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Banco Central divulga primeiro Boletim Focus do ano

Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

O primeiro Boletim Focus de 2026 apresentou índices de estabilidade em três das quatro medianas projetadas pelo mercado financeiro. A única que apresentou variação em relação às últimas semanas de 2025 foi a relativa à expectativa de inflação projetada para o ano corrente, que variou dos 4,05% projetados na semana passada, para 4,06% segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.

A inflação oficial do país tem como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A variação de 0,01 ponto percentual apresentada neste boletim ocorre após uma sequência de oito estimativas seguidas de queda. Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 4,16% ao final de 2026.

Para os anos subsequentes, as projeções de inflação mantêm estabilidade há nove semanas, de 3,80% em 2027; e de 3,50% em 2028

Meta de inflação

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

A prévia da inflação oficial de dezembro ficou em 0,25%, resultado que faz o acumulado de 12 meses marcar 4,41%, dentro do limite da meta do governo.

Foi o segundo mês seguido com inflação acumulada dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 tinha baixado para 4,5%, depois de ter ficado fora do limite desde janeiro. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%.

Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PIB

Tanto as projeções do mercado financeiro para o câmbio, como para a taxa básica de juros (Selic) e a economia  PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentaram estabilidade nas últimas semanas.

No caso do PIB, as projeções são de crescimento de 1,8% em 2026 – mesmo percentual projetado para 2027. Para o ano seguinte (2028), o crescimento estimado pelo mercado financeiro para a economia é de 2%.

Câmbio e Selic

Com relação ao câmbio, o mercado financeiro projeta que o dólar fechará 2026 com uma cotação de R$ 5,50, valor que não vem apresentando alterações por 12 semanas consecutivas. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas para a moeda estadunidense estão, respectivamente, em R$ 5,50 e R$ 5,52.

Já a Selic, que fechou 2025 a 15%, deve cair para 12,25% ao longo de 2026; para 10,50% em 2027; e 9,75% em 2028.

A taxa básica de juros situa-se no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Com informações da Agência Brasil.


O lote é composto por 263.255 restituições destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários

Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) lote residual de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao mês de dezembro de 2025. O lote é composto por 263.255 restituições destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários, com valor total de R$ 605.998.834,65. As informações são do portal Agência Brasil.

A Receita informou, em nota, que as restituições incluem declarações de 2025 transmitidas fora do prazo, com pendências já regularizadas, além de valores residuais de anos anteriores.

Do valor total, R$ 309,6 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

Além dessas, 178.030 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou por terem optado por receber via Pix.

Outras 29.688 restituições serão pagas a contribuintes não prioritários.

Para consultar a restituição de imposto de renda, é preciso acessar a página da Receita , clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar minha restituição.

Também é possível consultar o lote por meio do aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite verificar a liberação das restituições e a situação cadastral do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

O pagamento da restituição, de acordo com a Receita, é feito somente na conta do titular da declaração. “Dessa forma, as rotinas de segurança impedem o pagamento, caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino”.

“Em caso de erro nos dados bancários, a Receita oferece o serviço de reagendamento, oferecido pelo Banco do Brasil (BB) pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito.”

Informações Bahia.ba


Trata-se do maior déficit para o mês desde 2023, quando o saldo negativo foi de R$ 41,7 bilhões

O presidente Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad: piora histórica | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad: piora histórica | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

As contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, tiveram um rombo de R$ 20,2 bilhões em novembro, informou nesta segunda-feira, 29, o Tesouro Nacional. Em outubro, houve superávit de R$ 36,5 bilhões.

O déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em novembro de 2024, quando as contas do governo central ficaram negativas em R$ 4,5 bilhões. É o maior rombo para o mês desde 2023, quando o saldo foi negativo em R$ 41,7 bilhões, em números corrigidos pela inflação.

As despesas do governo central cresceram 4% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2024, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram queda real de 2,6%, na mesma base de comparação. Desde que Lula assumiu seu terceiro mandato, as contas públicas se deterioraram, principalmente em razão do excesso de gastos.

Motivo do rombo nas contas públicas

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que a alta do déficit registrado em novembro de 2025 foi motivada pelo menor nível de receitas não administradas. Ele mencionou o menor nível de pagamento de dividendos em relação a novembro de 2024, além de queda na receita de concessões.

No ano passado houve entrada de recursos via concessão da Companhia Paranaense de Energia (Copel), por exemplo, o que ajudou no resultado primário. Apesar disso, Ceron avaliou que há continuidade na trajetória de “bom crescimento” das receitas no acumulado do ano.

O governo central tem déficit primário de R$ 83,8 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2025. No mesmo período de 2024, o resultado era negativo em R$ 67 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas têm alta real de 3,4% na soma do ano, enquanto as receitas totais sobem 3,3% acima da inflação.

No acumulado de 12 meses até novembro, o déficit primário do governo central soma R$ 57,4 bilhões, o equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,24% do PIB; e as discricionárias (não obrigatórias, como despesas e custeio), representam 1,58% do PIB.

Meta fiscal

dívida pública; superávit; selic
Prédio do Banco Central do Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil 

Ceron informou que o resultado de 2025 para fins de cumprimento da meta fiscal deve ficar na ordem de R$ 20 bilhões em déficit primário. O nível estimado está dentro do intervalo de tolerância. Neste ano, o governo almeja atingir um resultado neutro, podendo registrar saldo negativo de até 0,25% do PIB.

As projeções consideram o cenário indicado até o momento. Para fins de meta fiscal não são consideradas despesas com créditos extraordinários e parte dos gastos com precatórios (dívidas da União, de Estados e municípios definidas pela Justiça sem mais direito a recurso), por exemplo. No último mês do ano, o resultado primário tende a ser superavitário, na ordem de R$ 20 bilhões, segundo o secretário.

O ingresso de dividendos em dezembro deve ser da ordem de R$ 13 bilhões. Além disso, no último mês do ano, haverá a entrada da receita extra de R$ 8,8 bilhões com leilão de campos de petróleo

Salto do BPC

Do lado da despesa, Ceron voltou a comentar sobre a alta do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas de baixa renda com deficiência. Ele disse que o aumento da despesa com esse benefício social está abaixo de 10%, embora ainda registre “crescimento expressivo”.

Estadão/Broadcast mostrou em meados deste ano que as estimativas feitas pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), anexadas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, mostravam que o número de pessoas que recebem o BPC vai saltar de 6,7 milhões em 2026 para 14,1 milhões em 2060, uma alta de 111%. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)

Redação Oeste, com informações da Agência Estado


O sorteio, de número 2954, está agendado para 31 de dezembro

mega sena virada 2025
No primeiro sorteio com ganhador, em 2009, os números sorteados foram 10, 27, 40, 46, 49 e 58, e os vencedores vieram de Brasília (DF) e Santa Rita do Passa Quatro (SP) | Foto: Reprodução/YouTube/Caixa

Com o prêmio recorde de R$ 1 bilhão previsto para a Mega da Virada 2025, a loteria brasileira atinge sua maior premiação até hoje. 

O sorteio, de número 2954, está agendado para 31 de dezembro, marcando uma crescente valorização desde a estreia em 2009, quando duas apostas dividiram R$ 144,9 milhões.

No primeiro sorteio com ganhador, em 2009, os números sorteados foram 10, 27, 40, 46, 49 e 58, e os vencedores vieram de Brasília (DF) e Santa Rita do Passa Quatro (SP). 

Desde então, o prêmio principal vem crescendo, com mudanças recentes no regulamento que elevaram o valor destinado aos ganhadores.

Mudanças no regulamento e aumento das premiações

Entre as modificações realizadas pela Caixa Econômica Federal, destaca-se o aumento do percentual da arrecadação acumulada da Mega-Sena, que passou de 5% para 10% nos concursos regulares, e a elevação da distribuição do prêmio para a faixa principal, agora em 90%.

Em 2018, o maior número de ganhadores foi registrado: 52 apostas dividiram R$ 302,5 milhões. Já os anos de 2009, 2020 e 2021 tiveram apenas dois ganhadores cada. 

A edição de 2024 premiou oito apostas, incluindo um bilhete de Nova Lima (MG) que recebeu R$ 79.435.770,67.

Os números vencedores ao longo dos anos foram: 

Probabilidades e distribuição de prêmios

A chance de acertar as seis dezenas da Mega da Virada é de uma em 50 milhões para uma aposta simples. 

Já para a quina, a probabilidade é de uma em 154 mil. Na aposta com 20 números, que custa R$ 232 mil, a chance de ganhar na sena salta para uma em 1.292.

O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver acertador das seis dezenas, o valor é direcionado para quem acertar a quina e, se necessário, para a quadra. 

Em 2024, apostas vencedoras vieram de Brasília (DF), Nova Lima (MG), Curitiba (PR), Pinhais (PR), Osasco (SP) e Tupã (SP).

Como apostar na Mega da Virada

Para participar, o apostador paga o valor mínimo de R$ 6 e pode registrar a aposta até as 20h30, em casas lotéricas ou pela internet. Ele escolhe seis números entre 1 e 60 e pode ser premiado ao acertar quatro, cinco ou seis dezenas sorteadas.

Pela internet, maiores de 18 anos apostam nos canais digitais da Caixa, com limite de até R$ 500 por transação. 

O pagamento pode ser efetuado via cartão de crédito, débito, Pix ou Mercado Pago. O sistema permite tanto a escolha manual quanto a seleção aleatória de números.

Informações Revista Oeste


Reajuste de R$ 103 acima do valor atual segue nova política de valorização e impacta benefícios e contas públicas

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira (24) o Decreto nº 12.797, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que confirma o novo valor do salário mínimo nacional a partir de 1º de janeiro de 2026.

Com a medida, o piso salarial passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de R$ 103. Trabalhadores que recebem o salário mínimo (ou múltiplos dele) e beneficiários de programas atrelados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já sentirão o impacto nos pagamentos feitos no início de fevereiro.

A seguir, entenda como funciona o salário mínimo, a regra de reajuste e os efeitos dessa mudança na economia.

O que é o salário mínimo

O salário mínimo corresponde à menor remuneração permitida para trabalhadores formais no Brasil. A Constituição Federal assegura aos trabalhadores urbanos e rurais um piso nacional unificado, fixado em lei, capaz de suprir necessidades básicas como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que preservem o poder de compra.

Segundo o Dieese, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 em novembro deste ano — o equivalente a 4,66 vezes o valor atual de R$ 1.518.

A Constituição também determina que o mínimo seja corrigido, ao menos, pela inflação. Isso significa que, se os preços sobem 10%, o salário deve ser reajustado no mesmo percentual para evitar perda do poder de compra.

Política de reajuste

Durante os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, o salário mínimo foi reajustado apenas pela inflação, sem aumento real. Já no atual mandato de Lula, voltou a vigorar a política de valorização, que garante ganhos acima da inflação.

Parte dos economistas, no entanto, defende que benefícios previdenciários deixem de ser vinculados ao salário mínimo, sendo corrigidos apenas pela inflação, como forma de conter o crescimento da dívida pública e a pressão sobre os juros.

Impacto social e econômico

De acordo com nota técnica do Dieese divulgada em janeiro, o salário mínimo serve de referência direta para cerca de 59,9 milhões de pessoas no país. Além dos trabalhadores formais, o valor influencia aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

O reajuste também provoca efeitos indiretos na economia, como o aumento do salário médio e a ampliação do poder de compra da população, com reflexos no consumo.

Como o governo chegou ao valor de R$ 1.621

Se o reajuste considerasse apenas a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC (4,18%), o salário mínimo passaria para cerca de R$ 1.582.

A regra atual, aprovada em 2023, prevê a correção pela inflação mais o crescimento real do PIB de dois anos antes. Com a inflação de 4,18% e o crescimento do PIB de 2024 em 3,4%, o valor poderia chegar a R$ 1.636.

Entretanto, uma lei aprovada em dezembro limitou o ganho real do salário mínimo a 2,5%, em linha com o arcabouço fiscal. Assim, o cálculo final considera 4,18% de inflação mais 2,5% de aumento real, resultando no valor de R$ 1.621 para 2026.

Impacto nas contas públicas

O reajuste do salário mínimo também eleva as despesas do governo federal, já que diversos benefícios não podem ter valor inferior ao piso nacional.

Segundo estimativas oficiais, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo gera um acréscimo de cerca de R$ 420 milhões em despesas no ano seguinte. Com o reajuste de R$ 103, o impacto previsto para 2026 é de aproximadamente R$ 43,2 bilhões em gastos obrigatórios.

Esse crescimento reduz a margem para despesas discricionárias — aquelas que o governo pode escolher como aplicar — e pode afetar a execução de políticas públicas.

Informações Bahia.ba


Em 12 meses, IPCA-15 acumula 4,41%

Foto: © EBC

A prévia da inflação oficial de dezembro ficou em 0,25%, resultado que faz o acumulado de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) marcar 4,41%, dentro do limite da meta do governo.

É o segundo mês seguido com inflação acumulada dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 tinha baixado para 4,5%, depois de ter ficado fora do limite desde janeiro. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O mais recente boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, divulgado nessa segunda-feira (22), estima que a inflação oficial terminará 2025 em 4,33%, ou seja, dentro do limite de tolerância da meta.

Prévia x IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo, de 3% em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. 

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 14 de novembro a 12 de dezembro.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de dezembro será divulgado em 9 de janeiro.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518.

Com informações da agência Brasil


A Prefeitura Municipal de Feira de Santana e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) celebraram, nesta segunda-feira (08), um inédito Acordo de Cooperação Técnica. A parceria tem como principal objetivo impulsionar o fomento ao empreendedorismo na cidade, por meio da ampliação do programa de microcrédito produtivo e orientado Crediamigo.

O Crediamigo destina-se a apoiar microempreendedores formais ou informais, oferecendo crédito produtivo orientado, aliado a suporte especializado para o sucesso dos negócios. O acordo estabelece uma atuação conjunta entre o poder público municipal e o BNB para orientar, informar e capacitar empreendedores, especialmente aqueles que se encontram na informalidade — estimados em 75% da economia local. O empréstimo pode ser renovado e evoluir até R$ 21.000,00, de acordo com a estrutura do negócio e a capacidade de pagamento.

O Acordo de Cooperação Técnica com o Banco do Nordeste insere-se no conjunto de políticas públicas implementadas pela atual gestão do Governo Municipal, que busca ativamente o crescimento e o desenvolvimento econômico da cidade.

Aporte de Recursos e Formalização

O gerente regional de Microfinanças do Banco do Nordeste, Tedison Neiva, destacou o caráter inovador da iniciativa para o município e a meta de recursos. “Pela primeira vez, o Banco do Nordeste celebra um acordo com a Prefeitura Municipal de Feira de Santana focado no fomento ao empreendedorismo. A ideia é que aumentemos de 20% a 30% o volume de recurso aplicado. Tendo investido mais de R$ 60 milhões neste ano de 2025, esperamos alcançar pelo menos entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões, no mínimo.”

A secretária municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC), Márcia Ferreira, enfatizou a prioridade na formalização. “A importância para o cidadão é aquele que está na informalidade poder ser orientado, informado, capacitado para ir para o mercado formal. Estando no mercado formal, ele vai conseguir competir, inclusive, em compras públicas dentro do município, com o apoio e o fomento do BNB através do Crediamigo.”

A expectativa é que a parceria atenda pelo menos 30% dos 75% de empreendedores informais em áreas como o Shopping Cidade das Compras, o que corresponde a uma média de 240 a 250 novos empreendedores formalizados e financiados por ano no local.

Crediamigo: Linhas de Crédito e Vantagens

O Crediamigo é o maior programa de microcrédito produtivo e orientado do Brasil. O programa oferece diversas modalidades para atender às realidades variadas dos empreendedores de Feira de Santana, contribuindo para a geração de renda e fortalecimento dos pequenos negócios:

● Capital de Giro: Com opções como “Giro Solidário” (crédito em grupo) ou “Giro Individual”, ideal para aquisição de matéria-prima, mercadorias e insumos.
● Investimento Fixo: Crédito para aquisição de máquinas, equipamentos, reformas, infraestrutura ou expansão do negócio.
● Crediamigo Delas: Linha especialmente voltada para mulheres empreendedoras, formalizadas ou informais.

O programa busca tornar o crédito acessível e com suporte real. As principais vantagens incluem a abertura de conta gratuita no BNB, processo simplificado, liberação em até sete dias úteis e atendimento personalizado, com agente de microcrédito indo até o local do negócio.

Requisitos: Para obter o empréstimo, o empreendedor deve ser maior de idade, ter ou querer iniciar uma atividade comercial e ter faturamento de até R$ 360 mil ao ano.

Expansão do Atendimento e Serviços

O acordo de cooperação técnica será implementado através da Sala do Empreendedor, que terá duas unidades: uma na sede da SETTDEC e outra na Casa do Trabalhador, localizada no Shopping Cidade das Compras.

O fomento do BNB se estenderá a outras pastas municipais. A Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO) e a Secretaria da Mulher também farão parte da cooperação.

*Secom


Ministério do Planejamento atribui mudança à inflação abaixo do previsto; valor final depende do INPC

governo lula
Os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Fernando Haddad (Fazenda), durante entrevista coletiva depois de apresentarem ao presidente Lula o quadro fiscal do país – 17/06/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

governo federal diminuiu a previsão do salário mínimo para 2026. A estimativa anterior, de R$ 1.631, caiu para R$ 1.627. A nova projeção consta em documentos que o Ministério do Planejamento enviou ao Congresso na última semana.

O valor será usado como referência na tramitação do Orçamento do próximo ano. Segundo a pasta, a mudança se deve à desaceleração da inflação, que impacta diretamente a fórmula de correção do piso.

A previsão atual considera uma alta de 7,2% sobre o salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518. O número definitivo, porém, só será conhecido depois da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), nos próximos dias.

O INPC mede a inflação acumulada até novembro e, junto com o crescimento do Produto Interno Bruto, compõe a base de cálculo do reajuste anual. Mesmo assim, a regra do arcabouço fiscal impõe um limite. O aumento real do salário não pode ultrapassar 2,5% acima da inflação.

Governo admite impacto em aposentadorias, mas não propõe cortes

A nova projeção também afeta os gastos federais. O salário mínimo serve de base para benefícios como aposentadorias, pensões, abono salarial e seguro-desemprego. Apesar disso, o Ministério do Planejamento não sugeriu cortes nessas despesas.

“A projeção menor tem o efeito de reduzir os gastos com aposentadorias, pensões e outros benefícios”, informou a pasta. “No entanto, a atualização da projeção depende de outros fatores, como a variação da base de beneficiários, cabendo ao Congresso avaliar a conveniência e oportunidade de alterar as estimativas dos gastos previdenciários e sociais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual.”

Informações Revista Oeste


Saldo registrado foi de 9,9 trilhões

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A dívida bruta do Brasil atingiu 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em outubro, alcançando um saldo de 9,9 trilhões, é o que apontam dados do Banco Central (BC), divulgados nesta sexta-feira (28), que apontam que houve um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável. A trajetória da dívida bruta é hoje um dos focos de preocupação do mercado financeiro.

Em outubro, a dívida líquida (que desconta os ativos do governo) registrou alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior e avançou para 65% do PIB, com saldo de R$ 8,1 trilhões.

Ainda de acordo com dados do BC, o setor público consolidado do Brasil registrou um superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro, ante resultado superavitário de R$ 36,9 bilhões no mesmo mês do ano passado. O montante agrupa resultados do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social), governos estaduais e municipais, além de empresas estatais (exceto Petrobras e bancos públicos).

O resultado positivo foi puxado pelo governo central, que registrou superávit de R$ 36,2 bilhões. Houve déficits de R$ 3,6 bilhões nos estados e municípios e de R$ 149 milhões nas empresas estatais.

A dívida bruta (que compreende governo federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos estaduais e municipais) é considerado um dos principais indicadores econômicos do país, sendo bastante acompanhado por investidores que avaliam a saúde das contas públicas do Brasil.

Informações Bahia.ba


Reembolso pode ocorrer em até 11 dias

Entenda como funciona devolução do Pix em casos de golpe

A nova regra do Pix já está valendo e deixa mais fácil recuperar transferências feitas por golpes ou operações irregulares. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) agora pode rastrear o dinheiro mesmo quando os golpistas enviam o valor para outras contas para esconder a origem. O uso ainda é opcional para os bancos, mas será obrigatório a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Com a mudança, a devolução não depende mais apenas da conta usada na fraude. O sistema vai reunir dados de todas as contas que receberam o dinheiro e permitir que o valor seja devolvido em até 11 dias depois da reclamação feita pela vítima, segundo o Banco Central.

Antes, os golpistas esvaziavam a conta inicial rapidamente, o que impedia o retorno do dinheiro, já que o valor já havia sido transferido para outras contas. A nova regra busca evitar essa prática ao seguir o caminho do dinheiro até seu destino final.

Criado em 2021, o MED só vale para golpes comprovados ou erros da própria instituição financeira. Ele não pode ser usado para brigas comerciais, conflitos entre pessoas de boa-fé ou erros do usuário, como enviar Pix para a pessoa errada por digitar a chave

Informações Metro1

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