Vice-presidente diz que há uma “histeria” em torno do preço do petróleo
Hamilton Mourão, vice-presidente da República Foto: Romério Cunha/ VPR
O vice-presidente da República Hamilton Mourão disse que, ainda que o preço da gasolina e demais combustíveis tenham uma redução, a população precisa entender que não voltará a patamares de anos anteriores.
– Uma realidade a gente tem que entender, o preço do combustível, fruto até da questão da transição energética que nós temos que viver, não vai voltar aos patamares que a gente gostaria. Não vamos mais, na minha visão, pagar R$ 4 por litro de gasolina, vai ser difícil isso acontecer – declarou em conversa com jornalistas na chegada ao Planalto, nesta quarta-feira (16).
O vice-presidente pontou que há uma “histeria” em torno da questão atual do petróleo, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
– Essa questão do preço do petróleo é muita histeria, porque houve uma variação, vamos dizer assim, violenta do preço do petróleo, fruto aí primeiro da questão da pandemia, do retorno da atividade econômica. Depois, está havendo esse conflito absurdo lá na Rússia e na Ucrânia – assinalou.
O general afirmou também que a Petrobras deve ajustar os preços, depois da recente queda do preço do petróleo no mercado internacional.
– Óbvio que o mercado começa a se reequilibrar. Então, [o preço do barril de petróleo] bateu US$ 139 e já está em US$ 99, US$ 98. É óbvio [que] essa flutuação acredito que a Petrobras vai encaixar isso aí e vai haver uma redução – disse.
Nesta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou esperar que agora, com a queda no preço do barril de petróleo tipo Brent, a Petrobras acompanhe a flutuação para baixo. Ele afirmou que poderá ser aprovada a redução do Pis/Cofins.
Apresentadora agradeceu emissora nas redes sociais
Apresentadora Sabrina Sato deixa a RecordTV Foto: AgNews/Lucas Ramos
A apresentadora Sabrina Sato anunciou nesta quarta-feira (16), em suas redes sociais, que está de saída da RecordTV. Ela ficou na emissora por 8 anos.
Em seu Instagram, Sabrina agradeceu pela passagem na emissora.
– Obrigada, RecordTV por tanto amor durante esses 8 anos! Vcs foram muito importantes nessa nossa história – escreveu, na legenda de vídeo que mostra diversos trabalhos da apresentadora.
Nesses último anos, Sabrina comandou o Programa da Sabrina, o game show Guerra dos Clones e o reality Ilha Record.
– A minha maior característica é não arregar para nada, é me jogar, encarar novos desafios. É por isso que hoje estou com o coração tão apertado. É um dos momentos mais difíceis da minha carreira. Tá na hora de eu viver novas histórias, novos desafios. Essa sou eu – concluiu Sabrina Sato.
Movimento, no entanto, afirmou que ainda irá apoiar o ex-ministro da Justiça
Deputado federal Kim Kataguiri, do MBL Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Durou pouco o “casamento” entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Podemos, partido do ex-juiz Sergio Moro. Nesta quarta-feira (16), integrantes do movimento anunciaram que irão deixar a sigla.
Entre os nomes que vão sair do Podemos estão o vereador Rubinho Nunes e a ativista Adelaide Oliveira. Já o deputado federal Kim Kataguiri, que iria se filiar a legenda, recuou da decisão. Outros integrantes do MBL também sairão do partido.
De acordo com o site O Antagonista, a decisão ocorre após a polêmica envolvendo o deputado estadual Arthur do Val, de São Paulo. O parlamentar teve um áudio vazado em que dizia que mulheres ucranianas eram fáceis por serem pobres.
Apesar da debandada, o MBL ainda pretende manter o apoio a Moro, pré-candidato do Podemos à Presidência.
Nesta quarta-feira (16), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), acabou com a exigência do uso de máscaras para se entrar e circular na Casa. A medida teve por base o decreto do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que, em decisão na semana passada, acabou com a obrigatoriedade das máscaras em espaços fechados.
Em sua decisão, no entanto, Lira apenas derrubou a obrigatoriedade de máscaras na Câmara. Outras medidas adotadas pela Casa, como a medição de temperatura e a votação remota continuam valendo.
A decisão vai na mesma direção da medida tomada pelo Senado. Na segunda-feira (14), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), desobrigou o uso das máscaras de proteção.
Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Justiça publicou despacho no Diário Oficial da União, mudando a classificação indicativa do filme “Como se tornar o pior aluno da escola”, por causa de polêmicas envolvendo cena de pedofilia.
O secretário José Vicente Santini assinou documento que cita que o filme tem cenas com “tendências de indicação como coação sexual; estupro, ato de pedofilia e situação complexa, mudando a recomendação etária de 14 para 18 anos. Pede-se também que o filme seja exibido na televisão aberta após as 23h.
Divulgada nesta quarta-feira (16), a pesquisa Quaest/Genial sobre as intenções de voto para presidente da República indicou que o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), cresceu três pontos percentuais na análise espontânea em comparação com a pesquisa realizada em fevereiro. No mesmo período, o ex-presidente Lula (PT) caiu um ponto percentual.
De acordo com os números da pesquisa espontânea – que é quando o entrevistado não possui uma lista com os candidatos – Bolsonaro tinha 16% da preferência em fevereiro. Já na análise divulgada nesta quarta, o presidente apareceu com 19% das intenções de voto. O petista, por sua vez, estaria com 28% da preferência em fevereiro, mas caiu para 27% em março.
Na pesquisa estimulada – que é quando a lista é apresentada ao entrevistado – Bolsonaro também reduziu a vantagem. Na comparação com fevereiro, o atual presidente viu seu percentual nas intenções de voto aumentar de 24% para 26%. Por outro lado, Lula caiu de 45% para 44%.
A pesquisa Genial/Quaest fez duas mil entrevistas entre os dias 10 e 13 de março e tem margem de erro de dois pontos percentuais. A análise foi registrada junto à Justiça Eleitoral e protocolada sob o número BR-06693/2022 no dia 10 de março.
Presidente falou sobre o ministro da Economia em cerimônia no Palácio do Planalto
Bolsonaro e Guedes em evento no Planalto Foto: Washington Costa/ME
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (15) que vai na contramão do que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fala para ele.
– Quando alguém chega com uma sugestão da política, eu vou ouvir primeiro Paulo Guedes. Aí eu vou na contramão do que ele fala para mim. Então, nos complementamos – disse em cerimônia no Palácio do Planalto, aos risos.
– Não sei 10% do que ele sabe de economia, ele não sabe 10% do que eu sei de política – acrescentou.
Logo após a brincadeira, Bolsonaro destacou que o trabalho da equipe econômica é fantástico e que Guedes tem sido vigilante em relação ao mundo político.
– Grande parte do orçamento é para juros e rolagem da dívida. Mas, nosso governo está sinalizando para posição futura, em que cada vez mais se diminuem as nossas dívidas. Ano de eleição, é natural, muita gente queria entrar no orçamento, Guedes tem sido vigilante. Tudo o que faz, faz com responsabilidade – declarou sobre o ministro da Economia.
O presidente também elogiou o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida “Um homem de visão de futuro”, disse o presidente. Segundo ele, o auxiliar de Guedes já contava com sua vitória em 2018 antes das eleições.
Ao lado do senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), Bolsonaro ainda voltou a destacar o que chama de conquistas do seu governo, como a criação do Pix e do Auxílio Brasil.
– Pix está na casa de 1 bilhão e 300 milhões de movimentações mensais – destacou.
Sobre o programa de valores a receber criado pelo Banco Central, Bolsonaro afirmou que “muita gente tem achado mil, dois mil, dez mil reais em conta inativa”.
Ainda de acordo com o presidente, cerca de 100 mil jovens já procuraram o governo federal para pagar dívidas do Fies dentro do programa de renegociação apresentado pelo governo.
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Valor da aposta mínima é de R$ 4,50.
Foto: Divulgação
O concurso 2.463 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 165 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quarta (16) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada também pela internet até 19h.
O prêmio de R$ 165 milhões é o maior valor do ano até o momento na Mega-Sena e o quinto maior da história do concurso.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
Empresa informou que medida também provocaria o desabastecimento de combustíveis no Brasil
Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Depois de ser intimada pela Justiça a se manifestar em ação que questiona o aumento de combustíveis anunciado na semana passada, a Petrobras disse que a suspensão do reajuste poderá levar ao “desabastecimento” e ao “caos” no país.
A empresa protocolou, nesta terça-feira (15), resposta no processo movido pelo Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas e outros representantes da categoria na semana passada.
A ação pede que seja dada liminar contra o reajuste estabelecido pela Petrobras na semana passada de 18,8% na gasolina, 24,9% no diesel e 16,1% no gás de cozinha.
Na manifestação apresentada hoje, a Petrobras reforça que a política de preços dos combustíveis é feita em equilíbrio com os mercados globais e essa é uma condição fundamental para o funcionamento adequado do setor. “Caso os agentes de mercado – não só a Petrobras – sejam forçados a adotarem preços defasados, a consequência será o desabastecimento nacional”, afirmou.
A empresa disse ainda que os autores da ação pretendem fazer uso “político” e de resposta a uma categoria específica com o processo, e que acolher a liminar pedida traz riscos, uma vez que o aumento já está em vigor.
“A Petrobras não é a única a atuar no mercado de refino no Brasil. Assim, a medida liminar, nos moldes em que pleiteada, gerará um ‘preço Petrobras’ e um preço diferente nas demais refinarias, o que ocasionaria um caos sem precedentes no mercado, em razão do preço judicialmente congelado”, completou.
Em sua resposta, a Petrobras lembrou ainda que outras commodities (produtos básicos, como petróleo e minério de ferro) também apresentaram aumento de preços em decorrência do conflito no leste europeu.
A companhia ressaltou que o preço dos combustíveis ao consumidor final reflete não só o valor pago nas refinarias, mas também fatores como tributos estaduais e federais e margens de distribuição e revenda.
“A quantia paga pelo consumidor final não é a quantia que a Petrobras recebe. Do mesmo modo, a quantia paga pelo consumidor final não é o resultado das políticas de preços seguidas pela Petrobras, mas também da composição de diversas parcelas aplicadas por outros agentes”.
Para ilustrar, a empresa disse que quando um consumidor abastece seu veículo num posto e paga R$200, a Petrobras recebe, em média, cerca de R$ 71 (35,5%). “O restante refere-se aos tributos, etanol anidro e margens de distribuição e revenda”.
Secretário criticou mudanças no texto feitas pelos senadores
Secretário especial de Cultura Mario Frias criticou aprovação da Lei Paulo Gustavo Foto: PR/Isac Nóbrega
O secretário especial de Cultura Mário Frias condenou a aprovação de Lei Paulo Gustavo, que prevê repasse de R$ 3,86 bilhões em socorro ao setor cultural. O projeto recebeu aval do Senado Federal e agora aguarda a aprovação do presidente Jair Bolsonaro.
Em suas redes sociais, Frias argumentou que a medida é “inconstitucional”. O secretário também reclamou das mudanças feitas pelo Senado, que antes haviam sido aprovadas na Câmara dos Deputados. Uma delas foi a estipulação de um prazo de 90 dias para que a União envie os recursos a estados e municípios – trecho este que a Câmara havia retirado.
– É um absurdo. A manobra feita é completamente inconstitucional. A Câmara dos Deputados tinha conseguido apresentar uma proposta razoável, mas foi completamente descartada – publicou Frias.
O secretário também contestou a ação do Senado que incluiu a presença de pessoas LGBTQIA+ no grupo de minorias que deve ser priorizado na distribuição das verbas.
O secretário nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula, também questionou as mudanças.
– Numa manobra política lamentável, o Senado aprova a Lei rejeitando as mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados, em que nos dava a discricionariedade da aplicação dos recursos. Ficou evidente que a tentativa é tirar do Governo Federal o poder de gerir a própria verba – disse.
A Lei Paulo Gustavo foi aprovada por 74 votos a favor, e teve uma abstenção.