Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola está disponível na Netflix, e tem classificação etária de 14 anos
Influenciadora digital fez alerta aos pais para filme brasileiro na Netflix Foto: Reprodução Instagram
A influenciadora digital e intérprete de Libras Mariana Lima fez um alerta aos pais e responsáveis sobre o filme Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola, de 2017, que está disponível na Netflix. Em seu Instagram, Mariana divulgou um trecho da produção, que é baseada em um livro homônimo escrito pelo apresentador Danilo Gentili, que mostra o personagem de Fábio Porchat tentando abusar sexualmente de dois adolescentes.
Mariana se mostrou indignada com o que chamou de “banalização” do abuso sexual de menores.
– Eu não consigo acreditar como algo assim (abuso infantil) pode ser tratado com desenhinhos, como PRECONCEITO, como algo NORMAL (essas mesmas palavras foram usadas no filme!). Filme com grande produção e “grandes” atores. Quantas crianças já não assistiram essa grande M****??? – escreveu a influenciadora.
Mãe de dois filhos e evangélica, Mariana disse ainda que ficou extremamente abalada com as cenas do filme.
– Juro que quando vi passei mal e ainda estou. GRAÇAS A DEUS meus filhos estavam dormindo e não virem essa cena tão “NORMAL”. Que isso???!!!! – questionou, indignada.
– Acho que algo nunca me afetou tanto assim na vida. Estou muito chocada. Olhei e não acreditei. […] Reposta isso, grava essa cena, marca alguém que você sabe que não vai deixar isso barato – pediu aos seguidores.
A produtora de conteúdo Polly Oliveira também se mostrou revoltada com a produção. Em seu Instagram, ela fez um longo desabafo em que cita os males causados pela pedofilia e pelo abuso sexual.
– Quem se responsabiliza por essa cena adentrar lares e mentes de crianças que a partir disso acharão natural serem abusadas? Ninguém nesse set de filmagem poderia ter visto que essa cena não é adequada para se fazer piada? – questionou.
Os influenciadores Paulo Filippus e Fabiola Melo também usaram as redes sociais para questionar a Netflix e cobrar providências.
Influenciador cobrou respostas da Netflix e marcou a ministra Damares Alves na publicação Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro recebe na tarde deste domingo (13), um grupo de refugiados afegãos para um almoço no Palácio da Alvorada. Os convidados do presidente chegaram à residência oficial em dois ônibus, por volta das 11h. Ao todo, mais de 70 pessoas foram recebidas pela presidente, em sua maioria mulheres, crianças e idosos.
O grupo chegou ao Brasil em agosto do ano passado, após o Talibã tomar o poder no Afeganistão.
O presidente fez um discurso de boas-vindas aos expatriados.
– Sei que é difícil abandonar a terra natal e ir para outro continente, mas as circunstâncias até mesmo de sobrevivência os obrigaram a tomar esse destino. Sejam bem-vindos e sintam-se em casa. Hoje é um dia muito especial para mim, estou muito feliz de vê-los aqui sãos e salvos – disse o presidente.
Uma das convidadas para o encontro foi a afegã Mina Mirzad, de 24 anos. Em entrevista ao site Metrópoles, ela contou que trabalhava no governo do Afeganistão quando os radicais islâmicos assumiram o poder. Ela e a família fugiram para o Paquistão, onde ficaram por 6 meses, e de lá vieram para o Brasil.
– O presidente do Brasil nos convidou para o almoço, e estamos animados para conversar com ele e comer comida brasileira – disse Mina, que agora se empenha em aprender português e conseguir um emprego.
Jair Bolsonaro havia visitado o grupo neste sábado (12), na cidade de Luziânia, em Goiás. Na conversa com os refugiados, Bolsonaro afirmou que se tratava de uma visita de solidariedade. O presidente destacou que os afegãos já estão se adaptando ao Brasil e migrando para outras regiões.
– Já estão de adaptando e começam a ir para outros locais do Brasil. Foi uma vista de solidariedade, estavam felizes, dançaram. Dirigimos algumas palavras, demos as boas-vindas, e vão ficar em definitivo no Brasil – afirmou.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.462 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (12) no Espaço Loterias Caixa, na cidade de São Paulo. Com isso, o prêmio acumulou em R$ 165 milhões. O próximo sorteio será realizado na quarta-feira (16).
Chefe da Abin se lançará como deputado federal pelo PL
Alexandre Ramagem criticou atuação do STF Foto: Agência Brasil/Valter Campanato
O diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (12), de desrespeitar a Constituição. Ramagem disse ainda que os togados querem “resgatar o absolutismo”. A declaração foi feita em uma entrevista a um canal no YouTube.
– Eles [ministros do STF] estão violando a nossa própria Constituição, o princípio de separação de Poderes e o princípio republicano. Parece que estão resgatando o absolutismo, a época em que o monarca era o Estado, era as leis, e tudo podia – disse.
O ex-chefe da Polícia Federal ainda disse que “está havendo um atropelo de regras e de direitos”, e chamou a situação de “magistocracia”.
Ainda na entrevista, Ramagem alfinetou o ex-ministro da Justiça e pré-candidato Sergio Moro, chamando-o de “gatinho mimadinho” por causa da sua gestão no Ministério da Justiça.
– O Moro no Ministério da Justiça primeiro parecia um grande acerto, uma grande esperança. Depois acabou sendo uma grande decepção. Depois o que se viu foi uma grande traição, uma deliberada traição – avaliou.
Alexandre Ramagem irá se candidatar a deputado federal pelo Partido Liberal (PL) nestas eleições.
A empresa também informou que seu lucro em 2021 foi compatível com o tamanho dos investimentos
Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Após os reajustes promovidos esta semana nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha, a Petrobras publicou, neste sábado (12), dois vídeos em sua página na internet justificando os aumentos. Conforme a estatal, o último reajuste foi necessário para manter o fornecimento por todas as empresas, mitigando riscos de desabastecimento.
A empresa afirmou que não repassou imediatamente a elevação recente nas cotações do petróleo pois “não transmite volatilidade e sabe da importância de contribuir com combustível acessível.”
Na publicação, a companhia alega que seu lucro recorde em 2021 pode parecer alto, mas na verdade não é. Segundo a empresa, o lucro é compatível com o tamanho dos investimentos.
A empresa fechou o ano passado com um lucro inédito de R$ 106,7 bilhões. “Você imagina o quanto é necessário de investimentos para produzir o combustível que chega até você. É um investimento bilionário”, informou.
De acordo com a Petrobras, a taxa anual de retorno empregado na operação da companhia em 2021 foi de 8%, ficando, conforme a estatal, “apenas 2% acima do custo da sua dívida, um retorno justo.”
A publicação diz que a empresa é uma das que mais investem no Brasil e que mais da metade do seu caixa retorna para a sociedade através de tributos, participações governamentais e dividendos para os Estados.
Em 2021, a petrolífera informa que pagou por hora R$ 23 milhões em impostos e tributos, e que gerou cerca de 10 mil empregos para cada R$ 1 bilhão de investimentos em exploração e produção. “Estamos investindo mais de R$ 70 bilhões por ano, estamos beneficiando mais de 4 milhões de pessoas com aquisição de gás de cozinha para famílias vulneráveis.”
Por fim, a companhia afirma que “aqui não existe monopólio e outras empresas, assim como a Petrobras, também produzem e importam combustíveis”. Segundo a empresa, preços do mercado asseguram o funcionamento e o abastecimento do País. promovido por diversas empresas.
Ele disse saber que a categoria está chateada após o último reajuste dos combustíveis adotado pela Petrobras
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega
O presidente Jair Bolsonaro disse, neste sábado (12), que não conversou com os caminhoneiros sobre reajustes nos preços de combustíveis, mas afirmou estar ciente de que eles estão “chateados”.
– Peço a compreensão deles. Entendo que a partir de hoje subiu, sim, R$ 0,90 o preço do diesel, mas hoje diminuiu R$ 0,60. Espero que na ponta aqui, na bomba, esse valor se faça presente – comentou ele sobre um Projeto de Lei Complementar (PLC), aprovado na sexta-feira pelo Congresso Nacional.
O chefe do Executivo disse torcer para que a categoria não se organize para fazer protestos contra o aumento dos combustíveis. No governo de Michel Temer, uma grande greve dos motoristas paralisou o país e fez com que o presidente buscasse recursos extraordinários para auxiliar os trabalhadores.
– Tem muito caminhoneiro que (…) alguns falam em greve. Sei disso. Lamento. Espero que não haja – afirmou.
Bolsonaro considerou também que há o pensamento entre alguns profissionais de que não é o ideal entrar em greve porque, com uma possível paralisação, o caminhão não pode sair de casa e o motorista não teria mais como honrar pagamentos, como o de combustíveis.
– Quer ver uma coisa? Você pega uma viagem daqui Brasília a São Paulo, mais ou menos mil quilômetros. Um caminhão grande gasta, a cada dois quilômetros, um litro de diesel. Então, ele gasta quinhentos litros para ir e quinhentos para voltar. Gasta mil litros de combustível. Se o aumento foi de R$ 900, o que não é verdade, então aumentou mais R$ 900 – calculou.
E continuou.
– Realmente é insuportável isso que está acontecendo. Nós temos que ter sensibilidade – ressaltou.
Petrobras Bolsonaro também afirmou que qualquer um pode ser trocado em seu governo, com exceção dele próprio e do vice-presidente Hamilton Mourão.
– Todo mundo pode ser trocado – disse, quando questionado por jornalistas sobre se existia a possibilidade de mudar o comando da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, após o reajuste dos combustíveis anunciado esta semana.
Bolsonaro falou com repórteres após participar de um evento para “filiação em massa” de pré-candidatos a deputados federais do PL.
Na sequência, no entanto, Bolsonaro voltou ao tema.
– Ninguém falou em trocar (o presidente da Petrobras). Você perguntou se ele pode ser trocado. Qualquer um pode ser trocado no meu governo, menos eu e o vice-presidente da República, que têm mandato – ressaltou.
O chefe do Executivo lembrou que, pelo cargo que ocupa, se considera o acionista majoritário da estatal, que também possui ações no mercado financeiro.
– Então eu dou os meus palpites, minhas sugestões, diretamente ao presidente (da empresa) quando se faz necessário. Mas isso não é interferência. São sugestões apenas que eu faço – relatou.
O presidente também deu a entender que não conversou com o general Luna após a decisão do comandante da Petrobras de repassar o aumento dos custos dos combustíveis no mercado externo para o mercado doméstico.
– Certas coisas não precisam comentar. Ele vai ligar para mim para perguntar ‘está satisfeito com o reajuste?’, Não vai. Ele sabe o que eu penso disso e o que qualquer brasileiro pensa disso (…) Agora, o brasileiro tem que entender que quem decide esse preço não é o presidente da República. É a Petrobras com os seus diretores e o seu Conselho – explicou.
Da mesma forma, Bolsonaro também descartou, mais uma vez, a possibilidade de mudar os preços dos combustíveis “na caneta”.
– Não existe isso. Se você efetuar uma medida dessa aí, explode. Quando você fala, o preço do combustível está atrelado ao valor do petróleo lá fora e ao dólar aqui dentro. Se você tomar certas medidas, você simplesmente causa um caos na economia (…) Não adianta você reduzir na canetada em R$ 1 o preço do combustível se o dólar vai para R$ 7 – afirmou.
Ele disse ainda que o presidente da Petrobras está realizando investimentos a médio e longo prazo.
– Estive com ele no Comperj, em Itaboraí (RJ). Estamos investindo em outras refinarias, pelo Brasil, para aumentar a sua produtividade – ressaltou.
O presidente comentou que, para construir uma refinaria, além de ser uma obra demorada, é precisamos estimular a iniciativa privada para que parta para a construção de refinarias no Brasil.
– Esse [processo] é longo, não é coisa rápida. É demorado – calculou.
Bolsonaro ilustrou, dizendo que há minirrefinarias no mundo e que a China, inclusive, tem expertise nessa área. Comentou ainda que tratou do tema com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e que recebeu como resposta que os projetos são possíveis, mas que podem levar de três a quatro anos para ser construídos.
Informações foram prestadas ao ministro Alexandre de Moraes, a pedido do senador Randolfe Rodrigues
Vereador Carlos Bolsonaro acompanhou comitiva presidencial à Rússia Foto: PR/Alan Santos
A Câmara Municipal do Rio informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sabia da viagem do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para a Rússia no mês passado. Ele participou da comitiva presidencial ao leste europeu.
As informações foram prestadas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que recebeu uma representação para investigar a presença do vereador na viagem. O pedido é para apurar se Carlos Bolsonaro foi ao país para pesquisar métodos hackers.
Em resposta ao STF, a Câmara do Rio diz que o vereador avisou sobre a viagem e que os gastos não foram custeados pela Casa Legislativa.
– O regimento interno da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não exige prévia autorização para realização de viagens internacionais que não configurem missão oficial ou gastos para Casa – observa o ofício.
De acordo com os documentos encaminhados ao STF, o convite para a viagem partiu do parlamentar Leonid Slutsky, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Parlamento da Rússia.
Ao comunicar formalmente a ausência durante a viagem, em ofício enviado à Presidência da Câmara Municipal do Rio no dia 11 de fevereiro, Carlos Bolsonaro avisou que as despesas não gerariam qualquer ônus para a Casa Legislativa. Ele também pediu anuência da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão de Turismo, que integra como vice-presidente.
A Presidência da República também foi notificada pelo STF e ainda precisa se manifestar sobre as condições oficiais de participação do filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) na viagem, incluindo gastos, eventuais diárias pagas e a agenda cumprida.
INVESTIGAÇÃO O pedido de investigação foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no inquérito das milícias digitais, que se debruça sobre a atuação de grupos organizados na internet para promover desinformação e ataques contra a democracia.
Ao acionar o STF, o senador afirmou que os principais ataques hackers têm origem na Rússia. Também lembrou que Carlos Bolsonaro foi apontado na CPMI das Fake News como integrante do chamado “gabinete do ódio”.
Cobrada a dizer se vê ou não elementos para abrir uma investigação sobre a viagem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu para ouvir o Planalto antes de apresentar seu parecer. Em manifestação preliminar, no entanto, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo sinalizou que não encontrou indícios de crime para instaurar um inquérito.
Com a derrocada das negociações por uma federação com o PT, o PSB pode ver até 10 dos seus 30 deputados irem para outras legendas.
É o caso de Júlio Delgado (MG), que analisa a possibilidade de sair após 13 anos de partido. Ele disse que iria para o seu estado neste final de semana avaliar a situação da sua candidatura.
Liziane Bayer (RS) é outra que aguarda as composições nos estados para definir para qual legenda irá. Marcelo Nilo (BA) anunciou a desfiliação. Jefferson Campos (SP), também de saída, disse que não cogita “em hipótese alguma” ir para um partido de esquerda.
Esses deputados contavam com a formação da federação para formar suas alianças. Alguns podem migrar para o PV, que fechou a federação com o PT, como forma de garantir a presença nesse guarda-chuva. Mas por conta das especificidades locais de cada candidatura, os deputados afirmam que dificilmente haverá uma saída em bloco para uma mesma legenda.
Parlamentares que ficarão afirmam que a cúpula do partido tem tentado ajudar caso a caso para ajudar na formação das chapas e com fornecimento de recursos. Alguns já deveriam sair, com ou sem federação. Mas a debandada não mudará a posição do PSB sobre a federação. Um deputado disse que o partido não quer abrir mão da sua autonomia e virar uma “tendência dentro do PT”, fazendo alusão às correntes internas da legenda.
Depois de cerca de quatro meses de negociações, PT, PC do B e PV decidiram formar uma federação partidária.
O PSB, que negociava até então com as siglas, optou por ficar de fora da união de partidos, pelo menos por enquanto.
A federação prevê que as siglas ficarão unidas ao longo de quatro anos em âmbito nacional, estadual e municipal.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (11) que recusou o convite para se reunir com o senador e ex-presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM). O parlamentar havia enviado uma solicitação de audiência com o presidente para tratar do decreto federal que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Em declaração à CNN Brasil, Bolsonaro ironizou o pedido do senador: “Ele [Aziz] pode divulgar o dia [da audiência], que eu divulgo o ano”, disse o chefe do Planalto.
– Há um ano Aziz estava batendo no governo e agora fala em ‘diálogo harmonioso’? Se ele estivesse preocupado com o estado dele, ele poderia ter se antecipado de outra forma. O povo já paga muito imposto. Ele deveria ser a favor da redução de imposto – afirmou.
No último dia 2, o senador Aziz encaminhou um requerimento de audiência em nome de sua bancada do Amazonas, do governador do estado e do prefeito de Manaus.
– Solicito reunião para dialogarmos a respeito da redução da alíquota de IPI promovida pelo decreto n° 10.979 de 25 de fevereiro de 2022. É fundamental que encontremos, em diálogo harmonioso e polido, uma solução tempestiva que não afete, sobretudo, os empregos da Zona Franca de Manaus. Aproveito o ensejo para estender os votos de estima e elevada consideração – finaliza o pedido.
O decreto editado pelo governo federal em fevereiro deste ano estabeleceu uma redução de até 25% para automóveis e eletrodomésticos classificados como “linhas branca”, que incluem geladeiras, secadoras, freezers e máquinas de lavar.
Em nota, a Abear avalia que encarecimento do querosene de aviação pode frear a retomada da operação aérea
Foto: Divulgação/Latam
Com a alta no preço do petróleo no mercado internacional, como consequência da guerra na Ucrânia, as companhias aéreas estão amargando aumento substancial de custos com querosene de aviação (QAV).
A Latam confirmou um reajuste das passagens, sem estimar, porém, qual a porcentagem. Sem previsão para o equilíbrio do mercado, o setor estima uma postergação da oferta de novas rotas.
A companhia aérea informou, por meio de nota, que permanece atenta à evolução da guerra na Ucrânia, que impacta diretamente o preço do petróleo e também a previsibilidade para realizar ajustes em seus voos, se necessário. “É inegável o impacto nos custos das companhias aéreas em função da alta do preço do QAV”, diz a companhia.
Já a Azul afirma, também em nota, que, embora o valor do barril do petróleo já tenha superado os níveis atuais há 14 anos, a situação atual “é muito pior, pois naquela época o valor do dólar estava muito abaixo dos atuais R$ 5,00, cotado a R$ 2,00”.
“Essa matemática é bastante impactante para o setor aéreo, em especial para as empresas brasileiras, que têm diversos custos em dólar e um dos combustíveis mais caros do mundo”, destaca a áerea.
Historicamente, o combustível responde por mais de um terço dos custos do setor, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Conforme a entidade, o setor acumula prejuízo de R$ 37,4 bilhões de 2016 até o terceiro trimestre de 2021. “A Abear defende que medidas emergenciais de contenção de preços que possam ser tomadas durante a vigência do conflito incluam o QAV, amenizando dessa forma a crise do setor.”
Procurada, a Gol informou que está em período de silêncio e que se posiciona por meio da Abear.