O presidente do STF evita antecipar juízo sobre relatoria de Toffoli, defende atuação institucional e volta a pressionar por código de conduta
Edson Fachin e Dias Toffoli, durante sessão plenária do STF | Foto: Antonio Augusto/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, prometeu não permanecer inerte se for chamado a se manifestar sobre questionamentos relativos à investigação do Banco Master, hoje sob a relatoria do ministro Dias Toffoli e alvo de pedidos de suspeição apresentados por parlamentares. Em entrevista ao jornal O Globo e sem antecipar juízo sobre o caso, Fachin disse que, se necessário, atuará “doa a quem doer”.
A permanência de Toffoli como relator tem sido contestada em razão de vínculos empresariais envolvendo dois irmãos do ministro, que foram sócios de um resort no Paraná e venderam suas participações a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Indagado sobre o tema, Fachin afirmou ao O Globoque, na condição de presidente da Corte, não pode “antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado”. “Uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços”, ressaltou o presidente do STF. “Doa a quem doer.”
O Resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no interior do Paraná; ministro Dias Toffoli estaria ligado ao local | Foto: Reprodução/Redes sociais
Fachin também comentou as reações negativas à nota institucional divulgada pela presidência do STF na semana passada em defesa de Toffoli e da atuação do tribunal. Segundo ele, o documento teve como objetivo central a preservação da institucionalidade.
“Defendeu-se a regularidade da atuação jurisdicional durante o recesso, uma vez que o ministro relator foi designado por sorteio aleatório e optou por continuar trabalhando”, afirmou. Fachin disse ter buscado reforçar a autonomia técnica dos órgãos de controle, como Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público e disse que “nada está imune à crítica, nem o Supremo, nem qualquer um de seus ministros”.
Sobre a possibilidade de o colegiado do STF decidir se o caso Master deve permanecer na Corte ou retornar à primeira instância, Fachin explicou que o regimento interno prevê a apreciação de eventuais irregularidades pelo órgão competente.
Cartaz crítico a Toffoli em destaque na manifestação convocada pelo MBL e realizada na frente do Banco Master — São Paulo (SP), 22/1/2026 | Foto: Reprodução/Instagram/@mblivre
“Se houver recurso ou irresignação por parte de interessados, essa matéria será submetida ao órgão colegiado correspondente”, disse. Segundo o presidente do STF, a análise caberá à Segunda Turma, da qual Toffoli faz parte.
Fachin defende código de conduta para ministros do STF
Defensor da adoção de um código de conduta para ministros do Supremo, Fachin afirmou que a Corte alcançou um grau de maturidade institucional que permite a iniciativa. Para ele, o código fortaleceria a legitimidade do tribunal e ampliaria a confiança da sociedade.
“Ele fixa parâmetros objetivos de comportamento”, afirmou, citando como exemplo a necessidade de maior transparência sobre palestras de ministros, como informações sobre convites, patrocinadores e eventuais pagamentos. “Essa resposta precisa ser institucional e estrutural. Não pode ser casuística.”
Pouco antes de assumir o inquérito, Toffoli viajou ao lado de um advogado que representa um dos diretores do Master | Foto: Reprodução/Cristiano Estrela/NCI TJSC/Via Flickr
Segundo Fachin, a principal resistência interna não está no conteúdo do código, mas no momento de sua adoção. Há ministros que defendem aguardar o período eleitoral, posição que ele diz respeitar, mas da qual discorda.
“No Brasil, temos eleições praticamente a cada dois anos, e o debate público faz parte da democracia”, afirmou Fachin. “A democracia é um canteiro de obras ruidoso.”
O presidente do STF disse esperar avançar na proposta até 2027, caso dependa de sua iniciativa, e destacou que o debate em torno do código já representa um instrumento de mudança cultural. “O Supremo deve dar o exemplo para os cerca de 18 mil juízes do país.”
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, chega para sessão plenária no Supremo, em Brasília – 4/12/2025 | Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Fachin relatou que tem mantido diálogo constante com os ministros da Corte, inclusive com Dias Toffoli. “Foi uma conversa cordial, com a apresentação de sugestões que considero positivas”, disse, ao comentar um contato telefônico com o colega.
Sobre a proposta de código de conduta apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo ao STF, Fachin avaliou a iniciativa como positiva, embora ainda não tenha analisado o texto em detalhe. Para ele, é legítimo que o Supremo adote regras internas mais restritivas do que as previstas na Lei Orgânica da Magistratura, desde que haja critérios objetivos e foco na proteção do interesse público.
Ao comentar as críticas recorrentes ao Judiciário, Fachin afirmou que elas decorrem, em grande parte, do papel de controle exercido pelo Poder sobre os demais e da atuação na proteção de direitos fundamentais e minorias. “A legitimidade do Judiciário não vem do voto, mas é construída diariamente por decisões fundamentadas, jurisprudência estável e conduta compatível com a função”, concluiu.
Mudança ocorre após a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito, anunciada no fim do ano passado
Foto: Reprodução/Radar Nacional
Os candidatos que estão se preparando para realizar a prova prática da categoria B terão uma “colher de chá” na Bahia. O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) vai passar a permitir, já a partir da próxima semana, a realização do exame com veículos automáticos.
A mudança ocorre após a nova resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), anunciada no final do ano passado, que institui diversas outras mudanças no processo de habilitação.
De acordo com o órgão, a novidade ocorre em um momento de crescimento da presença de carros automáticos nas cidades e amplia as opções para quem vai tirar a habilitação, sem alterar os critérios técnicos já exigidos nos exames.
Fim da obrigatoriedade da autoescola
Além da liberação do uso de carros automáticos, o Contran passou a permitir que o candidato possa realizar as aulas com instrutores habilitados pelo Detran. Com isso, não é mais obrigatório a matrícula em centros de formação de condutores.
Outra novidade foi a redução da carga horária mínima de aulas práticas para as categorias A e B, que passou de 20 horas para apenas 2 horas.
Apesar do fim da obrigatoriedade das aulas, as provas teóricas e práticas realizadas pelo Detran continuam sendo obrigatórias e o nível de exigência será mantido.
A poucos dias de visitar Jair Bolsonaro na Papudinha, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que, se o ex-presidente pedisse para ele disputar a Presidência, recusaria o convite. A declaração foi feita nesta terça-feira (27).
“Isso [o pedido] não vai acontecer. Mas eu diria não”, disse o governador. Tarcísio contou que já discutiu o assunto com o ex-presidente na última vez em que se encontraram, em setembro do ano passado. “Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, e ele estava na prisão domiciliar, antes de ele vir para o regime fechado, ele me perguntou: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial: qual é a sua posição?’ Eu digo: ‘Minha posição é ficar em São Paulo.’ Eu fui muito contundente, muito claro com ele com relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência.”
Visita a Bolsonaro A visita do governador ao ex-presidente — que está preso na “Papudinha”, prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília — está agendada para a próxima quinta-feira (29).
Inicialmente, o encontro estava previsto para a última quinta-feira (22), mas foi adiado pelo governador. Em nota à imprensa, a assessoria de Tarcísio alegou que o cancelamento foi devido aos compromissos que ele teria no estado. “A visita do governador Tarcísio de Freitas ao presidente Bolsonaro será adiada a pedido do governador para cumprimento de compromissos em São Paulo. Uma nova data será solicitada.”
*Metro1 Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Celso Silva / Governo de São Paulo
Obras só terminam em 2027 e não eliminam o gasto anual com o benefício pago a deputados
Plenário da Câmara dos Deputados durante votação | Foto:Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados planeja receber, em maio de 2027, 96 apartamentos funcionais resultantes da reforma de dois prédios residenciais em Brasília. O custo estimado chega a R$ 100 milhões. A Casa calcula que a medida reduza em cerca de R$ 5 milhões por ano as despesas com auxílio-moradia. A apuração é do Metrópoles.
Mesmo com a entrega das novas unidades, a economia projetada não elimina o gasto com o benefício. Em 2025, a Câmara desembolsou mais de R$ 7 milhões com auxílios pagos a parlamentares sem acesso a imóveis funcionais.
Déficit histórico de apartamentos da Câmara
Os prédios em reforma ficam a cerca de 5 quilômetros do Congresso. Um deles está vazio desde 2007. O outro, desde 2017. O projeto divide apartamentos com mais de 230 metros quadrados em duas unidades de cerca de 100 metros quadrados.
A Câmara administra 447 imóveis destinados a deputados. Desse total, 399 estão em condição de uso. Hoje, 513 parlamentares exercem mandato. Segundo a Casa, 378 ocupam apartamentos funcionais, enquanto 14 unidades permanecem com ministros e senadores.
O auxílio-moradia paga R$ 4,2 mil por mês a quem não recebe imóvel funcional. O deputado ainda pode usar até R$ 4,1 mil da cota parlamentar para complementar despesas com aluguel.
Os imóveis foram construídos nos anos 1970, período de aumento no número de cadeiras da Casa. A ampliação do total de deputados, confirmada com a Constituição de 1988, ampliou o déficit de moradias. Problemas estruturais e disputas por ocupação mantiveram parte das unidades fora de uso ao longo dos anos.
A direção da Câmara sustenta que a reforma reduz custos futuros e preserva o patrimônio público. “A obra foi a melhor forma encontrada para resolver o problema da insuficiência de apartamentos funcionais”, informou a Casa ao Metrópoles. Em outra nota, declarou: “A reforma permitirá a restauração e a preservação de patrimônio público de responsabilidade da Câmara dos Deputados”.
Além dos dois prédios em obras, a Casa planeja intervir em mais dois blocos residenciais nos próximos anos.
O Monitor do Debate Político da USP, em parceria com o Cebrap e a ONG More in Common, afirmou que a manifestação organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) neste domingo (25) reuniu cerca de 18 mil pessoas na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
Segundo a instituição, a contagem foi feita a partir de imagens aéreas analisadas por inteligência artificial e tem margem de erro de 12%, o que indicaria que o público no momento de pico pode ter variado entre 15,1 mil e 20,1 mil participantes.
A USP informou que utilizou sete imagens captadas às 15h15, horário de maior concentração de público, analisadas pelo sistema P2PNet, que identifica pessoas nas fotos. O método tem erro médio estimado em 12%.
Fontes da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP), no entanto, disseram à revista Oeste que a manifestação reuniu entre 50 e 100 mil pessoas.
O ato marcou o fim da chamada Caminhada pela Liberdade, percurso de aproximadamente 240 quilômetros iniciado em Paracatu (MG) na última segunda-feira (19), com trechos por Minas Gerais e Goiás até a capital federal.
O grupo defende a derrubada dos vetos do presidente Lula ao Projeto da Dosimetria, que pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O inquérito que apura suspeitas de fraudes no Banco Master avança para uma etapa decisiva no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda (26) e terça-feira (27), o Supremo colhe os últimos depoimentos autorizados pelo ministro Dias Toffoli. O objetivo é concluir a fase de oitivas para liberar o avanço técnico da investigação.
Quem fala antes do relatório final
Os depoimentos reúnem executivos, sócios e ex-sócios do Banco Master, além de dirigentes do Banco de Brasília (BRB) e representantes de empresas investigadas. Essa etapa serve para esclarecer pontos finais do esquema apurado pela Polícia Federal antes do fechamento do inquérito.
O que acontece após as oitivas
Com o fim dos depoimentos, a investigação segue os seguintes passos:
A Polícia Federal terá até 60 dias para elaborar o relatório final; O documento reunirá provas, conclusões e possíveis indiciamentos; O material apreendido na Operação Compliance Zero passará por perícia da Procuradoria-Geral da República (PGR), acompanhada por peritos da Polícia Federal (PF) designados pelo relator.
Destino do processo
Após a entrega do relatório, o ministro Dias Toffoli deve decidir sobre o encaminhamento do caso. Uma das possibilidades é a devolução do processo à primeira instância da Justiça, onde a apuração tramitava antes de chegar ao STF por envolver suspeita contra um parlamentar com foro privilegiado. Mesmo com essa mudança, as investigações seguem até a definição das responsabilidades.
Quase 90 pessoas tiveram de ser atendidas pelo Corpo de Bombeiros
Equipes do Corpo de Bombeiros, que já monitoravam o ato, improvisaram uma estrutura de atendimento emergencial no local | Foto: Reprodução/Redes sociais
Dezenas de publicações nas redes sociais ironizaram o raio que atingiu manifestantes durante a Caminhada pela Liberdade, em Brasília, na tarde deste domingo, 25. As mensagens circularam principalmente no X e associaram o episódio a interpretações religiosas, simbólicas ou políticas, com uso recorrente de ironia, sarcasmo, memes e linguagem pejorativa direcionada aos participantes do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Entre os padrões observados nas postagens está a atribuição de intencionalidade divina ao raio. Em uma das mensagens, um usuário escreveu: “Registro do momento que Deus lançou o raio pra acabar com a palhaçada”. Em outra, a ironia apareceu em forma de pedido: “Manda mais chuva e raio, Senhor”. Também houve quem afirmasse: “Impossível continuar ateu sabendo que Deus enviou um raio no meio de um ato bolsonarista”.
Outro conjunto de publicações tratou o episódio como uma espécie de correção simbólica ou moral. Um perfil escreveu: “Essa galera pede tanto sinal de Deus que, quando Ele manda um bem claro, nítido, eles não percebem”. Em tom semelhante, outro usuário afirmou: “Ai, um show de heresias desse terminar com um raio”. Também circularam mensagens que sugeriam repetição do fenômeno, como: “Sei que é impossível um raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas estou esperançoso”.
Há ainda postagens que utilizaram termos pejorativos para se referir aos manifestantes ou que banalizaram o risco físico enfrentado pelas vítimas. Um usuário escreveu: “Caiu um raio no gado que caminhava atrás do bandidinho”. Em outra publicação, a ironia apareceu em forma de meme: “Expectativa: tirar o Bolsonaro da cadeia / Realidade: tomar raio na cabeça”. Também houve mensagens curtas que expressaram alinhamento simbólico com o ocorrido, como: “Estamos com o raio”.
Postagem nas redes sugere incentivo à repetição do episódio | Imagem: X/Screenshot
Parte das reações combinou ironia religiosa com linguagem ofensiva ou generalizações. Um perfil escreveu: “Deus ficou pistola com a heresia e mandou um raio nos gados que acompanhavam”. Outro afirmou: “Nem Deus aguenta mais essa raça maldita”. Também circularam montagens com imagens religiosas acompanhadas de frases como: “Raio acabou com a passeata” e “Nem Deus tem paciência com bolsonarista”.
Além disso, algumas postagens adotaram tom retórico para questionar a coerência dos participantes do ato. Um usuário escreveu: “Quem espiritualiza tudo, usa o nome de Deus, manipula a fé como instrumento político, vai dizer o que agora?”. Em outra mensagem, a ironia foi construída por contraste: “Simplesmente caiu um raio no ato de Nikolas em Brasília. Fala-se em dez feridos, seis hospitalizados. Quem espiritualiza tudo vai dizer o quê agora?”
Raio deixou dezenas de feridos durante ato em Brasília
A descarga elétrica ocorreu enquanto manifestantes aguardavam o encerramento da Caminhada pela Liberdade, sob forte chuva, nas proximidades da Praça do Cruzeiro, perto do Memorial JK. O impacto provocou correria entre os presentes e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que já acompanhavam o ato.
Segundo nota oficial da corporação, 89 pessoas foram atendidas na tarde do incidente. Desse total, 42 vítimas não necessitaram de encaminhamento à rede hospitalar, enquanto outras 47 pessoas foram transportadas para unidades de saúde do Distrito Federal. Entre os encaminhados, 11 vítimas demandaram maiores cuidados médicos em decorrência da descarga atmosférica. Ao todo, foram empregadas 32 viaturas e 150 militares para prestar assistência às vítimas.
A Polícia Militar do Distrito Federal informou que não havia determinação para cancelar o evento. A chuva intensa, no entanto, impediu a chegada do deputado e de seus apoiadores ao ponto final da caminhada, que teve início em Paracatu (MG) na segunda-feira, 19, e previa encerramento ao meio-dia deste domingo. Mesmo sem concluir o trajeto, Nikolas afirmou que a mobilização cumpriu seu objetivo. “O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo”, declarou.
Por conta das fortes chuvas que caem em Brasília neste domingo (25), uma explosão seguida de um raio deixou diversas pessoas feridas na Praça do Cruzeiro, onde milhares de manifestantes aguardavam a chegada do grupo que acompanha o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na caminhada de 240km que foi iniciada na cidade mineira de Paracatu.
A queda do raio provocou pânico e correria no local onde muitas pessoas estavam mesmo debaixo de forte chuva. As chuvas que começaram no meio da manhã em Brasília atrasaram o cronograma da caminhada, que tinha sido marcada para chegar às 12h na Praça do Cruzeiro.
Testemunhas relataram que várias pessoas caíram no chão após sofrerem choques elétricos devido ao raio. Pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão.
Do carro de som, os organizadores da manifestação pediam insistentemente para que o público se afastasse das grades. O locutor informava que havia pessoas feridas por choques elétricos.
Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, diante do risco de descargas elétricas provocadas por novos raios. Logo depois do acidente, tendas de atendimento foram montadas no Memorial JK, que fica ao lado da Praça do Cruzeiro.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, algumas pessoas estão com batimento cardíaco mais baixo, outras se queixam de dormência. Há também pessoas em estado de choque. Os feridos estão sendo encaminhados para o Hospital de Base do Distrito Federal e para o Hospital Regional de Asa Norte.
A “Caminhada pela liberdade” iniciada por Nikolas Ferreira em Paracatu durou seis dias. Na manhã deste domingo, Nikolas e dezenas de parlamentares iniciaram a última etapa da caminhada em direção à Praça do Cruzeiro. Os manifestantes foram surpreendidos logo no início do trajeto pelas fortes chuvas.
Neste sábado (24), o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou que o objetivo da Caminhada pela Justiça e Liberdade já foi alcançado e disse que a mobilização serviu para “despertar as pessoas”. A declaração foi feita em vídeo publicado às 22h49, no encerramento do sexto dia do ato.
– Hoje completa-se 235 quilômetros caminhados a pé. E além de convocá-los pra amanhã, eu quero dizer que o objetivo dessa caminhada já foi concluído. Porque o que eu queria era despertar as pessoas e o mais Cristo faria – declarou.
Nikolas declarou ainda que vê a população mais atenta a temas como corrupção, escândalos recentes e o que chamou de injustiças contra presos do 8 de janeiro.
– Não tenho dúvidas que o Brasil acordou. Hoje eu posso falar com todas as palavras do meu coração de que o Brasil acordou. Acordou contra seus problemas locais, acordou contra a corrupção – continuou.
A caminhada teve início no dia 19 de janeiro, quando Nikolas saiu sozinho de Paracatu (MG). Ao longo do percurso até Brasília, políticos de diferentes regiões do país e cidadãos comuns passaram a se juntar ao grupo.
O deputado também atribuiu a mobilização à fé.
– O Brasil acordou e eu não tenho dúvidas que amanhã Deus fará algo extraordinário. Eu não tenho dúvidas. Porque quem começou isso não fui eu, foi Deus – declarou.
Neste domingo (25), a caminhada será encerrada com uma manifestação pacífica na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
O início do quinto dia da Caminhada pela Justiça e Liberdade foi marcado por um momento emocionante na manhã desta sexta-feira (23). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que lidera o movimento, encontrou seus pais, o pastor Edésio de Oliveira e a psicóloga Maria Ruth de Oliveira, e a irmã, Lavigne Beatrice. Ao encontrar os familiares, o parlamentar foi às lágrimas.
Na atualização mais recente, a caminhada já havia ultrapassado a marca de 150 quilômetros, dos aproximadamente 240 previstos a serem finalizados até o próximo domingo (25), quando está planejado um ato na Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com Nikolas, o ato busca reforçar o caráter pacífico e simbólico da iniciativa, convidando a população a refletir sobre o atual cenário político e institucional do país.
Ainda segundo o parlamentar, a mobilização tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o que classifica como arbitrariedades recentes no país, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a situação jurídica dos presos relacionados aos atos do 8 de janeiro de 2023. O ato é marcado pelo lema “Acorda, Brasil”.
Desde a última segunda-feira (19), quando a caminhada foi iniciada na cidade de Paracatu (MG), centenas de pessoas, incluindo figuras políticas e anônimos, seguem o movimento, que também tem contado com o apoio de motoristas que encontram o grupo ao longo do caminho até a capital federal.
Confira alguns dos nomes de quem está ou já esteve na caminhada (alguns participaram pontualmente e não seguirão durante todo o trajeto):
Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais André Fernandes, deputado federal pelo Ceará Gustavo Gayer, deputado federal por Goiás Guilherme Batista, pregador Marcelo Bonifácio, cantor Pablo Almeida, vereador por Belo Horizonte (MG) Wess Guimarães, influenciador Carlos Bolsonaro, ex-vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Luciano Zucco, deputado federal pelo Rio Grande do Sul Rafael Satiê, vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Fernando Holiday, vereador por São Paulo (SP) Carlos Jordy, deputado federal pelo Rio de Janeiro Sargento Gonçalves, deputado federal pelo Rio Grande do Norte Major Vitor Hugo, vereador por Goiânia (GO) Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão Thiago Medina, vereador pelo Recife (PE) João Pedro Pugina, vereador por Araçatuba (SP) Magno Malta, senador pelo Espírito Santo Lucas Pavanato, vereador por São Paulo (SP) Lucas Polese, deputado estadual pelo Espírito Santo Pedro Poncio, ex-MST Sebastião Coelho, ex-desembargador Eduarda Campopiano, vereadora por Praia Grande (SP) Junio Amaral, deputado federal por Minas Gerais Chiara Biondini, deputada estadual por Minas Gerais Vile Santos, vereador por Belo Horizonte (MG) Douglas Garcia, ex-deputado estadual por São Paulo Mauricio do Vôlei, deputado federal por Minas Gerais Capitão Martim, deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Ivson de Castro, vereador por Sete Lagoas (MG) Samuel Caires, vereador por Janaúba (MG) Matheus Braga, vereador por Ipatinga (MG) Ugleno Alves, vereador por Teófilo Otoni (MG) Pedro Luiz, vereador por Contagem (MG) Thomaz Henrique, vereador por São José dos Campos (SP) Luiz Lima, deputado federal pelo Rio de Janeiro Guilherme Kilter, vereador por Curitiba (PR).