Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 fazem, neste domingo (28), segundo dia de avaliação, provas de matemática e de ciência da natureza. Foto: Valter Campanato
O mesmo prazo, de 4 a 15 de abril, vale para os estudantes isentos no Enem 2021 que por algum motivo faltaram no dia da prova e que desejam fazer o Enem 2022 gratuitamente. Esses estudantes devem também enviar documentos que justifiquem a falta.
Os resultados, tanto da justificativa de ausência quanto da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022, serão divulgados no dia 22 de abril, na Página do Participante. Quem tiver o pedido negado poderá recorrer entre 25 e 29 de abril. O resultado dos recursos será divulgado no dia 6 de maio.
O pedido de isenção não garante a participação no exame, para isso é preciso ainda fazer a inscrição no Enem 2022. Os estudantes devem ficar atentos ao cronograma do exame, que será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Direito à isenção
Pelas regras do Enem, têm direito de fazer o exame gratuitamente todos os participantes que estão cursando a última série do ensino médio este ano em escolas públicas. São isentos também os participantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou que sejam bolsistas integrais em escolas particulares. Esses candidatos precisam ter renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.818 por pessoa.
Têm direito ainda à isenção os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda, e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Nesse caso, os interessados deverão informar o Número de Identificação Social (NIS) único e válido.
Justificativa
Os participantes que tiveram a isenção aprovada no Enem 2021 e que não compareceram às provas precisarão justificar a falta para obter novamente a isenção. Para isso, é necessário enviar documentação que comprove o motivo da ausência. Todos os documentos deverão estar datados e assinados e não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis.
A lista com os documentos aceitos está no edital publicado no Diário Oficial da União, entre eles atestados médicos e boletins de ocorrência. Somente serão aceitos documentos nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2 MB.
O Enem 2022 será nos dias 13 e 20 de novembro. As notas do Enem podem ser usadas para ingressar no ensino superior, em universidades públicas e privadas e para participar de programas federais, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Começa nesta segunda-feira (4) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A meta do Ministério da Saúde é imunizar cerca de 76,5 milhões de pessoas até o dia 3 de junho, data prevista para encerramento da campanha.
Segundo a pasta, 80 milhões de doses da vacina Influenza trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan e eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Etapas
Para evitar surtos da doença, que pode sobrecarregar os serviços de saúde e até levar à morte, a pasta alerta para a importância da vacinação dos grupos prioritários.
A campanha nacional ocorrerá em duas etapas. Na primeira, de hoje a 2 de maio, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde. A segunda, que vai de 3 de maio a 3 de junho, tem como público-alvo crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa e pessoas privadas de liberdade.
No caso das crianças de 6 meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina influenza ao longo da vida, deve-se considerar o esquema vacinal com apenas uma dose em 2022. Para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda aplicação da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.
O Segundo jornalista, erro da terceira via é “tratar Lula e Bolsonaro como iguais”
Miriam Leitão Foto: Reprodução / TV Globo
A jornalista Miriam Leitão voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro. Por meio das redes sociais, ela compartilhou o link de sua coluna do jornal O Globo e afirmou que “Bolsonaro é inimigo confesso da democracia”.
Leitão disse ainda que o erro da terceira via é “tratar Lula e Bolsonaro como iguais”.
– Qual é o erro da terceira via? É tratar Lula e Bolsonaro como iguais. Bolsonaro é inimigo confesso da democracia. Coluna de domingo – escreveu a jornalista.
Ex-ministro foi procurado pelo partido para assumir corrida presidencial
Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa Foto: STF/Felipe Sampaio
Após a saída do ex-juiz Sergio Moro, o Podemos conversou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, sobre uma possível candidatura à Presidência. O ex-magistrado, contudo, rejeitou a ideia de concorrer ao Planalto.
Segundo informações do colunista Igor Gadelha, Barbosa foi procurado por diversos integrantes da cúpula do partido nesta semana.
Recentemente, ele havia dito que não descartava a ideia de entrar na disputa presidencial. A declaração, veiculada no último dia 8 de março pelo programa Conversa com Bial, acabou incentivando o Podemos a tentar lançar Barbosa no lugar de Moro.
Após o convite, no entanto, o ex-ministro declinou da ideia.
Barbosa era filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) desde 2018, mas deixou o partido em janeiro de 2022, após a aproximação da legenda com o ex-presidente Lula (PT).
Também fora da disputa pelo Planalto, o ex-juiz Sergio Moro agora é filiado ao União Brasil, e deve concorrer ao cargo de deputado ou senador no pleito deste ano.
Sem candidato à Presidência, o Podemos pretende permitir que seus filiados apoiem o candidato com quem melhor se identifiquem.
A reprovação à gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à pandemia de coronavírus diminuiu, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (3). A parcela da população que vê o desempenho como ruim ou péssimo é de 46%, ante 54% visto em levantamento anterior.
As entrevistas foram realizadas nos dias 22 e 23 de março com 2 556 pessoas de 16 anos ou mais, em 181 municípios. A margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo. Os resultados foram publicados no site do jornal Folha de S. Paulo.
A avaliação ótima ou boa para a condução do presidente frente à crise sanitária passou de 22% em setembro do ano passado para 28% em março. Os que consideram a atuação regular passaram de 22% para 25%.
O Datafolha também pesquisou a reprovação do governo no geral, que também caiu de 53% para 46%.
Segundo o levantamento, a percepção do controle da pandemia no País tem crescido. São 72% que consideram que a crise está parcialmente controlada, e 15%, totalmente. A fatia dos que veem a situação fora de controle caiu de 20% para 12%.
Líder da oposição do governo Bolsonaro no Congresso e coordenador de campanha de Lula (PT), o senador Randolfe Rodrigues (Rede) está preocupado com uma possível derrota do petista nas urnas este ano. Na avaliação do parlamentar, o presidente Jair Bolsonaro se encontra mais forte que em 2018 por ter ampliado diálogo com o Centrão. Para ele, se o ex-presidente Lula não for mais “plural” e vencer no primeiro turno, ele corre riscos de perder as eleições.
– Se a esquerda, os progressistas, os democratas, os republicanos e os liberais não se esquecerem dos rancores que os dividiram no passado e não compreenderem que têm um papel imediato em combater essa estratégia, Bolsonaro vai ser reeleito – previu Randolfe, em entrevista ao colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.
Em tom de “autocrítica”, o senador fez uma avaliação da campanha do petista e concluiu que falta contato de Lula com o povo nas ruas e também com diferentes espectros políticos, sociais e midiáticos.
– A campanha de Lula, e faço uma autocrítica porque estou nela, tem que ir para a rua, chamar toda a sociedade para conversar. Conversar com os sem-terra e com o agronegócio. Com o bancário, e com banqueiros. Conversar com os rincões da Amazônia e com a zona sul do Rio de Janeiro. Tem que caminhar pelo Nordeste, mas também pelo Sul. Conversar com o chão de fábrica e com a Faria Lima. Tem que conversar com a mídia alternativa, mas também com a Globo e a Record. Não deve ser uma candidatura da esquerda, mas sim uma candidatura da união nacional – defendeu.
Para Randolfe, o PT devia apostar no diálogo inclusive com a chamada terceira via, buscando parcerias com a senadora Simone Tebet (MDB) e os ex-governadores João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB). O parlamentar ainda defende uma reconciliação com a ex-senadora Marina Silva e o ex-ministro Ciro Gomes.
– Acho que a candidatura do Lula tem de ter diálogo. A candidatura do Ciro Gomes não é uma candidatura antagônica e inimiga, e o gesto de diálogo e generosidade tem que partir da campanha do Lula, que está na frente. A campanha da Simone Tebet, do MDB, não é uma campanha inimiga, e também deve partir da campanha do Lula o gesto de generosidade para dialogar com ela. Eu diria até que nem a candidatura de Doria e Eduardo Leite são inimigas e antagônicas. A de Janone também. São candidaturas da democracia, do campo democrático, duelaram, polarizaram na política dos últimos anos, mas diante das ameaças fascistas não podem ser inimigas – assinalou.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais, neste sábado (2), para ironizar o roubo do celular da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), durante o evento de lançamento da chapa majoritária governista com a presença de Lula, em Salvador.
O parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), compartilhou uma publicação da notícia do furto com a seguinte legenda: “Não entendi a reclamação”.
Segundo Moema, ela teve o aparelho celular roubado na saída do evento. Após o ocorrido, ela registrou um boletim de ocorrência foi na Delegacia de Itapuã.
Partido afirmou que filiação de Moro tem como “objetivo a construção de um projeto político-partidário” em São Paulo
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Agência Senado/Jane de Araújo
Apesar de ter alimentado uma relativa esperança de que sua candidatura a presidente da República ainda estava viva mesmo após sua saída do Podemos e ida para o União Brasil na última quinta-feira (31), a nova sigla do ex-juiz Sergio Morodeixou bem claro neste sábado (1°) que ele não será candidato ao Planalto.
Em uma nota assinada pela cúpula da sigla, o União Brasil declarou que a filiação de Moro “tem como objetivo a construção de um projeto político-partidário no estado de São Paulo e facilitar a construção do centro democrático”. Na prática, a mensagem aponta que o projeto do partido para Moro está restrito ao meio político paulista.
Após se filiar ao União Brasil, Moro chegou a ensaiar uma demonstração de que ainda existia a possibilidade de que ele fosse presidenciável pela nova sigla. Nas últimas horas ele esteve, por exemplo, com figuras como o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e com a senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Na sexta-feira (1°), em seu pronunciamento para comentar sobre a mudança de partido, Moro havia deixou muito clara a mensagem de que ainda tinha a esperança de concorrer ao Planalto. Na ocasião, ele chegou a dizer que não era candidato a deputado federal e reiterou que não havia desistido “de nada”.
– Preciso esclarecer a todos que eu não desisti de nada, muito menos de meu sonho de mudar o Brasil. Pelo contrário, sigo firme na construção de um projeto para o país. O Brasil está em um ano eleitoral decisivo, em qual iremos escolher que tipo de país iremos ser – declarou.
Confira abaixo a nota emitida pelo União Brasil sobre Moro:
“O União Brasil tem na sua essência a defesa da democracia. Nascemos pautados pelo respeito ao espírito colegiado, e seguiremos assim na tomada de todas as decisões internas.
O ex-ministro Sergio Moro é um homem íntegro, capaz de enriquecer, junto às demais lideranças partidárias, a discussão sobre o futuro que almejamos para o país.
Sua filiação ao União Brasil tem como objetivo a construção de um projeto político-partidário no estado de São Paulo e facilitar a construção do centro democrático, bem como o fortalecimento do propósito de continuarmos crescendo em todo país.”
Luciano Bivar Presidente União Brasil Nacional
ACM Neto Secretário Geral União Brasil Nacional
Antônio Eduardo de Rueda Primeiro Vice-Presidente do União Brasil Nacional Presidente do União Brasil de São Paulo
Parlamentar registrou ocorrência em uma delegacia no Rio de Janeiro neste sábado
Deputado federal Luiz Lima Foto: Câmara dos Deputados/Paulo Sérgio
O deputado federal Luiz Lima (PL-RJ) registrou, neste sábado (2), um boletim de ocorrência contra o ex-BBB Giulliano Ciarelli que, segundo o parlamentar, teria feito ameaças a ele. Em suas redes sociais, Lima afirmou que o ex-participante do reality show teria até indicado que iria ao local de trabalho do deputado, no Rio de Janeiro.
– Então, registrei a ameaça e aguardo que o valente Giuliano venha à delegacia explicar suas declarações violentas e ameaças. Não podemos nos calar quando a nossa integridade física e a nossa liberdade estão seriamente ameaçadas – declarou Lima.
Em um vídeo publicado em sua conta no Instagram, Luiz Lima elencou uma série de postagens feitas pelo ex-BBB. Em uma delas, Giulliano compartilha a imagem da controversa representação da cabeça de Bolsonaro decapitada e diz que “cabeça de nazista foi feita para rolar”. Em meio ao caso, o perfil do ex-BBB foi excluído do Instagram.
Na postagem em que falou sobre o caso, Lima ainda ressaltou que é possível ter opiniões e gostos diferentes, mas que não deve ser por isso “que a violência deve ser legitimada”. O deputado fez questão de lembrar do caso em que o presidente Jair Bolsonaro, então candidato, foi vítima da facada executada por Adélio Bispo em 2018.
– Pessoal, temos sim opiniões e gostos diferentes. Mas não é por isso que a violência deve ser legitimada. O presidente Bolsonaro, enquanto candidato em 2018, foi vítima do ódio de um militante do PSOL que o esfaqueou e, até hoje, sofre as consequências da facada que quase lhe tirou a vida – completou.
Luiz Lima compartilhou ameaças feitas pelo ex-BBB Giulliano Ciarelli Foto: Reprodução/Twitter
Giuliano foi participante da 5ª edição do Big Brother Brasil (BBB 5), que foi ao ar entre janeiro e março de 2005. A edição daquele ano foi, curiosamente, a mesma que teve no elenco o ex-deputado federal Jean Wyllys, que acabou se tornando campeão do programa.
O ex-deputado Cabo Daciolo filiou-se ao PDT nesta sexta-feira (1º). O bombeiro militar desistiu de concorrer ao Palácio do Planalto em 16 de dezembro de 2021. Na ocasião, afirmou que apoiaria a candidatura de Ciro Gomes (PDT).
Em 14 de março, o Pros chegou a confirmar o nome de Daciolo como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo partido. Porém, o projeto foi confirmado apenas pelo diretório estadual da legenda, e não pela Executiva nacional.
Nas últimas semanas, Daciolo publicou um vídeo em seus canais de comunicação criticando o atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL), por tentar “derrubar” sua candidatura.
“Varão, varoa, quero dizer a todos que o Cabo Caciolo é pré-candidato a governador ao Estado do Rio de Janeiro. O governador Cláudio Castro está tentando derrubar a nossa vinda”, disse o político em 16 de março. Completou: “Vou deixar uma coisa bem clara para o governador Cláudio Castro, que vem provocando maldade no estado do RJ, e dizer ao povo que a opressão que nós estamos vivendo: haverá liberdade. Nós vamos ser libertos e haverá dignidade.”
Nas eleições presidenciais de 2018, Daciolo ficou em 6º lugar, com 1,3% dos votos. Ficou à frente de candidatos como Marina Silva e Henrique Meirelles.
Daciolo já flertava com Ciro desde as últimas eleições presidenciais e chegou a comparecer em diversos eventos organizados por este no ano passado.