Entidade ressalta que as decisões judiciais interferem na programação
Foto: Marcello Casal Jr./ ABr
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou uma nota nesta quarta-feira (19), em que demonstra preocupação em relação às decisões judiciais “que interferem na programação das emissoras, com o cerceamento da livre circulação de conteúdos jornalísticos, ideias e opiniões”.
A entidade ressalta que “as restrições estabelecidas pela legislação eleitoral não podem servir de instrumento para a relativização dos conceitos de liberdade de imprensa e de expressão, princípios de nossa democracia e do Estado de Direito”.
Resultado é do Monitor do PIB, apurado pelo Ibre/FGV, que também mostra retração de 0,8% frente a julho deste ano
O PIB (Produto Interno Bruto)brasileiro teve expansão de 3,7% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2021. Frente a julho deste ano, o índice apresentou retração de 0,8%, informou nesta quarta-feira (19) o Monitor do PIB, apurado pelo Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia, a partir das mesmas fontes de dados e metodologia usadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo oficial das contas nacionais.
“A queda da atividade econômica em agosto está associada às retrações na indústria e nos serviços. Destaca-se que houve recuos na maior parte das atividades que compõem estes dois setores”, explica Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB – FGV, em nota oficial.
Ela afirma que, pela ótica da demanda, o destaque de agosto foi a queda do consumo das famílias, na comparação com julho. “Dada a importância que o consumo tem apresentado em 2022, sendo considerado o principal responsável pelo bom desempenho da economia no primeiro semestre, sua retração em agosto sinaliza provável dificuldade de manutenção do crescimento na economia na segunda metade do ano”, avalia.
Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias caiu 0,5% em agosto ante julho. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve uma elevação de 0,7% no período. A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 0,6% em agosto ante julho, enquanto a importação recuou 0,3%.
Em meses anteriores, já havia sido divulgado pelo Monitor do PIB-FGV que os juros em patamares elevados poderiam enfraquecer a economia no segundo semestre. “A retração registrada na atividade econômica em agosto pode ser uma sinalização de que a desaceleração da economia chegou”, completa Juliana.
Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 6,310 trilhões de janeiro a agosto de 2022, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 20% em agosto de 2022.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou nesta quarta-feira (19) as pessoas que estão “sonhando em voltar à mediocridade anterior”, fazendo referência às gestões do PT. “Ficam aí falando agora de picanha e cerveja, mas não têm noção do que aconteceu”, disse o ministro.
Na avaliação de Guedes, nos governos anteriores o Brasil caminhou na direção contrária à do restante do mundo. “A distância do Brasil com o resto do mundo aumentou. O Brasil empobreceu”, afirmou, durante palestra no Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária. Apesar da crítica direcionada, Guedes não mencionou o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem usado a picanha e a cerveja como exemplos do que o brasileiro conseguirá voltar a comprar com a retomada econômica prometida pelo petista.
O ministro ainda defendeu que foi durante o governo Bolsonaro que houve uma mudança de direção. “Caiu um meteoro na nossa cabeça, a gente atravessa e estamos saindo do lado de lá com uma dinâmica de crescimento próprio garantida.”
Segundo o economista, “o Brasil está crescendo mais que todas as economias mais avançadas” por possuir um “comando efetivo nesse caminho da prosperidade”. “As narrativas políticas não se sustentam. Está cheio de fake news.”
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, na manhã desta quarta-feira (19), com cerca de 200 evangélicos em São Paulo, para a divulgação de uma carta aos fiéis. O encontro faz parte de uma estratégia de tentar se aproximar da ala religiosa, que majoritariamente tem apoiado seu adversário no segundo turno, Jair Bolsonaro (PL).
A carta foi lida pelo ex-ministro Gilberto Carvalho. O evento aconteceu em um hotel no bairro Jardim Paulistano, área nobre da zona oeste da capital paulista. Lula chegou ao local, uma sala de conferência, ao som de música gospel. Em seguida, foi feita uma oração, agradecendo o ex-presidente e celebrando a vacina de Covid-19.
Na carta, Lula reforçou seu histórico de envolvimento no incentivo à liberdade religiosa dos governos. “Destaco a Reforma do Código Civil assegurando a Liberdade Religiosa no Brasil, o Decreto que criou o dia dedicado à Marcha para Jesus e ainda o Dia Nacional dos Evangélicos. Mantenho o mesmo respeito e o mesmo compromisso que me motivou a apoiar essas conquistas do povo evangélico”, diz trecho da carta.
O texto foi utilizado também para rebater a fake news de que fecharia igrejas e, citando Deus e trechos bíblicos, a carta abordou a necessidade de cuidado com os mais pobres. “Todos sabem que nunca houve qualquer risco ao funcionamento das Igrejas enquanto fui Presidente. Pelo contrário. Com a prosperidade que ajudamos a construir, foi no nosso Governo que as Igrejas mais cresceram, principalmente as Evangélicas, sem qualquer impedimento e até tiveram condições de enviar missionários para outros países”, diz o texto.
Lula também dedicou partes da carta para falar sobre o cuidado com as famílias brasileiras. “O respeito à família sempre foi um valor central na minha vida, que se reflete no profundo amor que dedico à minha esposa, aos meus filhos e netos. Por isso compreendo o lugar central que a família ocupa na fé cristã”, afirmou, reforçando que apoiar a família é dar comida e habitação.
“De nada adianta se dizer defensor da Família e ao mesmo tempo destruí-las pela miséria, pelo desemprego, pelo corte das políticas sociais e de moradia popular. Queremos dar às famílias, prosperidade e segurança. O Lar é a garantia de proteção. É inaceitável que milhões de brasileiros e brasileiras não tenham um teto.”
O deputado federal e ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) anunciou uma nova agenda do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Bahia, na próxima terça-feira (25).
O parlamentar não informou os locais da visita, mas disse que o chefe do Executivo vai passar por mais de uma cidade no interior do estado. “Estamos definindo a programação e como será a logística”, declarou Roma em entrevista à rádio CBN Salvador, nesta quarta-feira (19).
Bolsonaro esteve pela última vez na Bahia no dia 27 de setembro, na véspera do primeiro turno, quando fez comício em Juazeiro, ao lado de João Roma e de Raíssa Soares (PL), que disputavam o governo do estado e uma cadeira no Senado, respectivamente.
Durante a entrevista à rádio, o ex-ministro revelou também que Nikolas Ferreira (PL), deputado bolsonarista recém eleito, estará em Salvador nesta quinta-feira (20), para participar de evento na Igreja Batista, na Av. Paralela.
Pesquisa PoderData realizada de 16 a 18 de outubro de 2022 mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de votos válidos no 2º turno da disputa pela Presidência da República, contra 48% do presidente Jair Bolsonaro (PL).
As taxas consideram os votos válidos – os dados a algum candidato, excluindo-se brancos e nulos. É assim que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados na noite do domingo eleitoral de 2º turno, em 30 de outubro.
O cenário está congelado há duas semanas. Nas rodadas realizadas em 3 a 5 de outubro e de 9 a 11 de outubro, os 2 candidatos registravam as mesmas taxas de agora.
O PoderData entrevistou 5.000 pessoas nesta rodada. A margem de erro do levantamento é de 1,5 ponto percentual, para cima ou para baixo.
O candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera, com 58% dos votos válidos (desconsiderando brancos e nulos), na disputa ao Governo de São Paulo, contra 42% do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), mostra pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (19).
O levantamento mostra que Tarcísio oscilou positivamente um ponto percentual do dia 11 até o dia 18 deste mês (de 48% para 49%) enquanto o adversário petista manteve os mesmos 36% no período. Na capital paulista, os dois candidatos estão tecnicamente empatados, com 45% dos eleitores pretendendo votar em Tarcísio e 43% em Haddad.
Quando contabilizados os votos totais (considerando brancos e nulos), o candidato do Republicanos tem 49% contra 36% de Haddad. Brancos e nulos somam 7% e 8% dos entrevistados disseram que não sabem ou não responderam.
Os dados são do instituto Real Time Big Data e a pesquisa foi encomendada pela Record TV. O levantamento ouviu 1.200 eleitores nos dias 17 e 18 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-08867/2022.
Michelle abrirá passagem por São Paulo falando contra o aborto a líderes religiosos Imagem: Divulgação
Desde o início do segundo turno, a equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL) sabia que, na reta final, a campanha à reeleição se voltaria para São Paulo. Pois este momento chegou. E quem vai abrir a programação de pedidos por votos é a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Somente hoje, serão quatro eventos na maior cidade do país.
O presidente estará na capital paulista amanhã, na sexta-feira e também no domingo para um evento na avenida Paulista. Coube a Michelle o primeiro ato neste esforço. A agenda inicial será um evento com lideranças religiosas às 10 horas desta quarta-feira. A primeira-dama vai falar principalmente de aborto, adiantou a deputada federal reeleita Carla Zambelli (PL-SP), organizadora dos atos.
Rotina de candidata. A mulher que resistia a abraçar a tentativa de reeleição de Bolsonaro não existe mais e, desde a semana passada, Michelle tem agenda intensa de campanha. Ela percorreu capitais do Norte e do Nordeste e, entre hoje e sábado, visita os estados do Sudeste.
Michelle começa este esforço, digno de candidato, no ambiente em que tem mais familiaridade. Ela vai falar com líderes religiosos durante um ato ecumênico às 10 horas. Como acontece nestas ocasiões, a primeira-dama apresentará a eleição como uma batalha espiritual e vai apelar para pauta de valores na hora de pedir votos. O tema aborto terá grande enfoque durante seu discurso.
Zambelli afirmou que o evento vai reunir lideranças que “creem na vida desde a concepção”.
Senadora eleita, Damares Alves (Republicanos-DF) também deve discursar contra o aborto e a descriminalização das drogas. São esperados 800 religiosos entre padres, pastores, kardecistas e budistas.
Michelle e Damares são as principais lideranças a tentar buscar votos femininos para BolsonaroImagem: Divulgação: Bruno Fernandes
Mulheres com Bolsonaro. Michelle sempre foi a aposta para melhorar os indicadores do presidente com o eleitorado feminino. A primeira-dama abraçou esta causa neste segundo turno. O ato paulista deste esforço está marcado para as 15 horas.
A expectativa é reunir mil mulheres em São Paulo. E o discurso dirigido a elas é diferente do proferido pela manhã. Michelle vai falar de entregas do governo federal para o eleitorado feminino, como entrega de títulos de terra.
Zambelli aposta na empatia da primeira-dama ao falar de Bolsonaro como marido —e não apenas como chefe do Executivo— para atrair votos de mulheres que tem ressalvas em relação ao presidente.
Fotos com influencers. A primeira-dama também terá um horário para receber cerca de 40 mulheres com muitos seguidores nas redes sociais. A previsão é que metade delas faça vídeos e tirem fotos com Michelle, o que aumenta o engajamento na internet.
Zambelli declarou que este interesse pela primeira-dama ocorre porque ela virou uma extensão do presidente. O bom desempenho com o microfone e a aceitação é algo que Michelle experimenta desde o começo da corrida presidencial.
No evento de abertura da campanha, ocorrido em 16 de agosto em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro falou que na campanha Michelle era mais importante que o próprio candidato. Dentro da campanha do presidente, a avaliação é que o efeito de suavizar o marido junto ao eleitorado feminino só não é maior porque Bolsonaro comete deslizes, como agredir verbalmente a jornalista Vera Magalhães.
Discurso mais abrangente. O último evento de Michelle na longa agenda em São Paulo é o Encontro de Patriotas, que será realizado na Associação de Oficiais da Polícia Militar. Zambelli falou que serão 3 mil participantes, entre empresários e lideranças políticas.
É esperado que sejam feitos discursos mais amplos reforçando o pagamento do Auxílio Brasil ampliado, a queda no preço da gasolina e a deflação. Haverá espaço para criticas a esquerda e aquilo que Bolsonaro chama de ameaça do comunismo. A pauta conservadora também será mencionada.
Em todos os eventos, Michelle estará acompanhada do candidato a governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a falar nesta terça-feira (18) em regulação da mídia. Segundo ele, é necessário discutir o tema com a sociedade e há modelos na Europa e nos Estados Unidos. “Ninguém quer uma regulação como Cuba”, disse.
A regulação da mídia foi um tema que apareceu em diversos momentos nos discursos da pré-campanha do petista. Ele também falou sobre o tema em entrevista ao apresentador Ratinho, no SBT.
“Tem canal de televisão que só fala asneira, só fala grosseria, só ofende. Temos que ter uma regulação”, declarou Lula nesta 3ª feira em entrevista ao Flow Podcast, um dos mais populares do Brasil.
“A gente pode fazer uma regulação como a legislação inglesa, como a legislação americana, como a legislação alemã”, disse o ex-presidente.
O ex-ministro e atual candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas confirma que nas pesquisas internas o presidente Bolsonaro já consolidou um empate com perspectiva de virada. Em Minas que ele perdeu no primeiro turno, já virou e em São Paulo ele aumentará a margem.