Ex-presidente será convidado para uma audiência com o encarregado de negócios da embaixada

Ex-presidente Lula Foto: EFE/EPA/Mohammed Badra

A embaixada da Ucrânia no Brasil reagiu à declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à revista Time de que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, seria “tão responsável quanto Putin” pela guerra no país. A representação diplomática disse que o petista está “mal informado” e, por isso, será convidado para uma audiência com o encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, senhor Anatoliy Tkach.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022 para supostamente tentar impedir a aproximação do país com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), representação do Ocidente controlada pelos Estados Unidos. A medida foi condenada oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) com voto favorável do Brasil e uma série de sanções econômicas já foram anunciadas pelo mundo em resposta.

“A Embaixada da Ucrânia tem motivos para acreditar que o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva está mal informado sobre os motivos da guerra da Rússia contra a Ucrânia”, diz a representação diplomática em nota (leia a íntegra abaixo).

“A Embaixada planeja solicitar formalmente uma audiência do estimado ex-presidente do Brasil”, acrescenta. Segundo a embaixada, o encontro será para “esclarecer a posição da Ucrânia”.

A declaração de Lula à revista Time, uma das mais importantes do mundo, foi criticada no meio político ao longo de todo o dia.

– Esse cara (Zelenski) é tão responsável quanto o Putin. Porque numa guerra não tem apenas um culpado”, disse o ex-presidente. “(…) o comportamento dele é um comportamento um pouco esquisito, porque parece que ele faz parte de um espetáculo – afirmou o pré-candidato à Presidência à publicação, responsabilizando em partes ainda a União Europeia e os Estados Unidos pela guerra em curso na Ucrânia.

A posição sobre a guerra do presidente Jair Bolsonaro, principal rival de Lula na disputa, também já foi alvo de críticas pelo mundo político. Embora o Brasil tenha votado pela condenação da invasão, Bolsonaro tem preferido adotar um discurso de neutralidade no conflito para evitar arranhões diplomáticos com a Rússia, país exportador de fertilizantes essenciais para o agronegócio brasileiro. Uma semana antes da guerra, Bolsonaro esteve com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou.

Veja a nota da embaixada da Ucrânia na íntegra:
Em conexão com as palavras do ex-Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à revista norte-americana “Time” sobre o Presidente da Ucrânia Senhor Volodymyr Zelenskyy, a Embaixada da Ucrânia tem motivos para acreditar que o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva está mal informado sobre os motivos da guerra da Rússia contra a Ucrânia. 

A Embaixada planeja solicitar formalmente uma audiência do estimado ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva com o Encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil Senhor Anatoliy Tkach para esclarecer a posição da Ucrânia”.

*AE


Bolsonaro veta integralmente lei que distribuiria R$ 3 bilhões para estados e municípios aplicarem em cultura: “Contraria interesse público e é inconstitucional”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu vetar, integralmente, a nova Lei Aldir Blanc, que previa o repasse anual de R$ 3 bilhões para os estados aplicarem no setor cultural até 2027.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (5). No veto, o presidente alega que o projeto contraria o interesse público e é inconstitucional.

A Lei, que estabelecia o repasse de recursos a estados e municípios para fomentar o setor cultural, havia sido aprovada pelo Senado Federal em 23 de março, com placar de 74 votos a 0 e uma abstenção.

Segundo o projeto, a União distribuiria os fundos às unidades federativas durante cinco anos.

O montante seria dividido da seguinte maneira: 

  • 80% destinados a editais, chamadas públicas, cursos e espaços culturais
  • 20% para ações de incentivo direto a programas e projetos culturais.

Informações Terra Brasil Noticias


Presidente discursou em cerimônia que anunciou medidas para ampliar a participação de mulheres e jovens no mercado de trabalho

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deu declarações sobre sua boa relação com o Congresso Nacional. Ele fez um rápido discurso durante a cerimônia para marcar o anúncio de medidas econômicas que visam ampliar a participação de mulheres e jovens no mercado de trabalho.

– Nós, Executivo e Legislativo, somos um casal – afirmou o o presidente.

Ele defendeu a atuação do governo em benefício do público feminino.

Ainda no evento, Bolsonaro passou a palavra à deputada Celina Leão (PP-DF), presidente da bancada feminina no Congresso.

– Tem uma pessoa muito, mas muito melhor do que eu, que pode falar um pouco dessas ações em prol da mulher dentro do Parlamento em um pouco no Executivo – disse o presidente ao anunciá-la.

Na avaliação de Celina, nunca o país “teve presidente que protegeu e sancionou tantas legislações voltadas às mulheres”.

*AE


Senador queria afastar do cargo o secretário nacional de Justiça, Vicente Santini

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Foto: STF/Rosinei Coutinho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu negar e arquivar um pedido apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no caso referente ao pedido de extradição do jornalista Allan dos Santos. O parlamentar queria afastar do cargo o secretário nacional de Justiça, Vicente Santini.

O caso em questão trata de uma suposta tentativa por parte de José Vicente Santini de obter documentos referentes à extradição de Allan dos Santos. A medida foi determinada pelo próprio Moraes, que atendeu a uma solicitação da Polícia Federal (PF). De acordo com o ministro, o órgão “apresentou indícios fortes, plausíveis e razoáveis da vinculação do representado Allan Lopes dos Santos à prática de diversos crimes”.

Randolfe considerou que o secretário havia interferido para tentar impedir a extradição do jornalista Allan. Ele citou o afastamento da delegada Silvia Amélia, exonerada após se negar a apresentar documentos alegando que seriam sigilosos.

No entanto, em manifestação enviada a Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que não havia visto crime. Já Moraes, ao decidir pelo arquivamento, afirmou que só pode afastar servidores do cargo se ficar caracterizado risco de prejuízo à investigação ou à administração pública.

“Neste caso, da análise dos elementos de prova colhidos acerca da matéria, vislumbra-se a inexistência de qualquer indício de utilização da função pública de Secretário Nacional de Justiça por José Vicente Santini para a prática de qualquer infração penal. Nesse sentido também se pronunciou a Procuradoria-Geral da República”, apontou o ministro do STF.

Informações Pleno News


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A CBF definiu adversários e datas dos jogos preparatórios da seleção brasileira masculina para a Copa do Mundo do Catar, com abertura em 21 de novembro. Serão três partidas em junho, todas no exterior: no dia 2 o Brasil encara a Coreia do Sul, na capital Seul; quatro dias depois enfrenta o Japão, em Tóquio; e por fim, no dia 11, a equipe comandada pelo técnico Tite mede forças com a Argentina, em Melbourne (Austrália).

O clássico sul-americano não será válido pelo jogo adiado das Eliminatórias Sul-Americanas. O duelo suspenso ano passado, após ser paralisado por agentes da Anvisa – em meio à pandemia de covid-19 – foi remarcado para setembro.

https://twitter.com/CBF_Futebol/status/1521855701781467137?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1521855701781467137%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fesportes%2Fnoticia%2F2022-05%2Fbrasil-enfrentara-japao-coreia-do-sul-e-argentina-antes-da-copa

O Brasil reencontrará a seleção da Coreia do Sul quase três anos após derrota-la, por 3 a 0, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos).  As duas equipes duelarão no dia 2 de junho, às 8h (horário de Brasília), no Seul World Cup Stadium, capital sul-coreana.

No dia 6 de junho, brasileiros e japoneses se enfrentam no Estádio Nacional de Tóquio, às 7h20.  Sob comando de Tite, em 2017, o escrete canarinho ganhou do Japão por 3 a 1, em partida realizada em Lille (França).

O último compromisso do Brasil será o duelo contra a Argentina, às 6h45, no Estádio de Melbourne, que já foi palco do clássico sul-americano em 2017, que reuniu mais de 95 mil pessoas. A derrota por 1 a 0 para os hermanos, foi a primeira de Tite no comando da seleção.

Informações Agência Brasil


presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera entre os candidatos à Presidência da Republica nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste do país, de acordo com o levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta quarta-feira (4).

Além disso, a aprovação do governo Bolsonaro cresceu quase 5% entre novembro de 2021 e maio de 2022.

O estudo do Paraná Pesquisas foi realizado através de entrevistas presenciais, face a face, com eleitores com 16 anos ou mais, nos 26 estados e Distrito Federal em 166 municípios brasileiros. O levantamento foi realizado entre 28 de abril e 3 de maio, e a margem de erro para resultados gerais é de 2,2%

Levando em consideração o cenário em que as eleições acontecem hoje, Bolsonaro é o candidato do Norte + Centro-Oeste, com 37,3% dos votos, do Sudeste, com 38%, e do Sul, com 46,3% das intenções. Nas mesmas regiões, o ex-presidente Lula (PT) vem atrás com 36,3%, 35,9% e 28,2% respectivamente.

Em um cenário de segundo turno contra o candidato do PDT, Ciro Gomes, Bolsonaro também vence, já que ficou com 40,4% das intenções de votos, contra 39,3 de Gomes.

Vale destacar ainda que quando o levantamento é feito de maneira espontânea (quando os nomes dos candidatos não são divulgados), a maioria respondeu que não sabe ou não respondeu em quem votaria: 36,1%.

Informações Rede TV


Bolsonaro diz temer prolongamento da guerra na Ucrânia e efeitos na inflação
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (4) que teme o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia e os efeitos do conflito na inflação no Brasil.

“O que nós tememos obviamente é o prolongamento desta guerra, que sinaliza com mais inflação para o mundo. E vem [a inflação] da energia, vem dos combustíveis, onde eu peço a todos cada vez mais resiliência, cada vez mais garra e determinação. Porque isso que se abateu sobre todo o mundo e também sobre o nosso Brasil. Vai deixar de influenciar negativamente de forma bastante breve, e que nós possamos voltar à normalidade”, afirmou o presidente em um restaurante em Brasília, durante encontro com parlamentares.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro. Uma semana antes, Bolsonaro se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. O assunto, segundo o governo brasileiro, eram as relações comerciais com a Rússia.

A inflação no Brasil vem atingindo nos últimos meses os maiores valores dos últimos anos. Em ano eleitoral, o presidente não quer que a alta dos preços afete sua campanha.

*Metro1


Fiel ao bolsonarismo, Cacá Leão prega independência como pré-candidato ao Senado
Foto: Divulgação

Fiel ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Cacá Leão (PP) tem adotado um discurso de independência desde que foi anunciado como substituto do seu pai, o vice-governador João Leão (PP), para concorrer ao Senado na chapa de ACM Neto (UNIÃO).

“Sou deputado federal há sete anos e meio, pude viver o governo na época da presidenta Dilma, Michel Temer e agora Bolsonaro”, afirmou Cacá. “Seja quem for o presidente da República, estarei lutando ao lado de ACM Neto pela melhoria de vida dos baianos”, acrescentou.

Segundo o Radar do Congresso, do site Congresso em Foco, Cacá tem uma taxa de governismo de 94% nos três anos e meio do atual governo. Ou seja, ele só não apoiou ou votou em projetos de Bolsonaro em 6% das vezes.

Cacá foi anunciado na última terça-feira (3), como pré-candidato a senador em evento ao lado de ACM Neto e João Leão, que desistiu de disputar o cargo após ter um mal-estar na cidade de Sento Sé.

*Metro1


Foto: PR/Marcos Corrêa // Arquivo Pessoal





















O presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (4), uma resposta à cantora Anitta após a artista dizer que conversou com o ator Leonardo Di Caprio e afirmar que ele conheceria mais sobre a Amazônia do que o chefe do Executivo brasileiro. Na postagem, Bolsonaro respondeu que “conversa com milhares de brasileiros” todos os dias.
– Fico feliz que tenha falado com um ator de Hollywood, Anitta, é o sonho de todo adolescente. Eu converso com milhares de brasileiros todos os dias. Não são famosos, mas são a bússola para nossas decisões, pois ninguém defende e sabe mais sobre o Brasil do que seu próprio povo – escreveu o líder.

Bolsonaro ainda elencou diversos pontos que ratificam o cuidado do Brasil com a Amazônia. De acordo com o líder, o país “tem a matriz energética mais limpa entre os países do G20” e mantém “mais de 60% da nossa vegetação nativa intacta”.

– Ninguém preserva mais que nós! Talvez o Leo não saiba disso – disparou o presidente.

Por fim, o presidente ironizou o ator norte-americano e disse que espera que, na conversa entre Anitta e Di Caprio, a cantora tenha “aproveitado a oportunidade para aconselhar Leo a abrir mão de seus jatinhos e iate”, meios de transporte que, segundo o presidente, “soltam mais CO2 na atmosfera em um dia do que dezenas de famílias brasileiras em um mês”.

– Antes de sair dando lição, é preciso dar o exemplo – finalizou.

*Pleno.News


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nessa terça-feira (3) que os sindicatos precisam funcionar como um “freio de arrumação na ganância empresarial”. A fala ocorreu durante o evento em que o Solidariedade, do deputado federal Paulinho da Força (SP), ligado à Força Sindical, declarou apoio ao petista na disputa à Presidência.

“É importante que o sindicato seja um freio de arrumação na ganância empresarial. O sindicato não quer que o empresário tenha prejuízo, pois se o empresário tiver prejuízo, a fábrica quebra e o trabalhador fica sem emprego. Essa gente tem que entender que nós não somos imbecis. O sindicalista quer que a fábrica, na sua categoria, seja forte, ganhe muito, produza muito, venda muito, aumente o salário dos trabalhadores e gere emprego”, disse Lula.

Pouco antes, Lula comentou a revogação da contribuição sindical, um dispositivo eliminado pela reforma trabalhista, de 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB), e pediu que as instituições de classe tenham “soberania” para definir, em assembleia, como será a contribuição dos trabalhadores.

“Por que que o Temer acabou com a contribuição assistencial aos sindicatos? Como é que o sindicato vai viver se não tem recurso para suas atividades? Na verdade, o trabalhador não gostava de pagar imposto sindical. Pagar um dia de serviço ao sindicato… era o dia que a gente era mais xingado dentro da fábrica”, disse Lula.

“Mas a gente não quer de volta o imposto sindical, não. A gente quer apenas um artigo em uma lei que diga que a contribuição sindical é de responsabilidade do sindicato, de convocar os trabalhadores em uma assembleia livre e soberana para decidirem como os trabalhadores vão contribuir. Eles não fizeram isso porque o fascismo não aceita um sindicato forte, e não tem democracia forte no mundo que não tenha sindicato forte”, completou o petista.

CNN Brasil