Em editorial, o apresentador do Jornal Nacional criticou o presidente por suas falas sobre a vacinação de crianças
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Nesta sexta-feira (7), usuários de redes sociais se uniram para criticar a TV Globo e o apresentador William Bonner, do Jornal Nacional. No Twitter, “manifestantes” levantaram a #CalaABocaBonner e colocaram a tag como um dos assuntos em destaque na rede social.
A iniciativa ocorre após um editorial lido durante a edição de quinta-feira (6) do Jornal Nacional, na Globo. Na ocasião, Bonner e Renata Vasconcellos criticaram declarações de Jair Bolsonaro sobre a vacinação de crianças contra a Covid-19 e disseram que o presidente tem que ser responsabilizado por seus atos.
– O presidente Jair Bolsonaro é responsável pelo que diz, pelo que faz. Espera-se que venha também a ser responsável por todas as consequências daquilo que faz e diz – afirmou Bonner.
O editorial foi lido logo após a exibição de uma reportagem sobre a eficácia e a segurança da vacina anticovid para crianças. No início do texto, o âncora disse que “as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as mortes de crianças por Covid afrontam a verdade e desrespeitam o luto de milhares de brasileiros”.
O jornalista disse ainda que o presidente “desrespeita todos os técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ao questionar qual seria o interesse da Anvisa com a autorização da vacinação de crianças” e afirmou que Bolsonaro descumpre as prerrogativas da agência “ao ameaçar divulgar nomes de integrantes da Anvisa que aprovaram a vacinação infantil”.
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Apesar de não possuírem cargos públicos atualmente, três pré-candidatos à Presidência da República neste ano recebem “salários” dos partidos de que fazem parte. São eles o ex-presidente Lula (PT), o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e o ex-ministro Sergio Moro (Podemos). De acordo com o jornal O Globo, a quantia fica, em média, na faixa de R$ 20 mil.
De acordo com o veículo, é Lula quem tem o maior salário líquido entre os postulantes ao Planalto, com ganhos de cerca de R$ 22,8 mil. Na sequência, aparece o pedetista Ciro Gomes, com salário líquido de R$ 21,3 mil. Por fim, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Filiado recentemente ao Podemos, ele receberá neste ano um valor bruto mensal de R$ 22 mil e líquido de cerca de R$ 15 mil.
Atualmente, a lei eleitoral não proíbe que os partidos políticos tenham em suas folhas de pagamento políticos sem cargos eletivos e não estabelece um teto de gastos de uso do fundo partidário. Entretanto, de acordo com o advogado Renato Ribeiro de Almeida, ouvido pelo jornal, é necessária uma transparência maior dos partidos sobre os pagamentos.
– Os políticos estão inseridos nas atividades político-partidárias e exercem funções que justificam a remuneração. O sistema de prestação de contas partidárias tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos, mas os partidos ainda precisam dar mais transparência de valores gastos à população por meio dos seus sites ou outras plataformas – ressalta.
De acordo com o PT, Lula recebe remuneração por “exercer funções de direção partidária” e ocupar o posto de presidente de honra do partido. Já o Podemos, afirmou que Moro é vice-presidente estadual do partido, no Paraná, desde 10 de novembro.
Prestes a estrear como novo comentarista da CNN Brasil, o jornalista Boris Casoy adiantou que não tem medo da cultura do “cancelamento”. Ele garantiu que não tem o objetivo de “agradar” espectadores, mas sim “colaborar” com o seu país.
– Não me assusta mais ser cancelado, atacado; faz parte. Nada disso me obriga a mudar de caminho. Não vou para a CNN, como não vou para nenhum órgão de imprensa, para agradar. Vou para exercer a profissão de jornalista e colaborar com o meu país o quanto puder – declarou ele, em entrevista ao Notícias da TV.
O comunicador, que ficou conhecido já no final da década de 1980 por emitir suas opiniões sobre as notícias, avalia que o cancelamento é “produto da burrice humana”.
– Essa coisa de ser cancelado, atacado, já tenho calo com isso. Acho essa questão do cancelamento, se for uma instituição, é uma instituição idiota e de idiotas. Só prejudica o desempenho positivo do ser humano na sociedade. Sou contra [o cancelamento] e acho que é produto da burrice humana – assinalou.
Integrante do quadro Liberdade de Opinião junto de Fernando Molica, Casoy estreará na CNN na próxima segunda-feira (10) e conciliará o novo trabalho com sua faculdade de Medicina Veterinária. Na avaliação de Casoy, a “CNN é um sonho para todo o jornalista”.
– É onde você pode realizar seus anseios, pode colocar suas posições com tranquilidade. Você é obrigado a exercer a democracia do diálogo. Essa é a característica que me encanta na CNN, um fato único na imprensa brasileira – assinalou.
Diversos funcionários da companhia estão sendo afastados e, segundo a companhia, isso pode gerar impacto na operação
Foto: Divulgação/GOL
A Gol emitiu nesta quinta-feira (6) um alerta para possíveis impactos em voos da empresa, após aumento no número de funcionários afastados por Covid e influenza.
“Estamos vivenciando um aumento de casos de gripe, influenza e Covid-19 no Brasil e no mundo, esse último causado pela variante ômicron, altamente contagiosa. Apesar dessa variante ser menos agressiva, temos recebido diariamente um volume de dispensas médicas tanto do grupo de voo quanto das equipes de solo e demais áreas administrativas maior do que o planejado. Felizmente, todos os casos reportados são leves, não havendo nenhum registro de internação ou complicações no momento. Diante desses fatos, geramos um alerta preventivo com relação a possíveis impactos em nossas operações”, disse a companhia.
É o segundo movimento entre empresas aéreas brasileiras nos últimos dias. Na quarta (6), a Azul informou que os seus voos já estavam sendo impactados em razão do número de tripulantes doentes. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que está monitorando a operação das empresas aéreas e vai atuar para minimizar o impacto aos voos.
Confira o comunicado da Gol na íntegra
“A Gol Linhas Aéreas está atenta ao aumento de casos de Covid e influenza que está sendo registrado em todo o Brasil. Aumentamos o alerta para nossas equipes que atuam nos aeroportos e em nossos voos para redobrarem os cuidados. O uso de máscara é obrigatório em todas nossas operações.
Houve nos últimos dias um aumento dos casos positivos entre colaboradores, mas nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança.
A companhia tem tomado medidas internas, todas dentro das normas regulatórias, para garantir a operação dos próximos dias.
Em relação a clientes, os casos positivos reportados antes do embarque estão sendo tratados com três opções oferecidas aos passageiros: cancelamento com o reembolso do valor total; cancelamento, mas com o valor total deixado como crédito para futuras compras; ou remarcação sem custos adicionais.
Como desde o início da pandemia, a Gol acompanha as diretrizes das autoridades de Saúde e as atualizações realizadas por parte das autoridades da aviação. Neste momento, a companhia tem 100% dos seus Colaboradores vacinados e confia que somente com a população amplamente imunizada será possível superar mais este desafio que a pandemia apresenta”.
Partido apresentou representação ao Ministério Público Eleitoral contra o presidente
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR
O PT apresentou, nesta quinta-feira (6), representação ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por campanha eleitoral antecipada e abuso de poder econômico. O partido pede a instauração de investigação para averiguar se ruralistas dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão envolvidos no aluguel de outdoors para promover a candidatura de Bolsonaro à reeleição.
A representação do PT foi baseada em reportagem do jornalista Rubens Valente publicada no UOL, na qual são apresentados diversos registros de outdoors espalhados em propriedades rurais da região Centro-Oeste do País.
As peças de publicidade apresentam fotos de Bolsonaro, apoio declarado à sua candidatura neste ano e mensagens que exaltam as bandeiras do seu governo.
O partido também cita uma manifestação promovida pelo Sindicato Rural de Cuiabá contra a campanha “segunda sem carne” promovida pelo banco Bradesco. Segundo o PT, o protesto teria sido utilizado para fazer campanha a favor da candidatura de Bolsonaro, como indicam vídeos que circulam na internet.
Em um dos registros apresentados pela sigla ao MPE, um manifestante afirma que “para reeleger o presidente do Brasil, cada fazendeiro vai doar um boi”, e, em caso de derrota, os brasileiros vão ficar “igual lá na Venezuela” – em alusão ao cenário de crise econômica e humanitária do País vizinho.
Na representação, o PT afirma que os outdoors e o evento a favor da candidatura de Bolsonaro conflitam com a liberdade de expressão, pois “desequilibram a disputa eleitoral ao colocar em destaque um dos mais notórios pré-candidatos à disputa da Presidência da República em evidência, sem haver a mesma oportunidade aos outros candidatos”.
“A responsabilidade de Jair Bolsonaro, desta maneira, advém do fato de que candidato a cargos políticos não pode abusar dos poderes econômicos e/ou políticos que detenha, nem mesmo permitir que terceiros o façam em seu nome”, diz o PT.
“Não há dúvidas a respeito do benefício auferido pelo Sr. Jair Bolsonaro pela propaganda eleitoral promovida por pessoas físicas e jurídicas”, continuou a sigla.
O partido prossegue com a acusação de que não somente teria ocorrido propaganda eleitoral antecipada a favor do atual presidente, como teria sido financiada pelo setor privado, o que é proibido pela Justiça Eleitoral, inclusive durante o período regular de campanha.
“Há evidente movimento de campanha eleitoral antecipada promovida pelo setor rural dos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, que deve ser investigada e condenada pela Justiça Eleitoral brasileira, a fim de proteger e garantir a justa e democrática corrida eleitoral que se aproxima”, destaca o PT em outro trecho.
Renato Ribeiro, doutor em direito do Estado pela Universidade de São Paulo e membro da comissão de direito eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), afirmou que as denúncias de abuso de poder econômico apresentadas pelo PT, caso sejam reconhecidas pelo MPE e julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podem ter como efeito a cassação do mandato de Bolsonaro e sua inelegibilidade por 8 anos.
A eventual condenação pode destituí-lo do cargo tanto no atual mandato como em caso de reeleição.
COM A PALAVRA, O PALÁCIO DO PLANALTO Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto não comentou as acusações do PT até o momento da publicação desta matéria.
A medida provisória (MP) que estabelece regras para a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pode atender pouco mais de 1 milhão de estudantes, que representam contratos no valor de R$ 35 bilhões. Os números são do Ministério da Educação (MEC) e levam em conta o total de 2,6 milhões de contratos ativos do Fies, abertos até 2017, com saldo devedor de R$ 82,6 bilhões. Desse total, 48,8% (1,07 milhão) estão inadimplentes há mais de 360 dias. O texto que facilita o pagamento dos atrasados foi editado no último dia de 2021 e ainda precisa de um decreto regulamentador.
Dentre as principais propostas estão o parcelamento das dívidas em até 150 meses (12 anos e meio), com redução de 100% dos encargos moratórios e a concessão de 12% de desconto sobre o saldo devedor para o estudante que realizar a quitação integral da dívida. O desconto será 92% da dívida consolidada no caso dos estudantes que estão no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) ou foram beneficiários do auxílio emergencial. Para os demais estudantes, o desconto será de 86,5%. Durante a live desta quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro abordou o tema.
“Resolvemos acertar com a Economia, com o Ministério da Educação, abater completamente os juros e, quando vai para o principal [da dívida], abater 92% de desconto. Isso vai atingir em torno de 550 mil estudantes que estão no Cadastro Único ou Auxílio Emergencial. Então, eles terão que pagar, tirando o juros, 8% do principal apenas e ainda pode ser parcelado isso daí. Grande oportunidade de pessoas se verem livres do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Livre no tocante a dívidas. E outros 520 mil atende os demais casos que têm dívidas também, mas o desconto vai ser um pouco menor, em vez de 92%, [será] de 86,5%”, detalhou.
Pelos números do MEC, os estudantes com contratos do Fies que estão no CadÚnico ou que receberam Auxílio Emergencial somam 548 mil contratos. Os demais estudantes inadimplentes somam outros 524,7 mil contratos de financiamento.
O Fies é um programa do governo federal destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições para o Fies ocorrem duas vezes por ano, antes do início das aulas em cada semestre.
A renegociação de dívidas do programa deverá ser realizada por meio dos canais de atendimento que serão disponibilizados pelos agentes financeiros do programa. Apesar de estar em vigor desde a semana passada, a MP ainda precisará ser aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional em até 120 dias após o fim do recesso legislativo, que termina em fevereiro.
A empresa citou “mudança de estratégia” para focar apenas em entrega de supermercados e outras lojas, além de pacotes
A Uber anunciou nesta quinta-feira, 6, que o aplicativo Uber Eats vai deixar de fazer entregas de refeições de restaurantes a partir do dia 8 de março. A empresa citou “mudança de estratégia” para focar apenas em entrega de supermercados e outras lojas, além de pacotes.
“Nosso principal objetivo daqui para frente será oferecer acesso à maior e melhor seleção de supermercados, lojas especializadas, pet shops, floriculturas, lojas de bebidas e outros artigos no aplicativo do Uber Eats. Tudo para que você possa ter ao seu alcance tudo o que precisar, com a melhor experiência possível, desde a escolha dos itens até a entrega, afirmou a empresa em nota.
A Uber explicou que a decisão foi tomada para concentrar esforços na parceria com a Cornershop para entrega de itens de conveniência e mercado. Em 2019, a Uber comprou a participação majoritária da Cornershop e integrou os pedidos de supermercado ao aplicativo do Uber Eats.
No Brasil, a Cornershop opera desde janeiro desde 2020. Atualmente, o serviço está disponível na seguinte lista de cidades: regiões metropolitanas de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Jundiaí, Macaé, Maceió, Manaus, Natal, Novo Hamburgo, Piracicaba, Porto Alegre, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Uberlândia e Vitória. A Uber disse que espera expandir a lista de cidades ao longo de 2022.
A orientação da Uber é que os usuários que possuem créditos ou promoções em restaurantes no Uber Eats deve utiliza-los até o dia 7 de março. Para os locais que os restaurantes realizavam entregas apenas através do aplicativo da Uber, a empresa afirma que está “oferecendo todo o suporte aos restaurantes durante esse período de mudanças”.
O anúncio ocorreu um dia depois do presidente Jair Bolsonaro sancionar projeto de lei que obriga empresas de aplicativos a contratar para seus entregadores seguro para acidentes durante o período de trabalho. A empresa não mencionou a sanção do projeto no comunicado sobre a decisão de fechar o serviço de entrega de restaurantes.
Até o dia de 30 de junho de 2022 estão abertas as inscrições para o alistamento militar. Os jovens brasileiros do sexo masculino que completarem 18 anos em 2022 devem se inscrever exclusivamente por meio do site de alistamento militar.
No Brasil o alistamento militar é obrigatório, e quem não se alistar pode ter uma série de problemas, como a proibição de:
Ingressar como funcionário, empregado ou associado em instituição, empresa ou associação oficial, oficializada ou subvencionada; Assinar contrato com o governo federal, estadual, dos territórios ou municípios; Prestar exame ou fazer matricula em qualquer estabelecimento de ensino; Obter carteira profissional, registro de diploma de profissões liberais, matrícula ou inscrição para o exercício de qualquer função e licença de indústria e profissão; Fazer inscrição em concurso para provimento de cargo público; Exercer, a qualquer título, sem distinção de categoria ou forma de pagamento, qualquer função pública ou cargo público, eletivos ou de nomeação; Receber qualquer prêmio ou favor do governo federal, estadual, dos territórios ou municípios. Inscrição Para a inscrição online, é necessário ter em mãos CPF, carteira de identidade ou carteira de trabalho, comprovante de endereço com CEP, endereço de e-mail e telefone. Após preencher o formulário, o candidato deve imprimir seu Certificado de Alistamento Militar para comprovação de sua inscrição junto às Forças Armadas. O acesso é feito com o número do CPF e a senha criada no momento do cadastro.
Para quem não tem acesso ao um computador pessoal, a inscrição pode ser feita por um telefone celular, instalando o aplicativo de alistamento, disponível para os sistemas iOS e Android. A documentação é a mesma para ambos os casos.
Casos especiais Há casos em que o alistamento só pode ser feito presencialmente. Uma delas é a de jovens que forem arrimo de família, ou seja, o único responsável pelo sustento da família. Nessa situação é necessário apresentar um requerimento pedindo dispensa de incorporação e também apresentar documentos que comprovem sua condição.
Outra situação é para os jovens com deficiência. De acordo com o Ministério da Defesa, para solicitar a dispensa o “portador de necessidade especial física aparente, entregará requerimento solicitando isenção do serviço militar e atestado médico com diagnóstico de incapacidade e o respectivo CID, que é a Classificação Internacional de Doenças”.
Caso a pessoa não tenha condição de comparecer a uma junta do serviço militar por incapacidade absoluta, ele poderá ser representado por tutor ou curador mediante procuração lavrada em cartório.
Imunização infantil não terá exigência de receituário médico
Foto: Valter Campanato
O governo federal anunciou hoje (5) a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de operacionalização de vacinação contra a covid-19. As primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro. Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer – o único aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Brasil receberá, no primeiro trimestre de 2022, 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças. O Ministério da Saúde receberá, ainda em janeiro, um lote de 3,74 milhões de doses de vacina.
“Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O secretário executivo do órgão, Rodrigo Cruz, informou que outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.
O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.
Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.
O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.
A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas. Mas o Ministério sugeriu que os pais procurem profissionais de saúde.
Questionado por jornalistas se essa recomendação não desestimularia os pais a levarem os filhos para vacinar, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu afirmando que isso deixaria os pais mais “seguros” para decidir sobre a imunização.
Análise
Durante a coletiva, o ministro Marcelo Queiroga e seus secretários defenderam o processo de análise e definição da inclusão do público infantil no Plano Nacional de Imunizações (PNI). A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.
“Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário. Também estava no nosso radar. Nós temos uma tempestividade, o tempo correto de ser feito. E acredito que este é o tempo adequado”, acrescentou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.
Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.
O secretário executivo Rodrigo Cruz comentou que a equipe da pasta acionou a Pfizer após o anúncio da decisão da Anvisa. Um aditivo do 3º contrato foi firmado no dia 28 de dezembro, que fechou a entrega das 20 milhões de doses no 1º trimestre.
Pfizer
Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”.
Regras valem enquanto durar emergência em saúde causada pela pandemia
Foto: Marcello Casal
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta quarta-feira (5), um projeto de lei (PL) que estabelece regras emergenciais de proteção a entregadores de serviços de aplicativo durante a emergência em saúde pública causada pela pandemia de covid-19. O texto havia sido aprovado em dezembro pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados.
Segundo a proposição legislativa, a empresa de aplicativo de entrega deverá contratar seguro contra acidentes, sem franquia, em benefício do entregador, para cobrir exclusivamente acidentes ocorridos durante o período de retirada e entrega de produtos.
O seguro deve abranger, obrigatoriamente, acidentes pessoais, invalidez permanente ou temporária e morte. Na hipótese de o entregador trabalhar para mais de uma empresa de aplicativo de entrega, a indenização deverá ser paga pela seguradora contratada pela empresa para a qual o trabalhador estiver prestando serviço no momento do acidente.
Outra exigência da nova lei é que, uma vez diagnosticado com covid-19, o entregador deverá receber uma assistência financeira por parte da empresa de aplicativo durante o período inicial de 15 dias. Esse prazo poderá ser prorrogado por mais dois períodos sucessivos de 15 dias, mediante apresentação de exame RT-PCR ou laudo médico que constate a persistência da doença. O valor a ser pago deve corresponder à média dos três últimos pagamentos mensais recebidos pelo entregador.
No quesito prevenção, a lei prevê que a empresa de aplicativo de entrega deve fornecer ao entregador itens como máscaras, álcool em gel ou outro material higienizante para a proteção pessoal durante o trabalho. Isso poderá ocorrer por meio de repasse ou reembolso de despesas.
Pelo descumprimento das regras, a nova lei estabelece punições que vão de advertência até o pagamento de multa administrativa de R$ 5 mil por infração cometida, em caso de reincidência.
Veto
Um dos pontos incluídos no texto aprovado pelo Congresso Nacional previa que empresa de aplicativo poderia fornecer alimentação ao entregador por intermédio dos programas de alimentação do trabalhador previstos na Lei 6.321/1976. Essa lei permite às empresas deduzirem do imposto de renda o dobro das despesas com alimentação do trabalhador. Este trecho, no entanto, foi vetado pelo presidente da República. A justificativa é que a medida acarretaria renúncia de receita sem acompanhamento de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro e das medidas compensatórias.