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Levantamento da Febraban apura percepção sobre economia e vida familiar dos entrevistados

Índices da inflação acumulada foram divulgados pelo IBGE | Foto: Montagem/Revista Oeste
Apesar da preocupação com a economia, 70% dos entrevistados declararam-se satisfeitos com a vida familiar | Foto: Montagem/Revista Oeste 

A inflação e o aumento do custo de vida estão entre as principais preocupações dos brasileiros durante os primeiros seis meses do ano, aponta o último levantamento da Federação Brasileira de Bancos(Febraban). No entanto, houve uma leve melhora nas expectativas em comparação à pesquisa anterior, de março. 

A percepção de que os preços estão subindo, que havia atingido 89% em março, recuou para 83% em junho. Essa sensação de alta nos preços é ampla entre todos os segmentos, porém é mais acentuada entre as mulheres (85%) do que entre os homens (80%).

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Apesar da preocupação com os preços, sete de cada dez brasileiros afirmam estar satisfeitos com a vida pessoal, índice que se mantém estável em relação às edições anteriores da pesquisa Radar Febraban, realizada entre 12 e 20 de junho. O levantamento ouviu 2 mil pessoas, de todas as regiões do país.

Entre os entrevistados, 75% afirmam que os preços elevados afetam diretamente o poder de compra de alimentos e produtos essenciais para o lar. Esses itens lideram as preocupações, seguidos pelos combustíveis (30%) e pelos gastos com saúde e medicamentos (28%).

A percepção sobre a vida pessoal e familiar permanece estável: 70% declararam-se satisfeitos ou muito satisfeitos. Ao avaliar o primeiro semestre, 78% disseram que a vida pessoal e familiar melhorou (40%) ou permaneceu igual (38%). Já o porcentual dos que relataram piora subiu de 19% em março para 22% em junho.

Isaac Sidney, presidente da Febraban | Foto: Reprodução/Youtube/Febraban

Inflação abala humor das pessoas, diz pesquisador

Segundo o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), o humor da população ainda é impactado por uma série de notícias negativas recentes. 

“Neste segundo trimestre tivemos aumento da taxa básica de juros para 15%, os descontos indevidos nas contas dos aposentados, o crédito ficou mais caro, houve alta na energia elétrica e nos custos de habitação”, destaca.

Realizada trimestralmente pelo Ipespe, a Pesquisa Radar Febraban acompanha a percepção e as expectativas da sociedade sobre a vida cotidiana, a economia e as prioridades para o país.


Alta nas alíquotas fortalece indústria nacional e acelera planos de fábricas no país

Carros elétricos da BYD
Na prática, a nova taxação já acelera os planos de instalação de fábricas no Brasil | Foto: Divulgação/BYD

governo federal aumentou nesta terça-feira, 1º de julho, o imposto de importação sobre carros elétricos. A nova rodada de elevação faz parte de um cronograma iniciado em janeiro. A agenda deve culminar, até julho de 2026, em uma alíquota de 35% para todos os modelos.

Como resultado, as tarifas agora variam entre 25% e 30%, dependendo da categoria do veículo. No caso dos híbridos plug-in, por exemplo, a taxa subiu de 20% para 28%.

Apesar da medida, o impacto imediato nos preços ainda é incerto. Fabricantes e revendas podem optar por manter os valores atuais, absorvendo os custos para não perder competitividade no mercado.

A justificativa oficial para o aumento é estimular a produção nacional de veículos elétricos. A Câmara de Comércio Exterior já havia aprovado o escalonamento no fim de 2023. A intenção do governo é favorecer as montadoras instaladas no Brasil.

De janeiro a maio de 2025, o país recebeu 186.181 veículos importados, sendo quase metade, 49,8%, composta de modelos elétricos, híbridos e híbridos plug-in. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa).

No mesmo período, o total de veículos emplacados no Brasil chegou a 929 mil unidades. Ou seja: os carros elétricos importados responderam por 9,98% do total vendido no país.

Representantes da indústria nacional defendem antecipar a alíquota final de 35% para frear a entrada de modelos estrangeiros. A Abeifa, no entanto, é contrária à ideia e defende previsibilidade.

A pressão também vem da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Segundo a entidade, o excesso de importações prejudica o desempenho das marcas que produzem no país.

Indústria aposta em fábricas de elétricos para fugir das novas tarifas

Na prática, a nova taxação já acelera os planos de instalação de fábricas no Brasil. Montadoras como BYD e GWM, ambas chinesas, anunciaram operações locais para escapar das alíquotas maiores.

A BYD comprou a antiga planta da Ford em Camaçari (BA), mas atrasou o cronograma inicial. Problemas trabalhistas que envolvem operários chineses e troca de empreiteira responsável pelas obras contribuíram para o atraso.

Também a GWM está instalada em Iracemápolis (SP), onde a Mercedes-Benz já atuou. A expectativa é iniciar a pré-produção ainda neste mês. Outras marcas também se preparam.

A Caoa Chery segue com operações em Anápolis (GO) e deve ampliar sua presença com uma unidade em Jacareí (SP), onde pretende montar novos modelos das marcas Omoda e Jaecoo.

Já a GAC Motors negocia uma planta em Catalão (GO). Por sua vez, a Geely, que trouxe o SUV EX5 pelo Porto de Paranaguá (PR), avalia uma fábrica em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault.

Informações Revista Oeste


Paraná Pesquisas divulgou levantamento sobre a perspectiva econômica no país nesta segunda-feira, 30

Lula, durante cerimônia no Tocantins – 27/06/2025 | Foto: Cláudio Kbene/PR

Levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 71,4% dos brasileiros acham que os preços dos produtos no supermercado aumentaram depois que Luiz Inácio Lula da Silva voltou a governar o Brasil.

Apenas 9,4% acham que os preços diminuíram; e 17,2% acham que os preços dos produtos permanecem como estavam. Não opinaram 2,1% dos entrevistados.

O resultado não é o pior da série histórica do governo Lula 3. O maior porcentual de pessoas que acham que os preços aumentaram foi registrado em abril deste ano — 73,7% dos entrevistados tinham essa percepção.

Pesquisa sobre percepção econômica do brasileiro – comparativo | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

Percepção sobre o preço da picanha no governo Lula 

O Paraná Pesquisas também perguntou sobre a percepção da variação do preço da picanha no governo Lula e na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 50%, o preço está mais alto, e para 17,9%, mais baixo.

Pesquisa sobre percepção econômica do brasileiro – preço da picanha | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

Por fim, a maioria dos entrevistados demonstrou pessimismo sobre a possibilidade de voltar a comprar picanha e cerveja, produtos que, na campanha, Lula prometeu que todos voltariam a ter acesso. Para 67,1%, a situação econômica não permitirá que o brasileiro volte a comprar picanha e cerveja.

Pesquisa sobre percepção econômica do brasileiro – picanha e cerveja | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

A pesquisa foi feita entre 18 e 22 de junho. Foram ouvidos 2.020 eleitores no Distrito Federal e em 162 municípios dos 26 Estados. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,2 pontos porcentuais para os resultados gerais.

Informações Revista Oeste


‘Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco’, alega o presidente

Lula tem se dedicado mais à agenda internacional e acumulou mais de 100 dias fora do país desde o início do mandatos | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Lula tem se dedicado mais à agenda internacional e acumulou mais de 100 dias fora do país desde o início do mandatos | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento do IOF e elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista ao podcast Mano a Mano, divulgada na madrugada desta quinta-feira, 19. Em meio às críticas do Congresso e do mercado financeiro, o chefe do Executivo classificou a medida como justa.

“Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco”, afirmou Lula. “As bets ganham bilhões e não querem pagar. As fintechs hoje são quase bancos e também não querem pagar. Essas brigas temos de fazer.”

O presidente destacou que a proposta de Haddad visa a aumentar a carga tributária sobre plataformas de apostas on-line, fintechs e outros segmentos. O objetivo é equilibrar as contas públicas sem reduzir despesas. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, resumiu.

Apesar das alternativas sugeridas pelo governo, como uma alta mais moderada no IOF e o fim de isenções no Imposto de Renda sobre LCIs e LCAs, a proposta sofreu revés na Câmara. Por 346 votos a 97, os deputados aprovaram a tramitação acelerada de um projeto que anula as alterações feitas no imposto.

Durante a conversa com o rapper Mano Brown, aliado declarado do petista, Lula voltou a dizer que herdou um país em ruínas. Comparou a situação encontrada ao assumir o Planalto com o cenário de destruição na Faixa de Gaza. “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos”, observou. “Foi uma destruição proposital.”

Números: governo Lula versus governo Bolsonaro

📈 PIB: Bolsonaro entregou um crescimento acumulado de 8,7%, com recuperação em 2021 (+5%). Lula mantém ritmo mais lento, com 2,9% em 2023 e projeções próximas de 2% até 2025.

💸 Dívida pública: caiu de 87% para 73,5% do PIB no fim do governo Bolsonaro. Com Lula, voltou a subir e já passa dos 77%.

💵 Câmbio: o dólar fechou 2022 em queda e abaixo de R$ 5. Sob Lula, voltou a subir com incertezas fiscais (R$ 5,49).

Informações Revista Oeste


Aposta simples da Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

Pela 11ª vez consecutiva, nenhum apostador acertou as seis dezenas da Mega-Sena, e o prêmio principal voltou a acumular. O concurso 2.875, realizado nesta terça-feira (17), não teve ganhadores na faixa principal, e a estimativa da Caixa Econômica Federal é de que o próximo sorteio, marcado para quinta-feira (20), pague até R$ 130 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 03 – 05 – 15 – 37 – 54 – 57.

O novo acúmulo aumenta a expectativa de movimentação nas casas lotéricas e apostas virtuais em todo o país, especialmente com a proximidade do fim de semana. A aposta simples da Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio, em qualquer lotérica ou pela internet, no site oficial da Caixa.

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Ministro da Fazenda será substituído por Dario Durigan enquanto deputados tentam barrar aumento de impostos

fernando haddad
O secretário executivo Dario Durigan deve assumir o comando do ministério | Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iniciou férias nesta segunda-feira, 16, em meio à reação do Congresso às medidas do governo que elevam impostos.

A ausência de Haddad ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados analisa o pedido de urgência para votar um projeto que tenta derrubar o reajuste no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O secretário-executivo Dario Durigan deve assumir o comando do ministério durante o período. As férias do ministro, que inicialmente ocorreriam em julho, foram antecipadas por decisão publicada no Diário Oficial da União no início deste mês. O retorno de Haddad está previsto para 22 de junho.

Parlamentares ampliaram a insatisfação depois que o governo editou uma medida provisória e um decreto que aumentam a tributação sobre aplicações antes isentas. As mudanças atingem produtos como Letras de Crédito do Agronegócio e Letras de Crédito Imobiliário.

Haddad busca acordo e faz concessões para reduzir tensão no Congresso

As iniciativas, articuladas pela equipe econômica, tiveram apoio inicial do Congresso, mas geraram desgaste nos dias seguintes. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia elogiado as negociações, mudou o tom e passou a criticar publicamente o governo.

Motta afirmou que não aceitaria usar a presidência da Casa para atender a projetos políticos de terceiros. Apesar das tensões, Haddad buscou amenizar o clima e elogiou o posicionamento de Motta, classificando-o como prudente.

O governo anunciou ajustes nas propostas, incluindo a redução de alíquotas sobre o risco sacado e maior flexibilidade nas regras de isenção para a previdência privada. A expectativa oficial é que o pacote gere arrecadação adicional entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em 2025.

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Concurso 2875 da Mega-Sena tem prêmio superior a R$ 88 milhões | Foto: Reprodução/YouTube
Concurso 2875 da Mega-Sena tem prêmio superior a R$ 88 milhões | Foto: Reprodução/YouTube

O concurso 2.875 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira, 12, em São Paulo, com prêmio estimado em R$ 88.269.772,11 para quem acertasse as seis dezenas. Os números sorteados foram: 06 – 15 – 31 – 38 – 40 – 49.

Segundo a Caixa Econômica Federal, ninguém cravou os seis números. Com isso, o valor ficou acumulado e pode chegar a R$ 100 milhões na próxima rodada, prevista para o sábado, dia 14. Até o momento desta publicação, a Loterias Caixa não havia divulgado o rateio do prêmio, ou seja, a divisão dos valores para os acertadores da quina e da quadra.

Mega-Sena: apostas podem ser feitas até as 19h

Quem quiser participar dos próximos concursos pode fazer apostas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica do país ou pela internet, no site oficial da Caixa. Para isso, é necessário ser maior de 18 anos, realizar um cadastro na plataforma e informar os dados do cartão de crédito.

O valor da aposta mínima, com seis dezenas, é de R$ 5. A probabilidade de acertar todas as seis dezenas com essa modalidade é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Apostas maiores aumentam chances, mas custam caro

Já quem optar por apostar 15 dezenas — o número máximo permitido — terá uma chance em 10.003 de ganhar, mas o valor da aposta sobe para R$ 22.522,50. A Mega-Sena realiza sorteios três vezes por semana: às terças, quintas e sábados.

Os resultados e valores dos prêmios são divulgados no site da Caixa após a apuração completa das apostas vencedoras em cada faixa (sena, quina e quadra).

Informações Revista Oeste


Entregador da iFood em São Paulo | Foto: Alf Ribeiro/Shutterstock
Entregador da iFood em São Paulo | Foto: Alf Ribeiro/Shutterstock

Plataformas de vendas on line como Temu e Shopee despertaram o apetite asiático pelo e-commerce brasileiro. Trata-se da Meituan, uma espécie de ‘iFood da China’, de olho em uma gorda receita no Brasil.

No começo de junho, a Meituan firmou um contrato com o governo brasileiro para investir no país. O acordo foi assinado por Wang Xing, CEO da plataforma, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Pequim, durante a visita do petista à China.

Pelo certame, o iFood da China pretende gastar R$ 5,6 bilhões nos próximos cinco anos para se estabelecer no mercado brasileiro. A empresa pretende estabelecer sua central de atendimento na Região Nordeste.

iFood da China fora do Brasil

O Brasil não será o primeiro mercado com operações da Meituan fora da China. A expansão internacional começou em 2022, com a criação da Keeta — uma subsidiária fundada para essa tarefa.

Desde então, a plataforma conquistou filões no Oriente Médio. Em Dubai, por exemplo, a empresa tornou-se famosa por fazer entregas com drones. Além disso, fez parcerias em mercados do Sul da Ásia, como a Índia.

Somando as operações dentro e fora do mercado chinês, foram quase US$ 50 bilhões em 2024. Ao mesmo tempo, a receita do iFood brasileiro mal passou de US$ 1 bilhão — é uma fatia modesta no banquete global, que mostra a necessidade de correr para não virar sobremesa.

Informações Revista Oeste


Equipe econômica estuda medidas compensatórias para manter arrecadação em 2025 e 2026

Haddad e Hugo Motta
A revisão da cobrança sobre o chamado ‘risco sacado’ também entrou na pauta | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Flickr 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cedeu à pressão do Congresso e aceitou rever o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão foi tomada depois da reunião com líderes partidários na noite deste domingo, 8.

Para reduzir o impacto do recuo, Haddad propôs um pacote de medidas que inclui o corte de isenções fiscais, a taxação de títulos até então isentos e o aumento de tributos sobre apostas esportivas. A equipe econômica quer preservar parte da arrecadação prevista com o decreto original.

O governo planeja reduzir em média 65% da alíquota do IOF. Com isso, a receita gerada cairá para cerca de um terço do valor inicialmente estimado. A Fazenda pretende compensar essa perda com uma nova medida provisória e projetos de lei.

Entre os pontos do plano, estão a tributação de juros sobre capital próprio e a criação de uma alíquota de 5% no Imposto de Renda sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito Agrícola (LCA), atualmente isentas.

Congresso pressionou Haddad pela revisão do decreto

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a ameaçar colocar em votação um projeto para derrubar o decreto. O aviso foi feito em um evento com empresários, aumentando a tensão entre o Legislativo e o Planalto.

A revisão da cobrança sobre o chamado “risco sacado”, um dos pontos mais polêmicos do decreto, também entrou na pauta. Haddad concordou com a necessidade de ajustes e prometeu apresentar uma nova proposta dentro de dez dias.

O pacote discutido com os parlamentares inclui ainda mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação, cortes em deduções médicas no IR e maior taxação sobre fintechs. As propostas enfrentam resistência de lobbies e setores influentes do Congresso.

Na tentativa de fechar o novo desenho, o ministro se reuniu com a equipe econômica antes do encontro com os líderes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve discutir os detalhes com Haddad nesta terça-feira, 10.

Plano prevê PEC, MP e novo projeto de lei

A solução final deve envolver diferentes instrumentos legislativos: uma proposta de emenda à Constituição, um projeto de lei complementar e, possivelmente, uma medida provisória. A Fazenda insiste na necessidade de manter a arrecadação prevista para os anos seguintes.

Durante os encontros com os presidentes da Câmara e do Senado, Haddad reforçou que a compensação precisa ser integral. O objetivo é evitar que o recuo no IOF comprometa o equilíbrio fiscal projetado para 2025 e 2026.

Informações Revista Oeste


Previsão é que novidade comece a funcionar a partir de 16 de junho

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central lançou nesta terça-feira (4), em São Paulo, o Pix Automático, nova modalidade que permitirá o agendamento de pagamentos recorrentes, como contas de luz, mensalidades escolares, academias e serviços por assinatura. A ferramenta deve beneficiar cerca de 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito, segundo o presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

“A pessoa que não tem cartão vai poder acessar serviços que antes não conseguia contratar. E quem já tem, vai ganhar em praticidade”, afirmou Galípolo durante o evento Conexão Pix. Ele destacou ainda que o novo recurso deve reduzir transtornos com fraudes ou necessidade de atualização de dados, comuns no uso de cartões.

A previsão é que o Pix Automático comece a funcionar a partir de 16 de junho, com pessoas físicas como pagadoras e empresas como recebedoras. O usuário autoriza o pagamento uma única vez, define regras como valor máximo e recebe notificação com antecedência — podendo cancelar a cobrança até a véspera do débito.

O serviço será gratuito para o pagador.

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