição, desde a primeira Copa do Mundo de 1930, no Uruguai.
Nos 15 minutos do primeiro tempo, Valencia arrancou com a bola em direção à área e sofreu uma falta do goleiro do Catar, Saad Al Sheeb. O juíz marcou o pênalti, que foi cobrado pelo próprio atacante, e inaugurou o placar para o Equador.
Ainda na primeira metade da partida, Preciado fez um cruzamento para o meio da área, e Valencia deu uma cabeçada na bola, marcando o segundo gol para a seleção do Equador.
No segundo tempo, o Equador continuou a apresentar a superioridade técnica e atacou mais vezes. No entanto, as finalizações não se transformaram em gols e o jogo terminou em 2 a 0 para os equatorianos.
A seleção catari volta a entrar em campo na sexta-feira (25), contra o Senegal, às 10h (de Brasília), no estádio Al Thumama. O Equador enfrenta a Holanda na sexta-feira, pelo Grupo A, às 13h, no estádio Internacional Khalifa.
Neymar, Pedro, Rodrygo e Antony em chega da seleção brasileira ao Qatar para a disputa da Copa do Mundo Imagem: Tullio Puglia – FIFA/FIFA via Getty Images
A Copa do Mundo de 2022 terá seu início oficial hoje (20), a partir das 13h (de Brasília), quando a bola rolar pela primeira vez em Qatar x Equador. O pontapé inicial vai marcar o começo de um torneio tão histórico quanto polêmico: pela primeira vez, um Mundial é sediado por um país muçulmano no Oriente Médio, em meio a críticas intensas da imprensa ocidental e reação indignada das autoridades locais.
Desde que foi escolhido como sede oficial da Copa em 2010, em um processo marcado por denúncias de corrupção e venda de votos na escolha do país como palco do torneio mais importante do futebol, o Qatar entrou nos holofotes da imprensa europeia. Em foco, as más condições de trabalho oferecidas aos imigrantes, apontadas como análogas à escravidão, restrições a liberdades individuais e a direitos de mulheres e LGBTQIA+.
A Copa de 2022 no Qatar tem suas particularidades: pela primeira vez, o Mundial ocorrerá praticamente inteiro no perímetro de uma cidade, um raio de 30 km ao redor de Doha, capital do país. Também será inédito que tudo acontecerá em um palco com restrições ao consumo de bebidas alcoólicas, a alguns tipos de vestimentas e a demonstrações públicas de afeto.
Dentro de campo, há muito a ser discutido: o Brasil chega embalado depois da melhor campanha da história das eliminatórias Sul-Americanas e com ascensão de jovens jogadores como Vini Jr. Neymar vive grande fase no PSG e é o principal garoto-propaganda do Mundial. Nos rivais, Cristiano Ronaldo (Portugal) e Messi (Argentina) se preparam para a última dança em Copas.
Corrupção e desrespeito a direitos humanos no holofote
A escolha pelo Qatar como sede da Copa do Mundo 2022 é questionada desde sua origem, em 2010, com suspeitas de venda de votos por parte dos membros do Comitê Executivo da Fifa, seja por meio de dinheiro direto ou favorecimentos. Na principal denúncia, uma ex-assessora da candidatura do Oriente Médio afirmou que três dirigentes africanos (Issa Hayatou, Amos Adamu e Jacques Anouma) trocaram seus votos por US$ 1,5 milhão cada para as federações.
Além disso, os votos do Brasil, França e do presidente da Concacaf, Jack Warner, também estiveram sob suspeita. Enquanto isso, a avaliação do grupo técnico apontava o Qatar como a pior candidatura para 2022. O relatório investigativo feito por um ex-membro do FBI, Michael Garcia, no entanto, não apresentou dados conclusivos sobre subornos por parte do Qatar. Com isso, não houve nenhum movimento da nova diretoria da Fifa para retirar a Copa do Qatar.
Depois da escolha, o país passou a aparecer nos holofotes acusado de manter trabalhadores em condições desumanas, análogas à escravidão. Órgãos como Anistia Internacional e a Human Rights Watch publicaram, periodicamente, relatórios apontando que trabalhadores tinham seus salários retidos, moravam em alojamentos precários, sofriam problemas de saúde e até morte por causa das altas temperaturas. O jornal britânico Guardian publicou que 6500 trabalhadores morreram no Qatar desde a definição do país como sede da Copa, um número refutado pelas autoridades locais.
Nos últimos anos, o Qatar acenou com uma caminhada rumo à moderação — há dentro do próprio governo do país um embate entre forças conservadores e alas mais progressistas. A organização da Copa enfatizou que a população LGBTQIA+ era bem-vinda para assistir e participar da Copa, e criou algumas exceções para o consumo de álcool, proibido para os muçulmanos.
Trabalhadores que ajudaram na construção dos estádios no QatarImagem: Tiago Leme/UOL
Mesmo assim, as críticas da imprensa europeia não diminuíram, e alimentaram o ressentimento no país. Na reta final antes da Copa, em uma guinada conservadora, o Qatar baniu a cerveja que seria servida no entorno dos estádios nos dias de jogos, surpreendendo a Fifa e mostrando os limites de sua disposição em ceder nos seus costumes.
“As críticas pela Copa do Mundo são hipócritas. Pelo que nós, europeus, fizemos durante os últimos 3.000 anos deveríamos pedir perdão pelos próximos 3.000 antes de dar lições de moral aos outros. Estas lições de moral são simplesmente hipocrisia”none Gianni Infantino, presidente da Fifa, desabafando contra críticas à Copa do Qatar
Sociedade patriarcal que ainda não libertou população LGBTQIA+
Em uma primeira análise superficial, o Qatar mostra ares progressistas, principalmente se considerada sua posição no Oriente Médio tradicional muçulmano. Mulheres exercem as mais diversas profissões — compõem 37% do mercado de trabalho. Hoje, já há no país mais mulheres com diplomas universitários do que homens. A impressão, entretanto, não sobrevive a uma análise mais profunda.
Segundo relatório divulgado pela Humans Rights Watch, mulheres solteiras de menos de 25 anos são tratadas como dependentes e precisam de autorização de um tutor masculino para viagens para fora do país — há até aplicativos destinados para esse processo. Também é necessária autorização de um homem para o casamento. Também é frequentemente exigido delas um documento de um homem próximo para que assumam vagas de trabalho — isso é chamado de “certificado de não objeção”
“Tudo o que eu tenho que fazer está ligado a um homem”none, Noora, jovem qatari de 20 anos, à Human Rights Watch
A população LGTBQIA+ também convive com restrições. Pela legislação do Qatar, homossexualidade masculina é passível de até três anos de prisão — para muçulmanos, existe até a previsão de pena de morte (não há registro de nenhuma ocasião na qual ela tenha sido aplicada).
Há o contraste entre o discurso oficial da Copa do Mundo, de que todos são bem-vindos no país, e a postura de algumas das autoridades locais. Em entrevista no último dia 8 de novembro, o embaixador da Copa do Mundo de 2022, KhalidSalman, disse que a homossexualidade é um “problema mental”.
“No país, os LGBTs são vencidos pela cultura homofóbica, vivem no fundo do armário, pois têm medo ou estão no exílio”none, Nas Mohammed, médico qatari de 35 anos.
Dentro de campo, Brasil chega com força na briga pelo hexa
A preparação do Brasil para a Copa do Qatar foi excelente em termos de resultado. O Brasil bateu o recorde de pontuação nas Eliminatórias Sul-Americanas ao conquistar 45 pontos em 17 jogos —mesmo com uma partida a menos devido à confusão no duelo contra a Argentina que acabou cancelado.
No total, a seleção fez 50 jogos no ciclo para a Copa de 2022. Foram 37 vitórias, dez empates e somente três derrotas. A equipe de Tite marcou 111 gols —com 26 jogadores diferentes— e sofreu 19. Em apenas 17 jogos o Brasil foi vazado: foram 33 partidas sem sofrer gols.
No entanto, mesmo com excelentes números, o Brasil pareceu mudar de patamar após a chegada dos jovens a quem Tite se refere como “perninhas rápidas”. Se antes a seleção de Tite vencia, mas não convencia, a chegada de Vini Jr, Raphinha, Rodrygo e Antony mudou tudo.
Casemiro durante Brasil x Chile pelas EliminatóriasImagem: Lucas Figueiredo/CBF
Com o crescimento de Lucas Paquetá e o sucesso no novo posicionamento de Neymar, que deixou de ser ponta após o advento dos “perninhas rápidas”, a seleção de Tite encontrou uma das coisas que ele mais buscava durante o ciclo: variação tática.
Hoje, o Brasil pode atuar com um centroavante ou sem, pode jogar com dois volantes ou apenas um, tem opção até mesmo para o caso de Neymar não estar disponível. Ao que parece, o time de Tite nunca esteve tão bem preparado quanto para a Copa do Qatar.
Personagens da seleção
Tite O treinador chega para sua segunda Copa consecutiva. Com um trabalho ininterrupto, é algo que só Zagallo conseguiu na virada de 1970 para 1974. Será a “última dança” dele com a seleção, independentemente do que acontecer, pois já decidiu deixar o cargo. Com Tite, o Brasil passou por momentos de oscilação depois do Mundial da Rússia, ganhou uma Copa América e perdeu outra, em casa, diante da Argentina. Mas as Eliminatórias foram tranquilas. Ao longo do ciclo, ele testou variações táticas na seleção brasileira, que chega com duas plataformas de jogo bem consolidadas ao Mundial.
Neymar Pode ser a última Copa do Mundo dele, segundo o próprio. Até por isso Neymar chega a esse Mundial com apetite. O craque começou mais cedo a preparação física –antes de a pré-temporada pelo PSG começar– e se mostra um líder dentro da seleção brasileira. Ele tem o papel de ser o elo entre os jovens e o bloco mais experiente. Tecnicamente, Tite o quer como organizador do time, atuando de forma centralizada, gerando ocasiões e tendo oportunidades de marcar também. O Neymar que chega ao Qatar é mais meia do que atacante.
Vini Jr. É o melhor brasileiro na Europa, segundo eleição da revista France Football. Chega com o respaldo de ter feito o gol do título do Real Madrid na Liga dos Campeões, mas ainda precisa se consolidar em todas as variações táticas da seleção brasileira. De todo modo, é um dos representantes da ala jovem da seleção que aumentaram a dose de “magia” no futebol apresentado pela equipe brasileira.
Uma Copa chave para o maior jogador brasileiro da última década
Neymar disputará no Qatar a sua terceira Copa do Mundo. E, pela terceira vez, como a principal referência da seleção brasileira. A expectativa, agora, é começar e terminar o torneio com saúde. O camisa 10 chega ao Mundial em grande fase: são 15 gols e 11 assistências pelo PSG. O melhor início de temporada na Europa.
A primeira Copa de Neymar, em 2014, acabou com uma fratura na coluna, provocada pelo colombiano Zuñiga, nas quartas de final. Na segunda, em 2018, o atacante quebrou o quinto metatarso do pé direito e não chegou à Copa nas melhores condições.
Aos 30 anos, 121 jogos e 75 gols com a seleção, Neymar está perto de superar o recorde de Pelé. Segundo a Fifa, o Rei tem 77 gols oficiais pela amarelinha. Como o UOL Esporte mostrou recentemente, o recorde de Pelé é algo que Neymar considera ao mesmo tempo uma conquista e um fardo.
Ele evita tocar no assunto. Quando disse que “vai ser uma honra passar o Pelé”, a frase deu início a uma polêmica na internet. Neymar foi acusado de falta de empatia com o Rei que, naquela época, estava no hospital.
O sonho do hexa e a possibilidade de bater recordes podem ocorrer na última Copa do Mundo de Neymar. O astro já falou em mais de uma entrevista sobre a chance de não estar à disposição em 2026. A decisão final ainda não foi tomada.
A Copa do Qatar também pode recolocar Neymar na briga pelo prêmio de melhor do mundo. Em ano de Copa, o torneio tem um peso enorme em qualquer votação. Com uma marca estimada em R$ 1 bilhão e seu rosto em todos os lugares do Qatar, Neymar tem a chance de alcançar três feitos de uma só vez: ser campeão, melhor do mundo, e ainda superar o Rei Pelé.
Seleção em longo jejum tem rivais ameaçadores
A Copa 2022 marca os 20 anos do pentacampeonato da seleção brasileira. E também duas décadas sem um título de uma nação sul-americana. Um jejum que pode estar perto do fim: Brasil e Argentina saem como favoritos, tanto nas casas de apostas quanto nas opiniões de treinadores e jogadores de outras seleções. De quebra, ainda parecem ter o apoio de muitos estrangeiros que viajaram ao país para o Mundial, como indianos, em grande número no Catar.
Messi comemora título da Argentina na Copa AméricaImagem: Buda Mendes/Getty Images
Maiores rivais da seleção brasileira, os argentinos lutam pelo tricampeonato (1978 e 1986) e chegam a esta Copa em um clima diferente das edições anteriores. A pressão de não ganhar títulos deixou de existir após a conquista da Copa América de 2021, em pleno Maracanã. É com esse time mais leve que a Argentina lutará para dar um título mundial a Lionel Messi, que disputará o torneio pela quinta (e última) vez.
Se a América do Sul apresenta Brasil e Argentina como seus favoritos, a lista de europeus na disputa pela taça é mais ampla. A começar pela França, atual campeã. Com Kylian Mbappé como principal estrela, a equipe de Didier Deschamps chega à Copa com quatro baixas importantes: Karim Benzema, Presnel Kimpembe, N’golo Kanté e Paul Pogba, todos titulares, foram cortados por lesão. Ainda assim, a quantidade de bons jogadores de alto nível joga a favor dos bicampeões. Aurélien Tchouaméni, do Real Madrid, é um candidato a revelação da Copa por desempenhar funções que podem fazer o torcedor francês esquecer de Pogba e Kanté.
Campeãs em 2010 e 2014, respectivamente, Espanha e Alemanha são rivais no Grupo E e apresentam seleções jovens, renovadas e pouco badaladas. Os espanhóis têm como destaques os meio-campistas Pedri, 19, e Gavi, 18, ambos do Barcelona, em uma lista com outros 20 estreantes em Copas. Já os alemães apostam na base do Bayern de Munique, com sete convocados, para buscar o penta. Em um time sem grandes destaques individuais, a referência é Joshua Kimmich, que dita o ritmo no meio-campo. Os germânicos ainda se blindaram no noroeste do país, em um resort de luxo com isolamento e tranquilidade que lembra o Campo Bahia, onde o time teve sucesso em 2014.
Depois de bater na porta da final em 2018, a Inglaterra surge como candidata e se beneficia do crescimento da Premier League nos últimos anos. Todos os convocados jogam na liga local, e o técnico Gareth Southgate teve problemas para fechar a relação, pelo excesso de opções. Harry Kane é o capitão e a esperança de gols, agora ajudado por Phil Foden. No meio-campo, a dupla formada por Declan Rice e Jude Bellingham é candidata a revelação do Mundial.
Além das quatro campeãs históricas —a Itália caiu na repescagem—, Bélgica e Dinamarca também se apresentam como candidatas. Depois de eliminar o Brasil em 2018, os belgas não conseguiram renovar a seleção, mas têm a seu favor o fato de manter uma base sólida. A boa campanha vai depender da forma de Eden Hazard e Romelu Lukaku, ambos em nível mais baixo que na Rússia. De Bruyne, por outro lado, continua em alta e é um meia ainda mais perigoso. Já os dinamarqueses aparecem como candidatos a surpresa pela boa campanha na Eurocopa, quando foram semifinalistas. Em um time sem muitas estrelas, o destaque é Christian Eriksen, meia do Manchester United.
A última dança das lendas Messi e Cristiano Ronaldo
Capitão e líder nos dois únicos títulos da história da seleção portuguesa, a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações de 2019, Cristiano Ronaldo chega ao Qatar em baixa e rodeado de polêmicas. Dentro e fora das quatro linhas. Um cenário raramente visto numa trajetória praticamente imaculada, dos tempos de resiliência nas categorias de base do Sporting aos diversos momentos de glória no Real Madrid.
Cristiano Ronaldo em treino da seleção de Portugal em preparação para a Copa do MundoImagem: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images
A caminho da quinta Copa do Mundo, o craque há meses é contestado na equipe dirigida por Fernando Santos. Já não tem a explosão de antes e acaba por sobrecarregar os companheiros, que, quando estão mais soltos, costumam apresentar um futebol mais atraente e ofensivo, digno de uma das gerações mais ricas da história de Portugal, com Rúben Dias, João Cancelo, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, entre outros.
No Manchester United, a situação do maior nome de todos os tempos do esporte português é pior. Não participou na pré-temporada, colecionou problemas de indisciplina e, um dia antes da apresentação oficial da seleção (14 de novembro), viu ser publicada no Reino Unido uma bombástica entrevista, onde, entre outras revelações, diz que não respeita o treinador holandês Erin ten Hag e se sente traído pelos dirigentes do clube.
Na Argentina, Lionel Messi anunciou em outubro deste ano que a Copa de 2022 vai ser a sua última. Aos 35 anos, estava com crédito de sobra para jogar tamanha bomba no mundo do futebol. Em 2021, depois de anos e anos de tentativas frustradas, conseguiu enfim um título pela seleção argentina: a Copa América, diante do arquirrival Brasil, em pleno Maracanã. Pouco meses depois, voltou a soltar o grito de campeão, com a conquista da Finalíssima, diante da Itália, em Wembley.
Sob o comando de Lionel Scaloni, Messi tem jogado em alto nível (dez gols nos últimos cinco jogos, por exemplo) e assumiu com maestria o papel de líder do vestiário, tendo deixado de ser “apenas” o centro das atenções em campo. Virou voz ativa no grupo e, principalmente, caiu de vez nas graças do apaixonado e exigente público argentino, que durante alguns anos sentiu uma certa “fria distância” entre eles.
A fase no PSG também é das melhores. Após uma primeira temporada de altos e baixos e a identificação ainda muito forte com o Barcelona, onde jogou desde os 13 anos de idade, o craque hermano cresceu de rendimento com a contratação do treinador francês Christophe Galtier, assim como os companheiros Neymar e Mbappé. Tem sofrido com alguns problemas físicos, entre eles uma inflamação do tendão de Aquiles, mas não chega a ser nada grave.
O caminho do Brasil até a final
Tite e o auxiliar Cléber Xavier vão em busca do hexa para o BrasilImagem: Reprodução/Instagram
No caminho para o hexa, o Brasil já tem um grupo considerado “complicado” pelo técnico Tite. A chave G tem Camarões, Sérvia e Suíça. O time africano é elogiado, mas os principais rivais são os europeus.
Se avançar às oitavas de final, a seleção brasileira deve enfrentar uma pedreira. Portugal e Uruguai são os favoritos do Grupo H, que ainda conta com Coreia do Sul e Gana. Nas quartas, os adversários mais prováveis são Espanha, Alemanha, Bélgica ou Croácia. Em 2018, o Brasil caiu para os belgas justamente nas quartas de final.
A lista de possíveis adversários na semifinal é extensa, mas o Brasil pode encarar seleções como Argentina, França, Holanda e Inglaterra. Se Brasil, Inglaterra e França terminarem em primeiro em seus grupos, o Brasil ficaria de um lado da chave e Inglaterra e França do outro. Com isso, o time canarinho só poderia enfrentar uma dessas seleções em uma possível final. Uma sonhada semifinal com a Argentina tem chance de ser a “final antecipada” da Copa.
A notícia que a torcida francesa não queria receber chegou na noite deste sábado. Karim Benzema, atacante do Real Madrid e principal esperança da França na Copa do Mundo no Catar, foi cortado após se lesionar na sua primeira atividade junto aos seus companheiros de treino neste sábado. A informação foi confirmada pela direção da seleção francesa após ser publicada pelo jornal “Le Parisien”.
Benzema não participou dos primeiros treinos da França no Catar, mas participou da atividade deste sábado junto com Varane, outro jogador lesionado que era dúvida para a estreia na próxima terça-feira, contra a Austrália. No entanto, se lesionou e deixou o treinamento mais cedo. Ele seguiu ao hospital Aspetar, clínica de excelência em Doha, para realizar exames que constataram lesão no quadríceps da coxa esquerda. O atacante deixou o local cabisbaixo.
Segundo o comunicado emitido pela direção da seleção francesa, a lesão levará pelo menos três semanas de recuperação.
Vencedor da Bola de Ouro em 2022, Benzema faria seu retorno às Copas do Mundo após ficar de fora em 2018, quando a França foi campeã mundial na Rússia. No entanto, o craque tem sofrido com lesões musculares na atual temporada. Ele fez apenas 12 dos 21 jogos do Real Madrid até a paralisação da temporada para a Copa. Sua última partida foi no dia 2 de novembro, na goleada do time em cima do Celtic, pela Liga dos Campeões.
O treinador Didier Deschamps tem até segunda-feira para apontar um substituto para Benzema. É o terceiro corte da seleção francesa antes da Copa no Catar. Antes dele, o meia-atacante Nkunku e o zagueiro Kimpembe foram cortados. A equipe já não contava com os meias Pogba e Kanté, campeões na Rússia em 2018, que nem sequer foram convocados devido a lesões.
Confira o comunicado emitido pela seleção francesa:
“Karim Benzema fora da Copa do Mundo
Atingido no quadríceps da coxa esquerda, o atacante do Real Madrid é obrigado a desistir de participar da Copa do Mundo.
Karim Benzema foi obrigado a interromper o treino coletivo por sentir dores no quadríceps da coxa esquerda.
Ele fez uma ressonância magnética em um hospital em Doha, que infelizmente confirmou uma lesão no reto femoral, que exigirá um período de recuperação de três semanas.
Depois de conversar com o Dr. Franck Le Gall, então atacante do Real Madrid, Didier Deschamps confirmou o corte de Karim Benzema para a Copa do Mundo.
‘Estou extremamente triste por Karim, que fez desta Copa do Mundo um grande objetivo. Apesar deste novo golpe para a seleção francesa, tenho total confiança no meu grupo. Faremos tudo para cumprir o imenso desafio que nos espera’, disse o treinador nacional.”
Há quem diga que durante a Copa do Mundo, inimigos deixam as diferenças de lado, as pessoas ficam mais felizes e os povos ficam mais unidos. Nesta edição, que acontece no Catar, não pode ser diferente. Realizada extraordinariamente em novembro, devido às condições climáticas do país sede, a Copa está cada vez mais perto e ainda dá tempo de viver o maior e mais importante torneio de seleções do planeta.
Com a promessa de ser o evento esportivo mais ‘tecnológico’ já visto pela humanidade, o público que comparecer aos estádios e viver de perto o clima da Copa do Mundo pode esperar um show de conforto e comodidade para assistir aos jogos, que acontecem na capital do Catar, Doha, e nas cidades de Al Wakrah, Al Khor, Al Rayyan e Lusail. Desde os hotéis luxuosos até estádios fechados e com ar-condicionado, o público vai poder assistir jogadores como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e Mbappe em condições de dar inveja para quem vai se contentar com a televisão da sala de estar.
O conforto, no entanto, vem com um preço, e quem deseja participar da Copa do Mundo do Qatar em 2022 precisa estar preparado para desembolsar uma quantia significativa de dinheiro. É difícil estimar o valor preciso de quanto seria necessário para participar da Copa do Mundo do Catar. Os custos podem incluir passagem aérea, acomodação, ingressos para jogos e outros acessórios. O Catar é um país rico e os preços de bens e serviços geralmente são altos. Os visitantes devem estar preparados para gastar uma quantia considerável de dinheiro se quiserem participar da Copa do Mundo.
INGRESSOS DOS JOGOS
Se você pretende ir para a Copa do Mundo 2022, o primeiro passo a se pensar é como ir para os jogos. O custo dos ingressos para as partidas de futebol começa em cerca de R$ 3,2 mil e podem ultrapassar o patamar de R$ 9 mil para os assentos mais caros. Na grande final da copa do mundo, alguns setores do estádio já são vendidos por valores que se aproximam de R$ 30 mil.
Esses valores são referentes a uma cotação feita pouco antes do mundial. Quem se antecipou e adquiriu os ingressos com antecedência conseguiu valores bem mais acessíveis. Em Agosto deste ano, o ingresso da Grande Final to torneio podia ser comprado por cerca de R$ 9 mil.
SEGURO VIAGEM
Brasileiros que querem passar o período da Copa do Mundo no Catar podem permanecer no país por até 30 dias sem a necessidade de visto. Algo essencial e que é exigido na imigração em vários países, no entanto, é o Seguro Viagem.
Ao planejar a viagem para assistir à Copa do Mundo no Catar, é necessário se certificar de adquirir um seguro viagem para se proteger em caso de qualquer imprevisto.
O seguro cobre você caso precise cancelar sua viagem por motivo de doença, por exemplo, e também fornecerá proteção financeira em caso de perda de bagagem ou outros problemas que possam ocorrer enquanto você estiver fora de casa.
TRANSPORTE
O governo do Catar anunciou, em setembro deste ano, que o transporte público oferecido para os torcedores que forem assistir aos jogos da Copa do Mundo será gratuito no país, de 20 de novembro a 21 de dezembro de 2022.
Para garantir que terão acesso ao benefício, os torcedores precisam comprovar que compraram os ingressos e solicitar o “Hayya Card” que fornece uma série de benefícios, incluindo o transporte público gratuito nos dias das partidas.
Para quem deseja uma experiência turística mais completa e fazer programações em pontos turísticos do país do Oriente Médio, há também a opção da locação de carros no Catar. Apesar de ser tratado por muitos como um “gasto extra”, o aluguel de carros pode permitir economias indiretas como, por exemplo, hospedagem em pontos mais afastados da cidade, que barateiam os preços.
Os valores para alugar carros no Catar variam entre pouco mais de R$ 150 até 600, por diária a depender do tipo de carro escolhido.
BRASIL, NO TOP TEN DOS PAÍSES DO MUNDO QUE MAIS ADQUIRIU INGRESSOS PARA COPA DO MUNDO
Devido à grande quantidade de pessoas contratadas para trabalhar nos preparativos do evento,dados indicam que a população do Catar cresceu cerca de 13,2% no ano de 2021, que antecedeu o ano da Copa do Mundo.
Apesar do custo de participar do evento esportivo do ano, as autoridades do Catar esperam cerca de 850 mil estrangeiros acomodados no país durante o período do torneio. Os brasileiros estão entre os estrangeiros que mais vão se fazer presentes no Catar.
Segundo dados informados pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo do Catar, até o início de outubro, o Brasil ocupava a nona posição no ranking de países que mais compraram ingressos para assistir aos jogos. Ao todo, foram mais de 39 mil ingressos. As três primeiras posições são ocupadas pelo próprio Catar (947.046), Estados Unidos (146.616) e Arábia Saudita (123.228). Ránking completo:
1º Catar: 947.046
2° EUA: 146.616
3º Arábia Saudita: 123.228
4º Inglaterra: 91.632
5º México: 91.173
6º Emirados Árabes: 66.127
7º Argentina: 61.083
8º França: 42.287
9º Brasil: 39.546
10º Alemanha: 38.117
QUANTO VALE UM SONHO?
O custo mínimo é maior para quem não agendou a viagem com antecedência: O torcedor que decidisse fazer uma viagem ao Catar na última hora, hoje gastaria pelo menos, R$ 50.000. Então, sim, assistir à Copa do Mundo não vai ser barato. Mas se você ama futebol e sempre sonhou em participar do maior evento esportivo do mundo, com certeza valerá a pena!
Todo brasileiro se orgulha de ser cinco vezes campeão do mundo, fazendo jus ao título de país do futebol. Numa breve retrospectiva das Copas passadas, os primeiros episódios são das edições nas quais a taça ficou com a seleção canarinho.
Suécia (1958)
“A taça do mundo é nossa, com o brasileiro não há quem possa”, a marchinha cantada pelo grupo “Titulares do Ritmo” celebra a primeira vez em que a seleção foi campeã. Na época, os brasileiros escutavam pelo rádio as partidas que ocorriam lá na Europa. Aliás, a seleção de Pelé, Garrincha, Didi, Gylmar, Zagalo e companhia só enfrentou adversários europeus do início ao fim. Venceu cinco jogos, empatou um e desbancou a anfitriã Suécia na final por impressionantes 5 a 2. Um título mais do que merecido.
Quatro anos mais tarde, com a mesma base da Copa anterior, o Brasil se tornou bicampeão. Houve, é verdade, mudança de técnico: saiu Vicente Feola entrou Aymoré Moreira. Coincidentemente, a conquista veio também com cinco vitórias e um empate. Pelé se contundiu na segunda partida e foi substituído por Amarildo a partir de então. E o treinador utilizou apenas doze jogadores em seis partidas. Na final, o Brasil bateu a Tchecoslováquia por 3 a 1 e fez a festa em Santiago.
O Brasil foi bicampeão em 1962, com um time que preservou grande parte dos craques que atuaram em 1958. pic.twitter.com/ck0tn7Jgzv
“90 milhões em ação, pra frente, Brasil, salve a seleção”. A canção enaltação de Miguel Gustavo se tornou o eterno hino do futebol e é associado tanto ao tricampeonato mundial quanto à época em que a ditadura militar estava no auge. O treinador, agora, era Zagalo e o Brasil podia ser dar o luxo de ter um ataque com Tostão, Rivelino, Pelé e Jairzinho. Em seis partidas, seis vitórias e lances geniais deram ao Brasil a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Na decisão, uma goleada impiedosa na Itália: 4 a 1.
Há 51 anos, a #SeleçãoBrasileira conquistava a Copa do Mundo pela terceira vez. No dia 21 de junho de 1970, a Canarinho entrou em campo para disputar a final no Estádio Azteca, na Cidade do México, contra a Itália. pic.twitter.com/OR7zMn7Moc
Após um longo jejum de 24 anos sem título, o Brasil tornou-se tetracampeão mundial com uma geração que começou a despontar nas Olimpíadas de Seul (1988). Romário, Bebeto, Taffarel, Jorginho, Branco e companhia, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, fizeram uma campanha sólida, com cinco vitórias e dois empates até o título. Na decisão, uma partida nervosíssima contra a Itália. Empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e vitória somente nos pênaltis por 3 a 2.
O Brasil conquistou o tetra em 1994, em uma disputa de pênaltis emocionante na final. Dá RT para agradecer o Baggio. pic.twitter.com/qLmDko21lx
Em um Mundial realizado entre dois países orientais, o Brasil chegou com vários craques, mas amargando uma campanha fraca nas Eliminatórias. A seleção, com Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Marcos e Cafu foi passando por todos os adversários, com sete vitórias em sete jogos sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Na decisão, no Japão, o Brasil bateu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo e levou o pentacampeonato. Depois disso não conseguiu mais chegar a uma decisão.
Além dos cinco títulos, o Brasil foi vice-campeão mundial duas vezes:
Brasil (1950)
O país se preparou para ser campeão em 1950, organizou a Copa, construiu o maior estádio do mundo à época, com capacidade para 200 mil pessoas, montou um esquadrão com craques do quilate de um Ademir, Zizinho, Jair, Chico e Friaça, mas esqueceu de combinar com o Uruguai. O pequeno país vizinho derrubou o Brasil, em pleno Maracanã, de virada, com um fatídico gol de Ghiggia aos 35 minutos do 2º tempo. O país inteiro chorou a derrota e muita gente jurou nunca mais ver futebol por causa daquela derrota.
Sob o comando do técnico Zagalo, o Brasil teve ótima oportunidade de ser campeão na última Copa do século XX. O time de Bebeto, Ronaldo, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos chegou até a decisão contra a anfitriã França com ares de favorito, depois de eliminar a Holanda nas semifinais, nos pênaltis. No estádio de Saint-Denis tudo deu errado. Ronaldo passou mal antes do jogo. Zidane fez dois gols de cabeça ainda no 1º tempo e a França passeou em cima da seleção, ganhando por 3 a 0 e adiantou o penta por quatro anos.
O Brasil, único país que participou de todas as Copas desde a primeira edição no Uruguai (1930), alcançou as seguintes posições ao longo dos anos:
A bola foi utilizada em 22 de junho de 1986 durante a partida histórica das quartas de final entre Argentina e Inglaterra, vencida pelo conjunto “Albiceleste” por 2 a 1
Foto: ISABEL INFANTES / AFP
A bola com a qual Diego Maradona marcou o lendário gol da Copa do Mundo de 1986 com ajuda da “mano de Dios” (“mão de Deus”) foi vendida em um leilão por 2 milhões de libras (R$ 12,8 milhões ) nesta quarta-feira (16), em Londres.
A casa de leilões Graham Budd Auctions anunciou em outubro que esperava um preço de venda de entre 2,5 e 3 milhões de libras, muito superior a seu recorde anterior, 420 mil libras (R$ 2,69 milhões) pela tocha olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno de Helsinque, de 1952.
A bola foi utilizada em 22 de junho de 1986 durante a partida histórica das quartas de final entre Argentina e Inglaterra, vencida pelo conjunto “Albiceleste” por 2 a 1, na Copa do Mundo do México, disputada quatro anos depois da Guerra das Malvinas entre os dois países.
Os dois gols míticos anotados por Maradona colocaram a partida na história do futebol. No primeiro, marcado logo no início do segundo tempo, o capitão argentino usou o punho esquerdo para desviar a bola para a meta inglesa, mas o tento acabou sendo validado pelo árbitro. Mais tarde, o craque argentino reconheceu que tinha marcado “um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus”.
Para anotar o segundo, quatro minutos depois, Maradona arrancou do campo de defesa, se livrou de quatro marcadores e do goleiro, e chutou rente à trave, um tento que foi apelidado como “barrilete cósmico” e eleito o “gol do século” em uma enquete feita pela Fifa em 2002.
A Argentina ganharia aquele torneio graças ao desempenho de seu maior astro, que, após aquela atuação memorável contra a Inglaterra, se tornaria uma das maiores lendas da história do esporte bretão.
“Essa bola faz parte da história do futebol internacional. É, sem dúvida, um bom momento para compartilhá-la com o mundo”, afirmou o proprietário da bola, que era nada mais nada menos que o árbitro da famosa partida, o tunisiano Ali Bennaceur, citado pela casa de leilões em outubro.
“Não vi a mão, mas fiquei em dúvida”, confessou Bennaceur à AFP alguns dias depois da morte de Maradona, em novembro de 2020, aos 60 anos.
Em maio deste ano, a camisa usada por Maradona durante essa mesma partida foi vendida em leilão por 9,3 milhões de dólares, mais que o dobro do preço previsto pela Sotheby’s. (Estadão Conteúdo)
Richarlison é o 9 da seleção na Copa Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Os dois primeiros dias de treino da seleção brasileira na preparação para a Copa do Mundo deram muita atenção aos atacantes. Nesta terça-feira (15), os três centroavantes que disputam vaga de titular na equipe mostraram apetite em atividades de pivô, tabelas e finalização sob os olhares de Tite no CT da Juventus, em Turim.
Richarlison foi o titular nos últimos amistosos e deve começar jogando na Copa, mas Pedro e Gabriel Jesus estão de olho nesta vaga.
Nesta terça, o camisa 9 da seleção deu pelo menos uma demonstração de afobação na tomada de decisões. Em determinados momentos da atividade em espaço reduzido de nove contra nove jogadores em que o objetivo era acertar um gol também reduzido, formado por duas pequenas estacas, Richarlison deu dois chutes de longa distância para fora em vez de seguir trabalhando a bola nas tabelas com os companheiros.
As finalizações antes da hora fizeram com que Richarlison ganhasse uma bronca: “Calma, caralho. Segura, Pombo”.
É um lance normal de treino, que gerou uma bronca igualmente normal, mas que mostra a competitividade do trabalho e a vontade do camisa 9 de mostrar serviço durante os treinos preparatórios para a Copa. Por enquanto, ele é o preferido de Tite para a função. O técnico já disse que gosta do espírito de Richarlison de decidir as jogadas em pouco tempo e com pouco espaço. “Ele tem o fascínio do gol, cheira a gol”, disse o técnico há dois meses.
Mas a concorrência é forte. Apesar de não fazer gols há 11 jogos no Arsenal, Gabriel Jesus sonha em recuperar a vaga que um dia já foi dele como centroavante titular da seleção. Ele compensa essa falta do “cheiro de gol” com marcação, movimentação e apoio aos pontas e aos meias, mas balançar as redes é fundamental.
No treino desta terça-feira, Jesus e Richarlison tiveram a mesma função: de costas para a marcação representada por duas estacas do tamanho de um defensor presas no gramado, eles deveriam receber a bola, girar e marcar contra os goleiros do Brasil. Eles repetiram o exercício por pelo menos 20 minutos sob os olhares de Tite. Veja alguns lances:
no treino dos atacantes, a missão de Gabriel Jesus e Richarlison era receber de costas para a marcação representada pelas estacas, girar e finalizar. nesse trecho, os dois conseguem marcar os gols. pic.twitter.com/MqNykCtbSq
nesse trecho, a mesma atividade, mas resultado diferente: duas finalizações ruins e nenhum gol marcado pela dupla de centroavantes. pic.twitter.com/30tD9qG6d5
Pedro não participou deste treinamento de pivô e finalização porque ontem (14) já tinha realizado atividades específicas para sua função — Richarlison e Gabriel Jesus não tinham atuado neste trabalho por desgaste muscular. O flamenguista teve bom rendimento e fez até gol de letra.
Nesta terça, Pedro atuou somente no treino técnico em espaço reduzido de nove contra nove jogadores. Ele começou ao lado de Gabriel Jesus e depois foi para o time de Richarlison, numa demonstração de que Tite também pensa em alternativas com dois jogadores com essas características para alguns momentos do jogo.
Imagem: Lucas Figueiredo/CBFImagem: Lucas Figueiredo/CBF
Com disputa acirrada pela titularidade na Copa do Mundo, a seleção volta a treinar nesta quarta-feira (16), às 11h (de Brasília).