Oministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou nesta terça-feira (14/12) que está “muito preocupado” e rezará para que Jair Bolsonaro não sofra um atentado fatal em 2022. O general fez essas afirmações na formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência, para agentes já em atividade na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo Heleno, é preciso agir para evitar a adoção da “solução mais rápida: eliminar o presidente da República”.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) uma operação para combater um esquema de fraudes e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos em procedimento de licitação paa obras no estádio Castelão, em Fortaleza, entre 2010 e 2013. Segundo informação publicada pela revista Veja, a ação tem como alvos o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o irmão dele, o senador Cid Gomes.
Ainda conforme a publicação, cerca de 80 policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza (CE), Meruoca (CE), Juazeiro do Norte (CE), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA).
“As investigações tiveram início no ano de 2017, sendo identificados indícios de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa obtivesse êxito no processo licitatório da Arena Castelão e, posteriormente, na fase de execução contratual, recebesse valores devidos pelo Governo do Estado do Ceará ao longo da execução da obra de reforma, ampliação, adequação, operação e manutenção do Estádio Castelão. Apurou-se indícios de pagamentos de 11 milhões de reais em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas”, diz a PF.
Medida fará com que todos os estados iniciem e encerrem o pleito ao mesmo tempo
Horário de votação será unificado em todo o país Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou, nesta terça-feira (14), uma mudança importante para as eleições de 2022: a uniformização dos horários de início e encerramento da votação em todo o país. Com essa medida, todos os estados terão que seguir o horário oficial de Brasília – das 8h às 17h – e assim encerrarão a votação ao mesmo tempo, independentemente dos fusos horários.
A alteração fará com que as votações nos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e parte do Pará comece às 7h e termine às 16h. No Acre, as eleições iniciarão ainda mais cedo, com as urnas sendo abertas às 6h e fechadas às 15h. O arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, é onde a votação ocorrerá no horário mais avançado, das 9h às 18h.
A alteração foi aprovada durante a votação de resoluções que definem regras que serão aplicadas nas eleições de 2022. A unificação do horário de votação foi proposta pelo relator, ministro Edson Fachin. De acordo com a decisão do TSE, os horários no exterior não serão alterados.
O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, reconheceu que a mudança pode gerar transtornos, mas defendeu que é preciso priorizar a uniformidade na divulgação dos resultados, que sofria com interpretações e “teorias conspiratórias” pelo fato de a apuração, especialmente do cargo de presidente, ser apresentada ao público já com uma totalização avançada.
– A diferença no horário de encerramento de votação produziu interpretações, teorias conspiratórias e problemas que gostaríamos de evitar para assegurar a tranquilidade do processo eleitoral brasileiro – afirmou.
Ministro-chefe do GSI afirmou que “temos um dos Poderes que resolveu assumir uma hegemonia que não lhe pertence”
Ministro Augusto Heleno Foto: PR/Marcos Corrêa
Durante uma formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência para agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que tem tomado remédios “na veia” para não levar o presidente Jair Bolsonaro a tomar “uma atitude mais drástica” contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
O áudio vazado foi divulgado pelo jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles. No conteúdo, Heleno faz referência ao Supremo ao dizer que “temos um dos Poderes que resolveu assumir uma hegemonia que não lhe pertence” e que está “tentando esticar a corda até arrebentar”. O ministro afirma que essa conduta parte e “dois ou três ministros do STF”.
– Nós estamos assistindo a isso diariamente, principalmente da parte de dois ou três ministros do STF (…) E que eu, particularmente, que sou o responsável, entre aspas, por manter o presidente informado… eu tenho que tomar dois Lexotan na veia por dia para não levar o presidente a tomar uma atitude mais drástica em relação às atitudes que são tomadas por esse STF que está aí – diz.https://www.youtube.com/embed/jXv6CmD-QEc
O Lexotan, citado pelo ministro, é um medicamento prescrito para tratar questões, segundo a bula do fármaco, como “ansiedade, tensão e outras queixas somáticas ou psicológicas associadas à síndrome de ansiedade”
CRÍTICAS DO GOVERNO AO STF A fala de Heleno marca um novo capítulo do conflito entre o governo Bolsonaro o Supremo Tribunal Federal. Já há algum tempo a gestão federal avalia que o STF se intromete em questões que não são de sua competência legal, extrapolando a autonomia entre os Poderes da República.
Casos emblemáticos como a decisão da Corte de permitir que prefeitos e governadores adotassem medidas contra a Covid-19 e a proibição de o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, assumir o comando da Polícia Federal sempre motivaram muitas críticas do presidente Jair Bolsonaro.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou hoje (15), no Diário Oficial da União, o edital para seleção de recenseadores e agentes censitários do Censo Demográfico 2022. Serão 206.891 vagas temporárias para todo o país.
Antes deste edital, o IBGE já tinha aberto dois processos seletivos, que foram cancelados, devido a adiamentos do censo. O primeiro cancelamento foi em março de 2020 e, o segundo, em outubro deste ano.
Das vagas, 183.021 serão para recenseador, 18.420 para agente censitário supervisor e 5.450 para agente censitário municipal. As inscrições serão abertas às 16h de hoje (15) e terminam às 16h de 29 de dezembro deste ano.
As inscrições serão feitas pelo site da FGV Conhecimento, onde também poderão ser encontradas informações sobre as provas.
Salários
Os recenseadores, que são os responsáveis pela aplicação do questionário do Censo nos domicílios, terão salário variável de acordo com a produção. A carga horária semanal recomendável é de 25 horas. A taxa de inscrição custa R$ 57,50.
Os agentes censitários supervisores supervisionam o trabalho dos recenseadores. Eles têm a carga horária semanal de 40 horas e salário de R$ 1.700.
Já os agentes censitários municipais têm, entre suas atribuições, garantir a cobertura de sua área territorial, o cumprimento dos prazos e a qualidade das informações coletadas. A carga horária é de 40 horas e o salário, de R$ 2.100. O valor da taxa de inscrição para ambos os cargos é de R$ 60,50.
Presidente aparece com 34,8%, contra 19% do ex-presidente Lula.
Números foram revelados nesta terça-feira pelo Diário do Poder (Foto: Sérgio Lima / Reprodução)
BRASÍLIA – Pesquisa do instituto Brasmarket divulgada nesta terça-feira (14) pela coluna Diário do Poder é a primeira deste ano a apontar o presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente na corrida pelas eleições de 2022.
Ele lidera no principal cenário de primeiro turno com 34,8% das intenções de votos, contra com 19%, do ex-presidente Lula (PT).
O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos) aparece com 7,8%, seguido por Ciro Gomes (PDT), com 5,2%; João Doria (PSDB), 2,4%; Luiz Henrique Mandetta (DEM), 0,4%; e Simone Tebet (MDB), com 0,3%.
Brancos/nulos (12,5%) e aqueles que não sabem/indecisos (17,7%) representam 30,2% do eleitorado.
No levantamento do segundo turno, o presidente Bolsonaro teria 43,4% contra 32,9% do petista Lula. Brancos e nulos são 16,8% e não sabe/indeciso, 6,9%
O General Fernando Azevedo ocupou o cargo de ministro da Defesa, mas deixou o governo em março deste ano
Ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) irá contar com um ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro para ocupar o posto de diretor-geral da Corte. Trata-se de Fernando Azevedo, ex-ministro da Defesa, que ficará responsável por cuidar das licitações e tratar de questões administrativas.
O general Fernando Azevedo deixou o governo em março e explicou que saiu da função “na certeza da missão cumprida”.
De acordo com a revista Veja, Azevedo irá ingressar na Corte em fevereiro, quando o ministro Edson Fachin vai assumir a Presidência do TSE. O ex-ministro da Defesa continuará nas funções durante as eleições de 2022, quando o TSE será presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Além dele, outro ex-integrante do governo Bolsonaro deverá ser nomeado para um cargo no TSE ano que vem. Será o ex-advogado-geral da União José Levi, que assumirá a Secretaria-Geral da Corte em agosto, quando Moraes presidir o Tribunal.
O plenário da Câmara concluiu nesta terça-feira (14) a votação da Medida Provisória (MP) 1.067/21, que adota regras para que novos tratamentos obrigatórios sejam incorporados pelos planos e seguros de saúde. O texto garante aos pacientes que ocorra a aplicação dos novos tratamentos se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não cumprir o prazo para a decisão. A MP segue para análise do Senado.
O parecer da deputada Silvia Cristina (PDT-RO) determina que os medicamentos contra o câncer de uso oral e domiciliar, inclusive aqueles com tratamento iniciado na internação hospitalar, sejam fornecidos obrigatoriamente pelos planos de saúde, em conformidade com a prescrição médica e desde que estejam registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com uso terapêutico aprovado para essas finalidades.
O jornalista Ricardo Noblat segue “incansável” em suas enquetes nas redes sociais sobre o governo. Forte opositor do presidente Jair Bolsonaro, Noblat organizou uma nova enquete contra o chefe do Executivo, nesta segunda-feira (13).
Dessa vez, ele perguntou quem é o maior inimigo da liberdade de imprensa no Brasil. Entre as opções de voto estão “os partidos de esquerda” e “Bolsonaro”. Até o momento, o resultado parcial mostra a esquerda sendo apontada como inimiga da liberdade de imprensa.
Vacinas de reforço podem ajudar a conter a disseminação da covid-19, contanto que as pessoas mais necessitadas de proteção também tenham acesso a elas, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (14).
“É uma questão de priorização. A ordem importa. Dar reforços a grupos com risco baixo de doenças graves ou mortes simplesmente ameaça as vidas daqueles com risco alto que ainda estão esperando suas doses primárias por causa de restrições de suprimento”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um briefing virtual.
“Por outro lado, dar doses adicionais a pessoas com risco alto pode salvar mais vidas do que dar doses primárias àqueles com risco baixo.”
Ele ressaltou que o surgimento da variante Ômicron levou alguns países a iniciar programas de vacinas contra covid-19 de reforço para todas as suas populações adultas, enquanto pesquisadores carecem de indícios sobre a eficácia dos reforços contra esta variante.
Tedros disse que 77 países já relataram casos de Ômicron “e a realidade é que a Ômicron provavelmente está na maioria dos países, mesmo se ainda não tiver sido detectada. A Ômicron está se disseminando em um ritmo que não vimos com nenhuma variante anterior”, disse.
A OMS receia que as pessoas estejam minimizando a Ômicron por considerá-la amena.
“Certamente, aprendemos a esta altura que subestimamos este vírus por nossa conta e risco. Mesmo que a Ômicron de fato cause doenças menos graves, o número imenso de casos poderia sobrecarregar mais uma vez sistemas de saúde despreparados”, disse.
Mike Ryan, o principal especialista em emergências da OMS, disse que o pico desta onda de infecções ainda está a “algumas semanas” de distância, dada a proliferação muito rápida da Ômicron.
Kate O’Brien, especialista em vacinas da OMS, disse que pessoas não vacinadas têm que ser a prioridade, já que estão pressionando os sistemas de saúde.