Neste sábado (24), o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou que o objetivo da Caminhada pela Justiça e Liberdade já foi alcançado e disse que a mobilização serviu para “despertar as pessoas”. A declaração foi feita em vídeo publicado às 22h49, no encerramento do sexto dia do ato.
– Hoje completa-se 235 quilômetros caminhados a pé. E além de convocá-los pra amanhã, eu quero dizer que o objetivo dessa caminhada já foi concluído. Porque o que eu queria era despertar as pessoas e o mais Cristo faria – declarou.
Nikolas declarou ainda que vê a população mais atenta a temas como corrupção, escândalos recentes e o que chamou de injustiças contra presos do 8 de janeiro.
– Não tenho dúvidas que o Brasil acordou. Hoje eu posso falar com todas as palavras do meu coração de que o Brasil acordou. Acordou contra seus problemas locais, acordou contra a corrupção – continuou.
A caminhada teve início no dia 19 de janeiro, quando Nikolas saiu sozinho de Paracatu (MG). Ao longo do percurso até Brasília, políticos de diferentes regiões do país e cidadãos comuns passaram a se juntar ao grupo.
O deputado também atribuiu a mobilização à fé.
– O Brasil acordou e eu não tenho dúvidas que amanhã Deus fará algo extraordinário. Eu não tenho dúvidas. Porque quem começou isso não fui eu, foi Deus – declarou.
Neste domingo (25), a caminhada será encerrada com uma manifestação pacífica na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
O início do quinto dia da Caminhada pela Justiça e Liberdade foi marcado por um momento emocionante na manhã desta sexta-feira (23). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que lidera o movimento, encontrou seus pais, o pastor Edésio de Oliveira e a psicóloga Maria Ruth de Oliveira, e a irmã, Lavigne Beatrice. Ao encontrar os familiares, o parlamentar foi às lágrimas.
Na atualização mais recente, a caminhada já havia ultrapassado a marca de 150 quilômetros, dos aproximadamente 240 previstos a serem finalizados até o próximo domingo (25), quando está planejado um ato na Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com Nikolas, o ato busca reforçar o caráter pacífico e simbólico da iniciativa, convidando a população a refletir sobre o atual cenário político e institucional do país.
Ainda segundo o parlamentar, a mobilização tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o que classifica como arbitrariedades recentes no país, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a situação jurídica dos presos relacionados aos atos do 8 de janeiro de 2023. O ato é marcado pelo lema “Acorda, Brasil”.
Desde a última segunda-feira (19), quando a caminhada foi iniciada na cidade de Paracatu (MG), centenas de pessoas, incluindo figuras políticas e anônimos, seguem o movimento, que também tem contado com o apoio de motoristas que encontram o grupo ao longo do caminho até a capital federal.
Confira alguns dos nomes de quem está ou já esteve na caminhada (alguns participaram pontualmente e não seguirão durante todo o trajeto):
Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais André Fernandes, deputado federal pelo Ceará Gustavo Gayer, deputado federal por Goiás Guilherme Batista, pregador Marcelo Bonifácio, cantor Pablo Almeida, vereador por Belo Horizonte (MG) Wess Guimarães, influenciador Carlos Bolsonaro, ex-vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Luciano Zucco, deputado federal pelo Rio Grande do Sul Rafael Satiê, vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Fernando Holiday, vereador por São Paulo (SP) Carlos Jordy, deputado federal pelo Rio de Janeiro Sargento Gonçalves, deputado federal pelo Rio Grande do Norte Major Vitor Hugo, vereador por Goiânia (GO) Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão Thiago Medina, vereador pelo Recife (PE) João Pedro Pugina, vereador por Araçatuba (SP) Magno Malta, senador pelo Espírito Santo Lucas Pavanato, vereador por São Paulo (SP) Lucas Polese, deputado estadual pelo Espírito Santo Pedro Poncio, ex-MST Sebastião Coelho, ex-desembargador Eduarda Campopiano, vereadora por Praia Grande (SP) Junio Amaral, deputado federal por Minas Gerais Chiara Biondini, deputada estadual por Minas Gerais Vile Santos, vereador por Belo Horizonte (MG) Douglas Garcia, ex-deputado estadual por São Paulo Mauricio do Vôlei, deputado federal por Minas Gerais Capitão Martim, deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Ivson de Castro, vereador por Sete Lagoas (MG) Samuel Caires, vereador por Janaúba (MG) Matheus Braga, vereador por Ipatinga (MG) Ugleno Alves, vereador por Teófilo Otoni (MG) Pedro Luiz, vereador por Contagem (MG) Thomaz Henrique, vereador por São José dos Campos (SP) Luiz Lima, deputado federal pelo Rio de Janeiro Guilherme Kilter, vereador por Curitiba (PR).
Sérgio Nahas matou a esposa em 2002 e estava foragido desde 2025
A Polícia Civil de São Paulo solicitou que o empresário Sérgio Nahas, preso no último sábado (17), em Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia, seja transferido para o sistema prisional paulista. O pedido foi feito ao Judiciário baiano, e a corporação aguarda decisão que deve autorizar a movimentação na próxima semana.
Nahas é condenado a mais de oito anos de prisão pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, em 2002, e estava foragido desde 2025, incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Na prisão, foram apreendidos drogas, celulares e veículo.
Crime e condenação
Orfali foi morta aos 28 anos, após pedir o fim do relacionamento e confrontar o marido sobre uso de drogas e relacionamento extraconjugal. Nahas foi condenado por homicídio simples, com pena inicialmente de sete anos, depois elevada a oito anos e dois meses em regime fechado.
Repercussão e indignação
A família de Fernanda Orfali continua indignada com a demora da Justiça e com a pena, apontando que o alto poder econômico de Nahas teria favorecido a demora nos processos. A prisão ocorreu quase 24 anos após o crime, reforçando a repercussão do caso.
Críticas indicam blindagem no inquérito e relações cruzadas entre investigados e o ministro
Toffoli determinou que os diretores do Banco Master prestem novos depoimentos já na próxima semana | Foto: Divulgação/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que quer manter o controle das investigações contra o Banco Master. O portal UOL divulgou as informações nesta sexta-feira, 23.
A interlocutores, o ministro informou que vai “conduzir regularmente, com tranquilidade” e “apanhar o que tiver que apanhar” para continuar à frente do caso. “Não vou abrir mão.”
A declaração ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusar o pedido de afastamento apresentado por parlamentares da oposição.
As contestações começaram desde que Toffoli impôs sigilo ao caso. Em seguida, ganharam força com a revelação da viagem de jatinho ao lado de um dos advogados envolvidos e se intensificaram depois da divulgação de negócios privados envolvendo familiares do ministro e um fundo ligado ao Master.
Os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carolina de Toni (PL-SC) foram os autores da representação.
“Todos os requerimentos formulados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram integralmente deferidos”, afirmou em nota publicada depois da decisão da PGR. “Em razão disso, todas as medidas investigativas foram autorizadas pelo relator e as apurações encontram-se atualmente sob a custódia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, responsáveis pela análise do material e pela instrução dos procedimentos.”
Aos integrantes da própria Corte que demonstraram desconforto, Toffoli fez um lembrete direto: episódios de viagens em jatos de empresários não são inéditos no tribunal. Sem citar nomes, indicou que sua situação não difere de outras já conhecidas dentro do STF.
Toffoli manda ouvir diretores do Master e tenta conter ruído com a PF
Toffoli determinou que os diretores do Banco Master prestem novos depoimentos já na próxima semana. Ele também planeja uma segunda conversa reservada com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O encontro visa esclarecer ruídos que surgiram entre o STF e a PF — inclusive em decisões recentes tomadas por Toffoli durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou que sua equipe não tenha comunicado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) da Caminhada pela Justiça e Liberdade. De acordo com a corporação, a falta de comunicação “impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”.
A caminhada de Paracatu (Minas Gerais) a Brasília (DF) é um ato simbólico que deve durar sete dias. A ideia é chamar atenção para prisões e decisões judiciais que a direita considera injustas, além de defender tratamento digno aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar esclareceu que foram enviados ofícios tanto à PRF quanto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encerramento está marcado para 12h de domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
Ao comentar a mobilização, a PRF disse “que monitora o deslocamento de parlamentares e populares de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF) pela BR-040” e explicou que, “por questões estritamente operacionais e de segurança viária”, decidiu apontar os “riscos inerentes ao fluxo extraordinário na via, visto que não houve comunicação prévia do deslocamento junto à autoridade de trânsito, o que impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”.
Confira a nota de Nikolas, na íntegra: A decisão em iniciar a caminhada foi tomada no mesmo dia em que o deputado estava em Paracatu para a entrega de uma emenda parlamentar, o que explica a decisão e a execução terem ocorridos no mesmo dia. Ainda assim, no próprio dia de início, a assessoria encaminhou ofícios à PRF e à ANTT, comunicando oficialmente o percurso pela BR-040. Ressalta-se que no primeiro dia o número de pessoas ainda era pequeno por ser o primeiro dia.
Vale ressaltar que a Secretaria-Executiva da Diretoria de Operações da PRF confirmou o recebimento do ofício e seu cadastramento no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Ou seja, houve comunicação formal dentro das possibilidades concretas do caso.
Além da PRF, os demais órgãos de segurança pública que visam garantir a ordem constitucional estão sendo oficiados na medida em que os trajetos estão sendo viabilizados
A caminhada segue de forma pacífica e monitorada, atualmente pela BR-040, e a previsão de chegada em Brasília é dia 25 de janeiro, com encerramento na Praça do Cruzeiro.
O deputado mantém diálogo permanente com as autoridades e reafirma o compromisso com a segurança e o respeito às instituições.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (22) arquivar as investigações contra delegados da Polícia Federal que foram acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2022. As informações são da CNN.
Segundo o magistrado, não há indícios mínimos da prática de crime da parte dos delegados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, apesar de ambos terem sido indiciados pela PF em agosto de 2024. O arquivamento também foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou ausência de provas.
Na decisão, Moraes afirmou que não foram apresentados elementos concretos que justificassem a abertura de inquérito, como descrição de condutas típicas, meios utilizados ou eventuais prejuízos causados. Na mesma petição, também eram investigados Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Marília Ferreira de Alenca, cujos casos foram igualmente arquivados, já que os três foram condenados pela Primeira Turma do STF no julgamento da trama golpista, não sendo possível nova condenação pelos mesmos fatos.
O ministro também determinou o arquivamento da investigação contra Fernando de Souza Oliveira, que já havia sido absolvido pelo STF no âmbito dos processos sobre a tentativa de golpe de Estado. Em 2025, as blitze da PRF realizadas no segundo turno da eleição presidencial de 2022 passaram a integrar a denúncia da PGR sobre a trama golpista, deixando de ser analisadas como um caso separado.
No segundo turno, mais de 2 mil ônibus foram parados em bloqueios no Nordeste, região onde o então candidato Lula (PT) tinha ampla vantagem eleitoral sobre Jair Bolsonaro (PL).
Viagens do ministro ao Tayayá custaram mais de R$ 500 mil em diárias de segurança
Desde que o Tayayá passou a pertencer formalmente ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025, Toffoli visitou o local pelo menos sete vezes | Foto: Ton Molina/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acumulou pelo menos 168 dias de estadia no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. O portal Metrópoles divulgou as informações nesta quinta-feira, 22.
Os deslocamentos constantes ao local, considerado por funcionários como sendo de sua propriedade, implicaram gastos de R$ 548,9 mil apenas com diárias de seguranças públicos.
No fim de 2025, Toffoli chegou a reservar todo o complexo para uma festa com show de samba e, inclusive, presença do ex-jogador Ronaldo Nazário.
Relatórios do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), com sede em São Paulo, revelam o padrão. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma deslocar quatro ou cinco agentes para escolta e transporte do ministro sempre que ele visita o resort.
Quando as visitas ultrapassam cinco dias, o grupo de segurança é substituído por outra equipe.
Desde que o Tayayá passou a pertencer formalmente ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025, Toffoli visitou o local pelo menos sete vezes. Nessas ocasiões, permaneceu 58 dias hospedado. Barbosa mantém sociedade com executivos da J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS.
Toffoli desfruta de resort com lancha, casa privativa e ambiente para jogatina
Apesar da mudança de propriedade, relatos de funcionários revelam que Toffoli continua sendo o verdadeiro dono do resort.
Em Ribeirão Claro, moradores referem-se ao Tayayá como “resort do Toffoli”. A estrutura do local inclui uma casa exclusiva na área de alto padrão chamada “Ecoview”, onde o ministro se instala. Uma lancha de uso pessoal permanece ancorada no píer.
Além da hospedagem de alto padrão, o resortoferece entretenimento semelhante ao de um cassino, com caça-níqueis e mesas de blackjack. Apesar da nomenclatura regional de “vídeoloteria” legalizada no Paraná, os equipamentos são idênticos às máquinas de apostas proibidas.
Ao todo, prova mostrou que 4 em cada 10 formandos de medicina de faculdades particulares não têm o saber exigido
Médico segura estetoscópio | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Dados recentes do Enamed mostraram que quatro em cada dez formandos de medicina oriundos de instituições privadas não atingiram o nível mínimo de proficiência exigido. O exame, realizado em outubro de 2025 com a participação de 39 mil estudantes, teve os resultados divulgados na segunda-feira 19, pelos ministérios da Educação e da Saúde.
Entre as 49 faculdades que alcançaram a nota máxima no Enamed, 40 são públicas, sendo 21 delas universidades federais. Apenas UFSCar e UFMS, ambas federais, registraram 100% de alunos aprovados.
Na contramão, das 28 escolas que receberam a nota mínima, 17 pertencem à rede privada e somente uma, a Universidade Federal do Pará, é federal.
Desempenho das instituições no Enamed 2025
Itens médicos, junto a profissional da saúde | Foto: Reprodução/Freepik
Os dados revelam que 13,8 mil formandos vieram de cursos com conceitos 1 e 2, considerados de desempenho crítico ou insuficiente. O setor privado responde pela maioria dos novos médicos. Faculdades privadas com fins lucrativos formaram 15,4 mil, enquanto as sem fins lucrativos somaram pouco mais de 9 mil. Já as federais diplomaram 6,5 mil alunos.
Entidades médicas criticaram o resultado dos formandos no Enamed 2025. Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) declarou “extrema preocupação com os números que foram apresentados, que revelam uma realidade gravíssima na formação médica do país”. O órgão exigiu respostas firmes das instituições e autoridades.
Entre as sugestões da AMB está a implantação imediata de um exame de proficiência como requisito para o exercício da profissão. “Sendo mais claro, não comprovada a proficiência médica pelos egressos dos cursos de medicina, não lhes seria concedido o registro profissional pelos CRM, impedindo-os, desta forma, de atender pacientes”.
O Conselho Federal de Medicina também defendeu, em nota, que todos os cursos mantenham nota mínima quatro, “para segurança da população”. A entidade destacou que 107 faculdades apresentam nível crítico e insuficiente e alertou para o risco de mais de 13 mil graduados exercerem a medicina sem competências mínimas, o que “coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros”.
Novas medidas do governo
Ministro da Educação, Camilo Santana | Foto: Luís Fortes/MEC
O governo federal anunciou que o Enamed passará a ser anual e que haverá punições aos cursos com piores resultados. Oito faculdades com menos de 30% de aprovados terão ingresso suspenso, 13 cursos com índice entre 30% e 40% vão perder metade das vagas e outros 33, com desempenho entre 40% e 50%, sofrerão corte de 25% das vagas. Todos esses cursos ficarão de fora do Fies e de outros programas federais.
Além disso, 45 cursos com mais de 50% de concluintes proficientes não poderão ampliar o número de vagas. “Quanto maior for o risco ou ameaça ao interesse público e aos estudantes, mais graves serão as medidas adotadas”, declarou o governo em nota. O MEC notificou ou notificará as instituições mal avaliadas sobre a abertura de processos administrativos de supervisão.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que “há uma grande preocupação nos ministérios da Educação e da Saúde em assegurar que os cursos oferecidos aos alunos brasileiros possam garantir a qualidade da formação médica nesse país, até porque são profissionais que cuidam da vida das pessoas”.
Parlamentares querem mais tempo para apurar fraudes no sistema de empréstimos e vínculos com o entorno de Lula
Na última semana, a oposição acionou o STF para que Lulinha cumpra medidas cautelares | Foto: Gustavo Moreno/STF
Congressistas da oposição estudam acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prazo da comissão termina em março, mas parlamentares querem ampliá-lo por mais 120 dias.
O grupo se apoia no argumento jurídico de que a prorrogação é automática, desde que o requerimento reúna o número mínimo de assinaturas. No entanto, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa ler o pedido em plenário — o que ele possivelmente evitaria fazer.
Nesse sentido, a oposição avalia que, sem a leitura oficial, a prorrogação pode ser inviabilizada, mesmo com o apoio necessário.
O Nos bastidores, os congressistas acusam Alcolumbre de tentar proteger aliados do governo Lula por meio da possível manobra. Um dos focos da CPMI envolve as operações de empréstimos consignados feitos por bancos, com indícios de fraudes e favorecimentos.
Outro ponto sensível da investigação são os vínculos de Antonio Carlos Antunes, o Careca do INSS, com Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os parlamentares querem mais tempo para aprofundar esses e outros pontos que, segundo eles, revelam relações obscuras dentro da estrutura do INSS.
Oposição quer medidas cautelares contra Lulinha
Na última semana, a oposição acionou o STF para que Lulinha cumpra medidas cautelares. Os congressistas pediram a imposição de tornozeleira eletrônica e a entrega do passaporte às autoridades.
Os autores do pedido destacaram a ligação de Lulinha com o Careca do INSS e mencionaram reportagens que indicavam risco de fuga do filho do presidente para a Espanha. Para os parlamentares, a mudança de país representaria risco à continuidade das apurações.
“Lulinha não pode sair do país e prejudicar as investigações sobre a mesada de R$ 300 mil que a PF descobriu em mensagens de WhatsApp no celular do Careca do INSS”, escreveu o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
Processo será gradual e tem como meta a extinção total do serviço até o fim de 2028
Foto: Reprodução/ EngenhariaE
O ano de 2026 marca o início oficial da despedida de um dos maiores ícones do mobiliário urbano brasileiro. A partir deste mês de janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as operadoras de telefonia começaram a remoção em massa dos cerca de 38 mil orelhões que ainda restam nas ruas. O processo será gradual e tem como meta a extinção total do serviço até o dia 31 de dezembro de 2028.
A decisão encerra um ciclo de mais de cinco décadas e decorre diretamente do fim das concessões de telefonia fixa, que foram encerradas em dezembro de 2025. Com a migração das operadoras para um regime privado de autorização, a manutenção obrigatória desses aparelhos deixou de existir, abrindo espaço para que os investimentos sejam redirecionados para a expansão da banda larga e da rede móvel 4G e 5G.
A retirada prioriza inicialmente as carcaças e os telefones já desativados. No entanto, o serviço não desaparecerá instantaneamente de todos os lugares. De acordo com o plano de universalização, aproximadamente 9 mil aparelhos devem permanecer ativos em localidades remotas onde ainda não existe cobertura mínima de sinal de celular (4G).
Atualmente, o estado de São Paulo concentra o maior número de unidades ativas, enquanto estados como a Bahia ainda possuem cerca de 1,5 mil aparelhos remanescentes. Para os orelhões que ainda funcionam, as ligações locais e nacionais para telefones fixos continuam gratuitas, servindo como uma rede de segurança comunicacional até que a infraestrutura digital alcance 100% dessas áreas.