Além de feijão, carne, massas, biscoitos e arroz, redução de tributos também vale para materiais de construção
Governo reduz 10% de imposto de importação de feijão, carne, arroz e outros Foto: Governo Federal
O Ministério da Economia anunciou, nesta segunda-feira (23), uma nova redução de 10% de alíquotas do Imposto de Importação de bens comercializados, como antecipou o Estadão. Segundo a Pasta, a medida reduz os tributos de bens como feijão, carne, massas, biscoitos, arroz, materiais de construção e tem validade até 31 de dezembro de 2023.
“A medida abrange 6.195 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul para reduzir impactos decorrentes da pandemia e do conflito na Ucrânia sobre o custo de vida da população e preços de insumos do setor produtivo”, informou o Ministério da Economia, em nota.
A nova redução foi aprovada na 1ª reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo o governo, a medida deve contribuir para o baratear quase todos os bens importados. Mais de 87% dos códigos tarifários tiveram a alíquota zerada ou reduzida em um total de 20%.
No início de abril, o Broadcast antecipou que o governo brasileiro estudava uma nova redução nas taxas de importação cobradas pelo País mesmo sem ter o aval do Mercosul.
Em novembro do ano passado, os ministérios da Economia e das Relações Exteriores já haviam anunciado a redução em 10% das alíquotas de 87% da pauta comercial, mantendo de fora bens como automóveis e sucroalcooleiros, que já têm um tratamento diferenciado pelo bloco.
Pelas regras do Mercosul, a TEC cobrada na compra de produtos de fora do bloco só pode ser alterada em comum acordo pelos quatro países do bloco – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Assim como no ano passado, no entanto, o governo brasileiro deve recorrer a um dispositivo que permite a adoção de medidas voltadas à “proteção da vida e da saúde das pessoas”.
Em novembro, o governo brasileiro afirmou que, com a pandemia de Covid-19, houve alta de preços que poderia ser minimizada com um “choque de importação”.
Agora, com os preços aumentando ainda mais, especialmente em meio ao conflito no Leste Europeu, uma nova redução temporária nas tarifas alegando a necessidade de combater a inflação está no radar.
O Ministério de Minas e Energia divulgou, na noite desta segunda-feira (23), uma nota oficial em que informa que o governo federal, como acionista controlador da Petrobras, decidiu trocar o presidente da estatal. Segundo a nota, José Mauro Ferreira Coelho, que assumiu o cargo há 40 dias, será substituído por Caio Mário Paes de Andrade na presidência da empresa.
Na nota, o ministério agradeceu a Ferreira Coelho pelos resultados alcançados pela Petrobras durante sua gestão à frente da Petrobras, mas destaca que o país “vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais.”
Segundo o ministério, diversos fatores geopolíticos impactaram no preço da gasolina, do diesel e dos componentes energéticos e, para que sejam mantidas as condições necessárias para o crescimento do emprego e da renda da população, é necessário fortalecer a capacidade de investimento no setor privado. “Trabalhar e contribuir para um cenário equilibrado na área energética é fundamental para a geração de valor da empresa, gerando benefícios para toda a sociedade”, diz a nota.
Biografia
Paes de Andrade, que vai assumir a presidência, é formado em comunicação social pela Universidade Paulista, pós-graduado em administração e gestão pela Harvard University e mestre em administração de empresas pela Duke University.
No governo federal, atualmente, Paes de Andrade é secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, onde é responsável pela Plataforma GOV.BR e é membro do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA). Entre 2019 e 2020, ele foi presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Na inciativa privada, ele atuou na área de tecnologia de informações e no mercado imobiliário, além de ser fundador e conselheiro do Instituto Fazer Acontecer.
O ministério diz, na nota, que acredita que Paes de Andrade reúne as qualificações necessárias para assumir a presidência da Petrobras e superar os desafios da atual conjuntura, “promovendo o contínuo aprimoramento administrativo e o crescente desempenho da empresa, sem descuidar das responsabilidades de governança, ambiental e, especialmente, social da Petrobras.”
A nota diz, ainda, que, com a mudança, o governo federal renova o seu compromisso de respeito com a governança da Petrobras.
Paes de Andrade é o quarto presidente da estatal no atual governo. Antes dele, foram presidentes da Petrobras, Roberto Castelo Branco, o general da reserva do Exército, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Ferreira Coelho.
Petrobras
Em nota, a Petrobras informou que recebeu nesta segunda-feira ofício do Ministério das Minas e Energia solicitando providências para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de promover a destituição, e eleição de membro do Conselho de Administração para indicar Caio Mario Paes de Andrade em substituição a José Mauro Ferreira Coelho. O ofício solicita, ainda, que Paes de Andrade seja, posteriormente, avaliado pelo Conselho de Administração da Petrobras para o cargo de presidente da estatal.
“Tendo em vista que José Mauro Ferreira Coelho foi eleito pelo sistema do voto múltiplo na Assembleia Geral Ordinária realizada em 13 de abril último, caso aprovada pela assembleia geral, sua destituição implicará na destituição dos demais membros do conselho eleitos pelo mesmo processo, devendo a companhia realizar nova eleição para esses cargos, nos termos do artigo 141, § 3º, da Lei 6.404/76”, diz a nota.
A Petrobras informa que novos fatos relevantes serão oportunamente divulgados ao mercado.
Medida ocorre após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes
Deputado federal Marcelo Ramos Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) não ocupará mais a vice-presidência da Câmara dos Deputados. A medida ocorre após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou uma liminar concedida por ele próprio para manter o parlamentar no cargo.
Marcelos Ramos foi eleito para a vice-presidência da Câmara em fevereiro de 2021, quando integrava o PL. No entanto, o deputado deixou o partido no fim do ano passado e ingressou no PSD. Além disso, Ramos foi à Justiça Eleitoral e obteve uma decisão favorável de Moraes para impedir que seu antigo partido atuasse para tirá-lo do cargo.
Com a decisão de Moraes, será realizada uma nova eleição na Câmara para a escolha de um novo vice. A eleição está marcada para acontecer nesta quarta-feira (25).
Nas redes sociais, Ramos disse que deixou o cargo por pressão do presidente Jair Bolsonaro.
O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) se emocionou após anunciar que desistiu de ser candidato à Presidência Imagem: Aloísio Maurício/Fotoarena/Estadão Conteúdo
A coluna conversou, ao longo dos últimos dias, com vários ex-auxiliares de João Doria no governo de São Paulo e com aliados dele dentro do PSDB para entender as razões que levaram ao isolamento político dele. Abaixo, um compilado dos sete principais erros (sempre na visão desses interlocutores de Doria) cometidos pelo tucano, que nesta segunda-feira, 23, desistiu do sonho de concorrer à Presidência pelo PSDB.
1) A ESCOLHA DE BRUNO ARAÚJO COMO PRESIDENTE DO PSDB: Doria escolheu para comandar o PSDB um tucano que em nenhum momento foi avalista de sua pré-candidatura. Além disso, apesar de ser um dirigente importante no partido, Araújo é de Pernambuco, estado onde o PSDB possui pouca representatividade.
2) A MONTAGEM DO GOVERNO PAULISTA: Doria tentou nacionalizar, ainda em 2018, a montagem de seu secretariado, nomeando ex-ministros da gestão Michel Temer na Presidência e convidando quadros de outros estados. Nenhum deles, porém, conseguiu alargar o trânsito de Doria para além dos limites de São Paulo.
3) A POSIÇÃO NO ESPECTRO POLÍTICO: Doria quis ser o anti-Bolsonaro, porém, em um partido de centro-direita, ou seja, um erro estratégico. Não custa lembrar que parte da bancada federal do PSDB na Câmara tem votado, sistematicamente, como governo. O ideal, dizem aliados, teria sido ele mirar no pós-Bolsonaro e diminuir a artilharia quase diária que disparava na direção do presidente.
4) O USO DE DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS: No início de seu governo em São Paulo, Doria afastou da gestão Gilberto Kassab e Aloysio Nunes Ferreira, ambos sob investigação. Entretanto, não usou a mesma régua ao manter, por exemplo, Alexandre Baldy no governo, mesmo após ele ter sido preso. Mágoas e ressentimento surgiram nesse processo.
5) O DESCUIDO COM LIDERANÇAS HISTÓRICAS DO PSDB EM SP: Doria não prestigiou como deveria as principais lideranças do partido em São Paulo: Geraldo Alckmin, José Serra, Alberto Goldman e FHC. O primeiro, aliás, saiu do partido. Em contraponto, basta lembrar o gesto de Serra que trouxe Geraldo para o governo do estado e depois o fez candidato à sucessão em 2006
6) O FOCO EXCESSIVO NO MARKETING: Doria realizou mais de uma centena de coletivas de imprensa e milhares de postagens em redes sociais. Em dado momento cogitou, inclusive, mudar o nome do PSDB, suas cores e símbolos. Mesmo com a vitória obtida com a primeira vacina contra a covid aplicada no Brasil, o governador teria exagerado na exposição de sua marca.
7) A MENTALIDADE EMPRESARIAL: Uma vez no governo, Doria se comportou como o CEO de uma empresa e até colheu bons resultados: trouxe a vacina para o Brasil e teve marcas positivas: São Paulo cresceu cinco vezes que o Brasil no período em que ele foi governador. Mas, justamente por não entender que a política não é uma empresa, acabou rifado pelos políticos.
prazo para a convocação dos candidatos inscritos na lista de espera para o primeiro processo seletivo de 2022 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) termina às 23h59 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (26).
No total, foram ofertadas 66,5 mil vagas no primeiro processo seletivo de 2022 do Fies e, segundo o Ministério da Educação (MEC), para todo o ano de 2022 serão 110 mil vagas. Inicialmente, a convocação seria feira até o dia 4 de maio.
De acordo com o MEC, a decisão de ampliar o prazo final de convocação da lista de espera do Fies 2022/1 tem como objetivo promover maior ocupação das vagas ofertadas pelo programa. Além disso, nesta edição não será realizado o processo de preenchimento de vagas remanescentes, o que também contribuiu para a prorrogação da data.
O que é o Fies O Fies é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos ofertados em instituições de ensino que aderiram ao programa. Para concorrer a uma das oportunidades do Fies, é preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010.
O presidente Jair Bolsonaro avalia abrir mão da candidatura de João Roma ao Governo da Bahia para apoiar ACM Neto no pleito, que lidera as pesquisas de intenção de voto. A informação é do jornal Valor Econômico.
De acordo com a publicação, Bolsonaro considera a aproximação com o ex-prefeito de Salvador como estratégico para a sua reeleição. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com o deputado Elmar Nascimento, aliado de Neto, para tratar de uma aliança.
Ainda segundo o site, Nascimento disse que um apoio no primeiro turno é pequeno, por causa da força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. Porém, o parlamentar acredita que uma eventual saída de Roma da disputa aumentaria as chances de ACM Neto ser eleito ainda no primeiro turno. Com isso, o ex-prefeito de Salvador “ficaria mais livre” para associar a sua imagem à de Bolsonaro.
ALIADO APOIA REELEIÇÃO
Um dos principais partidos que fazem parte da base de ACM Neto já confirmou que vai apoiar a reeleição de Bolsonaro. O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, confirmou ao Bahia Notícias que, no estado, o partido irá buscar a recondução do atual presidente (lembre aqui). O Republicanos é uma das legendas que disputam a vaga de vice na chapa de Neto.
Presidente da Câmara dos Deputados se manifestou neste domingo
Presidente da Câmara, Arthur Lira Foto: Agência Brasil/Fabio Pozzebom
Neste domingo (22), o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que é preciso “acabar com a taxação excessiva” sobre bens e serviços essenciais que vigora no país.
Como mostrou o Broadcast Político, os deputados devem votar na próxima terça-feira o projeto de lei complementar que define energia, combustíveis, telecomunicações e transporte como bens essenciais e estabelece alíquota máxima de 17% no ICMS sobre tais itens. Economistas calculam que a medida poderia aliviar o IPCA de 2022 em até 1,2 ponto porcentual.
– Ou o Brasil acaba com a taxação excessiva de bens e serviços essenciais ou a excessiva taxação de bens e serviços acaba com o Brasil. O Brasil precisa controlar a saúva, mais uma vez – escreveu Lira, no Twitter.
Lira se reuniu, na última quinta-feira, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir a proposta. Ele cobrou a costura de uma saída conjunta entre Congresso, governo e Executivo para os aumentos na conta de luz e nos combustíveis
O projeto do ICMS, que será votado nesta semana, é de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE) e tramitará em regime de urgência. O parlamentar chegou a classificar os reajustes nas tarifas de energia como “draconianos”.
– O essencial é definir o que é essencial. E o essencial é o Brasil e os brasileiros. O Congresso Nacional, a começar pela Câmara dos Deputados, tenho certeza, sempre ficará – como sempre ficou – a favor do que é essencial para o nosso país. E esta semana isso ficará essencialmente claro – afirmou o presidente da Câmara.
O jornalista Jose Roberto Guzzo, ou simplesmente J.R. Guzzo, é extremamente respeitado. Polêmico. Sua opinião tem peso e relevância.
Sua história no jornalismo brasileiro tem mais de cinquenta anos, tendo passado por inúmeros veículos de comunicação, sempre mantendo independência e nunca fugindo do embate de ideias.
Neste final de semana, o brilhante e ilustre jornalista novamente presenteia seus leitores com um texto espetacular e elucidativo, publicado em sua coluna na Revista Oeste e que certamente vai entrar para a prateleira “dos melhores serviços prestados ao país por um profissional de comunicação”.
A sua transcrição na íntegra é quase que um dever patriótico do Jornal da Cidade Online.
Eis o texto:
A VOZ DOS IMBECIS
A imprensa, o Supremo Tribunal Federal e a esquerda que vive da compra, venda e aluguel de más ideias descobriram há tempos os seus piores inimigos — as redes sociais. É um sinal dos tempos, e um sinal bem ruim, que se considere pecado mortal aquilo que é uma das mais espetaculares conquistas do espírito humano; a internet é resultado direto do avanço da ciência e da tecnologia, e quando o progresso é tratado como se fosse uma manifestação do mal por uma parte da sociedade, estamos com um problema evidente. Ninguém diz, é claro, que é contra o progresso. Mas todos os que hoje combatem a atuação das redes sociais na política, e especialmente nas eleições de outubro próximo, são contra o progresso de que não gostam — e o “conteúdo” das redes é o tipo do progresso de que não gostam nem um pouco. Na verdade, é mais simples do que isso. O inimigo da mídia, do STF e da federação dos “progressistas” não é a internet. É o público. Nada assusta tanto essa gente como um brasileiro de carne e osso com uma cabeça para pensar e uma voz para dizer o que pensa.
Não deveria ser assim — ou, ao contrário, talvez tenha mesmo de ser assim. O que atrapalha a vida dos meios de comunicação de massa hoje em dia é a falta de massa, ou seja, de leitores, de ouvintes e de telespectadores. O problema do STF é a recusa em respeitar as funções que lhe foram atribuídas pela Constituição Federal. A esquerda, enfim, sofre com a escassez de votos em quantidade suficiente para formar uma maioria clara no Brasil. Em vez de se concentrarem na busca de soluções para estas dificuldades, porém, ficam irados com a internet. A mídia está ressentida com as redes sociais porque elas lhe tiraram o público — ou, mais exatamente, a relevância que imaginavam ter junto ao público. O STF se enerva porque não pode eliminar a imagem miserável que tem junto à população nas redes; pode prender o deputado Daniel Silveira, socar inquéritos nos inimigos políticos e aterrorizar senadores e deputados, mas não controla o que se diz pela internet. A esquerda nunca conseguiu predominar nas redes sociais; está perdendo a batalha, aí, para a direita, e não se conforma com isso.
Uma coisa é juntar meia dúzia de delinquentes, botar camisa vermelha e invadir propriedades, sob o olhar distante da polícia e do Ministério Público. Também é fácil escrever editoriais dizendo que o presidente da República matou 600.000 pessoas, e que vai dar um golpe de Estado se ganhar a eleição. (Imaginem, então, se perder.) Não há nenhum problema, se você é ministro da principal corte de justiça do país e lhe permitem que faça tudo, indiciar em inquéritos os adversários, expedir ordens de prisão para a Interpol e distribuir tornozeleiras eletrônicas. Tudo isso é barato, e está disponível em tempo integral. O problema é fazer os demais cidadãos pensarem como você pensa. A única opção numa democracia é conviver com essas contrariedades — e pagar o preço da sua liberdade respeitando a liberdade do outro. Mas a mídia, o STF e a esquerda não querem uma democracia no Brasil; na verdade, são hoje as forças que mais combatem a liberdade neste país. Voltam todas as suas energias, assim, para as mais variadas tentativas de prender as redes sociais numa camisa de força.
É raro passarem três dias seguidos sem que o STF ponha para fora o seu rancor contra o que o público está dizendo. Conduz há mais de três anos um inquérito absolutamente ilegal, e aparentemente perpétuo, para punir “atos antidemocráticos” e bloquear a divulgação daquilo que considera fake news — ou seja, qualquer tipo de notícia, pensamento ou opinião que o ministro Alexandre de Moraes, por alguma razão, quer castigar. Fez acordos com as multinacionais que controlam as redes para censurar postagens feitas durante a campanha eleitoral. Ameaça com prisão os infratores das leis não existentes que vão inventando para defender as suas posições políticas. Interfere grosseiramente no processo da eleição presidencial — isso para não falar no candidato que o ministro Edson Fachin criou, um condenado pela justiça por corrupção e lavagem de dinheiro que legalmente não podia ser candidato. O STF trabalha por sua vitória de maneira aberta — o único concorrente real de Lula, o presidente da República, foi definido pelo ministro Luís Roberto Barroso como “o inimigo”. Mas nada disso parece suficiente. O ataque às redes promete continuar até o dia da eleição.
A última explosão de hostilidade veio do ministro Moraes. Numa plateia onde se sentavam peixes graúdos do PT e outros devotos da candidatura do ex-presidente Lula, Moraes decidiu apresentar o que faz parte da visão filosófica, digamos assim, que tem sobre a questão. “A internet deu voz aos imbecis”, disse ele, repetindo uma frase já cansada e supostamente sábia que qualquer autor de palestra de autoajuda utiliza no seu ganha-pão diário. Quem disse isso, vários séculos atrás, foi um desses intelectuais-vagalume que piscam por uns instantes, e em seguida se apagam na noite, depois de fazerem sucesso temporário com alguma ideia deixada pela metade. É um dito interessante, mas a verdade é que a internet deu voz, realmente, ao público. Aos imbecis, especialmente? Não: deu voz a todos. Foi uma revolução. Pela primeira vez na história da humanidade, desde que o homem saiu da caverna e evoluiu até andar na Lua, todos os seres humanos que consigam ler e escrever, qualquer um deles, podem dizer em voz alta o que pensam ou têm vontade de dizer — basta ir ao celular e teclar o que lhes vem na cabeça. Podem, ao mesmo tempo, ouvir tudo o que está sendo dito. Pronto: ninguém precisa mais dar entrevista no jornal, ou pedir licença da autoridade, para dizer o que quer. Também não está mais limitado a ler, ouvir ou ver os meios de comunicação para saber o que está se falando na praça.
O que aparece, então, é o que as pessoas acham das coisas, do mundo e da vida, nem mais nem menos. Não gostam do que está sendo dito? Paciência. Vai ser preciso trocar de humanidade e achar uma mais ao gosto do ministro Moraes e seus colegas do STF, dos jornalistas e do candidato da esquerda à Presidência da República. A humanidade que existe na vida real é essa aí. É duro, com certeza; a maioria dos 8 bilhões de habitantes da Terra, e dos 200 milhões de brasileiros, não é de grandes pensadores, nem de Einsteins e nem mesmo, talvez, de pessoas atraentes. Mas se são “imbecis” ou não, como repete o ministro Moraes, não vem ao caso; são seres humanos com direitos iguais ao dele, ou de qualquer pessoa, a expressarem o que pensam em público. O que dizem nas redes é o que têm dentro de si; se o que têm dentro de si são essas coisas que estão dizendo, sentimos muito, mas é inevitável aceitar. O que o STF, a mídia e a esquerda querem é restringir, limitar e reprimir o pensamento. Isso é a marca mais clássica das ditaduras.
Não são os “disparos automáticos”, os “robôs” e os algoritmos que incomodam o Supremo, como querem fazer crer os seus inquéritos, os seus agentes na “justiça eleitoral” ou o noticiário maciço da imprensa. O que assusta a todos eles, na verdade, é o que as pessoas têm a dizer. Não é difícil entender. Até há pouco só a mídia, os supremos tribunais e as elites tinham condições de expor o que pensavam; a liberdade de expressão só se aplicava à “gente bem”, com dois ou três sobrenomes, dinheiro no banco e curso de “humanas”. Hoje, por força das redes, todo mundo fala e, principalmente, todo mundo fica sabendo o que se fala. O STF e a sua atual companhia não suportam essa realidade. Da mesma maneira, é falso que alguém nesse bonde esteja realmente preocupado com o mau uso que é feito da internet. Ninguém no Supremo dá a mínima para a onda de crimes digitais que oprime o Brasil; pouco se lhes dá se roubam o Pix, invadem contas bancárias ou clonam celulares. Não querem, ali, punir os bandidos. Querem punir a sua opinião. Também não são os delitos cometidos com a palavra que estão envolvidos na guerra contra as redes; todos esses crimes são perfeitamente previstos no Código Penal Brasileiro, e não precisam mais de lei nenhuma para serem combatidos. Experimente dizer na internet que o seu vizinho é ladrão de cargas ou traficante de drogas; ou melhor, não experimente, porque quem fizer isso vai acabar com um processo por calúnia nas costas.
A internet, como diz o ministro Moraes, dá a voz aos imbecis. O que Moraes não diz é que a internet também dá voz a ele. Temos um óbvio problema aí. Por que raios o ministro julga que a sua voz é linda e a voz dos outros não é? Quem é ele para decidir quem é imbecil e quem é inteligente, ou quem é qualificado o bastante para se exprimir nas redes sociais? Se Moraes considera “imbecis” os que discordam das suas posições políticas, qualquer um pode dizer a mesma coisa dele; não existem, no Brasil ou no mundo, leis estabelecendo regras para a cretinice — ou qual o nível de excelência mental que as pessoas devem ter para receberem um certificado de não imbecil. Nada disso, é claro, tem o mínimo interesse para os inimigos da internet. No momento, só pensam numa coisa: ganhar a eleição. Se a liberdade está no caminho, pior para a liberdade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, neste domingo (22), que pelo menos 12 países já registraram casos de varíola de macaco. Segundo a organização, ao todo, já foram confirmados 92 casos da doença. Até o momento, há registros nos seguintes países: Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.
Segundo a OMS, não foram estabelecidas ligações entre os casos confirmados e as áreas onde a doença é endêmica. Os países endêmicos são: Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificada apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, Serra Leão e República do Congo.
“Com base nas informações atualmente disponíveis, os casos foram identificados principalmente, mas não exclusivamente, entre homens que fazem sexo com homens”, alertou em nota.
A organização afirmou ainda que a situação “está evoluindo” e há a previsão de “que haverá mais casos de varíola de macaco identificados à medida que a vigilância se expande em países não endêmicos”.
De acordo com a OMS, “as evidências atuais disponíveis sugerem que aqueles que estão em maior risco são aqueles que tiveram contato físico próximo com alguém com varíola de macaco enquanto eram sintomáticos”.
Na Alemanha, o primeiro caso de varíola dos macacos foi registrado em um brasileiro de 26 anos. O jovem teria chegado na Alemanha após uma viagem com origem em Portugal, passando pela Espanha. Ele esteve também em Munique, no sul da Alemanha. O paciente teria apresentado erupções cutâneas, um dos sintomas característicos da doença. Ele está em isolamento em uma clínica na cidade.
Todas as famílias que são optantes e usuárias do programa de auxílio do governo no Cadúnico e utilizam as antenas parabólicas (TVRO) devem ficar atentas às novas atualizações dos benefícios. Desta vez, todas as famílias receberão um kit que melhora a qualidade de sinal, imagem e som do sistema de recebimento do sinal.
Atualmente, cerca de 20 milhões de domicílios no país têm acesso gratuito a sinais via satélite via satélites da banda C e devem ser migrados para a banda Ku para evitar interferência na banda de frequência de 3,5 GHz reservada para o início das operações 5G.
São 27 capitais brasileiras em julho. Destes, estima-se que 10,5 milhões de pessoas estejam cadastradas no CadÚnico.
A decisão do Grupo de Monitoramento de Implementação de Resolução de Problemas de Interferência na Faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi), criado após o leilão do 5G, mostra a baixa renda do formato H.265 como norma para as coleções que serão distribuídas à população.
Problemas de interferência Em reunião emergencial, o grupo que é responsável pela emissão e monitoramento do sinal que vai para milhares de casas diariamente definiu o prazo de 5 dias úteis para solucionar até 90% do problema interferência de sinal pela Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF).
A migração da Banda C para a Banda Ku liberará a banda para o 5G e permitirá o cumprimento do cronograma estabelecido no edital, em que a banda larga móvel passará a operar nas capitais e no Distrito Federal a partir de 30 de junho nessa banda.
2023 será a vez dos municípios com mais de 500 mil habitantes, até que o cronograma seja finalizado em 2026.
Gaspi O edital do leilão 5G prevê a criação do Gaispi – formado por representantes da Anatel, Ministério dos Transportes, operadoras vencedoras do edital 5G, emissoras e operadoras de satélite – para acompanhar a aplicação dos recursos arrecadados e garantir que a população siga a TV por satélite que liga sem ser deixado vigiar desacompanhado.
Este leilão visa diminuir todos os problemas de recebimento de sinal e melhora significativa na imagem e som dos milhares de usuários.
Se você é optante pelo Cadùnico, fique atento para saber o dia, local e hora para retirar seu kit e saber quais o procedimento correto para instalação e solução do problema de interferência do sinal.
A Anatel projeta que todos os kits sejam entregues instalados e configurados de forma gradual e que seja feita a estabilização do sinal até o fim de 2022.