Presidente disse ter certeza de que milhares de motos estarão presentes
Presidente Jair Bolsonaro durante motociata em São Paulo Foto: EFE/ Fernando Bizerra Jr
O presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores a organizarem motociatas pelo país em 1º de outubro, na véspera do primeiro turno das eleições. Nos últimos dias, o entorno do candidato à reeleição tem animado seus apoiadores.
Com a ofensiva de seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo “voto útil”, a campanha de Bolsonaro tem apostado em na “força política”, como os atos de 7 de Setembro, no Bicentenário da Independência.
– Eu estou “full time” até as eleições. O que está sendo discutido é uma grande motociata pelo Brasil no dia 1º de outubro. Então, eu estou vendo como que fica em Brasília, a gente vai convidar o pessoal a dar duas ou três voltas na Esplanada dos Ministérios. Tenho certeza que milhares de motos estarão presentes, é uma maneira de nós colorirmos o Brasil na véspera das eleições – disse Bolsonaro durante transmissão ao vivo nas redes sociais.
A menos de duas semanas do primeiro turno, a campanha do presidente tenta evitar um movimento de voto útil em Lula, que aposta em uma suposta vitória já em 2 de outubro.
– Estamos na reta final. Faltam 11 dias para as eleições. Entendo que sejam umas eleições das mais importantes da história do Brasil, muita coisa em jogo, até pela polarização das mesmas – afirmou hoje Bolsonaro.
DEBATE A estratégia do comitê de Bolsonaro, na reta final da disputa no primeiro turno, é subir o tom contra Lula para tentar aumentar a rejeição ao petista, já que a do presidente se mantém estável.
– A partir de agora, vai ser “porradaria” até o último dia – disse ao Broadcast Político uma fonte próxima ao chefe do Executivo.
De acordo com aliados, a tendência é Bolsonaro ir ao debate entre candidatos ao Palácio do Planalto que será realizado por SBT, Estadão e outros veículos de mídia neste sábado (24). A campanha avalia que o candidato à reeleição teria, na ocasião, uma oportunidade de atacar Lula “sem réplica”, já que o petista decidiu faltar ao debate, e dizer que seu rival “arregou”.
Embora a tendência seja que Bolsonaro vire alvo dos outros candidatos, como Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil), aliados avaliam que os ataques a Lula podem gerar um saldo positivo para o presidente.
Esses interlocutores dizem, contudo, que a decisão só deve ser tomada por Bolsonaro de última hora.
7 DE SETEMBRO Uma das principais apostas de Bolsonaro para gerar um clima de “vitória” contra Lula era o 7 de Setembro. Aliados afirmavam que as imagens da Esplanada dos Ministérios e da orla de Copacabana cheias de apoiadores vestidos de verde e amarelo poderiam gerar uma sensação de “virada” de Bolsonaro na eleição e atrair eleitores indecisos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contudo, acatou ações de campanha adversárias, como a de Lula, e proibiu Bolsonaro de usar as imagens do Bicentenário da Independência gravadas pela TV Brasil em material de campanha, como os programas no horário eleitoral gratuito na TV.
A Viação Itapemirim e suas subsidiárias tiveram sua falência decretada nesta quarta-feira (21) pela 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A decisão, proferida pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, atendeu a um pedido do banco Bradesco, um dos credores da companhia.
A viação, uma das referências em transporte rodoviário no país, estava em recuperação judicial desde 2016. O negócio foi alvo de diversas polêmicas, incluindo brigas entre sócios e administradores, nos últimos anos.
Um dos capítulos mais comentados nos últimos tempos foi quando a companhia, mesmo estando em recuperação judicial, conseguiu a autorização para montar uma empresa do setor aéreo, a ITA, mesmo em meio à pandemia de Covid-19, um dos momentos de maior crise para o segmento.
Depois de anos em gestação, o negócio ficou no ar por cinco meses, entre acusações de atrasos de salário e de outros direitos de trabalhadores. No fim de 2021, pouco antes do Natal, a empresa cancelou subitamente seus voos, deixando milhares de passageiro sem atendimento.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na quarta-feira (21.set.2022) que terá, nas eleições de 2022, o dobro dos votos que teve no Nordeste em 2018, quando foi eleito presidente da República.
“Nós tratamos o nordestino como cidadão de verdade, e não como eleitores. Eu tenho certeza que, no mínimo, terei o dobro da votação que tive no passado no Nordeste. Em alguns lugares, até com chance de ganhar”, declarou o chefe do Executivo durante entrevista à emissora Rede Vida.
O candidato do PL também falou sobre a sua visita ao município de Garanhuns, no interior de Pernambuco. A cidade é a terra natal de seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a visita ao município, Bolsonaro fez críticas aos casos de corrupção do governo do petista e citou que seu governo reduziu o preço da gasolina e ajudou os mais pobres com o Auxílio Brasil.
Após clientes especularem sobre a falência do banco, o Nubank informou que não pretende encerrar as operações no Brasil. O rumor sobre um possível fechamentocomeçou após a fintech anunciar, na semana passada, uma mudança no recibo negociado na Bolsa brasileira, o programa de Brazilian Depositary Receipt (BDRs), que acompanha variações das ações cotadas na Bolsa de Nova York (Nyse), nos Estados Unidos.
Ou seja, o conselho administrativo aprovou o início do processo para a instituição financeira fechar o capital na Bolsa brasileira. Os BDRs dela continuarão sendo negociados na Bolsa brasileira, mas mudarão de nível três para um — tipo emitido por empresas com registro no exterior. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Na prática, a mudança permitirá que o Nubank não precise mais seguir as regras do órgão regulador do mercado financeiro brasileiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas continue se submetendo às normas da instituição que regula o mercado americano, a Securities and Exchange Commission (SEC). “O Nubank não vai fechar no Brasil. O anúncio é apenas a reestruturação do programa de BDRs. Seguimos trabalhando para simplificar cada vez mais a vida financeira dos nossos mais de 60 milhões de clientes”, disse a fintech em comunicado divulgado no último dia 15.
Ainda conforme a publicação, o banco seguirá com a divulgação em português dos documentos destinados aos investidores, como a apresentação de resultados trimestrais.
O que muda para quem investiu em BDRs no Nubank?
Ao ser implementada, a mudança permitirá que os investidores que possuem BDRs da fintech escolham receber as ações ordinárias classe A negociadas na Bolsa de Nova York, na proporção de seis BDRs para cada ação. Ou seja, quem optar por essa opção deve ter, no mínimo, seis BDRs.
Outra alternativa será trocar os BDRs de nível três por papéis de nível um, na proporção de um para um. Os investidores também poderão escolher vender os próprios papéis. Segundo o Nubank, as opções serão exibidas aos investidores no aplicativo ao longo dos próximos meses.
No fim de 2021, o banco criou o programaNuSócios, em meio ao processo de abertura de capital na Bolsa americana. A iniciativa convidava os clientes a se tornarem sócios do empreendimento através do recebimento de um BDR por pessoa.
Conforme a instituição financeira, junto com os outros investidores em BDRs, os NuSócios “também poderão escolher entre converter ou vender seus BDRs, antes do término do período específico de lockup [prazo em que a venda não é autorizada] do programa.”
O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (21) uma lei aprovada pelo Congresso que permite a cobertura de serviços não incluídos no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS) por planos de saúde. Na prática, os planos ficam obrigados a cobrir tratamentos que não estão listados pela agência, mas foram prescritos por médicos, desde que existam bases científicas para o pedido.
De acordo com a presidência da República, “a sanção busca evitar descontinuidade de tratamentos médicos, especialmente, àqueles que são portadores de doenças raras”. A discussão em torno do caso começou após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entender que planos privados de saúde não têm a obrigação de realizar consultas, exames e outros procedimentos que não estão previstos no rol da ANS.
Com a decisão, familiares e pacientes disseram que a saúde de portadores de doenças raras fica comprometida. Em alguns casos, operadoras de saúde chegaram a informar para famílias que retirariam equipamentos de fornecimento de oxigênio para portadores de doenças que necessitam de ventilação mecânica ou aporte de oxigênio para se manter vivo.
A reação de entidades levou o Congresso a se mobilizar para aprovar o projeto de lei nº 2.033, de 2022, que altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que permite que os planos cubram procedimentos que não estão na listagem de oferta obrigatória para os clientes. As coberturas extras devem obrigatoriamente ocorrer, de acordo com o texto sancionado, quando existir prescrição médica “desde que exista a comprovação da eficácia, à luz das ciências da saúde, baseada em evidências científicas e plano terapêutico; ou que existam recomendações pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – Conitec, ou de, no mínimo, um órgão de avaliação de tecnologias em saúde que tenha renome internacional, desde que sejam aprovadas também para seus nacionais”.
A decisão tem impacto para 46 milhões de usuários de planos de saúde, de acordo com dados da ANS.
Um jovem de 23 anos foi preso após ser flagrado por câmeras de segurança praticando um assalto em um posto de combustíveis, no bairro João Paulo II, em João Pessoa. As imagens do crime, foram compartilhadas nas redes sociais e a mãe do suspeito recebeu os vídeos e identificou que era o próprio filho, usando a moto dela.
O suspeito surpreendeu um frentista do estabelecimento e anunciou o assalto, fugindo em seguida.
Quando o jovem chegou em casa, a mãe disse que tinha visto os vídeos e ele confessou que era ele que estava praticando o assalto.
“Sou mãe e pai ao mesmo tempo e não admito esse tipo de atitude. Por isso, eu resolvi que ele vai pagar pelo que vez”, desabafou.
Depois de uma surra, a mulher levou o próprio filho para a Central de Polícia e o apresentou as autoridades.
Na terça-feira 20, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou com a ministra Cármen Lúcia e manteve no ar vídeos em que Lula chama Bolsonaro de genocida. A campanha do chefe do Executivo interpelou discursos feitos pelo petista em Recife (PE), em 21 de julho, e em Campina Grande (PB), em 2 de agosto, antes do prazo estabelecido para o início da campanha eleitoral.
No discurso feito em Recife, Lula disse que o PT fez mais pelo agronegócio “do que esse genocida que está aí”, sem mostrar provas. Já em Campina Grande, usou os termos “fascista”, “miliciano”, “mentiroso”, “negacionista”, “desumano”, “pessoa do mal” e “covarde” para se referir a Bolsonaro.
Advogados do Planalto acusaram Lula de promover “tentativa de captação antecipada de votos” e pediu ao TSE a exclusão imediata dos vídeos em que Bolsonaro é chamado de genocida e fascista, sob risco de interferência no processo eleitoral. Em agosto, a ministra Cármen Lúcia negou a solicitação.
“Como antes decidido por este tribunal, não é qualquer crítica contundente a candidato ou ofensa à honra que caracteriza propaganda eleitoral negativa antecipada, sob pena de violação à liberdade de expressão”, argumentou a juíza do TSE. Acompanharam o voto da relatora os ministros Benedito Gonçalves, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes. O magistrado Carlos Horbach abriu divergência, mas só foi seguido por Raul Araújo e Sérgio Banhos.
Ministro das Comunicações questionou levantamento do instituto
Faria e Janones trocam farpas nas redes sociais Fotos: Alan Santos/PR // Reprodução/CNN Brasil
O ministro das Comunicações Fábio Faria usou o Twitter para mostrar sua indignação com os últimos dados divulgados pela pesquisa Ipec (Antigo Ibope). Em levantamento divulgado, na noite desta segunda-feira (19), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto, contra 31% do presidente.
Faria falou na hipótese de a população cobrar o fechamento do instituto em 2 de outubro, dia do primeiro turno das eleições.
– TSE, anote esses números que o IPEC está dando, que no dia 2 de outubro a população vai cobrar o fechamento desse instituto. Chega desses absurdos com pesquisas eleitorais!!! A hora da verdade está chegando – escreveu o ministro.
O deputado federal André Janones (Avante-MG), aliado de Lula, respondeu ao ministro com deboche, fazendo alusão ao fato de Fábio ser genro de Silvio Santos.
– Povo brasileiro, guardem o rosto desse cara, ano que vem ele poderá estar na porta da sua casa te oferecendo Jequiti – disse Janones.
Faria rebateu que será mais fácil encontrar o deputado Janones na “Argentina quando for conhecer o Macron”. Lembrando de uma gafe do parlamentar, quando disse que Emmanuel Macron, presidente da França, era o presidente da Argentina.
A informação foi confirmada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, confirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) participará do 2º debate na TV com os candidatos à Presidência da República. O evento ocorrerá no próximo sábado (24).
A afirmação foi feita por Faria em entrevista ao Radar, da revista Veja, nesta terça-feira (20).
O debate foi organizado por VEJA em parceria com SBT, CNN, Terra NovaBrasil e Estadão/Eldorado.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que se reuniu na última segunda-feira (19) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para apresentar opções para financiar o piso nacional da enfermagem. A articulação ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter suspendido a lei do piso, aprovada no Congresso por 60 dias, até que seja esclarecida a fonte de custeio da medida.
“Falei com o ministro Paulo Guedes. Ele não emitiu juízo de valor em relação a esses projetos. Pediu para recolher cada uma dessas ideias para levar à equipe econômica e fazer uma avaliação. Então, ele não se comprometeu com nenhum deles”, afirmou na noite de segunda-feira.
Pacheco, que ocupa interinamente o cargo de presidente da República durante as viagens internacionais de Jair Bolsonaro (PL), se refere aos projetos que podem resolver o financiamento do piso e que foram discutidos por ele na segunda-feira com lideranças do Senado.
Nesta terça-feira (20), o presidente em exercício se reúne com o relator-geral do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), para debater o assunto. Castro já afirmou que vai propor que o piso da enfermagem fique fora do teto de gastos — regra que limita os gastos da União.
Pacheco propôs aos senadores os seguintes projetos: • O projeto de lei complementar (PLP) 44/2022, que permite que os estados, o Distrito Federal e os municípios reconduzam recursos recebidos para o combate à Covid-19 a outros programas da área da sáude. Segundo Pacheco, a consultoria do Senado avalia que a proposta pode gerar R$ 7 bilhões;
• O projeto de lei (PL) 798/2021, que reabre por 120 dias o prazo para a adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), a fim de incentivar a regularização de recursos, bens e valores, de origem lícita, que não tenham sido declarados aos órgãos públicos brasileiros;
• O PL 458/2021, que cria o Regime Especial de Atualização Patrimonial (Reap). O objetivo da proposta é permitir a atualização de valores e a correção de dados de bens móveis e imóveis de pessoas residentes ou domiciliadas no Brasil, e a regularização de bens que não tenham sido declarados à Receita, com a exclusão de penalidades decorrentes da omissão objeto de correção;
• O PL 1.417/2021, que prevê o pagamento de até R$ 3,3 bilhões por parte da União para as Santas Casas e os hospitais filantrópicos.
Além desses projetos, Pacheco disse que levou a Guedes a proposta de usar os recursos que o Ministério da Saúde recebe das emendas de relator, o chamado orçamento secreto, para financiar o piso da enfermagem. O presidente da República em exercício também citou medidas como correção dos valores dos itens da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que estão defasados, e dos preços dos procecimentos de saúde.
Nesse caso, ele entende que são projetos que precisariam de mais tempo de discussão no Legislativo e que poderiam fornecer recursos permanentes aos estados e municípios. O mesmo entendimento se estende ao projeto que legaliza e regulamenta a exploração de jogos de azar e apostas, para usar parte da arrecadação tributária decorrente da matéria para financiar o piso.
Em relação aos hospitais privados, Pacheco sugeriu a Guedes e a lideranças do Senado que haja uma inversão do ônus: ou seja, a fixação do piso da enfermagem e a avaliação posterior do impacto financeiro, para que, em seguida, haja uma iniciativa legislativa, como a desoneração da folha de pagamento, na proporção do impacto sofrido pelo setor privado
“Espero poder apresentar essas iniciativas como possíveis para uma ampla convergência, conciliação no ambito do Supremo Tribunal Federal, para que possamos fazer valer o piso da enfermagem no Brasil, recompensando ou mitigando os efeitos para os estados, municípios, hospitais filantrópicos e privados”, disse. Pacheco ressaltou que, se houver o entendimento de que esses projetos por ele citados vão ser suficientes para custear o piso da enfermagem, espera apreciar as matérias com celeridade.
Pelo piso aprovado no Congresso, os enfermeiros teriam que receber um salário mínimo inicial de R$ 4.750. A remuneração mínima de técnicos de enfermagem seria de 70% do piso nacional dos enfermeiros (R$ 3.325), enquanto o salário inicial de auxiliares de enfermagem e parteiras corresponderia a 50% do piso dos enfermeiros (R$ 2.375).