Ministro destacou que empresa cumpriu apenas parcialmente as determinações judiciais até o momento
Ministro Alexandre de Moraes Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, aceitou o pedido de desculpas do CEO do Telegram, Pavel Durov, e atendeu a solicitação por mais prazo. Em decisão neste sábado (19), ele deu 24h para que a empresa cumpra as determinações judiciais requeridas pela Justiça brasileira.
– O Telegram, até o presente momento, cumpriu parcialmente as determinações judiciais, sendo necessário o cumprimento integral para que seja afastada a decisão de suspensão proferida em 17/3/2022 – advertiu.
A manifestação foi enviada por volta das 16h44 pelo gabinete de Moraes ao novo e-mail indicado pela plataforma. Segundo Durov havia uma “falha na comunicação” devido a um desencontro entre os e-mails corporativos do Telegram e do STF.
– Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao STF por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor – declarou Durov nessa sexta-feira (18).
Segundo Moraes, o bloqueio ao Telegram será suspenso assim que a empresa cumprir uma lista com quatro exigências. São elas:
– indicar à Justiça um representante oficial do Telegram no Brasil (pessoa física ou jurídica); – informar ao STF, “imediata e obrigatoriamente”, as providências adotadas pelo Telegram para “o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas, incluindo os termos de uso e as punições previstas para os usuários que incorrerem nas mencionadas condutas”; – excluir imediatamente os links no canal oficial de Jair Bolsonaro, no Telegram, que permitem baixar documentos de um inquérito sigiloso e não concluído da Polícia Federal; – bloquear o canal Claudio Lessa, fornecer os dados cadastrais da conta ao STF e preservar a íntegra do conteúdo veiculado nesse espaço.
Ex-senadora crê que petista “capitaneava” crimes de corrupção em seu governo
Ex-parlamentar Heloísa Helena Foto: Agência Senado/ Geraldo Magela
A ex-senadora Heloisa Helena (Rede) afirmou não ter dúvidas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é culpado por crimes de corrupção. De acordo com ela, não há “força humana” capaz de obrigá-la a dar suporte ao presidenciável.
– Eu não tenho dúvida que uma personalidade inteligente como Lula, seria impossível que se fossem viabilizados tantos crimes contra administração pública no governo dele sem estar ele a capitanear o processo. Se for para responder de forma simplória, se é inocentou ou culpado, eu não tenho dúvida de que é culpado – declarou a ex-parlamentar em entrevista ao Uol.
Heloisa Helena garante que manterá sua visão independente das instâncias jurídicas. Ela negou, porém, que seu posicionamento proteja o ex-juiz Sergio Moro.
– Não posso mentir e dizer que considero Lula inocente. Quando as instâncias jurídicas declararam que o [Fernando] Collor era inocente, eu continuei dizendo que eu achava que ele não era. Então, isso não significa proteger o Sergio Moro ou condenar os procedimentos investigatórios legítimos que foram feitos, porque ele teve uma postura inaceitável de tratar disso politicamente – acrescentou.
A ex-senadora também manifestou sua opinião sobre a perda de direitos políticos por parte de políticos que cometeram crimes.
– Não posso dizer que, quando uma pessoa é identificada como culpada, ela tenha que ficar ad infitinum, ad eternum, sem ter seus direitos políticos, sem ter seus direitos civis, para continuar intervindo na democracia, caso ainda queira ainda se candidatar – concluiu.
Heloisa Helena chegou a ser filiada do Partido dos Trabalhadores, mas foi expulsa da sigla em 2003, após votar contra a reforma da Previdência do governo Lula. À época, a legenda a classificou como “radical”.
Ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do aplicativo de mensagens
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz
Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se mobilizaram para buscar alternativas à proibição do uso da plataforma Telegram pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira (18). A rede social é uma das principais usadas por de Bolsonaro – lá, seu principal canal tem cerca de 1,1 milhão de inscritos, um número muito superior aos quase 49 mil seguidores no perfil oficial do petista Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo.
Na plataforma, grupos podem ter até 200 mil usuários; canais de transmissão podem ter audiência ilimitada.
Apoiadores divulgavam, principalmente, formas de como usar uma rede virtual privada (VPN) ou de ter acesso a um proxy. Ambos têm a mesma finalidade: mascarar a origem de acesso de um internauta. Uma pessoa no Brasil pode simular que está usando a internet em outro país.
Na ordem de Moraes, pessoas naturais e jurídicas que usarem “subterfúgios tecnológicos” para continuarem a usar o Telegram estarão sujeitas a “sanções civis e criminais”, e multa diária de R$ 100.000.
A ação foi recomendada por influenciadores como o jornalista Allan dos Santos, que teve sua conta original bloqueada no Brasil em 26 de fevereiro. Quando banido, Allan dos Santos criou uma conta alternativa e informou que quem estava em outro país ou usava uma VPN conseguia ter acesso ao canal original.
O influenciador Bernardo Küster divulgou em seu canal com mais de 60 mil seguidores o uso de proxy como alternativa para o uso do Telegram. Ele postou duas possíveis alternativas de proxy, com endereços para Estados Unidos e outros países europeus.
– Nesse novo Brasil, aprenda a usar VPN e criar uma conta no Gettr e no Clouthub – escreveu Allan dos Santos às 16h06 desta sexta-feira em sua conta alternativa na rede, que ainda estava ativa e tinha cerca de 50 mil inscritos.
Poucos minutos depois, ele foi novamente banido da plataforma.
O Gettr se define como uma rede social que “rejeita a censura política e a ‘cultura do cancelamento’”. Ela tem o apoio direto de Bolsonaro, seus filhos e influenciadores, que estão presentes na plataforma. O Clouthub é uma outra rede para o qual grupos de direita migraram em massa.
Apoiadores de Bolsonaro nos grupos criticaram Alexandre de Moraes com xingamentos e alguns protestaram contra o que chamaram de inação do presidente sobre o tema.
Administradores de páginas em apoio a Bolsonaro criaram canais na rede social Discord para que os seguidores migrassem. O Discord é uma plataforma que permite que usuários se comuniquem por texto e por voz. Apenas membros dos grupos podem saber o conteúdo das mensagens.
O Concurso 2.464 da Mega-Sena, que será realizado hoje (19) à noite em São Paulo, pagará o prêmio de R$ 190 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.
O concurso anterior, quarta-feira (16), não teve acertador das seis dezenas e o prêmio ficou acumulado.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, nosite da Caixa Econômica Federal.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.
Empresa destacou momento “desafiador e de alta volatilidade”
Foto: Fernando Frazão
A Petrobras informou hoje (18) que não pode antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços de combustíveis, devido ao momento “desafiador e de alta volatilidade”.
Em nota para esclarecer a população sobre os preços de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), a empresa afirmou que tem “sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado”.
Segundo a Petrobras, foi observada, nos últimos dias, redução dos níveis de preços internacionais de derivados, seguida de forte aumento ontem (17).
Invasão da Ucrânia
“Seguimos em ambiente de muita incerteza, com aumento na demanda por combustíveis no mundo, num momento em que os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia impactam a oferta, gerando uma competição no mundo pelo fornecimento de produtos”, diz a nota. De acordo com a empresa, esse cenário “reforça a importância de que os preços no Brasil permaneçam alinhados ao mercado global para assegurar a normalidade do abastecimento e mitigar riscos de falta de produto”.
A Petrobras lembrou ainda que, nos últimos meses, o mercado internacional de petróleo veio enfrentando elevada volatilidade, devido à pandemia de covid-19. Essa volatilidade dos preços ganhou um componente adicional com a tensão geopolítica na Europa, que culminou com a invasão da Ucrânia pela Rússia no último dia 24 de fevereiro.
“Em um primeiro momento, apesar da disparada dos preços internacionais, a Petrobras, ao avaliar a conjuntura de mercado e preços conforme governança estabelecida, decidiu não repassar de imediato a volatilidade, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo. Somente no dia 11 de março, após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, a Petrobras implementou ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras de gasolina, diesel e GLP”, relata a nota.
Reflexo
A empresa esclareceu que os valores aplicados naquele momento, embora tivessem sido significativos, refletiam somente “parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, que foram fortemente impactados pela oferta limitada, frente à demanda mundial por energia”.
De acordo com a empresa, esse movimento acompanhou o de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que haviam promovido ajustes nos seus preços de venda antes da Petrobras. Analisou que a medida foi necessária para garantir o suprimento do mercado brasileiro, afastando riscos de desabastecimento, tanto por distribuidores, como importadores e outros produtores, além da Petrobras.
“A Petrobras segue todos os ritos de governança e busca um equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo que evita repassar para os preços internos as volatilidades das cotações internacionais e da taxa de câmbio, causadas por eventos conjunturais”, continua a nota.
Na avaliação da companhia, esse posicionamento permitiu que os preços nas refinarias da Petrobras permanecessem estáveis por 152 dias para o GLP e por 57 dias para a gasolina e o diesel, “mesmo nesse quadro de ascensão do preço internacional”.
Decisão do ministro do STF foi publicada nesta sexta-feira
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Fellipe Sampaio/STF
O ministro Alexandre de Moraes decidiu suspender o funcionamento do aplicativo de mensagens Telegram em todo o Brasil. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (18) e ocorre após a empresa responsável pelo aplicativo descumprir uma decisão judicial.
O ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou que o “aplicativo Telegram é notoriamente conhecido por sua postura de não cooperar com autoridades judiciais e policiais de diversos países, inclusive colocando essa atitude não colaborativa como uma vantagem em relação a outros aplicativos de comunicação, o que o torna um terreno livre para proliferação de diversos conteúdos, inclusive com repercussão na área criminal”.
No final de fevereiro, Alexandre de Moraes já havia ameaçado bloquear o aplicativo após a plataforma não bloquear perfis ligados ao jornalista Allan dos Santos. O Telegram chegou a obedecer a decisão, mas o conteúdo publicado por Allan ainda poderia ser acessado de outras formas.
Nessa decisão publicada nesta sexta-feira, Moraes determinou “a suspensão completa e integral do funcionamento do Telegram no Brasil, defenso ser intimado, pessoal e imediatamente, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatall), Wilson Diniz Wellisch, para que adote imediatamente todas as providências necessárias para a efetivação da medida”.
O ministro do STF afirmou ainda que “desprezo à Justiça e a falta total de cooperação da plataforma Telegram com os órgãos judiciais é fato que desrespeita a soberania de diversos países, não sendo circunstância que se verifica exclusivamente no Brasil e vem permitindo que essa plataforma venha sendo reiteradamente utilizada para a prática de inúmeras infrações penais”.
Além disso, Moraes ainda definiu multa diária de R$ 100 mil para as empresas que não bloquearem o aplicativo.
A taxa de desemprego no país ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado é o menor para o período, desde 2016 (9,6%).
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados hoje (18).
No trimestre encerrado em janeiro de 2021, a taxa era de 14,5%. Ainda de acordo com o IBGE, a taxa observada no trimestre encerrado em janeiro deste ano ficou abaixo da observada no trimestre finalizado em outubro de 2021 (12,1%).
A população desocupada ficou em 12 milhões de pessoas, 6,6% abaixo do trimestre anterior (menos 858 mil pessoas) e 18,3% abaixo do trimestre encerrado em janeiro de 2021 (menos 2,7 milhões de pessoas).
A população ocupada no país chegou a 95,4 milhões, altas de 1,6% em relação a outubro (mais 1,5 milhão de pessoas) e de 9,4% ante janeiro de 2021 (mais 8,2 milhões).
O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população com idade para trabalhar, ficou estimado em 55,3%. O resultado é 0,7 ponto percentual acima do registrado no trimestre anterior (54,6%) e 4,3 pontos percentuais acima que no mesmo período de 2021 (51,1%).
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (18) que não vai tomar sozinho a decisão de editar ato para determinar o fim da emergência sanitária por covid-19, e que ouvirá secretários de Saúde e outros ministérios antes de tomar qualquer atitude.
“Nós rumamos para pôr fim a essa emergência sanitária. É uma prerrogativa do ministro [da Saúde], por meio de um ato, porque assim a lei determina. Mas o ministro não vai tomar essa decisão sozinho, vai tomar essa decisão ouvindo as Secretarias Estaduais de Saúde, outros ministérios, outros Poderes, para que transmitamos segurança a nossa população”, disse Queiroga.
Ontem (17), Queiroga se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tratar do tema, depois de já ter se encontrado com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para discutir o mesmo assunto.
O ministro vem buscando esclarecer a intenção do governo de iniciar a transição da categoria de pandemia para a de endemia, tipo mais brando de emergência sanitária. A medida está em estudo e foi anunciada no início do mês pelo presidente Jair Bolsonaro.
Nesta sexta-feira (18), Queiroga voltou a avaliar que “a pandemia está sob controle” em muitas partes do país. “Tanto assim que em mais de 16 estados já se flexibilizou o uso da máscara e, dos maiores, inclusive em ambientes fechados. As máscaras são um símbolo da pandemia”, disse.
Ele atribuiu a desaceleração da disseminação do novo coronavírus ao aumento da aplicação de vacinas, que disse terem sido “fundamentais” no controle da doença. “Se não fossem elas, nós não estaríamos na situação que estamos hoje. Estamos com a pandemia em desaceleração franca”, afirmou.
As declarações de Queiroga foram dadas durante uma agenda em Belo Horizonte, onde participou de uma oficina sobre a liberação de recursos do Programa Previne Brasil, que repassa a estados e municípios recursos para a atenção básica à saúde, tendo como base critérios populacionais e também de desempenho.
Open Health Ele aproveitou a ocasião para também defender a criação de uma espécie de open health, sistema similar ao open banking criado pelo Banco Central, que permite um compartilhamento mais amplo de dados sobre clientes entre as instituições financeiras.
Na visão de Queiroga, a aplicação da mesma lógica ao setor de Saúde permitirá um maior conhecimento sobre o uso do sistema complementar, podendo acarretar em redução de gastos públicos e fraudes.
“Fazer uma plataforma como o Open Finance, como o Open Banking e o Open Insurance, na Saúde Suplementar pode criar um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento. Isso não tem nada a ver com privatização do SUS. Nada. Pelo contrário, vamos conhecer melhor o que acontece com os beneficiários do setor privado que usam o setor público. Quem são aqueles que não fazem ressarcimento ao SUS?”, indagou o ministro.
Com um cocar na cabeça, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu a Medalha do Mérito Indigenista, nesta sexta-feira (18), em cerimônia do Ministério da Justiça, em Brasília. A honraria foi criada em 1972, com o objetivo de homenagear as personalidades que se destacam na proteção e promoção dos povos indígenas no Brasil.
Segundo informações da Agência Brasil, na ocasião, a insígnia ofertada ainda aos ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; da Defesa, Braga Netto; da Agricultura, Tereza Cristina; Da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves; e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, além do advogado-geral da União, Bruno Leal, do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, e de servidores de outros órgãos.
“Me sinto muito feliz com este cocar graciosamente ofertado. Somos exatamente iguais. Todos nós viemos à terra pela graça de Deus. Cada vez mais nos transformamos em iguais. Isso não tem preço. O que nós sempre quisemos foi fazer com que vocês se sentissem exatamente como nós”, declarou Bolsonaro.
Em meio às duras críticas feitas ao governo por causa de decisões consideradas prejudiciais aos povos indígenas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, se manifestou, classificando-as como “levianas”.
“É leviano quem diz haver nesse governo desmonte das ações para assegurar direito dos povos indígenas”, disse o ministro, citando operações da Polícia Federal contra garimpo ilegal, desmatamento, queimadas e invasões de terras indígenas.
No veículo que a esposa do personal trainer Eduardo Alves estava tendo relações sexuais com um morador de rua, em Planaltina (DF), na noite do último dia 9, foram encontrados vestígios de sangue. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contará com esse material para esclarecer detalhes do caso.
Segundo a coluna Na Mira, do portal Metrópoles, foram coletadas amostras de sangue e outros resíduos no automóvel. Os investigadores também querem detectar possíveis resquícios de sêmen.
O sem-teto, de 48 anos, foi espancado por Eduardo, que alega que a esposa foi estuprada. No entanto, o mendigo nega ter praticado violência sexual.
Em áudios, a esposa do personal trainer disse que o ato foi consentido. No entanto, ela parecia apresentar confusão mental, apontando que via imagens de Deus e do marido no morador de rua.
ENTENDA O CASO O personal trainer Eduardo Alves, de 31 anos, teria flagrado a esposa tendo relações sexuais com um morador de rua. Ele espancou o sem-teto e disse à polícia que a mulher, de 33 anos, foi vítima de violência sexual. O caso aconteceu na noite da última quarta-feira (9), no Jardim Roriz, em Planaltina (DF).
O caso está sendo apurado pela Polícia Civil.
Aos investigadores, o personal explicou que agrediu o mendigo por pensar que a esposa estava sendo estuprada. Ele também afirmou que a mulher enfrenta problemas psicológicos. Porém, a esposa dele disse aos agentes que as relações foram consentidas.
A mulher contou aos policiais que tinha interesse em ajudar pessoas vulneráveis por meio da igreja. Além disso, ela teria dito a um amigo, que havia recebido uma “mensagem de Deus” para ajudar o homem com quem foi vista, segundo informações do portal Metrópoles.
Os envolvidos no episódio foram levados para a 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina. Eles foram liberados em seguida.
O morador de rua chegou a receber atendimento em um hospital da região. Segundo o portal G1, ele não foi mais visto na cidade e a unidade de saúde não informa se o homem recebeu alta.
Por ter agredido o morador de rua, Eduardo poderá responder por lesão corporal. Segundo o delegado, o caso está em sigilo.
VERSÃO DO MENDIGO O morador de rua que foi espancado por um personal trainer recebeu alta do Hospital Regional de Planaltina (HRP), no Distrito Federal, nesta quinta-feira (17). Ele passou uma semana internado na unidade de saúde.
Segundo a assistente social Andréa Pádua, o sem-teto já foi levado para um abrigo da Secretaria de Desenvolvimento Social.
– Ele saiu de alta médica pouco antes de meio-dia. Foi para um acolhimento institucional, por meio da central de vagas – relatou Pádua.
A assistente revelou ainda que o mendigo, de 48 anos, está em um local fora da cidade.
– Ele está em um abrigo do DF, pediu para não ficar em Planaltina – explicou ela.
De acordo com os médicos, o morador de rua não sofreu fraturas. Ele, que foi agredido por ter relações sexuais com a esposa do personal, já está com o rosto menos inchado.
O homem tinha solicitado vaga em um abrigo após ficar assustado com a repercussão do caso, conforme o portal R7.
Em depoimento, o morador de rua disse que não estuprou a esposa do personal. Segundo ele, um carro parou perto de uma escola paroquial. A esposa do personal estava no veículo e o chamou.
O sem-teto relatou ainda que, enquanto estava nu e tendo relações com a mulher, um “homem bravo invadiu o veículo” e uma briga foi iniciada.
O QUE DIZ O PERSONAL TRAINER Um vídeo publicado pelo jornalista Luis Xavier, no Twitter, mostra o homem contando uma versão diferente da que tem sido noticiada. O conteúdo foi divulgado na noite de terça-feira (15). Na gravação, Eduardo fala que “estão gerando conteúdo ofensivo contra a honra” de sua esposa. Ele afirma ainda que a mulher está internada após o episódio.
– Boa noite! Eu sou Eduardo Alves. Venho informar que estão gerando conteúdo ofensivo contra a honra da minha esposa, [que] sofreu violência sexual aqui na cidade de Planaltina (DF) por um morador de rua. E diante disso, vejo que os fatos têm sido transmitidos de maneira errônea por ambas as partes, sendo que no momento o o foco deveria estar na saúde dela. Até porque a mesma se encontra internada. Mediante a isso, eu venho pedir que parem com essa questão de divulgação, ainda mais da maneira errada. Querendo ou não, isso está prejudicando toda a família, a mim e a Sandra, quando na realidade os cuidados deveriam estar sendo voltados apenas na melhora dela. Tá ok? – declarou o marido.
Em nota enviada ao portal UOL, o personal trainer disse confiar na investigação realizada pelas autoridades.
– A Sandra sempre foi uma mulher honesta, trabalhadora, temos atividades profissionais e filhos pequenos. O que aconteceu na última quarta-feira foi algo terrível que nunca havíamos vivenciado. Seguimos confiantes no trabalho de investigação da Polícia Civil do DF e do Ministério Público do DF – afirmou.
No comunicado, o personal classifica a história vivida pela companheira como “algo terrível”. Eduardo diz ainda que a família tem dado suporte, já que a mulher foi internada após o incidente, e pede que seja interrompida o que chama de “divulgação de matérias inverídicas”.
– A família tem dado todo o suporte a ela, estamos acompanhando a evolução médica. Pedimos a cessação de divulgação de matérias inverídicas, que menosprezam a mulher vítima de violência – acrescentou ele, no texto.
NOITE DA CONFUSÃO Câmeras de monitoramento registraram as agressões de Eduardo contra o mendigo. Na noite do espancamento, a mulher dele saiu com a sogra para ajudar o morador de rua. Depois, as duas teriam se separado.
Sem conseguir contato com a esposa via telefone, ele foi até um Centro de Ensino Fundamental Paroquial. Ao se aproximar, Eduardo viu o carro usado pela mulher dele. Foi então que o personal flagrou a companheira e o sem-teto tendo relações dentro do veículo.
MULHER DISSE QUE VIU IMAGENS DE DEUS E DO MARIDO NO MENDIGO Em áudios obtidos pela TV Globo, a mulher afirmou que foi abordada pelo morador de rua, que pedia dinheiro. O sem-teto pediu um abraço e os dois entraram no carro. No veículo, o mendigo teria feito carinho no pé dela e falou para irem para outro lugar. Os dois teriam marcado um encontro. No local combinado, eles entraram no automóvel e tiveram relações sexuais.
Ela disse que viu “imagens do marido e de Deus” no sem-teto.
Segundo informações do portal G1, a esposa do personal disse ainda que não tinha ingerido bebida alcoólica.
ADVOGADA DO CASAL A advogada do casal não teve o nome revelado. A defensora disse que a esposa de Eduardo está internada em um hospital particular e “recebendo suporte clínico e psiquiátrico, conforme protocolo de atendimento para esse tipo de violência”, conforme revelado pelo UOL.
POSTURA DA POLÍCIA Ao G1, o delegado responsável pela 16ª DP disse que não se manifestaria sobre o caso.
Por meio de mensagem de aplicativo, o delegado disse à TV Globo, na terça-feira (15), que “o caso é sensível, a investigação ficou sigilosa e, por isso, não vamos divulgar detalhes até a finalização do caso”.
Na quarta-feira (16), um agente disse que “o delegado Diogo Cavalcante recebeu ordens para não falar com a imprensa”.
O QUE DIZEM OS VIZINHOS De acordo com o G1, vizinhos relataram que Eduardo “entra e sai” de uma loja da qual é dono. Além disso, o personal estaria dividindo seu tempo entre a delegacia e o hospital onde a esposa está internada.
Moradores afirmaram ainda que o marido “está muito abalado”.