Nesta segunda-feira, 22, um caça F-5 da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu nas imediações da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Minutos antes dessa queda, o painel do Ministério da Defesa já havia registrado 136 acidentes aéreos no país em 2024.
Os registros fazem parte do Painel Sipaer, sistema mantido pela FAB. Os números mostram que a maior parte deles terminou com a tripulação e todos os passageiros vivos. Contudo, 33 resultaram em mortes — ao todo, 127 pessoas morreram nos acidentes aéreos que ocorreram de janeiro a outubro de 2024. É a maior quantidade para o intervalo nesses meses desde 2016, quando esse número fechou em 36 vítimas.
Acidentes aéreos no Brasil
De acordo com os números da FAB, ocorreram quase 1,7 mil acidentes aéreos de janeiro de 2014 a outubro de 2024. Eles resultaram em 863 mortes. São Paulo é o Estado com a maior quantidade de ocorrências com mortos (73). Entretanto, o município com o pior resultado fica no Pará, trata-se de Itaituba.
A FAB registrou oito quedas de aeronaves com mortes neste município nos últimos 11 anos. O lugar fica na divisa com o Amazonas, e boa parte de seu território é coberta pela Floresta Amazônica. Os aviões das ocorrências são modelos de pequeno porte, com capacidade para cerca de cinco passageiros, muito usados pelo garimpo ilegal.
Além de ter o maior número de acidentes aéreos no país, Itaituba é a capital da extração clandestina de ouro no Brasil.
O piloto conseguiu ejetar-se depois de a aeronave apresentar problemas
A aeronave que caiu é um caça F-5EM Tiger II | Foto: Reprodução/Redes sociais
Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu na Grande Natal, capital do Rio Grande do Norte. O acidente ocorreu no início da tarde desta terça-feira, 22, durante um exercício aéreo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto conseguiu se ejetar depois de a aeronave apresentar problemas.
De acordo com uma nota divulgada pela FAB, a aeronave que caiu é um caça F-5EM Tiger II. O avião estava na capital potiguar para participar do Exercício Cruzeiro do Sul (Cruzex), que reúne Forças Aéreas de diversos países da América do Sul.
Segundo a FAB, o acidente aconteceu durante um voo de treinamento, e o piloto conseguiu direcionar a aeronave para uma região desabitada antes de se ejetar. Uma equipe de salvamento da Força Aérea atendeu o militar depois da ejeção.
“O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigará o acidente a fim de identificar os possíveis fatores contribuintes para evitar que novas ocorrências semelhantes aconteçam”, informou a FAB, por meio de nota.
Oficiais relataram ao jornal O Globo que, logo depois da decolagem, o caça apresentou problemas nos motores. Chamas teriam saído da aeronave durante o voo.
Caça F-5EM Tiger II da Força Aérea Brasileira | Foto: Divulgação/Wikimedia
O caça caiu em Parnamirim, na Grande Natal, em uma área de mata próxima a vários condomínios residenciais. Moradores da região relataram ao portal g1 que ouviram o som de uma explosão e registraram a nuvem de fumaça que se formou depois da queda.
A FAB acionou o Corpo de Bombeiros para conter o fogo, que se espalhou pela mata. A corporação enviou duas equipes ao local.
Cruzex é sediado pela FAB
A Base Aérea de Natal começou a receber aeronaves no último fim de semana. Entre os aviões estão os caças F-39 Gripen, F-5M e AMX A-1, além dos aviões de transporte KC-390 e C-105 Amazonas.
A preparação é para o maior exercício aéreo multinacional da FAB, a Cruzex 2024. O evento, que ocorrerá de 3 a 15 de novembro, tem como objetivo simular cenários de guerra complexos, promovendo treinamento conjunto entre diferentes Forças Aéreas.
Nesta edição, a Cruzex contará com a participação de nove países, destacando-se as estreias de Paraguai e Portugal. Nações como Estados Unidos, Argentina e Chile também estarão presentes, com suas aeronaves de combate e transporte, enquanto Alemanha, Suécia e África do Sul participarão como observadores.
Supremo Tribunal Federal já emitiu a certidão de trânsito em julgado; homem é deficiente físico e tem dificuldades financeiras
Wagner de Oliveira ainda usa tornozeleira eletrônica, mesmo tendo sido absolvido – 21/10/2024 | Foto: Reprodução
Absolvido em agosto deste ano pelo 8 de janeiro, o ex-morador de rua Wagner de Oliveira, de 50 anos, ainda usa tornozeleira eletrônica.
O equipamento deveria ter sido removido em 10 de setembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu a certidão de trânsito em julgado, mas ainda continua anexado ao homem. Há dois meses, os ministros do STF reconheceram não haver provas contra Oliveira, que não tinha nenhuma relação com o protesto e, no entanto, acabou preso.
“Houve uma audiência pelo celular, no ano passado, mas depois ninguém falou mais nada”, contou o homem a Oeste. “Às segundas-feiras, vou à Vara assinar os papéis.”
Oliveira soube da absolvição por meio da reportagem, que o interpelou a respeito da vida fora do cárcere. De acordo com o ex-morador de rua, nem a Defensoria Pública da União nem o fórum onde ele presta explicações sobre tornozeleira o informaram do veredito do STF.
Quem é o morador de rua absolvido pelo 8 de janeiro
Manifestantes sobem a rampa do Congresso Nacional, em 8 de janeiro | Foto: Wikimedia Commons
O homem vivia em marquises e abrigos de Brasília. Ele frequentava o acampamento perto do Quartel-General (QG) apenas para comer, e tinha a esperança de obter ajuda dos manifestantes a fim de se mudar do Distrito Federal quando as barracas fossem desarmadas.
A polícia prendeu Oliveira no interior do Palácio do Planalto, para onde correu no intuito de se esconder das bombas de efeito moral.
Solto após quase dez dias na Papuda, voltou a morar nas ruas, até que conseguiu um emprego em um supermercado e alugou um imóvel.
Com dificuldades financeiras, Oliveira é também deficiente, por possuir nanismo.
Luan Araújo foi condenado por difamação depois de publicar um texto sobre a parlamentar
A deputada Carla Zambelli (PL-SP), durante sessão na Câmara | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de habeas corpus do jornalista Luan Araújo, condenado por difamação contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Esse caso teve origem em um desentendimento entre o jornalista e a parlamentar, que o perseguiu com uma arma. A Justiça emitiu a decisão na última quinta-feira, 17.
Depois do incidente, Luan Araújo publicou um artigo em que acusou Carla Zambelli de liderar uma “seita de doentes de extrema direita”, além de pertencer a uma “extrema direita mesquinha, maldosa e mercadora da morte”.
Carla Zambelli aciona a Justiça
O juiz condenou Luan Araújo a oito meses de detenção em regime aberto por causa do artigo. A Justiça substituiu a pena por serviços comunitários. Ele deve cumprir o mesmo período por meio dessas atividades.
A defesa de Araújo argumentou, no pedido de habeas corpus, que as declarações do jornalista representavam o exercício da liberdade de opinião. A Constituição garante essa liberdade. No entanto, a 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso em 17 de outubro de 2023.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), durante a gravação de um vídeo no qual relata ter sido atacada por um militante de esquerda, na capital paulista – 29/10/2023 | Foto: Reprodução/Instagram
Segundo o desembargador responsável, o jornalista não cumpriu o prazo legal para o pagamento das taxas judiciais necessárias à apresentação do recurso. Essa decisão, portanto, manteve a condenação e, consequentemente, determinou que Araújo cumpra sua pena por difamação. Assim, a Justiça deve garantir que o cumprimento ocorra conforme o que foi estabelecido.
O episódio entre Araújo e Carla Zambelli envolveu, além da perseguição armada pela parlamentar, a divulgação de imagens do confronto nas redes sociais. Esse contexto influiu diretamente no tom e na repercussão do artigo escrito pelo jornalista. O desentendimento entre os dois refletiu-se nas declarações públicas.
Relembre o caso
Em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições, a deputada perseguiu um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em um bairro nobre de São Paulo, armada. Para justificar sua ação, ela alegou que havia sido agredida e que estava se defendendo.
Os voos comerciais serão retomados a partir desta segunda-feira (21) no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, após cerca de 170 dias fora de operação devido aos estragos causados pelas chuvas que atingiram o estado em abril e maio.
De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, cerca de 9 mil passageiros circularão já no primeiro dia de operação, que contará com 71 voos (37 partidas e 34 chegadas).
Segundo a Fraport, concessionária que administra o aeroporto, as primeiras rotas abrangem voos com origem ou destino a Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
A expectativa é que a movimentação seja ampliada pouco a pouco, já que, mesmo operando com apenas parte da pista principal, o Salgado Filho já comporta até 128 operações domésticas por dia.
“Antes do Natal, o aeroporto estará 100% funcionando, [inclusive] com voos internacionais”, assegurou o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, em um vídeo postado nas redes sociais.
“E vamos manter toda essa ampliação da malha aeroportuária que criamos no interior do estado, durante este período de dificuldade”, acrescentou Pimenta, destacando a importância do Salgado Filho para o processo de reconstrução e a retomada da atividade econômica no Rio Grande do Sul.
Com a volta gradual das operações, check-in, despacho de bagagens, embarque e desembarque de passageiros serão feitos no próprio aeroporto – temporariamente, na área internacional, com acesso pelas portas 5 e 6 do segundo piso.
Os primeiros estabelecimentos da praça de alimentação também começarão a funcionar na próxima semana. A previsão da Fraport é recuperar toda a pista de pouso e decolagem e restabelecer os primeiros voos internacionais até 16 de dezembro.
Concentração
Responsável por mais de 90% do tráfego aéreo no Rio Grande do Sul, o Aeroporto Salgado Filho teve que ser integralmente fechado em 3 de maio, quando a catástrofe socioambiental que afetou mais de 2,34 milhões de pessoas em 468 das 497 cidades do Rio Grande do Sul, ceifando ao menos 183 vidas, alagou as pistas de pouso e decolagem e o terminal de passageiros.
Em meados de julho, a Fraport Brasil retomou parcialmente o processamento (check-in e desembarques) de passageiros e o controle de segurança no aeroporto, mas os clientes continuaram sendo transportados, em ônibus, de/para a Base Aérea de Canoas, a cerca de 10 quilômetros de distância, de onde os aviões partiam ou chegavam.
O fechamento do Salgado Filho evidenciou a necessidade de investimentos públicos e privados em aeroportos regionais. E levou a concessionária a pedir ao governo federal a revisão extraordinária do contrato de concessão, alegando que, com a interrupção das atividades e necessidade de reparar os estragos das cheias, sofreu um impacto financeiro significativo.
Em agosto, a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a liberação, pelo Ministério de Portos e Aeroportos, de R$ 425,96 milhões para a empresa.
No último dia 27, o Palácio do Planalto autorizou, por meio da Medida Provisória nº 1.260, o Ministério de Portos e Aeroportos a repassar à Fraport a quantia aprovada pela Anac. O dinheiro será repassado à concessionária em parcelas, à medida que for comprovada a necessidade dos gastos. Consequentemente, o valor ainda pode ser ajustado.
A suspeita é que familiares do governador do Maranhão, como cunhado, sobrinha e outros, estejam em órgãos estratégicos da gestão
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou suspender de forma imediata nomeações de parentes diretos e indiretos do governador do Maranhão, Carlos Orleans Brandão Júnior. A suspeita é de nepotismo cruzado. Os nomeados em cargos públicos que não necessitam de concurso têm parentesco direto ou indireto com o chefe do Executivo local como: marido da sobrinha; sobrinha; cunhada e concunhado do governador em cargos altos vinculados à gestão. A informação é de uma matéria do Metrópoles.
Moraes tomou a decisão em reclamação ajuizada pelo partido Solidariedade contra atos administrativos praticados pelo governador do estado do Maranhão, Carlos Orleans Brandão Júnior, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, pela Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA).
O Metrópoles aponta que a ação da legenda apontava o nome de 14 pessoas ligadas ao governador nomeados na administração pública. No entanto, Moraes verificou que nove delas eram servidoras públicas, ou seja, aprovadas em concurso público. Por isso, mandou suspender a nomeação só de cinco. O argumento do partido foi de que todos teriam violado a Súmula Vinculante 13 do STF, que considera violação constitucional a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão.
Assim, o partido pede que sejam “suspensas as nomeações e contratações dos seguintes servidores e empregados dos respectivos órgãos públicos, das empresas ou pessoas jurídicas, afastando-os do exercício das funções, com prejuízo da remuneração”.
Ainda de acordo com o Metrópoles, o ministro considerou que a Lei Federal 14.230, de 25 de outubro de 2021, que promoveu profundas alterações na Lei Federal 8.429, de 2 de junho de 1992, “introduziu expressamente o nepotismo, seja ele puro ou cruzado, entre os atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública”.
Assim, concedeu suspensão imediata das funções e, consequentemente, do exercício dos cargos e funções de:
Ítalo Augusto Reis Carvalho: suspensa nomeação tanto em relação ao cargo de subsecretário da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) do Governo do Maranhão, quanto ao cargo de Conselheiro da Maranhão Parcerias (Mapa). É casado com uma sobrinha do governador Carlos Brandão;
Mariana Braide Brandão Carvalho: suspensa nomeação como coordenadora da Unidade Sorrir da Secretaria de Estado da Saúde – SES do Governo do Maranhão (se ainda estiver ocupando o cargo). É sobrinha do governador;
Melissa Correa Lima de Mesquita Buzar: suspensa a nomeação de subsecretária da Secretaria de Estado da Administração (Sead). É cunhada do governador;
Gilberto Lins Neto: suspensa a nomeação no cargo de diretor-presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). É marido da sobrinha do governador;
Elias Moura Neto: suspensa nomeação como gerente de Qualidade e Planejamento da Companhia de Gás do Maranhão (Gasmar). É concunhado do governador Carlos Brandão.
O ministro ainda determinou que, para fins de análise de nepotismo cruzado, o governador do estado e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão informem, no prazo de cinco dias, “a existência de investidura em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta do Poder Executivo de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, de qualquer dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, inclusive os eventualmente licenciados”, acrescenta o Metrópoles.
Ex-ministro dos Direitos Humanos disse que não iria se manifestar sobre os novos episódios
Silvio Almeida foi demitido do Ministério dos Direitos Humanos | Foto: Filipe Araújo/Minc
A Comissão de Ética Pública do Governo Federal recebeu duas novas denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos. Almeida foi desligado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em setembro, depois de surgirem as primeiras acusações. As informações são da Folha de S.Paulo.
Com esses recentes relatos, a comissão optou por abrir novos processos investigativos, nomeando Caroline Proner e Vera Karam de Chueiri como relatoras dos casos.
O que diz a defesa de Silvio Almeida sobre novas acusações de assédio
A defesa de Almeida comunicou que ainda não foi formalmente notificada sobre as denúncias e preferiu não se manifestar. A Casa Civil confirmou o recebimento das acusações, mas não esclareceu se elas partiram de servidoras públicas.
Os procedimentos estão sendo conduzidos em sigilo, até a conclusão. “Há duas novas denúncias, mas como o processo tramita em sigilo até decisão final, não podemos fornecer as informações solicitadas”, afirmou a Casa Civil, em nota oficial.
Investigações anteriores sobre Silvio Almeida
Silvio Almeida já estava sob investigação da comissão enquanto ocupava o cargo de ministro. Ele alega ter solicitado pessoalmente que o procedimento fosse aberto.
Se considerado culpado, a pena máxima que a comissão pode impor é uma censura ética, que ficaria registrada nos assentamentos do servidor por até três anos.
Notícias recentes sobre o assunto
A organização Me Too Brasil confirmou que recebeu as denúncias, mas manteve a identidade das vítimas em sigilo. Elas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional e, por isso, autorizaram a divulgação do caso à imprensa.
Almeida deixou o cargo em 6 de setembro. Depois disso, Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial, revelou que foi vítima de importunação sexual por parte de Almeida durante a transição de governo em 2022. Ela relatou à Polícia Federal que as abordagens inadequadas evoluíram para importunações físicas.
Posicionamento de Anielle Franco e resposta de Almeida
Anielle Franco acusa Silvio Almeida de importunação sexual | Foto: Reprodução/Redes sociais
Em entrevista, Anielle afirmou que não relatou os episódios anteriormente por temer descrédito e julgamentos. Almeida, por outro lado, nega categoricamente as acusações.
“Repudio com absoluta veemência as mentiras que estão sendo assacadas contra mim”, disse ele. “Repudio tais acusações com a força do amor e do respeito que tenho pela minha esposa e pela minha amada filha de 1 ano de idade, em meio à luta que travo, diariamente, em favor dos direitos humanos e da cidadania neste país.”
Novas regras afetam imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão e exigem uma entrada maior por parte dos compradores
Sede da Caixa Econômica Federal, em Brasília | Foto: Divulgação/Redes sociais
A partir de novembro, a Caixa Econômica Federalimplementará novas regras para financiamentos de imóveis com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
As mudanças afetam imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão e exigem uma entrada maior dos compradores. Atualmente, não há limite para financiamentos com esses recursos.
A Caixa financiará até 70% do valor do imóvel pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), em vez de 80%. Pelo sistema Price, o financiamento será reduzido para 50%, antes 70%. Isso significa que compradores precisarão arcar com uma entrada maior na aquisição do imóvel.
Por exemplo, em um imóvel de R$ 800 mil, pelo modelo SAC, a Caixa financiará até R$ 560 mil, exigindo que o comprador pague 30% do valor como entrada.
Já pelo sistema Price, o financiamento será de até R$ 400 mil, com 50% do valor pago como entrada. Essas mudanças não se aplicam a imóveis de empreendimentos financiados atualmente.
Quando as novas regras para financiamento pela Caixa vão entrar em vigor?
Financiamentos já contratados pela Caixa não sofrerão alterações | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
As novas regras entram em vigor em 1º de novembro e, segundo a Caixa, não têm prazo de validade, podendo se tornar permanentes. Financiamentos já contratados não serão alterados. A decisão ocorre em meio a uma crescente demanda por imóveis e ao aumento dos saques da caderneta de poupança.
Dados do Banco Central mostram que a poupança registrou saques líquidos de R$ 7,1 bilhões em setembro, o terceiro mês consecutivo de retiradas.
A Caixa lidera 48,3% das contratações com recursos do SBPE, totalizando R$ 63,5 bilhões até setembro. A instituição é responsável por quase 70% do mercado de crédito habitacional.
Estudo mostra que corte de benesses do funcionalismo ajudaria a estabilizar a dívida pública
Salários exorbitantes pagos a uma pequena parcela de funcionários públicos geram desequilíbrios internos e provocam insatisfação na população, diz estudo do CLP | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A redução dos supersalários do setor público pode ajudar o Brasil a estabilizar a dívida pública até 2030, com uma economia de aproximadamente R$ 5 bilhões. A estimativa é feita pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em nota técnica que leva em conta a eliminação de salários que excedem o teto do funcionalismo público.
Conforme o CLP, que tem entre suas missões desenvolver líderes públicos, salários exorbitantes pagos a uma pequena parcela de funcionários públicos não apenas geram desequilíbrios internos como provocam insatisfação na população, que quer maior equidade na distribuição dos recursos públicos.
“Discussão sobre supersalários deve ganhar corpo”, diz presidente do CLP
O centro entende que o fim dos supersalários deve ganhar corpo em breve, sendo uma das importantes ferramentas para a reorganização das contas públicas. “É fato consumado a necessidade de corte de gastos públicos no Brasil. E acabar com os supersalários no setor público pode ser uma grande oportunidade para o governo assumir um compromisso fiscal, moral e social perante a população “, afirmou o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros.
A organização aponta ainda outras medidas à sustentabilidade fiscal, como a desvinculação do salário mínimo e a integração da aposentadoria rural ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). A combinação das medidas, estima, resultaria em uma economia para o governo da ordem de R$ 45 bilhões apenas em 2030.
O CLP já tinha realizado estudo semelhante em março, quando mencionava economia anual de R$ 3,8 bilhões.
Gastos tributários e Bolsa Família
O fim de reajustes acima da inflação no Bolsa Família poderia resultar em uma economia estimada em mais de R$ 25 bilhões até 2030 | Foto: Lyon Santos/Ministério do Desenvolvimento Social
A organização destaca ainda a necessidade de diminuição dos gastos tributários, apresentando como proposta a implementação de três ações: redução do teto do Simples Nacional, que hoje representa um gasto tributário estimado em R$ 100 bilhões; a criação de um limite às deduções de saúde no Imposto de Renda das Pessoas Físicas, com potencial de redução de um quarto dos R$ 20 bilhões atualmente não arrecadados; e o fim gradual da desoneração da folha de pagamentos, que custa cerca de R$ 20 bilhões ao ano aos cofres públicos. Essas mudanças, somadas, representariam uma economia de aproximadamente R$ 50 bilhões até 2030.
O CLP indica também o congelamento nominal — ou seja, o fim de reajustes acima da inflação — do benefício básico do Bolsa Família, medida que poderia resultar em uma economia estimada em mais de R$ 25 bilhões até 2030.
Para compensar o impacto do congelamento, a sugestão é um aumento real, de 1% acima da inflação, no benefício variável a crianças de até 7 anos. “Essa abordagem não só alivia a pressão sobre o Orçamento federal, mas também direciona recursos de maneira mais efetiva para apoiar o desenvolvimento na primeira infância, que é crucial para o combate à pobreza de longo prazo”, defende o CLP.
Por fim, o centro defende a redução do estoque da dívida pública por meio da venda de ativos estatais e imobilizados, algo que, na avaliação do CLP, aliviaria significativamente o Orçamento não apenas por levantar recursos imediatos, mas também por reduzir o custo da dívida, liberando mais recursos a investimentos.
Visitante fez o mergulho na Corveta Ipiranga, um dos pontos de mergulho mais importantes da ilha.
Um turista de 43 anos, que não teve o nome revelado, morreu em Fernando de Noronha, na terça (15), depois de realizar um mergulho autônomo, prática que é executada com apoio de cilindro. Os médicos diagnosticaram que o mergulhador teve doença descompressiva (veja mais abaixo).
O visitante fez o mergulho na Corveta Ipiranga, local que conta com embarcação naufragada e está numa profundidade de 62 metros. Esse é um dos pontos de mergulho mais importantes de Noronha.
A informação da morte foi confirmada ao g1 em nota pela Administração da ilha. A reportagem apurou que o turista era de Belo Horizonte (MG).
“A Administração de Fernando de Noronha informa que o paciente era um turista, de 43 anos. Ele deu entrada na tarde de terça-feira (15), no Hospital São Lucas, trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), devido a sintomas respiratórios e rebaixamento de nível de consciência, após mergulho profundo de cilindro”, informou a nota.
A nota informou que foi indicada terapia hiperbárica, por diagnóstico de doença descompressiva.
“Após algumas horas do tratamento, o paciente apresentou melhora clínica dos sintomas, porém, posteriormente, evoluiu com parada cardiorrespiratória (PCR), não havendo sucesso após procedimentos de reanimação por cerca de 1 hora e 30 minutos”. Indicou a nota.
Os especialistas informam que a doença descompressiva é causada pelo excesso de nitrogênio, ou outro gás inerte usado na mistura respiratória, geralmente o gás Hélio (He), dissolvido nos tecidos do corpo humano em decorrência da permanência do indivíduo em condições hiperbáricas.
A quantidade de nitrogênio (N2) ou de outros gases inertes que se dissolve nos tecidos aumenta proporcionalmente ao aumento da pressão ambiente.
O corpo do visitante foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), no Recife, para verificação da causa da morte, nesta quarta-feira (16).
Turista foi atendido no Hospital São Lucas — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo