O Ministério da Economiareduziu de 8,1% para 7,4% a expectativa de alta do INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador é responsável por medir a inflação das famílias mais pobres e serve como base para o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias, em 2022.
Caso o avanço seja concretizado, a remuneração mínima paga aos trabalhadores subirá dos atuais R$ 1.212 para R$ 1.301,81, um aumento de R$ 89,81. Na estimativa anterior, o salário mínimo saltaria para R$ 1.310,17 (+R$ 98,17).
O valor é maior que o previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2023, aprovada pelo Congresso Nacional na última terça-feira (12). Pela proposta, o salário mínimo de 2023 será de R$ 1.294.
As estimativas de que inflação será menor em 2022 são justificadas pela redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica — após o governo federal ter zerado o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim deste ano. Na avaliação das instituições, o alívio deve ser sentido no bolso das famílias somente até o fim de 2022.
Com apenas o repasse integral do INPC, o valor do novo salário mínimo deve representar o quarto ano consecutivo em que o piso nacional não garantirá uma reposição do poder de compra à população mais carente.
Entre 2015 e 2019, o salário mínimo pago aos brasileiros era calculado com base na expectativa para o INPC do ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes.
A medida, estabelecida pela lei 13.152, foi interrompida a partir de 2020, quando o reajuste passou a ter como base apenas a expectativa para a inflação do ano anterior, sem garantir ganho real.
Segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo é a base da remuneração de 50 milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e deveria figurar, em junho, na casa dos R$ 6.527.
Ao conceder um reajuste do salário mínimo sem a reposição do poder de compra, o governo federal gasta menos. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o piso da remuneração.
Cálculos mostram que cada real no salário mínimo implica despesa extra superior a R$ 350 milhões nos cofres públicos. A Constituição, no entanto, determina que o salário mínimo deve ser corrigido, ao menos, pela variação do INPC do ano anterior.
O Ministério Público de São Paulo cumpriu, nesta quarta-feira (14), um mandado de busca e apreensão na mansão de Deolane Bezerra, em Alphaville, região nobre da capital paulista. Segundo o boletim de ocorrência, a advogada é investigada por um crime contra a economia popular e associação criminosa, o que indica possível envolvimento com lavagem de dinheiro. A informação é da coluna Leo Dias.
Ainda, conforme o site, foram apreendidos um Porsche, uma Mercedes Cabriolet 2021 e uma Land Rover Evoque 2021/2022. Dois relógios das marcas Rolex e Bvulgari também foram apreendidos, mas segundo Deolane os itens seriam falsos. O Ministério Público ainda apreendeu sete cadernos com anotações, quatro notebooks e registros de contabilidade. Um celular iPhone 13 Pro Max também foi levado. Um dos carros apreendidos vale cerca de R$ 1 milhão.
Segundo a investigação, a lavagem de dinheiro estaria se dando principalmente por meio da compra e venda de veículos de uma loja chamada Mille, localizada no Tatuapé, Zona Leste da capital paulista.
Em video resgatado na web, internautas relembram quando Deolane disse que só defendia causas para bandidos.
Decisão consta em um comunicado enviado pela companhia aérea ao senador Flávio Bolsonaro
Gol suspende parceria com Veja após exemplar contra Bolsonaro Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube GOL Linhas Aéreas Inteligentes
Nesta quarta-feira (13), a Gol Linhas Aéreas decidiu suspender uma parceria com a Editora Abril após a distribuição de exemplares da revista Veja com uma manchete contra o presidente da República Jair Bolsonaro (PL). O anúncio da companhia aérea surgiu após uma crítica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionou a distribuição das revistas em um balcão da Gol.
Em nota, a companhia aérea disse lamentar o ocorrido. Na capa da revista havia uma foto de Bolsonaro e a manchete Perigo à Vista.
– Lamentamos profundamente o ocorrido. As ações promocionais da GOL não têm qualquer viés político. A parceria de distribuição de revistas com Ed. Abril, hoje suspensa, não abrange editorial ou escolha de notícias. A GOL segue trabalhando pelo desenvolvimento do Brasil – disse a empresa.
À Folha de S.Paulo, a companhia explicou que, em maio, tinha feito uma parceria com a Editora Abril para a distribuição gratuita da Veja, por tempo limitado e em caráter experimental.
– A parceria se encerrou nesta semana. Em nenhum momento a companhia participou da definição do conteúdo editorial da revista, assim como da escolha de notícias – esclareceu a Gol.
O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (14) o veto parcial do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao projeto de lei que limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.
Bolsonaro havia vetado o dispositivo que previa compensação financeira aos estados pela perda de arrecadação com fixação do teto do imposto. Com a decisão dos parlamentares, passarão a valer regras que obrigam a União a compensar os estados pela perda de arrecadação decorrente desse novo teto definido para o imposto.
O ICMS é um imposto estadual que compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados.
De acordo com o texto, produtos como energia elétrica, combustíveis, comunicações e transportes coletivos passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que proíbe estados de cobrarem taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia entre 17% e 18%.
Diante disso, governadores de diversos estados criticaram a medida, afirmando que a limitação do ICMS causaria perda de arrecadação de até R$ 83 bilhões.
Com o veto derrubado, estados poderão ter desconto em parcelas de dívidas refinanciadas com a União. Quando barrou a medida, o presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou que isso era desnecessário, uma vez que, nos últimos dois anos, “foi observada melhora significativa na situação fiscal de estados e municípios”.
Os deputados e senadores, portanto, restabeleceram dois pontos principais:
A lei sancionada por Bolsonaro já definia que a compensação dos estados que têm dívidas com a União poderia ser feita com o abatimento das parcelas sobre a dívida restante. O Congresso retomou a possibilidade de o abatimento ser feito via garantia da União. Ou seja, a União cobrirá as dívidas nas quais já foi listada como “garantidora”. O Tesouro assumirá os débitos como forma de compensar os estados pela perda de arrecadação. Já os estados que não possuem dívidas com a União poderão ser ressarcidos de suas perdas por meio do repasse de receitas oriundas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). A votação dos vetos não foi concluída na sessão desta quinta. A análise será retomada após o recesso parlamentar. Entre os trechos ainda pendentes, está o veto de Bolsonaro à regra que obrigaria a União a compensar estados e municípios pelo impacto da perda de ICMS nos investimentos em educação e saúde.
Se essa regra for restaurada pelo Congresso, o governo federal terá de compensar os governos locais para garantir que os pisos constitucionais da saúde e da educação e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) voltem ao mesmo nível anterior de recursos. Isto é, ao montante que era gasto quando o ICMS arrecadado era maior.
Líder brasileiro e presidente ucraniano têm telefonema marcado
Bolsonaro e Zelensky Fotos: Isac Nóbrega/PR // EFE/EPA/LESZEK SZYMANSKI
O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (14), sobre o telefonema marcado entre ele e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para o próximo dia 18. O líder brasileiro afirmou saber qual a solução para a guerra contra a Rússia e pontuou que pretende apresentá-la ao chefe do Executivo ucraniano durante a ligação.
Em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro se limitou a dizer que a resolução do conflito tem a ver com o fim da Guerra das Malvinas, entre Argentina e Reino Unido em 1982.
– Vou dar minha opinião a ele o que eu acho. A solução para o caso [guerra]. Eu sei como seria a solução do caso. Mas não vou adiantar. A solução do caso… Como acabou a guerra da Argentina com o Reino Unido em 1982? É por aí. A gente lamenta. A verdade são coisas que doem, machucam, mas você tem que entender – assinalou.
O presidente ainda relatou que o convite para o telefonema partiu da Ucrânia.
– Foi ele [Zelensky] que buscou conversa conosco. E eu disse de imediato que conversaria com ele, sim. Ele tem um país grande para administrar. Tudo que foi acordado com o presidente Putin está sendo cumprido. Da minha parte e da parte dele. Vou conversar bastante com ele [Zelensky]. É um liderança, e vou dar minha opinião para ele. Essa guerra tem causado transtorno não só para o Brasil. Brasil menos. É muito mais para a Europa – acrescentou.
Contra a classe média poder ter benefícios, o petista Lula se hospedou na melhor suíte presidencial do hotel Meliá de Brasília nos dois dias que passou na capital federal nesta semana, fazendo contatos políticos e participando de eventos públicos, informa o Estadão.
A suíte tem 183 metros quadrados e é reservada na internet por uma diária de R$ 6 mil. O espaço tem dois quartos, duas salas, uma cozinha completa, dois banheiros, um lavabo, dois halls e uma sala de jantar para oito pessoas. Segundo o Meliá, ela é destinada a hóspedes que irão se “sentir especiais” em Brasília.
Segundo o Estadão, a mulher de Lula, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, se hospedou com o ex-presidente, e a conta do hotel deve sair do fundo partidário.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), fez uma dura revelação sobre o ”apagão” que aconteceu na última terça-feira (12), durante votação da PEC dos Benefícios.
A Polícia Federal foi até a Casa Legislativa e investiga se houve interferência da oposição para tentar atrapalhar a votação da PEC.
Presidente contou a apoiadores que recebeu na Câmara o guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, assassinado no último sábado
Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro (PL) contou que, em 2017, teve encontro com o petista Marcelo Arruda, guarda municipal assassinado por Jorge Guaranho, policial penal, no último sábado (9).
Bolsonaro dá a entender na conversa que chegou a atender um pedido feito por Arruda, que na época atuava como diretor do Sindicato de Servidores Públicos de Foz do Iguaçu, no Paraná, votando favorável à reivindicação do petista na Câmara dos Deputados.
“Por coincidência, resgatamos uma foto agora, de 2017, eu com o irmão deles que morreu”, disse, referindo-se aos irmãos de Arruda, José e Luiz, com quem conversou na terça-feira (12).
A foto foi divulgada na segunda-feira (11) por Tony Cleverson Correa, colega de Marcelo Arruda e que era presidente da Associação dos Guardas Municipais de Foz do Iguaçu. Em entrevista para a Folha de S. Paulo, Correa contou que ele e Arruda vieram a Brasília na época em que se debatia no Congresso Nacional a reforma da Previdência. Eles queriam reivindicar a inclusão dos guardas municipais na reforma da aposentadoria policial.
Apesar de Facebook liderar seguido por Instagram e YouTube, poder do Twitter de estabelecer debates deve ser considerado, dizem especialistas
A edição 2022 da pesquisa “A cara da democracia” perguntou sobre o consumo de informações sobre política nas redes sociais, e o Facebook, apesar de outras redes sociais fazerem muito barulho nos debates sobre o tema, lidera de longe nas repostas dos entrevistados: 33%. Segundo dados da sondagem analisados pelo Pulso, mais de três quartos dos entrevistados usam as redes para se informar sobre o tema.
Enquanto o Facebook foi citado por um terço dos entrevistados como sua principal rede usada para se informar sobre política, a plataforma é seguida pelo Instagram (16%, que é do mesmo grupo, a Meta), por YouTube (12%) e WhatsApp (10%, também da Meta), empatados no limite da margem de erro. O Twitter, amplamente usado por políticos e por meios de comunicação, acumula somente 3% das citações, ligeiramente à frente de TikTok e Telegram. No cenário geral, 22% disseram ter nas redes sociais seu principal meio de informação sobre política — atrás apenas do noticiário de televisão, que acumula 38% das preferências.
A quantidade de pessoas que citou ter preferência por consumir informações sobre política em alguma das redes sociais apresentadas soma 76% dos entrevistados (a pergunta de múltipla escolha só permitia uma resposta). Dentre estes entrevistados, 63% citaram ainda ter ao menos uma segunda rede preferida para este fim. Enquanto isso, 21% disseram não ter redes sociais ou não usá-las de modo algum para se informar sobre política.
A política nas redes sociais, segundo a pesquisa ‘A cara da democracia’ — Foto: Arte / O Globo
Informação sobre política nas redes vai muito além de qual delas é mais usada
Algumas redes que são frequentemente utilizadas no debate público por cidadãos e políticos, como Twitter e Telegram, foram pouco citadas pelos entrevistados como sendo de sua preferência para consumir informações sobre política. No entanto, especialistas indicam que esta relação é muito mais complexa do que uma escolha de A ou B, e que é mais importante entender como a internet funciona de forma dinâmica, capaz de criar formas muito difusas de influência.
O caso do Twitter é um exemplo que chama a atenção. Mesmo que citado por somente 3% como sua principal rede usada para consumir política, é usado por toda gama de políticos para se comunicar com eleitores e cidadãos de forma geral. Segundo especialistas do tema, é considerado inclusive uma rede com alta capacidade de “agendamento” (ou seja, potencial de moldar coberturas jornalísticas).
— As plataformas têm diferentes funções e diferentes audiências. O Twitter tem outras funções importantes. Uma delas é a capacidade de agendamento da imprensa. Outra é a possibilidade de entrar em discussão direta com atores políticos, gerando assim uma visibilidade que não é possível em outras redes sociais — explica Marisa von Bülow, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), sobre as diferentes possibilidades de interação dentro da rede. — No caso do Twitter, pesa bastante o fato de terem forte presença ali os políticos, jornalistas e acadêmicos, com os quais é possível pelo menos tentar interagir diretamente.
Segundo a especialista, outro exemplo da importância de se olhar para esse dinâmico ecossistema de redes (para além de plataforma A ou B) inclui o fato de que informações fluem facilmente de uma rede para outras. Inclusive, em grande parte das vezes isto já vem sendo feito de forma coordenada, e não apenas espontânea.
O médico Giovanni Quintella Bezerra foi isolado, longe de outros detentos, em uma cela da galeria F da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8. Segundo uma reportagem do g1, ele seguirá isolado e sem previsão de contato com os outros presos por medida de segurança.
Ainda de acordo com a reportagem, a cela tem 36 metros quadrados – seis metros de largura por seis metros de profundidade. Ela foi projetada para mais de uma pessoa mas, por precaução, Giovanni ficará sozinho. A unidade é destinada, principalmente, aos detentos com ensino superior.
A TV Globo mostrou que, após ter a prisão em flagrante convertida em preventiva, quando o suspeito chegou ao local, detentos começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista.
O preso é investigado pelo estupro filmado de uma mulher na mesa de parto e outros cinco possíveis crimes semelhantes cometidos nas unidades em que trabalhou, entre elas o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.