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Ministério da Previdência Social passou a permitir a antecipação de até R$ 150 de benefícios permanentes pagos pelo INSS

O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social realizam cerimônia de aniversário em comemoração aos 34 anos do INSS

O governo federal, por meio do Ministério da Previdência Social, fará um teste de 90 dias (três meses) para avaliar a procura e analisar a viabilidade de aumento do valor que beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)podem receber antecipadamente.

Nesta semana, foi anunciada a possibilidade de antecipação de até R$ 150 dos benefícios recebidos por aposentados e pensionistas, além de beneficiários de outros auxílios permanentes pagos pelo instituto, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O modelo de antecipação visa cobrir gastos do dia a dia e necessidades imediatas do beneficiário — como remédios, comida, gás de cozinha e transporte —, a fim de evitar que eles precisem recorrer a empréstimos para pagar pequenas despesas. A devolução é feita no mês seguinte, com desconto diretamente na folha de pagamento e sem juros, correção, ou qualquer outra taxa.

“Depois desses 90 dias, vamos fazer um balanço disso para saber se aumentamos ou não”, explicou o ministro da Previdência, Carlos Lupi, na última quinta (29/11), ao ser questionado sobre a possibilidade.

“É um valor pequeno, para pequenas despesas, para tentar de alguma forma melhorar a qualidade de vida do segurado”, disse o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

No modelo físico, o cartão tem o chip, a senha e a função débito. Ou seja, o cartão não permite fazer saque.

O adiantamento não dependerá de desbloqueio prévio do benefício. Os titulares de benefícios poderão antecipar valores desde que:

O adiantamento só poderá ser feito no caso de quem recebe benefícios permanentes. Auxílio-doença, por exemplo, não entra nesse enquadramento.

Uso em apostas é proibido

Está proibida a utilização desse adiantamento em qualquer tipo de jogo de azar, as chamadas bets. “Não pode ser utilizado esse adiantamento em qualquer jogo de azar, por apostas”, anunciou Lupi.

Ele disse que o setor jurídico de sua pasta está estudando a possibilidade de proibir o uso dos recursos do INSS para apostas no caso de todos os benefícios pagos pelo INSS.

“Não é a minha cabeça conservadora, é cabeça protetora de quem depende daquele salário para sobreviver e, às vezes na empolgação, entra nessa máquina de jogatina que depois para sair só Deus sabe”, completou Lupi.

Informações Pleno News


Preço do botijão custará entre R$ 6 e R$ 7 a mais

Foto: Sindigás

O gás de cozinha ficará mais caro a partir desta segunda-feira (1º) na Bahia. A informação é do jornal A Tarde. De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sinrevgas), Robério Souza, com o reajuste, o preço do botijão terá um aumento entre R$ 6 e R$ 7 a mais.

Ainda segundo Robério, a Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, reajustou o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em 9,47% na distribuidora, o que daria um amento de R$ 4. O novo valor já passará a valer a partir deste domingo (1º).

No último mês de outubro, o gás de cozinha já havia sofrido um reajuste de 10,5% para as distribuidoras, o que significou num aumento de R$ 8 para o consumidor final. Com isso, o preço do botijão saiu de R$ 142 para R$ 150.

Informações Bahia.ba


Nilton David, Gilneu Vivan e Izabela Correa devem passar por sabatina no Senado

dívida pública; superávit
Prédio do Banco Central do Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou três novos diretores para o Banco Central (BC), cujos nomes serão enviados ao Senado na próxima semana. O órgão divulgou a lista nesta sexta-feira, 29.

Nilton David, atual chefe da tesouraria do Bradesco, foi escolhido para substituir Gabriel Galípolo na diretoria de Política Monetária. Gilneu Vivan, chefe do departamento de Regulação do BC, assumirá a diretoria de Regulação.

Izabela Correa, que trabalha no BC e está cedida à Controladoria-Geral da União, foi indicada para a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. O cargo é atualmente ocupado por Carolina de Assis Barros.

Para que possam assumir suas funções em 1º de janeiro de 2025, os indicados devem passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos, com votação final no plenário do Senado prevista para 11 de dezembro.

Governo Lula busca maioria no Banco Central

Gabriel Galipolo, o indicado de Lula para comandar o Banco Central | Foto: Lula Marquês/Agência Brasil

Se aprovados, em 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) terá a maioria dos membros nomeados por Lula. O governo totalizará sete dos nove integrantes responsáveis por definir a taxa básica de juros.

A escolha de Nilton David destaca-se por sua experiência no mercado financeiro. Ele trabalhou em instituições como Morgan Stanley, Citi, Barclays e Goldman Sachs. David é engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

A nomeação de David foi bem recebida pelo mercado por causa da sua experiência em câmbio. Gilneu Vivan, servidor do BC desde 1994, possui mestrado e bacharelado em economia e já representou o Brasil em grupos internacionais.

Izabela Correa, doutora pela London School of Economics e mestre em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui uma ampla formação acadêmica.

Informações Revista Oeste


Governo propôs isentar IR de quem ganha até R$ 5 mil como ‘contraponto’ ao corte. Presidente da Câmara quer ‘análise cuidadosa’ e diz que ‘responsabilidade fiscal é inegociável’.

Dólar bate R$ 6 e pressiona governo por cortes mais duros

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta sexta-feira (29) em uma rede social que os deputados darão “todo esforço, celeridade e boa vontade” para aprovar as medidas de cortes de gastos anunciadas pelo governo federal. 

“Reafirmo o compromisso inabalável da Câmara dos Deputados com o arcabouço fiscal. Toda medida de corte de gastos que se faça necessária para o ajuste das contas públicas contará com todo esforço, celeridade e boa vontade da Casa, que está disposta a contribuir e aprimorar”, publicou.

Na sequência de posts, Lira afirma que a inflação e a alta do dólar são “mazelas que atingem de forma mais severa os mais pobres”. 

E, em seguida, sem citar o projeto nominalmente, indica uma ressalva contra o outro tema anunciado pelo governo nesta semana: a reforma da tabela do Imposto de Renda, que vai elevar a faixa de isenção para até R$ 5 mil. 

“Qualquer outra iniciativa governamental que implique em renúncia de receitas será enfrentada apenas no ano que vem, e após análise cuidadosa e sobretudo realista de suas fontes de financiamento e efetivo impacto nas contas públicas. Uma coisa de cada vez. Responsabilidade fiscal é inegociável”, escreveu Lira.

Pacheco acompanha ressalva

Minutos após as postagens de Lira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a falar sobre o tema – desta vez, em nota à imprensa. Nesta quinta (28), depois de uma reunião entre líderes da Casa e Haddad, Pacheco já havia dito que as mudanças no IR ficariam para 2025 (veja mais aqui). 

Pacheco defendeu que é “importante que o Congresso apoie as medidas de controle, governança, conformidade e corte de gastos, ainda que não sejam muito simpáticas”. 

Mas fez coro à fala de Arthur Lira e disse que a questão do Imposto de Renda, “embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora”

“Em se tratando de política fiscal, é preciso afastar o medo da impopularidade que constantemente ronda a política. […] Inclusive outras [medidas] podem ser pensadas, pois esse pacote deve ser visto como o início de uma jornada de responsabilidade fiscal”, afirmou Rodrigo Pacheco. 

“A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso. Se não tivermos, não vai acontecer. Mas essa é uma discussão para frente, que vai depender muito da capacidade do Brasil de crescer e gerar riqueza, sem aumento de impostos”, completou.

Governo entrega pacote fiscal e isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil ao Congresso; Bruno Carazza comenta 

O pacote de ajuste fiscal foi anunciado na manhã de quinta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na véspera, o material foi apresentado a Lira e Pacheco. 

A maior parte das medidas deve deve chegar ao Congresso nas próximas semanas, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei complementar (PLP). 

Depois, o governo pretende encaminhar o projeto de lei que trata do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda. 

No apanhado de iniciativas da equipe de Haddad para reforçar o arcabouço fiscal, estão: 

Pacote de corte de gastos precisa ser aprovado no Congresso

Pacote de corte de gastos precisa ser aprovado no Congresso 

Os textos que serão enviados pelo Planalto terão sua apreciação iniciada pela Câmara dos Deputados, Casa presidida por Lira. 

Questionado por mais de uma vez pela imprensa sobre quando as medidas seriam enviadas ao Parlamento, Haddad se limitou a dizer que isso caberia ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. 

O Planalto tem a expectativa de que os textos sejam aprovados ainda neste ano, antes da largada do recesso parlamentar que será iniciado em 23 de dezembro. 

A intenção é que as medidas já sejam utilizadas como balizas para as leis orçamentárias de 2025, que ainda não foram sequer analisadas pelo Congresso. 

Na reunião de apresentação das medidas aos chefes do Congresso, ocorrida na quarta (27) no Palácio do Planalto, Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberam sinalizações de que as Casas se comprometeriam a concluir a análise das iniciativas antes do término de 2024. 

Reforma do IR foi mal-recebida

Dólar bate R$ 6 e pressiona governo por cortes mais duros 

A decisão de acoplar a proposta de uma maior isenção no Imposto de Renda ao anúncio do corte de gastos foi criticada pela oposição ao governo Lula e até por parlamentares aliados ao presidente. Economistas também fizeram ressalvas. 

Um líder governista no Senado avaliou, por exemplo, que o “tumultuado” anúncio em rede nacional, que misturou medidas em sinalizações opostas, ajudou a ampliar ruídos e abalar a credibilidade do Planalto junto ao mercado financeiro. 

Avaliações semelhantes foram feitas pelo bloco de oposição a Lula no Congresso, que classificou o anúncio como “populista” e ineficiente do posto de vista fiscal. 

Nesta quinta, já com uma queda nos índices do Ibovespa e a alta histórica do dólar, Haddad fez questão de ressaltar que a reforma do IR só seria enviada e discutida pelo Congresso em 2025. 

O chefe da equipe econômica de Lula atribuiu o que ele chamou de “ruído” com o mercado ao anúncio da proposta de mudança no Imposto de Renda. 

“Havia também uma confusão muito grande em relação à reforma da renda, que eu acredito que seja o que esteja dando o maior ruído. Não são as medidas apresentadas aqui. Nós sabemos que o debate da renda iria exigir um aprofundamento. Não é uma matéria que vai ser votada esse ano, nem deveria ser votada este ano pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. É uma matéria que nunca foi enfrentada a rigor”, disse Haddad.

O mesmo fez o presidente do Senado, que, após deixar reunião com Haddad e líderes partidários da Casa, reforçou que as mudanças na tributação da renda serão “objeto de uma ampla discussão ao longo de 2025”. “Isso não é para hoje”, declarou o senador.

Informações G1


A moeda norte-americana fechou em alta de 0,19%, cotada em R$ 6,0005 pela primeira vez na história. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,85%, aos 125.668 pontos.

Dólar — Foto: freepik

Dólar — Foto: freepik 

O dólar fechou a R$ 6 nesta sexta-feira (29) e, pelo 3º dia seguido, renovou o recorde de maior valor nominal. A moeda acumulou alta de 3,21% na semana e de 3,79% no mês. No ano, a valorização é de 23,66%. 

Nesta semana, a cotação do dólar foi influenciada pela discussão sobre o pacote de corte de gastos apresentado pelo governo. 

O mercado reagiu mal porque o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, junto com o corte, uma proposta para dar isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Com isso, a moeda chegou a bater R$ 6,1156 na máxima desta sexta-feira. Entenda o pacote de cortes ao final desta reportagem.

Nesta sexta, declarações dos presidentes da Câmara, Artur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, ajudaram a atenuar o nervosismo entre os investidores. Ambos deixaram claro que a prioridade no Congresso será votar as propostas para cortar gastos. As discussões sobre mudanças no IR ficarão para depois. 

Além do cenário fiscal, investidores também reagiram aos dados de emprego divulgados na manhã desta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desemprego caiu a 6,2% no trimestre terminado em outubro, no menor patamar da série histórica do indicador, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. 

Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta. 

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar vai a R$ 6 com pacote fiscal e aumento da isenção do IR 

Ao final da sessão, o dólar subiu 0,19%, cotado a R$ 6,0005. Com isso, a moeda atingiu o maior patamar nominal da história, desde o lançamento do Plano Real, pelo 3º dia seguido. 

Na máxima do dia, chegou a R$ 6,1156, enquanto na mínima foi a R$ 5,9564.

Com o resultado, acumulou:

Na véspera, a moeda subiu 1,30%, cotada a R$ 5,9891. 

Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,85%, aos 125.668 pontos. 

Com o resultado, acumulou:

Na véspera, o índice encerrou em queda de 2,40%, aos 124.610 pontos. 

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 

O que está mexendo com os mercados?

Após a repercussão negativa vista na véspera, com uma percepção de risco alta no mercado diante das incertezas com o pacote de cortes de gastos do governo federal e em meio ao anúncio de aumento da isenção do IR, novas falas de Haddad e dos líderes da Câmara e do Senado ficaram na mira dos investidores nesta sexta-feira (29). 

Em uma rede social, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que os deputados darão “todo esforço, celeridade e boa vontade” para aprovar as medidas de cortes de gastos anunciadas pelo governo, reafirmando o “compromisso inabalável” da Casa com o arcabouço fiscal. 

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, afirmando que a reação do mercado ao pacote fiscal foi exagerada e precipitada. 

“O ministro Haddad fez um esforço danado, propôs reduções de despesas importantes, que não foram enfrentadas pelos últimos governos. E o mercado não reconhece isso”, disse Pacheco. 

A Lula e Haddad, o presidente do Senado afirmou que o Congresso vai dar a sua contribuição e aprovar as medidas ainda neste ano. 

“Com a reafirmação de que a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil será tratada apenas no futuro, condicionada à capacidade fiscal, e o apoio ao corte de gastos com abertura para ajustes, o mercado interpretou essas mensagens como um movimento em direção à responsabilidade fiscal”, disse o responsável pela área de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio, Diego Costa. 

Os investidores também ficaram de olho em novas falas de Haddad e outras autoridades do governo. 

Em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Haddad afirmou que as medidas não são “bala de prata” e que pode analisar as despesas de novo, se necessário. 

“Se tiver algum problema de cálculo, nós vamos voltar para a planilha, vamos voltar para o Congresso. vamos voltar para o presidente da República, com a demanda que nós achamos que é a correta”, disse. 

Entenda o pacote de cortes de gastos

As medidas preveem um corte de R$ 70 bilhões em gastos públicos em 2025 e 2026, chegando a uma contenção de gastos de R$ 327 bilhões até 2030. 

Para isso, o pacote traz uma série de mudanças, como por exemplo no salário-mínimo, em programas sociais, na aposentadoria de militares e em emendas parlamentares. O pacote era amplamente esperado pelo mercado, e o total de R$ 70 bilhões em cortes era visto com bons olhos. 

No entanto, o anúncio, junto ao pacote de cortes, de uma proposta para isentar pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil da cobrança do Imposto de Renda pegou mal e gerou dúvidas sobre a eficácia das medidas de contenção de gastos. 

“Talvez o impacto em si seja um pouco aquém do que se esperava e certamente do que é necessário, mas está na direção correta. Mas ele acabou tendo, em paralelo, o anúncio da revisão da tabela de IR, que traz um risco fiscal relevante e acabou trazendo uma percepção de risco maior no mercado”, disse o presidente do Bradesco Asset, Bruno Funchal, ao g1.

Segundo Haddad, a expectativa é que a isenção custe R$ 35 bilhões ao governo, mas o ministro destacou que a intenção é que esse saldo seja compensado pela taxação dos mais ricos. A proposta inclui uma alíquota de até 10% para pessoas com rendimentos acima de R$ 50 mil. 

Para Funchal, do Bradesco Asset, no entanto, as medidas ainda trazem um risco relevante em relação à tramitação. 

“A gente sabe que a tramitação é sempre complexa. A gente sabe como entra o projeto, mas a gente não sabe como sai. E não é incomum o projeto sair sem a compensação. Isso traria um risco fiscal bastante significativo”, completou.

Informações G1


Dólar — Foto: freepik

Dólar — Foto: freepik 

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (29), último pregão de novembro, com o cenário fiscal brasileiro ainda no radar. Logo nos primeiros momentos do pregão, a moeda já era negociada acima dos R$ 6 — nível que atingiu, pela primeira vez na história, ontem. 

O que segue pesando contra os ativos brasileiros são os anúncios feitos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última quarta-feira (27) e detalhados ontem. O governo vai enviar ao Congresso um pacote de medidas que prevê cortar R$ 70 bilhões em gastos públicos em 2025 e 2026 e R$ 327 bilhões até 2030. 

As medidas preveem mudanças no salário-mínimo, em programas sociais, aposentadoria de militares, emendas parlamentares e outros pontos. O pacote era amplamente esperado pelo mercado e total de R$ 70 bilhões em cortes era visto com bons olhos. 

No entanto, o anúncio, junto ao pacote de cortes, de uma proposta para isentar pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil da cobrança do imposto de renda pegou mal e gerou dúvidas sobre a eficácia dos cortes. 

Segundo Haddad, a expectativa é que a isenção custe R$ 35 bilhões ao governo, mas o ministro destacou que a intenção é que esse saldo seja compensado pela taxação dos mais ricos. A proposta inclui uma alíquota de até 10% para pessoas com rendimentos acima de R$ 50 mil. 

Além do cenário fiscal, investidores também reagem aos dados de emprego divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desemprego caiu a 6,2% no trimestre terminado em outubro, no menor patamar da história, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. 

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar vai a R$ 6 com pacote fiscal e aumento da isenção do IR 

Às 09h15, o dólar subia 0,87%, cotado a R$ 6,0410. Na máxima do dia, porém, já chegou aos R$ 6,0550.

Na véspera, a moeda subiu 1,30%, cotada a R$ 5,9891. Na máxima do dia, chegou a R$ 6,0029.

Com o resultado, acumulou:

O Ibovespa começa a operar às 10h. 

Na véspera, o índice encerrou em queda de 2,40%, aos 124.610 pontos. 

Essa foi a maior variação negativa diária desde 2 de janeiro de 2023, quando o índice recuou 3,06%, destaca o consultor Einar Rivero, CEO da Elos Ayta. Das 86 ações que compõem a carteira, apenas 8 registraram rentabilidade positiva. 

Com o resultado, acumulou:

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 

O que está mexendo com os mercados?

Na manhã desta quinta-feira (28), os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento, Simone Tebet, e da Casa Civil, Rui Costa, realizaram uma coletiva com jornalistas para explicar mais detalhes do pacote anunciado na véspera. 

As medidas, anunciadas por Haddad em um pronunciamento em rede nacional, preveem um corte de gastos de R$ 70 bilhões em 2025 e 2026. Entre as ações, estão uma limitação para o crescimento do salário mínimo, restrição para o abono salarial e uma alíquota de até 10% de imposto para pessoas que ganham mais de R$ 600 mil por ano. 

Além do pacote de corte, o governo também propôs isentar o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT). Atualmente, o limite de isenção é de R$ 2.824. 

O anúncio, no entanto, teve sabor agridoce para o mercado financeiro. Isso porque apesar de ter cumprido com a economia esperada, a isenção do IR ainda pode ter um alto custo para o governo. 

Segundo o presidente do Bradesco Asset, Bruno Funchal, apesar de o pacote de corte de gastos ter ido na direção correta, com uma série de medidas positivas, houve uma reação negativa dos preços no mercado. 

“Talvez o impacto em si seja um pouco aquém do que se esperava e certamente do que é necessário, mas está na direção correta. Mas ele acabou tendo, em paralelo, o anúncio da revisão da tabela de IR, que traz um risco fiscal relevante e acabou trazendo uma percepção de risco maior no mercado”, explica o executivo. O que está mexendo com os mercados?

Quando os gastos públicos estão elevados, o mercado passa a desconfiar da capacidade do país de arcar com suas dívidas no médio e longo prazo. 

Havia uma grande expectativa do mercado financeiro de que a equipe econômica do governo federal apresentasse algum pacote de cortes nos gastos públicos logo após o segundo turno das eleições municipais no Brasil. Foram vários adiamentos desde então. 

Com uma grande espera do mercado pelo anúncio de um novo pacote de cortes de gastos pelo governo, a notícia, que tinha tudo para ser bem recebida pelos investidores, se mostrassem um comprometimento do governo em cumprir com o arcabouço fiscal (conjunto de regras de equilíbrio orçamentário). Mas o efeito foi o contrário. 

“Originalmente a expectativa é que viesse um pacote que trouxesse contenção de despesas, principalmente das despesas obrigatórias, que são o nosso maior problema. Mas o grande ponto aqui é o projeto de lei que traz a revisão da tabela de IR que tem um risco relevante, principalmente em relação à tramitação”, diz Funchal, do Bradesco Asset. 

“A gente sabe que a tramitação é sempre complexa. A gente sabe como entra o projeto, mas a gente não sabe como sai. E não é incomum o projeto sair sem a compensação. Isso traria um risco fiscal bastante significativo”, completou. 

Na última sexta-feira (22), o governo já havia anunciado também um bloqueio de R$ 6 bilhões no Orçamento deste ano. Com isso, o governo totaliza R$ 19,3 bilhões já bloqueados nos últimos meses para tentar compensar o avanço das despesas obrigatórias, como gastos com a previdência. 

Mesmo assim, o mercado ainda aguarda as demais medidas para entender como o governo pretende lidar com as contas públicas nos próximos anos. 

A ideia é que, com os cortes, o governo consiga equilibrar a situação das contas públicas e honrar o arcabouço fiscal. Contas mais controladas são bem vistas por investidores porque aumentam a confiança de que o país será capaz de arcar com suas dívidas.

Informações G1


Segundo o ministro, o governo está em “contagem regressiva” para o fim do mandato de Campos Neto na autarquia; “Só vive falando mal do Brasil”

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu quais serão os nomes dos novos diretores do Banco Central, que serão indicados para outras vagas que se abrirão no início do próximo ano. A declaração foi feita por Costa no Palácio do Planalto, na quinta-feira (28)

Segundo matéria do InfoMoney, ele detalha ainda que os nomes devem ser encaminhados já nesta sexta-feira (29) ou, no máximo, na próxima semana.

“O presidente inclusive falou hoje com o Galípolo (Gabriel Galípolo, futuro presidente do BC) que vai fazer a nomeação dele já no início da semana que vem, em uma pequena solenidade aqui. E acredito que nesse dia os nomes (dos diretores) sejam enviados”, declarou o ministro.

Galípolo, que é atual diretor de Política Monetária do BC, foi indicado pelo presidente Lula para substituir Campos Neto na presidência da autarquia. Com isso, além de escolher um novo nome para a diretoria de Política Monetária, o governo deve definir ainda quais os nomes que integrarão as diretorias de Regulação e de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. Os mandatos de Otavio Damaso e Carolina Barros terminam em 31 de dezembro.

Para o petista, a autoridade monetária tem responsabilidade pela escalada do dólar observada na quinta, depois do anúncio das medidas de contenção de gastos do Executivo. O ministro afirmou que está em contagem regressiva para a nova diretoria do BC assumir.

“Todo esse questionamento de hoje foi deliberadamente motivado e ‘startado’ pela atual direção do Banco Central, que, na minha opinião, em uma visão política, de boicote ao governo, ficou criando uma sensação permanente de instabilidade”, declarou Rui Costa.

“Vai para fora do Brasil, só vive falando mal do Brasil. Em toda palestra que vai fala mal do Brasil. É por isso que estamos em contagem regressiva. Prefiro não mais fazer comentários porque faltam apenas 30 dias para termos uma direção que vai adotar de forma autônoma, técnica, com competência, eu espero, ter as medidas que precisam ser adotadas”, declarou o ministro.

“Estamos em contagem regressiva para ter não um Banco Central que seja com olhar para o Executivo, mas um Banco Central que tenha um olhar para o Brasil. Dirigido por quem mora no Brasil, e não mora em Miami. Para quem tem sua família residindo no Brasil. Para quem tem esperança e seu futuro pessoal, profissional, vinculado ao Brasil, e não ao exterior”, disse o ministro da Casa Civil. Campos Neto está há uma semana cumprindo agenda de trabalho de Miami.

Informações Bahia.ba


A valorização refletiu a reação dos investidores ao pacote de corte de gastos anunciado pelo governo federal

O dólar encerrou o dia em alta de 1,30%, alcançando o valor nominal mais alto da história: R$ 5,98. Durante o pregão, a moeda americana chegou a atingir R$ 6 pela primeira vez. A valorização refletiu a reação dos investidores ao pacote de corte de gastos anunciado pelo governo federal e à isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.

Segundo economistas, as medidas fiscais são insuficientes para assegurar o cumprimento da meta estabelecida e não eliminam os riscos associados à trajetória da dívida pública. Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, as ações apresentadas pelo ministro Haddad contribuem para o ajuste fiscal, mas “são insuficientes para gerar um resultado primário compatível com a meta definida em lei”.

De acordo com Salto, o impacto fiscal do pacote será de R$ 19,2 bilhões em 2025 e R$ 25,9 bilhões em 2026, totalizando R$ 45,1 bilhões — abaixo do previsto pelo governo, mas considerado relevante e alinhado ao objetivo de ajuste.

Diante da reação do mercado, o J.P. Morgan divulgou uma nota projetando um aumento de 1 ponto percentual na Selic na reunião de dezembro, com a taxa alcançando 14,25% no meio de 2025, frente à projeção anterior de 13%. Segundo o banco, “o anúncio fiscal desta semana alterou nossa expectativa, o que pode levar o Banco Central a elevar a taxa em um ritmo mais acelerado”.

Dados da Austin Rating, com base no Banco Central, apontam que o real é a oitava moeda que mais perdeu valor frente ao dólar em 2024, com uma desvalorização acumulada de 19,1%. A moeda do Sudão do Sul lidera as quedas no ano, com uma desvalorização de 69,80%, seguida pelas moedas da Etiópia (56%) e da Nigéria (47%).

Em contrapartida, a moeda do Quênia registrou a maior valorização, com alta de 21,20%, seguida por Sri Lanka (11,40%) e Libéria (8,30%).

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou forte recuo de 1,84%, fechando o dia aos 125.317 pontos, acumulando queda de 4,85% no ano.

Informações Bahia.ba


Mega-Sena — Foto: Marcelo Brandt/G1

Mega-Sena — Foto: Marcelo Brandt/G1 

concurso 2.801 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (28), em São Paulo. 

No concurso da última terça (26), ninguém levou o prêmio máximo. 

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online. 

A Mega-Sena tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.

Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio 

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. 

É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. 

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Informações G1


Ministro da Fazenda do governo Lula anunciou na noite desta quarta-feira, 27, um pacote de ações para o controle de gastos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira, 27, um pacote de medidas para o controle de gastos.
Economistas dizem que sustentabilidade do arcabouço fiscal depende de ‘olhar mais rígido’ do ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira, 27, um pacote de medidas para o controle de gastos. Mas o mercado financeiro avalia os planos do governo Luiz Inácio Lula da Silva como insuficientes para estabilizar a dívida pública do Brasil.

Entre as propostas de Haddad estão o reajuste no abono salarial e a limitação do crescimento das emendas parlamentares a 2,5% ao ano. Além disso, metade das emendas de comissões do Congresso será destinada à saúde pública, o que deverá reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Houve também propostas de mudanças na idade mínima para aposentadoria dos militares e restrições na transferência de pensões. O governo estima que essas medidas gerem uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Elas dependem, contudo, da aprovação do Congresso Nacional para vigorar.

O que diz o mercado sobre medidas de Haddad

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, define meta de déficit com Lula
Mercado acredita que medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não vão diminuir a relação entre dívida pública e PIB | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

A principal crítica do mercado é que essas ações, embora corretas, não terão impacto significativo sobre a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB), que deve diminuir. Alexandre Andrade, da Instituição Fiscal Independente, disse à CNN que as medidas do governo tentam ajustar despesas que superam o limite fiscal. 

“Elas buscam corrigir a trajetória de gastos que cresciam acima do arcabouço”, destaca Andrade.

Economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini informou que serão necessários esforços adicionais. “A meta não é só ser cumprida; é essencial reduzir a relação dívida/PIB”, declarou ao canal. Já a sócia-diretora da Gibraltar Consulting, Zeina Latif, considera que incluir militares, emendas e abono salarial é positivo, mas não assegura a sustentabilidade da dívida.

Latif afirma que, diante do desafio fiscal e das expectativas deterioradas, seria preciso um pacote mais ambicioso. Ela sugere que novas medidas serão necessárias no futuro para conter o crescimento da dívida.

Impacto das medidas a médio e longo prazo

Com relação ao impacto do pacote, Gabriel Fongaro, do Julius Baer Brasil, acredita que será percebido mais a médio prazo, sem garantir uma redução significativa da dívida no longo prazo.

Fongaro diz que o pacote decepcionou em termos de mudanças estruturais. “A revisão da regra do salário mínimo foi modesta”, explica. Ele avalia que essas mudanças não ajudarão significativamente na situação fiscal nos próximos anos.

Tiago Sbardelotto, economista da XP, afirma que as medidas estão no caminho certo, mas alcançar o impacto de R$ 70 bilhões anunciado pelo governo será um grande desafio. 

Para esclarecer os detalhes das suas medidas, o governo programou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira, 28.

Informações Revista Oeste

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