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Segundo o IBGE, esta é a maior alta do IPCA-15 para um mês de fevereiro desde 2016, quando a prévia da inflação avançou 1,42%

Imagem de linha de transmissão - Metrópoles

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, mostra que os preços de bens e serviços subiram 1,23% em fevereiro — alta de 1,12 ponto percentual em relação à taxa de janeiro de 2025 (0,11%).

Esta é a maior alta do IPCA-15 desde abril de 2022 (1,73%) e a maior para um mês de fevereiro desde 2016 (1,42%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos últimos 12 meses até fevereiro, o IPCA-15 acumula alta de 4,95%, acima dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com isso, o indicador segue acima da meta de inflação, que é de 3% com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

A guinada da prévia da inflação foi influenciada, principalmente, pelos preços do grupo Habitação, com avanço de 4,34% e impacto de 0,63 ponto percentual no total do índice em fevereiro.

O IPCA-15

Habitação e Educação em alta

No grupo Habitação, o destaque vai para a energia elétrica residencial — que teve maior impacto no índice (0,54 ponto percentual). A energia elétrica avançou 16,33% em fevereiro, após recuar em janeiro (-15,46%) com a incorporação do “bônus de Itaipu”.

Além da energia elétrica, as taxas de água e esgoto (0,52%) mais caras influenciaram o resultado do IPCA-15 neste mês, enquanto o gás encanado recuou 0,32% em fevereiro.

A segunda maior influência foi do grupo Educação, que subiu 4,78% no mês e teve impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA-15. Dentro do grupo, a maior contribuição veio dos cursos regulares (5,69%), por conta dos reajustes no início do ano letivo.

As maiores variações observadas foram:

Preço dos alimentos desacelera, mas segue crescendo

O grupo de Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, desacelerou em comparação a janeiro, mas ainda apresentou alta. Em fevereiro, teve elevação de 0,61% e exerceu impacto de 0,14 ponto percentual no IPCA-15.

Ainda no grupo, a alimentação no domicílio aumentou 0,63% em fevereiro — abaixo do resultado registrado em janeiro (1,10%).

Contribuíram para o valor do mês:

Por outro lado, a alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,93% (em janeiro) para 0,56% (em fevereiro). Os subitens lanche (0,77%) e refeição (0,43%) registraram variações inferiores ao mês anterior (0,98% e 0,96%, respectivamente).

Transportes em alta

No grupo Transportes, que subiu 0,44% no mês e teve impacto de 0,09 ponto percentual, as passagens aéreas mostraram redução de 20,42%.

Enquanto os combustíveis avançaram 1,88% em fevereiro. Houve aumentos nos preços do etanol (3,22%), do óleo diesel (2,42%) e da gasolina (1,71%). O gás veicular recuou 0,41%.

Destaques da prévia da inflação

Variação de cada grupo em fevereiro

Impacto de cada grupo no IPCA-15 de fevereiro

O IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de janeiro de 2025 a 12 de fevereiro de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2024 a 14 de janeiro de 2025 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 27 de março.

Projeções do mercado financeiro para a inflação

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC), no relatório Focus dessa segunda-feira (24/2), subiram a projeção da inflação para 2025. O que reflete em uma desancoragem de expectativas, ou seja, um distanciamento entre as projeções de inflação no chamado “horizonte relevante” e da meta inflacionária.

O mercado alterou a projeção da inflação de 2025 de 5,60% para 5,65%. Isso mostra que, para os economistas, o índice continua acima do teto da meta fiscal deste ano, que é de 4,5%.

Assim, os analistas esperam que a inflação fique cada vez mais distante do centro da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% com variação de 1,5 ponto percentual para cima (4,5%) e para baixo (1,5%).

Confira as demais projeções da inflação:

No ano passado, o IPCA fechou em 4,83%, confirmando o estouro da meta em 2024. Em janeiro, a inflação perdeu força e ficou em 0,16% — menor taxa para o mês desde a implementação do Plano Real, em 1994.

O resultado de janeiro foi influenciado pela queda no valor da energia elétrica residencial (-14,21%) e das altas nos preços das passagens aéreas (10,42%) e alimentos (0,96%).

Informações Metrópoles


Em seu relatório, a Conof alerta para trajetória de crescimento da dívida pública e avaliou o resultado preliminar para as contas do Governo Central

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Governo Federal deve encerrar o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 63,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que apontam projeções da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados (Conof), divulgadas nesta segunda-feira (24) por meio de nota técnica.

Segundo matéria do InfoMoney, a estimativa exclui medidas que poderiam reduzir o déficit primário – como ações extraordinárias de arrecadação, receitas condicionadas ou revisão de gastos, que somam R$ 121,5 bilhões neste ano – e inclui a despesa de R$ 44,1 bilhões em precatórios, que é desconsiderada pelo governo na meta de resultado primário.

A avaliação da Conof considera ainda um cenário de gestores da política fiscal inertes, o que pode ocasionar em uma melhora no resultado primário, a depender de choques exógenos que alterassem o comportamento de despesas e receitas. No entanto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano determina que o Executivo mire o centro da meta para as decisões de contenção no orçamento.

O governo, por sua vez, persegue uma meta neutra para 2025, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB – o que permitiria até um rombo de R$ 31 bilhões.

“As projeções correntes desta Consultoria indicam uma necessidade de limitação de empenho e movimentação financeira da ordem de R$ 19 bilhões, de maneira a perseguir a meta de resultado primário neutro estabelecida para o presente exercício, excluídos os gastos com precatórios excedentes ao sublimite. Assumindo-se, então, uma postura proativa da autoridade fiscal e admitindo-se o abatimento das despesas com precatórios, a probabilidade de cumprimento da meta aproxima-se de 90%”, diz o texto.

A consultoria da Câmara alerta também para a trajetória de crescimento da dívida pública. Avaliando o resultado obtido em 2024, a Conof pondera que, ainda que o desempenho do resultado primário tenha ficado distante da meta zero (considerando pagamento de precatórios e gastos extraordinários), o desempenho representa um ajuste relevante em relação a 2023.

“Para além do curto prazo, deve-se rememorar que, embora as metas de resultado fiscal venham sendo cumpridas ano após ano, tal fato não tem sido suficiente para garantir a estabilização da dívida pública. De fato, a dívida pública está em trajetória de crescimento, a despeito do alcance da meta em comento. Urge, portanto, o estabelecimento de metas anuais que de fato promovam uma trajetória sustentável da dívida pública, por força do disposto na LC 200/2023 (arcabouço fiscal)”, diz a nota.

Resultado de janeiro

O documento da Conof avaliou ainda o resultado preliminar para as contas do Governo Central, considerando dados preliminares extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Os cálculos realizados pela consultoria estimam que, em janeiro, o resultado primário do Governo, pela contabilidade acima da linha, será de superávit de R$ 86,6 bilhões – fruto de receita líquida de R$ 258,7 bilhões e despesa total de R$ 172,1 bilhões.

A consultoria alerta também para as despesas do Benefício de Prestação Continuada (BPC), benefícios previdenciários, abono e seguro-desemprego. Já que enquanto as despesas com BPC apresentaram um desempenho em linha com o orçado, os gastos com benefícios previdenciários, abono e seguro-desemprego superaram a projeção da proposta de lei orçamentária.

“Tais desvios, nos dois últimos casos, indicam a necessidade de monitoramento intensivo, podendo desdobrar-se na revisão da despesa prevista para o exercício”, diz o texto.

Informações Bahia.ba


Especialistas projetam que o ano termine com IPCA em 5,65%; na semana passada, a expectativa era de 5,60%

Projeções de inflação foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira, 24 | Foto: Enildo Amaral/BCB
Projeções de inflação foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira, 24 | Foto: Enildo Amaral/BCB

Especialistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para cima a expectativa de inflação para 2025 e 2026. As informações foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira, 24.

Os especialistas esperam que o ano termine com inflação em 5,65%. Na semana passada, a expectativa era mais baixa, de 5,60%.

O número também sofreu alterações para o próximo ano e passou de 4,35% para 4,40% em 2026. Para 2027, a projeção se manteve em 4%; para 2028, caiu de 3,80% para 3,79%.

Já para a taxa de juros, o mercado financeiro não fez alterações e manteve a Selic em 15% para 2025 e 12,50% para 2026. Para os dois anos seguintes, a estimativa continua em 10,50% e 10%, respectivamente.

Além de inflação e juros, mercado avaliou câmbio e PIB

Para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, a projeção se manteve praticamente a mesma para este ano e para os próximos: 2,01% em 2025, 1,70% em 2026 e 2% em 2027 (ligeira alta de 0,02 ponto porcentual) e 2028.

Já para o câmbio, a expectativa é que o dólar termine 2025 em R$ 5,99, contra R$ 6 do último relatório. Para 2026, a tendência se manteve em R$ 6. Por outro lado, o mercado financeiro subiu a projeção da divisa norte-americana a R$ 5,92 em 2027 e a R$ 5,93 em 2028.

Informações Revista Oeste


Nos últimos 12 meses, o café moído e torrado aumentou mais de 50%. Os ovos de galinha subiram 40% só na última semana

Imagem colorida, um homem avaliando um produto dentro de um mercado - Metrópoles

O preço dos produtos vendidos nos mercados registrou alta de 0,78% em janeiro. Com isso, o valor da cesta dos 35 itens de maior consumo no país passou de R$ 794,56 para R$ 800,75 na média nacional. A elevação, contudo, foi inferior à registrada nos últimos dois meses. Em dezembro, ela ficou em 1,82% e, em novembro, em 3,02%.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a lista dos principais vilões dos aumentos de preços nas gôndolas é encabeçada pelo café torrado e moído. Em média, ele subiu 8,56% só no mês passado.

A disparada nos preços do café, no entanto, foi mais expressiva nas regiões Sul (+12,39%) e Norte (+11,53%). Em 12 meses, a elevação acumulada do produto chega a 50,34% na média nacional.

Ovos dispararam

O caso dos ovos de galinha foi tratado pela Abras com um destaque à parte. A entidade divulgou um alerta sobre o que definiu como um “aumento expressivo no preço” desses produtos, “repassado pelos fornecedores ao varejo”. “Desde a segunda quinzena de janeiro, a combinação de alta demanda e oferta restrita tem levado a reajustes significativos”, disse a associação. “Nesta semana, a elevação já chega a 40% em diversas regiões do país.”

Lista dos vilões

Veja, a seguir, a lista da Abras com os produtos que mais aumentaram de preço nos supermercados, com dados de janeiro e no acumulado dos últimos 12 meses (também até janeiro).

Café + 8,56% em janeiro + 50,34% em 12 meses

Tomate + 20,27% em janeiro – 13,40% em 12 meses

Carne (corte traseiro) + 1,74% em janeiro + 20,61% em 12 meses

Frango congelado + 2,51% em janeiro + 10,33%em 12 meses

Carne (corte dianteiro) – 1,45% em janeiro + 25,97% em 12 meses

Os ovos de galinha não foram incluídos nessa relação porque a pesquisa registrou dados até janeiro, mês em que eles registraram uma alta de 0,89%. O grande salto dos preços foi posterior a esse período.

Informações Metrópoles


Apostas para o concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas em todo o país ou pela internet

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O sorteio do concurso 2.832 da Mega-Sena será realizado neste sábado (22), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 120 milhões.

A transmissão ao vivo poderá ser acompanhada pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas para o concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas em todo o país ou pela internet. O valor para a aposta simples, com seis números marcados, é de R$ 5.

Informações Bahia.ba


Dados foram divulgados nesta quarta-feira

Preço do café arábica atinge maior valor em 30 anos, segundo Cepea (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Oscar Calstrom

Nesta quarta-feira (19), o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontou que, em fevereiro, o café arábica, variedade mais consumida no Brasil, atingiu o maior preço real dos últimos 30 anos.

Só em 2025, o o valor já subiu mais de R$ 500 por saca, refletindo a combinação de estoques baixos, demanda firme e preocupações com a safra atual, de acordo com os pesquisadores.

No último dia 12 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, atingiu R$ 2.769,45 por saca de 60 quilos, representando um recorde real.

Nos dias seguintes, os preços registraram pequenas oscilações, mas ficaram em torno dos R$ 2.70 por saca.

Ainda segundo pesquisadores do Cepea, os baixos estoques nacional e global da variedade vêm sustentando o movimento de alta. Além disso, a produção brasileira da safra 2025/26 deve ser novamente modesta.

A demanda, por sua vez, segue aquecida, mesmo diante dos preços elevados. No campo, as lavouras de arábica estão chegando na parte final do desenvolvimento da temporada.

O forte calor e alguns dias mais secos, sobretudo nesta semana, deixam produtores em alerta. As informações são do Cepea e da CNN.

Informações Pleno News


A probabilidade de ganhar aumenta conforme o valor da aposta

Novo concurso da Mega-Sena acontece nesta terça-feira, 11 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Novo concurso da Mega-Sena será na próxima terça-feira, 18 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil 

O concurso 2.829 da Mega-Sena ocorreu neste sábado, 15, sem que nenhuma aposta acertasse as seis dezenas sorteadas. Desse modo, o prêmio máximo acumulou e pode se aproximar de R$ 100 milhões.

A estimava oficial para o próximo sorteio é que o valor para a maior premiação chegue a R$ 90 milhões. O sorteio de número 2.830 está programado para a próxima terça-feira, 18.

As dezenas sorteadas no sábado foram: 1322384651 e 56. Apesar de não haver apostas com os seis acertos, alguns bilhetes conquistaram prêmios menores.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, organizadora da Mega-Sena, 90 apostas tiveram cinco acertos e devem levar R$ 52,3 mil cada uma. Além disso, mil bilhetes continham quatro dos seis números sorteados, o que dá direito a um prêmio de R$ 1 mil.

Como aumentar as chances de ganhar na Mega Sena

A probabilidade de ganhar cresce conforme aumenta o valor da aposta. Isso ocorre porque é possível fazer jogos que começam em seis dezenas — o mais barato — e vão até 20 dezenas — o mais caro. A menor aposta custa R$ 5 e a maior, R$ 193,8 mil.

Apostando em apenas seis dezenas, a probabilidade de ganhar é 1 em pouco mais de 50 milhões. Quando o jogo tem 20 dezenas, a chance aumenta 38 mil vezes e é de 1 para 1,3 mil.

Na prática, a probabilidade de ganhar cresce em uma proporção semelhante ao do aumento do custo. Contudo, mesmo gastando para aumentar as chances, a Mega-Sena continua um jogo de azar e a escolha das dezenas, tanto no valor mais alto quanto mais baixo, não é uma certeza — pois nunca passa de uma aposta.

Informações Revista Oeste


Valor atingiu o maior patamar diário em termos nominais da série histórica que começou em 2013

Preço do ovo tem preocupado consumidores Foto: Freepik

A alta no preço dos ovos, que está sendo uma opção para quem quer economizar devido o valor das carnes, tem preocupado tantos os consumidores quando os comerciantes. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, o valor do alimento tem ficado maior desde a segunda quinzena de janeiro.

De acordo com a associação, o fato do ovo ter virado substituto da carne para muitas famílias e o período de Quaresma, que começa em março e termina em abril, colaboram para a valorização do item.

– As empresas iniciaram o programa de abastecimento das lojas para atender à demanda sazonal da Quaresma, mas a restrição na oferta e os aumentos sucessivos de preços preocupam supermercados. Além disso, os consumidores também tem recorrido mais aos ovos de galinha devido à alta dos preços das demais proteínas – explicou o vice presidente do grupo ao jornal Folha de S. Paulo.

Ainda de acordo com o veículo, o preço dos ovos atingiu o maior patamar diário em termos nominais da série histórica que começou em 2013.

A maior produtora de ovos de galinha do Brasil é a cidade de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo. Lá, uma caixa com 30 dúzias de ovos brancos chegou a R$ 233,55, um aumento de 37,9% se comparado a fevereiro de 2024, quando a caixa com a mesma quantidade saia a R$ 169,33.

Informações Pleno News


Pelo segundo ano consecutivo, inflação deve estourar o teto da meta estipulada. Houve desaceleração em janeiro, puxada pela energia elétrica

Imagem colorida, Mulher comprando em uma loja de conveniência e verificando seu recibo - Metrópoles

Apesar da desaceleração na inflação em janeiro, a expectativa é que os preços de bens e serviços continuem pressionando a economia brasileira em 2025 e, pelo segundo ano consecutivo, o índice ultrapasse o teto da meta estipulada. Em 2024, a inflação acumulou alta de 4,83%.

Segundo dados divulgados na última terça-feira (11/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços subiram 0,16% em janeiro, menor taxa para o mês desde 1994, ano da implementação do Plano Real. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,36 ponto percentual em comparação a dezembro de 2024 (0,52%), mostrando desaceleração.

Desaceleração dos preços

O Brasil, no entanto, tem inflação acumulada de 4,56% em 12 meses (de fevereiro de 2024 a janeiro de 2025) — ligeiramente acima do teto da meta para este ano, que é de 4,50%.

A desaceleração do IPCA no primeiro mês de 2025 foi influenciada, principalmente, pela queda de 14,21% nos preços da energia elétrica residencial. O subitem exerceu o impacto negativo mais intenso (-0,55 ponto percentual) sobre o índice geral.

Entenda a situação da inflação no país

Projeções para a inflação

No mais recente relatório Focus, analistas financeiros subiram pela 17ª semana consecutiva a projeção do IPCA para este ano. A estimativa para a inflação de 2025 passou de 5,51% para 5,58%.

O Ministério da Fazenda também elevou a estimativa oficial para a inflação, de 3,6% para 4,8%. Ainda assim, a pasta projeta que a inflação dos alimentos deverá cair em 2025.

E o clima?

A partir de cenários apontados por órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Fazenda espera um cenário “mais benigno” neste ano. A avaliação considera que não são esperados incêndios, secas nem enchentes como os que afligiram o país nos últimos dois anos.

A pasta vislumbra que, sem a prevalência de fenômenos como El Niño e La Niña, que amplificam fenômenos climáticos extremos, a produção agropecuária neste ano vai ser maior.

O segmento alimentício pesou muito no bolso dos brasileiros no ano passado. Para se ter ideia, a inflação de alimentos passou de -0,5% em 2023 para 8,2% em 2024, com forte aceleração nos preços de carnes, café, leite e derivados.

No caso das carnes, os preços refletiram tanto o crescimento das exportações quanto a alta do consumo doméstico, além de restrições na oferta, a partir do último trimestre do ano, devido à reversão no ciclo do abate do gado.

O aumento nos preços do leite, por sua vez, deve-se à estiagem em regiões produtoras, o que afeta a qualidade das pastagens. Queimadas e secas prejudicaram a colheita do café.

Meta contínua

A partir deste ano, a meta de inflação do Brasil é contínua, e não mais por ano-calendário. Ou seja, o índice é apurado mês a mês. Se o IPCA acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

A adoção desse período evita a caracterização de descumprimento em situações de variações temporárias na inflação. Por exemplo, um choque em preços de alimentos que faça o IPCA ficar fora do intervalo de tolerância por apenas alguns meses.

Em 2025, a meta de inflação é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual – ou seja, piso de 1,5% e teto de 4,5%. Ela será considerada cumprida se oscilar nesse intervalo de tolerância.

O objetivo é estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelo:

O próprio BC, que tem o papel de controlar o avanço da inflação por meio da taxa de juros (a Selic), informou que a meta tem 50% de chance de ser descumprida em 2025. Em relatório publicado em dezembro de 2024, a autoridade monetária avaliou que a probabilidade de a inflação estourar o teto da meta neste ano cresceu de 28% para 50%.

Se a meta for descumprida, o Banco Central precisa divulgar carta aberta ao ministro da Fazenda — neste caso, Fernando Haddad — explicando as razões para o estouro. Isso porque a autoridade monetária tem o papel de controlar o avanço dos preços.

O BC contém a inflação por meio da taxa básica de juros, definida pelo Copom a cada 45 dias.

Meta pode ser descumprida em junho, diz BC

Recentemente, o BC admitiu a possibilidade de a inflação acumulada em 12 meses ficar acima do teto do intervalo de tolerância da meta durante seis meses seguidos — o que caracterizaria o descumprimento da meta inflacionária em 2025. A primeira apuração por meio da nova sistemática será feita em junho.

Se a inflação continuar avançando, o valor acumulado em 12 meses permanecerá “acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos seis meses consecutivos”, ressaltou o órgão.

“Desse modo, com a inflação de junho deste ano, configurar-se-ia descumprimento da meta sob a nova sistemática do regime de metas”, acrescentou o Banco Central.

Informações Metrópoles


Boletim Focus também indica alta do IPCA e queda do crescimento da economia em 2026

Copom diz que preço alto dos alimentos deve se propagar | Foto: Reprodução/EBC
Mercado estima deterioração da economia | Foto: Reprodução/EBC

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central, indica uma deterioração da economia neste ano e no próximo, os dois últimos do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Os analistas de mercado que participam do boletim estimam, pela 17ª semana seguida, uma alta da inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2025 em 5,58%, ante a projeção de 5,51% na semana passada. Para o ano que vem, a projeção é de inflação a 4,3%, ante 4,28% na semana anterior.

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Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 10 de fevereiro | Foto: Reprodução/BCB

Já para o crescimento da economia, a projeção é de queda, o que corrobora as análises do mercado de que o Brasil, no governo Lula, pode passar por uma recessão técnica.

O Boletim Focus estima que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2,03% em 2025, resultado inferior ao da semana passada, de 2,06%. Para 2026, a projeção agora é de 1,7%, ante 1,72% na semana anterior.

Câmbio e Selic permanecem estáveis, diz mercado

O Boletim Focus não traz alterações na projeção da taxa oficial de juros, a Selic, nem na cotação do dólar.

Para 2025 e 2026, a projeção é que o dólar termine os períodos cotado a R$ 6. Já a Selic deve terminar 2025 em 15% e 2026 em 12,5%.

Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas ao considerar as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.

O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste

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