A informação foi revelada pelo colunista Bernardo Mello Franco
Foto: Divulgação / GOVBA
Um dos nomes especulados para comandar um ministério no futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia Rui Costa (PT) também é cotado para assumir a presidência da Petrobras.
A informação foi revelada pelo colunista Bernardo Mello Franco, durante o podcast “Interrompemos Nossa Programação”, do jornal O Globo. De acordo com o colunista, pesa a favor de Rui o seu passado como dirigente do Sindicato dos Químicos da Bahia (Sindiquímica).
Rui também seria um dos favoritos para assumir o ministério da Economia. A possiblidade foi confirmada por Lucas de Aragão, mestra em ciência política, professor de risco político da FGV e sócio da consultoria de análise política Arko Advice, durante entrevista à Folha de São Paulo. O cientista apontou que Rui seria um nome político que representa uma linha do “neo-PT” deve ser o escolhido.
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participará de reuniões com a equipe de transição de governo nesta segunda-feira (7), a partir das 10h, em São Paulo (SP), segundo um comunicado no site dele, depois de passar alguns dias descansando na Bahia com a esposa.
Lula retornou no sábado (5) a São Paulo. O desafio da gestão, que oficialmente ainda não começou, será negociar com o Congresso Nacional ajustes no Orçamento de 2023. Lula assumirá somente em 1º de janeiro de 2023.
Na sexta-feira, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, foi nomeado oficialmente chefe da transição de governo. Os dois trabalharão, até tomarem posse, com a equipe de transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. O foco inicial dos trabalhos será assegurar, no orçamento do próximo ano, a manutenção do auxílio para a população carente em R$ 600. Até o momento, esse valor não está assegurado.
‘Vou olhar isso’, escreveu empresário na rede social
O empresário Elon Musk disse que vai analisar os casos de censuras prévias impostas contra brasileiros por decisão dos gerenciadores do Twitter. Ele é o novo controlador da plataforma. Assumido na noite do domingo, 6, o compromisso veio em resposta a questionamentos realizados por usuários do Brasil na rede social.
“Vou olhar isso”, disse o empresário, depois de ler as mensagens. Inicialmente, o bilionário fez uma postagem afirmando que o poder é do povo.
Allan dos Santos, Daniel Silveira, Ludmilla Lins, Nikolas Ferreira, Oswaldo Eustáquio, Latino, Zezé di Camargo, Luciano Hang, Sara Winter, Marisa Lobo, Marcos Cintra, Coronel Tadeu, Carla Zambelli, André Valadão, Major Vitor Hugo, Gustavo Geyer, Bob Jeff, Canal Hipócritas (…)
Ao ver a mensagem, a jornalista Fernanda Salles, da Gazeta do Povo, citou o nome de diversos brasileiros que tiveram perfis censurados em redes sociais. Na lista, estão empresários, jornalistas, políticos e até cantores.
Josiano Padovani, outro usuário da rede social, também se manifestou na postagem de Musk no Twitter. Ele comentou que a plataforma “vem impondo uma censura ideológica draconiana ao direito de liberdade de expressão do povo brasileiro” e desafiou o novo dono da rede social a levantar-se contra a censura.
Hey @elonmusk,your company has been imposing a draconian ideological censorship of the Brazilian people's right to free speech. We are at a critical moment in our history! Wtf is going on?We thought you bought Twitter exactly for this reason! Rise and lift against censorship NOW!
Ao deparar com a sequência de respostas, ele questionou Padovani. “A que censura você se refere?”, escreveu.
A essa altura, Paulo Figueiredo, comentarista político brasileiro, entrou no debate. Ele disse que a plataforma impôs uma censura própria espontaneamente.
Of course, Twitter needs to obey Brazilian "court" decisions. But the company has gone above and beyond, spontaneously imposing its own censorship, even stricter than that of our flawed courts. Your moderators are currently being more dictatorial than our own courts!
“É claro que o Twitter precisa obedecer às decisões do ‘Tribunal’ brasileiro”, escreveu Figueiredo. “Mas a empresa foi além, impondo espontaneamente sua própria censura, ainda mais rigorosa do que a de nossos Tribunais falhos. Seus moderadores estão sendo mais ditatoriais do que nossos próprios Tribunais!”
O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo (6) pedindo para que pais e responsáveis vacinem as crianças contra a poliomielite. Segundo dados do ministério, a campanha de vacinação que ocorreu em agosto e setembro deste ano vacinou menos de 70% do público-alvo, composto por crianças de zero a cinco anos. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária em todo o país.
“Faço um apelo aos pais, avós e responsáveis. Vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças, adoeçam e morram de doenças para as quais existe vacina há tanto tempo.”
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.
“Há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite, mas infelizmente as coberturas vacinais estão caindo no mundo, assim como no nosso Brasil”, disse Queiroga no pronunciamento. Segundo ele, a baixa taxa de vacinação contra a doença foi agravada pela pandemia de covid-19.
“O Ministério da Saúde está empenhado para manter o Brasil livre da poliomielite”, destacou. O ministro afirmou que, durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que ocorreu em setembro, nos Estados Unidos, o Brasil reforçou a necessidade dos países americanos se mobilizarem para erradicar a enfermidade.
Queiroga lembrou ainda que na última semana o governo lançou um plano de combate à poliomielite com o objetivo de organizar o trabalho da União, dos estados e dos municípios. Entre as ações prioritárias está o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da vacinação.
“As vacinas continuam disponíveis nos postos de vacinação. É possível sim atingir a meta. Para tanto, é necessário o engajamento dos gestores de saúde e da sociedade civil. Estados como a Paraíba e o Amapá, por exemplo, já vacinaram mais de 90% do público alvo”, afirmou o ministro.
O ex-ator Guilherme de Pádua, um dos assassinos da atriz Daniella Perez em 1992, morreu de infarto, aos 53 anos, na noite do domingo 6. A informação foi divulgada pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, em Minas Gerais, onde Pádua pregava desde 2017, depois de passar alguns anos na cadeia.
“Recebi o telefonema de uma irmã informando que um dos nossos pastores acabou de falecer”, anunciou Valadão, durante uma live no Instagram. “Para mim, foi um impacto muito grande, porque, hoje de manhã, eu dirigi o culto e ele estava com a esposa. Ele praticou aquele crime terrível com a Daniella Perez, foi preso, cumpriu pena e se converteu. Ele estava em casa e morreu.”
Segundo o pastor, Pádua comandava o ministério “Recomeço” na igreja, responsável por cuidar de ex-presidiários. “A sociedade não compreende muito as coisas, ele cometeu aquele crime contra Daniella Perez, mas se converteu na prisão”, observou Valadão. “Ficou tão conhecido. Fez aquela besteira há anos.”
Guilherme de Pádua e Daniella Perez
Em 1992, a atriz Daniella Perez, de 22 anos, fazia um par romântico com Guilherme de Pádua, na novela De Corpo e Alma, da Globo. Daniella saiu do estúdio onde gravava a novela, em 28 de dezembro, e foi seguida por Pádua.
Horas depois, Daniella foi encontrada morta em um terreno baldio, na Barra da Tijuca, no Rio. A atriz tinha 16 perfurações no peito e no pescoço. Legistas afirmaram que a cena do crime tinha elementos de ritual satânico. Na manhã seguinte, a polícia identificou Pádua como o autor do assassinato, pois uma testemunha anotara a placa do carro dele. Também a então mulher de Pádua, Paula Thomaz, foi presa, em virtude de ter participado do crime.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou às redes sociais neste domingo (6) para se manifestar contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater as fake news disseminadas contra as urnas eletrônicas na live do argentino Fernando Cerimedo, amigo da família do presidente.
No Twitter, o senador disse que “a reação das autoridades competentes ante tudo o que está sendo exposto é apenas a censura, ao invés de esclarecimentos. Não vamos desistir do nosso Brasil”.
“Estamos num momento do Brasil em que o povo, parlamentares e jornalistas têm que medir as palavras para não serem censurados. E ainda tem gente achando isso tudo normal, ou pior, achando graça”, completou o parlamentar.
Na noite da última sexta-feira (4), o deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL) teve perfis nas redes sociais suspensos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, por propagar as informações da live questionando a apuração de votos no segundo turno da sucessão presidencial, quando Lula (PT) venceu Bolsonaro.
Bolsonaristas têm usado o conteúdo da live como justificativa para protestar contra o resultado das eleições e pedir intervenção militar. Outro filho do presidente, por exemplo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), defendeu um golpe de estado e sugeriu que o pai se consultasse com Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump.
Flávio Bolsonaro, no entanto, adotou a postura há poucos dias. Ele foi o único representante da família Bolsonaro que aceitou a derrota após o segundo turno.
Também no Twitter, um dia após a apuração dos votos, o senador agradeceu “a cada um que nos ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação de sua vida”. “Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando!”, disse Flávio na ocasião.
O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu o vídeo do canal La Derecha Diário no YouTube sobre supostas fraudes nas eleições brasileiras.
Durante live na sexta-feira, o argentino Fernando Cerimedo disse ter recebido um relatório com suposta auditoria que aponta que cinco modelos de urnas eletrônicas usadas na eleição deste ano registraram mais votos para Lula do que para Jair Bolsonaro.
Em nota, o TSE desmentiu o conteúdo do canal e citou ao menos cinco auditorias realizadas nas urnas eletrônicas desde 2012, destacando os nomes das empresas responsáveis pelos procedimentos.
“Não é verdade que os modelos anteriores das urnas eletrônicas não passaram por procedimentos de auditoria e fiscalização. Os equipamentos antigos já estão em uso desde 2010 (para as urnas modelo 2009 e 2010) e todos foram utilizadas nas Eleições 2018. Nesse período, esses modelos de urna já foram submetidos a diversas análises e auditorias, tais como a Auditoria Especial do PSDB em 2015 e cinco edições do Teste Público de Segurança (2012, 2016, 2017, 2019 e 2021).”
‘Qualquer cidadão tem o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes’, afirma Marcos Cintra
Por meio das redes sociais Marcos Cintra (União Brasil), economista e ex-auditor da Receita Federal, disse que as dúvidas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre as urnas “merecem resposta”. Em 2022, Cintra foi vice na chapa encabeçada por Soraya Thronicke (União Brasil) à Presidência da República.
As declarações do economista ocorrem em meio a questionamentos sobre os resultados das eleições deste ano. Algumas planilhas que circulam pelas redes sociais sugerem que centenas de urnas espalhadas pelo país aparecem sem votos para Bolsonaro. Tal comportamento está sendo visto como um anomalia por alguns eleitores.
“Verifiquei os dados do Tribunal Superior Eleitoral e não vejo explicação para Jair Bolsonaro ter zero votos em centenas de urnas”, escreveu no Twitter. “Há outras centenas, senão milhares de urnas com votações igualmente improváveis.” E completou: “Se há suspeita em uma única urna, elas recaem sobre todo o sistema”.
Para o economista, a preservação das instituições democráticas “exige respostas convincentes” a esses questionamentos. “Caso contrário estarei sendo forçado a reconhecer a validade dos pleitos por voto em papel”, declarou. “Tivéssemos registros em papel, sem prejuízo das vantagens da digitalização dos votos, estes casos aparentemente inexplicáveis poderiam ser rapidamente descartados, evitando as dúvidas sobre a integridade do sistema que estão se avolumando.”
Cintra conclui a sequência de postagens afirmando que os cidadãos têm o dever de exigir esclarecimentos das autoridades competentes para preservar a democracia e a legitimidade das instituições. “Quero ardentemente acreditar que haja explicação convincente”, destacou.
O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está com a corda no pescoço para aprovar um orçamento extra que viabilize as principais promessas econômicas da campanha dele, como a manutenção do Auxílio Brasil a R$ 600 e o reajuste do salário mínimo com ganho real. Ciente de que vai precisar do apoio do Congresso Nacional, Lula cogita recorrer até ao orçamento secreto para garantir os votos necessários que o permitam gastar mais no ano que vem.
O orçamento secreto é como ficou popularmente conhecido as chamadas emendas de relator, que são controladas pelo parlamentar escolhido pelo Congresso para elaborar o parecer da LOA (Lei Orçamentária Anual). Todos os deputados e senadores podem sugerir ao relator qual deve ser a destinação desses recursos. Contudo, não há uma regra específica para a aplicação dessas emendas. Dessa forma, não há uma distribuição igualitária das verbas e, na maioria das vezes, não é possível saber o nome do parlamentar que registrou o pedido, tampouco o destino desses recursos.
Ao longo da campanha eleitoral, criticar o orçamento secreto foi uma das armas de Lula contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista reclamou, principalmente, do caráter sigiloso desses recursos e prometeu que daria um fim às emendas de relator. O petista dizia que controlar o Orçamento deve ser uma tarefa do Poder Executivo, e não do Legislativo.
Durante a campanha Lula atacou o orçamento secreto e o Congresso. “O Congresso Nacional nunca esteve tão deformado como está agora. Nunca esteve tão antipovo, tão submisso aos interesses antinacionais. É talvez o pior Congresso que já tivemos na história do Brasil”, afirmou Lula em um dos compromissos da campanha eleitoral.
Grande aliada de Lula no segundo turno, a ex-candidata presidencial e senadora Simone Tebet (MDB-MS), hoje cotada para fazer parte do corpo ministerial do presidente eleito, chegou a declarar que o orçamento secreto pode ser “o maior esquema de corrupção do planeta Terra”.
No entanto, logo na primeira semana depois de vencer as eleições, a equipe de Lula que vai negociar com o Congresso a liberação de mais dinheiro notou que o orçamento secreto é um tema sensível aos parlamentares. Os integrantes do novo governo devem formalizar o pedido de recursos extras apenas na próxima semana, mas já foram alertados de que se mexerem nas emendas de relator, a proposta pode não seguir adiante.
Portanto, por mais que tenha se colocado contra nos últimos meses, Lula não deve promover alterações tão expressivas no orçamento secreto. Um caminho para resolver pode estar nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo de transição, inclusive, já teria deixado essa tarefa para a corte, que pode julgar ainda neste ano uma ação pendente sobre o assunto e declarar as emendas inconstitucionais.
Pontos negativos Para o economista Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da entidade Contas Abertas, as emendas são historicamente moedas de troca entre o Legislativo e o Executivo e o que Lula mais precisa nesse momento é, justamente, de um instrumento de barganha para construir um relacionamento político favorável. “Lula chegou a criticar, chamar de escárnio, mas existe um problema de relacionamento político e o linguajar que conhecem é esse, é como sabem negociar”, avalia.
De todo modo, Castello Branco frisa que dar continuidade ao orçamento secreto pode ser prejudicial. “A princípio, pouca diferença faria saber quem está indicando e quanto está indicando para construir uma quadra, se isso estiver dentro dos parâmetros legais e técnicos. Mas como não há critério, o parlamentar indica para onde ele quer, onde tem interesse, colégio eleitoral, isso, na verdade, cria uma desigualdade social e competitiva politicamente falando”, critica.
Professor e doutor em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Geraldo Biasoto Junior pontua que o orçamento secreto compromete a eficiência da máquina pública. “A divisão dos recursos não tem uma mínima coerência. A indicação é apenas política, não há um crivo técnico. Sendo assim, além de o gasto do dinheiro público ser ruim, abre-se um campo muito grande para a malversação de recursos”, destaca.
Na avaliação dele, Governo Federal e Congresso precisam encontrar outra forma de deputados e senadores poderem participar da indicação de recursos do Orçamento. “As emendas de relator não têm sentido dentro do ordenamento jurídico e institucional brasileiro. É um absurdo que elas existam. Precisamos, sim, de um espaço dentro do Orçamento para o Congresso indicar coisas que devem ser feitas, mas não da forma obscura que acontece atualmente.”