O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de junho de 2025, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima, para a safra 2025, uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 12,7 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 11,3% na comparação com a safra de 2024.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por sua vez, também projeta expectativas positivas na produção, na área plantada e na produtividade dos grãos para o ciclo 2024/2025. Soja e algodão destacam-se na produção desse novo ciclo.
De acordo com o IBGE, a área plantada dos grãos para 2025 está estimada em 3,67 milhões de hectares (ha), com crescimento de 3,5% em relação à safra de 2024. Com isso, o rendimento médio (3,45 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia será de 7,6% acima da safra anterior.
O volume de soja colhido está estimado em 8,61 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 14,3% sobre o verificado em 2024. A área plantada com a oleaginosa no estado é de aproximadamente 2,14 milhões de ha. O rendimento médio de 4,01 toneladas/ha tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 8,3% em relação à safra anterior.
As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, devem alcançar 2,50 milhões de toneladas, o que representa aumento de 8,0% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 0,7% em relação à estimativa da safra anterior, de 605 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,74 milhão de toneladas, 12,2% acima do que foi observado em 2024. Já para a segunda safra, é esperado um recuo de 0,5% em relação à colheita anterior, com expectativa de 763 mil toneladas.
Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), tem produção estimada em 1,86 milhão de toneladas, o que representa aumento de 5,1% em relação ao ano de 2024. A estimativa evidencia que a Bahia se mantém como o maior produtor da Região Nordeste e o segundo maior do Brasil, responsável por 19,9% da safra nacional, atrás apenas do Mato Grosso (70,6% da safra nacional). A área plantada com a fibra aumentou 5,3%, alcançando 400 mil ha em relação à safra de 2024.
Para a lavoura do feijão, a estimativa é de uma safra menor em 4,2%, na comparação com a safra 2024, totalizando 213 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 375 mil ha plantados, 1,3% menor que a safra anterior. A primeira safra da leguminosa (122 mil toneladas) foi 11,0% inferior à de 2024, e a estimativa da segunda safra (91 mil toneladas) prevê uma variação positiva de 6,7% na mesma base de comparação.
Em relação ao café, está prevista a colheita de 281 mil toneladas em 2025, 12,9% acima do observado no ano anterior. A safra do tipo arábica foi de 110 mil toneladas, com variação anual de 5,9%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora foi de 171 mil toneladas, 18,0% acima da colheita do ano anterior.
Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima produção de 5,49 milhões de toneladas, revelando decréscimo de 1,0% em relação à safra de 2024. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou em 119 mil toneladas, apontando um avanço de 7,0% na comparação com a do ano anterior.
Na fruticultura, destacam-se as estimativas das lavouras de banana (906 mil toneladas), laranja (632 mil toneladas) e uva (61 mil toneladas), que registraram, respectivamente, variações de 4,8%, 0,3% e 10,0% em relação à safra anterior.
O levantamento ainda indica uma produção de 907 mil toneladas de mandioca, 14,7% a mais que a de 2024. A produção de batata-inglesa, estimada em 340 mil toneladas, indica acréscimo de 1,7%; e a do tomate, estimada em 183 mil toneladas, aponta queda de 48,4% na comparação com a do ano anterior.
No décimo levantamento do ciclo 2024/2025, a Conab estima safra de 13,8 milhões de toneladas de grãos
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu décimo levantamento de 2024/2025, estimou uma produção de 13,8 milhões de toneladas de grãos – o que representa um avanço de 10,8% em relação ao ciclo 2023/2024.
Com relação à área plantada, observa-se uma ampliação de 6,1% na mesma base de comparação, o que alcança uma área de 4,0 milhões de ha. Destaca-se a expansão da área plantada de soja (+156 mil ha) e algodão (+67 mil ha). Assim, o rendimento médio do conjunto das lavouras pesquisadas deverá ficar em torno de 3,43 toneladas/ha, o que corresponde a um crescimento de 4,4% em relação ao ciclo anterior.
A soja, segundo dados da Conab, deve apresentar um novo ciclo de alta, com aumento da área plantada – crescimento de 7,9% em relação à temporada anterior –, alcançando um total de 2,14 milhões de ha. Por sua vez, a produção deve avançar em 16,5%, para 8,71 milhões de toneladas na atual temporada, em comparação com o ciclo anterior. Com isso, a produtividade estimada é de 4,08 toneladas/ha, representando aumento de 7,9% em relação à safra anterior.
A produção de algodão está estimada em 1,96 milhão de toneladas, sendo plantada em 413 mil ha, o que representa um crescimento de produção de 16,3% em relação ao ciclo 2023/2024. De acordo com a Conab, a expectativa de aumento de área (19,4%) em relação à safra anterior deve-se aos bons resultados alcançados em 2024. A expectativa é de aumento na produtividade graças à regularidade hídrica e ao manejo das culturas.
Uma das expectativas negativas está associada à produção de milho. A Conab estima que a safra atual totalize 2,74 milhões de toneladas. As principais contribuições provêm da primeira (1,28 milhão de toneladas) e da terceira (1,26 milhão de toneladas) safra do cereal. Em seu conjunto, a produção de milho, no estado, apresenta previsão de queda de 7,5% em relação ao período anterior, atribuída às adversidades climáticas. De acordo com análise da Conab, há uma expectativa da redução da área de cultivo (-2,6%) devido à baixa rentabilidade do cereal. Apenas no oeste baiano, o clima foi favorável, com chuvas regulares.
Também a safra de feijão tem estimativas negativas, pois a escassez e até a ausência de chuvas, principalmente nas áreas centrais do estado, não apenas limitaram a realização do plantio como prejudicaram a evolução fenológica das lavouras, reduzindo drasticamente o potencial produtivo. As áreas mais ao oeste do estado apresentaram melhores resultados, já que o regime pluviométrico ali foi mais favorável. O volume estimado é de 325 mil toneladas (plantado em 434 mil ha) e representa uma redução de 8,2% em relação ao ciclo 2023/2024. Esse recuo deve ser verificado na primeira safra de produção do grão, que tem estimativa de registrar queda de 42,2%, em relação à primeira safra do ciclo 2023/2024.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.887 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (12), e o prêmio principal acumulou. A estimativa da Caixa Econômica Federal é que o valor chegue a R$ 46 milhões no próximo sorteio, que será realizado na terça-feira (15).
Segundo a Caixa, 39 apostas acertaram a quina e receberão R$ 96.688,72 cada. Outras 3.189 apostas fizeram a quadra e levarão R$ 1.689,22 cada.
As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) da terça-feira, em qualquer casa lotérica credenciada ou pelo site e aplicativo da Caixa.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.886 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (10). Os números sorteados foram: 02 – 13 – 19 – 20 – 55 – 59.
O prêmio acumulou e está estimado em R$ 38 milhões. O próximo sorteio vai acontecer neste sábado (12), às 20h no horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e na página das Loterias Caixa no Facebook..
Apesar de ninguém ter acertado o prêmio principal, 61 apostadores acertaram a quina e vão receber R$ 43.588,00 cada. Já outras 4.268 apostas cravaram quatro números e embolsarão R$ 889,96 cada.
As apostas para o próximo sorteio podem ser feitas até as 19h, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, espalhadas por todo o país, ou através da internet.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Governo Lula enfrenta queda na popularidade | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 9, que o Brasil responderá com base na legislação de reciprocidade econômica à tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre todas as exportações brasileiras. Mais cedo, o presidente norte-americano Donald Trump informou a adoção da medida a partir de 1º de agosto.
Lula enfatizou a soberania do país diante da iniciativa norte-americana. “O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, escreveu o presidente.
A resposta ocorreu horas depois de Trump justificar a tarifa com críticas ao Supremo Tribunal Federal e à condução do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de acusações de censura a plataformas digitais.
Em sua nota, Lula avaliou que as taxas visam a interferir no caso. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.”
O presidente brasileiro também comentou as alegações de Trump sobre a atuação de empresas digitais norte-americanas no Brasil. “No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática”, afirmou.
Sobre o argumento econômico utilizado na carta norte-americana, que cita o déficit comercial com o Brasil, Lula rebateu: “É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano.”
Em seguida, citou dados do governo dos EUA: “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de US$ 410 bilhões ao longo dos últimos 15 anos.”
Por fim, Lula anunciou que o país não deixará sem resposta a medida tarifária: “Qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.”
A norma autoriza o Poder Executivo a suspender concessões comerciais, investimentos ou obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual sempre que for identificado impacto negativo decorrente de medidas comerciais, financeiras ou ambientais aplicadas unilateralmente contra o Brasil.
Segundo o artigo 1º, a lei busca reagir a práticas externas que afetem “a competitividade internacional brasileira”. O artigo 2º detalha os tipos de ações que justificam a aplicação da lei, inclusive interferência em decisões soberanas, violações de acordos internacionais e medidas ambientais mais rigorosas que aquelas já adotadas pelo Brasil.
O artigo 3º reforça que essas ações poderão ser implementadas em coordenação com o setor privado, e que o Executivo deverá estabelecer mecanismos de monitoramento e revisão periódica das medidas adotadas. Já o artigo 6º prevê a possibilidade de adoção provisória de contramedidas em situações excepcionais.
A Lei nº 15.122 foi aprovada por unanimidade no Senado Federal e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad e pela secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.
A entrada em vigor da norma, anteriormente aplicada ao caso das tarifas norte-americanas sobre aço e alumínio, agora serve de base para a resposta brasileira à nova tarifa de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump. Lula declarou que “qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”.
Levantamento da Febraban apura percepção sobre economia e vida familiar dos entrevistados
Apesar da preocupação com a economia, 70% dos entrevistados declararam-se satisfeitos com a vida familiar | Foto: Montagem/Revista Oeste
A inflação e o aumento do custo de vida estão entre as principais preocupações dos brasileiros durante os primeiros seis meses do ano, aponta o último levantamento da Federação Brasileira de Bancos(Febraban). No entanto, houve uma leve melhora nas expectativas em comparação à pesquisa anterior, de março.
A percepção de que os preços estão subindo, que havia atingido 89% em março, recuou para 83% em junho. Essa sensação de alta nos preços é ampla entre todos os segmentos, porém é mais acentuada entre as mulheres (85%) do que entre os homens (80%).
Apesar da preocupação com os preços, sete de cada dez brasileiros afirmam estar satisfeitos com a vida pessoal, índice que se mantém estável em relação às edições anteriores da pesquisa Radar Febraban, realizada entre 12 e 20 de junho. O levantamento ouviu 2 mil pessoas, de todas as regiões do país.
Entre os entrevistados, 75% afirmam que os preços elevados afetam diretamente o poder de compra de alimentos e produtos essenciais para o lar. Esses itens lideram as preocupações, seguidos pelos combustíveis (30%) e pelos gastos com saúde e medicamentos (28%).
A percepção sobre a vida pessoal e familiar permanece estável: 70% declararam-se satisfeitos ou muito satisfeitos. Ao avaliar o primeiro semestre, 78% disseram que a vida pessoal e familiar melhorou (40%) ou permaneceu igual (38%). Já o porcentual dos que relataram piora subiu de 19% em março para 22% em junho.
Isaac Sidney, presidente da Febraban | Foto: Reprodução/Youtube/Febraban
Inflação abala humor das pessoas, diz pesquisador
Segundo o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), o humor da população ainda é impactado por uma série de notícias negativas recentes.
“Neste segundo trimestre tivemos aumento da taxa básica de juros para 15%, os descontos indevidos nas contas dos aposentados, o crédito ficou mais caro, houve alta na energia elétrica e nos custos de habitação”, destaca.
Realizada trimestralmente pelo Ipespe, a Pesquisa Radar Febraban acompanha a percepção e as expectativas da sociedade sobre a vida cotidiana, a economia e as prioridades para o país.
Alta nas alíquotas fortalece indústria nacional e acelera planos de fábricas no país
Na prática, a nova taxação já acelera os planos de instalação de fábricas no Brasil | Foto: Divulgação/BYD
O governo federal aumentou nesta terça-feira, 1º de julho, o imposto de importação sobre carros elétricos. A nova rodada de elevação faz parte de um cronograma iniciado em janeiro. A agenda deve culminar, até julho de 2026, em uma alíquota de 35% para todos os modelos.
Como resultado, as tarifas agora variam entre 25% e 30%, dependendo da categoria do veículo. No caso dos híbridos plug-in, por exemplo, a taxa subiu de 20% para 28%.
Apesar da medida, o impacto imediato nos preços ainda é incerto. Fabricantes e revendas podem optar por manter os valores atuais, absorvendo os custos para não perder competitividade no mercado.
A justificativa oficial para o aumento é estimular a produção nacional de veículos elétricos. A Câmara de Comércio Exterior já havia aprovado o escalonamento no fim de 2023. A intenção do governo é favorecer as montadoras instaladas no Brasil.
De janeiro a maio de 2025, o país recebeu 186.181 veículos importados, sendo quase metade, 49,8%, composta de modelos elétricos, híbridos e híbridos plug-in. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa).
No mesmo período, o total de veículos emplacados no Brasil chegou a 929 mil unidades. Ou seja: os carros elétricos importados responderam por 9,98% do total vendido no país.
Representantes da indústria nacional defendem antecipar a alíquota final de 35% para frear a entrada de modelos estrangeiros. A Abeifa, no entanto, é contrária à ideia e defende previsibilidade.
Indústria aposta em fábricas de elétricos para fugir das novas tarifas
Na prática, a nova taxação já acelera os planos de instalação de fábricas no Brasil. Montadoras como BYD e GWM, ambas chinesas, anunciaram operações locais para escapar das alíquotas maiores.
A BYD comprou a antiga planta da Ford em Camaçari (BA), mas atrasou o cronograma inicial. Problemas trabalhistas que envolvem operários chineses e troca de empreiteira responsável pelas obras contribuíram para o atraso.
Também a GWM está instalada em Iracemápolis (SP), onde a Mercedes-Benz já atuou. A expectativa é iniciar a pré-produção ainda neste mês. Outras marcas também se preparam.
A Caoa Chery segue com operações em Anápolis (GO) e deve ampliar sua presença com uma unidade em Jacareí (SP), onde pretende montar novos modelos das marcas Omoda e Jaecoo.
Já a GAC Motors negocia uma planta em Catalão (GO). Por sua vez, a Geely, que trouxe o SUV EX5 pelo Porto de Paranaguá (PR), avalia uma fábrica em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault.
Paraná Pesquisas divulgou levantamento sobre a perspectiva econômica no país nesta segunda-feira, 30
Lula, durante cerimônia no Tocantins – 27/06/2025 | Foto: Cláudio Kbene/PR
Levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 71,4% dos brasileiros acham que os preços dos produtos no supermercado aumentaram depois que Luiz Inácio Lula da Silva voltou a governar o Brasil.
Apenas 9,4% acham que os preços diminuíram; e 17,2% acham que os preços dos produtos permanecem como estavam. Não opinaram 2,1% dos entrevistados.
O resultado não é o pior da série histórica do governo Lula 3. O maior porcentual de pessoas que acham que os preços aumentaram foi registrado em abril deste ano — 73,7% dos entrevistados tinham essa percepção.
Pesquisa sobre percepção econômica do brasileiro – comparativo | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
Percepção sobre o preço da picanha no governo Lula
O Paraná Pesquisas também perguntou sobre a percepção da variação do preço da picanha no governo Lula e na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 50%, o preço está mais alto, e para 17,9%, mais baixo.
Pesquisa sobre percepção econômica do brasileiro – preço da picanha | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
Por fim, a maioria dos entrevistados demonstrou pessimismo sobre a possibilidade de voltar a comprar picanha e cerveja, produtos que, na campanha, Lula prometeu que todos voltariam a ter acesso. Para 67,1%, a situação econômica não permitirá que o brasileiro volte a comprar picanha e cerveja.
Pesquisa sobre percepção econômica do brasileiro – picanha e cerveja | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
A pesquisa foi feita entre 18 e 22 de junho. Foram ouvidos 2.020 eleitores no Distrito Federal e em 162 municípios dos 26 Estados. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,2 pontos porcentuais para os resultados gerais.
‘Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco’, alega o presidente
Lula tem se dedicado mais à agenda internacional e acumulou mais de 100 dias fora do país desde o início do mandatos | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento do IOF e elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista ao podcast Mano a Mano, divulgada na madrugada desta quinta-feira, 19. Em meio às críticas do Congresso e do mercado financeiro, o chefe do Executivo classificou a medida como justa.
“Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco”, afirmou Lula. “As bets ganham bilhões e não querem pagar. As fintechs hoje são quase bancos e também não querem pagar. Essas brigas temos de fazer.”
O presidente destacou que a proposta de Haddad visa a aumentar a carga tributária sobre plataformas de apostas on-line, fintechs e outros segmentos. O objetivo é equilibrar as contas públicas sem reduzir despesas. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, resumiu.
Apesar das alternativas sugeridas pelo governo, como uma alta mais moderada no IOF e o fim de isenções no Imposto de Renda sobre LCIs e LCAs, a proposta sofreu revés na Câmara. Por 346 votos a 97, os deputados aprovaram a tramitação acelerada de um projeto que anula as alterações feitas no imposto.
Durante a conversa com o rapper Mano Brown, aliado declarado do petista, Lula voltou a dizer que herdou um país em ruínas. Comparou a situação encontrada ao assumir o Planalto com o cenário de destruição na Faixa de Gaza. “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos”, observou. “Foi uma destruição proposital.”
Números: governo Lula versus governo Bolsonaro
📈 PIB: Bolsonaro entregou um crescimento acumulado de 8,7%, com recuperação em 2021 (+5%). Lula mantém ritmo mais lento, com 2,9% em 2023 e projeções próximas de 2% até 2025.
💸 Dívida pública: caiu de 87% para 73,5% do PIB no fim do governo Bolsonaro. Com Lula, voltou a subir e já passa dos 77%.
💵 Câmbio: o dólar fechou 2022 em queda e abaixo de R$ 5. Sob Lula, voltou a subir com incertezas fiscais (R$ 5,49).
Aposta simples da Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO
Pela 11ª vez consecutiva, nenhum apostador acertou as seis dezenas da Mega-Sena, e o prêmio principal voltou a acumular. O concurso 2.875, realizado nesta terça-feira (17), não teve ganhadores na faixa principal, e a estimativa da Caixa Econômica Federal é de que o próximo sorteio, marcado para quinta-feira (20), pague até R$ 130 milhões.
O novo acúmulo aumenta a expectativa de movimentação nas casas lotéricas e apostas virtuais em todo o país, especialmente com a proximidade do fim de semana. A aposta simples da Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio, em qualquer lotérica ou pela internet, no site oficial da Caixa.
Ministro da Fazenda será substituído por Dario Durigan enquanto deputados tentam barrar aumento de impostos
O secretário executivo Dario Durigan deve assumir o comando do ministério | Foto: Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iniciou férias nesta segunda-feira, 16, em meio à reação do Congresso às medidas do governo que elevam impostos.
A ausência de Haddad ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados analisa o pedido de urgência para votar um projeto que tenta derrubar o reajuste no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O secretário-executivo Dario Durigan deve assumir o comando do ministério durante o período. As férias do ministro, que inicialmente ocorreriam em julho, foram antecipadas por decisão publicada no Diário Oficial da União no início deste mês. O retorno de Haddad está previsto para 22 de junho.
Parlamentares ampliaram a insatisfação depois que o governo editou uma medida provisória e um decreto que aumentam a tributação sobre aplicações antes isentas. As mudanças atingem produtos como Letras de Crédito do Agronegócio e Letras de Crédito Imobiliário.
Haddad busca acordo e faz concessões para reduzir tensão no Congresso
As iniciativas, articuladas pela equipe econômica, tiveram apoio inicial do Congresso, mas geraram desgaste nos dias seguintes. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia elogiado as negociações, mudou o tom e passou a criticar publicamente o governo.
Motta afirmou que não aceitaria usar a presidência da Casa para atender a projetos políticos de terceiros. Apesar das tensões, Haddad buscou amenizar o clima e elogiou o posicionamento de Motta, classificando-o como prudente.
O governo anunciou ajustes nas propostas, incluindo a redução de alíquotas sobre o risco sacado e maior flexibilidade nas regras de isenção para a previdência privada. A expectativa oficial é que o pacote gere arrecadação adicional entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em 2025.