O esquema criminoso chefiado pelo prefeito afastado Marcelo Crivella teria arrecadado ao menos R$ 53 milhões em propina, afirma o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (22), o subprocurador-geral Ricardo Ribeiro Martins disse que o esquema era realizado mesmo em contexto de crise financeira na Prefeitura.

– Apesar de toda a situação de penúria [da Prefeitura do RJ], que não tem dinheiro nem para o pagamento do 13º [salário], muitos pagamentos eram feitos por conta da propina […] A organização criminosa arrecadou dos empresários pelo menos R$ 50 milhões. Foi o que conseguimos apurar. Agora, quanto foi para cada um, aí realmente é algo que não temos essa previsão – explicou Martins.

As investigações apontam que as irregularidades começaram ainda durante a campanha eleitoral, em 2016. Segundo o MP, o prefeito era assessorado por Mauro Macedo, ex-tesoureiro de campanhas de Crivella, Eduardo Benedito Lopes, suplente no Senado e ex-presidente regional do PRB no Rio, e Rafael Alves, empresário e irmão de Marcelo Ferreira Alves, ex-presidente da Riotur. Os três cumpriam função de “aliciadores de empresários para participação em esquemas de corrupção”.


O Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (22) em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Além dele, foram presos também o empresário Rafael Alves, o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos, da área de seguros.

O ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da operação. No entanto, ele não foi encontrado em sua casa no Rio. Ele teria se mudado para Belém e deverá se apresentar à polícia. Ele foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.
Todos os presos vão passar por uma audiência de custódia às 15h, no Tribunal de Justiça, para que a legalidade do procedimento seja avaliada, conforme determinou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.
O delegado aposentado Fernando Moraes está com sintomas de Covid-19 e, por isso, não foi levado para a Delegacia Fazendária como os outros presos. Ele está na Polinter, também na Cidade da Polícia.

Informações: G1
Foto: Reprodução/TV Globo


A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) prenderam, na manhã desta terça-feira (22), o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), o empresário Rafael Alves e o delegado Fernando Moraes.

Crivella foi preso em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por volta das 6h. Ele foi levado diretamente para a Cidade da Polícia, na Zona Norte. Antes de entrar na Delegacia Fazendária, ele disse que foi o prefeito que mais combateu a corrupção e que espera por “justiça”. A ação é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto QG da Propina na Prefeitura do Rio.

Segundo as investigações, empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município entregariam cheques a Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves — então presidente da Riotur. Em troca, Rafael facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamento das dívidas.

Além da Região Metropolitana do Rio, uma das buscas acontece no Porto do Frade, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, para apreender uma lancha de 77 pés que pertence a Rafael Alves.


Atriz Nicette Bruno em foto de arquivo de 2010 na reestreia da peça Estranho Casal, no Teatro Renaissance, em São Paulo — Foto: Arquivo variedades/AE
Foto: Arquivo variedades/AE

O corpo da atriz Nicette Bruno foi cremado na tarde desta segunda-feira (21) no Cemitério da Penitência, na Zona Portuária do Rio. A cerimônia começou por volta de 13h30, depois do velório iniciado pela manhã — restrito a familiares e amigos próximos.

As cinzas serão levadas, segundo parentes, para o jazigo da família em São Paulo onde está enterrado há seis anos o marido de Nicette, o ator Paulo Goulart.

A atriz morreu neste domingo (20), aos 87 anos, após ficar internada com Covid-19 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio.

De acordo com o boletim médico, o estado de saúde de Nicette “era considerado muito grave”. Ela estava sedada e dependente de ventilação mecânica.

A informação da morte foi confirmada pela hospital por volta das 13h20. De acordo com a Casa de Saúde São José ela morreu por “complicações decorrentes da Covid-19”.

Nicette Xavier Miessa nasceu em Niterói (RJ), no dia 7 de janeiro de 1933. Começou a carreira ainda pequena, aos 4 anos, em um programa infantil na Rádio Guanabara.

Ela dizia que até por isso resolveu adotar o sobrenome da mãe, Eleonor Bruno Xavier, de família com tradição artística.

Com cerca de 9 anos de idade, a jovem tomou gosto pelo teatro ao ingressar no grupo da Associação Cristã de Moços (ACM).

Informações: G1


O hacker Walter Delgatti Neto, que ficou conhecido após vazar conversas de diversas personalidades, entre elas o ex-ministro Sergio Moro, afirmou em entrevista concedida a CNN Brasil que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estavam na mira da Operação Lava Jato. Segundo ele, os dois principais alvos seriam Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

– Eles queriam. Eu não acho, eles queriam [prender]. Inclusive Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Eles tentaram de tudo para conseguir chegar ao Gilmar Mendes e ao Toffoli. Eles tentaram falar que o Toffoli tentou reformar o apartamento e queriam que a OAS delatasse o Toffoli – apontou.

Informações: Pleno News


O vice-presidente Hamilton Mourão, durante seu programa de rádio “Por Dentro da Amazônia”, afirmou que a vacina contra a covid-19 será distribuída em toda o Brasil, inclusive na Amazônia.

“Essa é uma batalha que está sendo enfrentada sem descanso, mas com a certeza de que muito em breve teremos uma vacina distribuída em todo o território nacional, ao longo inclusive dos cantos mais afastados da nossa Amazônia para que possamos definitivamente voltar a uma vida normal e abraçar nossos entes queridos”, disse.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória abrindo um crédito extraordinário de R$ 20 bilhões ao Ministério da Saúde para a compra de doses das vacinas registradas na Anvisa.

Informações: Metro1
Foto: Romério Cunha/VPR


https://youtu.be/e14XoxBrKWk

O presidente Jair Bolsonaro garantiu, durante uma entrevista ao canal O Brasil Precisa Saber, comandado pelo filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que o Brasil terá um “partido de direita” nas eleições de 2022. Sem admitir que tentará a reeleição, Bolsonaro disse que, se não conseguir fundar o Aliança pelo Brasil, anunciará até março de 2021 qual partido irá se filiar.

– Pessoal da direita aí, vai ter partido de direita para 2022. […] Está difícil, burocratizou-se muito a questão da formação de partido. Se eu tivesse feito lá atrás um partido, alguns anos atrás, sem problema nenhum. Agora decisão minha: março, se o Aliança não estiver formado em março, é possível formar sim, mas se não estiver formado, já estou namorando aí alguns partidos, vou fechar com um, para esse pessoal poder se preparar para 2022 – disse Bolsonaro.

Apesar da expectativa, Bolsonaro negou que esteja pensando em 2022. Segundo ele, o foco é seu mandato atual.

– É como um parto: depois de nove meses, a criança vai nascer. Então quando chegar 2022, a gente decide se disputa ou não. Por enquanto, o meu trabalho é focado aqui. Se eu estivesse pensando em eleição em 2022, teria sido ativo nas eleições municipais e não fui – observou.

O presidente também negou a narrativa da imprensa de que tenha “perdido” as eleições municipais deste ano por não ter conseguido eleger seus aliados como prefeitos, mesmo fazendo campanha nas redes.

– Uns foram eleitos, reeleitos, outros não. A imprensa falou que eu perdi. Eu pergunto à imprensa: quantos prefeitos eu tinha? zero. Agora, quem perdeu foi a esquerda, que perdeu barbaramente o número de prefeituras do país – apontou.


Ministério da Saúde confirma 2º caso de reinfecção da Covid-19 no Brasil

O Ministério da Saúde confirmou neste sábado (19) o segundo caso de reinfecção pelo coronavírus no Brasil. Segundo publicou a CNN Brasil, o caso é de uma paciente de 41 anos de idade, da cidade de Fernandópolis (SP).

De acordo com a publicação, a pasta foi notificada pelo ocorrido na quinta-feira (17) pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL). Um dia antes, São Paulo já havia confirmado a ocorrência desse caso no estado.

A paciente em questão teve o primeiro resultado positivo para a doença em junho, mas se curou. Cerca de 145 dias depois ela teve um novo resultado positivo confirmado.

O Ministério da Saúde informou que os dois casos confirmados de reinfecção da Covid-19 foram investigados conforme os “critérios estabelecidos” para a confirmação da doença. Dentre os critérios utilizados está a consideração de dois resultados positivos de RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2, com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios de infecção.


TRIBUNA DA INTERNET | Governadores pedem a Bolsonaro prorrogação do estado  de calamidade por seis meses

Dezessete governadores enviaram um oficio para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na última sexta-feira (19) pedindo a prorrogação do estado de calamidade pública por conta da pandemia da covid-19 por mais seis meses. As informações são do site O Antagonista e Terra.

No documento, os governadores alegam que “neste desafiador momento, em que vivenciamos o aumento do número de casos da doença com elevação da taxa de transmissibilidade em várias regiões brasileiras, alto percentual de utilização de leitos clínicos e de terapia intensiva, e crescimento diário do número de óbitos, faz-se necessário o reconhecimento de que o país ainda se encontra em estado de calamidade pública“.

O ofício é assinado por: Wellington Dias (Piauí); Waldez Góes (Amapá); Rui Costa (Bahia); Camilo Santana (Ceará); Renato Casagrande (Espírito Santo); Ronaldo Caiado (Goiás); Flavio Dino (Maranhão); Mauro Mendes (Mato Grosso); Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul); Romeu Zema (Minas Gerais); João Azevedo (Paraíba); Ratinho Júnior (Paraná); Paulo Câmara (Pernambuco); Cláudio Castro (Rio de Janeiro; em exercício); Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); Carlos Moisés (Santa Catarina); Belivaldo Chagas (Sergipe).

A medida permite a antecipação de benefícios sociais, liberação de seguros e prorrogação de pagamentos de empréstimos federais para os entes federados.


Pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se recusaram a sair de férias e decidiram manter os trabalhos nas próximas semanas o que, na prática, vai esvaziar os poderes do presidente da Corte, Luiz Fux, durante o plantão. O Supremo entra de recesso neste domingo (20).

Com a folga dos colegas, Fux ficaria responsável pela análise de todos os casos considerados urgentes, inclusive aqueles que estão sob a relatoria dos colegas. No entanto, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes comunicaram que vão seguir despachando durante o recesso.

Informações: Pleno News