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Bolsa recua 0,41% em dia de realização de lucros

Em meio ao maior apetite por moedas de países emergentes, o dólar encerrou em queda após a chamada telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. 

A bolsa de valores caiu em dia de realização de lucros, com investidores vendendo papéis para embolsarem ganhos recentes.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (6) vendido a R$ 5,311, com recuo de R$ 0,025 (-0,47%). A cotação iniciou o dia em R$ 5,35, mas recuou ainda na primeira hora de negociações. Na mínima do dia, por volta das 16h20, chegou a R$ 5,30.

Com o resultado desta segunda, a moeda estadunidense acumula queda de 14,08% em 2025. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 6,21, com queda de 0,75%, no menor valor desde 3 de abril, dia em que Trump começou a anunciar as retaliações comerciais contra países com superávit comercial dos Estados Unidos.

Bolsa

A euforia no câmbio não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 143.608 pontos, com recuo de 0,41%.

Ainda em um movimento de realização de lucros, os investidores estão vendendo ações, após o indicador ter superado os 146 mil pontos na última semana de setembro.

Além da conversa entre Lula e Trump, o dólar caiu em um contexto favorável para as economias em desenvolvimento. A desvalorização do iene, moeda japonesa, beneficiou as divisas de países emergentes.

Além disso, a alta do preço do petróleo no mercado global favoreceu países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.


Multinacionais são o principal alvo do adicional da CSLL

Isenção de Imposto para uns, mais impostos para outros | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Isenção de Imposto para uns, mais impostos para outros | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O governo federal prevê arrecadar mais de R$ 3 bilhões em 2026 com um novo imposto voltado para grandes grupos multinacionais. A cobrança será feita por meio de um adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), estabelecido pela Lei 15.079/2024. A norma teve origem na Medida Provisória 1.262, publicada em outubro de 2024, que instituiu no Brasil a tributação mínima corporativa alinhada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações são do portal Poder360.

Segundo o Ministério da Fazenda, a nova regra determina que multinacionais com receita global acima de € 750 milhões por ano passem a pagar pelo menos 15% de imposto sobre seus lucros no Brasil. Caso a soma de Imposto de Rende de Pessoa Jurídica e CSLL fique abaixo desse porcentual, a diferença será cobrada como adicional da CSLL. A medida deve atingir quase 300 grupos, dos quais cerca de 20 são brasileiros.

O imposto decorre do acordo global de tributação firmado em 2021 no âmbito da OCDE, do qual o Brasil participou mesmo não sendo membro da organização. O objetivo é reduzir a chamada erosão de base tributária, prática em que empresas transferem lucros para países com baixa carga fiscal.

Entretanto, em janeiro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que retirava formalmente o país da implantação do projeto e ameaçava punir nações que tributassem empresas norte-americanas de forma considerada discriminatória. Apesar disso, o Ministério da Fazenda afirmou em nota que “os Estados Unidos não se retiraram formalmente do acordo da OCDE, visto que não existe um instrumento que oficialize tal retirada”.

O impacto do novo imposto

O impacto estimado com o novo imposto é de quase R$ 3,5 bilhões em 2026 e de mais de R$ 7 bilhões em 2027. O cálculo foi incluído em documentos oficiais, como a Mensagem Presidencial enviada ao Congresso em agosto de 2025 junto ao Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026.

O adicional da CSLL integra um conjunto mais amplo de medidas para elevar a arrecadação federal. Entre elas está a Medida Provisória 1.303, de junho deste ano, que alterou a tributação de aplicações financeiras, ativos virtuais e títulos de crédito como LCI e LCA.

Lula
Lula, durante assinatura de projeto do novo Imposto de Renda — Brasília (DF), 18/3/025 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Na avaliação do governo, a cobrança garante que multinacionais não paguem menos do que a alíquota mínima globalmente pactuada. “Caso o Brasil não cobre esse adicional em relação às empresas aqui localizadas, outros países em que esse grupo multinacional atue irão cobrá-lo”, destacou o Ministério da Fazenda à época da edição da Medida Provisórias.

De acordo com estimativas da Receita Federal, a aplicação do adicional da CSLL deve resultar em uma arrecadação de quase R$ 20 bilhões no período de 2026 a 2028. O governo considera esse montante essencial para o equilíbrio do marco fiscal e para garantir recursos adicionais ao Tesouro Nacional.

Informações Revista Oeste


Gasolina, diesel e botijão de gás sofrerão reajuste a partir de janeiro, segundo decisão do Confaz; aumento considera preços médios divulgados pela ANP.

ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha terá aumento em 2026

As tarifas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento a partir de janeiro de 2026. A medida foi publicada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU), após decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

O Confaz reúne representantes do governo federal e dos estados, responsáveis pela arrecadação do imposto. Este será o segundo ano consecutivo de reajuste do ICMS sobre combustíveis.

Para 2026, o aumento será de R$ 0,10 por litro na gasolina, que passará a custar R$ 1,57 por litro; R$ 0,05 por litro no diesel, que subirá para R$ 1,17; e R$ 1,05 por botijão no gás de cozinha.

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no período de fevereiro a agosto de 2025, comparados ao mesmo período de 2024.

Informações Metro 1


Mercado americano fecha nesta segunda (1º), por conta de um feriado nacional

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar à vista opera com leve alta ante o real nas primeiras negociações desta segunda-feira (1º), enquanto investidores se preparam para uma semana marcada pela divulgação de dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e ao mercado de trabalho dos Estados Unidos. O mercado país americano, inclusive, está fechado no dia por conta de um feriado. As informações são dos portais InfoMoney e g1.

No Brasil, as projeções do mercado para a inflação em 2025 apresentaram recuo pela 14ª semana seguida, de acordo com dados do Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1º). A estimativa para o IPCA no ano, por sua vez, passou de 4,86% para 4,85%. A mediana para o câmbio em 2025 também recuou de R$ 5,59 para R$ 5,56.

Já nos Estados Unidos, o feriado do Dia do Trabalho fechou as bolsas americanas, o que reduz o número de investidores ativos no mercado. Com isso, o volume de negociações no Brasil também deve diminuir, já que os mercados são conectados, o que pode deixar o dia mais parado, com menos movimentações na Bolsa brasileira.

Na cena internacional, analistas ainda reagem à declaração do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e do presidente chinês, Xi Jinping, que indicaram uma aliança ao afirmar que seus países “são parceiros de desenvolvimento, não rivais”. Ambos integram o bloco comercial Brics, ao lado de países como Brasil, Rússia e África do Sul.

Qual a cotação do dólar hoje?

Às 9h10, o dólar comercial subia 0,10%, a R$ 5,428 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,02%, a R$ 5,467. Na sexta-feira (29), o dólar à vista fechou em alta de 0,30%, a R$5,4223.

Dólar comercial

Compra: R$ 5,427

Venda: R$ 5,428

Dólar turismo

Compra: R$ 5,456

Venda: R$ 5,636

Informações Bahia.ba


Nova tributação aumenta em 50% as importações dos produtos brasileiros enviados aos EUA

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/White House

tarifa de 50% sobre os produtos brasileirosimpostas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, entra em vigor nesta quarta-feira, 6, após a assinatura da Ordem Executiva para adoção da medida. 

O decreto assinado pelo americano no dia 30 de julho, no entanto, exclui quase 700 itens da lista de produtos que terão uma taxa mais alta para exportação. Entre os que estão isentos dos 50% estão: 


Os produtos listados permanecem com a tarifa mínima de 10% sobre a importação ao país americano, como já anunciado em abril. A elevação no tributo encarece os seguintes produtos:


presidente Trump justificou a adoção das sanções econômicas ao país como tentativa de retaliação contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como suspeito de articular um golpe de Estado. 

“A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”, diz um trecho da carta de Trump enviada a Lula. 

Soluções aos setores afetados

Em contrapartida, o governo Lula (PT) prepara um plano de contingência para reduzir o impacto que será causado com o tarifaço. Na terça-feira, 5, o presidente Lula (PT) reuniu ministros para bater o martelo sobre as medidas necessárias aos setores afetados. 

Entre as ações que foram estabelecidas no plano de contingência, estão: 

Informações Bahia.ba


Volkswagen, Toyota, Stellantis e General Motors assinaram carta conjunta

Foto: assessoria/Volkswagne

Os presidentes de quatro principais montadoras de carros que atuam no Brasil encaminharam uma carta ao presidente Lula (PT) alertando sobre a possibilidade de demissão em massa, caso o governo federal adote um pacote de benefícios a favor da BYD, indústria chinesa de automóveis,instalada na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS).

“É nosso dever alertar, Senhor Presidente, que esse ciclo virtuoso de fortalecimento da indústria nacional está sendo colocado em risco e sofrerá forte abato se for aprovado o incentivo à importação de veículos desmontados para serem acabados no país”, diz um trecho da carta.

O documento surge após uma reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Cemex), no último dia 30 de julho, para deliberar sobre pleito da montadora chinesa BYD. O colegiado é composto por integrantes de 11 ministérios.

As fabricantes solicitaram ao governo que considerasse uma redução nas tarifas de importação para veículos eletrificados desmontados nas modalidades SKD (semimontados) e CKD (completamente desmontados). Atualmente, as tarifas são de 18% para veículos elétricos e 20% para híbridos, mas poderiam cair para 5% e 10%, respectivamente.

“Ao contrário do que querem fazer crer, a importação de conjuntos de partes e peças não será uma etapa de transição para um novo modelo de industrialização, mas representará um padrão operacional que tenderá a se consolidar e prevalecer, reduzindo a abrangência do processo produtivo nacional e, consequentemente, o valor agregado e o nível de geração de empregos”, diz a carta enviada a Lula.

Na carta, as montadoras relembram que a cadeia produtiva do setor automotivo é responsável por 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e por 20% do PIB da indústria da transformação, além de gerar 1,3 milhão de empregos e um faturamento anual de US$ 74,7 bilhões.

O documento ainda afirma que os investimentos previstos pela indústria automotiva devem resultar “em novas plantas, em mais empregos, e em uma nova geração de veículos cada vez mais sustentáveis”.

E complementa: “Nossos investimentos em curso resultarão em novas plantas industriais, em mais empregos, valor agregado e em uma nova geração de veículos cada vez mais sustentáveis. Reafirmamos, desse modo concreto, nosso compromisso com o fortalecimento da indústria nacional e com o desenvolvimento econômico e social”.

O documento foi assinado pelas seguintes montadoras: 

Informações Bahia.ba


Após 10 meses subindo juros, diretores do Copom optaram de forma unânime por encerrar ciclo

Banco Central mantém Selic em 15% ao ano e interrompe ciclo de alta de juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu de forma unânime nesta quarta-feira (30) manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Com a decisão, o BC interrompe o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024.

No comunicado, o colegiado do BC afirmou que o ambiente externo está “mais adverso e incerto” e falou em cautela diante das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. O recado vem no mesmo dia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou a ordem executiva confirmando a aplicação de sobretaxa de 50% a produtos brasileiros, com uma lista de quase 700 exceções.

A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional. Na reunião anterior, o comitê já havia demonstrado inclinação para pausar o aperto monetário, reforçando, contudo, o compromisso com a estabilidade dos preços. Os diretores destacaram a necessidade de manter uma política monetária “significativamente contracionista por período prolongado”, diante da resiliência da inflação, da atividade econômica aquecida, de pressões sobre salários e de expectativas desancoradas.

Informações Metro1


Presidente americano retirou produtos como suco de laranja e combustíveis da lista

Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL

Um total de 694 produtos ficaram de fora da Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%,

Entre as exceções estão produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos e fertilizantes.

No entanto, café, frutas e carnes não estão entre as exceções aplicadas pelos Estados Unidos, e serão taxados em 50%. A lista completa com os produtos que não serão taxados está no Anexo I da Ordem Executiva (clique aqui) assinada pelo presidente Trump, publicada no site da Casa Branca.

Confira alguns produtos e setores que ficaram fora da sobretaxa adicional:

– Aviões e peças aeronáuticas (como turbinas, pneus e motores);
– Suco de laranja;
– Castanhas;
– Vários insumos de madeira;
– Celulose;
– Gasolina leve;
– Óleos combustíveis;
– Ferro-gusa;
– Minério de ferro e outros minerais;
– Carvão e derivados;
– Equipamentos elétricos (incluindo lustres);
– Energia elétrica;
– Fertilizantes e compostos químicos;
– Fibras têxteis;
– Pedras e metais preciosos;
– Gases industriais e gás natural;
– Petróleo e derivados;
– Ventiladores e ar-condicionado;
– Motores e baterias;
– Helicópteros;
– Móveis;
– Máquinas e equipamentos;
– Pneus;

Confira agora os produtos e setores que seguem no alvo de Trump:

– Café;
– Carne;
– Cacau;
– Frutas;
– Açúcar;
– Indústria têxtil e de vestuário;
– Calçados;
– Aço e alumínio;
– Automóveis e autopeças;
– Cobre;
– Semicondutores;
– Fármacos;
– Pescados;
– Armas;

*Com informações Agência Brasil


Reino Unido e países do leste asiático também conseguiram reduzir taxas

Donald Trump e Ursula von der Leyen fecharam acordo sobre tarifas - 27/07/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Donald Trump e Ursula von der Leyen fecharam acordo sobre tarifas – 27/07/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais 

O presidente dos EUA, Donald Trump, já negociou tarifas — e aceitou reduzir os porcentuais — com China, Japão e União Europeia. O Brasil, no entanto, nem é recebido, conforme informou o próprio governo na semana passada. Luiz Inácio Lula da Silva disse que ninguém quer conversar com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, encarregado da negociação.

Europeus, chineses e japoneses, depois de receberem a carta com as novas tarifas comerciais de Trump, aguardaram as negociações. O Brasil voltou-se contra Trump. Lula fez uma série de declarações públicas consideradas afrontosas ao presidente norte-americano.

A tarifa sobre os produtos brasileiros — de 50% — foi a maior imposta pelos EUA. Aqui, além de fatores comerciais, Trump considerou a perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele chamou de “caça às bruxas”, e os avanços do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a liberdade de expressão, ao censurar empresas e cidadãos norte-americanos. 

Neste domingo, tanto Trump quanto o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disseram que as tarifas começam a valer no dia 1º, sem exceções. 

Países que já negociaram com Trump

Neste domingo, 27, Trump confirmou um entendimento com a União Europeia, depois de reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Edimburgo, Escócia.

“A UE vai concordar em comprar dos EUA US$ 750 bilhões em energia”, afirmou Trump. Ele acrescentou que o bloco também investirá US$ 600 bilhões a mais nos EUA. Von der Leyen destacou que o acordo visa a “reequilibrar, mas permitir o comércio de ambos os lados”.

Acordos recentes dos EUA com outros parceiros

Antes da UE, os EUA já tinham fechado acordos semelhantes com outros parceiros. O Japão firmou compromisso de investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, sendo que a maior parte do lucro ficará no país norte-americano. Além disso, foi acordada redução nas tarifas sobre importações japonesas, que passaram de 25% para 15%. 

O Reino Unido, por sua vez, garantiu cotas para exportação de automóveis e conseguiu diminuição das tarifas sobre aço, etanol e carne para 10%, além da retirada total das taxas no setor aeroespacial.

Outro entendimento ocorreu com a China, em 12 de maio, e as tarifas foram mutuamente suspensas por 90 dias. Durante esse período, Pequim diminuiu taxas sobre produtos norte-americanos de 125% para 10%, enquanto Washington reduziu de 145% para 30%. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou: “Podemos conseguir um grande e lindo reequilíbrio com a China”.

No sudeste asiático, as Filipinas celebraram acordo para estabelecer tarifas de 19% sobre produtos exportados, índice igual ao acordado com a Indonésia e 1 ponto porcentual abaixo do Vietnã, que ficou em 20%. No caso indonésio, apenas as exportações do país foram taxadas, sem contrapartidas para os produtos norte-americanos. O Vietnã aceitou abrir seu mercado aos EUA sem imposição de tarifas.

Investigação contra o Brasil 

Além da maior tarifa entre todos os países, o governo norte-americano também anunciou uma investigação sobre práticas comerciais. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA já começou a apurar denúncias de práticas desleais. 

Lula tem falado em reciprocidade e aumento de tarifas para os EUA | Foto: Ricardo Stuckert/PR/@LulaOficial
Lula tem falado em reciprocidade e aumento de tarifas para os EUA | Foto: Ricardo Stuckert/PR/@LulaOficial

Fazem parte da investigação temas relacionados ao Pix, ao comércio na Rua 25 de Março e à atuação de redes sociais norte-americanas no país. A investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, também aborda questões como o desmatamento ilegal, a demora na concessão de patentes e o acesso ao mercado de etanol. 

Informações Revista Oeste


Ministro afirmou estar estudando diferentes cenários

Fernando Haddad Foto: EFE/Sebastião Moreira

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou, nesta segunda-feira (21), que está buscando medidas para fazer frente ao impacto da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, patamar previsto para entrar em vigor no prazo de dez dias. Ele observou, contudo, que é possível que o país chegue em agosto sem resposta dos EUA.

As falas aconteceram em entrevista à Rádio CBN. O titular da Fazenda declarou ainda que o Executivo tem estudado diferentes cenários.

– O Brasil não vai sair da mesa de negociação, é determinação de Lula – argumentou o ministro.

Ao anunciar tarifas adicionais de 50% sobre qualquer produto brasileiro, Donald Trump apontou motivos não somente econômicos, mas também políticos, especialmente o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Judiciário brasileiro.

Para Haddad, parte do que chama de “extrema-direita” no Brasil está “se colocando contra os interesses nacionais”, um argumento reforçado pelo governo.

– Tem uma família específica no Brasil que está concorrendo contra os interesses nacionais – afirmou.

O governo mandou outra carta para os EUA sobre negociação e, relatou o ministro, o Brasil vai continuar insistindo porque, para ele, “não há razão para as tarifas”.

A operação da Polícia Federal na última sexta (18), que envolveu Bolsonaro, foi autorizada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), gerando repercussão política nos EUA.

*AE

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