Roberto Dinamite faleceu na manhã deste domingo (8) aos 68 anos. A notícia foi confirmada por amigos e parentes do jogador.
Roberto, ex-jogador do Vasco, estava em tratamento contra um câncer de intestino.
O ex-jogador perdeu 20kg em 20 dias no começo da quimioterapia — outro efeito colateral das sessões é a fraqueza na voz. Chorou quando recebeu a notícia da doença, descoberta ao investigar uma obstrução intestinal.
No último dia 29, Dinamite postava uma homenagem a Pelé, que faleceu também devido ao câncer.
“Triste com sua partida, meu ídolo Pelé. O melhor dos melhores! Referência dentro do futebol para todos nós jogadores”, lamentou Roberto, que compartilhou uma foto dos dois para ilustrar seu post.
“Tenho muito orgulho de ter conhecido você e vestido a mesma camisa 10 que você imortalizou com tanta maestria. Obrigado por tudo! A saudade já é grande”, afirmou ele.
Com informações da Quem, da Globo e da NewsColina.
Após ganhar o título da Copa do Mundo, o perfil de Messi no Instagram teve crescimento impressionante e o craque argentino se tornou o segundo a bater a marca de 400 milhões de seguidores na rede social. O responsável por atingir esse número anteriormente foi Cristiano Ronaldo, mostrando a força do mundo do futebol na internet.
Um dia antes de bola rolar pela final da Copa, Messi tinha 390 milhões seguidores no Instagram, ou seja, em um intervalo de dois dias, mais 10 milhões de usuários passaram a acompanhar o jogador na rede social.
O crescimento de Messi nas redes sociais vem acompanhado de mais um recorde. A foto publicada pelo argentino celebrando a conquista da Copa virou a mais curtida de uma personalidade, alcançando 49 milhões de likes 22 horas após a publicação.
Postando para seus 414 milhões de seguidores, ele promoveu os jogos de videogame Call of Duty e Konami eFootball.
Além disso, promoveu marcas como Gatorade, Budweiser, além da exchange de criptomoedas Bitget e a marca de visão artificial Orcam. Messi ganha cerca de US$ 30 milhões vindos de patrocinadores como Adidas, Gatorade e Pepsi.
Mas o jornalista inglês Daily Mail diz que Messi está arrecadando cerca de US$ 1,8 milhão por postagem de marca no Instagram.
Vale lembrar que ele ainda recebe cerca de 35 milhões de euros por ano em salário do Paris Saint Germain.
Márcio Freire foi socorrido de jet ski e levado para a areia, mas já apresentava parada cardiorrespiratória
Marcio Freire Foto: Reprodução / YouTube
O surfista brasileiro Marcio Freire, de 47 anos, morreu na Praia do Norte, em Nazaré, Portugal, nesta quinta-feira (5). O lugar é conhecido por proporcionar aos praticantes do esporte ondas enormes, e foi numa delas que Marcio caiu e se afogou.
A Autoridade Marítima Nacional de Portugal confirmou a morte. Um alerta foi emitido aos Bombeiros Voluntários de Nazaré por volta das 16h20 (horário local) e comunicava um acidente com um surfista que estaria praticando tow-in, modalidade de surfe quando o atleta é puxado por uma corda para o encontro da onda. Ele foi socorrido de jet ski e conduzido para a areia, mas já apresentava parada cardiorrespiratória.
Equipes de salvamento realizaram procedimentos de primeiros socorros por afogamento, mas sem êxito. Já no local foi constatada a morte do surfista. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal de Leiria.
Pietro França, colega de esporte de Marcio, concedeu entrevista ao site Waves e contou tudo o que viu na hora do acidente.
– Foi na remada. Ele pegou uma bomba, todo mundo viu, e caiu. Foi para baixo e não voltou, ficou todo mundo tentando achar. Só que ele estava só com o colete normal, sem o inflável – relatou.
AUTORIDADE MARÍTIMA NACIONAL DE PORTUGAL EMITIU NOTA
Um homem de 47 anos, de nacionalidade brasileira, morreu esta tarde depois de ter sofrido uma queda enquanto praticava surf rebocado na praia do Norte, no concelho da Nazaré.
Na sequência de um alerta recebido pelas 16h20, através dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, a informar para a queda de um surfista na praia do Norte, foram ativados de imediato para o local elementos do Comando-local da Polícia Marítima da Nazaré. Para o local deslocaram-se também elementos dos Bombeiros Voluntários da Nazaré e do INEM.
O surfista, um homem de 47 anos e de nacionalidade brasileira, foi resgatado para o areal pela mota de água de apoio à atividade, tendo os nadadores-salvadores verificado que a vítima se encontrava em paragem cardiorrespiratória, iniciando de imediato as manobras de reanimação até à chegada dos elementos dos Bombeiros Voluntários da Nazaré e do INEM, que prosseguiram com as manobras.
Após várias tentativas, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido declarado no local pelos elementos do INEM. Foi contactado o Ministério Público e o corpo foi transportado pelos Bombeiros Voluntários da Nazaré para o Instituto de Medicina Legal de Leiria.
O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi ativado para prestar apoio aos familiares da vítima.
O Comando-local da Polícia Marítima da Nazaré tomou conta da ocorrência.
Clube passa por reformulação no elenco após a chegada do Grupo City
Desde a formação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a chegada do Grupo City, o Bahia tem passado por uma reformulação no departamento de futebol. E, dentro desse projeto, o elenco profissional tem sofrido diversas mudanças, com chegadas e saídas. Nesta quarta-feira, o clube confirmou o nome de 16 atletas que não estarão mais na Cidade Tricolor para 2023.
Bahia passa por reformulação para a temporada — Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/E.C. Bahia
Dentre os atletas que foram oficializados pelo Bahia, estão jogadores que tiveram o contrato encerrado ao final da temporada, emprestados e também quem teve formalizada a rescisão do contrato. O ataque e a defesa foram os setores com os maiores números de despedidas.
Confira a lista de jogadores que deixaram o Bahia
Goleiro: Dênis Jr (emprestado ao Vila Nova); Laterais: Luiz Henrique e Marcinho; Zagueiros: Luiz Otávio, Didi, Ignácio, Zé Vítor e Gabriel Noga; Meio-campistas: Emerson Santos, Falcão e Gregory; Atacantes: Rodallega, Ytalo, Davó, Igor Torres e Raí.
O português Cristiano Ronaldo foi apresentado no Al-Nassr, da Arábia Saudita, no estádio Universidade Rei Saud, nesta terça-feira (3/1), com direito a mais de 30 mil presentes.
“Estou aqui não somente por causa do futebol. Vim para mudar mentalidades das novas gerações. Tinha outras propostas da Europa, de Portugal… e também do Brasil”, disse o craque.
Na Arábia, Cristiano Ronaldo vai ganhar um salário anual de R$ 1,1 bilhão, uma quantia que supera a soma dos salários anuais de Messi, Neymar e Mbappé, juntos, no Paris Saint Germain.
Salários anuais
Cristiano Ronaldo – Al-Nassr – US$ 214 milhões – R$ 1.147 bilhão
Mbappé – PSG – US$ 63 milhões – R$ 338 milhões
Messi – PSG – US$ 41 milhões – R$ 219 milhões
Neymar – PSG – US$ 37 milhões – R$ 198 milhões
Com informações da coluna Futebol ETC – Metrópoles
Pelé foi enterrado na tarde de hoje no primeiro andar do Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, em cerimônia reservada para familiares e amigos.
O mausoléu do Rei do Futebol foi pensado para se tornar um ponto turístico de Santos e terá 200m² de espaço cobertos por um tapete de grama sintética.
O caixão de Pelé chegou ao Memorial após cortejo por Santos depois do término do velório. O percurso foi de cerca de 15 quilômetros: saiu da Vila Belmiro, pegou a orla de Santos, passou pela casa de Dona Celeste, mãe do Rei, e voltou para o cemitério.
O velório foi realizado na Vila Belmiro, casa do Santos, e durou 24 horas, das 10h de ontem às 10h de hoje. Cerca de 230 mil pessoas passaram pelo velório.
Autoridades e personalidades do futebol compareceram ao velório ontem, como os presidentes da Fifa, da Conmebol e da CBF, além de jogadores e ex-jogadores do Santos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi hoje pela manhã ao velório e chegou cerca de uma hora antes do término da cerimônia.
Curiosidade: O Memorial onde Pelé foi enterrado é o primeiro e maior cemitério vertical do mundo, segundo o Guinness Book.
Pelé morreu na última quinta-feira (29), aos 82 anos. Segundo o atestado de óbito registrado em um cartório de São Paulo, o Rei do Futebol morreu por quatro causas: insuficiência renal, insuficiência cardíaca, broncopneumonia e adenocarcinoma de cólon.
Ano novo, vida nova. Revéillon é época de fazer promessas, novas metas e gerar expectativas com o que os próximos 12 meses têm a oferecer. E o torcedor do Bahia tem ainda mais um motivo para comemorar a virada de ano: o aniversário do clube, que é em 1º de janeiro. E dessa vez, boa parte da torcida do Bahia mentalizou e projetou um ano bem diferente para o clube do coração. Um 2023 de conquistas e crescimento dentro do futebol brasileiro e sul-americano. E isso tudo é impulsionado agora pela chegada do Grupo City, que comprou a SAF tricolor e já tem feito a diferença no dia a dia do clube.
A começar pelas contratações. A temporada do Bahia tem tudo para ter um salto técnico em comparação às anteriores, principalmente a de 2022, quando o clube teve um orçamento menor e disputou a Série B do Brasileirão. Até agora foram sete nomes oficialmente anunciados pelo Esquadrão, entre eles o atacante Biel, que se tornou a contratação mais cara da história do clube. Foram R$ 10,5 milhões investidos na compra do jovem jogador junto ao Fluminense e um contrato definitivo até 2028.
Esse é um cenário pouco visto pelo torcedor tricolor ao longo da história do clube. Com a concorrência de outros clubes do eixo mais ricos e mais visados pela mídia, a chegada de um jogador em crescimento e com potencial de venda futura, como Biel, era bem rara. E com a chegada do Grupo City o Bahia passa a ser visto com outros olhos pelos próprios jogadores e seus empresários, além de ter o dinheiro para pagar os clubes que estão dispostos a negociar.
Do ponto de vista esportivo, a proposta do grupo estrangeiro foca, claro, no fortalecimento de sua principal equipe: o Manchester City. Mas essa cadeia de desenvolvimento de atletas beneficia as outras equipes que fazem parte do Grupo City, principalmente tratando-se do Bahia, que agora é visto como o segundo time mais expressivo do grupo. Outros nomes promissores ligados ao grupo também devem ser anunciados pela equipe, a exemplo de Kayky e Diego Rosa, que pertencem ao City e serão emprestados ao tricolor. A passagem de bons jogadores por aqui, como promete acontecer em 2023, gera os resultados mais esperados pelo torcedor: a briga por títulos.
Biel foi apresentado ao lado do goleiro Marcos Felipe, que também veio do Flu (Foto: Felipe Santana/EC Bahia)
E nesta temporada o Esquadrão mira a reconquista de títulos e de status dentro do futebol baiano e nordestino. Sem vencer o Baianão há dois anos, com domínio do Atlético de Alagoinhas nas duas últimas temporadas, a disputa do Estadual torna-se fundamental para os primeiros passos do Grupo City junto com o Bahia. Isso porque o clube não usará equipe alternativa na competição, como fez em 2020 e 2021. Dessa forma, é plausível imaginar que o elenco montado para ter sucesso em competições mais difíceis, como a Série A e a Copa do Brasil, tenha a obrigação de sobrar no Campeonato Baiano e entrar como favorito ao título.
Quando se fala da Copa do Nordeste, o cenário é mais equilibrado. Atual campeão, o Fortaleza vem de duas temporadas muito boas no cenário nacional do futebol, conquistando vaga para a Libertadores nas duas últimas temporadas – sendo que neste ano estreou na competição e chegou nas oitavas de final – e bateu a melhor colocação de uma equipe nordestina no Campeonato Brasileiro da Série A, o quarto lugar. Mesmo assim, os cearenses são a única equipe, ao lado do Bahia, que estão na primeira divisão. Por isso, a expectativa da torcida é voltar a brigar pelo título do Nordeste com uma equipe mais qualificada.
Clube mais estruturado
O ano de 2023 também será diferente para a torcida tricolor do ponto de vista administrativo do clube. Após quase dez anos vivendo e exercendo a Democracia Tricolor, o torcedor terá que se acostumar com a nova era comandada pelo City. A participação dos sócios, que antes tinham poder para tomar decisões importantes pelo Bahia, como a escolha de presidentes, conselho deliberativo e aprovação de contas, agora será muito mais distante. E este ano será fundamental para entender como os investidores estrangeiros enxergam os sócios e como será a relação construída entre as partes.
Olhando do ponto de vista da gestão, o ano que começa agora também será o primeiro de muitos profissionais dentro do clube. Um exemplo é a chegada do novo diretor de futebol, Carlos Santoro. O profissional tem quase dez anos de experiência no Grupo City e tem a missão de tornar o 2023 dos tricolores mais tranquilo do que os últimos quando o assunto é bola.
Santoro foi Head de Scouting & Recruitment na América Latina antes de chegar ao Bahia (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)
Isso porque uma das principais queixas relacionadas à gestão de Guilherme Bellintani foram as falhas frequentes da diretoria executiva na contratação e gestão do elenco do Bahia. Diego Cerri, que em determinado momento chegou a agradar, saiu do clube sem deixar saudades, assim como o ex-diretor Eduardo Freeland, que esteve no clube em 2022 e não agradou a grande parte da torcida. O próprio Bellintani chegou a assumir a contratação de jogadores. Mais uma ação desaprovada pelas arquibancadas. Agora, o presidente comunicou que se afastou desse setor e que as contratações feitas já para a temporada 2023 estão sendo feitas sob gerência do Grupo City.
Diante desse cenário, as expectativas da maioria dos torcedores do Bahia para o ano são altas. E quem está no clube, desde a nova comissão técnica encabeçada pelo protuguês Renato Paiva até os novos nomes internos, terão que trabalhar para corresponder a essa expectativa por títulos e crescimento do Esquadrão.
Dos 11 reforços contratados pelo Esporte Clube Bahia até o momento para a temporada 2023, três deles estão vinculados a clubes que pertence ao City Footbal Group. O meio-campista Diego Rosa e o atacante Kayky, que chegam por empréstimo do Manchester City e ainda não foram anunciados, mas já estão treinando no CT Evaristo de Macedo, além do volante Nicolás Acevedo, emprestado pelo New York City e que já foi apresentado à imprensa e torcida.
Em entrevista recente, o técnico Renato Paiva falou sobre a busca por reforços que se enquadrem no estilo de jogo do Manchester City e frisou que mais jogadores que pertencem ao conglomerado podem chegar ao clube. Um atleta que teve seu nome ligado ao Tricolor é o meia Santiago Rodríguez, de 22 anos, que pertence ao Montevideo City Torque, do Uruguai, e está emprestado ao New York City FC, dos Estados Unidos. O atleta está na mira do Bahia e vem curtindo postagens do clube.
“Já recebemos jogadores do Grupo City e é possível que venhamos a receber mais. […] O desenvolvimento dos jogadores dentro de uma ideia de jogo que eles de fato pedem que seja mais aproximada possível do Manchester City, mas, claro, dentro da abertura em função do tipo de jogadores que temos”, disse.
Até aqui, o Bahia já anunciou o goleiro Marcos Felipe (emprestado pelo Fluminense), os zagueiros David Duarte (emprestado pelo Fluminense), Kanu (emprestado pelo Botafogo) e Marcos Victor (adquirido junto ao Ceará por R$ 3,9 milhões), o volante Nicolás Acevedo (emprestado pelo New York City), e os atacantes Biel (adquirido junto ao Fluminense por R$ 10,5 milhões) e Everaldo (contratado em definitivo vindo do Kashima Antlers-JAP).
O clube saudita Al-Nassr anunciou, durante a noite desta sexta-feira (30), que o jogador Cristiano Ronaldo é oficialmente o mais novo integrante do time.
O contrato assinado pelo atacante será válido até o ano de 2025 e tornará o português o jogador com o maior salário no futebol mundial. Cristiano receberá anualmente 200 milhões de euros, o que equivale a cerca de 1,09 bilhão de reais.
“História em construção. Esta é uma contratação que não apenas inspirará nosso clube a alcançar um sucesso ainda maior, mas também inspirará nossa liga, nossa nação e as gerações futuras, meninos e meninas, a serem a melhor versão de si mesmos. Bem-vindo, Cristiano à sua nova casa”, publicou o Al-Nassr através das redes sociais.
Vale ressaltar que o novo contratado não será o único falante da língua portuguesa no time, já que terá como colegas dois brasileiros: o atacante Anderson Talisca, natural do município baiano de Feira de Santana e o volante Luiz Gustavo, nascido em Pindamonhangaba, em São Paulo.
Vez por outra a humanidade pare um gênio. Um deles se despediu hoje deixando o mundo – eu, inclusive- emocionado. Alguns tentarão medir sua performance enumerando total de gols, assistências, títulos; outros inventarão poréns na tentativa infame de reduzir sua majestade e cairão fulminados como zagueiros driblados inapelavelmente por Pelé. Ele é rei porque era perfeito em todos os fundamentos- velocidade, salto, drible, mente, cabeceio de olhos abertos-, massacrante na busca da meta alheia, fera acuada que reagia por qualquer ameaça de derrota. Tudo isso sem a megaciência que rodeia a formação de um atleta atualmente. Celebridade sem arrogância, fenômeno individual sem desprezo ao coletivo, símbolo de chuteiras com perfeita intimidade com as passarelas da fama. Ao elevar o futebol dos seus rudimentos à apoteose a arte de Pelé abriu portas, destrancou universos, inaugurou mercados, deu status a um país. Todos, depois dele, lhe são devedores da dimensão e encantamento que sua mágica habilidade conferiu ao futebol. E só isso já seria uma obra monumental.
Ninguém foi tão universal, curvou reis, rainhas, papas, presidentes, famosos, como ele. Mas tudo isso são molduras, composições ao redor do maior maestro da bola de todos os tempos. Dos já existidos e dos por existir. O que há em Pelé, para ser lembrado, é aquele instrumento bárbaro e incomparável, implacável, terreno e divino, capaz de na mesma conjunção arruinar adversários e erguer vitórias para os seus: o talento inigualável para inventar caminhos- muitos, nunca antes navegados- para o gol. A bola fez de Pelé seu peregrino de devoção.
Nunca houve quem matasse a bola no peito como Pelé, pois ali era o regaço natural dela, a estação de embarque rumo às redes. Nunca houve quem imaginasse o nunca imaginado como ele fazia com ela- em eterno galanteio- para executar o drible como uma dança na ponta das sapatilhas diante de um touro enfurecido. Pelé extirpou o pueril do jogo em nome dos torcedores extasiados.
Guardaremos- órfãos que somos desde que parou de jogar- o chute do meio campo para encobrir o goleiro adiantado, o fenomenal, fenomenal, drible de corpo no goleiro uruguaio como a tese completa de uma obra- a humilhação da criação no maior lance do futebol de todos os tempos. Sim, o lance não foi gol, para não tirar a beleza bruta, visceral, definitiva, do gênesis. Pelé, mais uma vez, digitava poemas com os pés.
Não há lugar, portanto, para o Rei morrer enquanto uma bola – de meia, de plástico, de couro- correr nos pés sonhadores de um jogador, mas o Criador, se tiver bom senso, deve estar preparando alguma várzea lá no céu para aprender como se faz com sua criatura. Vá em paz, meu Rei.